Poluição do ar afeta crescimento de árvores em São Paulo

Os efeitos da poluição do ar à saúde humana já são conhecidos. Uma pesquisa do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP) identificou agora que as árvores também sofrem esses efeitos, o que interfere nos benefícios ambientais prestados por elas. Os pesquisadores utilizaram como modelo a tipuana (Tipuana tipu) – uma das espécies de árvores mais comuns em São Paulo – e mostraram que os poluentes atmosféricos restringem o desenvolvimento desse tipo de planta.

Diminuir temperatura, produzir vapor de água, mitigar o escoamento da água da chuva e, inclusive, filtrar a poluição são alguns dos benefícios das árvores no ambiente urbano que estão prejudicados. “Vamos precisar muito desses serviços ambientais para a gente se adaptar aos impactos das mudanças climáticas. É muito importante ter árvores na cidade. Quanto mais saudáveis elas forem, mais rapidamente a gente vai ganhar esse serviço [ambiental]. As árvores que estão crescendo neste momento estão, provavelmente, sofrendo com o efeito da poluição”, disse Marcos Buckeridge, professor do IB-USP e responsável pelo projeto.

Foram analisadas 41 tipuanas localizadas em diferentes distâncias do Polo Industrial de Capuava, em Mauá, uma das áreas mais industrializadas da região metropolitana de São Paulo. De acordo com os pesquisadores, o bairro é composto por áreas residenciais e comerciais e um polo industrial, formado por refinarias de petróleo e fábricas de cimento e fertilizantes, por onde circula grande quantidade de caminhões e carros.

Estudo

Com um instrumento semelhante a uma broca de furadeira, mas com o interior oco, chamado de sonda Pressler, os pesquisadores retiraram amostras das cascas e dos anéis de crescimento. Eles analisaram a composição química e o tamanho dos anéis e conseguiram medir a variação dos níveis de poluição do ar por diversos elementos químicos a que as plantas foram expostas durante o desenvolvimento e como esse fator influenciou o crescimento delas.

“Nós pegamos árvores que estão em posição onde há uma poluição muito forte e comparamos com árvores onde a poluição não é tão forte”, afirmou Buckeridge. Quando os anéis são muito grandes ou largos, isso indica anos de bom crescimento, ou seja, foram anos de menores níveis de poluição. Os anéis de crescimento menores ou mais estreitos, por sua vez, representam anos de crescimento ruim, quando os níveis de poluição foram maiores.

“As árvores mais próximas às vias de tráfego e expostas a concentrações mais altas de alumínio, bário e zinco, gerados pelo desgaste de peças de automóveis, tiveram menor crescimento ao longo dos anos”, mostra o estudo, que teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

De acordo com a pesquisa, o material particulado (partículas muito finas de sólidos ou líquidos suspensos no ar) com tamanho de até 10 micrômetros (PM10), emitido pelo polo industrial, reduziu em até 37% a taxa de crescimento do diâmetro das árvores mais próximas à área.

Os resultados das análises da composição química das amostras das cascas foram confirmadas com dados obtidos por meio de séries temporais de emissões de material particulado na região de Capuava por cerca de 20 anos, elaboradas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

O estudo revela que os metais pesados e o material particulado influenciam o desenvolvimento das árvores ao mudar as propriedades ópticas da superfície das folhas. “Dessa forma, aumentam a temperatura e reduzem a disponibilidade de luz para a fotossíntese da planta. Além disso, podem reduzir as trocas gasosas das árvores ao acumular nos estômatos foliares – um conjunto de células nas folhas da planta que permitem a troca de gases com o ambiente e a transpiração do vegetal”.

Buckeridge destaca que a pesquisa mostrou o impacto da poluição no desenvolvimento das tipuanas e, agora, em novas etapas do trabalho, será possível calcular os impactos para a cidade como um todo. “Agora vamos ter que integrar, fazer a modelagem da arborização em São Paulo e ver, no caso da tipuana tipu, quais são esses efeitos no nível macro, mas nós não temos esse número ainda”, explicou.

Fonte: Agência Brasil

Nova Previdência deve estimular investimentos no Brasil

INTL FCStone prevê avanço para setores como agronegócio, energia, infraestrutura, construção civil e mercado imobiliário

A aprovação da “Nova Previdência”, posta pelo governo como condição fundamental para equilibrar as contas públicas do país, deve solidificar a confiança do mercado no governo, melhorar as perspectivas de crescimento do país e tornar mais promissor o ambiente de investimentos em setores como agronegócio, energia, infraestrutura, construção civil e mercado imobiliário.

“Essa melhoria nas expectativas se encaixa em um cenário global de elevado estoque de dinheiro a taxas de juros reais próximas de zero ou até negativas nos países desenvolvidos, onde as perspectivas de crescimento econômico nos próximos anos são mais baixas, gerando oportunidade para influxo de capital estrangeiro no Brasil”, explica o analista de mercado da INTL FCStone, Fábio Rezende.

Entre as tendências relacionadas ao agronegócio, nota-se um avanço do consumo de proteína animal, e um consequente aumento da demanda de grãos para alimentação dos rebanhos. Destaca-se que o Brasil tem ampla capacidade de aumento da área plantada e a INTL FCStone espera que isso resulte na abertura de 6 milhões de hectares para a agricultura até 2030.

Entre os ramos do setor do agronegócio que o grupo analisa como potenciais receptores de investimentos internacionais, sobressaem: logística de armazenagem, transporte e escoamento da produção; confinamentos, granjas e fábricas de ração; fábricas e revendas de insumos e máquinas agrícolas; terras; e indústria alimentícia. “O principal desafio do setor, para investimentos externos, é a deficiência da infraestrutura, a volatilidade cambial, e práticas de governança corporativa antiquadas”, pondera Rezende, em relatório.

Vinculada à expansão agrícola, uma das maiores oportunidades de investimento no Brasil é a produção de biocombustíveis. Políticas públicas devem manter esse setor em crescimento no médio prazo, como o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel. Atualmente em 10%, o percentual irá aumentar para 11% em junho de 2019, e continuará a subir até 2023, quando atingirá 15%. “Estimamos que, com a capacidade atual de produção, a mudança da mistura obrigatória e o aumento da demanda por diesel (vinculado ao crescimento econômico) deixará o país deficitário em biodiesel em 2022”, aponta a consultoria.

Em relação à geração elétrica, o governo brasileiro possui um claro foco de incentivos: o gás natural. A produção da commodity no país tem crescido e tende a continuar a crescer com a exploração do Pré-Sal. A INTL FCStone vislumbra oportunidades de investimento em infraestrutura (transporte e distribuição) de gás natural, projetos greenfield de termelétricas a base da commodity (Ciclo Combinado), e adaptações das termelétricas a carvão e a destilados do petróleo.

Há também boas oportunidades de investimento em fontes renováveis. “Damos destaque para a eólica, que cresce de maneira veloz no país. O potencial de energia eólica no Brasil é mais intenso de junho a dezembro, coincidindo com os meses de seca, de modo que pode ser usada de maneira suplementar a energia hidrelétrica. Dessa maneira, vislumbramos também investimentos em parques e usinas eólicas e na indústria de equipamentos para essas usinas”, afirma.

Ainda bastante pequeno no país, investimentos em energia solar também devem apresentar um grande salto nos próximos anos. O potencial solar brasileiro se concentra principalmente na região Nordeste, mais suscetível a secas, o que também torna a energia solar uma alternativa para suplementar a hidrelétrica.

O grande destaque na infraestrutura são os programas de privatizações e concessões dos governos federais e estaduais. A maior parte dos projetos são para concessões (101) e PPPs (52). Concessões de ferrovias e rodovias serão as prioridades de 2019, e somam 20 projetos no total (12 de ferrovias e 8 de rodovias).

O mercado imobiliário brasileiro tem o potencial de apresentar boa recuperação nos próximos anos, caso a economia do país volte a crescer. O mercado de imóveis residenciais deve apresentar crescimento com a retomada da economia e do crédito habitacional. O saldo das cadernetas de poupança vem em tendência de alta desde 2016, após o colapso nos anos anteriores, e somava R$ 614 bilhões no final de março, representando uma captação líquida de 8,2% em 12 meses.

O maior desafio do setor da construção civil é a sua dependência do setor público, que representa ainda cerca de 44% da demanda de obras realizadas no Brasil. “O equilíbrio das contas públicas com a aprovação da reforma da previdência é essencial para abrir espaço para novas obras públicas no orçamento. Isso também depende da política econômica do governo”, lembra a INTL FCStone. Com a aprovação da Nova Previdência, investimentos públicos em construção civil podem voltar ao radar dos governantes, principalmente com a aproximação do período eleitoral, em virtude da importância do setor na geração de emprego e renda, e na dinamização de outros ramos importantes para a economia brasileira, como a indústria e comércio de materiais, máquinas e equipamentos.

Fonte: Notícias Agrícolas

O que aquecimento global tem a ver com saúde mental

Eventos extremos, como furacões, tempestades, secas e ondas de calor, podem ser gatilho para ansiedade, distúrbio pós-traumático e depressão

Sabe-se que a luz solar ativa a produção de serotonina e dopamina, neurotransmissores relacionados à felicidade e ao bem-estar. Dias escuros, assim como chuvosos, não acionam esse mecanismo. Há até mesmo problemas mentais que surgem em função das estações: o transtorno afetivo sazonal, por exemplo, é um quadro que apresenta sintomas de depressão no inverno e melhoras no verão. No entanto, mais uma vez, o clima não bate o martelo: em um livro clássico sobre suicídio, o sociólogo francês Émile Durkheim, ao analisar as taxas de mortes autoinduzidas em países da Europa do século 19, descobriu que os casos costumam ocorrer no verão, e não no inverno.

O sul do Brasil registrou 23% de todos os casos de suicídio de 2017 no país, apesar de concentrar 14% da população brasileira, segundo boletim do Ministério da Saúde. E o Rio Grande do Sul tem as maiores taxas entre os Estados: 10,3 mortes por suicídio a cada 100 mil habitantes, quase duas vezes maior do que a taxa nacional, de 5,5.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul (SES) trata o tema como problema de saúde pública. A zona de maior risco é o Vale do Rio Pardo, região de plantio de fumo. Há estudos apontando que agricultores responsáveis por essa atividade têm maiores taxas de suicídio – os riscos seriam desde o uso do agrotóxico, aplicado de forma manual, até uma autoestima mais baixa, afetada pelos maus olhos que grande parte da sociedade destina a quem trabalha na cadeia do cigarro.

— São vários os fatores que influenciam o ser humano. Países escandinavos, com clima predominantemente frio e noites prolongadas, têm grandes taxas de depressão e de suicídio. O Rio Grande do Sul, onde o inverno é acentuado em comparação ao resto do Brasil, tem as maiores taxas de suicídio do Brasil — ressalta Cláudio Meneghello Martins, diretor daSociedade Brasileira de Psiquiatria (SBP). — O frio proporciona um isolamento social maior, mas entram também a predisposição genética e o estresse ambiental, como violência urbana, pobreza ou maus-tratos emocionais — salienta o psiquiatra.

Ainda que o escuro seja naturalmente associado ao perigo e ao que não é visível, o psiquiatra Luiz Carlos Mabilde, da Sociedade de Psicanálise de Porto Alegre (SPPA), destaca que nenhum clima é essencialmente melancólico ou inspirador: o indivíduo é responsável por conceber significados a eventos. Se para um morador da cidade a chuva pode suscitar tristeza, para um fazendeiro pode ser sinal de alegria e de prosperidade na plantação.

— O dia ensolarado é um dia como qualquer outro. E o dia cinzento também. Projetamos no sol e no cinza questões que já existem dentro de nós. Se estamos bem, não é o dia acinzentado que vai nos deprimir, nem o sol irá nos deixar eufóricos — reflete Mabilde.

Desafio à capacidade emocional de resiliência

Profissionais da saúde se preocupam com os impactos das mudanças climáticas à saúde mental. Especialistas indicam que serão cada vez mais comuns eventos extremos, como furacões, tempestades, secas, ondas de calor no verão e de frio no inverno. Eventos assim podem ser gatilho para ansiedade, distúrbio pós-traumático e depressão – sobretudo quando há perdas materiais ou de pessoas. Comunicado da Associação Psiquiátrica dos Estados Unidos (APA, na sigla em inglês) alerta ainda para outros riscos, como comportamento agressivo e violência doméstica. Para piorar, a exposição ao calor forte está ligada ao uso de álcool, às internações em emergências hospitalares e ao suicídio.

— Extremos exigem muito do ser humano em termos adaptativos, sobretudo uma grande capacidade emocional de resiliência — pontua o psiquiatra Cláudio Meneghello Martins, da SBP.

Estudo feito pela Universidade de Harvard e pelo Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), publicado em 2017, prevê também que nosso sono irá piorar em função da elevação de temperatura como consequência do aquecimento global. As mais afetadas, alertam os pesquisadores, serão as populações de menor renda, por terem menos dinheiro para se proteger com ventiladores e ar-condicionado, e os idosos, que regulam menos a temperatura do corpo.

Variações climáticas e seus impactos em nosso comportamento devem ser observados sempre, mas com cuidado. Nenhum pode afetar nosso pensamento da forma como Alcides Maya defendeu no início dos anos 1900. Mas ele pode descansar em paz: com clima grego ou não, montanhoso ou com os pampas, o Rio Grande do Sul segue produzindo grandes intelectuais.

Fonte: Gauchazh

Chuvas atípicas vão se tornar o novo normal, diz especialista

Episódios extremos aconteceram em todo o país e falta investimento em medidas de adaptação às mudanças climáticas

As chuvas intensas registradas em diferentes regiões no Brasil nestes primeiros meses do ano sinalizam que, daqui para frente, o que era considerado “atípico” deverá ser tornar o novo normal. Considerada a maior chuva em 22 anos, o temporal causou dez mortes no Rio de Janeiro. No Piauí, mais de 10 000 famílias foram atingidas — cerca de 3 000 estão desabrigadas — e 17 cidades estão em situação de emergência.

É o que explica o especialista em recursos hídricos da ONG The Nature Conservancy, Samuel Barrêto. “Primeiro temos que mudar uma questão conceitual. Essa chuva tão intensa não é mais atípica. Apenas neste ano, já vimos vários casos semelhantes no acúmulo de volume de água. O conceito é a primeira noção que precisamos mudar”, afirmou.

Além das mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global, toda a infraestrutura disponível (sirenes, sistemas de drenagem, equipes de resgate, etc.) para lidar com desastres naturais, especificamente no Rio de Janeiro, não funcionou. Atualmente, trabalha-se com a ideia de adaptação às alterações do clima, e não mais com a possibilidade de evitar que as transformações ocorram. Ou seja, já que elas estão por aí, cabe ao poder público tomar ações para proteger a população.

“As mortes poderiam ter sido evitadas. Se não há investimento em ciência e coleta de dados, não será possível melhorar. Vamos cair em um ciclo vicioso”, afirmou Barrêto. Segundo o especialista, o governo precisa impedir a ocupação dos territórios em risco de desabamento, criar uma política pública de habitação e prevenção de riscos, com investimento em soluções de drenagem, manutenção de bueiros e coleta e disponibilização de informações para a sociedade. “Nos Estados Unidos, por exemplo, os cidadãos recebem alertas para cada evento climático extremo, seja um tufão ou temperaturas muito baixas”, afirmou.

Barrêto destacou que as medidas de natureza também são importantes. Parques lineares, principalmente em áreas que têm sofrido com o processo de urbanização, com a impermeabilização do solo, podem contribuir com a absorção da água.

“Vimos situações dramáticas no Rio de Janeiro, no Piauí e em São Paulo. O governo é responsável e precisa criar políticas públicas para minimizar os impactos e os efeitos, em níveis federal, estadual e municipal. Essas anomalias são crescentes no Brasil e no mundo. Temos que nos preparar”, afirmou.

Junto ao poder público, a população também tem como colaborar. Jogar lixo na rua, por exemplo, é uma das ações que Barrêto descreveu como prejudiciais para o sistema inteiro. Os resíduos sólidos entopem bueiros e impedem que a água escorra pelo caminho por onde deveria percorrer.

“Estamos no caminho inverso da adaptação às mudanças climáticas, não dando importância a elas e reduzindo os investimentos nessa área. Mais mortes vão acontecer, além dos prejuízos sociais e econômicos. Dos econômicos a gente corre atrás, mas quando se perde a vida, não há mais o que fazer”, declarou.

Fonte: Veja

Você sabe o que é o Efeito Estufa?

Em si, o Efeito Estufa é um processo natural e necessário para a vida humana. Mas as ações irresponsáveis dos seres humanos têm intensificado esse processo, tornando-o prejudicial para o planeta. Vem que eu te conto mais sobre isso.

O que é o Efeito Estufa?

É um fenômeno natural de aquecimento da Terra, ele é responsável por manter a temperatura do planeta amena, para que nós possamos habitá-la. Resumidamente ele funciona assim: o sol emite radiações que chegam até a superfície da Terra. A superfície absorve parte dessa radiação, cerca de 51%. O restante ela converte e emite em forma de radiação infravermelha.  Essa radiação vai para a atmosfera, que é composta de gases-estufa, esses gases são responsáveis por absorver essa radiação e impedirem que ela volte para o espaço. Se esses gases não existissem, a temperatura média da Terra seria de 18 graus negativos. Esse processo mantém o clima sem grandes variações e possibilita a vida no planeta.

Então qual o problema do Efeito Estufa?

O problema é que as atividades humanas como o desmatamento, a queima de combustíveis fósseis, o uso de certos fertilizantes e o grande desperdício de alimentos têm lançado cada vez mais gases-estufa na atmosfera. Com uma concentração muito grande desses gases na atmosfera, forma-se uma barreira, que faz com que mais radiação infravermelha fique retida e devolvida novamente para a superfície do planeta. Assim o efeito estufa deixou de ser um processo natural e passou a ser o causador do aquecimento global.

Consequências do Efeito Estufa

  • Derretimento das calotas polares, consequentemente aumento do nível do mar. Isso leva a perda de vários ecossistemas costeiros. A longo prazo pode levar ao alagamento de cidades litorâneas.
  • O Efeito Estufa pode levar ao desaparecimento de espécies animais e vegetais.

  • O Efeito estufa gera mudanças climáticas severas, que podem  alterar os cursos naturais das correntes marítimas o que acabaria por provocar a extinção de diversas espécies de peixes e outros animais marinhos.
  • Pode potencializar fenômenos como: furacões, tempestades, secas e enchentes em determinadas regiões.

Fonte: Tri Curioso

Geleiras dos Alpes podem derreter 90% até 2100

Aquecimento global, em alta nas últimas décadas, ameaça cerca de 4.000 geleiras

As geleiras dos Alpes podem derreter em 90% até o final do século, se nada for feito para reduzir o efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira (8).

Cerca de 4.000 geleiras, cujo derretimento no verão fornece água a milhões de pessoas, estão ameaçadas pelas emissões vinculadas à atividade humana.

Uma equipe de pesquisadores suíços estimou a evolução das geleiras de acordo com diferentes hipóteses de aquecimento.

Se as emissões chegarem a um teto em poucos anos e depois caírem rapidamente até 2100, apenas um terço do volume de geleiras sobreviverá.

No entanto, se as emissões continuarem no ritmo atual, a previsão é muito mais assustadora.

“Com essa hipótese pessimista, os Alpes poderão ficar sem geleiras em 2100, com apenas alguns isolados em altitude, que representaria 50% ou menos do que o volume atual”, explica Mathias Huss, diretor da ETH Zurich, e co-autor do estudo.

Quaisquer que sejam os esforços para reduzir as emissões, os Alpes perderiam pelo menos metade de suas geleiras, alertam os pesquisadores que ressaltam a importância destas massas de gelo.

“Uma geleira é um reservatório. Uma geleira em bom estado derrete (parcialmente) durante o verão e aumenta de volume no inverno. Isso significa que o período em que as pessoas mais precisam de mais água, elas obtêm da geleira”, disse à AFP Harry Zekollari, da Universidade Tecnológica de Delft, na Holanda.

As geleiras dos Alpes contêm cerca de 100 km3 de gelo. Mas eles não são os únicos que derretem.

Outro estudo publicado na segunda-feira na Nature estima que o derretimento das geleiras em todo o mundo acelerou nas últimas décadas.

As geleiras perderam 9 trilhões de toneladas de gelo desde 1961, o que fez que o nível do mar subisse 2,7 cm, de acordo com o estudo publicado na segunda-feira por pesquisadores europeus.

As geleiras que mais contribuíram para esse aumento foram as do Alasca, as da Patagônia e as do Ártico. As dos Alpes, que são menores, tiveram uma contribuição “menor”.

Fonte: Destak Jornal

Resultado do Leilão 66 se recupera com vendas robustas na Etapa 5

Depois de dar muita dor de cabeça e pano para mangas, o 66º Leilão de Biodiesel está – finalmente – voltando aos eixos. Encerrado às 16h20, o processo negociou um pouco menos de 927,4 milhões de litros de biodiesel que serão usados pelas distribuidoras para atender ao mercado obrigatório durante o terceiro bimestre.

Embora esse resultado final tenha ficado aquém dos 950 milhões dos litros que BiodieselBR.com havia antecipado inicialmente – a projeção foi corrigida para 930 milhões de litros –, ele está longe do desastre que havia se insinuado nessa segunda-feira (08) depois que a Etapa 3 foi encerrada com preocupantes 809,8 milhões de litros comprados.

Dos 1,09 bilhão de litros que as usinas colocaram a venda na Etapa 2, ainda sobraram 165,5 milhões de litros para venda no mercado autorizativo e para o compor os estoques reguladores. Se não houver mais nenhum contratempo, o L66 deverá ser encerrado na próxima segunda-feira (15).

Maior Etapa 5

Depois de mais um adiamento na terça, dessa vez por conta das chuvas intensas registradas no Rio de Janeiro. A segunda rodada de compras das distribuidoras terminou com a aquisição de um pouco mais de 117,5 milhões de litros de biodiesel; um volume que faz desta a maior Etapa 5 entre todos os leilões bimestrais.

O recorde pertencia ao L41. Nele, as compras durante a Etapa 5 passaram de 113,4 milhões de litros.

O número robusto apurado hoje representa 12,7% do volume total negociado no L66. A última vez em que uma Etapa 5 teve um peso tão grande no resultado de um leilão de biodiesel foi no L53 quando 13,8% das compras aconteceram nessa fase

Esse é o terceiro certame em sequência onde a Etapa 5 aumenta seu espaço. No L63, a Etapa 5 movimentou somente 2,3% do biodiesel negociado no processo. Desde então, a situação vem se invertendo.

Em queda

O faturamento das usinas o L66 teve outra queda. A terceira seguida. No total, o L66 movimentou R$ 2,14 bilhões. O valor é 6,9% menor que o apurado no L65 e o menor dos últimos sete bimestres – o que cobre todos o período de vigência do B10.

Vale lembrar que ao menos uma parte dessa contração foi causada pela prorrogação da Etapa 2 do processo determinada pela ANP e realizada na última sexta-feira (05). Pressionadas, as usinas baixaram em cerca de 1% os valores que haviam pedido inicialmente por seu produto.

No fim, as distribuidoras pagaram, em média, R$ 2.312,06 por cada metro cúbico de biodiesel que adquiriram. No bimestre passado o valor havia ficado em R$ 2.358,31.

Destaques

– As distribuidoras adquiriram 927,3 milhões de litros de biodiesel no L66;
– Na Etapa 3 foram 809,8 milhões de litros complementados por mais 117,5 milhões de litros hoje;
– Com esse resultado, sobraram 165,5 milhões de litros das ofertas das usinas na Etapa 2;
– Em média, o metro cúbico custará R$ 2.312,06 às distribuidoras;
– A movimentação financeira total do L66 é de R$ 2,14 bilhões;
– Das 40 usinas habilitadas, 12 venderam completamente suas ofertas respondendo por 35,2% das vendas;
– Sete usinas venderam toda a capacidade instalada bimestral;
– Com 57,5 milhões de litros comercializados, a Granol de Anápolis ficou em primeiro lugar entre as usinas podendo faturar até R$ 137,2 milhões;
– Curiosamente, com um encalhe de 22,4 milhões de litros, a Granol de Anápolis também foi a usina com o maior volume não arremato;
– A BSBios foi o grupo empresarial do setor que mais vendeu com 95 milhões de litros arrematados por um total de R$ 215,5 milhões;
– A PBio de Candeias teve o produto mais caro e receberá R$ 2.501,44 por cada m³, cerca de 9,4% cima da média;
– Já produto mais barato, custando R$ 2.206,00, era da Caibiense;
– Bio Óleo e Cooperfeliz não encontraram compradores para os, respectivamente, 2 milhões e 400 mil litros que ofertaram;
– O Rio Grande do Sul foi o estado que mais vendeu biodiesel com 246,8 milhões de litros;

O resultado completo do Leilão 66 pode ser conferido clicando aqui.

Fonte: BiodieselBR

Setor de biodiesel terá uma nova agenda estratégica

Na semana passada, os membros da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel puderam ver em primeira-mão o novo planejamento estratégico que pretende apontar o caminho para que a indústria brasileira de biodiesel atinja um novo patamar de eficiência. O documento é fruto de 10 meses de esforços de um grupo de trabalho que foi formado em meados do ano passado.

“Precisamos de um norte, algo que nos mostre onde queremos chegar. Só quando você tem isso, consegue ver as responsabilidades que você consegue assumir e que projetos consegue realizar”, explicou à BiodieselBR.com o pesquisador da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, que respondeu pela coordenação do GT responsável pela elaboração da agenda. “Desde o início, decidimos elaborar um plano alinhado com a forma como o setor produtivo enxerga o futuro do biodiesel”, completa.

Por esse motivo, o GT foi além do cronograma de implementação do B15 até 2023 já autorizado pelo CNPE e encampou o B20 como o horizonte de mercado no processo de elaboração dos cenários que serviram de referência durante o processo de elaboração da agenda. Essa é uma bandeira que as três principais entidades representativas do setor – Abiove, Aprobio e Ubrabio – vêm empunhando desde outubro de 2016 quando foram convidadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) a consolidarem metas de longo prazo para a indústria.

O documento de 2016 fez parte do processo inicial de elaboração do Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Segundo Bruno, se a progressão de aumentos de um ponto percentual ao ano na mistura obrigatória já aprovada pelo CNPE puder ser ampliada para contemplar o B20, a produção nacional de biodiesel em 2028 seria aproximadamente 18 bilhões de litros anuais.

Desdobramentos

Foi a partir deste horizonte geral que o GT desdobrou quatro grandes metas: ampliar a participação de matérias-primas diferentes de soja e sebo para 15% do mercado; aumentar a participação das regiões Norte e Nordeste para 20% da produção nacional; colaborar para que 65% da produção brasileira de soja seja esmagada internamente; implantar pelo menos duas plantas piloto com tecnologia que permita a produção a partir de matérias-primas de baixa qualidade.

Embora reconheça que muitas dessas sugestões já venham sendo debatidas pelo setor há tempos, Bruno ressalta que a grande novidade da agenda estratégica é explicitar metas que possam ser atingidas nos próximos 10 anos.

Para chegar nesse resultado, o GT não contou somente a expertise de seus membros. “Além de consultas à pesquisadores, fizemos uma enquete sobre o que eles achavam que precisava ser feito e enviamos para várias pessoas e entidades do setor”, explica Bruno acrescentando que recolheram cerca de 20 sugestões.

Número e data

A diversificação das matérias-primas é uma das chaves para garantir que a cadeia de biodiesel cresça de forma sustentável. “Mas só dizer ‘precisamos diversificar’ não é muita coisa. Agora nós colocamos um número e um prazo: queremos 15% da matriz do biodiesel venha de fontes diferentes de soja e sebo até 2028”, diz.

Pelas contas do GT, isso exigiria que o país produz pelo menos 2,7 milhões de toneladas de óleos e gorduras diferentes de soja e sebo ao ano. Metade disso deverá vir da produção de óleo de palma e metade de oleaginosas de ciclo anual como a canola e o girassol.

Outra frente de batalha seria a expansão da produção de biodiesel no Norte e Nordeste que hoje representa 9% do total nacional para cerca de 20%. “Isso equilibraria melhor a produção com o consumo e melhoria a logística do biodiesel no Brasil”, avalia.

Levar a produção de biodiesel para essas duas regiões é um sonho antigo – e nunca concretizado – do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). Para Bruno, faltou um mapeamento adequado das matérias-primas pelas diferentes microrregiões do Nordeste. “Você tem a área do Matopiba onde a soja vem ganhando corpo, mas também as áreas do litoral. Nesses esforços sempre faltou mapear adequadamente onde é possível aumentar a produção de oleaginosas e, a partir desse diagnóstico, desenhar políticas públicas e linhas de financiamento específicas”, elabora.

Mais esmagamento

Para atingir a meta de aumentar a processamento de soja no mercado interno, a própria expansão da demanda – e produção – de biodiesel será um ponto fundamental. Mantida a matriz atual de matérias-primas do setor, a demanda esperada para 2028 exigiria o esmagamento de praticamente metade de produção anual da sojicultura nacional.

Outra linha de atuação que a Câmara Setorial poderia adotar para incentivar o esmagamento seria difundir novas oportunidades de agregação de valor dentro do complexo soja. “Hoje as esmagadoras aproveitam relativamente poucos dos bioprodutos que o processamento da soja poderia permitir entre eletricidade, farelos proteicos especiais ou, até mesmo, etanol de melaço de soja como o que a Caramuru já vem produzindo”, elabora Bruno.

“Nós já temos estudos mostrando que é mais viável financeiramente agregar valor do que simplesmente exportar a soja em grão. Que isso pode gerar ganhos tanto para o setor produtivo quanto em termos de arrecadação tributária. Temos que difundir melhor esse conhecimento”, complementa.

Resíduos

Talvez a mais singela das metas propostas esteja na instalação de plantas piloto para a difusão de novas tecnologias dentro do setor de biodiesel. Embora o setor ainda tenha muita capacidade instalada ociosa – no ano passado mais de um terço da capacidade das usinas ficou subutilizada – o que inibe qualquer mudança maior na base tecnológica das usinas, o aproveitamento de matérias-primas de baixa qualidade e custo mais atrativo pode criar vantagens competitivas para as usinas. “O investimento pode valer a pena para permitir o aproveitamento de uma oportunidade regional”, especula.

O foco seria permitir a incorporação de uma parcela maior de óleos residuais na produção de biodiesel. Os casos paradigmáticos seriam o óleo de cozinha usado e o óleo de macaúba de comunidades extrativistas. “No extrativismo os frutos são coletados do chão e isso quer dizer que, normalmente, eles já passaram do ponto o que aumenta sua acidez. O processo de transesterificação não é tão eficiente com esse tipo de óleo”, explica acrescentando que muitos outros processos industriais geram subprodutos que poderiam ser incorporados caso o setor tivesse a tecnologia produtiva adequada. “O desafio é mapear esses produtos para podermos avaliar como viabilizar a escala e a sua coleta desses resíduos”, pontua.

O GT está aparando as arestas finais do texto. A expectativa do presidente da Câmara Setorial, Julio Cesar Minelli, é que o documento final esteja pronto para apresentação para a ministra Teresa Cristina já na próxima semana. Na sequência o documento será tornado público.

Fonte: BiodieselBR

A tecnologia que promete remover CO2 do ar e transformar em pó

Nova tecnologia que ‘captura’ dóxido de carbono do ar ganhou investimentos de gigantes de combustível fóssil, mas também gera temor de ambientalistas

Uma tecnologia que retira dióxido de carbono do ar está recendo investimento de algumas das maiores empresas de combustível fóssil do mundo.

A Carbon Engineering, da cidade de British Columbia, no Canadá, afirma que consegue “capturar” CO2 da atmosfera de maneira eficiente e econômica.

A empresa recebeu US$ 68 milhões em investimentos da Chevron, da Occidental e da gigante de extração mineral BHP.

Mas ambientalistas temem que essa tecnologia seja usada para extrair volumes ainda maiores de petróleo.

Diante das metas internacionais de redução de gases do efeito estufa, várias empresas entraram na corrida por uma tecnologia capaz de reduzir o dióxido de carbono do ar. A empresa suíça Climeworks, por exemplo, já atua capturando CO2 do ar para usar na produção de vegetais.

Já a Carbon Engineering diz que é capaz de capturar gás carbônico do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

O desenvolvimento de tecnologia para a remoção de dióxido de carbono passou a receber apoio da comunidade científica, depois que o último relatório do Painel Internacional de Mudança Climática defendeu a medida como forma de atingir a meta de manter em 1,5 grau Celsius o aumento da temperatura terrestre neste século.

Com os investimentos que recebeu de empresas de extração de óleo e minério, a Carbon Engineering diz que conseguirá construir a estrutura física para abrigar equipamentos de escala industrial voltados à limpeza de CO2 do ar.

Essas plantas de captura de gases poluentes seriam capazes de retirar até um milhão de toneladas de CO2 da atmosfera a cada ano.

Como o sistema funciona?

O CO2 é um poderoso gás causador do aquecimento global, mas não há muito dele na atmosfera- para cada milhão de moléculas de ar, há 410 de CO2.

O processo desenvolvido pela Carbon Engineering envolve sugar o ar e o expor a uma solução química que concentra o CO2. Processos adicionais de refinamento fazem com que o gás seja purificado de modo a ser armazenado e, posteriormente, utilizado como um combustível líquido.

Isso exige combinações químicas complexas?

Sim.

As instalações da Carbon Engineering contam com uma espécie de turbina no meio do teto, que captura ar da atmosfera.

Esse ar entra em contato com uma solução química de hidróxido. Alguns hidróxidos reagem com o dióxido de carbono, formando uma solução de carbonato.

Essa mistura é, então, tratada com hidróxido de cálcio para assumir uma forma sólida.

Infográfico mostra como é a transformação de CO2 em combustível — Foto: BBCInfográfico mostra como é a transformação de CO2 em combustível — Foto: BBC

Infográfico mostra como é a transformação de CO2 em combustível — Foto: BBC

As partículas de carbonato de cálcio são, então, submetidas a temperaturas de até 900 graus Celsius e se decompõem formando uma corrente de CO2 e óxido de cálcio.

Esse líquido que contém CO2 passa, em seguida, por uma limpeza para remover impurezas da água.

“A chave para esse processo é a concentração do CO2”, diz Jenny McCahill, da Carbon Engineering.

“Podemos armazenar o CO2 em pó ou combiná-lo com hidrogênio para formar hidrocarbonetos ou metanol.”

Sim. É um processo complexo, mas que pode ser feito.

O CO2 capturado da atmosfera é misturado com hidrogênio. Ele passa, então, por um catalisador a 900 graus Celsius, para formar monóxido de carbono.

Quando é acrescentado mais hidrogênio, o monóxido de carbono se torna gás sintético. Finalmente, esse gás é transformado em combustível sintético bruto. A Carbon Engineering diz que essa substância pode ser usada para mover diferentes tipos de motores, sem ter de passar por modificações.

“O combustível que produzimos não tem enxofre em sua composição. A queima, portanto, é mais limpa que a de combustíveis tradicionais,” diz McCahill.

“Ele pode ser usado por caminhão, carro ou aeronave.”

Por que empresas de combustível fóssil estão investindo nesse processo?

CO2 pode ser usado para extrair os últimos depósitos de óleo em poços que já ultrapassaram o período de alta produtividade.

A indústria de petróleo e gás dos Estados Unidos utiliza essa técnica há décadas.

Estima-se que a utilização de CO2 pode resultar numa extração extra de 30% de petróleo, com o benefício adicional de que, nesse processo, o dióxido de carbono fica retido permanentemente no solo.

“A tecnologia da Carbon Engeneering tem a capacidade de capturar e prover volumes elevados de CO2 atmosférico”, diz o vice-presidente da Occidental Petroleum, Richard Jackson, num comunicado.

“Ao garantir a captura e reutilização de CO2 em larga escala, essa tecnologia complementa os negócios da Occidental na extração de petróleo.”

Outro investidor da Carbon Engineering é a BHP, mais conhecida pelas atividades de extração mineral e carvão.

“A realidade é que combustíveis fósseis vão continuar por aí por algumas décadas, seja em processos industriais seja para uso em transportes”, disse Fiona Wild, diretora de mudanças climáticas e sustentabilidade da BHP.

“O que precisamos é investir em tecnologias capazes de reduzir as emissões nesses processos. Por isso estamos focando na captura e armazenamento de dióxido de carbono.”

Alguns ativistas da área ambiental estão otimistas com essa tecnologia de captura de carbono do ar, mas outros temem que ela seja usada para prolongar a era do combustível fóssil.

“É uma grande preocupação”, disse Tzeporah Berman, diretora internacional da ONG Stand, que atua na defesa do meio-ambiente.

“Precisamos trabalhar em conjunto para encontrar uma maneira de abandonar por completo os combustíveis fósseis. (A captura de CO2) Nos traz a falsa esperança de que podemos continuar a produzir e queimar combustíveis fósseis, para depois a tecnologia consertar a situação. Já passamos desse ponto.”

Outros ambientalistas temem que essa tecnologia de captura de CO2 estimule as pessoas a acharem que não precisam mais reduzir suas próprias emissões de carbono.

“Acho que há um perigo real de que as pessoas enxerguem essa tecnologia como uma solução mágica e passem a se preocupar menos em cortar suas emissões de carbono”, diz Shakti Ramkumar, estudante da Universidade de British Columbia.

“Temos a responsabilidade moral de reduzir nosso consumo em larga escala. Precisamos refletir profundamente sobre onde e como vivemos nossas vidas.”

Essa tecnologia é a ‘solução mágica’ contra o aquecimento global?

É impossível dizer se a ideia da Carbon Engineering fará grande diferença na luta contra as mudanças climáticas.

A empresa acredita que suas máquinas de captura de CO2 podem se tornar tão comuns quanto as plantas de tratamento de água- prestando um serviço valioso, embora pouco notado pelo público em geral.

Por enquanto, a companhia conseguiu dinheiro suficiente para construir a infraestrutura para sequestrar carbono do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

Mas, será que com esses grandes investimentos da indústria de petróleo, o foco dos esforços em capturar CO2 não será direcionado à produção de mais combustível fóssil em vez de se direcionar ao controle das mudanças climáticas?

Mas, afinal de contas, as descobertas da Carbon Engineering são a “bala de prata” no controle de gases poluentes?

“Eu nunca diria a ninguém que devemos apostar todas as fichas numa mesma opção”, diz o CEO da Carbon Engineering, Steve Oldham.

“Mas é positivo o fato de que temos a tecnologia pronta, disponível, preparada para ser usada e sem efeitos colaterais químicos.”

Estudos recentes afirmam que espécies que vivem no Ártico, como o urso polar, focas e crustáceos, precisam se adaptar ao constante degelo ou podem desaparecer para sempre devido ao aumento da temperatura do planeta. — Foto: Danile Beltra/Greenpeace/AFPEstudos recentes afirmam que espécies que vivem no Ártico, como o urso polar, focas e crustáceos, precisam se adaptar ao constante degelo ou podem desaparecer para sempre devido ao aumento da temperatura do planeta. — Foto: Danile Beltra/Greenpeace/AFP

Estudos recentes afirmam que espécies que vivem no Ártico, como o urso polar, focas e crustáceos, precisam se adaptar ao constante degelo ou podem desaparecer para sempre devido ao aumento da temperatura do planeta. — Foto: Danile Beltra/Greenpeace/AFP

Fonte: G1

Confaz prorroga regra que reduz ICMS do biodiesel

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) renovou por mais um ano a vigência do Convênio ICMS 113/06 que fixa em 12% a base de cálculo do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços (ICMS) incidente sobre operações relacionadas ao biodiesel puro. A decisão de prorrogar a regra foi tomada nessa última sexta-feira (05) durante a 172ª reunião ordinária do conselho.

Criado em outubro de 2006, o Convênio ICMS 113/06 tinha validade até abril de 2011 e vem sendo renovado periodicamente desde então. A última renovação foi em setembro de 2017 e garantiu validade até o final deste mês.

Santa Catarina

Além da prorrogação, o governo de Santa Catarina aderiu do Convênio ICMS 105/03 que autoriza a isenção da cobrança de ICMS sobre “operações internas com produtos vegetais destinados à produção de biodiesel”.

Quando foi criada em 2003, a regra valia para 11 estados brasileiros e, com a adesão de Santa Catarina, passa a abranger 26. Somente o Paraná ainda não se tornou signatário

Fonte: BiodieselBR

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