Cientistas identificam o mecanismo de desaceleração do aquecimento global no início dos anos 2000

O aquecimento global nunca parou nos últimos cem anos

Institute of Atmospheric Physics, Chinese Academy of Sciences*

O aquecimento global tem sido atribuído ao aumento persistente dos gases de efeito estufa atmosféricos (GEEs), especialmente em CO 2 , desde 1870, o início da Revolução Industrial. No entanto, a tendência ascendente na temperatura média global da superfície (GMST) diminuiu ou até mesmo parou durante a primeira década do século XXI, embora os níveis de CO 2 continuassem a subir e atingissem quase 400 ppm em 2013.

Este episódio tem sido tipicamente denominado o hiato do aquecimento global ou desaceleração no aquecimento. O hiato é caracterizado como uma tendência quase zero ao longo de um período. Detecção descobriu que o hiato apareceu durante 2001-2013 / 2002-2012 com variabilidade interanual extremamente fraca em algumas sequências GMST, e a desaceleração nos outros.

O hiato é frequentemente atribuído à variabilidade climática interna, forçamento externo ou ambos, envolvendo um aumento de aerossóis na estratosfera durante o período de 2000-2010, a fase negativa da Oscilação Interdecadal do Pacífico (IPO) acompanhava ventos intensificados, absorção extensa de calor pelo oceano profundo ou um número extremamente baixo de manchas solares durante o último ciclo de atividade solar.

Um novo estudo do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências revela que o aquecimento global nunca parou nos últimos cem anos, com taxa máxima de mudança após a Segunda Grande Guerra Mundial e uma taxa quase constante (0,08 o C / 10a) durante a Segunda Guerra Mundial. últimas três décadas. No entanto, o principal resfriamento contra o aquecimento global vem da variabilidade interanual da temperatura que coincide com a variabilidade da temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial médio-oriental. Portanto, o hiato é apenas um equilíbrio decadal entre o aquecimento global e o resfriamento resultante da temperatura anômala da superfície do mar no Pacífico equatorial.

O hiato terminou em 2014, quando um novo evento de El Niño Oscilação Sul (ENSO) foi desenvolvido na região equatorial do leste do Pacífico, causando um rápido aquecimento na Terra. Por outro lado, a oscilação climática multidecadal segue um caminho descendente com aumento no resfriamento.

“Nosso estudo sugere que as condições climáticas futuras provavelmente dependerão da competição entre o resfriamento multidecadal e o aquecimento global se o ciclo climático multidecadal se repetir, como foi experimentado durante a segunda metade do século XX”, diz o Dr. DAI Xingang, o principal autor do estudo.

Fonte: EcoDebate

[CBBR 2018] Curta o bom momento do biodiesel com moderação

O termo “previsibilidade” foi praticamente um mantra entre os palestrantes da Conferência BiodieselBR do ano passado. Todos os atores cobravam clareza por parte do governo Temer a respeito da evolução da mistura obrigatória e da regulamentação do RenovaBio. Passado um ano, o setor de biodiesel parece ter ganhando tudo o que queria.

Exatamente uma semana antes da abertura da Conferência BiodieselBR 2018, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) regulamentou o cronograma que prevê a obrigatoriedade do B15 a partir de março 2023. Ou seja, o setor vai virar o ano – e entrar no novo governo – com cinco anos de crescimento garantidos pela frente.

Fora isso, ao longo de 2018, o RenovaBio parece ter ganhado musculatura bastante para enfrentar qualquer mudança de humor mais abrupta em Brasília.

As vitórias acumuladas pelo setor ao longo do ano foram ressaltadas pelo diretor executivo de BiodieselBR.com, Miguel Angelo Vedana. “Na abertura da conferência do ano passado fiz uma série de perguntas que, na época, não tinham resposta. (…) Entre elas estavam: ‘o B11 vem em 2019?’; ‘quais os critérios para o B15?’; ‘o que distribuidoras, montadoras e governo pensavam sobre o B15?’; ‘o RenovaBio vai virar lei?’. O setor conseguiu responder todas elas de maneira positiva. Isso que mostra o quanto avançamos em apenas um ano”, admirou-se.

Não foram conquistas que vieram de mão beijada. Cada uma delas foi fruto de muito empenho e persistência de todos os envolvidos com o setor que conseguiram virar o jogo até em casos onde a batalha parecia perdida. Elas agora colocam a indústria frente ao que promete ser seu maior ciclo de crescimento sustentado e investimentos em toda sua a história. “Esse ano, pela primeira vez o setor vai ultrapassar os 5 bilhões de litros. Com o B15 e a taxa de crescimento do mercado de diesel apresentada na última semana pela EPE, teremos um consumo de biodiesel em 2023 de quase 10 bilhões de litros”, completou Miguel Angelo apontando que mesmo sem novos aumentos na mistura obrigatória além dos já programados, o mercado deverá passar a crescer ao ritmo de um bilhão de litros ao ano.

Isso tudo é o que já está dado. Mas, por propício que o momento atual seja, ele não vem sem uma dose de contradições. “Os próximos anos serão bons para o setor, mas ele pode esquecer nunca de suas maiores virtudes. O biodiesel é renovável e é amigo da natureza e meio ambiente. (…) O setor vai ter que colocar na prática o discurso ambientalmente correto. Chegaremos ao momento em vamos precisar definir se queremos ser ambientalmente corretos ou ganhar dinheiro no curto prazo”, alertou.

Entre outros palestrantes, a preocupação é mais imediata. Pego no fogo cruzado da guerra comercial entre EUA e China, o setor de esmagamento terá que resolver turbulências significativas para conseguir dar conta de manter as usinas abastecidas com óleo de soja. “A soja dos Estados Unidos está sendo sobretaxada pela China. Num primeiro momento isso é benéfico para o Brasil porque remunera melhor nosso grão, mas, no curto prazo cria o risco de uma ruptura na industrialização”, preocupa-se o diretor do conselho da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Juan Diego Ferres, para quem será preciso “agir de forma imediata”. “Temos condições de resolver todas as dificuldades, mas precisamos agir com obstinação”, prossegue.

Uma parte resposta para esse dilema foi dada por André Nassar, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), cuja fala veio gravada em vídeo. No mesmo período da Conferência, Nassar participava de uma missão comercial que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento enviou para tentar abrir o mercado chinês às exportações brasileiras de farelo de soja. “Se fizermos um trabalho bom com a China, especialmente nesse momento em que eles estão com um contencioso com os EUA (…) podemos ter uma relação ganha-ganha”, animou-se o executivo.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Erasmos Battistella, a despeito de qualquer dificuldade que esteja no horizonte, é importante ter em mente que esse é um momento positivo para o setor sem perder o pé no chão. “Nas conferências anteriores a gente estava sempre angustiado sobre o futuro do mercado. Agora é diferente. Temos que aproveitar esse momento, mas vamos ‘curtir com moderação’, aconselhou.

Fonte: BiodieselBR

Brasil exportou biodiesel para os Estados Unidos em outubro

O Brasil continua tentando encontrar uma porta aberta para o mercado internacional de biodiesel. Em outubro, o país embarco uma carga de um pouco menos de 20 toneladas – cerca de 22 m³ – do biocombustível com destino aos Estados Unidos. Os dados foram divulgados essa semana pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O negócio rendeu um pouco menos de US$ 34,2 mil ao vendedor. Pelo câmbio desta quinta-feira (08) – a R$ 3,74 –, esse montante representa ao em torno de R$ 127,8 mil. Os dados do MDIC também mostram que uma venda quase idêntica a essa foi realizada em julho. Naquela ocasião, cerca de 22 m³ foram embarcados por US$ 29,3 mil.

Em ambos os casos, o biodiesel saiu do porto de Santos (SP).

Janela aberta

Dificilmente esses são volumes que possam ser considerados como de porte comercial, mas sinaliza que há usinas brasileiras tentando abrir o mercado norte-americano.

No ano passado, os Estados Unido importaram um pouco menos que 1,5 bilhão de litros de biodiesel dos quais cerca de 1,1 bilhão de litros saíram da Argentina. Essas vendas renderam US$ 725,8 milhões (R$ 2,71 bilhões) a nossos vizinhos.

Em agosto do ano passado, no entanto, o Departamento de Comércio dos EUA impôs a cobrança de tarifas antidumping contra o biodiesel argentino. Isso fez as importações caírem para pouco mais de 280 milhões de litros no primeiro semestre.

Fonte: BiodieselBR

Tereza diz que produtores e meio ambiente vão ganhar com “sinergia” de ministérios

A deputada federal de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, que será ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro, disse em entrevista ao Globo Rural neste fim de semana que pretende trabalhar em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e acredita que essa “sinergia” trará vantagens para os dois lados: “Vai ser importantíssima essa sinergia entre os dois ministérios. Por quê? Porque os ganhos que você pode ter no seu produto, vendendo um produto porque tem o selo verde, que tem um protocolo A, B, C ou D. Então, se você tiver uma sinergia, todo mundo ganha. Ganha o ambiental e ganha quem está produzindo de maneira mais sustentável”, declarou. Tereza também falou na entrevista sobre agrotóxicos, exportações, pequenos produtores e reforma agrária.

Fonte: Capital News

Novo patamar para o agronegócio – Por Sérgio Amaral

Abre-se uma avenida promissora para o setor na sua rota de internacionalização

O Brasil viveu nas últimas décadas uma verdadeira revolução agrícola. Para ser mais preciso, uma revolução no agronegócio, que vai além da agricultura e da pecuária, para incluir os serviços e a indústria que estiveram associados com a prosperidade no campo.

Tudo começou com a expansão da agricultura no Cerrado, em parceria com o Japão. Na sequência, universidades e centros de pesquisa brasileiros deram valiosa contribuição ao desenvolvimento de uma cultura de zona tropical lastreada na ciência. Nada disso, no entanto, teria sido possível sem a liderança empresarial no agronegócio.

O aumento da produtividade e da competitividade encontrou eco na expansão sem precedentes da demanda internacional, particularmente durante o “boom das commodities”, no qual a China teve participação preponderante.

Os resultados foram expressivos. Vale citar o salto na produção de grãos, que passou de 85 milhões de toneladas em 2000 para 228 milhões em 2018. O agronegócio representa hoje 45% das exportações e 24% do produto nacional.

Qual o cenário para os próximos anos? Do lado da oferta, o Brasil já demonstrou ser capaz de produzir e exportar mais sem expandir a área cultivada, ainda que existam grandes extensões de terra disponíveis. Os entendimentos a que chegaram agricultores e ambientalistas evidenciaram que é possível incrementar as safras e multiplicar as cabeças de gado sem degradar o meio ambiente, condição para assegurar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados mais exigentes.

Do lado da demanda, no entanto, prevalecem sinais de declínio nas taxas de crescimento. O fracasso da Rodada Doha frustrou a expectativa de liberalização do comércio agrícola. Ademais, o Brasil colocou todas as fichas na Organização Mundial do Comércio (OMC), em detrimento dos acordos bilaterais ou regionais de comércio, que só recentemente foram retomados e que a maioria de nossos parceiros comerciais já havia concluído.

O impacto sobre o Brasil da guerra comercial em curso ainda é incerto. Tomemos o caso da soja. Se os chineses elevarem a tarifa de importação para a soja americana, o Brasil poderá ganhar fatias adicionais no mercado chinês. Entretanto, na hipótese de um entendimento que induza os chineses a comprar mais soja dos Estados Unidos, o Brasil perderá mercado na China.

De qualquer modo, a nova onda protecionista alimenta a incerteza e o retraimento dos mercados, com possíveis efeitos sobre as exportações brasileiras.

Em médio prazo, porém, as perspectivas da demanda por produtos agrícolas são promissoras. Estudo realizado conjuntamente pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta um aumento da demanda por alimentos da ordem de 50% entre 2012 e 2050. Segundo a mesma pesquisa, o crescimento da demanda viria predominantemente do Sudeste Asiático e da África Subsaariana e poderia ser atendido em boa medida pelo Brasil. O estudo destaca também que parcela do aumento do consumo deverá ser suprida por aumento da produção própria nessas duas regiões.

A se confirmarem os prognósticos da OCDE-FAO, o agronegócio brasileiro deverá preparar-se para expandir sua produção e atender ao aumento da demande por alimentos, mesmo se não lograrmos concluir novos acordos para abertura de mercados, hipótese muito improvável.

Mas exportar não basta. É preciso ter presente que o Brasil desenvolveu, de modo autônomo, uma tecnologia e um know-how próprios para a agricultura de zona tropical. Eles nos conferem vantagem comparativa para exportar, mas podem representar igualmente uma fonte adicional de rendimentos para o País, para as empresas de pesquisa e para os empresários do agronegócio. Nós temos boas oportunidades para promover a transferência de tecnologia e a prestação de serviços, de modo remunerado, e para expandir investimentos no exterior, que, por sua vez, abririam novos mercados para exportação, tanto de alimentos quanto de equipamentos.

Temos, assim, pela frente um dilema entre sermos o espectadores passivos de uma revolução agrícola que vários países começam a promover ou participarmos dessa revolução, buscando retirar mais valor de uma tecnologia que desenvolvemos, mediante investimentos, parcerias e abertura de novos mercados, a começar por uma região, a África, com a qual temos uma cooperação tradicional, que podemos ampliar mediante um intercâmbio mais sólido e duradouro. Cabe anotar que a África Subsaariana registrou entre 2007 e 2017 uma taxa de crescimento (77%) substancialmente mais alta que a da América Latina (51%).

Por fim, o foco nos investimentos, assim como nas parcerias empresariais e tecnológicas, abre uma avenida promissora para o agronegócio galgar um novo patamar em sua rota de internacionalização.

Essa caminhada poderá levar algum tempo e, sobretudo, demandar a redução dos custos para produzir e para transportar o que, de qualquer modo, seria necessário. Deverá exigir igualmente maior articulação entre os vários atores, no governo e no setor privado, em torno de um objetivo comum, o de ampliar a exportação de bens e serviços com maior valor agregado.

A África, por sua vez, já percebeu os benefícios mútuos de uma nova visão do intercambio com o Brasil, não apenas inspirado na nostalgia do passado, mas também nas realidades do presente e nas oportunidades do futuro. Num seminário em São Paulo, o ministro da Economia de um importante país africano, referindo-se às relações com o Brasil, deixou clara sua expectativa: “Africa does not need compassion, it needs investments” (Sérgio Amaral é embaixador do Brasil em Washington e foi ministro da Indústria e do Comércio).

Fonte: Brasil Agro

Plantio de soja chega a 71% e segue em ritmo recorde, diz consultoria

Um ano antes, plantio estava em 57%. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, 96% da área já foi semeada

O plantio da safra de soja 2018/19 no Brasil chegou a 71% da área nesta semana, um aumento de 11 pontos percentuais ante a semana passada e acima dos 57% de um ano atrás, mantendo-se como o mais rápido da história, informou a AgRural nesta sexta-feira (9).

Mato Grosso, maior produtor nacional, lidera os trabalho com 96% de sua área já semeada, registrando também ritmo recorde, ante 79% no ano passado, segundo a consultoria, acrescentando que o tempo permanece favorável ao plantio e que as lavouras estão se desenvolvendo bem.

Outro destaque feito no relatório semanal da AgRural é o avanço da semeadura no Rio Grande do Sul, que atingiu 39% da área, mas que pode apresentar necessidade de replantio em alguns pontos.

“As chuvas deram uma trégua e permitiram o avanço das máquinas, mas a umidade alta herdada da semana passada tem resultado em tombamento e pode haver replantio”, disse a consultoria.

Milho

A semeadura da primeira safra de milho 2018/19 na região centro-sul do Brasil alcançou 82% da área, alta de 17 pontos percentuais na semana e à frente dos 55% há um ano atrás e dos 63% na média de cinco anos.

No Sul do país, o único Estado que ainda está plantando é o Paraná, segundo maior produtor, disse a AgRural.

Fonte: G1

Soja: entenda o que pode mexer com os preços nos próximos dias

A guerra comercial entre EUA e China não deve ter fim antes da próxima reunião do G-20, em 30 de novembro, mas essa não é a única preocupação do mercado

A guerra comercial entre Estados Unidos e China pode estar chegando ao fim, segundo o que foi dito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, no começo do mês. Por enquanto, cauteloso, o mercado internacional de soja se mantém atento a novas tarifações e sinais de problema entre as potências econômicas.

Os contratos futuros da oleaginosa e os preços domésticos, no entanto, não estão sendo ditado apenas pelo conflito. Na última semana, o relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pegou de surpresa negociantes.

O analista da Safras & Mercado Luiz Fernando Roque elenca fatos importantes que podem influenciar os preços da soja nos próximos dias. Confira:

  • A guerra comercial entre EUA e China só deve ter um novo capítulo a partir da reunião do G-20, em 30 de novembro, quando os presidentes dos países irão continuar as conversas iniciadas recentemente. O mercado encontra certo suporte na esperança de um acordo, mas não tem força para grandes movimentos positivos sem a assinatura;
  • Os players devem continuar digerindo os novos números do USDA, divulgados na quinta-feira, dia 8, e analisando a evolução da colheita da nova safra norte-americana  de soja e a demanda por essa superprodução;
  • O órgão norte-americana surpreendeu o mercado ao indicar um corte relevante no tamanho da nova safra dos EUA. Apesar da redução, o aumento acima do esperado nos estoques norte-americanos e mundiais na temporada 2018/2019 pesou, trazendo um tom relativamente baixista ao relatório;
  • A colheita da nova safra norte-americana voltou a evoluir bem nos campos do Meio-Oeste e do sudeste dos EUA, embora ainda permaneça atrasada. Naturalmente, os preços sentem o peso da sazonalidade da entrada desta supersafra, que apesar de possivelmente ser menor do que o esperado, ainda é uma produção recorde.

Fonte: UOL Canal Rural

Futura ministra da Agricultura defende agrotóxicos e assistência técnica para pequeno produtor

Deputada Tereza Cristina Dias, anunciada para o comando da pasta, falou ao Globo Rural sobre temas importantes para o setor

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou nesta semana que a ministra da Agricultura do próximo governo será a deputada federal Tereza Cristina Dias.

Ela nasceu no Mato Grosso do Sul, é formada em Agronomia e lidera a Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso.

Tereza Cristina foi a primeira mulher indicada a um ministério pelo presidente eleito. Ela teve apenas um breve encontro com Jair Bolsonaro e só na próxima terça-feira deve acertar os detalhes sobre a composição do ministério.

A futura ministra falou com a reportagem do Globo Rural sobre temas importantes para o setor. Veja os principais trechos:

Relação com Ministério do Meio Ambiente

Após idas e vindas, ficou definido que o Ministério do Meio Ambiente não será extinto.

“Vai ser importantíssima essa sinergia entre os dois ministérios. Por que? Porque os ganhos que você pode ter no seu produto, vendendo um produto porque tem o selo verde, que tem um protocolo A, B, C ou D. Então, se você tiver uma sinergia, todo mundo ganha. Ganha o ambiental e ganha quem está produzindo de maneira mais sustentável”, diz a ministra.

Exportações

“Acordos são importantíssimos, é preciso ter uma relação muito estreita entre o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). Porque ainda temos muito para crescer na nossa produção, tanto animal quanto vegetal. Por exemplo, a Ásia é um mercado com potencial abertura, então (o trabalho) é fazer com que os embaixadores que estejam lá também ajudem o Brasil a fazer acordo, a vender nossos produtos, a mostrar as qualidades do Brasil.”

Agrotóxicos

“O projeto de lei que está tramitando na Câmara é uma lei que traria modernidade, que traria governança, transparência, para que o produtor brasileiro tivesse produtos de geração mais nova no mercado mais rapidamente. Esses produtos são mais ‘tecnificados’, eles atenderiam, seriam menos tóxicos, se usaria menor quantidade, menos pulverizações.”

Reforma agrária

“Eu acho que isso aí é uma conversa que hoje eu não tenho como dizer, mas será uma conversa naturalmente de dentro do governo para saber as prioridades. Mas eu posso dizer uma coisa. (Vamos) terminar as terras que precisam ser tituladas e dar condições para esses que já estão vivendo na terra, que às vezes não têm água, estão lá há 20 anos e não têm água potável para beber, para as suas criações, enfim.”

Pequeno produtor

“Eles (pequenos produtores) precisam de assistência técnica, de segurança jurídica, como os grandes precisam. Precisam de crédito. As necessidades são as mesmas. Mas do que eles precisam, de fato, é crédito e assistência técnica. Porque com assistência técnica de boa qualidade, não só no papel, você (acaba) achando os nichos de mercado e produção que esses assentamentos podem ter. Com certeza eles serão viáveis, sustentáveis, as pessoas terão renda.”

Fonte: Globo Rural

Energia, alimentos e meio ambiente devem ser foco para tecnologia no Brasil, diz Peter Diamands

Para o fundador da Singularity University, “nenhuma nação no planeta pode se beneficiar mais das tecnologias exponenciais” do que o Brasil

Graças à tecnologia e aos avanços exponenciais produzidos pela inovação, a humanidade está vivendo o momento mais extraordinário de sua história. Com essa visão otimista, o fundador da Singularity University, Peter Diamandis, acredita que o Brasil é um dos países que mais se beneficiará de tais transformações. “Não consigo pensar em nenhuma nação no planeta que pode se beneficiar mais das tecnologias exponenciais do que o Brasil. E eu posso dizer que, estando na Singularity University, todas as aulas têm mais brasileiros do que qualquer outro país do mundo. Então a fome está aqui”, afirmou ele durante o HSM Expo, em São Paulo.

As principais áreas nas quais o Brasil poderá se desenvolver e se destacar em questões tecnológicas são energia, alimentos e meio ambiente, conforme avalia Diamandis. “Temos que pensar no Brasil não como uma nação petroquímica, mas como uma nação de energia”, afirma o especialista, defendendo a visão de que mudanças significativas aconteceram no setor e continuarão acontecendo.

Novas visões a respeito da forma como produzimos alimentos – justamente por ser o país “responsável por alimentar o mundo”, segundo Diamandis – também deverão surgir nas inovações tecnológicas do Brasil. O meio ambiente também é um assunto central para o especialista. “O mundo está faminto por tecnologias para o meio ambiente e o Brasil deve estar na liderança disso.”

Segundo Diamandis, um dos principais desafios para empresas e pessoas será aprender a lidar com questionamentos constantes. “Nunca houve uma época mais poderosa para se viver do que agora. A questão é o que você quer fazer com isso e qual problema vai querer resolver”, afirma.

A própria natureza do mundo atual – exponencial e global – impõe mudanças na forma que estamos acostumados a pensar. “Hoje vemos mudanças a cada mês. Não é mais uma lógica local e linear”, explica. Em relação aos negócios, o questionamento constante será em busca de formas de “fazer diferente, mais barato e melhor”.

Fonte: Época Negócios

Conheça os 5 benefícios da soja

A ingestão da oleaginosa ajuda a combater o diabetes e até o câncer

O alimento é classificado como uma oleagionosa e fornece uma grande quantidade de nutrientes e vantagens para a saúde. Além dos benefícios da soja ao organismo, ela pode ser utilizada em vários pratos como molho ou ingrediente principal.

A professora do curso de nutrição da Faculdade Santa Marcelina Paula Macedo apresenta cinco benefícios da soja para o organismo. Confira a seguir!

Contém poucas calorias

A soja é uma rica fonte de energia e com pouquíssima calorias: 100 g do grão oferece aproximadamente 450 cal. No entanto, uma porção com essa quantidade é muito para o consumo diário. Sendo assim, duas colheres de sopa do grão são o suficiente para compor o seu cardápio. Além disso, a soja é rica em fibras, proteínas e gorduras do bem.

A soja é bastante útil na redução dos níveis do LDL, conhecido também como “colesterol ruim”. O alimento também contém lecitina, que atua como um impulsionante de gordura natural, que reduz o acúmulo de triglicerídeos e colesterol LDL nas artérias sanguíneas. Além disso, a soja aumenta o colesterol HDL (considerado o “colesterol do bem”) no organismo. Sem falar que é rica em ácidos graxos poli-insaturados, como o ácido linolênico, que ajudam no bom funcionamento dos músculos e regula a pressão arterial.

Ajuda no combate ao diabetes

A soja é útil contra diabetes tipo 2 (mais comum). Ela auxilia no aumento do metabolismo e da produção de insulina no fígado. A insulina ajuda na regulação da glicose no corpo, enquanto o equol e a dadzeína ajudam na sensibilização à insulina. Dessa forma, a adição de soja na dieta podem ser realmente útil para os pacientes diabéticos.

Faz bem para os ossos

A soja é uma rica fonte de cálcio: ajuda a fortalecer os ossos e aumenta a densidade óssea. As isoflavonas são encontrados em plantas como a soja que favorece na produção de massa óssea, sendo bastante útil para mulheres que tem problemas com a osteoporose.

Ajuda na prevenção contra o câncer

A soja é uma fonte de ácido fítico que atua como um antioxidante que, por sua vez, ajuda na luta contra o câncer, com fibras que ajudam na prevenção do câncer de cólon de intestino.

Fonte: Época Negócios

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