21 de julho de 2019

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Sebo retoma vice-liderança entre as matérias-primas do biodiesel

O sebo bovino reagiu e retomou das matérias-primas desconhecidas o segundo lugar entre as maiores fontes de gordura usadas pela indústria do biodiesel. Mas foi por pouco. Segundo dados de fevereiro divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em fevereiro o subproduto a atividade dos frigoríficos ficou com uma fatia de quase 13,7%, cerca de um ponto percentual à frente das desconhecidas.

O resultado obtido pelo sebo foi o maior desde março de 2018 quando a participação foi de 14,5%.

Segundo os dados divulgados pela ANP no mês passado – posteriormente corrigidos –, as matérias-primas desconhecidas haviam ficado com 12,7% da preferência das usinas batendo, pela segunda vez na história do setor, o sebo bovino que teve 12,5%. A correção feita pela ANP reduziu a – já estreita – diferença para apenas 0,02 ponto percentual embora tenha mantido a vantagem das desconhecidas.

Outro recorde sem recorde

Assim como no mês passado, as matérias-primas desconhecidas bateram seu recorde de participação dentro do mix de óleos e gorduras consumidos na produção de biodiesel. Contudo, como os dados preliminares indicam uma produção de biodiesel abaixo da apresentada em janeiro, a produção efetiva ficou em 52,8 milhões de litros – abaixo dos 55,7 milhões de litros de janeiro.

O recorde de produção de biodiesel a partir das desconhecidas foi em novembro do ano passado, quando mais de 58,3 milhões de litros de biodiesel foram fabricados a partir dessa dessa mistura de óleos e gorduras.

A produção de biodiesel a partir do sebo cresceu ligeiramente em comparação com janeiro. Foram 56,7 milhões de litros agora contra 55,6 milhões de litros um mês antes.

No caso do sebo, o recorde de produção foi batido em outubro de 2015 quando as usinas colocaram 82,7 milhões de litros de biodiesel de sebo no mercado, o que representou 23,3% do total produzido naquele mês.

Soja

O crescimento tanto do sebo quanto das desconhecidas tomou um pouco do espaço da soja. Em fevereiro, 66,8% do biodiesel foi fabricado com a partir deste oleaginosa, é o quarto menor resultado obtido pela líder do mercado num histórico que vem desde 2009. Esse foi o menor percentual obtido pela líder de mercado desde janeiro de 2018 quando os dados da ANP apontavam para 65,9% de biodiesel feito com soja.

Em termos de volume fabricado, tivemos 277,5 milhões de litros de biodiesel de soja entrando no mercado em fevereiro. Trata-se do volume mais baixo desde que o B10 passou a valer em março passado.

Com a demanda mais amena no setor de biodiesel, a quantidade de soja em grão que precisou ser esmagada encolheu mais de 7,2% de um mês para o outro. Em fevereiro, 1,33 milhão de toneladas de soja foi esmagada para abastecer as usinas de biodiesel com óleo.

Nesse caso, temos a menor quantidade de soja esmagada em um ano. Em fevereiro de 2018, o volume de grão processado havia ficado abaixo de 1,1 milhão de toneladas.

Palma encolhe

Entre as matérias-primas de menor porte usadas pela indústria, a movimentação mais notável de fevereiro foi da palma-de-óleo, que perdeu mais da metade de sua participação de mercado indo de quase 3,2% em janeiro para 1,5% em fevereiro.

Com isso, a produção a partir do óleo de palma, que vinha se mantendo acima de 10 milhões de litros mensais nos últimos três meses, ficou abaixo de 6,4 milhões de litros.

A redução na palma explica a contração da participação das matérias-primas minoritárias de 8% para 6,8% em somente um mês.

Fonte: BiodieselBR

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