Tecnologia no agronegócio: riscos e oportunidades

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o agronegócio é responsável por 42% das exportações brasileiras, atingindo US$ 102 bilhões em 2018. Este desempenho representou um crescimento de 6% em relação ao ano anterior e uma contribuição para o saldo positivo na balança comercial brasileira de quase US$ 90 bilhões. Estes dados, aliados ao fato do agronegócio representar 23% do PIB do Brasil, não deixam dúvida quanto à relevância do segmento para a economia nacional. De acordo com dados do United States Department of Agriculture (USDA), o Brasil ocupa as primeiras posições na produção mundial dos principais produtos agrícolas consumidos no mundo, tais como soja, açúcar e café (primeira posição), carne bovina e de frango (segunda posição), além do milho (terceira posição), entre outros.

Manter a relevância do agronegócio na economia nacional tem sido especialmente desafiador para os participantes deste segmento. Os agropecuaristas brasileiros, além de terem que enfrentar os riscos inerentes ao seu próprio negócio, tais como condições climáticas, pragas que afetam a lavoura e as doenças que ameaçam suas criações, também precisam lidar com os efeitos da instabilidade econômica e política do País, greves, além da inerente precariedade da infraestrutura logística nacional.

Desta forma, o sucesso deste setor está significativamente associado com a capacidade de adaptação às incertezas por meio de instrumentos de gerenciamento de riscos, assim como a aplicação de tecnologias de ponta no desenvolvimento das lavouras e criações. A chamada “tecnologia de precisão” há muito tempo vem sendo desenvolvida e aplicada no campo com o propósito de elevar a produtividade de maneira a compensar as deficiências estruturais do País que vão além da porteira e, portanto, não gerenciáveis pelo produtor. A Embrapa, empresa de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que conta com 43 anos de suporte ao agronegócio, é uma referência mundial na agricultura de clima de tropical e uma das principais fomentadoras da inovação no campo.

Com o auxílio da tecnologia, os níveis de produtividade do agronegócio brasileiro tem desempenho igual, e muitas vezes superiores, aos seus principais competidores mundiais. No que se refere à soja, por exemplo, enquanto a produtividade média mundial da safra de 2017/18 foi de 2,74 ton/hectare, no Brasil, a produtividade foi de 3,47 ton/hectare. Os Estados Unidos, principal concorrente, tiveram uma produtividade de 3,31 ton/hectare, 5% inferior à do Brasil.

Neste sentido, as oportunidades de desenvolvimento de inovações tecnológicas para o campo são ilimitadas e, como parte deste processo, uma série de novas startups voltadas para desenvolver soluções de tecnologia no setor agrícola têm surgido nos últimos anos. De acordo com levantamento feito pela KPMG, em conjunto com o Distrito, das mais de 7 mil startups brasileiras, 135 estão voltadas exclusivamente para o mercado agro, e este número encontra-se em franca expansão. Estas startups têm atuado não só no desenvolvimento de ferramentas voltadas para a agricultura de precisão, assim como de soluções em robótica, drones, satélites, big data, inteligência artificial, entre outras.

Se, por um lado, a tecnologia tem trazido soluções para permitir o crescimento da relevância do agronegócio no PIB brasileiro, muitos desafios ainda precisam ser superados. Além de questões relacionadas à falta de infraestrutura ideal para permitir a conectividade, bem como uma velocidade de conexão adequada nas áreas de plantio mais remotas, as empresas do agronegócio têm passado a ser alvo constante dos chamados ataques cibernéticos nos últimos anos. De acordo com pesquisa realizada pela KPMG, em conjunto com a Oracle, com mais de 450 profissionais de segurança cibernética e TI, cerca de 80% destes profissionais estão preocupados com algum tipo de ataque cibernético. Tal preocupação se deve, principalmente, ao fato de que a maioria destes ataques está direcionado para áreas estratégicas do negócio, gerando a paralisação de operações, sequestro e perda de dados, danos à reputação e, consequentemente, perdas financeiras significativas ocasionadas por estas situações. Em outra pesquisa da KPMG, observa-se que os riscos relacionados às novas tecnologias é o segundo assunto que mais preocupa os altos executivos das empresas, atrás apenas de riscos relacionados com a perda de clientes estratégicos.

Desta forma, é inegável que o uso de tecnologias de ponta e a inovação no agronegócio tem contribuído significativamente para o crescimento sustentável do setor, bem como sua contribuição para a economia brasileira como um todo. Entretanto, face à relevância crescente da tecnologia para os negócios, é muito importante que as empresas do setor passem também a incluir, em seus processos de gerenciamento de riscos, aspectos relacionados à prevenção dos riscos associados a eventuais ataques cibernéticos.

Se por um lado, os investimentos em segurança cibernética podem representar um custo adicional para as empresas, esta também é uma boa oportunidade para os gestores e executivos aprofundarem seus conhecimentos sobre o seu negócio, visto que estratégias de segurança de TI e resiliência dos negócios sempre devem estar alinhadas com as metas globais da organização, desde a proteção da propriedade intelectual e de dados, até a maximização de sua produtividade por meio de novas tecnologias aplicadas no campo.

Fonte: Brasil Agro

Cientistas mostram impacto na saúde como apelo à crise climática

Em dezembro, um relatório da OMS apontou que combater a crise climática salvaria pelo menos um milhão de vidas por ano, tornando-se um imperativo moral agir

Um relatório de especialistas de 27 academias nacionais de ciência mostrou o dano generalizado que o aquecimento global já está causando na saúde das pessoas e os impactos cada vez mais graves esperados no futuro.

Ondas de calor escaldantes e inundações vão exigir mais vítimas, à medida que o clima extremo aumenta, mas também há sérios efeitos indiretos, desde a disseminação de doenças transmitidas por mosquitos até o agravamento da saúde mental.

No entanto, também houve grandes benefícios da ação para reduzir as emissões de carbono, constatou o relatório, especialmente o corte de 350.000 mortes prematuras por poluição do ar todos os anos na Europa causadas pela queima de combustíveis fósseis. “Os benefícios econômicos da ação para abordar os efeitos atuais e futuros da mudança climática na saúde provavelmente serão substanciais”, concluiu o relatório.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou em novembro que a crise climática já era uma crise de saúde. “Não podemos atrasar a ação sobre a mudança climática”, disse ele. “Não podemos mais passar por essa emergência de saúde.” Em dezembro, um relatório da OMS disse que combater a crise climática salvaria pelo menos um milhão de vidas por ano, tornando-se um imperativo moral agir.

O novo relatório, “O Imperativo da Ação Climática para Proteger a Saúde Humana na Europa”, avaliou as evidências científicas dos efeitos do aquecimento global na saúde.
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Condições climáticas extremas, como ondas de calor, inundações e secas, têm impactos diretos de curto prazo, mas também afetam as pessoas a longo prazo. “Os efeitos da saúde mental incluem transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade, abuso de substâncias e depressão”, diz o relatório.

Os cientistas também estavam preocupados com o efeito do clima extremo na produção de alimentos, com estudos mostrando um corte de 5 a 25% no rendimento das culturas básicas na região do Mediterrâneo nas próximas décadas. Mas o relatório disse que mesmo pequenos cortes na ingestão de carne podem levar a cortes significativos nas emissões de carbono, bem como benefícios à saúde.

O relatório antecipa a propagação de doenças infecciosas na Europa à medida que as temperaturas aumentam, e aumenta a variedade de mosquitos que transmitem dengue, e carrapatos que causam a doença de Lyme. A intoxicação alimentar também pode aumentar, uma vez que as bactérias salmonelas prosperaram em condições mais quentes, segundo o relatório. Ele também encontrou pesquisas sugerindo que a resistência a antibióticos em E. coli aumenta em condições mais quentes.

“Estamos expondo toda a população mundial às mudanças no clima, e isso é claramente muito preocupante, já que estamos nos movendo para um território inexplorado”, disse Haines, professor de mudança ambiental e saúde pública da Escola de Higiene e Saúde de Londres. Remédio Tropical.

“Estamos sujeitando os jovens e as gerações futuras a esses riscos crescentes [de saúde] por muitas centenas de anos, se não milênios”, disse ele. “Temos que tentar minimizar os efeitos e avançar para uma economia de baixo carbono”.

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“Pensamos que reformular a mudança climática como um problema de saúde pode ajudar a envolver o público porque a maioria das pessoas não está apenas preocupada com sua própria saúde, mas com a saúde de seus entes queridos e seus descendentes.

“Achamos que essa é uma maneira de mobilizar o público e aumentar a preocupação de maneira construtiva e aumentar o impulso para a mudança.”

As emissões globais de carbono ainda estão aumentando, mas cientistas afirmam que cortes rápidos e profundos são necessários para limitar os aumentos de temperatura a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais e evitar os piores impactos.

Fonte: Jornal GGN

67º Leilão de Biodiesel da ANP negocia 984,443 milhões de litros

No 67º Leilão de Biodiesel da ANP foram arrematados 984,443 milhões de litros de biodiesel (volume obrigatório e voluntário), para atendimento às misturas obrigatória e voluntária. Desse volume, 983,543 milhões de litros foram para mistura obrigatória, sendo 99,95% deste total oriundos de produtores detentores do selo Combustível Social. O preço médio de negociação foi de R$ 2,329/L, sem considerar a margem da Adquirente, e o valor total negociado atingiu o patamar de R$ 2,29 bilhões, refletindo um deságio médio de 23,64% quando comparado com a média ponderada dos “Preços Máximos de Referência” regionais (R$ 3,050/L).

A apresentação das ofertas de biodiesel ocorreu em um único dia (03/06), com 39 produtores disponibilizando um volume total de 1,124 bilhão de litros, sendo 99,64% de produtores detentores do selo Combustível Social.

Em continuidade ao processo do Leilão de Biodiesel, foram arrematados 920,49 milhões de litros de biodiesel no primeiro dia de seleção das ofertas (05/06) pelos distribuidores de combustíveis. Esse volume foi oriundo exclusivamente de produtores detentores de selo Combustível Social e representou 81,93% do total ofertado no leilão.

No segundo dia de seleção das ofertas (06/06), foram arrematados 63,05 milhões de litros de biodiesel de produtores detentores ou não de selo Combustível Social, em torno de 5,61% do total ofertado no leilão.

O processo de apresentação de ofertas de biodiesel pelas usinas e de seleção pelos distribuidores para mistura voluntária ocorreu no dia 10/06. Foram disponibilizados 30,38 mil litros, sendo 93,42% de produtores detentores do selo Combustível Social, volume que representou 21,69% do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. Foram negociados 0,9 milhão de litros de biodiesel, representando 2,96% do total ofertado no leilão autorizativo.

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender o disposto na Lei nº 13.263, publicada no DOU em 24/03/16, que estabelece em 10% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B10), em até trinta e seis meses após a data de promulgação da Lei.

Ressalta-se que o 67º Leilão (L67) visa a garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional durante o período de 01 de julho a 31 de agosto de 2019, conforme os critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público nº 003/19-ANP, e que os volumes comercializados no leilão somente serão validados após homologação pela Diretoria Colegiada da ANP.

Fonte: ANP

Biodiesel: Congresso Brasileiro vai incentivar inovação e empreendedorismo

O evento contará com uma programação repleta de novidades, abordando os temas mais relevantes do setor de Biodiesel, além do Grand Prix de Inovação, da Rodada de Inovação e Negócios e da Feira Tecnológica.

O Ministro de estado Astronauta Marcos Pontes, do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), convida aos pesquisadores, professores, empresários, produtores, empreendedores, estudantes e outros profissionais do biodiesel para participarem do VII Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia e Inovação do Biodiesel.

O Congresso ocorrerá entre 4 a 7 de novembro de 2019, na cidade de Florianópolis-SC, no Centro de Eventos Governador Luiz Henrique da Silveira.

Faça sua inscrição e submeta seu trabalho técnico-científico até 04 de setembro de 2019 pelo site: www.congressobiodiesel.com.br

Olá Turma do Biodiesel… segue convite do Ministro Astronauta Marcos Pontes! Não percam a oportunidade!“Empreendedorismo e inovação: construindo um futuro competitivo para o biodiesel”, será o tema da sétima edição do Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia e Inovação de Biodiesel que acontecerá entre os dias 4 e 7 de novembro, em Florianópolis/SC.O evento terá uma programação com palestras (nacionais e internacionais, exposições, rodada de inovação tecnológica e a primeira edição do Grand Prix da Inovação em Biodiesel, em parceria com o SENAI.Se você é pesquisador, estudante, técnico, produtor, empreendedor e/ou empresário participe das discussões sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação na produção e no uso do biodiesel. Envie seu trabalho técnico-científico até o dia 04 de setembro e acompanhe as novidades no nosso portal, nas mídias sociais e no site do evento: www.congressobiodiesel.com.br#mctic #embrapaagroenergia #congressobiodiesel2019 #rbtb #astronautamarcospontes

Publicado por Rafael Menezes em Domingo, 9 de junho de 2019

Mapa incluirá cooperativas no Programa de Biodiesel

O secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura (Mapa), Fernando Schwanke, garantiu que a ministra Tereza Cristina deve encaminhar, em breve, nova regulamentação para as cooperativas no Programa de Biodiesel, respeitando a proporção de agricultores familiares de seus quadros.

Atualmente, cooperativas que têm menos de 60% de seus cooperados enquadrados como agricultores familiares estão totalmente fora do programa e o objetivo é que todos os produtores dapianos (aqueles que possuem DAP)  possam se beneficiar do programa. A declaração foi dada durante painel na noite desta quinta-feira (06/06) durante a 1ª Jornada da Rede Técnica Cooperativa (RTC), em Gramado (RS). “Este é um pleito antigo do setor cooperativista”, reforçou.

Schwanke ainda informou que deve sair, dentro de 15 dias, ajuste que permitirá que cooperativas centrais, como a CCGL, possam também acessar os programas da Agricultura Familiar, desde que atinjam a proporção de agricultores com declaração da agricultura familiar, o qual será o mesmo exigido das cooperativas singulares. Atualmente, as cooperativas centrais só podem ter DAP jurídica se 100% das filiadas estiverem habilitadas, o que torna esse acesso praticamente inatingível. “A nota técnica já está sendo feita”, informou.

Segundo Schwanke, outro projeto em construção junto ao Ministério da Agricultura é o Intercooperação, que consiste em unir esforços e estimular a colaboração entre as cooperativas de Sul a Norte do Brasil. O projeto será implementado com apoio a Organização da Cooperativas Brasileiras (OCB) e terá recursos do Mapa para custear o deslocamento de treinamento pelo país.

Schwanke informa que a meta é colocar o programa em funcionamento no segundo semestre deste ano e que a contratação dos interessados em prestar esse serviço de treinamento será feita por meio de editais públicos.

“O ministério dará suporte aos projeto arcando com diárias, passagens em um método que ainda está sendo construído”. Com isso, espera-se levar a novos projetos a expertise de outros já consolidados. “Queremos um intercâmbio de boas práticas cooperativas”, disse ele.

Sobre o projeto de integração das áreas técnicas das cooperativas gaúchas proposto pela RTC e apresentado em Gramado, ele pontuou ser uma ação interessante a ser analisada dentro do propósito de criar novos sistemas de prestação de serviço de assistência técnica no país. “Hoje, a assistência técnica pública atende a apenas 20% dos produtores. Ou encontramos outros modelos ou muita gente vai acabar saindo da atividade por falta desse serviço”, ressaltou.

Ao falar sobre o Plano Safra 2019/2020, garantiu foco nos médios produtores rurais, segmento que, segundo ele, é um hiato produtivo que temos há anos, que concentra 20% da área cultivada do país e carece de atenção. O aporte de recursos para a próxima safra deve ser anunciado nas próximas semanas.

O painel ainda contou com o presidente da Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo do RS (Frencoop/RS), deputado Elton Weber, que, representando a Assembleia Legislativa, pontuou a relevância de maior participação do setor cooperativo na política nacional. “Temos que falar de política porque o pilar do desenvolvimento está no cooperativismo. Não acredito que se possa construir a sociedade sem participação. Esse encontro aqui hoje é política cooperativista”, disse o parlamentar que tem sua origem ligado ao movimento e à agricultura familiar.

Weber cobrou a necessidade de reformas estruturantes como a da Previdência, mas alertou que o projeto inicial do governo Bolsonaro precisa ser discutido e melhorado. “Precisamos fazer o debate. A reforma precisa acontecer e ser votada ainda este ano, mas precisamos calibrar esse tema. E isso é fazer política”. A ação dos líderes cooperativista no cenário nacional também deu o tom do discurso do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, que lembrou sobre seus primeiros ensaios em trazer a política para dentro dos debates do setor cooperativista, quando ainda trabalhava ao lado do pai.

“Convenci meu pai que não era uma questão de ter ideologia na cooperativa, mas de ajudar a ter representantes atuando pelo setor”, disse, lembrando que o Brasil tem 7,8 mil cooperativas que faturam R$ 450 bilhões ao ano. “Somos uma massa econômica e uma massa social fundamental. Não temos como não ter uma representação política e buscar nossos direitos “

Mediando a mesa, o presidente da CCGL, Caio Vianna, reforçou que o setor produtivo precisa de apoio de políticas públicas que facilitem a atividade do setor privado, e não o contrário, com ações que venham para burocratizar, atrapalhar e atrasar os investimentos que o país tanto precisa, mas também tem o dever de cumprir com seu papel nos setores que são originalmente de sua competência como educação, segurança pública e saúde.

“Às vezes se pensa que tudo depende do governo, mas aqui percebemos que há muito ainda o que fazer dentro da porteira, muito a se fazer após a porteira, evoluir em nossas cooperativas, mas sempre pensando em crescimento sistêmico. O poder público tem é que permitir que façamos os nossos projetos”, salientou. Vianna ainda citou a alta tributação incidente sobe o setor e a falta de investimentos em infraestrutura ou desregulamentação para o setor privado fazê-los que permitam ao produtor rural escoar sua produção com eficiência e rentabilidade

Fonte: Brasil Agro

Aprobio muda estatuto para abranger outros biocombustíveis

A Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) está para mudar. Fundada em 2011, como uma organização exclusiva para fabricantes de biodiesel, a entidade vai passar a abranger outros biocombustíveis. A mudança do estatuto foi aprovada no final do mês passado.

Embora o novo estatuto a autorize a representar os biocombustíveis de forma ampla – a entidade até já conta com empresas que atuam no ramo de etanol –, a ideia central da mudança é acolher empresas fabricantes de outras alternativas renováveis ao óleo diesel fóssil. Especialmente o óleo vegetal hidrotratado (HVO) e o bioquerosene de aviação (bioQAV).

“A alteração no nosso estatuto reforça esse posicionamento, demonstrando que estamos atentos à evolução tecnológica dos biocombustíveis e comprometidos com a adoção de uma matriz energética cada vez mais limpa e eficiente no país”, diz o presidente do Conselho de Administração da entidade, Erasmo Carlos Battistella. Em fevereiro, Battistella anunciou a intenção de investir US$ 800 milhões para montar uma unidade produtora de HVO no Paraguai.

Novo conselho

Na mesma assembleia, foi eleita a nova composição do Conselho de Administração da Aprobio. Erasmo Carlos Battistella segue como presidente do colegiado e Rodrigo Prosdócimo Guerra, como vice-presidente.

Para integrar o Conselho, foram eleitos Alberto Borges de Souza, Marcelo Alcantara de Queiroz, Silvio Henrique da Silveira Roman e Fernanda Bocchi. Os membros escolhidos para o Conselho Fiscal são Luiz Osório Dumoncel e Silvio Cezar Pereira Rangel.

Fonte: BiodieselBR

Mudanças climáticas podem acabar com a civilização até 2050, diz estudo

Um relatório publicado peloCentro Nacional de Descoberta do Clima da Austrália defende que, se nada for feito, as mudanças climáticas podem levar ao colapso da civilização humana até 2050. Os especialistas acreditam que, no atual ritmo de aquecimento global, a temperatura subirá cerca de 3 graus Celsius nos próximos 30 anos.

“Há um risco existencial para a civilização […] com consequências negativas permanentes para a humanidade que nunca poderão ser desfeitas, aniquilando a vida inteligente permanentemente — ou reduzindo drasticamente seu potencial”, escrevem. Dentre os responsáveis pelo relatório estão um antigo executivo da indústria petrolífera e o ex-ministro da defesa australiano, Chris Barrie.

Nesse cenário futuro, explicam os autores, o mundo ficará preso em uma “Terra de estufa”, onde 35% da área terrestre global e 55% da população mundial estarão sujeitos a mais de 20 dias por ano de “condições letais de calor”. Os ecossistemas entrarão em colapso, incluindo os recifes de corais, a Floresta Amazônica e o Ártico.

A América do Norte, por exemplo, sofrerá incêndios devastadores, ondas de calor e secas, e na Ásia grandes rios serão severamente reduzidos, assim como a disponibilidade de água em todo o mundo, afetando cerca de 2 bilhões de pessoas. Enquanto isso, na América Central, as chuvas diminuirão pela metade e a agricultura não será viável nos subtrópicos secos. Condições semipermanentes do El Niño prevalecerão e ondas de calor mortais persistirão em algumas áreas por mais de 100 dias por ano — 1 bilhão de pessoas precisarão se mudar desses locais.

“Esse cenário fornece um vislumbre de um mundo de ‘caos total’ em um caminho para o fim da civilização humana e da sociedade moderna como a conhecemos em que os desafios à segurança global são simplesmente esmagadores e pânico político se torna a norma”, argumentam os autores.

Os especialistas apontam como solução uma estratégia de produção com zero carbono que seja mundial, industrial e econômica,e foque menos nos modelos climáticos e mais no planejamento de cenários extremos: “Para reduzir esse risco e proteger a civilização humana, uma enorme mobilização global de recursos é necessária na próxima década para construir um sistema industrial de emissões zero e preparar a restauração de um clima seguro”.

Embora os modelos climáticos sejam úteis para estudos, o documento ressalta que essas ferramentas muitas vezes erram por excesso de cautela e concentram-se nos resultados intermediários. Ao ignorar as possibilidades de alta impacto é, portanto, se preparar mal para um evento catastrófico inesperado — mesmo que sua chance de ocorrer seja pequena.

Fonte: Galileu

Novo estudo mostra que mudanças climáticas já provocam danos sérios à saúde humana

Um novo relatório, desta vez elaborado por especialistas de 27 academias de ciência europeias reunidas num conselho chamado Easac pinta com tintas ainda mais fortes o impacto que o aquecimento global provoca na saúde dos seres humanos. Para o futuro, segundo os cientistas, há de se esperar que as ondas de calor e as secas, cada vez mais intensas e frequentes, disseminem mais doenças transmitidas por mosquitos. E chegará a expandir problemas de saúde mental provocados pelo estresse de lidar com uma situação que absolutamente não é favorável a um bem estar humano.

“Há impactos ocorrendo agora. E, no próximo século, a mudança climática deve ser classificada como uma das mais sérias ameaças à saúde”, disse à reportagem do “The Guardian” o professor Andrew Haines, co-presidente do Easac, um dos cientistas que assina o relatório.

Esta não é a primeira vez que um alerta deste tipo é soado por quem estuda o assunto. Em novembro do ano passado, 150 especialistas de universidades e instituições europeias, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Banco Mundial, lançaram um relatório em que fica claro que a saúde das pessoas já estava sendo ameaçada pelas ondas de calor na Europa e pelo aumento dos casos de dengue nos trópicos. As duas condições são causadas pelo aquecimento global, como provam os cientistas.

“O valor dos ganhos em saúde decorrentes da ação climática seria aproximadamente o dobro do custo das políticas de mitigação em nível global, e a relação custo-benefício é ainda maior em países como a China e a Índia”, dizia o relatório, acrescentando que a poluição do ar causa sete milhões de mortes a cada ano, como já ficara comprovado no estudo que haviam lançado em maio de 2018.

A conclusão de Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, é que o Acordo de Paris, conseguido em 2015 durante a COP-21 e que pretende ser um tratado entre as nações para conter o aquecimento global em 1,5 grau é, potencialmente, o mais forte acordo de saúde deste século.

Voltando ao relatório que foca na saúde dos europeus, a conclusão é que bilhões de horas de trabalho agrícola foram perdidas durante as altas temperaturas que têm castigado a região. O aquecimento global prejudicou, também, a capacidade de cultivo.

“As regiões mais atingidas foram o Ártico e o Mediterrâneo, causando consequências no resto da Europa”, diz o estudo.

Além de tudo isso, o impacto na saúde dos humanos é alto. Os cientistas que assinam o relatório admitem que há ações de mitigação já pensada sob o escopo da saúde, mas são fracas. É preciso, alertam, que todas as iniciativas propostas, não só de adaptação como de mitigação dos impactos da mudança climática, sejam pensadas de forma casada, ligando dados climáticos com dados de saúde.

Neste sentido, a diretora de Saúde Pública, Determinantes Sociais e Ambientais da OMS, Maria Neira, já havia dito, no fim do ano passado, que “Quando a saúde é levada em conta, a mitigação das mudanças climáticas é uma oportunidade, não um custo”.

“O verdadeiro custo da mudança climática é sentido em nossos hospitais e em nossos pulmões. Temos fontes de energia tão poluidoras que fazer escolhas mais limpas e sustentáveis para o fornecimento de energia, hoje, acaba sendo uma forma de investimento em saúde”, disse ela.

Como sempre acontece quando se fala sobre desenvolvimento sustentável, aqui também está tudo interligado. Quando uma cidade opta por valorizar mais as ciclovias do que ruas asfaltadas, dando aos ciclistas, é claro, condições para utilizá-las de maneira segura, ela não só está ajudando a baixar o nível de CO2 no ambiente como também está estimulando atividades físicas, o que pode ajudar a prevenir doenças como diabetes, câncer e doenças cardíacas.

Infelizmente, porém, mesmo com tantos alertas, ainda está difícil convencer do óbvio, o que se observa no dado, também disponibilizado pela OMS, de que que somente cerca de 0,5% dos fundos multilaterais para o clima foram alocados para projetos de saúde. As pequenas nações-ilha do Oceano Pacífico, por exemplo, que contribuem com 0,03% das emissões de gases de efeito estufa, não têm um plano de saúde ligado às mudanças climáticas, como seria crucial para seu povo.

É preciso pensar coletivamente, é preciso adotar políticas públicas que sejam capazes de enfrentar este enorme desafio. E o que não faltam são dados científicos que podem ajudar a tomar tais decisões. Luiz Marques, em seu livro “Capitalismo e Colapso Ambiental” (Ed. Unicamp), lembra que desde 2001 (ao menos), 34 Academias Nacionais de Ciência, três Academias regionais e o International Council of Academies of Engineering and Technological Sciences fizeram declarações oficiais, confirmando o caráter preponderantemente antrópico das mudanças climáticas e exortando as nações a reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Concessionária de água lança projeto de coleta de óleo visando reduzir entupimentos nas redes e contaminações no meio ambiente

Um programa de coleta de óleo usado foi iniciada pela concessionária de água e saneamento, responsável pela Região dos Lagos. O objetivo de acordo com a empresa é evitar o descarte inadequada deste produto, que pode provar entupimento nas redes, causando extravasamentos em vias públicas e refluxo nos imóveis. Além disso, o resíduo pode interferir no processo de tratamento de esgoto nas estações, além de contaminar praias, lagoas e o solo.

Com o programa ‘De Olho no Óleo’, as seis lojas comerciais e a sede da concessionária se transformarão em ecopontos e contarão com um coletor para receber o material. A iniciativa é em parceria com a ONG Reciclóleo, que ficará responsável pela coleta do resíduo e sua correta destinação, como a venda para a produção de biodiesel e fabricação de sabão. Parte do valor é destinado para a aquisição de material esportivo para projetos sociais. “Este é um trabalho de formiguinha e contar com esses novos postos de coleta em várias cidades da região será muito importante. A expectativa é que a cada 15 dias consigamos ao menos 200 litros de óleo em cada ecoponto deste”, espera Marco Campos, o Macarrão, responsável pela ONG.

Para impulsionar as doações e, principalmente, a conscientização sobre o descarte correto, o tema de ‘De Olho no Óleo’ passará a integrar o ‘Saúde Nota 10’, programa de educação socioambiental desenvolvido nas escolas públicas dos cinco municípios da área de concessão.

A concessionária explica que um litro de óleo de cozinha usado pode poluir cerca de um milhão de litros de água, volume aproximado que seria consumido por uma pessoa em 14 anos. Ao ser despejado na pia ou no vaso sanitário, o óleo usado passa pelos canos da rede de esgoto e fica retido em forma de gordura, podendo entupir a tubulação interna e atrair pragas que podem causar doenças como leptospirose, febre tifoide, cólera, salmonelose, hepatites, esquistossomose, amebíase e giardíase.

Além do óleo, a graxa, restos de alimentos, preservativos, absorventes, fraldas descartáveis e embalagens de produtos de beleza estão entre os materiais que mais obstruem a rede e impactam o sistema de esgotamento sanitário. “O uso incorreto das redes gera transtornos para a própria população, como transbordamentos de poços de visita, extravasamentos e até mesmo o retorno para os imóveis. Essas situações podem ser evitadas com ações simples, como a destinação correta dos resíduos”, comenta o gerente de Operações de Esgoto da Prolagos, Mário Márcio Gonçalves.

Fonte: Clique Diário

Demanda de biodiesel volta a crescer no L67

Apesar da frustração das usinas com o atraso do B11, o resultado final do 67º Leilão de Biodiesel não dá muita margem para reclamações. Nos dois últimos dias, as distribuidoras arremataram um total de 983,5 milhões de litros de biodiesel. Foram 920,4 milhões de litros na Etapa 3 e mais 63 milhões de litros na rodada de hoje (06).

O que coloca este certame num respeitável terceiro lugar no ranking dos maiores da história do setor, sendo o de maior volume dos últimos cinco bimestres, com um crescimento de 6,1% na demanda das distribuidoras em relação ao L66.

Comparação anual

Já quando comparado ao certame equivalente do ano passado – L61 –, o resultado é um pouco menos animador com uma contração de 2,4% nas compras.

Vale lembrar, no entanto, que o L61 detém o recorde de aquisições sendo o único leilão de biodiesel a ter passado da marca de um bilhão de litros negociados. Em parte isso aconteceu porque as distribuidoras não conseguiram retirar biodiesel no 3º bimestre de 2018 por causa da greve dos caminhoneiros e gastaram todo o estoque que dispunham tendo, assim, que compensar comprando mais no L61.

O volume de biodiesel arrematado permite às distribuidoras colocar no mercado 9,83 bilhões de litros de B10 ao longo dos meses de julho e agosto. São 344,3 milhões de litros abaixo dos quase 10,2 que foram consumidos durante o quarto bimestre de 2018.

Etapa 5

Se olharmos só para a rodada de hoje ela comprou o equivalente a 6,4% da demanda total.

Desde o L63, quando o segundo dia de aquisições respondeu por apenas 2,3% das vendas, as distribuidoras vinham aumentando suas compras na Etapa 5 chegando a 12,3% do total no bimestre passado. Esse processo retrocedeu consideravelmente no L67.

As compras efetuadas hoje representam cerca de um quarto dos 230,1 milhões de litros a que as distribuidoras poderiam comprar.

Com isso, sobram 140 milhões de litros em ofertas de biodiesel não vendidas. Esse montante será reapresentado na semana que vem quando serão realizadas as aquisições para o mercado autorizativo e, também, para abastecer os estoques reguladores.

Faturamento

A movimentação financeira do setor também apresentou uma melhora no L67 revertendo uma tendência de queda nos ganhos que já vinha de três leilões consecutivos.

Com o metro cúbico do biodiesel comprado, em média, por R$ 2.354,91, o certame apresentou um faturamento geral de R$ 2,31 bilhões. Desse montante R$ 2,29 bilhões vão para o caixa das usinas enquanto R$ 24,6 milhões deverão remunerar a Petrobras.

Destaques

– Foram arrematados mais de 983,5 milhões de litros de biodiesel no L67;
– Desse total, 920,5 milhões de litros foram negociados na Etapa 3 e pouco mais de 63 milhões de litros na rodada de hoje;
– O volume não vendido foi de 140 milhões de litros;
– O metro cúbico do biodiesel custará às distribuidoras uma média de R$ 2.353,91;
– Isso faz com que o certame tenha movimentado R$ 2,31 bilhões;
– 16 usinas esgotaram suas ofertas sendo que 8 venderam toda sua capacidade instalada;
– A Potencial foi a líder de mercado com cerca de 61,8 milhões de litros vendidos por R$ 2.332,18 o m³ gerando renda de R$ 144,1 milhões;
– Dos grupos empresariais, a BSBios foi a líder de vendas com 96 milhões de litros arrematados e um faturamento total que pode chegar a R$ 220,8 milhões;
– O maior valor médio foi pago à PBio de Candeias que receberá R$ 2.586,59 por m³;
– O menor coube à Caibiense que vai levar R$ 2.237,40 por m³;
– A Granol de Cachoeira do Sul foi a única usina que ficou sem vender biodiesel;
– O Rio Grande do Sul foi o estado que mais vendeu com 263,7 milhões de litros no total.

Fonte: BiodieselBr

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