17 de junho de 2019

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Retiradas de biodiesel ficam em 96,8% do comprado para o último bimestre de 2018

A performance de entregas das usinas fechou 2018 com uma ligeira melhora. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no último bimestre do ano as distribuidoras receberam 96,8% do volume de biodiesel que foi negociado durante o Leilão 63.

Esse resultado representa uma melhoria um pouco maior que um ponto percentual sobre o indicador do bimestre anterior, quando as retiradas ficaram em 95,7%. Um ano antes – no sexto bimestre de 2017 –, o indicador havia ficado em 95,4%

Se dependesse só de novembro, as distribuidoras teriam beirado a perfeição com retiradas de quase 99,7%. Em dezembro, no entanto, a performance caiu para 94% derrubando o resultado geral do bimestre.

Queda no volume

Apesar de representar uma melhora na performance, o volume entregue no sexto bimestre ficou menor. Entre novembro e dezembro, um pouco mais de 933,9 milhões de litros de biodiesel. O volume é 1,7% inferior aos 950,5 milhões de litros que saíram das plantas durante o quinto bimestre de 2018

Uma queda no final do ano é esperada. Ao longo dos anos, a curva típica de entregas das usinas sobe ao longo do primeiro semestre até atingir um platô entre os meses de setembro e outubro para, depois, apresentar uma queda.

No caso de 2018, no entanto, a queda começou um pouco mais cedo. O pico do mercado foi atingido no quarto bimestre quando as entregas se aproximaram dos 980,5 milhões de litros perdendo força a partir daí.

Considerando apenas os volumes efetivamente entregues e os preços médios do leilão, o faturamento do setor no bimestre foi de R$ 2,63 bilhões. A cifra é R$ 85,8 milhões menor do que poderia ser faturado se as entregas tivessem sido de 100%.

Melhores

O maior volume entregue no bimestre foi da Granol de Anápolis. Da unidade goiana saíram 66,1 milhões de litros de biodiesel o que representa 97% do montante vendido para o período.

Ela, no entanto, não foi apresentou a melhor performance no período. Esse mérito cabe a Bio Vida que entregou 108,9% além do volume com que havia se comprometido no L63. A unidade entregou 98 m³ de biodiesel e havia vendido 90 m³.

Outras duas unidades – a Minerva e a BSBios de Passo Fundo – também superaram a barreira do 100%. Juntas, elas colocaram 172 m³ de biodiesel a mais do mercado.

No bimestre, apenas a Olfar de Porto Real não conseguiu atingir o piso de 90% exigido pela ANP. A planta fluminense entregou 15,2 milhões de litros, 84,4% dos 18 milhões de litros que negociou no L63.

Se a agência reguladora considerar que a responsabilidade pelo baixo resultado é da Olfar, a empresa poderá ter que cumprir uma suspensão precisamente no Leilão 66 o que a deixaria de fora da estreia do B11.

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Autorizativo

Além das entregas para o mercado regular, o mercado autorizativo movimentou 419 m³ de biodiesel no bimestre. Isso dá cerca de 94,1% dos 445 m³ negociados durante a Etapa 5A do L63. Com esse resultado, o segmento movimentou perto de R$ 1,25 milhão.

A Bocchi entregou 377 m³ – 94,2% – para projetos autorizativos engordando seus ganhos em R$ 1,1 milhões. A Granol de Anápolis entregou 93,3% dos 45 m³ devidos arrecadando R$ 125,1 mil.

Fonte: BiodieselBR

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