Como é formado o preço da gasolina e do diesel?

Estatal fica com 32% do preço total cobrado pela gasolina nas bombas e com 55% do valor do diesel.

Em meio à greve dos caminhoneiros, que entrou em seu 3º dia nesta quarta-feira (23), a Petrobras anunciou novo reajuste no preço dos combustíveis nas refinarias. O preço do litro da gasolina baixou 0,62%, passando de R$ 2,0433 para R$ 2,0306. Já o do diesel caiu 1,14%, de R$ 2,3351 para 2,3083.

Na véspera, a estatal já tinha reduzido os preços, depois de sucessivas altas que geraram protestos de caminhoneiros e discussões entre a petroleira e o governo. Os cortes foram motivados pela queda da cotação do dólar, segundo o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

A decisão de repassar os reajustes do valor dos combustíveis cobrados nas refinarias para o consumidor final é dos postos de combustíveis, que repassam ao consumidor os custos de toda a cadeia da gasolina e do diesel.

O preço final da gasolina e do diesel é composto basicamente por 4 parcelas: realização do produtor ou importador, no caso a Petrobras, incluindo custo e lucro; custo do etanol anidro (no caso da gasolina) e do biodiesel (no caso do diesel); tributos (ICMS, PIS/Pasep e Cofins, e Cide) e margens de distribuição e revenda.

Confira a matéria completa aqui.

Fonte: G1

Moreira Franco cria grupo de trabalho com representantes do biodiesel para discutir contribuições do setor na redução do preço dos combustíveis no país

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, criou nesta quarta-feira (23), um grupo de trabalho para discutir propostas que incluam alternativas com uso de biocombustíveis para o País. A decisão foi anunciada durante reunião com representantes do setor de biodiesel que levaram contribuições do setor na redução do preço dos combustíveis no Brasil.

Segundo o diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Minelli, o setor sempre defendeu políticas públicas que assegurem a previsibilidade de longo prazo, ações que o atual governo vem tomando, de modo a se evitar surpresas. “O setor tem capacidade de ampliar e colaborar com esse momento”, assegurou.

Ao determinar a criação do grupo de trabalho, o ministro concordou que o setor demanda previsibilidade e estabeleceu que as propostas trazidas pelas entidades além de outras sugestões possam já serem discutidas na próxima semana, para implementação no devido tempo.

“Há uma disposição e politicamente há um empenho em mudar esse setor. Não podemos ficar cúmplices de um problema que se arrasta repetidamente há décadas. Acho que é evidente para todos que esse modelo [praticado no Brasil] não é adequado para as aspirações de crescimento, geração de emprego e melhoria de qualidade de vida, de igualdade de oportunidades e concorrência, que é o caminho inevitável que temos que percorrer para um país voltar a crescer e a garantir qualidade de vida aos seus filhos”, disse o ministro. 

O grupo de trabalho deverá ser coordenado pelo secretário executivo da pasta, Márcio Félix, e deverá se reunir para discutir alternativas do setor considerando cenários em curto, médio e longo prazo. 

Dentre as alternativas levadas pelo setor e apresentadas pelo deputado Federal Evandro Gussi (Presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel) ao ministro durante a reunião, está o estabelecimento da mistura de biodiesel no diesel em nível de 15% (B15) no Centro-Oeste a partir de 1º de agosto. Segundo o deputado, a medida teria um impacto de R$ 0,13 diretamente nas bombas de diesel nos postos de combustível.

“Essa solução é quatro vezes mais eficiente que a retirada da CIDE [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico], que impactará um valor de R$ 0,03”, ressaltou Gussi. Segundo o parlamentar, a região é estratégica por concentrar parte da fabricação de biocombustíveis e também por escoar essa produção.

Clique aqui para conferir o documento entregue pelo setor de biodiesel ao governo.

Fotos: Cedidas pelo Ministério de Minas e Energia

Fonte: Assessoria Aprobio 

Governo e Petrobras discutem alta do combustível nesta terça-feira

‘Algo é preciso ser feito, mas não haverá interferência política na Petrobras’, afirmou o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.

Os ministros Eduardo Guardia (Fazenda) e Moreira Franco (Minas e Energia) e o presidente da Petrobras, Pedro Parente, se reúnem nesta terça-feira (22) para discutir a alta da gasolina e do diesel. Na segunda-feira (21), caminhoneiros pararam o trânsito em rodovias de 20 estados e no DF contra a escalada de aumentos dos combustíveis e nesta terça-feira novos protestos são registrados no país.

Ainda na segunda, a Petrobras anunciou um novo reajuste. Os preços do diesel nas refinarias serão elevados em 0,97% e os da gasolina, em 0,9%, a partir desta terça. Só na semana passada, foram feitos 5 reajustes diários seguidos de preço nas refinarias.

“Algo é preciso ser feito, sem mudar a política de preços e prejudicar a Petrobras”, afirmou Moreira Franco ao blog do Valdo Cruz.

Impostos

O ministro disse que ainda está na mesa de negociações a possibilidade de redução da cobrança de tributos sobre os combustíveis. O peso dos impostos na composição do preço da gasolina, por exemplo, chega a 45% do valor final. “Mas ainda não há nenhuma decisão, ainda estamos avaliando o que poderá ser feito”, disse.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou na segunda que o governo federal buscará “um pouco mais de controle” para dar “previsibilidade” à alta dos combustíveis. Padilha deu a declaração pouco antes de participar de uma reunião com o presidente Michel Temer para tratar do assunto.

“Temos uma política internacional de preços que a Petrobras acompanha diariamente e isso tem dado aumento. O dólar subindo e o petróleo subindo, os dois subindo internacionalmente, por certo, tínhamos que ter um aumento nos combustíveis”, afirmou o ministro.

Indústria comemora aumento da exportação de farelo de soja

A quebra da safra argentina de grãos está rendendo frutos cada vez mais polpudos para a cadeia produtiva de soja no Brasil, onde a colheita está batendo novo recorde nesta safra 2017/18. Com a demanda adicional gerada pela redução da oferta no vizinho, os preços continuam em ascensão e a demanda externa por grão e farelo brasileiros não para de crescer, o que deverá catapultar os embarques do segmento para perto de US$ 40 bilhões em 2018, o melhor resultado da história.

Em levantamento divulgado na sexta-feira(11), a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) revisou para cima suas previsões para volumes, preços e receitas das exportações de grão e farelo neste ano. “A indústria está particularmente animada com o aumento das exportações de farelo. Estamos sabendo aproveitar o espaço deixado pela Argentina”, disse André Nassar, presidente da Abiove, ao Valor.

Para o farelo, a entidade passou a projetar exportações de 17 milhões de toneladas neste ano, quase 20% mais que em 2017, a um preço médio de US$ 390 por tonelada, 11% superior na mesma comparação. Se confirmado esse quadro, os embarques – destinados sobretudo à China – renderão US$ 6,6 bilhões, um expressivo incremento de 32%. Em um ano de problemas no mercado doméstico, por causa de restrições às exportações de carne de frango (ver Reabertura de plantas embargadas pela UE fica para dezembro), será muito mais que um alento.

Para o grão as perspectivas também são positivas. Com a safra recorde calculada pela Abiove em 118,4 milhões de toneladas, a demanda chinesa aquecida e os problemas argentinos, a Abiove ajustou sua estimativa para as exportações da matéria-prima para 71,2 milhões de toneladas em 2018, 4,4% mais que no ano passado, a um preço médio de US$ 410 por tonelada, 8,8% maior. A receita esperada pela entidade alcança US$ 29,2 bilhões, alta de 13,6%.

As variações da soja em grão são menores porque o Brasil já lidera as exportações globais da commodity há alguns anos. Como a fatia do país dos embarques globais já é de 45%, é difícil ampliar as vendas de forma mais expressiva. Diferentemente do que acontece com o farelo, já que o espaço deixado pela Argentina foi grande e tinha que ser preenchido – os argentinos têm importado grão para fabricar farelo e tentar manter os contratos de fornecimento mais importantes.

Somando-se o óleo, que atualmente é pouco exportado tendo em vista o programa doméstico de biodiesel, as exportações do complexo soja como um todo deverão alcançar US$ 36,5 bilhões neste ano, um recorde e 15% superior a 2017. Mas que poderá ser ainda maior, a depender do comportamento do mercado a partir do terceiro trimestre, quando a colheita da atual safra dos EUA, segundo maior país exportador do grão, começar a entrar no mercado.

“O cenário melhorou para a cadeia produtiva como um todo”, afirmou Nassar. E ainda restam incertezas sobre o futuro da disputa comercial entre Estados Unidos e China, que também poderá favorecer a soja brasileira.

Fonte: Brasil Agro

Preço do farelo de soja sobe e receitas evoluem 12% em abril

Exportações de básicos sobem para US$ 34,5 bi até abril, 3% mais do que em igual período de 2017

Os preços das principias commodities exportadas pelo Brasil estão em queda neste ano. Mesmo assim, devido ao aumento nos volumes exportado de alguns produtos, as receitas obtidas de janeiro a abril superam as de igual período de 2017.

As exportações de básicos subiram para US$ 34,5 bilhões até abril, 3% mais do que em igual período de 2017, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Dois dos principais produtos da balança comercial do país, entretanto, conseguiram preços melhores neste ano. São soja e petróleo.

Já o minério de ferro, o terceiro da lista, teve retração de 1% nos valores médios de janeiro a abril, em relação a igual período do ano passado.

As exportações de soja, líder da balança, atingiram 10,3 milhões de toneladas no mês passado, com receitas de US$ 4,1 bilhões. No acumulado do ano, os exportadores arrecadaram US$ 9,2 bilhões, um valor estável em relação ao de 2017.

Um dos destaques no mês passado foi a exportação de farelo de soja. O volume enviado para o exterior ficou estável, mas a queda de produção da soja na Argentina provocou alta de 12% nos preços internacionais do farelo. Com isso, o produto foi o quarto mais bem colocado no ranking da balança nacional, superando as receitas com carne de frango “in natura”, segundo a Secex.

O setor de fumo, que teve um início de ano complicado em 2017, mantém boa recuperação neste. As receitas dos primeiros quatro meses somaram US$ 565 milhões, 99% mais do que em igual período de 2017.

Comercialização

Os produtores de soja já venderam 64% da produção da safra 2017/18, segundo acompanhamento da AgRural. Mato Grosso comercializou 78%, e Paraná, 54%.

Menos milho

A INTL FCStone revisou para baixo a safrinha de milho deste ano. Na avaliação da consultoria, serão produzidos 60,5 milhões de toneladas do cereal, 2,6 milhões menos do que a empresa previa no mês anterior.

Mais soja

Já a produção de soja deverá atingir 117 milhões de toneladas, 1 milhão a mais do estava previsto no mês passado.

Fonte: Folha de S.Paulo

Tarifa da China em soja do EUA muda fluxos comerciais da commodity e impacta Brasil

LONDRES (Reuters) – A China, maior compradora de soja, pode não apenas pagar mais pela oleaginosa se impuser tarifas às importações norte-americanas, mas também criar novos compradores do produto dos EUA, já que a medida mexe em fluxos globais de comércio.

O apetite voraz da China pela oleaginosa excede as exportações globais, excluindo-se os Estados Unidos, de modo que a oferta proveniente de Estados como Illinois e Iowa pode ser desviada para unidades de processamento da América do Sul.

A proposta da China para uma tarifa de 25 por cento sobre a soja dos EUA, parte de sua resposta aos planos norte-americanos de impor tarifas sobre uma série de produtos chineses, já elevou os preços dos outros dois grandes fornecedores, Brasil e Argentina.

A disputa é a mais recente de uma série de batalhas comerciais desde que Donald Trump se tornou presidente dos Estados Unidos em janeiro de 2017, o que já está prejudicando o setor agrícola do país.

Compradores mexicanos impulsionaram as compras de milho do Brasil depois que Trump ameaçou romper o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), enquanto sua decisão de não se juntar à Aliança Transpacífica ameaça as vendas de trigo dos EUA para o Japão.

“Toda a confusão da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China fez os preços internos subirem aqui”, disse Ezequiel de Freijo, economista-chefe da Sociedad Rural na Argentina.

A Argentina já comprou 240 mil toneladas de soja dos Estados Unidos, sua maior compra em 20 anos, com as vendas registradas para o ano comercial de 2018/19, que começam em setembro.

De Freijo disse que os grandes prêmios para a soja sul-americana poderiam criar uma “triangulação” com os esmagadores argentinos comprando dos Estados Unidos e enviando seus produtos para a China.

O aumento do custo da soja sul-americana também melhorou a competitividade do fornecimento norte-americano em outros mercados, como a União Europeia, o segundo maior importador do mundo.

“Se a China levar a soja da América do Sul, outros grandes importadores como UE, México, Japão, Taiwan, Tailândia, Indonésia, Vietnã e Egito terão que encontrar novos suprimentos”, disse um trader europeu de soja.

BRASIL

O Brasil é o principal fornecedor de soja da China, com 53 por cento do total de compras chinesas em 2017, seguido pelos Estados Unidos, com 34 por cento, e pela Argentina, com 7 por cento, segundo dados da alfândega.

O secretário-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), Fábio Trigueirinho, concordou que neste ano deve haver mudança de destinos da soja nacional e dos EUA, no caso da implementação da tarifa.

Ele salientou que o Brasil não teria como atender toda a demanda chinesa.

“Com certeza, vai haver essa modificação do ‘share’, vamos aumentar o ‘share’ no mercado chinês e diminuir em outros lugares, os EUA, ao contrário…”, disse ele, comentando que o produto norte-americano ficou mais competitivo para compradores de fora da China.

Também há preocupações no Brasil em impulsionar os embarques para um país que já responde por cerca de 70 por cento das exportações brasileiras.

“Como produtores, não podemos depender de apenas um comprador. Suponha que o Brasil venda soja a 15 países e decida redirecionar para a China. Essa não é a estratégia certa”, disse José Sismeiro, produtor de soja e milho no Paraná.

“O que acontece se os EUA e a China fizerem acordos? Acho que devemos manter a nossa base de clientes a mais ampla possível.”

Outros exportadores menores, como a Ucrânia, podem impulsionar as vendas para a China com o sinal certo de preço, mas não podem substituir os volumes atualmente sendo enviados pelos Estados Unidos.

“Potencialmente, os compradores chineses podem comprar mais ativamente na Ucrânia –teoricamente até 500 mil toneladas por temporada– mas somente se o preço for atraente para os vendedores”, disse Yulia Garkavenko, da consultoria UkrAgroConsult.

A Ucrânia embarcou modestas 20.000 toneladas para a China em 2016/17.

Fonte: Reuters

Taxa da China sobre soja dos EUA pode favorecer Brasil

Para a consultoria INTL FCStone, prêmios sobre cotações internacionais poderiam ser ainda maiores para o grão exportado pelo Brasil

A taxa de 25% anunciada pela China em relação à soja dos Estados Unidos pode refletir nos valores pagos pela soja brasileira, acredita a consultoria INTL FC Stone. Com a guerra comercial entre chineses e americanos e a quebra da safra na Argentina, existe a possibilidade de um direcionamento de demanda para o grão produzido no Brasil, deslocando outros compradores.

No entanto, os analistas consideram que, mesmo se toda a soja brasileira para exportação fosse direcionada ao mercado chinês, ainda não seria suficiente para atendê-lo. A consultoria estima os embarques do Brasil 69,5 milhões de toneladas neste ano. Faltariam ainda 30 milhões de toneladas para satisfazer a demanda do país asiático.

“Dessa forma, não teria como deixar de importar soja dos EUA”, explica a Analista de Mercado, Ana Luiza Lodi, no comunicado divulgado pela consultoria.

De todo modo, os prêmios a serem pagos pela soja brasileira sobre as cotações internacionais tenderiam a subir com a demanda maior. Em relação à soja norte-americana, a tendência é contrária, ainda que os asiáticos tenham que comprar o produto do país em menos escala.

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Fonte: Globo Rural

Aumento de biodiesel no óleo diesel não aumentará preço para consumidor final

O aumento do volume de biodiesel na mistura com o óleo diesel, que passou de 8% para 10%, desde  1º de março, não vai influenciar o preço para o consumidor final. A perspectiva é do presidente do Sindicato das Indústrias de Biodiesel no Estado de Mato Grosso (SindiBio-MT), Rodrigo Prosdócimo Guerra.

“O preço do óleo diesel vendido ao consumidor final deverá permanecer o mesmo, já que dois fatores são importantes para isso, o primeiro é que a quantidade de biodiesel misturada no diesel é insuficiente para provocar algum impacto. O segundo fator é que o lote de biodiesel que será misturado ao diesel nos meses de março e abril deste ano já está garantido pelo preço de R$ 2,7/l, o que mais uma vez resulta em estabilidade dos preços”, explica Rodrigo Prosdócimo.

De acordo com o levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do óleo diesel S10 comercializado em Mato Grosso na última semana, foi de R$ 3,78/l, mantendo-se estável na comparação com a semana anterior, quando custava R$ 3,79/l.

Já o diesel comum encerrou a última semana com preço médio de R$ 3,69/l, no Estado, enquanto que na semana anterior situou em R$ 3,70/l, conforme levantamento da ANP.

“Com o aumento do percentual de biodiesel no óleo diesel, diversos fatores são favorecidos na economia de um modo geral, entre os quais a utilização de recursos com alta disponibilidade, como é o caso da soja, que em Mato Grosso, é a fonte para 85% do biodiesel produzido no Estado. Também se favorece na redução da despesa com a redução do volume de importação de diesel”, defende Rodrigo.

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Fonte: RD News

Prognósticos do óleo de palma se baseiam no clima da Argentina

(Bloomberg) — Quando o setor do óleo de palma se reunir em Kuala Lumpur nesta semana para uma conferência anual, estarão em foco as condições climáticas de um lugar a mais de 16.000 quilômetros de distância e a demanda no maior comprador do mundo.

O óleo de palma subiu 2,7 por cento em fevereiro, o primeiro ganho mensal desde outubro, porque a seca na Argentina elevou os preços da soja. O óleo de soja caro geralmente aumenta a demanda por óleo de palma, porque um pode substituir o outro. A margem da alta da soja, o impacto de impostos mais altos à importação na Índia e a perspectiva de uma oferta recorde também serão assuntos em foco.

Soja arrasada

A seca histórica que arrasa o cinturão de soja da Argentina provocou cortes drásticos às estimativas de produção. Os meteorologistas afirmam que o clima seco vai persistir e a Bolsa de Cereais de Buenos Aires alertou que pode haver mais reduções às previsões de oferta.

“O mercado se concentrará na extensão da perda de safra da Argentina”, disse Sathia Varqa, proprietário da Palm Oil Analytics em Cingapura. A persistência do mau tempo “deve pressionar a oferta lá, o que fará com que compradores globais se voltem para os EUA, que, por sua vez, têm apoiado os futuros do óleo de soja dos EUA”, disse ele.

O prêmio de óleo de soja em relação ao óleo de palma pode crescer e atingir um pico histórico de US$ 120 por tonelada neste ano, de acordo com Sunny Verghese, CEO da Olam International. O prêmio foi de cerca de US$ 88 por tonelada neste ano, de acordo com Sunny Verghese, CEO da Olam International. O prêmio foi de cerca de US$ 88 por tonelada na sexta-feira, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Imposto indiano

O maior importador de óleo de palma elevou na semana passada os impostos à importação do óleo de palma bruto e refinado. Este é um fator bearish para os preços, já que diminuirá o desconto desta commodity em relação às rivais, como os óleos de soja e de girassol, levando os compradores a optar por alternativas, de acordo com Gnanasekar Thiagarajan, chefe de trading e de estratégias de cobertura da Kaleesuwari Intercontinental. Impostos mais altos podem restringir a demanda do óleo de palma nos próximos meses, quando os compradores normalmente reabastecem o estoque antes dos dos festivais, disse ele.

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Fonte: Bloomberg

Política da Petrobras elevou derivados de petróleo, diz IBGE

Os derivados de petróleo e biocombustíveis saltaram 18,69% na porta de fábrica no ano passado, segundo os dados do IPP

A nova política de reajuste de preços da Petrobras resultou na maior pressão para a inflação da indústria no ano de 2017. Os derivados de petróleo e biocombustíveis saltaram 18,69% na porta de fábrica no ano passado, segundo os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 30.

Os aumentos mais relevantes ocorreram no óleo diesel e óleos combustíveis, gás liquefeito de petróleo, gasolina automotiva e naftas.

Como resultado, a atividade de refino de petróleo e produtos de álcool respondeu por 1,88 ponto porcentual da taxa de 4,18% registrada pelo IPP no ano de 2017.

“Os derivados do petróleo estão acompanhando o que está acontecendo com o óleo bruto de petróleo. O Brasil está seguindo os preços internacionais”, explicou Manuel Campos, analista do IPP na Coordenação de Indústria do IBGE.

Outros segmentos

Além dos aumentos nas refinarias, houve pressão também em 2017 dos segmentos de metalurgia (13,41%), papel e celulose (11,66%) e indústrias extrativas (11,54%). Segundo Campos, as cotações internacionais influenciaram o resultado, uma vez que o câmbio manteve-se comportado. “O dólar teve queda de 1,8% em relação ao real este ano”, citou o pesquisador.

As atividades de metalurgia (0,99 ponto porcentual) e de outros produtos químicos (0,85 ponto porcentual) exerceram as maiores pressões sobre a inflação da indústria em 2017, atrás apenas do impacto do segmento de refino.

Indústria alimentícia

Por outro lado, a indústria alimentícia impediu que o IPP fosse ainda mais elevado. Os preços da atividade de alimentos recuaram 7,29%, o equivalente a uma contribuição de -1,56 ponto porcentual.

“Os alimentos encerraram 2017 com queda de 7,3%. É a primeira vez que isso ocorre em sete anos de série histórica. E o setor alimentar pesa quase 20% (no cálculo do IPP), é o mais pesado de todos”, ressaltou Campos.

“Basicamente é efeito safra. Houve uma safra mundial muito boa também, não só no Brasil, especialmente de soja, de arroz”, completou.

Entre as grandes categorias econômicas, houve aumento de 4,26% em bens de capital no ano de 2017 (com influência de 0,36 ponto porcentual sobre o IPP do ano); elevação de 6,53% em bens intermediários (3,64 pontos porcentuais de contribuição); e alta de 0,51% em bens de consumo (0,18 ponto porcentual de influência).

Dentro de bens de consumo, o resultado foi influenciado em 0,36 ponto porcentual pelos bens de consumo duráveis e -0,17 ponto porcentual pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Fonte: Estadão Conteúdo

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