HOME
ASSOCIAÇÃO
QUEM SOMOS
ASSOCIADOS
LEGISLAÇÃO
SELO COMBUSTÍVEL SOCIAL
RENOVABIO
ESTUDOS TÉCNICOS
PNPB
LEGISLAÇÃO
MERCADO
SUSTENTABILIDADE
NOTÍCIAS
CONTATO
NOTÍCIA
13 abr 2019 - 09:00
COMPARTILHAR
Compartilhar - Linkedin
Compartilhar - Facebook
Compartilhar - Twitter

Chuvas atípicas vão se tornar o novo normal, diz especialista

Episódios extremos aconteceram em todo o país e falta investimento em medidas de adaptação às mudanças climáticas





As chuvas intensas registradas em diferentes regiões no Brasil nestes primeiros meses do ano sinalizam que, daqui para frente, o que era considerado 'atípico' deverá ser tornar o novo normal. Considerada a maior chuva em 22 anos, o temporal causou dez mortes no Rio de Janeiro. No Piauí, mais de 10 000 famílias foram atingidas - cerca de 3 000 estão desabrigadas - e 17 cidades estão em situação de emergência.

É o que explica o especialista em recursos hídricos da ONG The Nature Conservancy, Samuel Barrêto. 'Primeiro temos que mudar uma questão conceitual. Essa chuva tão intensa não é mais atípica. Apenas neste ano, já vimos vários casos semelhantes no acúmulo de volume de água. O conceito é a primeira noção que precisamos mudar', afirmou.

Além das mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global, toda a infraestrutura disponível (sirenes, sistemas de drenagem, equipes de resgate, etc.) para lidar com desastres naturais, especificamente no Rio de Janeiro, não funcionou. Atualmente, trabalha-se com a ideia de adaptação às alterações do clima, e não mais com a possibilidade de evitar que as transformações ocorram. Ou seja, já que elas estão por aí, cabe ao poder público tomar ações para proteger a população.

'As mortes poderiam ter sido evitadas. Se não há investimento em ciência e coleta de dados, não será possível melhorar. Vamos cair em um ciclo vicioso', afirmou Barrêto. Segundo o especialista, o governo precisa impedir a ocupação dos territórios em risco de desabamento, criar uma política pública de habitação e prevenção de riscos, com investimento em soluções de drenagem, manutenção de bueiros e coleta e disponibilização de informações para a sociedade. 'Nos Estados Unidos, por exemplo, os cidadãos recebem alertas para cada evento climático extremo, seja um tufão ou temperaturas muito baixas', afirmou.





Barrêto destacou que as medidas de natureza também são importantes. Parques lineares, principalmente em áreas que têm sofrido com o processo de urbanização, com a impermeabilização do solo, podem contribuir com a absorção da água.

'Vimos situações dramáticas no Rio de Janeiro, no Piauí e em São Paulo. O governo é responsável e precisa criar políticas públicas para minimizar os impactos e os efeitos, em níveis federal, estadual e municipal. Essas anomalias são crescentes no Brasil e no mundo. Temos que nos preparar', afirmou.

Junto ao poder público, a população também tem como colaborar. Jogar lixo na rua, por exemplo, é uma das ações que Barrêto descreveu como prejudiciais para o sistema inteiro. Os resíduos sólidos entopem bueiros e impedem que a água escorra pelo caminho por onde deveria percorrer.

'Estamos no caminho inverso da adaptação às mudanças climáticas, não dando importância a elas e reduzindo os investimentos nessa área. Mais mortes vão acontecer, além dos prejuízos sociais e econômicos. Dos econômicos a gente corre atrás, mas quando se perde a vida, não há mais o que fazer', declarou.

Fonte: Veja

ÚLTIMAS NOTÍCIAS
17 fev 2020
APROBIO participa de reunião sobre mudanças no modelo de comercialização do biodiesel
+
SAIBA MAIS
14 fev 2020
Lançamento do Plano Decenal de Expansão de Energia - 2020/2029 -, pelo ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima Leite
+
SAIBA MAIS
14 fev 2020
Poluição custa US$ 8 bilhões por dia e mata 4 milhões de pessoas no ano
+
SAIBA MAIS
13 fev 2020
Venda de veículo a gasolina ou diesel pode ser proibida no Brasil em 2030
+
SAIBA MAIS
12 fev 2020
Instituto Fórum do Futuro apresenta projetos de desenvolvimento sustentável para a agricultura
+
SAIBA MAIS
TODAS AS NOTÍCIAS
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 – cj. 91
Jardim Paulistano
01452-911 – São Paulo/SP
+55 11 3031-4721
APROBIO