Brasil exportou biodiesel em janeiro

Tem algo de diferente acontecendo no mercado brasileiro de biodiesel. Em janeiro foi registrada a exportação de 97,5 toneladas do biocombustível com destino aos Estados Unidos. Com mais este embarque já são quatro meses seguidos de presença brasileira no mercado internacional – algo que já não acontecia desde a primeira metade de 2014.

Houve ainda um embarque isolado em julho passado. Também para o mercado norte-americano.

Ainda não dá para falar que as exportações que estão acontecendo agora tenham escala comercial. Todas elas estão na faixa das dezenas de toneladas sendo que a maior foi justamente a de janeiro. Somando os cinco negócios registrados no ano passado tivemos 194,7 toneladas de biodiesel exportado por um total de US$ 342,7 mil – o equivalente a R$ 1,28 milhão pela cotação desta sexta-feira (08).

A última exportação de bom porte feita pelo Brasil foi em dezembro de 2015 quando 10 mil toneladas foram embarcadas para a Holanda por um total de US$ 7,6 milhões. No total, as exportações brasileiras de biodiesel se restringem a 80,3 mil toneladas e faturamento de US$ 74,9 milhões.

Para fins de comparação, apenas no ano passado a Argentina exportou 1,14 milhão de toneladas de biodiesel e recebeu US$ 794,3 milhões.

Roteiro parecido

O roteiro de cada um desses negócios que vem acontecendo desde julho tem sido similar: o biodiesel é sempre embarcado a partir do Porto de Santos e tem seu estado de origem declarado como sendo de São Paulo. Os preços praticados nos três últimos meses também foram praticamente idênticos com a tonelada. Em dezembro, a tonelada de biodiesel foi vendida por US$ 1.794,20.

Isso parece indicar que temos pelo menos uma usina ou companhia de trading testando a rentabilidade do biodiesel brasileiro no mercado norte-americano.

Fonte: BiodieselBR

Aquecimento global: década pode ser a mais quente da história, diz agência britânica

O mundo está no meio do que pode ser a década mais quente já registrada, de acordo com um estudo do Met Office – o serviço meteorológico do governo britânico.

O serviço, cujos registros remontam a 1850, projeta que as temperaturas nos próximos cinco anos estarão até 1°C mais altas do que aquelas observadas no período pré-revolução industrial.

Há também uma pequena chance de que um destes anos registre temperaturas até 1,5°C maiores.

Este patamar é visto como um limite crítico para o aquecimento global.

Se os dados realmente corresponderem às projeções do Met Office, o período de 2014 até 2023 será a década mais quente nos 150 anos de dados da agência.

Segundo o Met Office, o ano de 2015 foi o primeiro no qual a temperatura média global da superfície da Terra atingiu 1°C acima dos níveis pré-revolução industrial – geralmente, este nível é calculado levando em conta as temperaturas entre os anos de 1850 e 1900.

Em todos os anos desde 2015, a temperatura média global ficou próxima ou ligeiramente acima desta marca de 1°C a mais. Agora, o Met Office afirma que esta tendência deve se manter ou até se fortalecer nos próximos cinco anos.

“Acabamos de fazer as previsões deste ano e elas vão até 2023 e o que sugerem é um rápido aquecimento global”, disse o professor Adam Scaife, chefe de previsão de longo prazo do Met Office.

“Olhando individualmente para cada ano nessa previsão, podemos ver agora, pela primeira vez, que há o risco de uma superação temporária, e repito, temporária, do limiar de 1,5°C estabelecido no acordo climático de Paris.”

Em outubro passado, cientistas da ONU publicaram um relatório sobre os impactos de longo prazo de um aumento de temperatura de 1,5°C.

No acordo de Paris, ficou estabelecido que os países signatários tentariam cortar emissões de carbono para impedir que o mundo passe desse limite até 2030. Agora, a análise do Met Office diz que há 10% de chance de isso acontecer nos próximos cinco anos.

“É a primeira vez que as previsões mostram um risco significativo de superação – que é apenas temporária. Estamos falando de anos individuais variando acima do nível de 1,5 grau”, disse o professor Scaife.

“Mas o fato de que isso possa acontecer nos próximos anos devido a uma combinação de aquecimento geral e flutuações devido a eventos como os do El Niño significa que estamos chegando perto desse limiar”.

Gráfico com dados do Met OfficeDireito de imagemANDRE SHALDERS

Quão confiante está o Met Office sobre sua previsão?

O serviço diz que tem um patamar de confiança de 90% nas previsões para os próximos anos.

Segundo o Met Office, de 2019 a 2023, veremos temperaturas variando de 1,03°C a 1,57°C acima do nível de 1850-1900, com aumento do aquecimento em grande parte do globo, especialmente em áreas como o Ártico.

A equipe de pesquisadores diz que está bastante segura de suas previsões por causa de experiências passadas. Sua previsão anterior, feita em 2013, já havia mencionado a rápida taxa de aquecimento que foi observada nos últimos cinco anos. Previu também alguns dos detalhes menos conhecidos, como a mancha de resfriamento observada no Atlântico Norte e os pontos mais frios do Oceano Antártico.

Se as observações do Met Office para os próximos cinco anos corresponderem às expectativas, a década entre 2014 e 2023 será a mais quente em mais de 150 anos de registros.

E o que disseram outras agências climáticas?

A previsão do Met Office vem ao mesmo tempo que várias agências publicam suas análises sobre as temperaturas observadas em 2018, mostrando que o ano foi o quarto mais quente desde que os registros começaram.

Dados divulgados nesta quarta pela NASA e pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), instituição governamental dos Estados Unidos, ressaltam esse panamora e informam que 2015, 2016 e 2017 foram os outros três anos mais quentes.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) publicou uma análise de cinco grandes conjuntos de dados internacionais, mostrando que os 20 anos mais quentes já documentos aconteceram nos últimos 22 anos.

“As temperaturas são apenas parte da história. O clima extremo e de alto impacto afetou muitos países e milhões de pessoas, com repercussões devastadoras para economias e ecossistemas em 2018”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

Cidade sob o solDireito de imagemGETTY IMAGES
Image caption2018 foi o quarto mais quente desde que os registros de temperatura começaram, em 1850

“Muitos dos eventos climáticos extremos são consistentes com o que esperamos de um clima em transformação. Essa é uma realidade que precisamos encarar. A redução de emissões de gases do efeito estufa e as medidas de adaptação ao clima devem ser uma prioridade global”, afirmou.

Outros pesquisadores da área disseram que a nova previsão para os próximos cinco anos está alinhada com as expectativas, dado o nível recorde de CO2 bombeado para a atmosfera em 2018.

“A previsão do Met Office, infelizmente, não é uma surpresa”, disse Anna Jones, química do British Antarctic Survey, órgão responsável pelos interesses do Reino Unido na Antártica.

“Temperaturas médias em todo o mundo estão em um recorde de alta, e tem sido assim por vários anos. Elas são impulsionadas predominantemente pelo aumento das concentrações de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono, que resultam do nosso uso contínuo de combustíveis fósseis”, disse.

“Até reduzirmos as emissões de gases do efeito estufa, podemos esperar tendências de alta nas temperaturas médias globais”.

Fonte: BBC

Exportações de soja batem recorde para o mês de janeiro

Fato pode acabar afetando os estoques da oleaginosa

Os embarques de soja brasileira para o exterior surpreenderam em janeiro e bateram o recorde para o mês, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). Nesse cenário, foram vendidas 2,15 milhões de toneladas de oleaginosa para outros países.

De acordo com a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi, a consultoria havia publicado sua estimativa de exportações totais para 2019, em 68 milhões de toneladas. No entanto, com essa nova informação, é possível que o País não tenha estoque suficiente para atingir esse montante. “Com essa produção menor, as exportações brasileiras devem voltar a níveis pré-guerra comercial, mesmo no cenário em que a taxação chinesa sobre a soja norte-americana continue em vigor”, explica.

Segundo a INTL FCStone, a possibilidade de uma continuação da disputa comercial travada entre a China e os Estados Unidos pode fazer com que a procura pelo grão brasileiro aumente em relação ao ano passado. Contudo, esse fato poderia gerar sérias dificuldades no abastecimento interno da soja para esmagamento.

“Neste ano, está previsto aumento da mistura do biodiesel no diesel para 11%, o que deve deixar um excedente ainda menor de óleo de soja para ser exportado”, disse a consultoria.

Por outro lado, caso China e EUA entrem em um acordo, o que foi sinalizado pelo governo asiático, é possível que as exportações brasileiras da oleaginosa fiquem, inclusive, abaixo da expectativa anterior de 68 milhões de toneladas.
“Há preocupações com a demanda chinesa total por farelo de soja, diante dos surtos de gripe suína africana, além dos esforços feitos pelo país para diminuir a dependência da oleaginosa durante o período de guerra comercial”, conclui a INTL FCStone.

Fonte: Portal do Agronegócio

Retiradas de biodiesel ficam em 96,8% do comprado para o último bimestre de 2018

A performance de entregas das usinas fechou 2018 com uma ligeira melhora. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no último bimestre do ano as distribuidoras receberam 96,8% do volume de biodiesel que foi negociado durante o Leilão 63.

Esse resultado representa uma melhoria um pouco maior que um ponto percentual sobre o indicador do bimestre anterior, quando as retiradas ficaram em 95,7%. Um ano antes – no sexto bimestre de 2017 –, o indicador havia ficado em 95,4%

Se dependesse só de novembro, as distribuidoras teriam beirado a perfeição com retiradas de quase 99,7%. Em dezembro, no entanto, a performance caiu para 94% derrubando o resultado geral do bimestre.

Queda no volume

Apesar de representar uma melhora na performance, o volume entregue no sexto bimestre ficou menor. Entre novembro e dezembro, um pouco mais de 933,9 milhões de litros de biodiesel. O volume é 1,7% inferior aos 950,5 milhões de litros que saíram das plantas durante o quinto bimestre de 2018

Uma queda no final do ano é esperada. Ao longo dos anos, a curva típica de entregas das usinas sobe ao longo do primeiro semestre até atingir um platô entre os meses de setembro e outubro para, depois, apresentar uma queda.

No caso de 2018, no entanto, a queda começou um pouco mais cedo. O pico do mercado foi atingido no quarto bimestre quando as entregas se aproximaram dos 980,5 milhões de litros perdendo força a partir daí.

Considerando apenas os volumes efetivamente entregues e os preços médios do leilão, o faturamento do setor no bimestre foi de R$ 2,63 bilhões. A cifra é R$ 85,8 milhões menor do que poderia ser faturado se as entregas tivessem sido de 100%.

Melhores

O maior volume entregue no bimestre foi da Granol de Anápolis. Da unidade goiana saíram 66,1 milhões de litros de biodiesel o que representa 97% do montante vendido para o período.

Ela, no entanto, não foi apresentou a melhor performance no período. Esse mérito cabe a Bio Vida que entregou 108,9% além do volume com que havia se comprometido no L63. A unidade entregou 98 m³ de biodiesel e havia vendido 90 m³.

Outras duas unidades – a Minerva e a BSBios de Passo Fundo – também superaram a barreira do 100%. Juntas, elas colocaram 172 m³ de biodiesel a mais do mercado.

No bimestre, apenas a Olfar de Porto Real não conseguiu atingir o piso de 90% exigido pela ANP. A planta fluminense entregou 15,2 milhões de litros, 84,4% dos 18 milhões de litros que negociou no L63.

Se a agência reguladora considerar que a responsabilidade pelo baixo resultado é da Olfar, a empresa poderá ter que cumprir uma suspensão precisamente no Leilão 66 o que a deixaria de fora da estreia do B11.

20190207 L63EntregasObrigatorio TABELA

Autorizativo

Além das entregas para o mercado regular, o mercado autorizativo movimentou 419 m³ de biodiesel no bimestre. Isso dá cerca de 94,1% dos 445 m³ negociados durante a Etapa 5A do L63. Com esse resultado, o segmento movimentou perto de R$ 1,25 milhão.

A Bocchi entregou 377 m³ – 94,2% – para projetos autorizativos engordando seus ganhos em R$ 1,1 milhões. A Granol de Anápolis entregou 93,3% dos 45 m³ devidos arrecadando R$ 125,1 mil.

Fonte: BiodieselBR

Um novo salto para o agronegócio em São Paulo

Vamos produzir, vender e exportar com ousadia, tecnologia, respeito e proteção ambiental

Nos próximos dez anos, mais que de discursos precisaremos de atitudes para atender às grandes necessidades do século 21. De um lado, produzir alimentos para uma população que será maior e mais rica – até 2030 o mundo terá mais cerca de 1 bilhão de pessoas do que hoje. A chamada classe média mundial será maior, o que vai elevar o consumo de alimentos, especialmente de proteínas. De outro, temos a necessidade de reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e conter o aquecimento global, o que exige preservação da vegetação nativa e outras medidas. Objetivamente, o que os dados mais recentes comprovam é que não existe melhor resultado do que o que tem sido obtido pelo Brasil, pelos agricultores brasileiros, pela pesquisa e inovação do nosso agronegócio.

A produção brasileira se dá numa área cultivada que é igual às áreas cultivadas da Espanha e da França somadas. Tecnicamente, estamos falando de quase 64 milhões de hectares. Os quatro maiores países em área cultivada no mundo – Índia, Estados Unidos, China e Rússia – ocupam, cada um, mais que o dobro da área dos agricultores brasileiros. Mais relevante ainda: enquanto países da União Europeia usam de 45% a 65% de seu território para a agricultura, o Brasil ocupa apenas 7,6% com a lavoura.

Responsável por 20% do PIB do agronegócio brasileiro, o agro de São Paulo é o mais diversificado e tecnológico do Brasil. Além da produção de açúcar e suco de laranja, em que o Estado é líder global, São Paulo tem uma produção relevante de carne, etanol, café, milho e produtos de base florestal, como papel, celulose e madeira. A produção agrícola paulista é uma grande demonstração de força do empreendedorismo de pequena, média e grande escalas.

No setor de hortaliças, por exemplo, o agronegócio paulista consegue produzir muito, com qualidade e segurança, fornecendo alimento para os lares de todo o Brasil e também para o exterior. Trata-se de um setor intensivo, que gera renda para as populações mais vulneráveis e leva desenvolvimento às regiões mais pobres, que florescem em torno do agro.

Desde o início do mês, zeramos o ICMS para frutas, verduras e hortaliças embaladas, um incentivo para cerca de 50 mil produtores. Estamos oferecendo a eles mais condições para agregar valor e aumentar a receita, reconhecendo a importância do trabalho de quem limpa, lava e embala seu produto. Essa é uma demonstração do que o governo pode fazer para atender a quem inova e empreende, reduzindo custos de produção e melhorando a qualidade das frutas, verduras e hortaliças oferecidas aos consumidores.

O agronegócio paulista promove a preservação ambiental e nela investe. É o grande responsável pela recuperação das áreas de nascentes e mananciais e pelo aumento da recuperação da vegetação nativa. Graças aos produtores rurais, a cobertura vegetal vem aumentando ano a ano e hoje atinge 23% da área do Estado. Esse porcentual demonstra que é possível manter elevado o índice de produção agrícola com preservação do meio ambiente. É assim que trabalhamos em São Paulo.

Nosso Estado está preparado para dar um novo salto de qualidade no agronegócio. No Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, recebi o presidente mundial do Grupo RGE (Royal Golden Eagle), Anderson Tanoto, que manifestou interesse em investir R$ 7 bilhões no interior paulista para a produção de celulose de alta tecnologia. Há poucos dias o mesmo executivo esteve no Palácio dos Bandeirantes para confirmar o projeto. Do ponto de vista da sustentabilidade, a celulose de alta tecnologia será produzida exclusivamente com florestas plantadas do Estado de São Paulo.

A nova fábrica do grupo deverá criar até 7 mil empregos diretos nos próximos 30 meses. Os empregos e os investimentos levarão para o interior de São Paulo não só a fábrica de celulose e o aumento do cultivo de eucaliptos, mas também maior consumo nas pequenas cidades, promovendo o comércio, os serviços, o mercado imobiliário e todos os demais setores da economia paulista.

É papel do governo transformar esse potencial multiplicador do agronegócio de São Paulo em realidade, atraindo investimentos, nacionais e estrangeiros, e garantindo aos investidores segurança jurídica para plantar, produzir e instalar agroindústrias que possam empregar paulistas e brasileiros de todas as partes.

O novo salto do nosso agronegócio pressupõe marcos jurídicos claros, desburocratização, previsibilidade e estabilidade, pilares que foram fortemente abalados sob a gestão do PT, que pôs a ideologia à frente dos interesses do Brasil, até mesmo impondo ao investimento estrangeiro barreiras, restrições e discriminação incompatíveis com o interesse nacional de melhorar a vida das pessoas. Basta ver a restrição à aquisição de terras por empresas brasileiras controladas por estrangeiros.

Ao reverter esses impasses criados para o investimento estrangeiro no agronegócio, teremos como consequência o aumento da produção e da exportação de açúcar, etanol, celulose, suco de laranja, carnes, ovos, verduras, hortaliças, cosméticos, têxteis e todos os produtos produzidos a partir do pujante agronegócio brasileiro. Vamos produzir, vender e exportar com ousadia, tecnologia e respeito, mas com proteção ao meio ambiente.

As ações de São Paulo, do Brasil e dos nossos agricultores são vitais para a segurança alimentar do nosso país e do mundo. E precisam ser vistas como modelo de preservação ambiental. O que o Brasil faz nessas duas áreas nenhum país do mundo fez.

Fonte: Estadão

Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois

Você sabe a forma correta de descartar óleo de cozinha? Quantas vezes ele pode ser utilizado? Veja a importância de saber o que fazer com seu óleo

O óleo de cozinha é um daqueles ingredientes que estão presentes em praticamente todos os tipos de preparo de alimentos. No caso de frituras, o óleo é indispensável e utilizado em grandes quantidades, sendo, inclusive, o responsável por parte do sabor do prato. Ele pode ser reutilizado algumas vezes dependendo do tipo de alimento, porém, uma hora ele terá que ser descartado.

Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois
Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois

Foto: Descubra até que momento usar o mesmo óleo de cozinha | Shutterstock / Guia da Cozinha

Mas, você sabe a forma correta de descartar o produtoQuantas vezes ele pode ser utilizado? Ou o que pode ser feito a partir do óleo velho? Veja a importância de saber o que fazer com seu óleo usado para não agredir o meio ambiente.

Foto: Guia da Cozinha

O tipo de alimento que é colocado no óleo faz toda diferença no tempo que ele pode ser utilizado. Por exemplo, alimentos empanados soltam mais partículas no óleo por conta da farinha, fazendo com que o produto fique sujo e velho mais rápido.

Em bares e botecos, o óleo pode durar mais tempo por conta do uso de fritadeiras, que diminuem a quantidade de sobras que caem na panela.
Nas receitas em casa, como os alimentos vão direto na panela, o óleo acaba ficando velho mais rápido.

Substituição do óleo

Para saber quando é o momento de fazer a troca, preste atenção em dois detalhes:

  • Se o óleo, depois de quente, liberar um cheiro forte e uma fumaça escura, ele não deve ser utilizado.
  • Se o alimento, depois de frito, estiver com uma cor escura ou murcho, quer dizer que o óleo já está muito velho e também não deve ser usado novamente.

Descarte do óleo de cozinha velho

Foto: Guia da Cozinha

Por ser um grande poluente, o óleo não pode ser jogado fora de qualquer maneira. Se jogado diretamente no ralo da pia, por exemplo, ele dificulta o tratamento de esgoto, pode entupir o encanamento, poluir rios e lagos e desregular todo o ecossistema do local. O descarte de óleo não é difícil de ser feito, mas, por falta de informação, muitas pessoas não sabem ao certo o que fazer com ele.

Como descartar

Após utilizar o óleo em frituras, espere esfriar e passe-o para um recipiente com tampa, como uma garrafa pet, por exemplo, utilizando um funil. Armazene o recipiente em local seco, sem contato com calor e vá adicionando óleo usado conforme o consumo. Quando o recipiente estiver cheio, você pode levar até pontos de coleta de óleo, que são bastante comuns na maioria das cidades. Além da coleta, muitas pessoas utilizam o óleo velho para fazer sabão. Assim, você pode doar para alguém que faça o produto ou você mesmo pode produzi-lo, se desejar.

Óleo reciclado

A partir do óleo reciclado, muitos outros produtos podem ser feitos. Tintas à base de óleo, resinas, glicerinas e detergentes são alguns. O biodiesel, alternativa de combustível que agride menos o meio ambiente, também pode ser feito a partir do óleo de cozinha usado.

Fonte: Terra

Análise avançada do mercado de biocombustíveis e taxa de crescimento impressionante até o período de previsão 2025

Os biocombustíveis avançados são classificados com base em matérias-primas como jatrofa, camelina, algas, lignocelulose simples, lignocelulose complexa e outras. Combustível avançado produzido a partir de matéria-prima de algas representou a maior quota de mercado devido ao seu teor de óleo. Esta planta cresce em terrenos baldios e pode ser cultivada usando o oceano e águas residuais. Os biocombustíveis à base de algas são relativamente menos nocivos ao meio ambiente se derramados e são biodegradáveis ​​por natureza. Além disso, a taxa de crescimento de algas é 20 vezes mais rápida em comparação com outras matérias-primas, como a jatrofa. Biocombustíveis avançados também são classificados com base em tipos de combustível, como etanol celulósico, biodiesel, biobutanol, bioDME e outros. O segmento de tipo de combustível biodiesel detém a maior participação de receita no mercado global avançado de biocombustível.

A América do Norte é a região mais dominante no mercado mundial de biocombustíveis avançados em termos de receita e foi avaliada em US $ 3,010 bilhões em 2016, devido à crescente demanda por combustíveis de transporte de queima mais limpa. De acordo com o Environmental Entrepreneurs (E2), o grupo de negócios nacional não partidário, a capacidade de produção de biocombustível avançado na América do Norte foi de mais de 800 galões em 2014. Vários regulamentos como o Padrão de Combustível Baixo Carbono da Califórnia e o Padrão de Combustível Renovável são os principais impulsionadores do investimento em biocombustíveis avançados. O objetivo desses regulamentos é reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e implementar o padrão de combustível de baixo carbono.

A Europa é a segunda maior região no mercado global de biocombustíveis avançados. Na Europa, o mercado avançado de biocombustíveis é impulsionado por atividades de P & D & D (pesquisa e desenvolvimento e demonstração) na UE, indicando o crescimento potencial do mercado para aplicações em transporte marítimo, marítimo e aéreo. As iniciativas industriais, como a Iniciativa Europeia de Bioenergia Industrial, pretendem ter suas primeiras plantas comerciais até 2020 em operação. O objectivo desta iniciativa é satisfazer cerca de 4% das necessidades energéticas dos transportes da UE, com ênfase nos biocombustíveis avançados.

A região da Ásia-Pacífico é a que mais cresce em termos de valor no mercado global de biocombustíveis. A Ásia-Pacífico foi avaliada em US $ 1,655 bilhão em 2016. Isso é atribuído à crescente indústria manufatureira e à crescente conscientização sobre o uso de biocombustíveis avançados em economias emergentes como a Índia, a China e a Indonésia. Na Austrália, o setor avançado de biocombustíveis foi apoiado pela Agência Australiana de Energia Renovável (ARENA).

Fonte: O Petróleo

Para sócio da Green Domus setor de biocombustíveis está preparado para o RenovaBio

Com a regulamentação do RenovaBio e a necessidade de comprovar e quantificar as emissões de gás carbônico em cada parte do processo produtivo dos biocombustíveis, surgiu um novo agente no mercado: as firmas inspetoras. A função dessas companhias é inspecionar as unidades produtoras que escolheram participar do programa e emitir o Certificado da Produção Eficiente de Biocombustíveis. Com este documento, cada usina terá sua própria nota de eficiência energético-ambiental, que pode ser convertida em CBios, lastro ambiental negociável do programa.

No começo de janeiro, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou a Green Domus Desenvolvimento Sustentável como a primeira firma inspetora credenciada do RenovaBio.

Com experiência em certificação, a empresa relata que participou ativamente do processo de construção do programa. “Isso faz com que nosso trabalho seja bastante eficiente”, afirma Felipe Bottini, sócio-fundador da Green Domus.

Em entrevista exclusiva a BiodieselBR.com, Bottini explica que a firma está com uma perspectiva positiva para o RenovaBio, especialmente por ter já discutido possíveis problemas que podem surgir e pensado em soluções, o que deve ajudar na celeridade do processo. Além disso, o empresário comenta o atual interesse das usinas na certificação e discute o preenchimento da RenovaCalc e as possibilidades de preço dos CBios, além de explicar como vai funcionar a certificação para usinas de etanol e biodiesel.

A Green Domus divulgou que vai oferecer um serviço de consultoria para o RenovaBio, além da certificação em si. Como vai funcionar este processo?
Esse trabalho de orientar e explicar como o RenovaBio vai funcionar já tem sido feito. Eu estou rodando o Brasil para explicar para as associações o que é e como funciona – o que ainda não configura em assessoria. A gente vai implementar um treinamento para explicar quais documentos e informações cada empresa precisa buscar, o que precisa ser comprovado e quais as implicações se houverem registros errados, a fim de que elas possam entender o nível de complexidade das informações que precisam ser levantadas.

Você pode dar um exemplo das questões que são levantadas nessas explicações?
Algumas informações são os critérios de elegibilidade, como ter o CAR ativo ou pendente – caso contrário, a biomassa não é elegível para o RenovaBio. O produtor precisa ter bem claro que, se ele não tiver como comprovar isso, ele não deve colocar essa produção na conta. Afinal, se colocar e, durante a verificação, a gente constatar que não está de acordo, teremos que invalidar todos os fornecedores dizendo que não há segurança para garantir que o universo dele está calculado corretamente. E isso só para a parte de elegibilidade. Mas essa é apenas uma informação em um universo de 85, então, é preciso olhar e explicar com detalhes. Queremos colocar esse treinamento na rua o quanto antes para trazer mais esclarecimentos para o setor.

Em relação ao serviço de consultoria: é possível contratar a mesma empresa para isso e para a certificação?
Não. É importante reiterar que, para aquele cliente que a gente prestar consultoria, não poderemos fazer auditoria depois. Eu não posso certificar o cliente daquilo que eu próprio o orientei a fazer, pois há um conflito de interesse inerente neste processo. Mas o próprio sistema de gestão, certificado e credenciado pela ANP, tem uma dinâmica de avaliação de conflito de interesses. Então, é obrigação da firma inspetora detectar quando isso acontecer e se declarar impedida de fazer uma proposta de certificação se ela tiver atuado em consultoria para o cliente.

Já há procura para a consultoria e para a certificação? 
As empresas já estão se preparando. A minha agenda nos últimos 15 dias foi 80% RenovaBio e a gente já tem clientes, estamos trabalhando em algumas certificações. A procura neste primeiro momento foi e está sendo incrível. O interesse existe, principalmente pela possibilidade de ganho. Como o setor vem enfrentando desafios estruturais e de crise econômica já faz tempo, o RenovaBio certamente vai gerar interesse e pode ser uma saída relevante do ponto de vista financeiro. Os rendimentos com a participação não são “troco” e farão diferença na operação das empresas, então, faz sentido elas já estarem procurando participar.

Isso mesmo antes da regulamentação do RenovaBio estar totalmente concluída.
Em relação à regulamentação, se você pensar no fluxograma da atividade como um todo, existem dois pilares: o da certificação técnica e o da emissão do título financeiro. Tudo isso já está regulamentado e não há nada para ser feito em ambas as pontas. Se um cliente contatar a gente hoje querendo a sua nota de eficiência ambiental, que é o que a firma inspetora vai fazer, a gente pode conduzir o processo do início ao fim e gerar a nota, pois a ponta da certificação já está pronta e pode ser feita. O que ainda não está pronto é do lado da emissão do título, que determina qual é o procedimento técnico, como vai ser organizado o sistema para permitir ao escriturador pegar essa nota fiscal que virá com a expressão de um CBio e emitir o título para o mercado. Isso ainda não é possível, pois falta um pedaço da operacionalização e é essa a agenda que a ANP, junto ao Ministério de Minas e Energia (MME) e o Banco Central, está atacando fortemente para poder estruturar e liberar o mercado para a emissão.

Então, qual é a vantagem para quem se certificar mais cedo?
Dado que o primeiro compromisso relacionado ao RenovaBio, que diz respeito às distribuidoras, vai ser definitivamente lançado em 24 de dezembro deste ano, daqui até lá a emissão dos CBios será uma possibilidade e as empresas pioneiras já estão buscando a certificação porque sabem disso e querem sair na frente. Quem tiver o primeiro lote de CBios para vender vai se beneficiar da demanda que surgirá no fim do ano e aí o mercado vai ficar agitado, pois as distribuidoras entrarão em contato com as produtoras a fim de comprar CBio, e estarão preocupados com quantidades, custos, disponibilidade etc..

Qual é a perspectiva do tempo de certificação? Do começo do processo à emissão da nota?
Ainda é muito cedo para dar uma estimativa com precisão, mas alguns detalhes são relevantes e influenciam no prazo. Primeiro, durante o processo de certificação, existe, por obrigação da regulação, uma consulta pública de 30 dias. Ou seja, tudo o que for feito vai ter que ficar 30 dias disponível para comentários. E se alguém comentar, a resolução levará mais um tempo. Outro aspecto relevante é a qualidade da informação disponível. A gente começa o processo de certificação e determina uma quantidade amostral de produtores que verificaremos a elegibilidade. Para isso, precisamos das informações fotográficas e dos registros de transação comercial que a usina teve com esses produtores, por exemplo, para que possamos analisar. Ao solicitar esses dados, posso ter uma resposta imediata ou pode demorar até um mês. Então, tirando esse prazo do levantamento de informações, eu diria que o processo deve levar em torno de 90 a 120 dias, já considerando o tempo de consulta pública. Mas isso é uma suposição nossa.

As primeiras certificações devem demorar mais?
O pioneirismo tem sempre isso. Às vezes, a gente encontra uma trava no caminho da certificação que não era responsabilidade do emissor primário – nosso cliente – e que causa um entrave na verificação. Nestess casos, tem que consultar a ANP, procurar uma solução, fazer uma revisão e isso tudo pode demorar. É comum que demore um pouco no começo, mas nossa estimativa é que, do início ao fim, não levará mais que 120 dias.

Quais são as principais diferenças para as usinas de etanol e de biodiesel na hora de se certificar?
Um dos pontos é o próprio tempo para a certificação. A RenovaCalc [mecanismo que determinará a nota das usinas] faz uma avaliação do ciclo de vida, que muda dependendo da rota. Por exemplo, o etanol não tem etapa intermediária. Ele tem o produtor da biomassa e o de biocombustível – pode até ter o etanol de segunda geração na ponta, mas o básico é isso. Já o biodiesel é diferente, porque tem o produtor da biomassa, o produtor do óleo, e a produção do biocombustível, o que indica uma etapa a mais. Então, por exemplo, se eu tiver duas matérias-primas, como soja e milho, eu terei uma etapa de análise extra para cada uma, independentemente da quantidade de fornecedores, o que pode demorar um pouco mais na verificação. Além disso, normalmente, o supply do biodiesel é muito mais distribuído e muito menos organizado que o do etanol. Então, enquanto no caso da cana-de-açúcar existem, comumente, entre 200 e 400 fornecedores de biomassa para as grandes produtoras de etanol, as grandes produtoras de biodiesel chegam a ter 9 mil fornecedores. Assim, o nível de complexidade aumenta, a atividade de auditoria é mais intensa e o tempo é mais longo.

Como será possível lidar com um número tão grande de fornecedores?
Com base no critério estatístico definido na resolução, é preciso criar um processo de amostragem que garanta independência dentro da margem de erro pedida. Então, uma usina de biodiesel que tem 9 mil fornecedores e precisará de, por exemplo, 150 registros, terá uma pequena diferença de outra que tem 200 fornecedores, que eu vou olhar apenas 80 registros. A diferença não é de 200 para 9 mil, é de 80 para 150 devido à porcentagem obrigatória da amostragem. Mas isso vai depender também da habilidade da firma inspetora de dar crédito aos dados e de ter seu plano de amostragem aprovado pela ANP, o que é uma das obrigações do ciclo de inspeção e será submetido usina a usina, com base na quantidade de registros e na expectativa da amostra ser representativa na pontuação. Assim, fica demonstrado que, dentro dos critérios avaliados, é possível dar garantia técnico-científica do que está se certificando.

Essa questão da amostragem ainda causa certa polêmica.
A forma como as informações conversam entre si e a nossa habilidade de verificar esses registros ainda estão sendo discutidas. O que é e o que não é possível fazer, o que é aceitável e o que não é, qual é a visão do regulador – são questionamentos que ainda temos. Porque, no fim do processo, nós também seremos auditados, então, temos que estar alinhados se o que fizemos não feriu o princípio da precaução de “na dúvida, eu penalizo a nota técnica”.

Considerando todos esses processos, você acredita que o setor sucroenergético está pronto para a certificação?
Tem de tudo, mas eu diria que há sim empresas que estão preparadas para entrar no RenovaBio. Nem todas, mas algumas já podem iniciar o processo. Inclusive, grandes e pequenas empresas bem organizadas estão iniciando o processo conosco.

O que as usinas que ainda não estão preparadas podem fazer?
Elas precisam se organizar e fazer escolhas. A usina sabe, dentro do seu supply de biomassa, quem está regular e quem não está. A decisão que o usineiro tem que tomar é a seguinte: ‘eu vou esperar meu fornecedor se regularizar, vou fazer pressão para isso e aí entrar no RenovaBio, ou eu vou pegar só quem eu sei que está regular e já peço a certificação?’. São duas possibilidades. Na hora de fazer o balanço de massa, se só uma parte é elegível, você pode pedir a certificação apenas para ela. Essa é a conta que a usina tem que fazer. O que vale mais a pena? Concentrar nos grandes fornecedores, que são a maioria da minha biomassa, e focar na regularização deles, ou pegar só aqueles que já estão regulares, independentemente do tamanho? Essa conta já está sendo feita pelas usinas. E ainda é possível entrar faseado. A medida em que seus fornecedores vão se regulando, é possível pedir a revisão da nota técnica com base na reestruturação do supply. Aliás, a usina deve recertificar sua nota técnica se ela mudar mais que 10%, de acordo com a orientação da resolução e do informe técnico.

Qual é a expectativa da Green Domus em relação à quantidade de usinas de etanol que devem se certificar, pelo menos Neste primeiro momento?
Eu acho que as usinas vão aderir ao RenovaBio. Ainda assim, aquela curva de adesão proposta pelo MME é muito agressiva. Eu não acho que até o quarto ano do RenovaBio teremos adesão de 98% do setor, mas estamos surpresos com a procura inicial. Essa busca nos primeiros dias está maior do que a esperada, então, estou convencido de que a participação será alta.

A tendência é atingir uma participação praticamente total, ainda que em um prazo maior que o previsto pelo MME?
Pode ser que nem todo o universo de etanol participe, mas devem entrar todos os produtores, com alguma fração do que eles conseguem tornar elegível. Afinal, existem ganhos financeiros envolvidos e, justamente por isso, o produtor não é obrigado a participar e o mercado regula. A gente determina a meta e onde houver demanda vai ter alguém querendo vender. Assim, o mercado se organiza.

O que determina a viabilidade financeira da participação no RenovaBio?
Tem muita usina que questiona o potencial financeiro que a participação no RenovaBio tem, então, é preciso ter uma ideia de qual é o potencial de CBios que o programa pode gerar. Considerando que o custo de certificação não é baixo, por conta da complexidade e do tempo de verificação, quando a usina é muito pequena, é capaz que o ganho dela, projetado pelo preço do CBio, não seja interessante economicamente e ela provavelmente ficará de fora. Ainda assim, a gente ainda não teve nenhum caso desse tipo. Nós não examinamos a viabilidade financeira em si, mas procuramos informar à usina qual é a rentabilidade que ela pode esperar da sua participação – e, normalmente, é muito rentável.

Como isso funciona?
No pior cenário que nós desenhamos, o custo de certificação representaria 15% do resultado final da usina. E este é o pior caso – naturalmente, depende de cada consultoria. Mas, nos casos que a gente analisou, todas as informações que são necessárias estão publicamente disponíveis. O estado de São Paulo, por exemplo, já tem foto de satélite para tudo, os shapes já estão no CAR, que é de fácil acesso, então, é tudo informação pública. Assim, o usineiro não terá um grande esforço de organizar o seu supply. Mas, se estiver muito desorganizado, ele vai ter que contemplar esse trabalho extra nos custos. Ainda assim, a minha impressão é que este gasto é negligível, tanto em relação ao valor da certificação em si quanto comparado com o resultado em CBios.

A Green Domus tem alguma expectativa de quanto deve custar o CBio?
Eu participei de um projeto de dimensionamento deste mercado, comissionado pela Febrabram, justamente para analisar sua mecânica, o preço etc.. A estimativa para o CBio, no primeiro momento, é de R$ 35, de acordo com o que foi divulgado pelo Ministério da Fazenda. Ele foi associado no modelo de equilíbrio geral que o MME usou, mas esse é um valor de entrada e não de saída do modelo. Ele foi utilizado como entrada para simular todas as outras dinâmicas de mercado. Quando a gente fez a análise pela multa, entendendo que ela é o limite de preço, a simulação deu entre R$ 4 e R$ 40, dependendo do porte da distribuidora e considerando que a multa tem um teto. Mas a ANP está procurando formas de desincentivar a opção pela multa, então, a ideia é que entre R$ 35 e R$ 40 será um valor factível.

Uma flutuação dentro de um intervalo pequeno, então.
A palavra final é do mercado. Pode ser que a demanda aumente muito pelas distribuidoras por conta de uma venda muito grande de combustível fóssil no ano anterior – por exemplo, se o preço cair muito e ele for muito vendido. Assim, no ano seguinte, a meta vai aumentar e o preço dos CBios pode subir. Agora, se vender muito etanol, porque o preço da gasolina subiu, pode ser que a demanda caia e o preço também. Mas isso é a dinâmica de mercado natural.

Voltando para o processo de certificação. O que influencia na escolha do preenchimento da RenovaCalc com dados padrão ou reais? Tanto em relação aos próprios quanto aos dos fornecedores.
Qual é o problema de colocar o dado real? É comprová-lo. Supondo que uma usina tem 200 fornecedores e quer reportar o resultado específico do uso do fertilizante NPK, por exemplo. Como ela vai comprovar? Ela pode até fornecer documentos que demonstrem isso, mas a certificadora precisa de evidências e precisará visitar os produtores. Isso vai encarecer a certificação ao ponto de não valer a pena usar o preenchimento específico ao invés do padrão, independente da penalização. Assim, nossa orientação é que, como não há necessidade de comprovar o padrão – afinal, é fornecido pelo programa –, às vezes é melhor usá-lo.

Neste cenário, como fica a influência do uso de um dado padrão na nota da usina?
Tem a penalização, mas ela é menor que o custo complementar de certificar o específico em quase todos os casos que analisamos. Então, a gente espera que, para a fase agrícola – especialmente a de terceiros, que foge do controle do usineiro –, a utilização do padrão vai ser mais frequente. Já aquela que é própria, que ele tem como documentar e dar fé de forma mais fácil, vai ser específica. Mas é uma prerrogativa do cliente. Ele vai fazer a conta do peso que o fornecedor tem na produção final e, às vezes, se for grande, pode preferir arcar com o custo da certificação, especialmente ao saber que os dados são comprováveis, garantindo que sua nota de eficiência ambiental não diminua ao usar os dados específicos.

Seguindo esse raciocínio, a certificação com dados próprios encarece o processo.
A certificadora tem que fazer a verificação na usina de qualquer forma. A gente tem que ir lá porque precisamos ver os registros, ver como tudo é documentado para a fase industrial. E também para já checar algumas coisas da fase agrícola. Em vez de ir produtor a produtor, eu vou na usina e procuro entender como são feitos os controles ali e como os dados foram adicionados à calculadora. Mas se tiver que comprovar a fertilização, a quantidade de palha deixada no campo no supply do usineiro, aí eu precisarei dar fé, ainda que seja amostral, visitando alguns fornecedores – e não é um número pequeno, para garantir a margem de erro que o programa exige. Isso certamente ficará muito mais caro, pois o trabalho pode até triplicar. Assim, em geral, não compensa utilizar os dados específicos. Quando abordamos o cliente, explicamos isso, propomos o padrão e a maioria deles tem aceitado. Mas a gente sempre deixa a possibilidade. Se o cliente quer estender o contrato por conta de algo que ele acha que vale a pena, é relevante e pode ser rentável, a gente faz um acordo, sem problema algum.

Mas a utilização dos dados padrão não apresenta algum benefício para usinas que não são ambientalmente conscientes?
Essa é uma questão que foi muito discutida no processo de criação da RenovaCalc. Existe uma média de utilização para cada indicador da calculadora. A prerrogativa para criar os dados padrão foi, se o usineiro não sabe os dados, ele pode usar um que é 60% menor do que essa média. Então, se todo mundo usar esse dado, todo mundo será penalizado abaixo da média que já se conhece no setor. Mas eu não saberia afirmar se essa penalização é suficiente para compensar ambientalmente pela não utilização dos dados específicos. A penalização existe porque sabemos que é importante ter uma opção de preenchimento padrão, por sabermos que muita gente não vai conseguir comprovar os dados, mas esse padrão tem que ser pior do que seria o agregado de todo mundo pela média. O conceito está absolutamente correto, mas se a dimensão dele está ajustada, eu não sei dizer.

Mais uma firma certificadora foi aprovada pela ANP na semana passada. Qual é a perspectiva da Green Domus em relação à entrada de novas firmas?
Por participarmos da Associação Brasileira das Empresas de Verificação e Certificação de Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa e Relatórios Socioambientais (Abraveri), a gente sabe que há um interesse muito grande por parte do setor das certificadoras para entrar no programa e eu imagino que já tenham mais empresas no processo, o que é bom para a gente, pois o mercado tem que se ampliar. Acho que é uma curva que vai crescendo com o tempo. Dentre os associados [da Abraveri], mais dois estão requerendo a certificação e, como o processo de credenciamento é muito rápido para quem tem as qualidades necessárias, vai ser bastante tranquilo e o próprio mercado vai chamar. Eu estimo que a gente deva ter oito a nove firmas inspetoras atuando no mercado quando ele estiver pleno. No começo não, pois, como ainda não tem como emitir CBio, tem muita gente esperando. Nós, particularmente, adotamos a estratégia oposta porque entendemos que a barreira é operacional e ela, uma vez que for politicamente definida, é superável – e a gente conta que isso vai ser feito em breve.

Você comentou que o processo de credenciamento das firmas inspetoras é rápido. Isso não pode comprometer a qualidade?
Não. O sujeito que entrar achando que vai fazer de qualquer jeito e tudo bem está enganado. Especialmente porque a competência das pessoas que estão engajadas com isso é surpreendente. A ANP e o MME têm um padrão de compromisso de qualidade técnica e de corpo técnico impressionantes, como eu nunca vi. E tem que ser assim mesmo. A certificação do inventário da emissão de gás de efeito estufa, por exemplo, não apresenta consequências no caso de algum erro e o mercado de certificação ficou muito prostituído. Se a empresa cometeu algum deslize e passou esse inventário para frente está tudo bem, pois isso não vira um título financeiro, é simplesmente uma informação de relato que não tem obrigações legais de redução ou aumento de emissões, um erro sem maiores consequências. Mas se essa ‘parte podre’ do setor, digamos assim, tentar plotar esse modelo de negócio para a ANP, eles vão ter um problema sério porque ela vai estar na contrafiscalização com métodos e procedimentos. A agência está acostumada a fiscalizar fraudes no mercado de combustíveis, que é extremamente complicado neste aspecto. Então, não vai ter esse papo, vai ter que se organizar e fazer direito.

As companhias estão prontas para lidar com esse rigor?
A boa notícia é essa. Eu acredito que todas as certificadoras que têm a credencial tenham condições de fazer, elas só precisam ter vontade e adequar a expertise dos seus auditores para isso. Não dá para colocar gente com pouca experiência ou que não saiba dominar os riscos que são inerentes de uma certificação desse tipo. Afinal, o ônus de qualquer erro é da firma. A firma que tem que garantir o lastro ambiental, garantir que aquela emissão está acontecendo. Em que condições eu me eximo de qualquer responsabilidade? Se a mim forem apresentados documentos falsos. Porque a gente não faz fiscalização de fraudes, a gente olha o documento e vê se a constituição está correta. A responsabilidade de oferecer a documentação fidedigna é do cliente, mas se eu fizer um erro de análise ou de amostragem e depois detectar que a margem de erro podia ser maior porque eu verifiquei errado, ou porque dei pesos errados para registros diferentes, a responsabilidade é minha. Tirando isso, no caso de fraude documental, é um problema do emissor primário.

Fonte: BiodieselBR

Aquecimento global mudará a cor dos oceanos até o final do século

Acor que nós vemos hoje nos oceanos pode mudar até o final deste século. É o que mostra um estudo publicado na Nature Communications, que afirma que os mares tropicais ficarão mais azuis e brilhantes, enquanto águas frias e ricas em nutrientes estarão mais verdes e escuras.

Isso acontecerá porque a mudança climática afeta populações de pequenos organismos aquáticos, chamados de fitoplânctons, que convertem a luz solar em energia química através da fotossíntese. “Da mesma forma que as plantas em terra são verdes, o fitoplâncton também é verde, então a quantidade e os diferentes tipos de fitoplâncton afetam a cor da superfície do oceano”, diz Anna Hickman, co-autora da pesquisa, que acredita que ser capaz de detectar mudanças nos níveis de tais organismos é mutio importante.

“Estamos interessados ​​no fitoplâncton porque são pequenas plantas marinhas que contribuem com cerca de metade da fotossíntese global e são a base da cadeia alimentar marinha”, afirma Hickman para o periódico britânico The Guardian.

Os pesquisadores relatam que chegaram a essas conclusões utilizando um modelo computacional que prevê como fatores como temperatura, correntes oceânicas e acidez do oceano afetam o crescimento e os tipos de fitoplâncton na água, bem como os níveis de outras matérias orgânicas coloridas e detritos. Além disso, eles analisaram como tais mudanças afetariam a absorção e reflexão da luz na superfície do oceano.

Os resultados revelam que se a temperatura da superfície do mar global subir 3ºC até 2100 — como esperado do cenário atual — a cor de mais da metade dos oceanos mudará.

No entanto, a diferença na cor não será algo drástico de ser observado. “Eu provavelmente preveria que a mudança de cor não será perceptível a olho nu”, afirma Hickman.

Fonte: Revista Galileu

Colheita de soja 18/19 do Brasil avança para 19% da área, diz AgRural

SÃO PAULO (Reuters) – A colheita da safra de soja 2018/19 do Brasil, maior exportador global da oleaginosa, avançou para 19 por cento da área cultivada até a última quinta-feira, ante 13 por cento uma semana antes, informou a consultoria AgRural nesta segunda-feira.

Os trabalhos seguem à frente dos 6 por cento observados tanto no ano passado quanto na média de cinco anos.

“Os trabalhos poderiam ter avançado ainda mais rapidamente, não fosse o retorno das chuvas a Mato Grosso após um período de tempo mais seco. Mesmo assim, as colheitadeiras já passaram por 40 por cento da área de soja do Estado”, afirmou a consultoria em relatório semanal.

No Paraná, 25 por cento da área está colhida, acrescentou a AgRural, que já adiantou que revisará para baixo sua estimativa de produção nacional em 2018/19, atualmente em 116,9 milhões de toneladas.

Fonte: Notícias Agrícolas

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