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25 ago 2017 - 05:43
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Empresa de biodiesel importa óleo que portugueses despejam no esgoto

Das 77 mil toneladas de óleo disponíveis no mercado, apenas 23 mil são reciclados. A cada hora, cerca de dois mil litros do rejeito vão parar nos esgotos portugueses.


A maior empresa portuguesa de reciclagem de óleos alimentares usados consegue comprar no mercado nacional apenas seis milhões de litros por ano para transformar em biodiesel, adquirindo o restante em outros países europeus. A empresa PRIO, que afirma ser um dos três maiores produtores europeus de biodiesel, produz por ano 50 milhões de litros de biodiesel com base em óleo alimentar usado (OAU). Boa parte dessa matéria-prima é adquirida no estrangeiro, embora os portugueses desperdicem milhões de litros do insumo nos esgotos.

Na última semana, a Associação Ambientalista Zero já tinha alertado para a reduzida reciclagem de OAU, informando que são despejadas nos esgotos portugueses cerca de 35 mil toneladas por ano. Nas contas da associação, com base em dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), são colocadas no mercado 77 mil toneladas de óleos a cada ano. Destas, deviam ser recicladas 58 mil toneladas (descontando as perdas) mas, são reutilizadas apenas 23 mil toneladas.Os cidadãos despejam nos esgotos 15 mil toneladas e o setor da hotelaria e alimentação (restaurantes e bares) outras 19 mil toneladas. Segundo a Zero, a taxa de coleta no setor doméstico é de 1,6% e na alimentação de 46% (neste caso a entrega de óleos é obrigatória).

A Quercus, outra associação ambientalista, alerta para o "elevado potencial de contaminação dos recursos hídricos" dos OAU afirmando em sua página na internet que "um litro de óleo é suficiente para poluir cerca de um milhão de litros de água", e que o óleo nos esgotos potencializa o aparecimento de pragas e danifica as estações de tratamento.

Mil litros de OAU produzem quase o mesmo volume em biodiesel, combustível renovável que produz menos dióxido de carbono. Ainda de acordo com a Quercus, cada tonelada de OAU que não vai para aterro sanitário e sim para reciclagem também evita a emissão de 14 toneladas de gases com efeito de estufa.

Nuno Correia, administrador da PRIO (empresa de distribuição e comercialização de combustíveis líquidos) e responsável pelo projeto PRIO TOP LEVEL, de reciclagem de OAU, disse à Lusa - agência portuguesa de notícias - que a empresa deve produzir este ano entre 60 a 70 milhões de litros de biodiesel com base nos óleos alimentares.  Correia acrescenta ainda que se todo o OAU fosse reaproveitado, Portugal poderia produzir mais e até mesmo exportar esse biodiesel.

"Gostaríamos que houvesse mais preocupação, a nível nacional, com este resíduo. O OAU permite que Portugal seja mais autônomo na produção de biocombustíveis", enfatizou o executivo, apelando para o empenho de governantes e populares.

O PRIO TOP LEVEL espera ser até 2020 o maior coletor de OAU de Portugal, com um investimento de três milhões de euros, colocando no país mais de 800 postos de coleta do resíduo e recebendo quase um terço do óleo alimentar vendido em Portugal.

Fonte: Portal Público com adaptações Aprobio
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