Pesquisador estuda uso de tucumã como aditivo para o biodiesel

O professor do Instituto Federal de Roraima (IFRR) Guilherme Turcatel falou sobre seu trabalho como coordenador do projeto de estudo de aditivos do biodiesel, especificamente sobre o uso da fruta tucumã.

De acordo com o professor, esse tipo de palmeira tem o extrativismo feito pela população local, principalmente na região sul de Roraima e no Amazonas. Ainda não há cultura destas parreiras, mas existem naturalmente em grande quantidade, permitindo a colheita e o aproveitamento da edição no biocombustível.

“Uma das especificações da Agência Nacional do Petróleo é manter a qualidade do biocombustível. Como a quantidade adicionada desse extrato é muito baixa, ela não vai alterar na parte da queima e vai aumentar a durabilidade do biocombustível”, esclarece o professor.

Ele explica ainda que a pesquisa com o tucumã já foi finalizada e agora resta terminar algumas análises para elaborar a publicação científica. Existem também estudos ainda em fase inicial com mais três palmeiras. O professor calcula que a utilização do aditivo do tucumã no biocombustível possa gerar uma economia entre 20% e 40% às empresas do ramo.

Fonte: Brasil Rural (clique no link para ouvir a entrevista do pesquisador)

OIT prevê que 24 milhões de empregos serão criados na economia verde no mundo até 2030

Ao menos 24 milhões de novos postos de trabalho serão criados no mundo até 2030 se as políticas certas para promover uma economia verde forem implementadas, afirma um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado na última segunda-feira (14).

De acordo com a publicação “Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo 2018: Greening with Jobs”, a ação para limitar o aquecimento global a dois graus Celsius resultará na criação de empregos muito maior do que o necessário para compensar as perdas de 6 milhões de postos de trabalho em outros setores.
Novos empregos serão criados com a adoção de práticas sustentáveis no setor de energia, promovendo o uso de veículos elétricos e melhorando a eficiência energética dos edifícios.
Os serviços de ecossistemas — incluindo purificação do ar e da água, renovação e fertilização do solo, controle de pragas, polinização e proteção contra condições climáticas extremas — sustentam, entre outros, atividades agrícolas, pesqueiras, florestais e turísticas que empregam 1,2 bilhão de trabalhadores.
No entanto, os aumentos de temperatura projetados farão com que o estresse térmico, particularmente na agricultura, seja mais comum. Isso pode levar a várias condições médicas, incluindo exaustão e derrame. O relatório calcula que o estresse térmico causará uma perda global de 2% nas horas trabalhadas até 2030 devido a doenças.
“As conclusões do nosso relatório reforçam o fato de que os empregos dependem fortemente de um ambiente saudável e dos serviços que ele fornece. A economia verde pode permitir que milhões de pessoas superem a pobreza, além de proporcionar condições de vida melhores para a atual geração e também para futuras. Esta é uma mensagem de oportunidade muito positiva em um mundo de escolhas complexas”, disse a diretora-geral adjunta da OIT, Deborah Greenfield.
No nível regional, haverá criação líquida de cerca de 3 milhões de empregos nas Américas, 14 milhões na Ásia e no Pacífico e 2 milhões na Europa, graças a medidas tomadas na produção e no uso de energia.
Em contraste, pode haver perdas líquidas de empregos no Oriente Médio (-0,48%) e na África (-0,04%) se as tendências atuais continuarem, devido à dependência dessas regiões de combustíveis fósseis e mineração, respectivamente.
O relatório pede aos países que tomem medidas urgentes para treinar os trabalhadores nas habilidades necessárias para a transição para uma economia mais verde, além de lhes oferecer uma proteção social que facilite a transição para novos empregos, contribua para prevenir a pobreza e reduza a vulnerabilidade das famílias e comunidades.
“Mudanças de políticas nessas regiões poderiam compensar as perdas de empregos antecipadas ou seu impacto negativo. Os países de renda baixa e média ainda precisam de apoio para desenvolver a coleta de dados e adotar e financiar estratégias para uma transição justa para uma economia e sociedade ambientalmente sustentáveis, que incluam todas as pessoas de todos os grupos da sociedade”, declarou a principal autora do estudo, Catherine Saget.

Outras descobertas importantes

De acordo com o estudo, a maioria dos setores da economia global se beneficiará da criação líquida de empregos — dos 163 setores econômicos analisados, apenas 14 perderão mais de 10 mil empregos em todo o mundo. Apenas dois setores, extração e refino de petróleo, apresentam perdas de 1 milhão ou mais de empregos.
A pesquisa mostrou ainda que 2,5 milhões de postos de trabalho serão criados no setor de energia renovável, compensando cerca de 400 mil empregos perdidos na geração de eletricidade baseada em combustíveis fósseis.
Além disso, 6 milhões de empregos podem ser criados através da transição para uma “economia circular”, que inclui atividades como reciclagem, reparos, aluguel e remanufatura — substituindo o modelo econômico tradicional de “extração, fabricação, uso e descarte”.

Não haverá ganho sem políticas apropriadas

Embora as medidas para lidar com as mudanças climáticas possam resultar em perdas de empregos no curto prazo em alguns casos, seu impacto negativo pode ser reduzido por meio de políticas apropriadas.
O relatório pede sinergias entre a proteção social e as políticas ambientais que apoiam os rendimentos dos trabalhadores e a transição para uma economia mais verde. Uma combinação de políticas que inclua transferências de renda, seguros sociais mais fortes e limites no uso de combustíveis fósseis levaria a um crescimento econômico mais rápido, maior geração de empregos e uma distribuição de renda mais justa, bem como menores emissões de gases de efeito estufa.
Os países devem tomar medidas urgentes para antecipar as habilidades necessárias para a transição para economias mais verdes e oferecer novos programas de treinamento.
A transição para sistemas agrícolas mais sustentáveis poderia criar empregos em fazendas orgânicas de médio e grande porte, além de permitir que os pequenos proprietários diversifiquem suas fontes de renda, especialmente se os agricultores tiverem as habilidades certas.
O relatório também mostra que leis, regulamentos e políticas ambientais que incluem questões trabalhistas oferecem um meio poderoso para promover a Agenda do Trabalho Decente da OIT e os objetivos ambientais.
“O diálogo social, que permite aos empregadores e aos trabalhadores participar do processo de tomada de decisão política junto com os governos, desempenha um papel fundamental na conciliação dos objetivos sociais e econômicos com as preocupações ambientais. Há casos em que esse diálogo não só ajudou a reduzir o impacto ambiental das políticas, como também evitou um impacto negativo no emprego ou nas condições de trabalho”, conclui Saget.
Fonte: ONU

ONU e parceiros lançam estudo sobre progressos no setor de energia

Novo estudo mede avanços no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 7, que avalia temas como fontes renováveis e acesso a eletricidade.

 

Um relatório lançado por Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde (OMS), a Divisão de Estatística das Nações Unidas e outros parceiros mostra o quanto falta para cumprir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 7, relacionado à energia.

A boa notícia do estudo, apresentado em Lisboa, no início de maio, é que algumas áreas estão fazendo progressos reais. Duas delas são a expansão do acesso a eletricidade e o aumento de eficiência energética na indústria.

África

documento analisa as quatro principais áreas do Objetivo, ou ODS, 7: acesso a eletricidade, combustíveis limpos para cozinhar, eficiência energética e energia renovável.

O número de pessoas que têm acesso a eletricidade aumentou a partir de 2010, mas precisa evoluir mais rapidamente para alcançar a universalização. Hoje, 1 bilhão de pessoas vivem sem esse serviço. E, se o ritmo atual de crescimento continuar, 674 milhões ainda estarão no escuro em 2030.

Na África, pela primeira vez, o acesso está crescendo mais depressa do que a população. Nesse quesito, destacam-se Etiópia, Quênia e Tanzânia, que aumentaram os níveis de acesso em pelo menos 3% ao ano entre 2010 e 2016.

Biomassa

Já o país que mais aumentou o acesso em números absolutos fica fora da África. Trata-se da Índia, que forneceu eletricidade a 30 milhões de pessoas nesse período.

O indicador com menos melhorias foi o de uso de combustíveis limpos para cozinhar, algo que traz impactos importantes para a saúde.

Três bilhões de pessoas, ou mais de 40% da população global, ainda preparam seus alimentos em fogões precários abastecidos com lenha e outros tipos de biomassa. O número deve cair para 2,3 bilhões se a atual trajetória de acesso se mantiver.

Índia, Paquistão, Indonésia e Vietnã são os países que mais avançaram nesse aspecto, mas resta muito a ser feito. Segundo o relatório, é preciso melhorar a tecnologia dos fogões limpos e dar aos consumidores pobres condições de adquiri-los.

Utilização

No quesito eficiência energética, um dado chama a atenção: de 2010 a 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) global aumentou quase duas vezes mais do que o abastecimento de energia primária. Isso mostra uma dissociação entre crescimento econômico e utilização de energia.

A indústria puxou esse avanço, o que é muito importante, pois se trata do setor com maior consumo de energia em nível mundial. Já o progresso em setores como o de transportes, em particular o de frete, foi bem mais modesto.

Finalmente, o novo estudo discute o tema das fontes renováveis, que correspondem a 17,5% da utilização de energia global.

Brasil

O maior progresso se deu no setor de eletricidade. Agora, falta aumentar o uso de energias renováveis para transporte e aquecimento. Ambos os setores respondem por 80% do consumo em todo o mundo.

Nesse indicador, o Brasil se destacou nos últimos anos. Foi o único país, entre os 20 maiores consumidores de energia, que ultrapassou consideravelmente a média global do uso de renováveis em todas as utilizações: eletricidade, transportes e aquecimento.

(Apresentação: Mariana Ceratti, do Banco Mundial em Washington, para a ONU News)

Fonte: ONU

Energia solar tem expansão duas vezes maior que combustível fóssil em 2017

Projetos de energia solar na China dominaram a expansão global da capacidade de geração renovável no ano passado, que somou 157 gigawatts em novas usinas ao redor do mundo, mais que o dobro do crescimento dos combustíveis fósseis, mostrou um relatório apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (05/04).

No total, um recorde de 98 gigawatts em capacidade solar foi adicionado ao redor do mundo em 2017, com a China contribuindo com mais de metade disso, ou 53 gigawatts, segundo o estudo da ONU, da Frankfurt School-UNEP Collaborating Centre e da Bloomberg New Energy Finance.

A expansão da energia renovável, incluindo também usinas eólicas, movidas a biocombustíveis e geração geotérmica, ultrapassou os 70 gigawatts em capacidade líquida adicionada em novos empreendimentos com combustíveis fósseis em 2017, segundo o levantamento.

“Nós estamos em um ponto de virada… dos combustíveis fósseis para o mundo renovável”, disse o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, à Reuters. “Os mercados estão aí e as renováveis podem competir com o carvão, elas podem competir com petróleo e gás.”

Os combustíveis fósseis, no entanto, ainda dominam a capacidade existente de geração. Usinas solares, eólicas, de biomassa e outras renováveis geraram 12,1 por cento da eletricidade do mundo em 2017, ante 5,2 por cento há uma década.

Os investimentos globais em renováveis subiram em 2 por cento frente ao ano anterior, para 279,8 bilhões de dólares em 2017, sendo que a China dominou os aportes, com 126,6 bilhões de dólares. O valor é um recorde histórico e 45 por cento do total global.

“Custos muito menores… são o principal fator de investimentos em energia solar ao redor do mundo”, disse à Reuters o editor chefe da Bloomberg New Energy Finance, Angus McCrone, autor do relatório.

A energia solar na China tem se beneficiado ainda de políticas para apoiar a indústria, reduzir a poluição do ar e desacelerar a mudança climática, adicionou ele.

Segundo o estudo, o custo de geração solar em grandes usinas fotovoltaicas caiu em 15 por cento no ano passado, para 86 dólares por megawatt-hora.

Fonte: Reuters

Brasil renovável: País é destaque mundial em energia limpa

Dentro do contexto global, o Brasil permanece um dos destaques na geração de energia de fontes renováveis, isto é, aquelas matrizes energéticas com baixo impacto ao meio-ambiente. Estamos na frente de muitos países em se tratando de eficiência energética sustentável.

Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), o Brasil é o terceiro maior gerador de energias renováveis – que são aquelas que não liberam resíduos ou gases poluentes na atmosfera – assim como o terceiro maior produtor de energia hidrelétrica em relação ao mundo. “O Brasil dispõe de uma matriz elétrica de origem predominantemente renovável, com destaque para a geração hidráulica que responde por 68,1% da oferta interna”, diz balanço da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Como consequência dessa predominância, em especial à energia vinda das águas, houve uma redução de 28,1% na emissão de gases estufa na passagem de 2015 para 2016. “O Brasil permanece como líder entre os países com maior participação de fontes renováveis em sua matriz e, consequentemente, baixos níveis de emissões”, aponta o documento.

Energia eólica

Esses esforços para diversificar ainda mais a nossa matriz energética e torná-la mais limpa é evidenciada pelo crescimento destaque da energia eólica no Brasil. Levantamento da Global Wind Energy Council (GWEC) mostra que o País é o oitavo maior produtor mundial de energia proveniente dos ventos. Hoje, há mais de 500 usinas eólicas em funcionamento.

Energia mais barata

Não só as energias renováveis são vantajosas para o meio-ambiente, como elas são mais baratas para o consumidor. Um exemplo disso é o sistema de bandeiras implementado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Quando há escassez de chuvas, e tempos de estiagem, é necessário que as usinas termelétricas sejam acionadas para manter o fornecimento de energia elétrica no País. No entanto, além de mais poluentes, essas usinas são mais custosas para funcionar, fazendo com que a bandeira vermelha seja acionada, acarretando um custo extra nas tarifas de energia.

Biocombustíveis

O Brasil não só é destaque em produção de energia limpa, como também em biocombustíveis. Influenciado principalmente pelo etanol, o Brasil é o segundo maior produtor de biocombustíveis do mundo, segundo dados do portal global de estatística, Statista. Em 2016, tivemos uma produção de 18,5 milhões de toneladas de barris de petróleo equivalente.

Esse panorama só tende a melhorar. Para incentivar a produção de biocombustíveis e cumprir com o Acordo de Paris, o governo sancionou a lei que cria o RenovaBio, um novo marco regulatório para os biocombustíveis.

Fonte: Portal Brasil

Energias solar e eólica poderiam abastecer até 80% dos EUA

Apesar do vasto potencial do país para investir em fontes mais limpas, a atual administração talvez seja o maior empecilho para o avanço do setor

No ano passado, 18% de toda energia gerada nos Estados Unidos partiu de fontes renováveis, como solar, eólica e hidroelétrica. Há espaço para muito mais.

Segundo um novo estudo da Universidade da Califórnia em Irvine, a potência mundial poderia suprir até 80% de sua demanda a partir da energia solar e eólica de maneira confiável.

A pesquisa, publicada no periódico Energy and Environmental Science, avaliou as condições geofísicas do país para geração a partir dessas fontes.

Para atingir a taxa de 80% seriam necessários uma rede de transmissão em escala continental e sistemas de armazenamento para compensar as mudanças sazonais desses dois recursos, já que o sol  se põe e o vento nem sempre sopra.

Os pesquisadores reconhecem que a expansão das capacidades de transmissão e armazenamento significaria investimentos muito substanciais, mas não inconcebíveis.

Sem entrar em detalhes, eles estimaram que o custo das novas linhas de transmissão exigidas, por exemplo, poderia chegar centenas de bilhões de dólares. Em comparação, armazenar uma grande quantidade de eletricidade com as baterias mais baratas que existem no mercado hoje provavelmente custaria mais de um trilhão de dólares.

Até que as capacidades de armazenamento e transmissão estejam à altura do desafio, o estudo recomenda que o país busque outras fontes de energia de baixa emissão de carbono para complementar a produção solar e eólica.

A produção de eletricidade baseada em combustíveis fósseis é responsável por cerca de 38 por cento das emissões americanas de dióxido de carbono, principal causa das mudanças climáticas globais.

Apesar do vasto potencial do país para investir em fontes mais limpas, como solar e eólica, a atual administração talvez seja o maior empecilho para o avanço do setor.

Segundo o jornal Washington Post, a Casa Branca pretende cortar em mais de 70% o orçamento do ano fiscal de 2019 para o escritório de Eficiência Energética e Energia Renovável do Departamento de Energia, o que reduziria os investimentos em pesquisadas em tecnologias verdes tanto para produção de energia quanto para o desenvolvimento de veículos mais eficientes.

Fonte: Exame

Brasil mantém a maior proporção de renováveis dentre os BRICS

O Brasil continua liderando a melhor posição no ranking de fontes renováveis dos BRICS, bloco composto pelos países em desenvolvimento: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em 2016, a matriz de geração elétrica brasileira registrou 80,4% de fontes renováveis. Já no Bloco, de acordo com o boletim anual “Energia no Bloco dos BRICS”, o indicador foi de 25,3% de renováveis, quase 1/3 do nacional, mas um pouco superior ao indicador mundial, de 23,6%.

Enquanto a África do Sul, China e Índia apresentam mais de 71% de fósseis, e a Rússia 64%, o indicador do Brasil é bem menor, de 15%. Já na matriz de oferta interna de energia (OIE) – toda energia necessária para movimentar a economia de um país – o Brasil conta com 43% de participação de energia renovável, mais de três vezes o indicador dos BRICS, de apenas 13,1%.

Em termos de emissões de CO2, o Brasil emite apenas 1,47 tCO2/tep de energia consumida, em razão da maior presença de fontes renováveis na matriz energética. Já no Bloco, o indicador é 82% superior (2,68 tCO2/tep), por conta da grande presença de carvão mineral na matriz energética. O indicador mundial é de 2,35 tCO2/tep.

A geração de energia elétrica no bloco dos BRICS atingiu, em 2016, o montante de 9.587 TWh (4,7% sobre 2015), o que representa 38,7% da oferta mundial de eletricidade (34,5% em 2011). Na matriz de geração, a maior participação é da China, com 64,6% (62,1% em 2011), seguida pela Índia, com 15,4%. O Brasil responde por 6,0% da geração elétrica do bloco, sendo que na geração total do Brasil, a hidráulica responde por 67,5%, e nos demais países do bloco o indicador não passa de 19%.

Confira o Boletim.

Fonte: Assessoria MME

Créditos de combustível renovável dos EUA x otimismo para mercado do biodiesel

CHICAGO, (Reuters) – Os créditos de energia renovável dos EUA estiveram sob pressão nesta quinta-feira (21).  A expectativa de que os legisladores podem renovar em breve, o desconto de US $ 1 por galão para os distribuidores de biodiesel, conteve algumas preocupações do mercado diante aos suprimentos negociados.

Os preços dos créditos à base de biomassa diesel (D4) Renewable Identification Number (RIN) foram negociados a 80 centavos por pessoa na quinta-feira e 78 centavos na quarta-feira(20). Formalizando uma queda de 83,5 cêntimos nesta semana, segundo informações dos produtores.

As refinarias de petróleo usam os créditos para atender aos requisitos governamentais para o uso de combustíveis renováveis. As empresas de combustíveis podem atender aos requisitos combinando biodiesel com diesel ou comprar créditos RINs. A reinstalação do desconto do biodiesel, que expirou no final de 2016, poderia estimular os fabricantes do insumo a acelerar sua produção, tornando mais econômica a sua utilização pelos distribuidores.

Um projeto de lei, incluindo o crédito de imposto sobre o biodiesel e o diesel renovável, foi apresentado no Senado na quarta-feira (20). Fontes esperavam que o desconto fosse renovado retroativamente para 2017 e prorrogado até 2018. O crédito tributário seria uma benção para o mercado de biocombustíveis depois que, em novembro, a Agência de Proteção Ambiental decepcionou a indústria, mantendo os mandatos para uso do biodiesel inalterados.

Grupos da indústria como a American Trucking Association e Petroleum Marketers Association for America, através de carta protocolada, pressionaram os legisladores americanos para aprovarem essa extensão. O crédito entrou em vigor como parte da Lei de Criação de Empregos Americanos entre 2005-09.
Desde 2009 foi renovado algumas vezes, retroativamente no final do ano civil e prolongado para o próximo ano, caducando pela quinta vez em 31 de dezembro de 2016.

Fonte: Reuters com adaptações

Renováveis são opções para que o Brasil cumpra acordo do clima

Durante a 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), na França, foi aprovado por 195 países o Acordo de Paris. O objetivo é reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) no contexto do desenvolvimento sustentável e manter o aumento da temperatura média global em menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais, além de esforçar para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

O Brasil ratificou o acordo e, assim, as metas brasileiras deixaram de ser pretendidas e tornaram-se compromissos oficiais. O compromisso nacional foi de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, com uma contribuição indicativa subsequente de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030. Para isso, o país se comprometeu a aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente 18% até 2030, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas, bem como alcançar uma participação estimada de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030.

O pesquisador da Embrapa Agroenergia, Bruno Galvêas Laviola, estudou sobre o assunto e os rumos que o Brasil deve tomar para alcançar as metas pretendidas. “Em nossos estudos, verificamos que para atingir esta contribuição, o setor de biocombustíveis tem um grande desafio pela frente, que pode ser reconhecido também como grande oportunidade de crescimento para o setor. Para cumprir a contribuição, precisamos fazer com que o setor de biocombustíveis cresça a taxas maiores que as previstas atualmente e/ou que sejam incluídos na matriz energéticas a produção de outros biocombustíveis.” Neste sentido, Laviola considera que existem gargalos técnico-político-econômicos que não podem ser ignorados e merecem atenção, seja do governo, seja do setor produtivo. “Para o setor de biodiesel, por exemplo, para avançarmos em misturas no diesel superiores a 15%, precisaremos de diversificação de matérias-primas, com escala suficiente para atender à demanda. Atualmente, existem diversas oleaginosas que podem ser usadas na produção de biodiesel, porém somente a soja possui escala de produção suficiente.”

O pesquisador exemplifica que um combustível verde que poderia ajudar o País a cumprir o compromisso firmado em Paris é o bioquerosene para aviões. “O setor aéreo internacional tem metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e, no Brasil, há iniciativas para promover o abastecimento com derivados de biomassa, a exemplo da plataforma mineira e da plataforma pernambucana. O biogás é outro combustível com bastante potencial, principalmente porque aproveita resíduos. O aproveitamento dos óleos residuais, como o óleo de fritura, seria uma alternativa de ampliar a disponibilidade de matéria-prima. No setor de etanol, temos também grandes oportunidades de diversificação para ampliar a produção, como por exemplo, o etanol de primeira geração produzido de matérias-primas alternativas e o de segunda geração.“

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Fonte: Jornal Canal da Bioenergia

Geração solar cresce mais que todas as demais formas de energia

A energia solar se expandiu mais rapidamente do que qualquer outra fonte de combustível pela primeira vez em 2016, informou a Agência Internacional de Energia, em relatório que sugere que a tecnologia dominará o campo de energias renováveis nos próximos anos.

A instituição criada após a primeira grande crise do petróleo, em 1973, informou que 165 gigawatts de energias renováveis foram concluídos no ano passado, o que representou dois terços da expansão líquida da oferta de eletricidade. A energia solar cresceu 50 por cento, sendo que quase metade das novas plantas foram construídas na China.

“O que testemunhamos é o nascimento de uma nova era dos painéis fotovoltaicos solares”, disse Fatih Birol, diretor-executivo da AIE, em comunicado que acompanha o relatório publicado na quarta-feira, em Paris. “Estimamos que o crescimento da capacidade fotovoltaica solar será maior que o de qualquer outra tecnologia renovável até 2022.”

Os números marcam o sexto ano consecutivo em que as energias limpas estabeleceram recordes em instalações. A fabricação em massa e o distanciamento dos governos em relação aos pagamentos fixos pelas energias renováveis reduziram o custo da tecnologia eólica e solar.

A AIE estima que cerca de 1.000 gigawatts em energias renováveis serão instalados nos próximos cinco anos, marco alcançado pelo carvão apenas depois de 80 anos. Essa quantidade de eletricidade ultrapassa o consumo da China, da Índia e da Alemanha combinados.

A ascensão da energia fotovoltaica na China se deve, em grande parte, ao apoio do governo às energias renováveis, exigido por uma população preocupada com a poluição do ar e com a degradação ambiental que provoca smogs mortais. O país busca reduzir sua dependência em relação ao carvão e se transformou no maior mercado mundial para energias renováveis, em particular a energia solar.

“A história da energia fotovoltaica solar é chinesa”, disse Paolo Frankl, chefe da divisão de energia renovável da AIE. “A China é líder na fabricação há muito tempo. O que há de novo é a participação de mercado. Neste ano, foi equivalente à capacidade total instalada de painéis fotovoltaicos na Alemanha.”

Os EUA e a Índia estão entre os demais países que vêm estimulando as energias renováveis. Somados à China, deverão responder por dois terços da expansão da energia limpa em todo o mundo. Apesar da promessa do presidente Donald Trump de reforçar a posição do carvão no mercado de energia, a expectativa é que os EUA sejam o segundo maior mercado para as energias renováveis.

A AIE também projeta que os biocombustíveis assumirão um papel maior na indústria de transporte, superando os ganhos dos veículos elétricos.

“Muita atenção foi dada nos últimos meses aos veículos elétricos, e com razão. Eles são cada vez mais globais, exponencialmente”, disse Frankl. “Mas tenho que dizer que não devemos nos esquecer dos biocombustíveis, que no fim de 2016 representavam 96 por cento do total do transporte renovável.”

O número de veículos elétricos dobrará até 2022, mas os biocombustíveis ainda representarão 93 por cento das energias renováveis consumidas no setor de transporte, estima a AIE. Os combustíveis são necessários especialmente para veículos mais pesados, incluindo aviões e navios.

Fonte: Bloomberg

 

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