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18 out 2017 - 04:23
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Em Portugal, potencial de emissões sobe mais que atividade econômica, diz INE

O potencial de aquecimento global em Portugal aumentou 6,8% em 2015, cinco vezes mais que o crescimento da atividade econômica que foi 1,2%, revelou hoje (18) o INE.


Os Indicadores Econômico-ambientais - Contas das Emissões Atmosféricas, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, além da subida do potencial de aquecimento global, também o potencial de acidificação e o de formação de ozono (que se forma mais perto da superfície terrestre) aumentaram devido ao crescimento das emissões de gases de efeito estufa.


A avaliação da eficiência ambiental da economia, no que diz respeito as emissões atmosféricas, é efetuada comparando dados físicos ambientais com dados econômicos e o INE explica que "os três indicadores ambientais apresentaram crescimentos superiores ao que se observou no VAB [Valor Acrescentado Bruto] (1,2%), interrompendo a tendência decrescente" da última década.


Em 2015, o potencial de acidificação aumentou 3% e o de formação de ozono troposférico 3,1%, enquanto o Valor Acrescentado Bruto (VAB), a preços base, avançou 1,2%.


Em termos acumulados, "todos os indicadores ambientais registaram decréscimos significativos entre 1995 e 2015", contrariamente ao VAB, que aumentou 25,9%, ressalta o INE.


O potencial de aquecimento global apresentou uma tendência ascendente até 2005, acompanhando a evolução do VAB e, entre 2006 e 2014, apresentou um comportamento contrário àquele do indicador econômico.


O acréscimo das emissões é resultado da redução na oferta de energia renovável e aumento da produção de eletricidade a partir de combustíveis fósseis, nomeadamente o carvão, que têm um preço mais baixo que o gás natural, mas são mais poluentes.


As emissões de dióxido de carbono, um dos principais responsáveis pelas alterações climáticas, aumentaram 8,5%, acentuando o movimento ascendente iniciado em 2014, enquanto o metano subiu 1,1% e o óxido nitroso 0,2%. O potencial de acidificação, que apresentava uma tendência decrescente iniciada em 2006, também aumentou.


A redução de energia renovável é explicada pela falta de chuva, tendo sido 2015 um ano "extremamente seco - o sexto mais seco desde 1931 - com consequências na produção de energia hídrica, ao contrário de 2014 que tinha sido "um ano particularmente chuvoso".


Em 2015, os maiores contributos para o potencial de aquecimento global vieram da energia, água e saneamento (31,1%), indústria (26,6%) e agricultura, silvicultura e pesca (13,5%) além das famílias (12,4%).


Por cada euro de VAB gerado, foram emitidos 0,455 quilogramas de dióxido de carbono, um ligeiro aumento na comparação com o valor o ano anterior (0,431 quilogramas), com a área energia, água e saneamento a continuar a emitir mais por unidade de VAB, com 4,707 quilogramas, seguindo-se a agricultura, silvicultura e pesca, com 2,677 quilogramas.


Fonte: DN Notícias

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