China x EUA pode ampliar janela da soja da América do Sul por pelo menos 2 anos

A guerra comercial entre China e Estados Unidos continua muito presente no radar do cenário macroeconômico mundial, influenciando no andamento dos negócios e na ordem do comércio global, inevitavelmente. O momento poderia, inclusive, criar uma ampla janela de oportunidades para a soja da América do Sul por mais dois anos.

A análise é do chefe do Union Agriculture Group Corp., um dos maiores grupos agrícolas do Uruguai, Jose Pedro Sanchez, em entrevista à agência de notícias Bloomberg.

“Não só o Uruguai, mas a América do Sul tem a grande oportunidade de fornecer ainda mais oleaginosas para a China na medida em que o produto americano se torna menos competitivo em função dos altos preços por conta da tarifação”, diz Sanchez. “A China vai acabar comprando quase toda a soja uruguaia”, completa.

O mesmo já começa a ser observado no Brasil, em níveis ainda mais amplos. Somente na última semana, os chineses compraram de 19 a 20 navios de soja, o que corresponde a pouco mais de 1 milhão de toneladas, e os negócios continuam a acontecer.

Os números das exportações nacionais continuam mostrando dados recordes, segundo informações que partem da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e se estendem por todo o complexo da oleaginosa. No acumulado do ano, as exportações brasileiras de soja já somam 51.550,6 milhões de toneladas. Ao contabilizar os números de toda a cadeia, as vendas externas chegam a 61,7 milhões.

Continue lendo aqui.

Fontes: Notícias Agrícolas

Para onde vai e qual a utilidade da soja produzida no Rio Grande do Sul?

Metade da produção fica no Estado e é destinada para produção de biodiesel, óleo comestível e indústria de ração. O restante é exportado

Metade da soja produzida no Rio Grande do Sul, de um total de 17,12 milhões de toneladas colhidas no atual ciclo, é consumida dentro do próprio Estado. Como 82% do grão é farelo e 18% óleo, a destinação segue a mesma proporção.

A parte do farelo serve para a composição de ração animal, na alimentação de suínos, aves e bovinos. No caso do óleo, entre 85% e 90% vai para a indústria de biodiesel local e, entre 10% e 15% serve de matéria-prima para a produção de óleo comestível.

Outros 50% da produção gaúcha vão para o Exterior in natura, ou seja, grão de soja, via porto de Rio Grande ou de Paranaguá. Desses, 80% têm como destino a China, que processa para consumo interno e também para exportação. O restante vai para países da União Europeia e do Oriente Médio.

A ração elaborada a partir da soja tem como vantagens o baixo custo e a alta concentração de proteínas: em torno de 46% do grão.

Fonte: Claudio Dóro, engenheiro agrônomo da Emater Passo Fundo para o Jornal Zero Hora

Brasil vai ultrapassar EUA como 3º maior fornecedor de soja do mundo, diz FAO

Queda na produção na América do Sul vai favorecer o Brasil, conclui relatório divulgado nesta segunda-feira (16)

O Brasil ultrapassará os Estados Unidos como terceiro maior fornecedor de óleo de soja do mundo no período da safra de 2017 e 2018, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgado nesta segunda-feira (16).

O estudo mostra que, apesar da maior produção da commodity em território brasileiro, outros países da América do Sul sofrerão uma queda na safra de 2018/2019 devido ao clima desfavorável. O recuo de cerca de 9% no continente será puxado por severas perdas na Argentina, Paraguai e Uruguai, segundo a FAO.

Continue lendo aqui.

Fonte: G1

Demanda e prêmio pago pela soja brasileira aumentam, diz secretário

A demanda e o prêmio pago pela soja brasileira estão aumentando com a guerra comercial entre os Estados Unidos (EUA) e a China, disse o secretário adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Sávio Pereira, ao apresentar o 10º levantamento da safra de grãos, elaborado pela pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O prêmio é uma remuneração extra para a exportação de soja. Na última sexta-feira (6), a China anunciou que iniciou “de forma imediata” medidas de represália contra importações de produtos americanos, após a entrada em vigor nos Estados Unidos de tarifas a mercadorias chinesas importadas, no valor de US$ 34 bilhões. Foi aplicado um conjunto de tarifas de 25% sobre produtos como a soja.

Com isso, houve queda nos preços da soja na Bolsa de Chicago. “Os preços são definidos pela Bolsa de Chicago, mas a bolsa reflete muito o mercado americano. Os mercados regionais, como do Brasil, da Argentina e do Paraguai se adaptam à Bolsa de Chicago por meio dos prêmios pagos nos portos. Como há essa queda na procura pela soja americana, os prêmios nos portos brasileiros pela soja brasileira sobem”, explicou Pereira.

O secretário adjunto acrescentou que o efeito para o mercado de soja brasileiro pode ser positivo. “Semana passada, já havia informações que foram canceladas compras de 500 mil toneladas de soja americana. Significa que a soja americana vai custar 25% a mais para os chineses. Evidentemente isso provocou queda na Bolsa de Chicago, que reflete muito o produto americano. Mas, em compensação, os prêmios nos portos brasileiros subiram. Então, a taxação americana, com a queda em Chicago, afetou o Brasil, eu diria, até positivamente. A procura é para o produto brasileiro agora”.

Segundo a Conab, a produção de soja no Brasil pode chegar a 118,9 milhões de toneladas, com crescimento de 4,2% em relação à safra passada. Entre as culturas avaliadas, a soja registrou o maior volume de área semeada, com aumento de 33,9 milhões para 35,1 milhões de hectares.

Fonte: Agência Brasil

IBGE prevê recorde na produção de soja em 2018

A produção nacional de soja deve alcançar o recorde histórico de 116,3 milhões de toneladas em 2018. O resultado é 1,2% maior este ano do que o obtido em 2017, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de junho, divulgado nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A área colhida deve aumentar em 2,6%.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos agrícolas do País, responsáveis por 92,8% da estimativa da produção brasileira em 2018 e 87,0% da área a ser colhida.

Para o IBGE, a safra agrícola de 2018 deve totalizar 227,9 milhões de toneladas, uma queda de 5,3% em relação à produção de 2017 – o equivalente a 12,7 milhões de toneladas a menos. No ano passado, a safra somou 240,6 milhões de toneladas.

A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada também hoje, é mais otimista. O órgão prevê que a segunda maior safra da história chegue a 228,52 milhões de toneladas, com uma redução de 3,9% (9,2 milhões de toneladas) em relação à safra passada, que atingiu recorde de 237,7 milhões de toneladas.

Fonte: Estadão

Brasil poderá ter de importar soja com disputa entre EUA e China, diz Anec

Maior exportador de soja do mundo poderá ter de importar até 1 mi de toneladas do grão dos EUA até fim do ano para suprir demanda de processadores locais

São Paulo – O Brasil, maior exportador de soja do mundo, poderá ter de importar até 1 milhão de toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos até o fim deste ano para suprir a demanda de processadores locais, disse um executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) nesta quinta-feira.

Se a demanda da China por soja brasileira crescer em meio a uma guerra comercial com os Estados Unidos, processadores locais poderão ter de recorrer a importações dos EUA, disse Luis Barbieri, um membro do conselho da Anec.

“Esse é um dos momentos de maior incerteza na história recente do comércio de grãos”, disse ele.

Fonte: Reuters

Negócios com a soja no Brasil estão voltando aos poucos

Piso de preços da soja em Chicago pode estar próximo já que a partir de US$ 8,40/bushel produtores podem acionar o seguro nos EUA

Nesta quarta-feira (4), em função do feriado de 4 de julho nos Estados Unidos, o mercado se viu sem a referência da Bolsa de Chicago (CBOT) para a soja. Contudo, há uma melhora no mercado interno brasileiro, mesmo que pouco significativa no momento.

Luiz Fernando Gutierrez Roque, analista da Safras & Mercado, lembra que na sexta-feira (6) entra em vigor a tarifação dos produtos chineses, de forma que a retaliação para a soja americana pode ocorrer em sequência. Dessa forma, o mercado segue em compasso de espera.

Há um pessimismo crescendo em cima da questão comercial entre os Estados Unidos e a China que traz um mau humor no mercado mundial como um todo. O dólar ganha valor frente a outras moedas e o mercado espera por novidades – e a tendência é que elas não apareçam de fato.

Se a tarifação ocorrer, haverá um impacto sem precedentes para a soja norte-americana. A CBOT, por sua vez, tem um fundo histórico de US$8,40/bushel, já que, a partir desse valor, o Governo entra com subsídio para o produtor local. O último teste desse piso foi há dez anos.

Os brasileiros viram, neste momento, uma janela para as oportunidades. Os prêmios estão elevados na região portuária e as negociações ocorrem por volta dos R$90.

Por outro lado, a indefinição dos fretes atrapalha o mercado. O maior ritmo de negócios ocorre para os meses de setembro e outubro. Existe uma necessidade grande de deixar claro qual será o preço mínimo para a fluidez maior dos negócios.

Clique aqui para ouvir o podcast.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Noticias Agrícolas

FAO: preço dos principais produtos agrícolas e pecuários deve se manter baixo

São Paulo, 04 – O ritmo de crescimento da demanda global por alimentos e commodities agrícolas está se enfraquecendo, ao passo que o setor agrícola como um todo continua conquistando importantes e contínuos ganhos de produtividade. Como consequência, os preços dos principais produtos agrícolas e pecuários no mundo devem se manter em nível relativamente baixo na próxima década.

A avaliação é da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em relatório sobre as perspectivas entre 2018 e 2027, apresentado na noite de terça-feira, 3, em Paris.

A demanda nas principais economias emergentes é um dos fatores que mais pesam sobre o ritmo global, verificou o levantamento, com a estagnação do consumo de alimentos básicos. Nesse quesito, o destaque fica com a demanda da China, que dá sinais de desaceleração, após forte expansão na última década, sustentada pela melhora da renda. Outro fator que influência negativamente o apetite global por alimentos é o crescimento populacional mais moderado no mundo. O cenário, enquanto isso, não apresenta fontes alternativas para compensar o enfraquecimento da demanda.

O aumento da produção em 2017 foi verificado em praticamente todas as culturas, atingindo níveis recordes para a maioria dos grãos e cereais, carnes e lácteos. Ao mesmo tempo, os estoques acumularam patamares jamais vistos.

Na próxima década, a produção agrícola global deve ter um crescimento de 20%, ainda que regiões em desenvolvimento e com crescimento populacional maior devam puxar o ritmo para cima. É o caso de regiões como a África Subsaariana, Leste Asiático, Oriente Médio e o norte da África. Em contrapartida, o relatório aponta que o ritmo em regiões desenvolvidas, como na Europa Ocidental, deve ser “muito mais fraco”.

A desaceleração da demanda por carnes deve “colocar um freio na demanda por cereais e proteínas utilizadas em ração animal”, diz o relatório.

O comércio internacional, por sua vez, deverá sofrer o impacto da desaceleração. A projeção da FAO e da OCDE é de queda de cerca de 50% no ritmo de expansão das exportações na próxima década, em comparação ao verificado nos últimos dez anos.

Brasil

Muitas vezes tratado como ‘celeiro do mundo’, o Brasil continuará protagonista na produção e fornecimento de alimentos ao resto do mundo, aponta o levantamento.

No caso da soja, o País continuará dividindo a maior fatia do mercado com os Estados Unidos. O relatório prevê, ainda, que o milho brasileiro deve ganhar mercado. “As exportações de soja, outras sementes oleaginosas e de farelo de proteína seguirão dominadas pelas Américas. Os preços deverão aumentar ligeiramente em termos nominais ao longo do período de previsão, com ligeiros declínios em termos reais”, diz o documento.

Já no caso do açúcar, as projeções indicam que o crescimento da produção se dará “em ritmo mais lento do que na década anterior”. O Brasil continuará como o maior produtor global de açúcar, assim como deverá concentrar 45% das exportações globais. “A demanda por adoçantes calóricos deve crescer a um ritmo mais rápido do que outras commodities”, diz a FAO/OCDE.

O relatório aponta que os preços globais do biodiesel e do etanol deverão diminuir, respectivamente, 14% e 8% em termos reais na próxima década. “No entanto, a evolução dos mercados de etanol e biodiesel continuará sendo moldada pela definição de políticas e pela demanda por combustível para transporte, o que implica considerável incerteza nessas projeções”, pondera. O Brasil pode perder market share na próxima década, de 90% para 88%, em virtude do aumento da produção na Ásia.

No segmento de carnes, as entidades projetam crescimento de 15% da produção em 2027, em comparação com 2018. A alta do consumo de proteína animal deve ser liderada por países em desenvolvimento, com peso de 76% do crescimento.

“Consumidores em países em desenvolvimento devem aumentar e diversificar o consumo de carnes, buscando opções mais caras como carne bovina e de carneiro”, diz o relatório. Em 2027, as vendas internacionais de Brasil e Estados Unidos, os principais exportadores de proteína animal do mundo, devem corresponder a 45% do total.

Fonte: Estadão Conteúdo

Soja em Chicago nessa segunda-feira

A semana começa com estabilidade para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago. Os futuros da commodity subiam entre 1,25 e 2,25 pontos nos principais vencimentos, por volta de 8h10 (horário de Brasília), no pregão desta segunda-feira (2). Dessa forma, o contrato julho/18 tinha US$ 8,60 e o setembro era cotado a US$ 8,70 por bushel.

O mercado segue aguardando por novidades, especialmente em relação à guerra comercial entre chineses e a americanos, bem como se ajusta depois das baixas acumuladas de mais de 4% na última semana e de 16% em todo mês de junho na CBOT.

Além disso, os traders acabam de digerir também os últimos números de estoques trimestrais e área de plantio dos EUA divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última sexta-feira (30). E nesta segunda, esperam ainda pelos dados dos embarques semanais e das condições das lavouras americanas, as quais serão reportadas somente após o fechamento do mercado.

No cenário climático do Corn Belt, seguem mantidas as boas condições para o desenvolvimento das lavouras.

“O ponto principal é que as condições de umidade do solo na maior parte do Meio-Oeste estão favoráveis e ainda leva algumas semanas para que algumas regiões sequem o suficiente para causar algum stress muito sério. Enquanto isso, no meio tempo, as últimas previsões seguem mostrando uma condição ainda um tanto incerta sobre as variações de temperaturas e chuvas, mas ainda sem indicar um cenário de muito stress até o final do verão”, diz um boletim do instituto internacional World Weather Inc.

Fonte: Notícias Agrícolas

Mercado da soja em Mato Grosso espera posições concretas do preço do frete, aponta instituto

O mercado de soja no Estado vem passando por um momento distinto nas últimas semanas. Além dos agentes estarem afastados do mercado, os principais indicadores que compõem o preço da soja se encontram em momentos divergentes. O contrato corrente da CME transita em baixa, na última quinta-feira alcançou US$ 8,81/bu. A última vez em que esteve nesse nível foi no terceiro trimestre de 2015. Um dos principais fatores que justificam essa desvalorização é a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China.

Por outro lado, o prêmio corrente pago nos portos brasileiros vem se recuperando, e se encontra em valorização. Já o dólar caminha de maneira volátil e tem favorecido as commodities, mas muitas incertezas ainda pairam, como as próximas eleições. Todavia, o maior entrave neste momento é o transporte rodoviário, que travou o mercado de soja, e começa a gerar questionamentos quanto à estocagem do milho no Estado.

Veja a notícia na íntegra no site do Só Notícias

Fonte: Notícias Agrícolas

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721