17 de julho de 2019

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NOTA À IMPRENSA

A Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil – APROBIO – considera lamentável o descumprimento de prazos acordados para viabilizar o uso da mistura B15 – adição de 15% de biodiesel ao diesel fóssil utilizado por ônibus, caminhões e demais veículos pesados –, visto que o biocombustível apresenta uma série de vantagens e benefícios econômicos, ambientais e sociais em comparação ao equivalente derivado de petróleo.

Conforme legislação, está prevista a apresentação de um relatório consolidado, em 1º de março, para validação do aumento da mistura de biodiesel e aplicação de um cronograma anual de incremento a partir de junho de 2019. Tal prazo encontra-se ameaçado por um impasse provocado pelas fabricantes de veículos automotores.

Nesse sentido, a APROBIO lamenta os fatos ocorridos em reunião realizada na tarde desta quinta-feira, 14, na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília. O encontro do Grupo de Trabalho de testes para a utilização da mistura B15 teve de ser encerrado pelo coordenador, representante do governo, após as montadoras, além de descumprirem o prazo de 31 de janeiro acordado anteriormente e reafirmado em ofício de 17 de janeiro, insistirem em mudar o modelo do relatório consolidado de testes e ensaios de motores, estabelecido pelo GT.

Sem prévio conhecimento dos demais integrantes do Grupo de Trabalho, a Associação Nacional dos Fabricantes dos Veículos Automotores (Anfavea) provocou um impasse ao afirmar que apresentaria um relatório consolidado pela entidade. Tal postura é oposta ao que havia sido acordado previamente: a consolidação conjunta de um relatório por integrantes do GT, dos quais três (3) são representantes das montadoras. Vale ressaltar que sete fabricantes encaminharam ao governo pareceres favoráveis ao aumento da mistura – dos quais apenas um fez ressalvas.

O cumprimento de prazos acordados entre os diversos agentes envolvidos no GT – governo, setor automotivo, setor de combustíveis e biocombustíveis e academia – e a seriedade na condução de processos são premissas de bom funcionamento da economia e das relações entre setores público e privado. Assim, a APROBIO espera que sejam revistas posturas incompatíveis com o ambiente democrático e de livre mercado, que possam atrasar medidas de positivo impacto socioeconômico e ambiental, em função de interesses que não o bem comum de todos os brasileiros.

Assessoria de imprensa APROBIO

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