Greve global pelo clima contará com manifestações no Brasil na próxima sexta (20)

Organizadores dos atos no país criticam ações do governo de Jair Bolsonaro em relação ao meio ambiente

Ativistas de diferentes países estão organizando manifestações em várias cidades para a próxima sexta-feira (20) para chamar atenção sobre os riscos do aquecimento global.

Em São Paulo, o ato está marcado em frente ao MASP, a partir das quatro horas da tarde, e está sendo convocado pelo Greenpeace em parceria com outras entidades.

Porta-voz da organização afirma que o governo Bolsonaro paralisou as políticas de combate ao desmatamento e não dá importância às alterações do clima.

Fonte: Brasil de Fato

Projeto experimental busca elevar nível de biodiesel no combustível de ônibus de Piracicaba

O estudo vai aumentar de 11% para 20% o nível de biodiesel no diesel que abastece seis ônibus da cidade. Veículos começam a rodar nesta terça-feira (17), e projeto terá duração de 6 meses

A prefeitura de Piracicaba (SP) lançou, nesta segunda-feira (16), o projeto experimental “B20 – Piracicaba no Caminho da Sustentabilidade”, que consiste em colocar seis ônibus nas ruas da cidade com adição de 20% de biodiesel no diesel. Os veículos começam a rodar nesta terça-feira (17).

O objetivo do projeto é avaliar a redução das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) a partir deste novo combustível, além também dos impactos técnicos e socioeconômicos. Os veículos vão rodar desta forma até março de 2020, segundo a prefeitura.

Atualmente, existe a porcentagem obrigatória de 11% de biodiesel no diesel em todo o Brasil. De acordo com o prefeito de Piracicaba, Barjas Negri, há a expectativa de que o projeto seja ampliado a nível nacional.

“Se a gente puder influenciar na política nacional, isso seria extremamente importante. É uma experiência, da mesma forma que fizemos o B10. Tanto o diesel quanto a gasolina, são combustíveis fósseis e, do ponto de vista natural, mais atrasados. Quanto mais o Governo Federal incentivar isso, teremos um país mais sustentável”, diz.

Participaram do evento também os secretários de Meio Ambiente e de Transportes, diretores da Raízen e da Via Ágil e a coordenadora do curso de biocombustível da Faculdade de Tecnologia de Piracicaba (Fatec).

Autoridades participaram de lançamento do projeto B20 em Piracicaba — Foto: Murillo Gomes/G1

Avaliação

Durante o experimento, outros seis veículos, denominados como “sombra”, formarão um grupo de controle para que a emissão de gases seja comparada a dos ônibus com a adição do biodiesel.

A empresa Via Ágil será responsável pela definição das linhas e dos motoristas que vão guiar os ônibus, além também da instalação do tanque de armazenamento do combustível que será fornecido pela Raízen.

Durante o projeto, a Fatec será responsável pela coleta e análise dos dados, apresentando, ao final do estudo, a avaliação comparativa do consumo do B11, que é o diesel com 11% de biodiesel, e do B20.

Projeto experimental B20 foi lançado nesta segunda-feira, no Engenho Central, em Piracicaba — Foto: Murillo Gomes/G1

Projeto experimental B20 foi lançado nesta segunda-feira, no Engenho Central, em Piracicaba — Foto: Murillo Gomes/G1

Arena ANTP debate as transformações no setor de mobilidade urbana

O evento acontece em São Paulo (SP), entre 24 e 26 de setembro

Com o objetivo de fomentar as discussões em torno da importância da mobilidade urbana e das principais transformações que estão surgindo neste segmento,o público da Arena ANTP 2019 – Congresso Brasileiro de Mobilidade Urbana, a 22ª edição do Congresso Bianual da ANTP– poderá contar com uma grade bastante rica acerca do tema. O evento será realizado, entre 24 e 26 de setembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP).

Organizado pela OTM Editora em parceria com a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), o evento será a oportunidade para representantes de órgãos governamentais, especialistas do mercado e de empresas, do Brasil e do mundo,abordarem os principais avanços em mobilidade urbana, novidades, impactos no trânsito, meio ambiente, benefícios para a população, entre outros.

“O evento será muito importante para promover o debate de assuntos relacionados à mobilidade urbana, os cases de vários lugares do mundo, tendências e inovações, reunindo, em três dias, profissionais e representantes públicos de referência no tema. A iniciativa pode ser considerada um estímulo para a sociedade, de forma geral, conscientizando todos sobre os benefícios e vantagens para a qualidade de vida da população e dos grandes centros urbanos”, explica Ailton Brasiliense Pires, presidente da ANTP.

Arena ANTP

Nos dois primeiros dias do evento, 24 e 25 de setembro, serão apresentados 16 painéis, com diversos temas e palestrantes convidados, abordando diferentes aspectos sobre a mobilidade urbana. Nestes dois dias, as apresentações serão únicas em cada horário. No terceiro dia, 26,ocorrerão palestras simultâneas em seis auditórios diferentes, entre 9h e 18h, um espaço para debater iniciativas, sob aspectos distintos da mobilidade urbana, no País e no mundo. A programação completa pode ser acessada em www.arenaantp.com.

Anote em sua agenda

Arena ANTP 2019 – Congresso Brasileiro de Mobilidade Urbana

Data: 24 a 26 de setembro

Horário: das 9h às 18h

Local: Transamerica Expo Center

Endereço: Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro, São Paulo

 Sobre a Arena ANTP 2019 – Congresso Brasileiro de Mobilidade Urbana

A OTM Editora, que publica a Revista Technibus, e a MFontana Promoções resgatam o conceito do Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito,realizado pela  ANTP (Associação Nacional dos Transportes Públicos), a cada dois anos, desde 1978. Dessa forma, surge uma parceria inédita, aliando a experiência e tradição na realização de eventos de transportes da OTM,à ANTP, uma das principais entidades promotoras de ideias, com qualidade e excelência técnica em seus estudos e conteúdos publicados para realizar a Arena ANTP 2019 – Congresso Brasileiro de Mobilidade Urbana. O objetivo do evento é promover a discussão dos aspectos que permeiam a mobilidade urbana no Brasil e no mundo, apresentando ações, programas de mobilidade urbana e de políticas públicas, na permanente defesa do transporte com qualidade, do trânsito seguro, de cidades sustentáveis e com qualidade de vida, abrigando todas as formas de mobilidade nas cidades brasileiras. Ao longo desses 42 anos, a ANTP contou com a colaboração de seus associados – entidades públicas e privadas, da indústria, da operação, da gestão pública, consultorias, área acadêmica e de pessoas físicas – que fazem parte do Conselho Diretor e Fiscal, e auxiliaram na construção e manutenção em todos esses anos.

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Setembro/2019

Passado dos oceanos ajuda na análise de mudanças climáticas

Instituto Oceanográfico da USP apresenta trabalhos sobre mudanças climáticas em evento internacional

Entre os dias 15 e 20 de setembro acontece a 17ª Reunião da Associação Internacional de Nanoplâncton (INA17), em Santos (SP). Organizado pelo Instituto Oceanográfico (IO) da USP, em parceria com a Associação Internacional de Nanoplâncton, o encontro conta com a participação de estudiosos de mais de 30 países. Pela primeira vez sediado em uma cidade do Hemisfério Sul, o evento vai reunir especialistas em estudar o passado dos oceanos, por meio dos nanofósseis e nanoplânctons calcários, compostos de organismos marinhos microscópicos, algas marinhas unicelulares que flutuam pelas águas dos oceanos. O Jornal da USP no Ar conversa com o presidente da Comissão Organizadora do INA17, professor Felipe Toledo, coordenador do Laboratório de Paleoceanografia do Atlântico Sul (LaPAS) do IO.

Os oceanos são fundamentais para o sistema climático, uma vez que reciclam metade do oxigênio que respiramos e absorvem metade do CO2 que emitimos através da queima de combustíveis fósseis. Os oceanos acumulam 97% da água da Terra e 95% de todo o carbono móvel, fornecendo alimento e oportunidades de sustento para garantir o bem-estar na Terra. “Estamos falando em controle climático global. Os oceanos funcionam como nosso termostato. Eles nos mantêm aquecidos, como podem esfriar o planeta”, comenta Toledo.

Por meio dos nanoplânctons calcários, os pesquisadores conseguem estudar as variações climáticas ao longo do tempo. “O cientista atua como um detetive do passado”, comenta Toledo. O professor explica que os nanoplânctons calcários ocupam todos os oceanos, “produzindo florações gigantescas que podem ser observadas do espaço”. A partir dos nanofósseis desses organismos, é possível estabelecer a idade de sedimentos marinhos, reconstruir o clima da época e, até mesmo, realizar projeções ambientais.

Alguns desses organismos microscópicos podem atuar como geradores de petróleo, ao transportar matéria orgânica para o fundo do oceano, explica Toledo. No entanto, o mais importante para a indústria do petróleo é, justamente, a datação dos sedimentos marinhos. “Ao determinar a idade de uma rocha, a indústria tem um guia para saber em que camada será possível encontrar óleo e gás”, esclarece o professor.

A vinda da Reunião da Associação Internacional de Nanoplâncton para o Hemisfério Sul é resultado do trabalho de pesquisa realizado no Instituto Oceanográfico. “Conseguimos construir uma massa crítica para trazer o evento para cá”, destaca o presidente da Comissão Organizadora.

Fonte: Jornal da USP

Conter o aquecimento global pode economizar 7 trilhões de dólares

Estudo divulgado por grupo de líderes globais reforça a urgência de ações para a adaptação às mudanças do clima

Em um estudo divulgado nesta terça-feira 10, a Comissão Global de Adaptação, formada em 2018 por autoridades dos setores públicos e privados e liderada pelo oitavo Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, o magnata Bill Gates, que mantém a Fundação Bill e Melinda Gates, e a CEO do Banco Mundial, Kristalina Georgieva, reforçou a necessidade de se investir em adaptações para as mudanças climáticas. Um dos destaques mostrou que o investimento de 1,8 trilhão de dólares (7,3 trilhões de reais) entre 2020 e 2030 poderá gerar 7,1 trilhões de dólares (28,8 trilhões de reais) em retornos. O relatório focou em cinco áreas prioritárias: sistemas de alerta, infraestrutura, agricultura, áreas de mangues e recursos hídricos.

De acordo com o documento, caso nenhuma medida de adaptação seja tomada em larga escala, as mudanças climáticas poderão impactar negativamente a produção da agricultura em 30% até 2050. Cerca de 500 milhões de pequenas propriedades rurais serão as principais prejudicadas.

Até 2050, o número de pessoas que enfrentarão escassez hídrica durante ao menos um mês por ano aumentará de 3,6 bilhões para mais de 5 bilhões. O aumento do nível do mar forçará milhares de habitantes de cidades costeiras a deixar seus lares, com um custo de mais de 1 trilhão de dólares por ano até 2050. Mais de 100 milhões de pessoas em países em desenvolvimento ficarão abaixo da linha da pobreza até 2030.

Segundo o estudo, sistemas de alerta salvam vidas e bens. Com 24 horas de aviso sobre uma tempestade ou onda de calor, o prejuízo poderá ser reduzido em 30%. Ao investir 800 milhões de dólares em tais sistemas em países em desenvolvimento, as nações economizariam entre 3 a 16 bilhões de dólares por ano.

Fonte: Veja

COMPROMISSOS DO PAÍS NA AGENDA DO CLIMA EM 2019

João Guilherme Sabino Ometto*

O calendário internacional do segundo semestre será muito importante para a luta da humanidade contra o aquecimento da Terra. Em 23 de setembro, na sede da ONU, em Nova York, acontecerá a Cúpula do Clima e, de 11 a 22 de novembro, em Santiago do Chile, será realizada a Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP 25), inicialmente prevista para o Brasil, que abriu mão de sediá-la. São duas oportunidades para reiterar e fortalecer os pontos acordados no Acordo de Paris e definir rumos concretos para o cumprimento da Agenda 2030, relativa aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Para o Brasil, os dois eventos, em especial a COP 25, têm um significado especial, considerando haver uma expectativa quanto à posição de nosso País no tocante aos compromissos assumidos, após os questionamentos do governo Bolsonaro quanto ao Acordo de Paris. Deve-se lembrar que coube a cada nação estabelecer seus próprios compromissos, indicando e se comprometendo com metas relativas à diminuição de emissões dos gases de efeito estufa, conforme projetos que cada governo considerasse econômica e socialmente viável.

O Brasil concluiu e entregou à ONU, em setembro de 2016, seu processo de ratificação do Acordo de Paris, após aprovação do Congresso Nacional. Oficialmente, isso significou um compromisso e não mais um protocolo de intenções. Ou seja, não será tão simples assim descumprir o que acordamos com o Planeta, embora a prolongada crise econômica e os problemas políticos dos últimos anos sejam dificultadores.

Os compromissos brasileiros são ousados, mas não impossíveis: reduzir emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis apurados em 2005, até 2025, e em 43%, em 2030. Para viabilizar tais metas, nos propusemos, em síntese, a cumprir o seguinte até 2030: aumentar a participação de bioenergia em 18% e alcançar 45% de energias renováveis em nossa matriz energética, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas.

Cabe ponderar que nossos objetivos colocam-se num patamar de exigência mais elevado em relação a outros países, pois já preservamos florestas e matas nativas em propriedades particulares, conforme lei e, sobretudo, em decorrência da consciência ecológica crescente dos produtores rurais. Além disso, devido à grande produção de etanol e biodiesel, já havíamos avançado de maneira expressiva na “limpeza” de nossa matriz energética. Não computamos no Acordo de Paris tais progressos que já havíamos promovido anteriormente.

Muitas nações sequer cumpriram esses quesitos essenciais, mas, ao fazê-lo, ganharão percentuais expressivos de redução das emissões de carbono.

A despeito dessa situação de injusto desequilíbrio, podemos, sim, cumprir os compromissos que assumimos, pois o sucesso nesse desafio será muito importante para nosso desenvolvimento, independentemente de nossa relevante contribuição ecológica para o futuro da humanidade. Significa imensa oportunidade de investimentos e geração de empregos, como se observa, por exemplo, na Política Nacional de Biocombustíveis – RenovaBio (Lei 13.576/2017), que já propicia ganhos de produtividade e eficiência. Deve-se, ainda, descartar qualquer hipótese de internacionalização da Amazônia, temida por nosso governo, que não é cogitada no Acordo de Paris ou em qualquer outro documento oficial.

O Brasil tem plenas condições de ser protagonista na luta contra as mudanças climáticas, realizando um projeto de economia limpa harmônico e indutor do crescimento sustentado.

*Engenheiro, vice-presidente do Conselho de Administração da Usina São Martinho e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)

Fonte: Diário do Comércio

Investimento em biocombustíveis representa leque de oportunidades

Imposto sobre carbono fomenta setor

A PROMESSA DOS BIOCOMBUSTÍVEIS

Na escala global, aproximadamente 15% da emissão total de CO2 vem de carros, caminhões, aviões, navios e outros veículos. Essa porcentagem é bastante expressiva, especialmente para países em desenvolvimento. No Brasil, onde a matriz energética ainda é considerada limpa, o combustível fóssil é o terceiro setor a emitir mais CO2 por ano.

A busca por formas alternativas de combustível é um caminho importante para que países como o Brasil consigam diminuir as emissões de CO2 e cheguem mais perto de atingir as metas do Acordo de Paris. Interesses ambientais e econômicos fomentam o desenvolvimento de combustíveis mais limpos ao redor do mundo, principalmente na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. Característico por conter fatores similares aos produtos agrícolas, o investimento em biocombustíveis representa um leque de oportunidades que vem acompanhado por muitos desafios.

Existem dois principais tipos de biocombustíveis: os derivados de plantas com um alto índice de amido como etanol, milho, e açúcar e os derivados de óleos como óleo de palma e algas. A principal vantagem do biocombustível é que, durante o cultivo do produto como milho e açúcar, eles absorvem CO2. Quando convertidos para combustíveis, emitem somente o CO2 que já haviam absorvido durante o processo de fotossínteses, sendo considerados um combustível que emite carbono zero. Outra vantagem é que o cultivo dos produtos usados na geração de biocombustível já é bastante conhecido ao redor do mundo, e é relativamente simples e barato.

A principal desvantagem do biocombustível, porém, é que, do ponto de vista do mercado, ele concorre com a produção de outros produtos agrícolas. Isso quer dizer que quando o preço dos alimentos está baixo, há um incentivo maior para a produção de biocombustíveis e vice-versa. Essa competitividade afeta a diversidade e a estabilidade da produção alimentícia global e pode provocar o aumento do desmatamento, já que os produtos competem pelo mesmo espaço. Outras desvantagens incluem o uso excessivo de água e fertilizantes durante o processo do cultivo e a baixa autonomia dos biocombustíveis em relação à gasolina e ao diesel.

Segundo o estudo da revista Nature Energy, conduzido pelo Dr. John Field, pesquisador da Colorado State University, uma das soluções para o problema da competitividade entre alimento e o combustível é a implementação de um imposto sobre carbono.

O imposto visa dar um incentivo maior para empresas cultivarem biocombustíveis de maneira sustentável, sem desmatarem florestas. Ele também fomentaria o investimento em novas tecnologias para produção do biocombustível sintético, que dispensa o uso de grandes áreas agrícolas para plantações. Cultivar biocombustíveis em terras marginalizadas de plantações já existentes também ajudariam a economizar espaço e o custo de transporte.

Outro tipo de combustível limpo em estudo, conhecido como a terceira geração do biocombustível, é produzido a partir de algas. Como as algas crescem em ecossistemas marinhos, o cultivo elimina a competição por espaço das demais fontes de biocombustíveis. Por enquanto, as pesquisas para transformar a alga em biocombustível envolvem a mistura do seu óleo com outros combustíveis, criando biogasolina, bioetanol e biodiesel. Ainda não se obteve resultado de sucesso para a produção de um combustível feito 100% de alga.

Em 2018, a Universidade de Michigan recebeu 2 milhões de dólares do Departamento de Energia Americano para avançar na bio engenharia da planta marinha. O objetivo é determinar qual tipo de alga maximiza a autonomia e eficiência do combustível. Segundo os pesquisadores, o trabalho ainda está em andamento para saber a melhor maneira de cultivar essas algas, mas alguns resultados já comprovam uma redução na emissão de CO2 do combustível de até 60%.

Quando se considera a transformação energética, as discussões sobre biocombustíveis são indispensáveis. Por conta dos problemas associados aos altos preços das baterias de lítio para carros elétricos, o desenvolvimento de biocombustíveis representa uma solução importante para uma transição acessível da frota automobilística na luta climática.

Fonte: Poder 360

APROBIO e Ubrabio são parceiras da Conferência BiodieselBR 2019

Com o setor já aquecendo os motores para entrar num novo período de crescimento sustentado – como o resultado do leilão de biodiesel mais recente bem demonstrou – está na hora de pavimentar o caminho para que a indústria possa acelerar com a segurança necessária. O diálogo será fundamental no processo de construção desta estrada. É por isso que a Conferência BiodieselBR se orgulha em contar, mais uma vez, com os apoios institucionais das maiores associações do setor de biodiesel.

Nessa terça-feira (10) a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (APROBIO) e a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) oficializaram a renovação de uma parceria com o evento, ao longo dos últimos 13 anos, que se tornou a principal vitrine da indústria de biodiesel do Brasil. É uma parceria que já vem se repetindo há muitos anos. E que ilustra de forma muito prática que a união do setor transcende qualquer diferença fortuita.

Juntas, as associadas da APROBIO e da Ubrabio controlam 25 usinas de biodiesel e praticamente 5,8 bilhões de litros em capacidade instalada – cerca de 62,6% do parque produtivo brasileiro.

“O setor de biodiesel avançou muito nos últimos, não só com o novo horizonte de aumento de mistura. E esse avanço se deve, principalmente, ao trabalho que a Ubrabio e APROBIO vem fazendo. A parceria delas junto à BiodieselBR para o evento deste ano contribui para que tenhamos o maior e melhor evento dos últimos anos”, explica Miguel Angelo Vedana, diretor executivo de BiodieselBR.

“A Conferência BiodieselBR é o grande evento empresarial sobre biodiesel no Brasil. A parceria da Ubrabio é uma forma de reconhecer não só essa importância, mas também todo o trabalho que a BiodieselBR tem feito ao longo desses anos para o desenvolvimento sustentável do biodiesel no Brasil”, enfatiza o superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski.

Para o superintendente da APROBIO, Julio Minelli, “a Conferência BiodieselBR é um importante e já consagrado evento setorial de discussão do presente e do futuro do biodiesel no Brasil. E torna-se ainda mais relevante no atual momento, em que começamos a colocar em prática o B11 mínimo, o cronograma para chegar ao B15 em 2023, com possibilidade de uma continuidade pelo menos até o B20 em 2028, a comercialização dos CBios e a perspectiva de adoção de outros biocombustíveis, como o HVO e o SPK. A APROBIO, como representante do setor de biodiesel e demais biocombustíveis, vê a Conferência BiodieselBR como um fórum altamente qualificado para a discussão dos combustíveis líquidos renováveis no Brasil.”

Vento favorável

Apesar do caminho acidentando até aqui, o setor de biodiesel está saindo de 2019 com perspectivas melhores do que entrou. O B11 pode ter demorado um pouco mais do que o esperado, mas não só veio como chegou com tudo. O leilão de estreia da nova mistura teve recordes de demanda e de faturamento para as usinas participantes.

Além disso, já começou a correr o cronograma que deverá levar o país ao B15 em março de 2023.

A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) também está cada vez mais perto de sair da prancheta. A previsão é que, até o final deste ano, as usinas possam a fazer dinheiro vendendo os primeiros Créditos de Descarbonização (CBios).

O encontro, que este ano acontecerá nos dias 11 e 12 de novembro no Tivoli Mofarrej em São Paulo (SP), é o maior evento empresarial do setor de biodiesel. Há treze anos seguidos a Conferência vem reunindo mais de 90% da capacidade produtiva do setor de biodiesel do Brasil para discutir os próximos passos do setor de biodiesel e fazer negócios.

A programação com os palestrantes, temas e horários pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: BiodieselBR

Os compromissos do Brasil na agenda do clima em 2019

O calendário internacional do segundo semestre será muito importante para a luta da humanidade contra o aquecimento da Terra. Em 23 de setembro, na sede da ONU, em Nova York, acontecerá a Cúpula do Clima e, de 11 a 22 de novembro, em Santiago do Chile, será realizada a Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP 25), inicialmente prevista para o Brasil, que abriu mão de sediá-la. São duas oportunidades para reiterar e fortalecer os pontos acordados no Acordo de Paris e definir rumos concretos para o cumprimento da Agenda 2030, relativa aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Para o Brasil, os dois eventos, em especial a COP 25, têm um significado especial, considerando haver uma expectativa quanto à posição de nosso país no tocante aos compromissos assumidos, após os questionamentos do Governo Bolsonaro quanto ao Acordo de Paris. Deve-se lembrar que coube a cada nação estabelecer seus próprios compromissos, indicando e se comprometendo com metas relativas à diminuição de emissões dos gases de efeito estufa, conforme projetos que cada governo considerasse econômica e socialmente viável.

O Brasil concluiu e entregou à ONU, em setembro de 2016, seu processo de ratificação do Acordo de Paris, após aprovação do Congresso Nacional. Oficialmente, isso significou um compromisso e não mais um protocolo de intenções. Ou seja, não será tão simples assim descumprir o que acordamos com o Planeta, embora a prolongada crise econômica e os problemas políticos dos últimos anos sejam dificultadores.

Os compromissos brasileiros são ousados, mas não impossíveis: reduzir emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis apurados em 2005, até 2025, e em 43%, em 2030. Para viabilizar tais metas, nos propusemos, em síntese, a cumprir o seguinte até 2030: aumentar a participação de bioenergia em 18% e alcançar 45% de energias renováveis em nossa matriz energética, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas.

Cabe ponderar que nossos objetivos colocam-se num patamar de exigência mais elevado em relação a outros países, pois já preservamos florestas e matas nativas em propriedades particulares, conforme lei e, sobretudo, em decorrência da consciência ecológica crescente dos produtores rurais. Além disso, devido à grande produção de etanol e biodiesel, já havíamos avançado de maneira expressiva na “limpeza” de nossa matriz energética. Não computamos no Acordo de Paris tais progressos que já havíamos promovido anteriormente. Muitas nações sequer cumpriram esses quesitos essenciais, mas, ao fazê-lo, ganharão percentuais expressivos de redução das emissões de carbono.

A despeito dessa situação de injusto desequilíbrio, podemos, sim, cumprir os compromissos que assumimos, pois o sucesso nesse desafio será muito importante para nosso desenvolvimento, independentemente de nossa relevante contribuição ecológica para o futuro da humanidade. Significa imensa oportunidade de investimentos e geração de empregos, como se observa, por exemplo, na Política Nacional de Biocombustíveis – RenovaBio (Lei 13.576/2017), que já propicia ganhos de produtividade e eficiência. Deve-se, ainda, descartar qualquer hipótese de internacionalização da Amazônia, temida por nosso governo, que não é cogitada no Acordo de Paris ou em qualquer outro documento oficial.

O Brasil tem plenas condições de ser protagonista na luta contra as mudanças climáticas, realizando um projeto de economia limpa harmônico e indutor do crescimento sustentado.

*João Guilherme Sabino Ometto, engenheiro (Escola de Engenharia de São Carlos – EESC/USP), é vice-presidente do Conselho de Administração da Usina São Martinho e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA).

Fonte: Jornal Contábil

RenovaBio integra programação do Fórum Nordeste 2019

Ministra da Agricultura está confirmada na abertura

A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) será um temas em debate durante a programação do Fórum Nordeste 2019.

Além do RenovaBio, outros temas ligados ao setor sucroenergético integram as apresentações.

Entre esses temas estão o planejamento do setor elétrico para a próxima década.

Outro tema é a bioquerosene de aviação (bioqav).

O evento está programado para 16/09 no Arcádia Paço Alfândega, em Recife (PE).

“Será um amplo debate sobre o que há de atual para o segmento no país e para a região Nordeste”, diz Eduardo  Monteiro, presidente do Grupo EQM.

Confira a programação do evento:

Fonte: Jornal Cana

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