Aprobio apoia Conferência BiodieselBR 2018, que será realizada em novembro

O setor de biodiesel ‘fechou’ mais uma vez com a Conferencia BiodieselBR. Todas as três principais entidades representativas do segmento – Abiove, Aprobio e Ubrabio – oficializaram seu apoio à edição deste ano do evento repetindo uma parceria que já vem acontecendo nos últimos anos. O encontro está marcado para acontecer entre os dias 05 e 06 de novembro em São Paulo.

Ao longo dos últimos 12 anos, o evento consolidou seu papel como principal ponto de referência para todos os elos da cadeia produtiva que se articula em torno da indústria de biodiesel. Um papel reconhecido pelo presidente Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Erasmo Carlos Battistella. “É o evento mais importante do setor no Brasil. Por isso, como uma associação de produtores de biodiesel, temos nos mantido sempre próximos e pretendemos continuar assim”, afirma.

Para Juan Diego Ferres, presidente do conselho superior da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), a conferência deu uma contribuição decisiva para a formatação da indústria. “Não teríamos chegado até aqui sem a intensa participação de BiodieselBR”, reconhece acrescentando que a conferência anual se tornou “uma referência setorial para questões estratégicas”.

Mesma direção

É nele que o setor faz a avaliação do ano que passou e pode se debruçar sobre as perspectivas de futuro num espaço que valoriza a abertura e a pluralidade de perspectivas. Como o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, ressalta. “[A Conferência BiodieselBR] é o espaço onde a gente discute os grandes temas do setor. É onde podemos enxergar publicamente os pontos que temos em comum para que possamos trabalhar todos numa mesma direção”, avalia. “Quando tem correspondência, o trabalho das entidades ganha muita força”, complementa.

Este ano há muito o que discutir. Além de termos um novo governo a caminho, o Ministério de Minas e Energia está pavimentando o caminho para a chegada do B15 e temos o processo de regulamentação do RenovaBio que está em andamento. Essa confluência de temas estruturantes torna ainda mais importante a conferência deste ano.

Apesar dos aparentes bons ventos, segundo Erasmo, o momento tem que ser encarado com “cautela e pé no chão”. “A gente queria que o B15 já estivesse devidamente sinalizado num decreto do CNPE e ainda há muita dúvida sobre como será a implementação do RenovaBio”, pontua.

“O futuro nos depara com novos e grandes desafios. Essa será outra década na qual a participação de BiodieselBR será fundamental para que a interligação entre governo e sociedade brasileira ocorra no contexto do programa de biodiesel”, arremata Juan Diego.

Conheça a programação da Conferência, os palestrantes, os horários e demais informações, no link:

https://conferencia.biodieselbr.com/2018/programacao

Fonte: Portal BiodieselBR

Partículas de ar poluído foram detectadas na placenta pela primeira vez

exposição de mulheres grávidas à poluição pode prejudicar o feto. Estudos já associaram o ar poluído a muitos problemas de saúde, como parto prematuro, mortalidade infantil, problemas respiratórios e anormalidades cerebrais, por exemplo. E agora, pela primeira vez, pesquisadores descobriram evidências de que partículas microscópicas de carbono também chegam à placenta.

Apresentada no Congresso Internacional da Sociedade Respiratória Europeia em Paris, França, a análise foi conduzida por Norrice Liu, pediatra, e Lisa Miyashita, pesquisadora de pós-doutorado. Ambas fazem parte da equipe de Jonathan Grigg, pesquisador na Grigg na Queen Mary University of London, no Reino Unido.

Elas examinaram as placentas de cinco mulheres após o nascimento dos bebês. As moças eram não-fumantes que haviam se submetido a uma cesariana, e cada uma delas vivia em Londres, cidade poluída que ultrpassou o limite anual de poluição do ar em janeiro de 2018.

Dessas cinco placentas, os pesquisadores identificaram 3,5 mil células de macrófagos placentários, que são responsáveis ​​por “engolir” partículas tóxicas, sejam bactérias ou poluição, e podem ser encontradas em todo o corpo, e não apenas na placenta.

Foi descoberto que cada placenta possuía uma média de aproximadamente 5 micrômetros quadrados de uma substância negra que os especialistas acreditam ser partículas de carbono. No total, eles selecionaram 60 células com 72 pequenas áreas escurecidas nas cinco amostras.

“Nós sabemos que a poluição do ar afeta o desenvolvimento fetal e pode continuar a afetar os bebês após o nascimento e durante toda a vida”, disse em comunicado Miyashita. “Estávamos interessados ​​em ver se esses efeitos poderiam ser causados ​​por partículas poluidoras que se movem dos pulmões da mãe para a placenta. Até agora, há poucas evidências de que partículas inaladas entrem no sangue pelo pulmão.”

Em seguida, a equipe estudou em mais detalhes duas placentas com um microscópio eletrônico, e foram encontrados mais fragmentos da mesma substância negra. “Não tínhamos certeza se íamos encontrar partículas e, se as encontrássemos, esperávamos que fosse apenas um pequeno número de macrófagos placentários que contém fuligem”, explicou Lui. “Isso ocorre porque a maioria deles deve ser englobada por macrófagos dentro das vias aéreas, principalmente as partículas maiores, e apenas uma minoria de pequenas partículas se moveria para a circulação.”

Com apenas cinco placentas, esse foi um estudo pequeno e não prova, necessariamente, que as partículas possam se mover da placenta para o feto. No entanto, os autores dizem que isso é possível e explicaria por que a poluição do ar pode ter um efeito adverso no período pré-natal. Além disso, eles acrescentam que as partículas não precisam entrar no organismo do bebê para causar problemas: afetar a placenta já é suficiente para causar malefícios à saúde.

“A pesquisa deve aumentar a conscientização entre médicos e o público sobre os efeitos nocivos da poluição do ar em mulheres grávidas”, afirmou Mina Gaga, presidente da European Respiratory Society. “Precisamos de políticas mais rigorosas para um ar mais limpo, a fim de reduzir o impacto da poluição na saúde em todo o mundo, porque já estamos vendo uma nova população de jovens adultos com problemas de saúde.”

Fonte: Revista Galileu

O que o agronegócio quer do novo presidente

Setor aponta dez pontos prioritários para um avanço de produção e de participação brasileira no mercado externo

Ao contrário de anos anteriores, o agronegócio reuniu as principais entidades do setor e está apresentando um estudo conjunto para os presidenciáveis nesta eleição de 2018.

O chamado Conselho do Agro, que tem 18 entidades associadas, elencou dez dos principias problemas que devem ser resolvidos para que o país realmente passe a exercer um papel preponderante na produção de alimentos e de energia nas próximas décadas.

As sugestões desse estudo vêm da cadeia agrícola, além de entidades industriais e de serviços voltadas para o agronegócio.

Na avaliação dos analistas dessas entidades, avançam as práticas protecionistas internacionais, mas o mundo vai exigir do Brasil um aumento substancial de alimentos.

Eles deixam claro que as propostas do setor não são um rosário de queixas, mas um mapa para o futuro.

Macroeocnomia O estudo indica que é importante um aprimoramento do ambiente de negócios e da política agrícola. Reduzir gastos, dar continuidade às reformas, modernizar o sistema tributário e eliminar tributos incidentes sobre as exportações e investimentos no agronegócio.

Política agrícola Deve agilizar o fortalecimento e fomento dos programas de gestão de risco da atividade. Ter diretrizes de médio e de longo prazos. Entre essas políticas, o setor destaca a modernização do financiamento e a melhora nos programas de garantia de renda aos produtores.

Mercado externo Posicionar o agronegócio como um ativo do Brasil nas relações comerciais com o mundo. São necessárias visões estratégicas para os grandes mercados como China, Estados Unidos e Aliança do Pacífico. É preciso ainda, segundo o estudo, a busca de uma diferenciação dos produtos e imagem da agropecuária brasileira no exterior.

Sustentabilidade Entre as propostas no setor estão a de adequar a regra do licenciamento à atividade agropecuária, a de ter uma política de pagamento pelos serviços ambientais e a de regulamentar o uso dos biomas.

Segurança jurídica É de importância fundamental para o fortalecimento do agronegócio, segundo o estudo. Questões fundiárias, trabalhistas e criminalidade no campo são pontos de destaque.

Tecnologia e inovação São fatores fundamentais para a concretização dos aumentos da produção, do consumo e da exportação. Segundo os analistas do conselho, é preciso superar as barreiras que impedem a conectividade de alta qualidade em todo o país.

Logística A lista de reivindicações é longa e passa pelos setores rodoviário, ferroviário, portuário e hidroviário. Entre elas, estão a implementação de rotas de escoamento e a viabilização dos investimentos nos diversos setores de transporte e de armazenagem.

Defesa agropecuária Na avaliação das entidades, o ambiente regulatório está em descompasso com a evolução do agronegócio. É necessária uma reavaliação dos procedimentos nos serviços oficiais, além de modernizar e harmonizar os sistemas de informação.

Educação e assistência São ferramentas indispensáveis para a transferência de tecnologia. O governo deverá ampliar e aprimorar o sistema educacional, principalmente nos municípios. Os estudos devem conter disciplinas focadas em gestão econômica e financeira do agronegócio, além de ampliar programas de qualificação profissional.

Agroenergia No setor de biocombustível, regulamentar o Renovabio (Política Nacional de Biocombustíveis), realizar reforma tributária no setor de etanol e promover crescimento gradual da mistura de biodiesel. Além disso, viabilizar uma maior participação da biomassa nos leilões de energia.

Embrapa A indicação do novo presidente da entidade que, apesar de não estar oficialmente anunciada, pende para Sebastião Barbosa. Essa indicação trouxe novas discussões sobre a empresa nesta quarta-feira (19).

Propostas Pedro Camargo Neto, pecuarista e ex-secretário de política agrícola no governo de Fernando Henrique Cardoso, diz que, além de currículo, os candidatos devem apresentar propostas. “É preciso sabermos para onde queremos levar a Embrapa nos próximos anos”, diz.

Fonte: Folha de S.Paulo

Seminário Frotas & Fretes Verdes enfoca sustentabilidade no transporte de cargas e de passageiros

Em sua sétima edição, o Seminário Internacional Frotas & Fretes Verdes, realizado pelo Instituto Besc de Humanidades e Economia (Ibesc) e do qual a APROBIO é conselheira, retoma a proposta de apresentar e discutir técnicas que aumentem a eficiência energética no uso de combustíveis, materiais e boas práticas para o transporte de cargas e de passageiros.

O evento será nos dias 7 e 8 de novembro, no Hotel Meliá – São Paulo, e seu objetivo é compartilhar experiências que aumentem a competitividade das empresas que contribuem para a economicidade, sustentabilidade e eficiência energética no transporte de cargas e de passageiros.

“Transportar mais, gastando menos” é o lema do seminário e será desdobrado em cerca de 20 palestras, com a participação de especialistas, empresários, dirigentes de instituições representativas do setor de transportes e autoridades no assunto. O presidente de honra do evento é Christopher Podgorski, presidente da Scania Latin America.

Os temas a serem abordados incluem “Inovação disruptiva”, “Agro Brasil e a influência da logística no agronegócio”, “Eficiência energética no transporte: Brasil x mundo”, “Tecnologias para otimização da logística”, “O perfil do profissional de logística na era da transformação digital”, “Boas práticas para emissão de CO2”, “Mobilidade Corporativa”, “Benefícios da multimodalidade nos meios de transporte”, “Preparação para o futuro sem combustível fóssil”, entre outros.

O Seminário Internacional Frotas & Fretes Verdes se propõe a discutir e propor formas sustentáveis para lidar com o cenário do transporte brasileiro. A preocupação com o meio ambiente é um problema tratado com seriedade e prioridade durante os dois dias de palestras, provocando reflexões e compartilhando boas práticas que contribuam para que se consiga “transportar mais com menos”, recorrendo à eficiência energética e a alternativas logísticas.

O evento também terá uma publicação com artigos e estudos de diversos setores envolvidos no seminário. Um dos textos é de autoria do presidente do Conselho de Administração da APROBIO, Erasmo Carlos Battistella, sobre o cenário do biodiesel brasileiro e as perspectivas diante da aplicação do RenovaBio, política nacional para os biocombustíveis.

Troféu Frotas & Fretes Verdes – O seminário só acontece em novembro, mas está aberta a votação para escolha dos vencedores do Troféu Frotas & Fretes Verdes 2018. Serão premiados os destaques nas categorias: Empresa com sustentabilidade em processo ou produto, Executivo Destaque, Pesquisador individual, e Influenciador para mobilidade sustentável. Os vencedores da premiação serão conhecidos na solenidade de abertura do seminário, no dia 7 de novembro.

O VII Seminário Internacional Frotas & Fretes Verdes é uma realização do Instituto Besc de Humanidades e Economia. Com sede em Belo Horizonte, a instituição tem a missão de colaborar com a formulação de políticas públicas para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil e com as políticas de investimento público-privado que se destinam ao crescimento e inserção de todas as regiões brasileiras no universo global do conhecimento, do saber e do bem-estar social.

 

Serviço

Evento: Frotas & Fretes Verdes 2018 – Eficiência energética no transporte de cargas e de passageiros. Transportar mais gastando menos.

Data: 7 e 8 de novembro

Local: Hotel Meliá Paulista – São Paulo

Inscrições: www.frotas.institutobesc.org/2018

Agricultura brasileira tem tecnologia para enfrentar mudanças climáticas, diz especialista

Um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), apresentado nesta segunda-feira (17), apontou que a sustentabilidade da agricultura brasileira depende do impacto das mudanças climáticas.

Segundo a organização, o planeta precisará dobrar as produções agrícolas até 2050 e os países com as mais baixas latitudes serão os mais afetados.

No caso do Brasil, a previsão é de que, se nada for feito no mercado global, suas exportações poderão ser afetadas negativamente e haveria até uma leve queda no volume vendido.

No entanto, em entrevista à Sputnik Brasil, Evaristo Eduardo de Miranda, engenheiro agrônomo e ecólogo, diretor da Embrapa Territorial, contestou a informação da FAO e disse que a agricultura brasileira possui tecnologia suficiente para enfrentar mudanças climáticas com competitividade.

“Eu não veria esse terrorismo e nem esse determinismo que está sendo dado. A agricultura brasileira não é neolítica, ela é uma agricultura com muita tecnologia, muita competitividade”, disse.

Miranda disse que um exemplo disso é o fato de no Brasil o mesmo produto ser plantado em várias regiões do país.

“Nós temos dado resposta às incertezas climáticas que sempre existiram com tecnologia e se você pegar, por exemplo, uma cultura como o milho ou a soja, são plantadas do Sul do país ao Amapá. São situações climáticas muito diferentes, mas existem tecnologias para você lidar com essas flutuações climáticas”, comentou.

Para reverter esse cenário, segundo Evaristo Eduardo de Miranda, é necessário pesquisa para conseguir prever ao máximo qualquer incerteza climática.

“Armazenagem e sobretudo desenvolver irrigação no caso de incerteza climática. Desenvolver irrigação e tudo isso tem que estar apoiado em tecnologia e pesquisa. Nós não podemos ficar imóveis e achar que há um fatalismo climático”, completou.

Fonte: Sputnik Brasil

APROBIO participa de reunião do CMAB em Brasília

O diretor superintendente da APROBIO, Julio Minelli, participou na tarde desta terça-feira (18) da 7a. Reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel, na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília, quando as entidades avaliaram que o mercado tem se comportado um pouco abaixo das expectativas iniciais, mas com leve recuperação após a queda causada pela paralisação de maio. Os produtores têm respondido com aumento de oferta condizente com a demanda.
O encontro ocorre às vésperas da audiência pública convocada pelo MME para debater o cronograma de aumento da mistura de biodiesel ao diesel derivado de petróleo. O atual percentual em vigor é de 10% (B10) e a legislação atual permite um aumento até 15% (B15).
Em março, também em reunião da CMAB, a APROBIO propôs um aumento de 1 ponto percentual por ano a partir de 2019, para que o Brasil atinja o B15 até 2023, antecipando em um ano o previsto no RenovaBio. A proposta é que esse incremento continue até 2028, quando deverá atingir o B20, porém há necessidade de aprovação de nova legislação.
O cronograma de aumento da mistura até o B15 será tema de resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Para Julio Minelli, fixar um cronograma é condição fundamental para dar previsibilidade ao mercado e permitir que os produtores e a cadeia em geral planeje os investimentos de maneira adequada.

ANP lança programa RenovaBio itinerante

Inciativa vai mostrar aos produtores e importadores o método de funcionamento do RenovaCalc

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), deu início neste mês ao Programa RenovaBio Itinerante. Uma das finalidades da iniciativa é levar a calculadora RenovaCalc ao conhecimento dos produtores e importadores de biocombustíveis, com o objetivo de tirar suas dúvidas e identificar necessidade de aperfeiçoamentos na aplicação do cálculo.

A ANP informou que já foram visitadas duas unidades produtoras de biodiesel. Os representantes da agência observaram a realidade dos produtores de biodiesel no preenchimento da RenovaCalc – ferramenta que contabiliza a intensidade de carbono de um biocombustível (em g CO2 eq./MJ), comparando-a à do seu combustível fóssil equivalente.

O RenovaBio é a política nacional para os biocombustíveis e tem como objetivos fomentar o aumento da produção em padrões mais sustentáveis e contribuir para o cumprimento das metas de redução de emissões com as quais o Brasil se comprometeu no Acordo de Paris.

Fonte: DATAGRO

Em dois dias de trabalho, representantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) visitaram unidades de empresas associadas à APROBIO para observar a realidade dos produtores de biodiesel no preenchimento da ferramenta RenovaCalc.
https://aprobio.com.br/slideshome/representantes-da-anp-e-da-aprobio-debatem-uso-da-renovacalc-no-rio-grande-do-sul/

O que seu candidato vai fazer a respeito do aquecimento global?

O que os presidenciáveis prometem no combate a desmatamento, promoção da energia limpa e outros tópicos ligados à mudança climática

De um lado, promessas de desmatamento zero, reforma fiscal verde, cumprimento do Acordo de Paris e reconhecimento dos direitos da natureza na Constituição. De outro, propostas como acomodar o meio ambiente em uma pasta dedicada à agropecuária e acelerar licenças ambientais. Quando o tema é meio ambiente e clima, os programas dos sete principais candidatos à Presidência da República em 2018 são heterogêneos. O Observatório do Clima mapeou as propostas para o tema nos planos de governo de sete candidatos a presidente e produziu um resumo de como cada um se posiciona.

A mudança climática é o principal desafio ambiental e econômico a ser enfrentado pela humanidade, já que a elevação da temperatura global depende de um modelo de desenvolvimento que hoje é dominante e, e suas consequências afetam virtualmente todos os países. O ex-secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, chegou a afirmar que este é o “desafio moral de nossa geração”.

Para saber como os presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas lidam com o assunto, resumimos as propostas para o clima nos programas de governo protocolados na Justiça Eleitoral por Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Jair Bolsonaro (PSL) João Amoêdo (NOVO), Lula/Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (REDE).

Há candidatos que dedicam capítulos inteiros à questão em seus planos de governo – caso de Marina Silva, Lula/Haddad e Boulos. Os três planos trazem um contexto mais detalhado sobre desmatamento, matriz energética com baixa emissão de gases de efeito estufa e sobre com utilizar os recursos naturais como motores do desenvolvimento e inclusão social.

Aparecem menções sobre incorporar estratégias de tributação verde para incentivar tecnologias mais sustentáveis, revisão de carga tributária – o programa de Lula/Haddad fala em reduzir o custo fiscal  para investimentos verdes em 46,5%; Marina fala em “descarbonização” da estrutura tributária, com aperfeiçoamento da contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE, tributo que incide sobre combustíveis), de acordo com as emissões de carbono e, no médio prazo, incorporar uma taxa de carbono ao sistema de impostos, no contexto de uma ampla reforma tributária.

Boulos, por sua vez, propõe abandonar o uso de combustíveis fósseis, em uma transição energética que cederá lugar para as fontes eólica e solar, sem dar continuidade à construção de grandes hidrelétricas e ao projeto de Angra 3. Mas a decisão de banir os fósseis da matriz energética esbarra no pré-sal: o programa de Boulos fala na anulação dos leilões já realizados e invoca a retomada dos investimentos pela Petrobras, o que contradiz o objetivo inicial.

Apesar dos planos detalhados em relação aos tópicos relacionados às energias renováveis, os programas dos três candidatos apresentam poucas metas concretas de cumprimento dos objetivos – exceto para instalação de painéis fotovoltaicos, onde Marina fixa o objetivo de 1,5 milhão de telhados solares fotovoltaicos de pequeno e médio porte até 2022. O programa de Lula/Haddad propõe instalar kits de geração de energia solar em 500 mil residências por ano.

Metas para desmatamento

Quando se trata de mudanças de uso da terra, Boulos fala em zerar o desmatamento em todos os biomas nos próximos dez anos; Lula/Haddad diz que vai assumir compromisso com uma taxa zero de desmatamento líquido (compensar o desmatamento de novas áreas com o reflorestamento) até 2022; já Marina fala em “atingir o desmatamento zero no Brasil no menor prazo possível, com data limite em 2030”. Tanto Boulos quanto Marina estabelecem prazos que vão além do mandato presidencial de quatro anos, mas não afirmam se criarão decretos para fixá-los. Poucos programas especificam se estão falando de desmatamento em todos os biomas ou apenas na Amazônia.

Com um programa de governo mais enxuto, o candidato Ciro Gomes não chega a dedicar um capítulo ao tema meio ambiente/clima, mas o relaciona com sua política de desenvolvimento. O presidenciável do PDT afirma que “a maior parte dos conflitos observados na política de meio ambiente é fruto de uma oposição artificial entre dois conceitos interligados, a ecologia e a economia”, e afirma que seu governo tratará de desenvolvimento econômico, reindustrialização, agricultura e infraestrutura com olhar para a preservação ambiental. Seu plano de governo fala em ações para conter o desmatamento e cumprir metas climáticas até 2020, mas não fornece detalhes de quais ações serão feitas na prática para cumprir esses objetivos.

No espectro mais liberal, Alckmin e Amoêdo dedicam poucas linhas a meio ambiente e clima, prometendo honrar os compromissos assumidos no Acordo de Paris (sem detalhar metas e estratégias) e aplicar o Código Florestal (Lei 12.651/2012) como forma de harmonizar produção agrícola e conservação de florestas. Nenhuma proposta mais ousada para a área aparece no rol dos candidatos, que parecem confortáveis em cumprir as leis e compromissos que já existem.

Bolsonaro é o candidato que dedica menos atenção ao assunto: ambiente apenas aparece como um dos itens subordinados ao ministério que pretende criar, fundindo agropecuária e recursos naturais. Não há qualquer menção a clima, mudanças climáticas ou Acordo de Paris – embora o candidato do PSL tenha afirmado em entrevistas que, se eleito, retiraria o Brasil do compromisso por entendê-lo como uma ameaça à “soberania nacional”. Apenas na área de energia o candidato acena ao tema em seu plano, ao dizer que pretende estimular fontes renováveis como eólica e solar fotovoltaica, especialmente na região Nordeste. O candidato do PSL propõe reduzir o papel regulador e fiscalizador do Ministério do Meio Ambiente, reduzindo a pasta a uma instância subordinada ao novo ministério de agropecuária que pretende criar.

A maior parte dos presidenciáveis fala em envidar esforços para o cumprimento do Acordo Paris, mas sem a fixação de estratégias e metas claras. O acordo global, firmado em 2015 por 195 países junto às Nações Unidas com o objetivo de frear o aquecimento global, foi ratificado no ano seguinte pelo Brasil, o que significa que o país terá de cumprir os compromissos nele assumidos. Sair dele, como pretende o candidato do PSL, também não é uma alternativa simples – a ratificação foi aprovada pela Câmara dos Deputados e Senado, que teriam igualmente de aprovar a saída do país do compromisso.

Adaptação à crise do clima

Uma preocupação verificada pelo OC é que, embora a mudança climática seja pouco mencionada na agenda política, seus efeitos já podem ser sentidos. O ano de 2017 foi considerado o mais quente da história, segundo a NOAA, agência americana dos oceanos e atmosfera. No Brasil, o agravamento de eventos extremos, como secas e inundações, também é realidade: 48,6% dos municípios sofreram com secas nos últimos quatro anos, segundo o IBGE. O litoral está vulnerável ao aumento do nível do mar: 18 das 42 regiões metropolitanas brasileiras se situam nas zonas costeiras, onde o mar poderá subir até 40 cm até 2050, no cenário mais pessimista. Rio de Janeiro, Santos, Recife, Fortaleza, Salvador e o Vale do Itajaí (SC) estão entre as regiões mais sujeitas a inundações e eventos extremos de clima. O clima também deve ter impacto em diferentes cultivares, incluindo soja, cana e café.

A vulnerabilidade e adaptação às mudanças climáticas, porém, recebe pouco espaço nos programas de governo – Marina Silva fala em apoiar os municípios para que coloquem em prática planos de contingência e monitoramento de extremos climáticos, com o objetivo de prevenir e mitigar os impactos de desastres naturais (secas, alagamentos, enxurradas e deslizamentos). O plano de Lula/Haddad também fala em “resiliência urbana” para diminuição do risco de desastres, por meio de medidas que promovam a adaptação às mudanças climáticas. Cita ações como investimentos em defesa urbana, drenagem, controle e mitigação de riscos de enchentes, despoluição de rios, contenção de encostas em áreas de risco e fortalecimento de sistemas de monitoramento e alerta de desastres naturais. Os dois programas não elencam metas de adaptação para as cidades brasileiras mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Apesar de a mudança climática ser tema crucial para planejar o desenvolvimento do país, porém, o tema tem recebido pouca atenção no debate eleitoral de 2018. Com o mapeamento de propostas que o OC oferece aqui, gostaríamos de incentivar que as equipes de campanha e a imprensa dêem a questão climática a importância que ela merece na corrida presidencial.

Veja abaixo as principais propostas dos candidatos à Presidência da República para os eixos clima, energia, desmatamento e agricultura.

CIRO GOMES

Clima

  • Colocar em operação ações para implementar as metas climáticas, de redução da emissão dos gases de estufa até 2020, definidas pelo Acordo de Paris
  • Articular com outros países para o cumprimento das metas do Acordo de Paris
  • Desenhar modelo de precificação da poluição (definição de formas de taxação para quem polui ou aprimoramento do mercado de certificados de emissão de carbono), com a criação de mecanismos de compensação financeira para atividades de impacto
  • Desenvolver um sistema com informações sobre a emissão de carbono no país, por emissor

Energia

  • Estimular adoção de energias renováveis como biocombustíveis, biomassa, hidráulica, solar e  eólica, por meio de políticas públicas
  • Promover a coordenação entre os atuais sistemas e linhas de financiamento destinadas à pesquisa ambiental e de sustentabilidade, incluindo a área de energia
  • Petróleo: recomprar todos os campos de petróleo brasileiros vendidos ao exterior após a Lei da Partilha, pagando indenizações

Desmatamento

  • Desenhar estratégia para redução do desmatamento
  • Implementar as Unidades de Conservação (UCs) já criadas no Brasil com as devidas indenizações e/ou reassentamentos
  • Elaborar plano de formação de arranjos produtivos locais no entorno dessas unidades, voltados para a prestação de serviços às mesmas, bem como o desenvolvimento do turismo sustentável
  • Criar concessões à iniciativa privada de áreas e equipamentos de uso público para exploração econômica de serviços permitidos em UCs
  • Apoiar gestão das associações produtivas das comunidades da floresta e a implantação da infraestrutura necessária ao desenvolvimento das cadeias produtivas

Agricultura

  • Ordenar uso e ocupação das terras no Brasil, destinando áreas a sistemas produtivos em regiões já modificadas pela ação humana
  • Compatibilizar as agendas Marrom (Política Nacional de Meio Ambiente), Verde (Novo Código Florestal) e Azul (Política Nacional de Recursos Hídricos)
  • Desenvolver defensivos agrícolas específicos para as nossas culturas, de menor conteúdo tóxico para pessoas e o meio ambiente; incentivar a adoção de sistemas de controle alternativos na agricultura

GERALDO ALCKMIN

Clima

  • Perseguir “com afinco” as metas assumidas no Acordo de Paris
  • Usar os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) como referência no relacionamento externo brasileiro

Energia

  • Priorizar políticas que permitam às regiões Norte e Nordeste desenvolver suas potencialidades em áreas como energias renováveis, turismo, indústria, agricultura e economia criativa

Desmatamento

  • Nada consta

Agricultura

  • Reforçar a liderança do Brasil na agricultura pela transformação do Plano Safra em um plano plurianual para dar previsibilidade às regras da política agrícola
  • Garantir a paz e a segurança agrícola no campo

GUILHERME BOULOS

Clima

  • Honrar os compromissos assumidos no Acordo de Paris: reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e restaurar 120 mil km² de florestas até 2030
  • Reconhecer os “direitos da natureza” na Constituição, como foi feito por países como Equador e Bolívia

Energia

  • Superar o uso dos combustíveis fósseis e realizar a transição para energias renováveis de baixo carbono (como a eólica e a solar), proibir o fraturamento hidráulico do gás de xisto, que tem alto impacto ambiental
  • Transportes: modernizar o setor, priorizar o transporte coletivo e sob trilhos (para carga e passageiros); reverter a cultura do automóvel nas grandes cidades
  • Estimular o carro elétrico e reduzir a demanda de petróleo
  • Usinas nucleares: manter as Usinas Angra 1 e 2 em operação até o fim de sua vida útil; suspender as obras e rediscutir com a sociedade civil a continuidade do projeto de Angra 3
  • Usinas hidrelétricas: suspender as construções de novas usinas
  • Pré-sal: reverter toda a legislação de privatização da exploração do petróleo e da Petrobras
  • Transformar a Petrobras de uma empresa de petróleo em uma empresa de energia pública “democraticamente gerida”, com um setor voltado para desenvolver energias renováveis

Desmatamento

  • Zerar o desmatamento em todos os biomas em uma década: para isso, será preciso estabelecer meta para restaurar florestas com espécies nativas
  • Estabelecer política de estímulo ao aumento da produtividade agrícola nas áreas já desmatadas
  • Promover aumento da eficácia na fiscalização da atividade agropecuária e grilagem de terra; confiscar bens associados a crimes ambientais
  • Criar novas áreas protegidas
  • Usar a tributação para o estímulo à conservação, com o combate à sonegação do imposto territorial rural (ITR)

Agricultura

  • Criar incentivos financeiros para aumentar a produtividade e alterar a matriz produtiva agropecuária
  • Fomentar a agricultura de alimentos saudáveis, priorizando vegetais, “voltada para a segurança alimentar do povo brasileiro”
  • Limitar a produção de commodities para exportações

JAIR BOLSONARO

Clima

  • Nada consta; candidato afirmou à imprensa que pretende retirar o Brasil do Acordo de Paris, por ele representar “ameaça à soberania nacional”

Energia

  • Desenvolver o potencial do Nordeste em fontes renováveis: solar e eólica; expandir a produção de energia e toda a cadeia relacionada, como produção, instalação e manutenção de painéis fotovoltaicos
  • Realizar o licenciamento ambiental de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) no prazo máximo de três meses
  • Aumentar o papel do gás natural na matriz elétrica nacional

Desmatamento

  • Nada consta

Agricultura

  • Criar uma nova estrutura federal agropecuária, responsável por: política e economia agrícola (inclui comércio); recursos naturais e meio ambiente rural; defesa agropecuária e segurança alimentar; pesca e piscicultura; desenvolvimento rural sustentável; inovação tecnológica

JOÃO AMOÊDO

Clima

  • Nada consta

Energia

  • Ampliação da energia renovável na matriz energética
  • Dar fim aos subsídios à energia não renovável, como gasolina e diesel

Desmatamento

  • Eliminar o desmatamento ilegal
  • Reduzir definitivamente o desmatamento ilegal na Amazônia Legal, com mais tecnologia e scalização (sic)

Agricultura

  • Aplicar o Código Florestal
  • Avançar no Cadastro Ambiental Rural e promover mais cooperação entre órgãos envolvidos

LULA/FERNANDO HADDAD

Clima

  • Introduzir agenda estratégica de transição ecológica, que colocará as políticas ambientais, territoriais, regionais, produtivas, tecnológicas, científicas e educacionais como aliadas
  • Realizar uma reforma fiscal verde, com aumento progressivo do custo da poluição e prêmio à inovação de baixo carbono;
  • Desonerar investimentos “verdes” (isenção de IPI, dedução de tributos embutidos em bens de capital e recuperação imediata de ICMS e PIS/COFINS), reduzindo o custo tributário do investimento verde em 46,5%
  • Sem elevar a carga tributária, criar um tributo sobre carbono, que já foi adotado em vários países para aumentar o custo das emissões de gases de efeito estufa
  • Apoiar e incentivar os estados e municípios a adotarem uma política de gestão ambiental urbana que proporcione redução do consumo de energia, da emissão de poluentes que afetam a qualidade do ar, solo e água e de gases de efeito estufa

Energia

  • Construir um modelo energético que terá como diretrizes: 1) a retomada do controle público, interrompendo as privatizações; 2) ampliação dos investimentos para expandir a geração com energias renováveis (solar, eólica  e biomassa); 3) tarifas justas; e 4) participação social
  • Retomar o papel estratégico da Eletrobrás e da Petrobras
  • Instalar kits fotovoltaicas em 500 mil residências por ano
  • Impulsionar a micro e mini geração de energia renovável pela possibilidade de venda do excedente de energia produzido por residências e empresas
  • Modernizar o sistema elétrico existente: usinas geradoras, substituição de combustíveis líquidos e carvão por gás natural e biocombustível, incorporação das tecnologias de futuro nas redes de transmissão (smart grid)
  • Perseguir o aumento da eficiência energética
  • Fortalecer o Programa Reluz e estender o Programa Luz para Todos para localidades isoladas na Amazônia
  • Retomar investimentos em infraestrutura de transporte limpa, com diversificação dos meios de transporte, incluindo ferrovias, hidrovias e meios menos poluentes

Desmatamento

  • Assumir compromisso com a taxa de desmatamento líquido zero até 2022 e com o fim da expansão da fronteira agropecuária
  • Fiscalizar o cumprimento do Código Florestal, incluindo o Cadastramento Ambiental Rural
  • Fortalecer a proteção das unidades de conservação e dos demais bens da natureza
  • Aperfeiçoar os mecanismos de governança em relação à Amazônia, por meio do diálogo federativo e participação social nos processos decisórios

Agricultura

  • Criar instrumentos que valorizem a produção e a comercialização de produtos agropecuários de forma sustentável; promover a valoração econômica da preservação de recursos naturais nas propriedades rurais
  • Utilizar, para a expansão da produção agropecuária, os mais de 240 milhões de hectares já abertos para agricultura e pastagens
  • Implementar o Código Florestal com prazos, “sem mais prorrogações ou atrasos”
  • Promover uma nova geração de políticas e programas voltados à questão agrária, agricultura familiar e agroecologia no Brasil, com reforma no ambiente institucional.
  • Desenvolver, em parceria com organizações públicas, universidades e sociedade civil projetos estratégicos para os assentamentos rurais

MARINA SILVA

Clima

  • Alinhar políticas públicas (econômica, fiscal, industrial, energética, agrícola, pecuária, florestal, da gestão de resíduos e de infraestrutura) aos objetivos do Acordo de Paris
  • Cumprir os compromissos assumidos pelo Brasil com uma estratégia de longo prazo de descarbonizarão da economia, com emissão líquida zero de gases de efeito estufa até 2050
  • Descarboninzar a estrutura tributária: no curto prazo, aperfeiçoar a contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE, tributo que incide sobre combustíveis), com um adicional segundo a intensidade de carbono
  • No médio prazo, incorporar uma taxa de carbono ao sistema tributário nacional, no contexto de uma ampla reforma tributária
  • Implementar o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões e outros mecanismos para introduzir a precificação das emissões de gases de efeito estufa
  • Promover desenvolvimento urbano que inclua a redução de gases de efeito esfufa entre as prioridades
  • Apoiar os municípios a implementar planos de contingência e monitoramento de extremos climáticos para a prevenção e mitigação dos impactos

Energia

  • Mobilidade urbana: desenvolver políticas que estimulem modais com baixa emissão de poluentes, geração de energia limpa, renovável e com eficiência energética; substituir veículos movidos a combustíveis fósseis pelos elétricos e movidos a biocombustíveis
  • Eletrobrás: privatização será analisada no contexto da política energética nacional; deverá modernizar suas estratégias a fim de incorporar energias renováveis
  • Petrobras: assumirá papel de liderança nos investimentos em energias limpas
  • Potencializar a eficiência energética, por meio do estímulo regulatório com incentivos e metas em todas as etapas: geração, transmissão e distribuição até os consumidores
  • Massificar a instalação de unidades de geração de energia solar fotovoltaica distribuída nas cidades e comunidades vulneráveis: meta é 1,5 milhão de telhados solares fotovoltaicos de pequeno e médio porte até 2022, representando 3,5 GW de potência operacional
  • Renovabio: implementar o programa de biocombustíveis, que deverá criar 1,4 milhão de empregos até 2030

Desmatamento

  • Atingir o desmatamento zero no Brasil, no menor prazo possível, com data limite em 2030
  • Valorizar a floresta em pé, com o desenvolvimento de uma economia florestal e das comunidades tradicionais vinculadas à sua utilização e conservação
  • Ampliar o sistema de monitoramento de desmatamento, degradação e mudanças na cobertura do solo
  • Recuperar 12 milhões de hectares de florestas nativas até 2030, como manda o Acordo de Paris e gerar empregos nessa atividade

Agricultura

  • Ampliar práticas de agricultura de baixo carbono nos Planos Safra anuais, com redução da burocracia e estabelecendo atrativos para adesão ao sistema
  • Desenvolver programas de compensação financeira que beneficiem comunidades tradicionais e agricultores familiares pela conservação da biodiversidade e ecossistemas.

Fonte: Portal Observatório do Clima

Mudança em hábitos alimentares é oportunidade para soja brasileira, diz consultoria

Aumento da procura por alimentos com maior teor de proteínas pode beneficiar exportações

A tendência global de aumento do uso de soja na composição de alimentos industrializados poderá incrementar a produção brasileira da commodity em até 65%, segundo projeção da McKinsey.

“Cerca de 70% da soja é destinada à alimentação animal, e só 2% têm fins industriais. A busca por alimentos com maior teor protéico pode elevar esta parcela a 10% até 2026”, diz Nelson Ferreira, sócio da consultoria.

A alta na demanda da indústria de alimentos por esse grão é uma oportunidade para o Brasil exportar itens de maior valor agregado, afirma Ferreira.

Fonte: Consultoria McKinsey

“Em termos de volume, o carro chefe continuará sendo o abastecimento à pecuária. Mas haverá um crescimento significativo de nichos de mercado abertos a esses produtos”.

A produção de açúcar, por outro lado, deverá sofrer sua primeira queda histórica nos próximos anos, impulsionada pela crescente obesidade. “Um cenário em que o açúcar é combatido como o cigarro não é absurdo”, diz.

Fonte: Folha de S.Paulo

Com novo imposto, agricultor argentino troca milho por soja

A volta dos impostos sobre exportações da Argentina significa que alguns fazendeiros vão plantar soja em vez de milho na safra 2018/19.

Para aproximadamente 80% dos agricultores que já compraram sementes e fertilizantes, é tarde para mudar planos. Mas ainda há bastante espaço para troca. A expectativa é que sejam plantados até 300 mil hectares adicionais com soja, de acordo com o consultor independente Gustavo Lopez.

A plantação de milho já começou e a soja começa a ser semeada em outubro.

O presidente Mauricio Macri subiu a alíquota sobre embarques de soja crua em 2 pontos percentuais para cerca de 28%. O milho, que era exportado sem imposto, agora precisará pagar aproximadamente 10 por cento. O imposto e o tombo nos preços convenceram produtores nos Pampas a desistir do milho nesta temporada, segundo Lopez.

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou em relatório divulgado na quinta-feira que a área plantada com milho pode ficar abaixo da iniciativa inicial de 5,8 milhões de hectares devido aos impostos – anunciados em 3 de setembro dentro do esforço para equilibrar as contas públicas. A bolsa divulgará a perspectiva para a área plantada com soja em 26 de setembro.

A Bolsa de Comércio de Rosário informou em relatório distribuído na quarta-feira que a previsão anterior era que a área plantada com milho aumentaria 6 por cento em relação à safra anterior, mas que os impostos sobre exportação reduziram essa projeção para 2,6 por cento. A bolsa agora calcula 5,6 milhões de hectares, sem contar o milho destinado a silagem.

Já a estimativa para a área plantada com soja é de ligeiro aumento para 17,9 milhões de hectares. Os analistas de Rosário achavam inicialmente que a área diminuiria. Para a colheita, a previsão é de 50 milhões de toneladas. A oferta global já é grande com a colheita recorde esperada nos EUA.

Fonte: Brasil Agro – online

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