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28 ago 2017 - 06:43
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Diesel coloca em xeque a maior indústria da Alemanha

As acusações de cartel e sentenças contra os motores poluidores prejudicam a imagem das poderosas fabricantes de carros


O presidente da organização Deutsche Umwelthilfe (Ajuda ao Meio Ambiente Alemão), Jürgen Resch, possui uma fama que lhe incomoda. Critica sem piedade na imprensa a perigosa poluição do ar feita pelos carros com motores a diesel fabricados na Alemanha. E dessa forma Resch se transformou no principal inimigo da poderosa indústria automotriz alemã. Sua fama aumentou no final de julho, graças a uma iniciativa que deixou em pânico os executivos da Volkswagen, Daimler e BMW e que obrigou o Governo Federal a procurar uma solução urgente para aplacar o descontentamento e o medo de 15 milhões de proprietários de carros a diesel na Alemanha.


Resch, que desde 1998 dirige a organização de defesa ao meio ambiente, obteve a maior vitória de sua vida em 28 de julho, quando um juiz do Tribunal do Contencioso Administrativo de Stuttgart emitiu uma sentença favorável à demanda apresentada por sua organização, que pedia a proibição da circulação dos carros a diesel poluidores na cidade, com um argumento demolidor: 'A saúde dos habitantes tem prioridade sobre os direitos dos proprietários de veículos a diesel', disse o juiz.

A sentença, que não tem data para ser cumprida, é o último golpe à imagem da poderosa indústria do automóvel, que emprega diretamente mais de 800.000 pessoas na Alemanha e fatura por ano 450 bilhões de euros (1,7 trilhão de reais). Os fabricantes enfrentam uma dura crise que começou com o famoso Dieselgate, o escândalo descoberto em 2015 sobre a manipulação feita pela Volkswagen de motores a diesel através de um software que permitia à empresa camuflar parte de suas emissões de gases poluidores. A trama estava oculta em aproximadamente 11 milhões de veículos vendidos em todo o mundo.

Quando ainda não havia se recuperado e cercada de críticas por seu papel na poluição, em julho a indústria voltou a sofrer outro baque quando a revista Der Spiegel afirmou que as três marcas emblemáticas do país, Volkswagen, Daimler e BMW, acertaram um cartel para evitar as rigorosas leis que regem a concorrência no país. As marcas negam peremptoriamente e Bruxelas ainda está investigando as acusações. 'O que está em jogo é, precisamente, a credibilidade de toda a indústria automotriz alemã', declarou a ministra da Economia, Brigitte Zypries.

Em uma tentativa de tranquilizar os alemães que deverão pagar pelas fraudes cometidas, a chanceler Angela Merkel, em plena campanha eleitoral, acusou a indústria de acabar com a confiança dos consumidores e condenou com uma frase categórica os ardis feitos pelos patrões. 'Estou com raiva', exclamou. Martin Schulz, líder dos socialdemocratas alemães, chamou os executivos de 'irresponsáveis' e afirmou que os donos de carros a diesel não deveriam ter que pagar a conta pela irresponsabilidade da indústria.

Continue lendo aqui.

Fonte: El País
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