26 de abril de 2019

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Soja é a matéria-prima de 82% do biodiesel produzido no Brasil

O biodiesel é um combustível ecológico, renovável e que tem como matéria-prima gorduras animais ou óleos vegetais. Estimulado por um catalisador, ele reage quimicamente com álcool e produz energia. Diferentes matérias – primas podem ser usadas para produzir o biodiesel, como sebo bovino ou de frango, além das oleaginosas, como a canola, palma, algodão, amendoim e soja.

A soja é responsável por mais de 82% da produção de biodiesel no Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. (ANP). Seguido da gordura bovina, com 16%.

Assim, a principal destinação do biodiesel é o abastecimento dos veículos a diesel. Para se tornar um combustível – produto compatível com os motores a diesel -, a gordura vegetal ou animal deve passar por um processo químico chamado transesterificação. O processo é realizado por mais de 60 usinas produtoras de biodiesel autorizadas pela ANP em território nacional.

Depois, o biodiesel produzido na usina segue para a base de distribuição, onde é misturado ao diesel de petróleo, em percentuais regulamentados em resoluções da ANP. Em seguida, é transportado para os postos de combustíveis. Segundo o Diretor Superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio C. Minelli, todo o biodiesel produzido no Brasil visa o abastecimento do mercado interno.

A matéria-prima

A soja é a principal fonte para a produção do biodiesel no Brasil, mas a produção para combustível é apenas o quarto produto, atrás do grão para exportação, do farelo e do óleo de cozinha.

Para o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Teixeira Júnior, existem alternativas para aumentar a disponibilidade de óleo de soja para as usinas de biodiesel antes de cogitar o melhoramento genético. A primeira delas é ao aumento do esmagamento de grãos no Brasil. “Atualmente, quase a metade da soja que produzimos é exportada sem beneficiamento. Se vendermos o farelo, agregamos valor ao nosso produto e ainda ficamos com óleo disponível para biodiesel”, revela.

Souza Júnior complementa que outra possibilidade é aumentar a produtividade das variedades já disponíveis no mercado é investir no manejo. “Na safra 2013/2014, agricultores que participaram do Desafio Nacional da Máxima Produtividade da Soja colheram 107,8 sacas por hectare, enquanto a média nacional foi de 48 sacas”, exemplifica.

Aumento de produção

Hoje, no Brasil 90% da cana produzida no país é transgênica.  Assim, a soja transgênica é a mais cultivada no país e assim, a mais utilizada na produção do biodiesel.  De acordo com a Embrapa, as cultivares convencionais mais plantadas no ano passado foram: TMG 4182, MSoy 8866, BRS 284 e TMG 4185.  Já as transgênicas RR mais cultivadas: NA 5909, TMG 132 RR, Potência, Anta, Apolo, M Soy 9144RR, TMG 132RR, NA 7337, Pioneer 98y30RR entre outras.

O presidente da Aprobio complementa que a soja é certamente uma das culturas mais pesquisadas do mundo, com diversas linhas e que buscam avançar a sua produtividade a cada safra. “O melhor caminho seja a diversificação para as oleaginosas de inverno que poderia crescer de forma consistente a produção agrícola nacional e o suprimento de óleos vegetais”, ressalta.

A soja é muito valorizada no mercado interno e externo por causa do farelo, usado como matéria-prima na produção de carnes. A pesquisadora da Embrapa Soja, Amélio Dall’Agnol ressalta que o óleo é um produto marginal da soja. “Se não consumíssemos boa parte do óleo de soja na produção de biodiesel, é possível que tivesse havido uma sobre oferta de óleo no mercado mundial e levado o preço da soja para baixo”, enfatiza.

Futuro

Para a pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Itânia Pinheiro Soares, a perspectiva de utilização de biodiesel nos próximos anos é de crescimento. “Acreditamos no aumento gradual do biodiesel na mistura compulsória com o diesel de petróleo. No entanto, quando se considera a matéria-prima, o cenário não deve mudar muito em curto e médio prazo. Novas opções deverão surgir, mas não com grande impacto, que possa alterar essa matriz, de forma tão imediata. Além disso, futuramente poderão surgir novos processos ou até mesmo novos biocombustíveis a partir de matérias-primas já utilizadas”, finaliza.

Fonte: Cejane Pupulin-Canal-Jornal da Bioenergia

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