Califórnia atinge meta de redução de emissões antes do prazo

Em uma grande vitória para a luta contra o aquecimento global, o estado da Califórnia parece ter atingido sua primeira meta para a redução das emissões de gases de efeito estufa – e alcançou esse objetivo antes do previsto.

Dados divulgados na quarta-feira pelo Conselho de Recursos do Ar da Califórnia mostram que as emissões de gases de efeito estufa do estado caíram 2,7% em 2016 – o ano mais recente disponível – para 429,4 milhões de toneladas.

O índice é um pouco inferior às 431 milhões de toneladas produzidas em 1990. A legislação da Califórnia exige que as emissões do estado, que chegaram ao pico em 2004, retornem aos níveis de 1990 até 2020.

Desde o pico, as emissões caíram 13%. A crise financeira de 2008 ajudou, reduzindo o número de quilômetros percorridos pelos californianos e a quantidade de carga movimentada pelos portos, ferrovias e estradas do estado. Mas as emissões continuaram caindo nos últimos anos, mesmo com a expansão da economia do estado.

“A Califórnia estabeleceu as metas de emissões mais difíceis do país, acompanhou o progresso e entregou resultados”, twittou o governador Jerry Brown.

O ex-governador Arnold Schwarzenegger, em 2006, assinou a lei que comprometeu a Califórnia a reduzir as emissões e definir a meta para 2020. Na quarta-feira, ele também aplaudiu os resultados – e criticou outros políticos que se opõem à ação climática.

“Ultrapassar nossa meta de emissões de 2020 antes do previsto, enquanto nossa economia cresce em 4,9% e nossa taxa de desemprego está em baixa histórica, deve enviar uma mensagem para políticos de todo o país: você não precisa reinventar a roda – apenas copie-nos”, disse Schwarzenegger em um e-mail. “Os negócios crescerão e vidas serão salvas”.

A queda nas emissões, em grande parte, reflete o crescente uso de energia renovável na Califórnia.

A geração de eletricidade solar, tanto de matrizes de telhado quanto de grandes usinas de energia, cresceu 33% em 2016, de acordo com a diretoria aérea. As importações de energia hidrelétrica saltaram 39 por cento com a chegada das chuvas ao Ocidente, após anos de seca. O uso de gás natural para geração de eletricidade, por sua vez, caiu 15%.

 

Próximos passos

A lei estadual da Califórnia também determina que as emissões caiam mais 40% até 2030. Embora os analistas estejam confiantes de que o estado atingirá sua meta de 2020, eles têm menos certeza sobre 2030 – um alvo muito mais difícil.

“Há uma boa chance de precisarmos tomar ações muito mais agressivas para atingir essas metas de 2030”, disse Severin Borenstein, economista de energia da UC Berkeley. “É muito mais desafiador.”

As emissões caíram 12 milhões de toneladas entre 2015 e 2016. Para atingir a meta de 2030, elas devem cair aproximadamente o mesmo valor – pelo menos 12,3 milhões de toneladas – a cada ano.

Uma ordem executiva do governador estipula que as emissões devem cair ainda mais em 2050, para 80% abaixo dos níveis de 1990.

Borenstein apontou o transporte, a maior fonte de emissões de gases do efeito estufa no estado, como um grande desafio.

Segundo o Air Resources Board, as emissões do transporte cresceram em 2016, com a gasolina relativamente barata e o fortalecimento da economia levando a maiores vendas de combustíveis. E enquanto a Califórnia tem apoiado agressivamente os carros elétricos, apenas cerca de 200.000 estão registrados no estado.

“Nós não fizemos progresso no transporte”, disse Borenstein. “Fizemos um progresso negativo.”

Em contraste, os esforços para reduzir as emissões das usinas geradoras de energia têm sido bem mais bem-sucedidos e estão funcionando bem antes do previsto.

Fonte: San Francisco Chronicle

Uma vitrine internacional para o RenovaBio

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 foi aprovada nesta quarta-feira (12) pelo Congresso Nacional com um item importante para o setor de energias renováveis: a previsão de recursos para o Brasil receber a COP 25, em 2019. O sucesso da candidatura à sede do evento anual da Conferência do Clima é uma oportunidade única para o país fortalecer políticas como o RenovaBio e a produção nacional de biocombustíveis.

A chamada Conferência das Partes (COP) ocorre anualmente e, em 2019, pelo sistema de rodízio de continentes, será a vez de um país da América Latina e do Caribe receber o evento. O Brasil já demonstrou interesse em ser a sede da COP 25.

A inclusão da rubrica na LDO de 2019 foi anunciada pelo senador Jorge Viana (PT-AC), relator da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, durante audiência pública que discutiu o RenovaBio, na tarde de quarta-feira, em Brasília. A reunião do colegiado foi acompanhada pelo diretor superintendente da APROBIO, Julio Minelli.

“Se a COP vem para cá, você põe um holofote sobre políticas como estas que estamos discutindo aqui. O RenovaBio vai ter uma vitrine de alto destaque”, avaliou Jorge Viana.

Para Julio Minelli, a realização da COP 25 no Brasil seria uma oportunidade para o país expor ao mundo o RenovaBio, que entrará em vigor efetivamente em janeiro de 2020, e nossos programas relacionados aos biocombustíveis. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de biodiesel e, com políticas públicas bem discutidas e implementadas, tem tudo para servir de referência no desafio de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

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Pesquisador estuda uso de tucumã como aditivo para o biodiesel

O professor do Instituto Federal de Roraima (IFRR) Guilherme Turcatel falou sobre seu trabalho como coordenador do projeto de estudo de aditivos do biodiesel, especificamente sobre o uso da fruta tucumã.

De acordo com o professor, esse tipo de palmeira tem o extrativismo feito pela população local, principalmente na região sul de Roraima e no Amazonas. Ainda não há cultura destas parreiras, mas existem naturalmente em grande quantidade, permitindo a colheita e o aproveitamento da edição no biocombustível.

“Uma das especificações da Agência Nacional do Petróleo é manter a qualidade do biocombustível. Como a quantidade adicionada desse extrato é muito baixa, ela não vai alterar na parte da queima e vai aumentar a durabilidade do biocombustível”, esclarece o professor.

Ele explica ainda que a pesquisa com o tucumã já foi finalizada e agora resta terminar algumas análises para elaborar a publicação científica. Existem também estudos ainda em fase inicial com mais três palmeiras. O professor calcula que a utilização do aditivo do tucumã no biocombustível possa gerar uma economia entre 20% e 40% às empresas do ramo.

Fonte: Brasil Rural (clique no link para ouvir a entrevista do pesquisador)

Desmatamento é 2ª maior causa das mudanças climáticas, revela FAO

As florestas são aliadas do homem no combate às mudanças climáticas, absorvendo por ano cerca de 2 bilhões de toneladas de CO2. Mas quando são desmatadas, as coberturas vegetais do planeta se transformam em motores do aquecimento global. Aproximadamente 20% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento. Em relatório divulgado neste mês (6), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) identifica um aumento na destruição das superfícies verdes do planeta.

De 1990 e 2015, a área da Terra coberta por florestas caiu de 31,6% para 30,6%. A agência da ONU aponta que o desmatamento é a segunda maior causa das mudanças climáticas, ficando atrás apenas da queima de combustíveis fósseis. As emissões geradas pela destruição da cobertura vegetal são maiores que as de todo o setor de transporte.

O levantamento da FAO revela ainda que a interrupção ou redução do desmatamento em zonas tropicais responderia por até 30% da capacidade de mitigar as mudanças climáticas.

Um obstáculo à proteção das florestas é o consumo de carvão vegetal. Nas regiões em que a demanda é alta, a produção exerce pressão sobre os recursos florestais e contribui para a degradação dos ecossistemas, especialmente quando o acesso às florestas não está regulamentado. Segundo o estudo da FAO, a população que depende de lenha varia de 63% na África a 38% na Ásia e 16% na América Latina.

Os continentes africano e sul-americano também estão na contramão do uso sustentável das superfícies verdes. Nos últimos 25 anos, cresceram no mundo as florestas manejadas para a conservação dos solos e das águas, mas essa expansão não foi verificada na África nem na América do Sul. Os territórios utilizados de maneira responsável representam hoje 25% de toda a cobertura vegetal do planeta. Nos países sul-americanos, o índice cai para apenas 9%.

Pobreza e meio ambiente

De acordo com a FAO, florestas são fonte de 20% da renda de famílias rurais em países em desenvolvimento. O relatório do organismo internacional alerta para uma estreita relação entre cobertura florestal e altas taxas de pobreza — no Brasil, por exemplo, pouco mais de 70% das áreas de florestas fechadas (densas, com grande cobertura de copa) apresentavam índices elevados de miséria.

A publicação mostra ainda que, na América Latina, 8 milhões de pessoas sobrevivem com menos de 1,25 dólares por dia nas regiões de florestas tropicais, savanas e seus arredores. Mundialmente, mais de 250 milhões de indivíduos vivem abaixo da linha da pobreza extrema nessas áreas: 63% estão na África, 34% na Ásia e 3% na América Latina.

Apesar da pequena participação da América Latina no total global, a FAO destaca que, nas zonas rurais latino-americanas, 82% das pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza estão em florestas tropicais, savanas e seus arredores. Essas regiões de mata são o lar de 85 milhões de pessoas na região.

Parque da Tijuca é exemplo de conservação

Destaque no relatório da FAO, o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, tem uma superfície de 4 mil hectares e foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2012.

A pesquisa da agência da ONU lembra que, para enfrentar a proliferação de espécies exóticas e a expansão urbana, a área foi reflorestada com árvores nativas. O governo também criou espaços recreativos para envolver a comunidade local e aumentar a conscientização sobre a proteção das florestas urbanas.

Desde 1999, o parque é administrado conjuntamente pela Prefeitura do Rio e pelo Ministério do Meio Ambiente. Atualmente, o local recebe 2,5 milhões de visitantes por ano e é um exemplo de restauração da Mata Atlântica. A reserva transformou-se num santuário para diversas espécies endêmicas.

Empresas florestais comunitárias na Guatemala

Na Guatemala, 70% das terras florestais estão sob algum tipo de proteção. Com concessões do governo, empresas comunitárias gerenciam mais de 420 mil hectares dentro da Reserva da Biosfera Maia. Em apenas um ano, de 2006 a 2007, as companhias obtiveram receitas de 4,75 milhões de dólares pela venda de madeira certificada. Outros 150 mil dólares vieram do comércio de produtos florestais não-madeireiros.

As cooperativas geraram mais de 10 mil empregos diretos e outros 60 mil indiretos. As instituições também pagavam aos trabalhadores mais que o dobro do salário normal, segundo dados coletados pela FAO.

Costa Rica: florestas e turismo

A Costa Rica é um dos principais destinos de turismo ecológico do mundo: em 2016, 2,9 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país e 66% deles afirmaram que o ecoturismo era um dos principais motivos da viagem.

Os visitantes gastaram em média 1.309 dólares por pessoa, trazendo uma renda para o país de 2,5 bilhões de dólares. Isso equivale a 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Uma parte do montante pode ser atribuída ao ecoturismo. Em 2015, apenas as áreas de conservação florestal receberam aproximadamente 1 milhão de estrangeiros e outros 900 mil turistas nacionais.

Acesse o relatório da FAO “Estado das Florestas no Mundo” na íntegra clicando aqui (em inglês).

Fonte: Nações Unidas no Brasil

Sustentabilidade: Economia global tem de acelerar mudança

O mundo precisa acelerar o processo de transformação de suas economias e o setor produtivo e o mercado financeiro são pilares-chaves da mudança. Esta opinião é compartilhada pelas duas maiores autoridades das Nações Unidas em desenvolvimento e ambiente, o alemão Achim Steiner, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o norueguês Erik Solheim, diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, formalmente conhecida por Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Steiner elogia os avanços dos últimos 10 anos na agenda ambiental e o engajamento do setor privado na criação do Acordo de Paris em 2015. Mas lista os graves problemas do mundo e a lentidão na capacidade de resposta global. “As emissões não estão baixando o suficiente, os níveis globais de produção e consumo são insustentáveis assim como a intensidade da poluição atmosférica. Produzimos mais plástico nos últimos 30 anos do que na história inteira da humanidade”, diz.

Solheim, que marca sua gestão pelo combate ao uso desenfreado de plásticos descartáveis e a poluição nos oceanos, diz que o caminho da mudança tem que acontecer pelo fortalecimento da consciência pública dos problemas. Este é o motor que pressiona políticos e a economia a se transformarem. O importante, sinaliza, é trazer questões ambientais que façam sentido às pessoas. “Falhamos como ambientalistas quando levantamos tópicos teóricos que parecem ter saído do espaço sideral”, diz ele. “Precisamos fazer a conexão entre a vida privada e o quadro maior”, recomenda.

Fonte: Valor Econômico

UFCG inaugura usina de energia solar no Sertão e estima economia de R$ 18 mil

Esta é a primeira usina do gênero instalada em uma instituição pública de ensino na Paraíba, segundo direção CCTA do campus da UFCG em Pombal.

Uma usina de energia solar fotovoltaica, com capacidade de gerar até 116 kWh por dia, foi inaugurada, na manhã desta quinta-feira (26), na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus Pombal, no Sertão paraibano. De acordo com o diretor do Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar (CCTA) do campus, o professor Anielson Souza, esta é a primeira usina do gênero instalada em uma instituição pública de ensino na Paraíba.

O diretor explica que a usina vai funcionar a partir da captação de raios solares por meio de 114 placas e deve gerar para a UFCG uma economia de R$ 18 mil ao ano, considerando o consumo atual de energia da instituição. Segundo ele, muito mais do que a redução dos custos, a instalação da usina visa gerar energia sustentável, promovendo pesquisa e desenvolvimento no âmbito acadêmico.

“A utilização de energias renováveis é uma tendência atual, tendo em vista a questão da sustentabilidade. A ideia é que, com o funcionamento, a usina supra boa parte da demanda de energia do campus”, disse o professor Anielson Souza. De acordo com a UFCG, o investimento é da ordem de R$ 160 mil.

A inauguração da usina solar aconteceu por volta das 11h, durante um workshop que reuniu representantes de instituições públicas e privadas, toda a comunidade acadêmica, autoridades e moradores da região.

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Fonte: G1

Atividades humanas já danificaram 75% da superfície terrestre

A expansão não sustentável de áreas dedicadas à agricultura e à pecuária é apontada no relatório como uma das principais causas do problema

Apenas 25% da superfície terrestre permanece livre de impactos substanciais causados por atividades humanas. E o índice deve cair para meros 10% até 2050, segundo projeções da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES).

“Apenas algumas regiões nos polos, desertos e as partes mais inacessíveis das florestas tropicais permanecem intactas”, afirmou o sul-africano Robert Scholes, um dos coordenadores do relatório temático sobre Degradação e Restauração de Terras Degradadas divulgado pela IPBES nesta segunda-feira (26/3), em Medellín, na Colômbia.

O documento na íntegra e um sumário para tomadores de decisão foram aprovados pelos 129 países-membros da entidade durante a 6a Reunião Plenária, que ocorreu entre os dias 17 e 24 de março.

Segundo o texto, até o ano de 2014, mais de 1,5 bilhão de hectares de ecossistemas naturais foram convertidos em áreas agrícolas. Plantações e pastagens cobrem atualmente mais de um terço da superfície do planeta. “Os processos mais recentes de desmatamento estão ocorrendo nas regiões do globo mais ricas em biodiversidade”, afirmaram os autores no texto.

De acordo com Scholes, pode ser definido como degradação o processo que leva um ecossistema terrestre ou aquático a sofrer um declínio persistente das funções ecossistêmicas e da biodiversidade. “É quando uma determinada região tem sua capacidade de sustentar a vida – humana ou não – persistentemente reduzida”, explicou.

A expansão não sustentável de áreas dedicadas à agricultura e à pecuária é apontada no relatório como uma das principais causas do problema – que tende a se agravar com a demanda crescente por comida e biocombustíveis. Segundo os autores, o uso de pesticidas e fertilizantes deve dobrar até 2050.

“Esses produtos químicos em excesso contaminam não apenas o solo como também os sistemas aquáticos, terminando por afetar a zona costeira. Já temos centenas de áreas mortas em regiões como o Golfo do México e isso ocorre por causa da forma que manejamos a terra. Portanto, esta é também uma questão de segurança hídrica e de preservação da costa”, disse Robert Watson, presidente da IPBES.

Outro fator importante que tem contribuído para a degradação de ecossistemas, de acordo com os cientistas da IPBES, é o estilo de vida de alto consumo dos países desenvolvidos – bem como o consumo crescente observado nos países em desenvolvimento.

O combate ao problema, afirmam, deve necessariamente incluir a adoção de uma dieta mais sustentável, com menos produtos de origem animal e maior preocupação com os métodos usados na produção dos alimentos e demais produtos consumidos.

 

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Fonte: Agência FAPESP publicado na Exame.com

Em evento internacional, Maggi diz que competidores ineficientes visam denegrir o país

No Fórum Global para a Alimentação e a Agricultura, na Alemanha, o ministro afirmou que o país tem respostas para produzir mais alimentos de maneira sustentável

Em discurso no Fórum Global para a Alimentação e a Agricultura (GFFA), em Berlim, nesta quinta-feira (18), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, destacou avanços tecnológicos alcançados pelo Brasil nos últimos anos e os cuidados ambientais previstos na legislação brasileira. Maggi ressaltou que o Brasil encontrou algumas respostas para o desafio do planeta de produzir alimentos para mais 1 bilhão de pessoas até 2030, crescimento populacional previsto pela Organização das Nações Unidas.

Maggi fez questão de frisar que “campanhas mal-intencionadas de competidores ineficientes tentam denegrir a trajetória mais vitoriosa de um país tropical no mercado internacional agropecuário”. E acrescentou que “o exemplo inovador do Brasil, aliando produção com sustentabilidade poderá minimizar os efeitos do aquecimento global, conservar a biodiversidade, contribuir para a segurança alimentar e para a qualidade de vida no planeta”.

“A legislação ambiental brasileira é uma das mais rígidas e exigentes, principalmente com os produtores rurais”, afirmou. O Código Florestal, aprovado em 2012, estabeleceu regras específicas para a atividade agropecuária, definiu áreas de preservação ambiental nas beiras de rios e fontes, topos de morros e encostas, criando corredores ecológicos e preservando a biodiversidade, afirmou.

“O rebanho brasileiro aumentou de 145 milhões, em 1990, para 218 milhões em 2017, reduzindo o tamanho da área de pasto, no período, de 188 milhões de hectares, para menos de 167 milhões”, afirmou. Essa tendência, segundo Maggi, tem sido intensificada com o uso de tecnologias como a integração agricultura, pecuária e florestas.

O ministro ressaltou que foi ainda mais significativo o incremento na produção de grãos, de 386%, em 40 anos, enquanto o aumento de área foi de 33%. “O uso de tecnologia e da inovação, em ambiente tropical, propiciou plantio de duas safras por ano com a fixação biológica de nitrogênio e o plantio direto, além de técnicas que auxiliam na incorporação de matéria orgânica e na proteção des solos de cerrado”.
Proteção ambiental

As propriedades rurais no Brasil são obrigadas também, a contarem com área de proteção permanente que varia de acordo com o bioma em que estão localizadas, na Amazônia, 80% da área deve ser protegida, no cerrado 35%, e nos demais biomas, 20%, sem receberem subsídios do governo por essa prática.

“O resultado desse esforço dos produtores rurais e da sociedade brasileira”, disse o ministro, é a preservação de 66,3% do território brasileiro, coberto por vegetação nativa, sendo que 20,5% se encontram em propriedades rurais. Os 66,3% do território nacional, compreendem 5,64 milhões de hectares, área maior do que a de 28 países da União Europeia, do que a área da Índia e de duas vezes a da Argentina.

Sequestro de carbono

Desde 2009, o governo executa o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) que até o ano passado financiou mais de 30 mil projetos e investiu cerca de US$ 6,4 bilhões. Mais de 12 milhões de hectares estão hoje sobre o sistema integrado de agricultura, pecuária e floresta. O sistema permite uso mais eficiente da terra, preservando solos e recursos hídricos, unindo produtividade, bem-estar animal e diversificação da produção, além de aliviar a pressão para a abertura de novas áreas de produção.

O sucesso dessas e outras tantas iniciativas do Brasil voltadas para o setor agropecuário, pode levar a atividade pecuária a ter um sequestro de carbono de até 4,5 bilhões de toneladas nos próximos 30 anos ao recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e reflorestar 12 milhões de hectares, até 2030.

Fonte: Assessoria Mapa

Pós-graduações ajudam profissionais a lidar com questões de sustentabilidade

Profissionais têm ganhado espaço no mercado e hoje estão em diversos segmentos

Questões ambientais complexas, como mudança climática e aumento da geração de resíduos sólidos, demandam profissionais que ajudem a criar estratégias de risco e a encontrar soluções. Esses profissionais têm ganhado espaço no mercado e hoje estão em diversos lugares: nas grandes empresas de todos os setores, governos, ou como consultores externos.

Formada em Pedagogia e professora de ensino fundamental, Carla Marum é também coordenadora desde 2015 do grupo gestor de sustentabilidade do Colégio Miguel de Cervantes, em São Paulo. “Antigamente os projetos eram isolados e, portanto, não frutificavam. O objetivo do grupo é criar uma nova cultura, para que a preocupação ambiental faça parte do cerne da escola”, afirma.

Durante o primeiro ano foi feito um diagnóstico da realidade e, a partir dele, começaram as ações concretas: instalação de composteira e minhocário, cultivo de ervas, plantio de bosque de frutas nativas da Mata Atlântica, melhora na separação de lixo para reciclagem. “O próximo passo é incluir a sustentabilidade no currículo.”

Mas antes de assumir a nova função, Carla se preparou com uma pós-graduação em Gestão Estratégica da Sustentabilidade, da Fundação Instituto de Administração (FIA). “O curso me deu uma boa visão do mercado, mostrou o que as empresas estão fazendo para diminuir o impacto ambiental. As escolas também são empresas, embora nosso produto seja diferente.”

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Fonte: Época Negócios

Como entender (e diminuir) o impacto dos seus hábitos no meio ambiente, de roupas a comida

Escritora e designer industrial holandesa levantou dados surpreendentes sobre o rastro deixado por produtos consumidos no dia a dia.

Com que frequência você lava suas calças jeans? Quando viaja de avião, são viagens longas? Prefere comprar tomates embalados, avulsos ou em conserva? Quantas vezes por semana você come carne?

As perguntas soam, a princípio, muito específicas. Mas são essenciais para entender o rastro que seus hábitos de consumo e escolhas individuais deixam no planeta.

Foi em uma conversa com o marido, no sofá de casa, que a designer industrial e escritora holandesa Babette Porcelijn percebeu que, apesar de ser especialista na cadeia produtiva de produtos industrializados, não entendia exatamente qual era o impacto do seu estilo de vida no planeta.

Ao pesquisar sobre o tema, Porcelijn percebeu que pelo menos em países ricos como Holanda e Estados Unidos mais de um quarto da “pegada ecológica” de cada ser humano é perceptível no dia a dia. O resto está embutido no ciclo de vida de produtos e serviços – da extração de matérias-primas, passando pelo transporte, até o descarte.

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Fonte: BBC Brasil publicado no G1

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