24 de julho de 2019

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Demanda de biodiesel volta a crescer no L67

Apesar da frustração das usinas com o atraso do B11, o resultado final do 67º Leilão de Biodiesel não dá muita margem para reclamações. Nos dois últimos dias, as distribuidoras arremataram um total de 983,5 milhões de litros de biodiesel. Foram 920,4 milhões de litros na Etapa 3 e mais 63 milhões de litros na rodada de hoje (06).

O que coloca este certame num respeitável terceiro lugar no ranking dos maiores da história do setor, sendo o de maior volume dos últimos cinco bimestres, com um crescimento de 6,1% na demanda das distribuidoras em relação ao L66.

Comparação anual

Já quando comparado ao certame equivalente do ano passado – L61 –, o resultado é um pouco menos animador com uma contração de 2,4% nas compras.

Vale lembrar, no entanto, que o L61 detém o recorde de aquisições sendo o único leilão de biodiesel a ter passado da marca de um bilhão de litros negociados. Em parte isso aconteceu porque as distribuidoras não conseguiram retirar biodiesel no 3º bimestre de 2018 por causa da greve dos caminhoneiros e gastaram todo o estoque que dispunham tendo, assim, que compensar comprando mais no L61.

O volume de biodiesel arrematado permite às distribuidoras colocar no mercado 9,83 bilhões de litros de B10 ao longo dos meses de julho e agosto. São 344,3 milhões de litros abaixo dos quase 10,2 que foram consumidos durante o quarto bimestre de 2018.

Etapa 5

Se olharmos só para a rodada de hoje ela comprou o equivalente a 6,4% da demanda total.

Desde o L63, quando o segundo dia de aquisições respondeu por apenas 2,3% das vendas, as distribuidoras vinham aumentando suas compras na Etapa 5 chegando a 12,3% do total no bimestre passado. Esse processo retrocedeu consideravelmente no L67.

As compras efetuadas hoje representam cerca de um quarto dos 230,1 milhões de litros a que as distribuidoras poderiam comprar.

Com isso, sobram 140 milhões de litros em ofertas de biodiesel não vendidas. Esse montante será reapresentado na semana que vem quando serão realizadas as aquisições para o mercado autorizativo e, também, para abastecer os estoques reguladores.

Faturamento

A movimentação financeira do setor também apresentou uma melhora no L67 revertendo uma tendência de queda nos ganhos que já vinha de três leilões consecutivos.

Com o metro cúbico do biodiesel comprado, em média, por R$ 2.354,91, o certame apresentou um faturamento geral de R$ 2,31 bilhões. Desse montante R$ 2,29 bilhões vão para o caixa das usinas enquanto R$ 24,6 milhões deverão remunerar a Petrobras.

Destaques

– Foram arrematados mais de 983,5 milhões de litros de biodiesel no L67;
– Desse total, 920,5 milhões de litros foram negociados na Etapa 3 e pouco mais de 63 milhões de litros na rodada de hoje;
– O volume não vendido foi de 140 milhões de litros;
– O metro cúbico do biodiesel custará às distribuidoras uma média de R$ 2.353,91;
– Isso faz com que o certame tenha movimentado R$ 2,31 bilhões;
– 16 usinas esgotaram suas ofertas sendo que 8 venderam toda sua capacidade instalada;
– A Potencial foi a líder de mercado com cerca de 61,8 milhões de litros vendidos por R$ 2.332,18 o m³ gerando renda de R$ 144,1 milhões;
– Dos grupos empresariais, a BSBios foi a líder de vendas com 96 milhões de litros arrematados e um faturamento total que pode chegar a R$ 220,8 milhões;
– O maior valor médio foi pago à PBio de Candeias que receberá R$ 2.586,59 por m³;
– O menor coube à Caibiense que vai levar R$ 2.237,40 por m³;
– A Granol de Cachoeira do Sul foi a única usina que ficou sem vender biodiesel;
– O Rio Grande do Sul foi o estado que mais vendeu com 263,7 milhões de litros no total.

Fonte: BiodieselBr

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