USDA: produção brasileira de soja deve alcançar 112 milhões de toneladas

Washington, 8/2 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou nesta quinta-feira, 8, sua estimativa para a produção brasileira de soja na temporada 2017/18. Em seu relatório mensal de oferta e demanda, o USDA projetou a safra em 112 milhões de toneladas. Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam um número menor, de 111,4 milhões de toneladas. No relatório de janeiro, o governo dos EUA tinha estimado a produção em 110 milhões de toneladas.

A previsão para a safra de soja da Argentina foi reduzida de 56 milhões para 54 milhões de toneladas, por causa do clima quente e seco em áreas de cultivo do país. A nova estimativa, no entanto, ficou levemente acima da expectativa de analistas, de 53,8 milhões de toneladas.

Quanto ao milho, o USDA reduziu sua estimativa para a produção argentina de 42 milhões para 39 milhões de toneladas. Analistas projetavam um corte menor, para 40,5 milhões de toneladas. Já a previsão para a safra de milho do Brasil foi mantida em 95 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava uma redução para 93,5 milhões de toneladas. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: Estadão Conteúdo

Conab eleva previsão de safra de soja 2017/18 do Brasil

A safra de soja do Brasil 2017/18 foi estimada nesta quinta-feira entre 108,6 milhões e 106,4 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que elevou ligeiramente sua estimativa na comparação com a previsão divulgada em outubro.

No mês passado, na sua primeira estimativa para a safra, a Conab havia previsto um intervalo entre 108,2 milhões e 106 milhões de toneladas para a soja.

 Mas produção do maior exportador global da oleaginosa deverá recuar ante a temporada passada, quando somou um recorde de cerca de 114 milhões de toneladas, com produtividades muito boas beneficiadas pelo clima favorável.

O aumento da previsão para a safra 2017/18 ocorre diante de uma expectativa de plantio maior, que está em desenvolvimento.

Agora a Conab prevê uma área de 34,6 milhões a 35,3 milhões de hectares de soja, ante 34,5-35,2 milhões na previsão de outubro.

Na melhor das hipóteses, o plantio pode crescer 4,1 por cento ante a temporada passada, mas ainda assim a produção seria menor, pois a Conab prevê um recuo de 8,6 por cento na produtividade média na comparação com a temporada passada, quando o rendimento por hectare atingiu níveis históricos de 3,364 toneladas/hectare, devido ao ótimo clima.

Com uma irregularidade climática em alguns Estados para o plantio em 2017/18, os trabalhos estão atrasados em algumas áreas.

A Conab também prevê uma safra menor de milho ante a temporada passada.

No levantamento divulgado nesta quinta-feira, a estatal estimou a produção total em 17/18 entre 93,05 milhões e 91,6 milhões de toneladas, ante 93,6-92,2 milhões na previsão anterior.

No ciclo passado, o Brasil colheu um recorde de 97,8 milhões de toneladas.

A soja e o milho respondem pela maior parte da produção brasileira de grãos e oleaginosas, que foi estimada entre 227,5 milhões e 223,3 milhões de toneladas, ante 238 milhões na safra passada.

EXPORTAÇÃO

As exportações de soja do Brasil em 2017/18 foram estimadas em 64 milhões de toneladas, ante um recorde de 65 milhões esperado para o ciclo anterior.

Já os embarques de milho em 2017/18 foram projetados pela Conab em 30 milhões de toneladas, estáveis ante 2016/17 –o Brasil é o segundo exportador global do cereal.

Fonte: Reuters

Argentina deve terminar o ano com estoque recorde de soja

De acordo com a Bolsa de Comércio de Rosario (BCR), a Argentina terminará este ano com um estoque de 16 milhões de toneladas, o que marca uma máxima histórica, o mesmo que está ocorrendo em outros países produtores, como os Estados Unidos e o Brasil.

Patricia Bergero e Emilce Terré, economistas da BCR que elaboraram o boletim, destacam que a oferta da Argentina não encontra condições de oferta atrativas para realizar suas vendas, ao mesmo tempo em que há uma possibilidade limitada de melhora na demanda devido às margens mais ajustadas com as quais se trabalha.

No total, a BCR calcula que a colheita de soja 2016/17 foi de 57,3 milhões de toneladas. O estoque da safra anterior foi de 11,1 milhões de toneladas, além de mais 1,8 milhão de toneladas de importações temporárias. Isso significa uma oferta total de 70,2 milhões de toneladas, 2,4 milhões a mais do que no ano anterior e o segundo maior registro da história, atrás dos 72,1 milhões de toneladas do ciclo 2014/15.

Mas essa oferta maior não estaria acompanhando uma demanda em alta, somente o contrário:, processamento para a elaboração de farelo e óleo deve cair, o que leva a absorção interna a alcançar os níveis de 47,1 milhões de toneladas, 500 mil abaixo da safra anterior.

A este fator soma-se também o fato de que a exportação de soja em grão deve cair, passando de 9 milhões de toneladas no ano passado para 72, milhões de toneladas.

Por estes motivos, seria utilizado um total de 54,3 milhões de toneladas no país, dois milhões a menos do que na safra anterior. Assim, o saldo final seria de 15,9 milhões de toneladas, 43% a mais do que há um ano e um máximo histórico para a Argentina.

Fonte: Notícias Agrícolas – tradução: Izadora Pimenta

Safra de girassol deve ser boa no Sudoeste de São Paulo

Lavouras encantam pela beleza, mas o que mais interessa ao produtor é a qualidade das sementes.

A plantação de girassóis impressiona pela beleza. Em Quadra (SP), a lavoura da família de Gentil Antônio de Oliveira tem 60 hectares e as flores estão bem formadas. O plantio foi há três meses e o clima ajudou.

Fernanda de Oliveira, filha de Gentil, diz que o girassol foi escolhido como opção de rotação de cultura por ser uma planta rústica que não depende de tanta chuva, além de ter boa produtividade e do plantio não ser caro.

O visual encanta, mas o lucro não sai das flores e, sim, das sementes, que precisam estar maduras na época da colheita. A previsão da família é colher quase duas toneladas por hectare. A produção vai para a indústria e o restante vira adubo para a próxima safra de milho.

Eziquiel Américo produz girassol em 100 hectares, também em Quadra. As sementes vão para uma beneficiadora administrada por ele. O negócio surgiu para evitar a participação de atravessadores. Atualmente, a produção é vendida direto para as grandes indústrias, principalmente as de ração para pássaros.

Os produtores só sabem o valor que será pago pela semente depois da colheita, em meados de setembro. No ano passado, o quilo saiu por R$ 2,10.

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Fonte: TV Tem 

Se confirmadas as chuvas nos próximos sete dias, as lavouras de soja nos EUA se salvam e garantem produtividade de 115 mi/t

Produção entre 115 e 116 milhões de toneladas é compatível com preços entre US$ 9,50 e US$ 10,00/bushel em Chicago. Até que demanda volte ao foco do mercado

A quarta-feira (2) foi um dia positivo para o mercado da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), com alta de 5 a 7 pontos nos principais vencimentos – recuperando um pouco dos quase 40 pontos de queda do dia anterior.

Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, destaca que o mercado ontem “deu um susto maior do que deveria”, já que o leve aumento da qualidade das lavouras divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não tinha força suficiente para a queda expressiva das cotações.

Por isso, mesmo com chuvas e temperaturas mais amenas, o mercado foi técnico e corrigiu para cima, sinalizando que a linha da queda também não é muito grande. A nova janela fica entre RS$9,50/bushel a US$10/bushel, como aponta o analista.

Mudando o índice de lavouras em boa condição, que são 59%, a “cara da produção” também muda em território norte-americano. Hoje, é possível estimar uma safra de 113 a 114 milhões de toneladas, patamares próximos às 115 milhões de toneladas estimadas pelo USDA.

A importação chinesa cresce para 2018 e as demandas brasileira e norte-americana devem crescer. No ano que vem, a soja irá entrar na mistura do biodiesel no Brasil, demandando cerca de 4 milhões de toneladas. Assim, tendo a definição da oferta, a demanda deve voltar a dar o rumo dos preços.

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Fonte: Notícias Agrícolas

Safra 2017/18 de soja do Brasil pode cair para 110,6 mi t, diz Ministério

A produção de soja em grão pelo Brasil na safra 2017/18 deverá totalizar 110,66 milhões de toneladas, queda de 2 por cento em relação a 2016/17, projetou o Ministério da Agricultura nesta sexta-feira (21), em boletim que traça perspectivas também para os próximos dez anos.

De acordo com a pasta, o ciclo 2017/18, cujo plantio se dá no segundo semestre, tem como limite superior de estimativa 121,50 milhões de toneladas, o que representaria, neste caso, aumento de 7,5 por cento em relação ao registrado no anterior, quando as produtividades foram excelentes.

Para o longo prazo, o Ministério diz que o Brasil poderá colher até 175,28 milhões de toneladas em 2026/27, com a área passando de quase 34 milhões de hectares atualmente para mais de 54 milhões de hectares daqui dez anos, no cenário mais otimista.

“Estima-se que a expansão de área deve ocorrer em áreas de grande potencial produtivo, como as áreas de cerrados compreendidas na região que atualmente é chamada de Matopiba, por compreender terras situadas nos Estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia”, informa o Ministério.

Em relação ao milho, a pasta prevê que a produção total (primeira e segunda safras) em 2017/18 seja de 95,42 milhões de toneladas, podendo chegar a um máximo de 113,91 milhões de toneladas, ante 96 milhões de toneladas esperadas para 2016/17 na última estimativa da Conab.

Em 10 anos, a produção do grão pode alcançar até 177,23 milhões de toneladas (limite superior das projeções), com a área plantada passando de 17,2 milhões para até 24,1 milhões de hectares.

Compreendendo-se todos os grãos, para 2026/17, a safra nacional de grãos está estimada pelo ministério em 288,17 milhões de toneladas, alta de mais de 50 milhões de toneladas ante os volumes atuais, podendo atingir 343,81 milhões de toneladas na projeção mais otimista.

Paralelamente, a área plantada com grãos em dez anos deve passar dos atuais 60,36 milhões de hectares para 70,82 milhões de hectares –o limite superior, neste caso, é de 85,84 milhões de hectares.

Fonte: Reuters

Valor da produção agropecuária de 2017, de R$ 546,3 bi, é o maior dos últimos 27 anos

Número divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa é 5,3% superior ao de 2016

A estimativa do valor bruto da produção agropecuária (VBP) de 2017, de R$ 546,3 bilhões, é o maior dos últimos 27 anos. O montante é 5,3% superior ao de 2016, de R$ 519 bilhões. Esse resultado reflete a elevada safra de grãos prevista para esta temporada, conforme anúncio feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  O VPB – estimado com base nas informações de maio – foi divulgado, nesta terça-feira (13), pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Além da safra de 234,3 milhões de toneladas estimada pela Conab, o aumento da produtividade, da ordem de 21%, é outro fator relevante no incremento do VBP deste ano. As lavouras devem ter aumento de 11,3% em valor, totalizando R$ 376,3 bilhões. A pecuária deve ter queda de 6%, ficando em R$ 170 bilhões.  O valor bruto das principais lavouras, estimado para este ano, representa 69% e a pecuária, 31%.

De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises do Mapa, José Garcia Gasques, a maior parte das lavouras tem apresentado desempenho melhor do que em 2016. Preços e maior produção são os principais responsáveis por isso.

Produtos agrícolas

Numa lista de produtos agrícolas, o algodão apresenta acréscimo do VBP de 70,7%; cana-de-açúcar de 51,4%, mandioca de 76,2%, milho de 25,7% e uva de 41,1%. Com crescimento menor, mas também expressivo, destacam-se o amendoim (29,4%), arroz (12,1%), laranja (21,7%), soja (2,7%), pimenta do reino (10%) e tomate (6,3%). Na pecuária, tiveram aumento em valor a carne suína (10,5%) e leite (2,8%).

Apresentam decréscimo em valor, em relação a 2016, os seguintes produtos: banana (-16%), batata-inglesa (-61,3%), cacau (-15,5%), café (-11,4%), cebola (-44,9%), feijão (-20,7%), mamona (-44,6%), trigo (-29,7%), maçã (-17,5%). Na pecuária, estão sendo observadas reduções de valores da produção na carne bovina (- 5,4%), carne de frango (-11,1%) e ovos (- 23,6%).

Os resultados regionais mostram, a exemplo de meses anteriores, que o maior VBP é alcançado no Sul (R$ 145,3 bilhões), seguido do Centro-Oeste (R$142,4 bilhões), Sudeste (R$ 139,1bilhões), Nordeste (R$ 51,2 bilhões) e Norte (R$ 33,1 bilhões). São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul ocupam as cinco primeiras posições no ranking por estados e respondem por 59% do valor total.

Veja os números do VBP nacional e regional.

Confira o endereço do VBP no portal do Mapa.

Fonte: Agricultura.gov

Produtores de soja de MT avaliam como improvável aumento de plantio em 2017/18

CUIABÁ (Reuters) – Produtores de soja de Mato Grosso, maior Estado produtor da oleaginosa no Brasil, provavelmente não aumentarão a área de plantio na safra 2017/18, disseram representantes do setor em Cuiabá nesta quinta-feira (04), citando incertezas relacionadas aos preços do grão, o principal produto de exportação do país.

O Mato Grosso responde por quase 30 por cento da produção brasileira de soja, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em cerca de 110 milhões de toneladas.

“Nos atuais preços, produtores não estão sendo compensados. Se eu pudesse tomar a decisão sobre plantar agora, eu não teria plantado soja”, disse o produtor Marcos da Rosa, nesta quinta-feira, durante conferência.

Mais cedo nesta semana, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) começou a questionar produtores sobre suas intenções de plantio.

Clique aqui e continue lendo.

Fonte: Reuters publicado no Portal UOL

Exportações do complexo soja crescem 2,59% em volume e 16,6% em receita

País ampliou o volume exportado ante 2016 em março, mas não tanto quanto se esperava, em virtude da estagnação do mercado físico

As exportações brasileiras do complexo soja somaram 10,239 milhões de toneladas em março, com receita de US$ 4,044 bilhões. Em relação a igual período de 2016, o aumento foi de 2,59% em volume e 16,6% em receita. Já ante fevereiro, houve incremento de 138,3% em volume e 137,2% em receita. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3/4) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

A colheita de soja começou mais cedo no Brasil em relação ao ano passado, e o País ampliou o volume exportado ante 2016 em março, mas não tanto quanto se esperava, em virtude da estagnação do mercado físico.No acumulado do ano, as exportações do complexo somam 16,909 milhões de toneladas e US$ 6,707 bilhões.

 Nos três primeiros meses de 2016, o Brasil havia embarcado 14,547 milhões de toneladas e US$ 5,108 bilhões.As exportações de soja em grão somaram 8,979 milhões de toneladas em março. Na comparação com igual período de 2016, quando foram embarcadas 8,374 milhões de toneladas, o aumento chegou a 7,2%. A receita com as vendas externas do grão atingiu US$ 3,534 bilhões, incremento de 20,8% em relação a março do ano passado (US$ 2,924 bilhões).Na comparação com fevereiro, as exportações aumentaram 155,9% em volume e 151,7% em receita. O preço médio do produto exportado foi de US$ 393,6/tonelada, ante US$ 400,1/t em fevereiro e US$ 349,3/t em março do ano passado.No farelo de soja, o volume exportado somou 1,158 milhão de toneladas em março, queda de 22,6% em relação a igual período de 2016, quando o Brasil enviou ao exterior 1,496 milhão de toneladas. Ante fevereiro, o aumento foi de 62,9%.

A receita de exportação em março totalizou US$ 434,2 milhões. O valor significa queda de 7,7% em relação aos US$ 470,6 milhões obtidos em igual período de 2016. Em relação ao mês passado, houve aumento de 80,6%.Já de óleo de soja, as exportações em março somaram 101.600 toneladas, recuo de 7,4% em relação a igual mês de 2016, quando os embarques haviam somado 109.700 toneladas. Em relação a fevereiro, o incremento foi de 34,4%. A receita referente às vendas externas somou US$ 76,6 milhões em março. O aumento foi de 4,5% ante igual período do ano passado, quando os recursos obtidos com a exportação haviam totalizado US$ 73,3 milhões. Na comparação com fevereiro, houve crescimento de 26,8%.

Fonte: Estadão Conteúdo – publicado na Revista Globo Rural

Rally da Safra destaca produtividade da soja

Clima favorável e tecnologia resultaram em safra recorde este ano e em melhora no desempenho das lavouras

A combinação de boas condições climáticas com o uso intensivo de tecnologia criou o cenário ideal para o desenvolvimento da maior safra de soja já registrada no Brasil. O Rally da Safra 2017, principal expedição para monitoramento da safra de grãos no Brasil, aponta que a produção de soja deverá alcançar 113,3 milhões de toneladas, volume 18% superior ao registrado na safra passada, de 96,3 milhões de toneladas. A área plantada mostrou aumento de 2%, saindo de 33,3 milhões de hectares para 33,9 milhões de hectares.

E o que mais chamou a atenção dos técnicos do Rally foi a produtividade recorde de 55,8 sacas por hectare – contra 48,2 sacas por hectare na safra passada – consolidando os indícios apresentados no campo na edição do ano passado. “Na época, o clima não permitiu que as lavouras atingissem todo seu potencial produtivo. Este ano, as chuvas ocorreram mais cedo e foram constantes durante toda a safra, e os produtores aproveitaram para plantar cedo e colher sem atropelos na maioria dos Estados”, diz André Pessôa, coordenador geral do Rally da Safra e diretor da Agroconsult, organizadora da expedição.

Além do clima, os técnicos do Rally detectaram em campo sinais claros de boa nutrição das plantas, como reflexo da relação de troca de insumos bastante favorável ocorrida no ano passado, quando foram adquiridos os fertilizantes utilizados nas lavouras; baixa incidência de pragas e doenças, que também pode ser associada à melhoria significativa das práticas de controle fitossanitário; e ampliação significativa da presença de materiais genéticos altamente produtivos, como as variedades Intacta, RR e mesmo as convencionais.

“A consolidação da Intacta como principal tecnologia em soja, ultrapassando mais da metade da área plantada, reduziu a pressão de lagarta inclusive nas lavouras que não usaram essa tecnologia”, afirma Pessôa. Já a baixa pressão de ferrugem foi reflexo das condições climáticas e da melhoria significativa dos níveis de manejo, com clara eficiência dos fungicidas.

Outro fator que chamou a atenção durante a safra foi o bom andamento da colheita em quase todas as regiões, exceto durante um período muito chuvoso no Oeste e Norte do Mato Grosso no final do mês de janeiro. Isso ocorreu mesmo diante de uma safra tão grande, devido à adequada disponibilidade de colheitadeiras, fruto dos investimentos dos últimos anos.

A logística também foi um fator positivo na safra 2016/17 de soja, pois, mesmo com a colheita acontecendo mais cedo este ano, os meses de janeiro, fevereiro e março registraram volumes recordes de exportação sem que houvesse episódio de gargalo generalizado, com exceção de uma semana de interdição da BR 163 em direção ao porto de Miritituba.

Outro ponto de destaque para o desempenho de produtividade foi o peso de grãos registrado em todas as regiões, resultante do clima adequado, sobretudo a predominância de dias quentes com noites mais amenas, aliado ao uso de tecnologia. Diversos Estados estão batendo recordes de produção, sendo que três atingiram, pela primeira vez, a média de 60 sacas por hectare – Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Além desses, há recordes no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Ponto marcante desta safra, mesmo sem registro de recordes, foram os Estados que integram o Matopiba, que registraram maior recuperação diante da forte quebra de produtividade do ano passado. No Maranhão, a produtividade aumentou 91%; na Bahia, 50%; Piauí, 157%; e Tocantins com 61%. “Houve seca no início de janeiro, mas com o retorno das chuvas em fevereiro, as produtividades foram recuperadas e esses Estados mostraram uma safra dentro dos padrões normais. Parte do Oeste baiano teve escassez de chuvas em março e em razão disso as produtividades serão ainda satisfatórias”, complementa o coordenador do Rally.

A colheita antecipada permitiu a boa implantação da safrinha de milho até a segunda quinzena de fevereiro no Mato Grosso e em Goiás, o que oferece perspectiva positiva para a cultura, com aumento da chance de maior produtividade. “Essa é uma safra espetacular de soja, que confirma a expectativa dos técnicos nos dois últimos rallies de que haveria mudança no patamar de produtividade das lavouras brasileiras”, conclui Pessôa.

Etapa Safrinha – Após percorrer os principais Estados produtores de soja entre janeiro e março, com oito equipes, a expedição voltará a campo no mês de maio para avaliar o milho segunda safra. Três equipes técnicas vão verificar as condições das lavouras do cereal. Entre os dias 08 e 26 de maio os técnicos estarão no Mato Grosso, em Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Ao todo, durante o Rally da Safra 2017, 11 equipes vão rodar um total aproximado de 95 mil quilômetros.

Fonte: Assessoria

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