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25 mai 2019 - 09:00
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No Ártico, a ciência ainda dá os primeiros passos

No que diz respeito às alterações em curso no Ártico, o conhecimento científico ainda está dando os primeiros passos, alertou artigo de um time internacional de cientistas. Mas uma coisa é certa: as temperaturas da região estão subindo a uma velocidade bem maior do que no restante do mundo.

Uma das consequências do aquecimento global no Ártico é a profunda alteração da paisagem. Os solos congelados estão derretendo, muitas vezes, segundo o artigo, pela primeira vez em milhares de anos. Os solos abrigam aproximadamente duas vezes mais carbono do que a atmosfera, portanto o derretimento pode liberar enormes quantidades de gases de efeito estufa.

Todavia, ainda há pouca informação sobre os processos e o modo como o derretimento dos solos congelados ocorre ao longo do tempo. Uma das limitações dos atuais modelos computacionais consiste no pressuposto de que os solos irão descongelar gradual e lentamente. A suposição é de que o derretimento se dá a partir das camadas superficiais do solo, em direção a camadas mais profundas, e pode levar décadas a séculos.

Os modelos, no entanto, não condizem com a realidade. Os solos congelados apresentam propriedades físicas estruturais, mantendo unido o terreno. À medida que eles derretem, o resultado tem sido uma desestabilização da paisagem. A terra pode afundar, ou partes do terreno colapsam, dando lugar a lagos e zonas úmidas.

Essa transformação dos solos pode acontecer em curto espaço de tempo. Tanto a camada superficial quanto aquelas mais profundas são afetadas pelo processo. Segundo o artigo, áreas ocupadas por florestas desaparecem, encostas deslizam, e estradas e edificações ficam prejudicadas pela instabilização do terreno. A alteração atinge até mesmo a prática da caça pelas comunidades tradicionais do Ártico.

Dessa forma, as transformações dos solos congelados tem sido bem superior ao previsto pelos modelos computacionais. E a quantidade de gás de efeito estufa a ser potencialmente liberada ainda permanece cercada de incertezas. Estimativas sugeriram que o degelo gradual do Ártico implicaria em emissões de 200 bilhões de toneladas de carbono - 15% do estoque dos solos - durante 300 anos.

A estimativa desconsidera fatores importantes, apontaram os cientistas. A começar pela probabilidade de derretimento abrupto de aproximadamente 20% de toda a extensão de solos congelados do Ártico. Nessas regiões, a paisagem sofre alterações significativas, incluindo a modificação de cursos d’água e da cobertura vegetal.

Além disso, as áreas mais vulneráveis ao derretimento abrupto tendem a concentrar volumes mais elevados de carbono nos solos. As modificações dessas áreas levaria a emissões em média bem mais significativas do que no restante do Ártico.

Em uma revisão recente da literatura científica relacionada ao derretimento abrupto de solos congelados, os cientistas sugeriram que o processo eleva a projeção de emissões de gases de efeito estufa em cerca de 50%. Além dos 200 bilhões de toneladas liberados gradualmente nos próximos 300 anos, entre 23 e 100 bilhões viriam da formação de lagos, de zonas úmidas ou deslizamento de encostas.

Mas essas estimativas são ainda preliminares, e demandam aprimoramento. Para tanto, ressaltaram os cientistas, investir em pesquisa no Ártico representa uma prioridade. A ciência pode tentar identificar as chances de quando e onde ocorrerá processos de derretimento abrupto.

Reduzir a velocidade das transformações pelas quais atravessa o Ártico constitui a mel25hor alternativa para se evitar surpresas. Há somente um caminho para isso: eliminar as emissões humanas de gases de efeito estufa, de forma a limitar o aquecimento global.

Fonte: Ciência e Clima
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