Criação de boi fatura R$ 76 bilhões por ano no Brasil

Depois da soja, é a maior renda do campo brasileiro

O Brasil é um dos maiores criadores de boi do mundo. Depois da soja, a maior renda do campo brasileiro vem da criação de boi. São R$ 76 bilhões por ano.

Boi é genética, é tecnologia. Nas criações modernas, se usa menos pasto diminuindo o impacto ambiental e aumentando a produção.

Nos últimos dez anos, a produção de carne triplicou, tornando o Brasil o maior exportador de carne bovina do mundo.

Além da carne, quase tudo se aproveita do boi: O couro que vai para bolsas e calçados; o pelo para os pincéis; da gordura se faz biodiesel e sabão e o chifre vira berrante.

Fonte: G1

#10yearchallenge ganha novo significado nas redes: o meio ambiente

Desafio da internet, que consistia em mostrar aparência dos internautas após 10 anos, passou a divulgar impactos negativos no planeta terra

O desafio que anda circulando pelas redes sociais nos últimos dias, #10yearchallenge, ganhou um significado maior para alguns internautas. A princípio, a brincadeira consistia em divulgar fotos onde os usuários apareciam mais jovens, para mostrar a diferença na aparência em uma década. No entanto, algumas pessoas mudaram o objetivo da atividade: decidiram lembrar do impacto negativo que os hábitos dos seres humanos causaram ao meio ambiente.

Aquecimento global, desmatamento, degradação dos animais, aumento de lixo, guerras e desastres ambientais como o de Mariana (MG) foram algumas das imagens divulgadas pelos internautas para fazer a comparação do antes e depois.

A cantora Anitta chegou a aderir a ideia e usou seu perfil no Instagram para compartilhar os efeitos negativos no planeta. “Todo mundo se esforçando pra melhorar de vida e de aparência a cada dia. E nossa casa (a única que temos) só se degradando. Quanta destruição aconteceu em apenas 10 anos”, lamentou.

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Prabhuraj@_raj94

This made me feel sad on #10yearchallenge

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 · Hyderabad, India

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Muniba Mazari

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Aprenda a Valorizar@Avalorizar

O que é o antropoceno, a era geológica marcada pela ação humana

Apesar de os seres humanos não habitarem a Terra há muito tempo, já deixaram uma marca difícil de apagar

Se toda a história da Terra fosse condensada em apenas um dia, estaríamos nos últimos 20 segundos.

Não se engane: não faz muito tempo que habitamos este planeta!

Mas o impacto que já deixamos por aqui é significativo.

Por isso, os cientistas Paul Crutzen e Eugene F. Stoermer dizem acreditar que vivemos numa nova era geológica, que chamam de Antropoceno.

Para eles, as atividades humanas, da agricultura ao desenvolvimento do plástico, do concreto e da energia nuclear, passando pelo aquecimento global, vem afetando a Terra de tal forma que criamos um novo período de tempo geológico.

Mas qual será o futuro do nosso planeta nesta nova era?

Fonte: G1

SP: projeto sobre indicação de produtos com origem animal é vetado pelo governador Doria

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), vetou o Projeto de Lei nº 684/2018, que obriga a superexposição nas gôndolas de supermercados e afins, de expressões que indiquem produtos de origem animal, que contenham em sua composição elementos de origem animal ou que tenham sido elaborados por processo que utilizem animais em testes. As informações são da Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA)

A decisão foi embasada por pareceres técnicos da SAA, bem como da Consultoria Jurídica da Casa Civil do Governo do Estado, que avaliaram que a exigência era desproporcional e inconstitucional. Para a SAA, a medida provocaria a falsa impressão nos consumidores de que os produtos assinalados causam malefício à saúde.

Ainda de acordo com a secretaria estadual, essa percepção ocasionaria consequente queda de vendas, o que impactaria todos os elos das cadeias produtivas, desde o produtor do insumo, passando pela indústria e pelo comerciante varejista e afetando consequentemente emprego, renda e comprometendo o desenvolvimento econômico e o empreendedorismo.

Para o Secretário Estadual da Agricultura e Abastecimento, Gustavo Diniz Junqueira, a propositura vai em desencontro com os anseios da população paulista.

“O governador foi eleito com a missão de reduzir a burocracia, incentivar o empreendedorismo e combater as iniciativas que interferem desnecessariamente na vida do morador de SP. As pessoas querem liberdade, e não que o Estado induza suas escolhas”, diz

Para a PGE, o PL é inconstitucional uma vez que afronta o princípio da livre iniciativa e legisla sobre matéria federal, além de tratar de objeto já amplamente garantido pelo Código de Defesa do Consumidor. Operacionalmente, a aplicação da lei enfrentaria grandes dificuldades.

“Os pareceres elaborados pelos técnicos da SAA indicam uma infinidade de produtos, agrícolas ou não, que contém traços de origem animal em sua composição. Desde o biodiesel, que conta com sebo bovino na elaboração, até a água mineral engarrafada que leva colágeno hidrolisado, também de origem animal, em sua formulação”, arremata Junqueira.

Fonte: RVTV

Impactos ambientais concentram preocupações de longo prazo para a economia global

Novo relatório do Fórum Econômico Mundial aponta que economistas e investidores continuam preocupados com ameaças relacionadas a meio ambiente e mudança do clima à economia global, que podem afetar o crescimento econômico negativamente em 2019

Riscos associados à mudança do clima e meio ambiente continuam liderando o ranking de preocupações para a economia global, aponta a nova edição do Relatório sobre Riscos Globais produzido pelo Fórum Econômico Mundial e publicado hoje (16/1).  O relatório incorpora os resultados da Pesquisa Global de Percepção de Riscos, que ouviu aproximadamente mil especialistas e tomadores de decisão. Para eles, os riscos ambientais continuam dominando suas preocupações de médio e longo prazos: todos os riscos ambientais que o relatório aponta estão novamente na categoria de alto impacto e alta probabilidade – perda de biodiversidade; eventos climáticos extremos; falha na mitigação e adaptação às mudanças climáticas; desastres provocados pelo homem; e desastres naturais.

“O ano passado foi marcado por incêndios históricos, inundações contínuas e aumento das emissões de gases de efeito estufa. Não é surpresa que, em 2019, os riscos ambientais dominem mais uma vez a lista das principais preocupações”, aponta Alison Martin, diretora de risco do Zurich Insurance Group. “Para responder efetivamente às mudanças climáticas, é necessário um aumento significativo da infraestrutura para se adaptar a esse novo ambiente e passar para uma economia de baixo carbono”.

De acordo com Martin, até 2040, a lacuna de investimento em infraestrutura global está estimada em US$ 18 trilhões contra uma necessidade projetada de US$ 97 trilhões. “Nesse contexto, recomendamos fortemente que as empresas desenvolvam uma estratégia de adaptação e resiliência climática e que trabalhem nisso o quanto antes”.

Os riscos ambientais também apresentam problemas para a infraestrutura urbana e seu desenvolvimento. Com a elevação do nível do mar, muitas cidades precisam encarar soluções extremamente caras para problemas que vão desde a extração limpa de água subterrânea até barreiras contra super-tempestades. A escassez de investimento em infraestruturas críticas, como transporte, pode levar a falhas em todo o sistema, bem como exacerbar os riscos sociais, ambientais e os relacionados à saúde humana.

“O subfinanciamento persistente de infraestrutura crítica em todo o mundo está dificultando o progresso econômico, deixando empresas e comunidades mais vulneráveis tanto a ataques cibernéticos quanto a catástrofes naturais, incapazes de aproveitar ao máximo a inovação tecnológica”, argumenta John Drzik, presidente de risco global e digital da Marsh. “A alocação de recursos para o investimento em infraestrutura, em parte por meio de novos incentivos para parcerias público-privadas, é vital para a construção e o fortalecimento de fundações físicas e redes digitais que permitirão às sociedades crescer e prosperar”.

O relatório aponta ainda para uma deterioração das condições econômicas e geopolíticas globais em 2019, resultado das dificuldades enfrentadas pela cooperação internacional para promover ação coletiva para enfrentar as principais urgências atuais do mundo, como a mudança do clima. Essa piora na qualidade das relações internacionais também afeta as trocas comerciais, algo que foi bastante sensível em 2018, com a intensificação das “guerras comerciais” entre as grandes potências, especialmente entre Estados Unidos e China.

“Com o comércio global e o crescimento econômico em risco em 2019, existe uma necessidade mais urgente de renovar a arquitetura da cooperação internacional”, disse Børge Brende, presidente do Fórum Econômico Mundial. “Não temos condições para lidar com o tipo de desaceleração que a dinâmica atual pode nos levar. Precisamos de ação coordenada e concertada para sustentar o crescimento e enfrentar as graves ameaças que o nosso mundo enfrenta hoje”.

Fonte: NeoMondo

65º Leilão de biodiesel tem 41 usinas interessadas em participar

Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou nesta quarta-feira (16) a pré-habilitação para o 65º Leilão de Biodiesel. O documento mostra que 41 unidades produtivas demonstraram interesse em participar do leilão para o segundo bimestre de 2019.

Ao todo, a capacidade produtiva inscrita no processo se aproxima dos 1,32 bilhões de litros.

De cara, já sabemos pelo menos uma delas vai ficar de fora. A solicitação da Biotins foi barrada com base regra que impede usinas que tenham ficado paradas durante mais de um ano voltarem ao mercado sem, antes, passarem por uma vistoria da ANP. Instalada no município de Paraíso do Tocantins (TO), a planta sem fabricar biodiesel desde agosto de 2013.

Essa regra ganhou notoriedade no L61 quando foi usado pela ANP para negar a habilitação da Camera de Ijuí, mesmo tendo habilitado outras duas empresas que estavam na mesma situação – posteriormente a empresa recorreria da decisão e conseguiria participar do certame.

A inabilitação da Bioitins terá pouco efeito sobre o resultado do leilão. A empresa tem capacidade para ofertar, no máximo, 4,86 milhões de litros por bimestre – menos de 0,4% do total.

Pendências

Há ainda duas usinas com pendências apontadas pela ANP e que ainda poderão regularizar suas situações até a próxima segunda-feira (21).

Uma delas é a Prisma que precisa mostrar que sua planta de Sumaré (SP) está em situação regular junto ao governo municipal. A outra é a Cooperfeliz que apresenta pendências em relação ao fisco estadual. As duas juntas podem fabricar até 12,6 milhões de litros.

Mesmo que as duas usinas não consigam resolver suas pendências a tempo, a capacidade produtiva que já se encontra devidamente habilitada beira os 1,3 bilhão de litros e já garante para o L65 o título de maior potencial de oferta entre os leilões bimestrais.

Se elas conseguirem, teremos 40 unidades produtivas participando da disputa, um número que não se via desde o L41.

Fonte: BiodieselBR

Soja: Brasil mantém bom ritmo de embarques, mas novos negócios são raros

O mercado brasileiro começou 2019 mantendo o bom ritmo de embarques de soja, apesar de os novos negócios serem bem pontuais até este momento e de os volumes serem um pouco menores do que os observados em dezembro. o recuo das cotações no mercado interno mantém os vendedores retraídos, bem como a entrada da nova safra mantém os compradores também à espera de melhores oportunidades de comércio.

Ainda assim, de acordo com os últimos números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), o país embarcou 1.007 milhão de toneladas de soja nos primeiros oito dias úteis de janeiro, com uma média diária de 125,9 mil. O número impressiona, segundo explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, para um período em que os embarques, sazonalmente, são mais fracos.

“No mês de dezembro, o embarque diário foi de 211,6 mil toneladas e agora vem perdendo ritmo porque é normal e não tem Soja para ser embarcada. Já está tudo negociado e os estoques desta virada de ano comercial vão para o campo negativo, ja que se usa  o produto da safra nova como se fosse da safra passada”, explica Brandalizze.

E para todo o janeiro, com mais 15 dias úteis no mês, a expectativa é de que os embarques somem 2 milhões de toneladas. “Tudo aponta que poderemos ter janeiro com embarques fortes, mesmo que no acumulado do ano se espere menos para todo o complexo devido à quebra da safra. Além disso, a demanda interna que será maior este ano”, completa o consultor.

Consultorias particulares e demais instituições esperam, de fato, que as exportações brasileiras de soja se mostrem mais equilibradas neste ano, na expectativa de que as relações comerciais entre China e Estados Unidos sejam reestabelecidas. Até este momento, porém, todas as informações conhecidas pelo mercado seguem no campo das especulações. O que limita os negócios tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, as estimativas são de que as importações de soja da China, maior comprador mundial da commodity, também sejam menores neste ano comercial em decorrência de uma série de fatores combinados. Ainda assim, a demanda da nação asiática tem buscado retomar sua força.

O CNGOIC (Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Oleaginosas da China) elevou sua estimativa para as importações de soja do país para 87 milhões de toneladas no ano comercial que se encerra em setembro próximo. Apesar de mais baixo do que no ano passado, o número cresceu 3 milhões de toneladas em relação à sua estimativa anterior.

Ainda como explica Brandalizze, as incertezas sobre a nova safra do Brasil também promovem uma retração dos negócios. Temerosos sobre seu potencial produtivo, as novas vendas por parte dos produtores acabam ficam limitadas, e os mesmos, diante da quebra, esperam por momentos de preços mais altos.

“Todos concordam que tem perdas, mas sobre o quanto ainda há dúvidas”, diz o consultor. “Tudo aponta que a safra irá ser menor que no ano passado, e como dólar e Chicago recuaram, sumiram as ofertas e compradores tentavam levar com indicativos em queda, mas não levaram nada”, conclui.

Fonte: Notícias Agrícolas

Pesquisas em mudanças climáticas têm foco na interdisciplinaridade

O papel da cidade na modificação do clima

Os recordes de temperatura quebrados a cada ano são uma preocupação também para a arquitetura e o urbanismo. Um estudo feito na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), analisou o papel da cidade na modificação do clima.

“Observamos que determinados elementos urbanos, o desenho urbano e até edifícios mudam completamente o balanço energético das cidades. Por isso, planos urbanos estratégicos devem absorver soluções a médio e longo prazo”, disse Denise Helena Silva Duarte, professora da FAU-USP que coordena projeto de pesquisa apresentado em reunião do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), em dezembro.

A expectativa é de expansão da área urbana de São Paulo e do aumento da temperatura. “Nosso objetivo é planejar como podemos lidar com esses dois fatores para a definição de políticas públicas de uso e ocupação do solo, planejamento urbano, projetos de edifícios, adensamento urbano”, disse Duarte.

Outro estudo apresentado na reunião será realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e tem como objetivo analisar a relação do aumento de temperatura com a queda na produção de leite.

“Existe uma queda drástica no número de gestação de vacas leiteiras na época quente do ano. Se esses animais não reproduzem, também não produzem leite. É um problema sazonal que ocorre em várias regiões do mundo, inclusive nas de clima mais ameno. É um problema que tem aumentado e a expectativa é de piora com o aquecimento global”, disse Fabiola Freitas de Paula Lopes, professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unifesp.

De acordo com a pesquisadora, por causa do estresse térmico as vacas de raça holandesa não conseguem manter a gestação nos meses quentes do ano. “Ocorre absorção e aborto espontâneo constantemente, o que compromete a produção e traz muitos prejuízos para a indústria de leite e a qualidade de vida dos animais”, disse Lopes.

Realizado no dia 19 de dezembro, na sede da FAPESP, com pesquisadores das duas últimas chamadas do PFPMCG, o encontro reuniu cientistas de diversas instituições do país e de diferentes áreas de pesquisa em um panorama sobre o que há de mais avançado em pesquisa sobre o tema. Foram apresentados também projetos na área de direito, saúde, agricultura, hidrologia, sobre impacto de barragens e serviços ambientais.

“A ideia da reunião é catalisar sinergias entre áreas distintas. Estamos aqui para construir parcerias e potencializar novas abordagens multidisciplinares”, disse Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) e um dos coordenadores do programa.

“Precisamos olhar a ciência de modo mais interdisciplinar. Lidamos em um mundo disciplinar, então estamos querendo quebrar isso. São problemas muito complexos cuja solução envolve várias áreas. É preciso pensar conjuntamente”, disse Gilberto de Martino Jannuzzi, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também coordenador do programa.

Fonte: Rede Notícia

Documentário mostra casos de brasileiros que sofrem hoje os impactos das mudanças climáticas

Se não bastassem os alertas dados pelos cientistas, se não bastassem os apelos da comunidade internacional para o Brasil não abandonar o Acordo de Paris, que em 2015 acordou planejamentos produtivos no sentido de baixar as emissões de gases do efeito estufa. Se não bastassem os sinais evidentes de dias mais quentes ou muito frios, secas que tornam solos inviáveis para a agricultura, tempestades e furacões que devastam tudo e tiram vidas humanas. Há quem ainda se dê o direito de negar o impacto das atividades humanas sobre as mudanças climáticas. Atribuir ao Sol a maioria dos problemas, remontar a eras passadas que já testemunharam o avanço do gelo sobre a superfície terrestre, é a opção dos negacionistas.

Estes preferem deixar tudo como está, sem mudanças de paradigma. Fecham os olhos e ouvidos às evidências que já submetem milhares de pessoas a uma vida cheia de privações por não conseguirem chamar a atenção de autoridades, ou mesmo da sociedade civil como um todo, para suas tragédias. Cada vez estão mais perto de nós os casos que mostram que aquele “amanhã” anunciado nos anos 80, por exemplo, pelo famoso Relatório Brundtland, também chamado de “Nosso Futuro Comum”, já chegou. É dever de todos, nem que seja por uma atitude solidária, dar atenção a esses relatos.

Com este objetivo, sete organizações da sociedade civil fizeram um documentário de 24 minutos chamado “O Amanhã É Hoje”, mostrado em dezembro, na Polônia, durante a Conferência das Partes sobre o Clima (COP24) convocada pelas Nações Unidas. Os efeitos das mudanças do clima sobre a vida de brasileiros, expostos na tela, são capazes de tirar o fôlego até dos menos sensíveis.

Para começar, falemos sobre desmatamento. Por mais cético que seja o cidadão, é impossível não perceber que o verde faz falta, mesmo nas cidades. Havia um descontrole sobre árvores derrubadas que chegaram a registrar 27 mil quilômetros quadrados/ano de desmatamento em 2004. O efeito de um bom patrulhamento e de informações sobre a necessidade, para os humanos, de manter a floresta em pé, sem visar somente ao lucro produzido pelas madeiras, acabou dando resultado. Até que, em 2012, comemorou-se uma baixa, dos 27 mil para 4 mil quilômetros quadrados de desmatamento.

Ricardo Abramovay, professor titular de economia da FEA/USP, um dos entrevistados para o documentário, lembra que depois deste gol o país voltou a mostrar um desmatamento preocupante:

“De 2012 para cá, já estamos com 7 mil quilômetros quadrados de desmatamento. De julho a novembro de 2018 as queimadas na Amazônia cresceram 36%. E o Brasil, apesar do progresso que viveu (em termos ambientais) entre 2004 e 2012, hoje já é o sétimo maior emissor de gases do efeito estufa”, disse ele.

O cenário é triste, devastador. Um pequeno grupo de indígenas Krikati formou uma brigada voluntária contra incêndios e tem tido muito trabalho. O fogo se alastra com uma facilidade aterrorizante, estimulado pela falta de chuvas e pelo desmatamento. Isto, quando não é criminoso, como costuma acontecer também no Maranhão, mas em outra parte, onde as quebradeiras de coco babaçu ficam sem sua principal fonte de renda quando as palmeiras são queimadas por quem as considera apenas um entrave ao gado e à monocultura. Esta história é contada com detalhes nesta reportagem.

Em 2017 o país registrou mais de 275 mil incêndios, sendo 132 mil só na Amazônia. Celiana Krikati, a única mulher da brigada de sua aldeia, fala para a câmera do documentário e não consegue segurar as lágrimas, principalmente quando se lembra da precariedade de ferramentas de que dispõem para combater o fogo:

“O fogo estragou áreas de cultivo, de caça, de pesca. A gente combatia o fogo com chinelos, chiteiras. A gente ainda não tem todo o material completo, estamos lutando por isso. Não recebemos recursos, a brigada é constituída por pais de família e está sendo protetora da terra indígena. Tudo isso é um trabalho que é do estado porque esse risco também é para a comunidade.”

A Terra Indígena Krikati sofre com as queimadas há tempos. Incêndios levaram embora, de 2009 a 2011, 60% das aldeias.

De Norte a Sul, os impactos das mudanças climáticas já alcançam os brasileiros. Esta é a principal mensagem do documentário, que foi também ouvir a agricultora Maria José Rocha, de São José do Egito, no sertão de Pernambuco. Ela sobreviveu a seis anos de uma seca cruel, que levou dali as chances de bons cultivos. Havia árvores frutíferas, cabras…

“A gente via os animais morrendo sem poder fazer nada. Tentávamos dar, mesmo de graça, mas ninguém queria porque ninguém tinha condições de alimentá-los ou dar-lhes água. Isso foi em 2012, quando felizmente, ao menos, as crianças não morreram. Tínhamos o dinheiro do Bolsa Família que nos ajudava a comprar água”, disse ela.

Da seca às enchentes. Ouve-se também o drama de quem viveu a tormenta em Nova Friburgo, cidade da Região Serrana do Rio de Janeiro, que em 2011 foi devastada por temporais que deixaram centenas de mortos. No litoral catarinense, os produtores de ostras dão conta mudanças no nível do mar que põem em risco seus negócios.

“A situação mais gritante (que dá conta de mudanças climáticas) é a não presença do vento Sul. Antigamente, há cerca de três décadas mais ou menos, a gente costumava dizer que quando o vento Sul batia, ficava três, quatro dias ventando, e isso era bom para o nosso negócio”, disse Leonardo Cabral.

No litoral de São Paulo, cidade de Santos, moradora conta seu desespero com uma ressaca que invadiu seu prédio, levou-lhe dois carros e a fez subir ao ponto mais alto do edifício, com o filho no colo e muito medo de uma tsunami. O mar entrou também com força e tirou mais de 600 metros de terra da Comunidade Nova Enseada, em São Paulo.

Como se vê, não é preciso ir longe para mostrar os efeitos que as mudanças climáticas já estão causando. O Brasil, que nos anos 70 era considerado quase imune a essas questões, já que tinha bens naturais em profusão, está na rota das dificuldades. Vale a pena repetir aqui a reflexão de Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima (OC):

“Continuar debatendo se isso (as mudanças climáticas causadas pelas ações humanas) existe ou não é imoral”.

Fonte: G1

China planta algodão na Lua, mas sementes de colza e batata também germinaram

Depois de entrar para a história como a primeira nação a pousar uma nave no lado afastado da Lua, a China segue ampliando sua relevância na exploração espacial. Agora, o país anunciou que a missão Chang’e 4 obteve sucesso em plantar algodão em nosso satélite natural.

As sementes levadas pela sonda já brotaram, com esta sendo a primeira ocorrência de matéria biológica crescendo na Lua em toda a história. A agência espacial chinesa (CNSA, ou China National Space Administration) liberou uma imagem mostrando as sementes de algodão brotando em um recipiente fechado, com a foto em questão sendo divulgada no Twitter pelo jornal People’s Daily.

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People’s Daily, China

Na legenda, o jornal diz: “Primeira na história da humanidade: uma semente de algodão trazida à Lua pela sonda chinesa Chang’e 4 brotou, conforme mostra a foto de teste mais recente, marcando a conclusão do primeiro experimento biológico da humanidade na Lua”.

O professor Liu Hanlong, da Universidade de Chongqing, que liderou a pesquisa, disse também que sementes de colza e batata chegaram a germinar, mas que as sementes de algodão foram as primeiras a brotar. O avanço inédito pode abrir caminho para que novas espécies de vegetais sejam cultivadas na Lua dentro de um ambiente artificial e controlado, com as batatas podendo ser usadas como fonte de alimento para futuros exploradores espaciais, enquanto o algodão pode ser usado para confeccionar roupas e a colza gera um óleo utilizado na produção de biodiesel.

Fonte: Canal Tech

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