Valor de comercialização da soja sobe mais de 20% em um ano no MS

Momento é bom para quem ainda tem soja armazenada no estado.
Cenário externo aquece mercado e projeção para próxima safra é otimista.

O mercado de soja está aquecido no Mato Grosso do Sul: em um ano, subiu mais de 20% o preço de comercialização do grão no estado. “Ano passado a gente vendia por R$ 58 a saca de soja. Este ano, estamos vendendo por R$ 73 [a saca]”, conta o agricultor Márcio Duch.

Até agora, Duch já vendeu 58% das 700 mil sacas de soja que colheu no município de Terenos, região central do Mato Grosso do Sul.

A alta no preço da soja pode ser explicada pela movimentação no cenário externo. A queda da safra argentina e a valorização do dólar impulsionaram os preços da nossa safra ainda no fim da colheita. E as perspectivas continuam boas, segundo especialistas.

“Os preços para a próxima safra, 2018/2019, vão ser muito favoráveis também. Hoje nós temos uma precificação pra safra em 2019 em torno de R$ 70,e os preços praticados em contratos futuros para a safra 2017/2018 foram de R$ 60”, explica o corretor de grãos Eduardo Flores.

Na última safra, Mato Grosso do Sul colheu mais de nove milhões de toneladas de soja. Cerca de 40% desse volume ainda não foi vendido.

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Fonte: Globo Rural

China compra volume recorde de soja da Rússia evitando mercado americano

A falta de acordo entre China e Estados Unidos tem feito a nação asiática buscar alterntivas para garantir seu abastecimento além da América do Sul. De acordo com informações da agência internacional de notícias Bloomberg.

De julho ao meio de maio, a Rússia vendeu aos chineses 850 mil toneladas da oleaginosa, de acordo com dados disponibilizados pela agência de agricultura russa Rosselkhoznadzor. Esse é o maior volume já vendido pelos Russos à China e quase o triplo do registrado no mesmo período do ano anterior, de 340 mil toneladas.

Soja Rússia
Importações de soja da Rússia pela China de 2012 a 2018 – Fonte: Bloomberg

Embora seja um valor de baixa expressão, a notícia repercute no cenário do mercado, mostrando que a China tem, de fato, evitado o mercado norte-americano até que um acordo seja efetivado. As negociações foram retomadas nesta quinta-feira (15) na Casa Branca.

Os estoques russos de soja somam menos de 1% dos 97 milhões de toneladas que a China precisa importar nesta temporada.

No boletim semanal de vendas para exportação trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira, mais uma vez a China ficou de fora dos destinos da soja norte-americano, como já vem acontecendo há algumas semanas.

Ao mesmo tempo, os volumes de soja embarcados pelo Brasil seguem batendo recordes mensalmente e, neste mês de maio, toda a capacidade dos portos nacionais já está comprometida.

Com informações da Bloomberg

 

Fonte: Carla Mendes – Notícias Agrícolas

Indústria comemora aumento da exportação de farelo de soja

A quebra da safra argentina de grãos está rendendo frutos cada vez mais polpudos para a cadeia produtiva de soja no Brasil, onde a colheita está batendo novo recorde nesta safra 2017/18. Com a demanda adicional gerada pela redução da oferta no vizinho, os preços continuam em ascensão e a demanda externa por grão e farelo brasileiros não para de crescer, o que deverá catapultar os embarques do segmento para perto de US$ 40 bilhões em 2018, o melhor resultado da história.

Em levantamento divulgado na sexta-feira(11), a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) revisou para cima suas previsões para volumes, preços e receitas das exportações de grão e farelo neste ano. “A indústria está particularmente animada com o aumento das exportações de farelo. Estamos sabendo aproveitar o espaço deixado pela Argentina”, disse André Nassar, presidente da Abiove, ao Valor.

Para o farelo, a entidade passou a projetar exportações de 17 milhões de toneladas neste ano, quase 20% mais que em 2017, a um preço médio de US$ 390 por tonelada, 11% superior na mesma comparação. Se confirmado esse quadro, os embarques – destinados sobretudo à China – renderão US$ 6,6 bilhões, um expressivo incremento de 32%. Em um ano de problemas no mercado doméstico, por causa de restrições às exportações de carne de frango (ver Reabertura de plantas embargadas pela UE fica para dezembro), será muito mais que um alento.

Para o grão as perspectivas também são positivas. Com a safra recorde calculada pela Abiove em 118,4 milhões de toneladas, a demanda chinesa aquecida e os problemas argentinos, a Abiove ajustou sua estimativa para as exportações da matéria-prima para 71,2 milhões de toneladas em 2018, 4,4% mais que no ano passado, a um preço médio de US$ 410 por tonelada, 8,8% maior. A receita esperada pela entidade alcança US$ 29,2 bilhões, alta de 13,6%.

As variações da soja em grão são menores porque o Brasil já lidera as exportações globais da commodity há alguns anos. Como a fatia do país dos embarques globais já é de 45%, é difícil ampliar as vendas de forma mais expressiva. Diferentemente do que acontece com o farelo, já que o espaço deixado pela Argentina foi grande e tinha que ser preenchido – os argentinos têm importado grão para fabricar farelo e tentar manter os contratos de fornecimento mais importantes.

Somando-se o óleo, que atualmente é pouco exportado tendo em vista o programa doméstico de biodiesel, as exportações do complexo soja como um todo deverão alcançar US$ 36,5 bilhões neste ano, um recorde e 15% superior a 2017. Mas que poderá ser ainda maior, a depender do comportamento do mercado a partir do terceiro trimestre, quando a colheita da atual safra dos EUA, segundo maior país exportador do grão, começar a entrar no mercado.

“O cenário melhorou para a cadeia produtiva como um todo”, afirmou Nassar. E ainda restam incertezas sobre o futuro da disputa comercial entre Estados Unidos e China, que também poderá favorecer a soja brasileira.

Fonte: Brasil Agro

Elevação das exportações de soja depende de expansão logística e de armazenamento, diz estudo da Esalq

Pesquisa aponta necessidade de mais investimentos para que o Brasil se beneficie do cenário internacional atual.

Com o cenário atual das exportações de soja, a disputa comercial entre China e Estados Unidos por mais espaço pode abrir caminho para outro nome de peso no mercado de soja: o Brasil. Mas, para isso, é preciso que haja novos investimentos na infraestrutura viária e de armazenamento para otimizar o escoamento dessa produção. É o que aponta um estudo do coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Thiago Guilherme Péra.

“A expectativa é de que, se essa briga [comercial] continuar, isso pode acabar afetando um nível maior de exportação da soja brasileira para a China, principalmente se tiver retaliação da China de deixar de comprar grãos dos Estados Unidos”, explica o docente.

Ele detalha que, mesmo com fortes investimentos no setor ferroviário e hidroviário – tanto oriundos na iniciativa pública quanto privada -, a participação da movimentação de grãos (soja e milho) em relação à quantidade produzida em 2010 era de 21,3% e passou para 27,9% para 2017. “É muito pouco ainda […] O Brasil já é bastante competitivo nos custos de produção. Por outro lado, perde muito na logística”, ressaltou.

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Fonte: G1

 

EUA dizem que Brasil será líder mundial da produção de soja

Projeção do Departamento de Agricultura americano é para a próxima safra

O Brasil passa a liderar a produção mundial de soja a partir da próxima safra. No período entre o final deste ano e o início de 2019, o pais deverá desbancar os EUA, até então os líderes mundiais na produção do grão.

A projeção, do próprio governo americano, foi divulgada na tarde desta quinta-feira (10) pelo Usda (sigla em inglês para Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). É a primeira vez que o órgão prevê o Brasil na liderança.

Na avaliação do órgão, um dos mais conceituados na área de projeções agrícolas, o Brasil deverá obter produção de 117 milhões de toneladas de soja, pouco acima dos 116,5 milhões previstos para a colheita dos americanos.

Os produtores dos Estados Unidos já iniciaram o plantio da safra entre 2018 e 2019. Os brasileiros vão levar as máquinas ao campo só no segundo semestre do ano.

Clima e produtividade são fundamentais para a concretização dessa estimativa de liderança do Brasil. As previsões ainda vào alternar muito durante o desenvolvimento das lavouras.

Se o país conseguir de fato superar os americanos, a soja brasileira se somará a uma lista de outros produtos em que o Brasil tem a liderança – café, suco de laranja, açúcar e carne bovina.

O Brasil já é o maior exportador de soja do mundo, graças ao apetite do mercado chinês. Na safra entre 2018 e 2019, os chineses deverão importar 103 milhões de toneladas de soja e os brasileiros vão exportar 72 milhões.

Brasil, Estados Unidos e Argentina, líderes mundiais, ainda precisam definir as áreas de plantio da oleaginosa, mas, com base nos dados atuais, já é possível estimar que a safra mundial de ficai – na casa de 354,5 milhões de toneladas de soja, acima dos 337 milhões colhidos entre 2017 e o início deste ano.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) também divulgou dados sobre a produção de soja no Brasil nesta quinta. Na avaliação do órgão governamental, a produção nacional será de 117 milhões nesta safra, 2 milhões a mais do que estava previsto em abril último.

Fonte: Folha de S.Paulo – coluna de Mauro Zafalon

Colheita da safra de soja alcança 98% da área e do milho 95%, aponta Datagro

Segundo o analista de grãos da DATAGRO, Flávio Roberto de França Júnior, trabalhos estão virtualmente encerrados

A colheita da safra de soja 2017/18 no Brasil alcançou 98% da área semeada, considerando a data de 04 de maio, ligeiro avanço contra o percentual de 95% da semana anterior, apontam dados da DATAGRO.
Segundo o analista de grãos da DATAGRO, Flávio Roberto de França Júnior, o ritmo de retirada da oleaginosa das lavouras atingiu o mesmo percentual de 98% registrado em igual período de 2017, ficando levemente acima da média normal de 97% das últimas cinco temporadas. De acordo com França Júnior, a produção de soja deve somar 116,768 milhões de toneladas, crescimento de 2% sobre o resultado da temporada 2016/17.
Milho
No caso da primeira safra de milho, a colheita atingiu 95% da área semeada, pequena evolução em relação ao percentual de 91% da semana anterior. Entretanto, França Júnior ressalta que o ritmo de retirada do grão das lavouras está atrasado na comparação com o percentual de 99% registrado em igual período de 2017, bem como se comparado à média de 97% dos últimos cinco ciclos. A produção do milho verão deve totalizar 26,010 milhões de toneladas, queda de 16% ante o resultado da temporada 2016/17.
Comercialização 
Soja
A comercialização da safra brasileira 2017/18 de soja alcançou 64% da produção obtida, também considerando a data de 04 de maio. Segundo França Júnior, o percentual se encontra acima dos 52% registrados em igual período do ano passado e dos 62% da média das últimas cinco temporadas.
“O avanço foi de expressivos 10% sobre o relatório anterior, bem acima do crescimento normal de 6% para o período. A boa e extemporânea elevação dos preços durante abril foi o motivo central para o disparo de volumosas negociações”, assinala o analista de grãos da DATAGRO.
Milho
Por sua vez, a comercialização da safra brasileira 2017/18 do milho verão atingiu 27% da produção obtida, ainda considerando a data de 04 de maio, contra 16% do levantamento de um mês atrás. Entretanto, segundo França Júnior, o percentual se encontra inferior aos 46% registrados em igual período do ano passado e abaixo dos 37% da média das últimas cinco temporadas.
No caso do milho de inverno 2018 [segunda safra], as vendas alcançaram 32% da produção esperada, contra 26% do relatório do mês anterior. Contudo, de acordo com França Júnior, o percentual de comercialização do milho de inverno 2018 se encontra acima dos 29% de igual período de 2017, mas abaixo dos 40% da média dos últimos cinco ciclos.
Fonte: DATAGRO

Brasil lidera volume de soja certificada e movimento vem ampliando mercados importadores para o país

Objetivo é certificar, em 2018, 4 milhões de toneladas de soja. Produtores que já atendem aos critérios da RTRS recebem, anualmente, prêmios pela oferta diferenciada. Média de produtividade das propriedades certificadas na última safra ficou em 63 sacas por hectare, contra a média nacional de pouco mais de 50.

O consultor externo da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS), Cid Sanches, conversou com o Notícias Agrícolas nesta quarta-feira (09) sobre o crescimento da soja certificada, que tem sido bastante consistente no Brasil, com cada vez mais produtores procurando se adequar aos critérios em sua propriedade.

Como aponta Sanches, esses critérios são diversos, mas envolvem o respeito à legislação vigente completa de seu país, bem como uma série de exigências e requisitos legais como o respeito às boas práticas agrícolas, legislação trabalhista e respeito ao meio ambiente.

Grupos de mais de 40 produtores são certificados em conjunto. A partir daí, os vizinhos vão observando que é possível atingir os padrões e aqueles que já adotam observam melhorias em todos os processos produtivos na fazenda, o que é auditado por organismos internacionais. Por isso, muitos produtores também vêm procurando fazer o processo voluntariamente.

No Brasil, foram 3,2 milhões de toneladas certificadas em 2017, com o objetivo de chegar a 4 milhões neste ano. No mundo, o RTRS deve chegar a 5 milhões de toneladas – ou seja, o país responde por um grande volume desse total.

A demanda por essa soja começou na Europa, especialmente nos países nórdicos. Hoje, já está espalhada pelo continente, despertando também o interesse dos asiáticos e das próprias empresas brasileiras e argentinas. Há um prêmio pela comercialização da oleaginosa, que o produtor negocia diretamente com as empresas.

Anualmente, a RTRS organiza uma conferência, que será realizada este ano nos dias 30 e 31 de maio, na França. Mais de 30 produtores do Brasil estarão presentes, bem como empresas, pequenos cerealistas e representantes governamentais.

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Fonte: Notícias Agrícolas

Cresce exportações de soja e farelo de soja

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil exportou 10,26 milhões de toneladas de soja grão em abril

O volume aumentou 16,4% em relação ao embarcado no mês anterior, mas foi 1,7% menor na comparação com abril do ano passado. Além do período de safra por aqui, a procura pela soja brasileira por parte da China aumentou nos últimos meses, em função da briga comercial entre o país asiático e os Estados Unidos. Com relação ao farelo de soja, as exportações totalizaram 1,55 milhão de toneladas em abril, 17,3% a mais que em março deste ano e 16,9% acima do registrado em igual mês de 2017. Com a menor produção na Argentina e alta de preços do farelo, os embarques brasileiros cresceram nos últimos meses. No acumulado de janeiro a abril, o volume exportado aumentou 16,8%, frente ao mesmo período do ano passado.

Para uma comparação, o preço médio do farelo de soja exportado em abril deste ano ficou em US$395,62 por tonelada, um aumento de 11,8% em relação a média de abril de 2017. Com a briga comercial entre China e Estados Unidos, além do período de entressafra norte-americana (os Estados Unidos estão semeando a safra 2018/2019) e a menor produção na Argentina, a expectativa é de aumento nos embarques brasileiros de soja grão e farelo de soja este ano. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estima um aumento de 3,3% nos embarques de soja grão e crescimento de 16,8% nas exportações de farelo de soja em 2018, em relação a 2017.

Fonte: Scot Consultoria

China adquire 20% menos soja dos EUA na safra 2017/18, e Brasil é beneficiado

Redução de compras é anterior à guerra comercial anunciada entre os dois países

A guerra comercial entre Estados Unidos e China deve ficar mais nas discussões do que na prática, quando se trata de soja. A dependência externa chinesa da oleaginosa é muito grande.

Nas últimas três semanas, a China cancelou a compra de 200 mil toneladas dos EUA, segundo informações desta quinta-feira (3) do Usda (Departamento de Agricultura dos EUA).

A presença menor dos chineses no mercado americano, porém, vem ocorrendo durante toda a safra 2017/18 de soja.

De setembro de 2017 —início do ano-safra dos EUA— ao final do mês passado, os chineses compraram 28,7 milhões de toneladas de soja nos Estados Unidos. No mesmo período anterior, haviam adquirido 35,8 milhões de toneladas. A queda foi de 20%.

A redução de compras é anterior, portanto, à guerra comercial anunciada entre os dois países, diz Daniele Siqueira, da AgRural.

Os chineses vêm deixando um pouco de lado o mercado dos EUA e se abastecendo mais na América do Sul, afirma ela.

Apesar dessa redução de compras de 7 milhões de toneladas no mercado americano nesta safra, a China elevou as compras mundiais da oleaginosa no período.

O grande fornecedor foi o Brasil, cujas exportações subiram para 54 milhões de toneladas no ano passado, bem acima dos 39 milhões de 2016.

Com consumo elevado e produção limitada, a China deverá importar 97 milhões de toneladas durante a safra 2017/18. Na anterior, havia comprado 94 milhões.

Muito dependente desse produto, a China já começou a fazer compras antecipadas da soja americana da safra 2018/19, que só será colhida no segundo semestre do ano.

As encomendas somam 1 milhão de toneladas, mas bem abaixo da média de 3 milhões dos anos anteriores.

Os Estados Unidos participaram menos do mercado mundial de commodities neste ano. Dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Departamento de Comércio indicam exportações de commodities no valor de US$ 35,5 bilhões no primeiro trimestre, abaixo dos US$ 36,1 bilhões de igual período de 2017.

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Fonte: Vaivém das Commodities – Folha de S.Paulo

Cesb comemora 10 anos de alta produtividade de soja

Na expectativa para a divulgação dos números finais da safra 2017/18 de soja, o aumento da produtividade já pode ser comemorado pelos sojicultores, que, ano após ano, inscreveram áreas de cultivo no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, promovido há dez anos pelo Comitê Estratégico Soja Brasil, (Cesb). Nesse período, os vencedores do Desafio registraram um recorde atrás do outro, demonstrando a capacidade de difusão do conhecimento tecnológico que fez com que a produtividade em áreas auditadas saísse de 82,8 sc/ha na safra 2008/09, para incríveis 149,08 sc/ha, em 2017/18.

Comparando os dois resultados, a evolução da produtividade alcançada pelos campeões do Cesb está na casa de 80%, e o número de áreas dedicadas ao Desafio demonstra que o interesse do produtor aumenta a cada ano e que ainda existem ganhos a serem alcançados. “Conseguimos mostrar que é possível produzir mais, com mais eficiência. Isso fixa a família do produtor no campo, gera renda e mais alimento no mesmo espaço, já que diminui a abertura de novas áreas”, comenta o presidente do Comitê Nery Ribas.

Após uma década, a evolução do interesse do sojicultor no evento também pode ser demonstrada pelo número de inscritos no Desafio. Na primeira edição foram 140 participantes e na safra 2017/18 as inscrições alcançaram o patamar de 5.500 inscrições demonstrando o crescente interesse pela produtividade por parte de todo sistema produtivo da soja no Brasil.

Surgimento

No final da década passada, um grupo multidisciplinar de profissionais ligados ao agronegócio percebeu a necessidade de criar um local onde ideias, tecnologias e novas práticas se tornassem o combustível para aumentar a média de produção de soja, que na época girava em torna de 40 sc/ha. “A criação do Cesb reuniu engenheiros agrônomos, profissionais do setor da tecnologia, finanças e administrativas, que começaram a enxergar que a identificação e o compartilhamento de informações, aumentaria a produtividade sem que novas áreas de cultivo fossem abertas”, explica Luiz Antonio da Silva, diretor executivo da entidade.

Atualmente o Comtê conta com 23 membros e 22 patrocinadores, que, alinhados a uma política de inovação e difusão de conhecimento, tornaram-se referência internacional. Além do Desafio e do Fórum Nacional de Máxima Produtividade, a entidade detém ainda uma cadeira fixa na Câmara Setorial da Soja em Brasília, bem como a promoção de Fóruns Regionais que ajudam na disseminação das informações. O Cesb também apoia e participa de simpósios e eventos ligados à difusão do conhecimento adquirido ao longo de 10 anos de atuação.

Laboratório

“O Cesb nasceu para entender porque existem no país alguns produtores que conseguem ter boa produtividade e outros não. O Desafio é um marco para o sojicultor, pois o evento se tornou um local de troca de experiências, para o Brasil e para o mundo”, explica Nery. Os campeões do Cesb participam de viagens e tours tecnológicos internacionais promovidos pelo Comitê, principalmente para os EUA e para a Argentina, considerados ao lado do Brasil, os principais produtores de soja do mundo.

O Desafio de Máxima Produtividade estimula os produtores a usar a área inscrita como um grande laboratório, onde os resultados e as tecnologias empregados podem se tornar viáveis economicamente e utilizados nas áreas comerciais de produção. “O Desafio nasceu como uma fonte de inspiração para todos os sojicultores do Brasil. Nosso propulsor é a demanda crescente por alimentos no planeta. Ano a ano, os produtores rompem patamares de produtividade, o que demonstra que a rede de conhecimento estabelecida no prêmio é muito significativa”, comenta o presidente do Cesb, Nery Ribas.

Os produtores que se inscreveram no prêmio estão divididos em duas categorias: produção em áreas irrigadas e não irrigadas. As auditorias do Comitê foram iniciadas em fevereiro e o campeão do Desafio 2017/18, bem como a revelação dos cases vencedores, serão apresentados no dia 12/06 durante o VIII Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja), evento que será realizado de 11 a 14 de junho de 2018, no Centro de Convenções de Goiânia-GO.

Fonte: Jornal Nova Fronteira

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