HOME
ASSOCIAÇÃO
QUEM SOMOS
ASSOCIADAS
PRETENDENTES
LEGISLAÇÃO
SELO COMBUSTÍVEL SOCIAL
RENOVABIO
ESTUDOS TÉCNICOS
PNPB
LEGISLAÇÃO
MERCADO
SUSTENTABILIDADE
NOTÍCIAS
CONTATO
NOTÍCIA
30 out 2017 - 04:52
COMPARTILHAR
Compartilhar - Linkedin
Compartilhar - Facebook
Compartilhar - Twitter

Óleo de soja mais saudável pode ficar parecido com azeite

Um dos fatores que conferiram ao azeite de oliva a fama de "gordura do bem" foi sua alta concentração de ácido oleico (até 84% do total de ácidos graxos do produto). Também conhecido como ômega 9, trata-se de um ácido graxo monoinsaturado ao qual têm sido atribuídas propriedades anti-inflamatórias e a capacidade de reduzir o colesterol LDL.

No óleo de soja, muito mais usado pela população, esse nutriente também está presente, embora em quantidades mais modestas - em média 23% do total de ácidos graxos do produto.

Mas esse número poderá se tornar significativamente maior no futuro, graças a esforços de pesquisadores da Universidade Santa Cecília (Unisanta), em Santos (SP), e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) em Piracicaba (SP).

"Aumentar o teor de ácido oleico no óleo de soja seria interessante não apenas para o consumo humano, como também para a produção de biodiesel. Por esse motivo, nosso projeto busca marcadores genéticos que possibilitem, por meio da seleção genômica, modificar o perfil de ácidos graxos do óleo de soja," disse a professora Regina Priolli.

Ácidos graxos no óleo de soja

Além do ácido oleico, outros quatro ácidos graxos são encontrados no óleo de soja.

O ácido palmítico (11% em média) e o ácido esteárico (4%) são gorduras saturadas - consideradas ruins para o sistema cardiovascular. Já o ácido linoleico, ou ômega 6, (54%) e o ácido linolênico, ou ômega, 3 pertencem ao grupo das gorduras poli-insaturadas - consideradas boas para a saúde - e estão associados às características de sabor do óleo de soja.

"Por meio de melhoramento genético poderíamos, por exemplo, diminuir o teor de ácido palmítico e aumentar o de ácido oleico. Mas é preciso encontrar uma proporção ideal, pois teores desbalanceados destes ácidos graxos fariam com que o óleo endurecesse em temperaturas baixas," conta a pesquisadora.

Ela já cultivou 96 diferentes linhagens de plantas de diversas partes do mundo, durante dois anos. O estudo prossegue, sendo que um dos principais desafios tem sido alterar o perfil dos ácidos graxos sem diminuir a quantidade de proteína presente na soja - 40% em média.

"A soja é uma das principais fontes de proteína e óleo vegetal do mundo. A correlação negativa entre esses dois nutrientes no grão dificulta o aumento simultâneo de ambos. Por esse motivo, elevar a qualidade do óleo modulando a composição de ácidos graxos pode ser a saída para o melhoramento da soja," afirmou Regina.

Fonte: Diário da Saúde
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
02 jun 2020

Economia ambientalista para superar a crise causada pela COVID-19

+
SAIBA MAIS
02 jun 2020

Artigo: Combate à poluição será prioridade em saúde

+
SAIBA MAIS
29 mai 2020

Bioenergia e bioeconomia: é preciso manter o rumo certo

+
SAIBA MAIS
28 mai 2020

Curso sobre mudanças climáticas online e gratuito é lançado pela ONU

+
SAIBA MAIS
28 mai 2020

Desafio de universalizar acesso une instituições públicas e privadas

+
SAIBA MAIS
TODAS AS NOTÍCIAS
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 – cj. 91
Jardim Paulistano
01452-911 – São Paulo/SP
+55 11 3031-4721
APROBIO