Portugal: pesquisadores esperam produzir biocombustíveis a partir de microalgas

Cientistas da Universidade do Algarve (UAlg) esperam desenvolver tecnologia que permita usar microalgas para a produção de biocombustíveis.

Uma equipe de cientistas do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), liderada por Sara Raposo, está colaborando na implementação de uma estratégia para promover o desenvolvimento tecnológico da biotecnologia de microalgas nos setores da energia, saúde, cosmética e aquacultura, no âmbito da rede internacional “Algared+”.

“O Laboratório de Engenharia e Biotecnologia Ambiental do CIMA vai dedicar-se à exploração das energias renováveis, bioetanol, biodiesel e produção de biometano, além de outros produtos que possam ter interesse numa perspectiva de biorrefinaria”, segundo Raposo.

Paralelamente, outros grupos do CIMA devem dedicar-se a áreas com aplicabilidade na saúde, cosméticos e aquacultura. Segundo a Universidade do Algarve, os investigadores do CIMA vão procurar “otimizar as condições de crescimento de microalgas para a produção de bioenergia, através do aproveitamento das diferentes frações da biomassa”.

O amido, açúcar de reserva, e a celulose e hemicelulose, presentes nas paredes das microalgas, serão hidrolisados em açucares mais simples, fermentáveis, que serão depois usados como fonte de carbono para produção de bioetanol. Os óleos serão caracterizados e, dependendo da sua composição, serão usados para a produção de biodiesel ou de produtos de elevado valor, e a biomassa residual poderá ainda ser usada para a produção de biogás, através da digestão anaeróbia.

Apesar do principal enfoque do projeto ser a produção de biocombustíveis, também se tentará aliar esta atividade à obtenção de produtos de interesse, tais como os carotenoides, pigmentos que se encontram na natureza com interesse no setor alimentar e da saúde.

Na visão de Sara Raposo, esta é uma área de investigação “de grande interesse a nível nacional e internacional, que está em ampla expansão, quer no desenvolvimento, quer na procura de novas alternativas ao nível das energias renováveis”.

“O objetivo é contribuir para o desenvolvimento sustentável, através da exploração de recursos biológicos de uma forma sustentável e ambientalmente amigável, num conceito de biorrefinaria integrada, em que aliada à produção de energia teremos outros processos para a produção de produtos de elevado valor a partir da biomassa algal, ou seja iremos fazer uso de tecnologias de processamento limpas e ao mesmo tempo integradas”, acrescentou a coordenadora do projeto.

Segundo a UAlg, a “Algared+” é uma rede de internacional de excelência, constituída no âmbito do Programa Operacional EP-INTERREG VA Espanha-Portugal (POCTEP), formada por universidades, centros de investigação, empresas pública e privadas do setor da aquicultura, biomedicina e produção de microalgas.

 

Fonte: Sul Informação

Em Portugal, potencial de emissões sobe mais que atividade econômica, diz INE

O potencial de aquecimento global em Portugal aumentou 6,8% em 2015, cinco vezes mais que o crescimento da atividade econômica que foi 1,2%, revelou hoje (18) o INE.

Os Indicadores Econômico-ambientais – Contas das Emissões Atmosféricas, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, além da subida do potencial de aquecimento global, também o potencial de acidificação e o de formação de ozono (que se forma mais perto da superfície terrestre) aumentaram devido ao crescimento das emissões de gases de efeito estufa.

A avaliação da eficiência ambiental da economia, no que diz respeito as emissões atmosféricas, é efetuada comparando dados físicos ambientais com dados econômicos e o INE explica que “os três indicadores ambientais apresentaram crescimentos superiores ao que se observou no VAB [Valor Acrescentado Bruto] (1,2%), interrompendo a tendência decrescente” da última década.

Em 2015, o potencial de acidificação aumentou 3% e o de formação de ozono troposférico 3,1%, enquanto o Valor Acrescentado Bruto (VAB), a preços base, avançou 1,2%.

Em termos acumulados, “todos os indicadores ambientais registaram decréscimos significativos entre 1995 e 2015”, contrariamente ao VAB, que aumentou 25,9%, ressalta o INE.

O potencial de aquecimento global apresentou uma tendência ascendente até 2005, acompanhando a evolução do VAB e, entre 2006 e 2014, apresentou um comportamento contrário àquele do indicador econômico.

O acréscimo das emissões é resultado da redução na oferta de energia renovável e aumento da produção de eletricidade a partir de combustíveis fósseis, nomeadamente o carvão, que têm um preço mais baixo que o gás natural, mas são mais poluentes.

As emissões de dióxido de carbono, um dos principais responsáveis pelas alterações climáticas, aumentaram 8,5%, acentuando o movimento ascendente iniciado em 2014, enquanto o metano subiu 1,1% e o óxido nitroso 0,2%. O potencial de acidificação, que apresentava uma tendência decrescente iniciada em 2006, também aumentou.

A redução de energia renovável é explicada pela falta de chuva, tendo sido 2015 um ano “extremamente seco – o sexto mais seco desde 1931 – com consequências na produção de energia hídrica, ao contrário de 2014 que tinha sido “um ano particularmente chuvoso”.

Em 2015, os maiores contributos para o potencial de aquecimento global vieram da energia, água e saneamento (31,1%), indústria (26,6%) e agricultura, silvicultura e pesca (13,5%) além das famílias (12,4%).

Por cada euro de VAB gerado, foram emitidos 0,455 quilogramas de dióxido de carbono, um ligeiro aumento na comparação com o valor o ano anterior (0,431 quilogramas), com a área energia, água e saneamento a continuar a emitir mais por unidade de VAB, com 4,707 quilogramas, seguindo-se a agricultura, silvicultura e pesca, com 2,677 quilogramas.

Fonte: DN Notícias

Má qualidade do ar precipita morte de 400.000 europeus por ano

Alerta foi feito no último relatório da Agência Europeia do Ambiente (EEA, na sigla em inglês) divulgado nesta quarta-feira (11)

O relatório de 2017 da AEA sobre a qualidade do ar na Europa apresenta uma análise atualizada da qualidade do ar e seus impactos, baseada em dados oficiais de mais de 2500 estações de monitorização em toda a Europa em 2015. O relatório foi lançado pela AEA durante a Semana Europeia das Regiões e dos Municípios 2017.

Os dados demonstram que a qualidade do ar na Europa está lentamente a melhorar, graças a políticas anteriores e atuais e aos desenvolvimentos tecnológicos. Contudo, elevadas concentrações de poluição atmosférica continuam a afetar significativamente a saúde dos europeus, com as partículas atmosféricas (PM), o dióxido de azoto (NO2) e o ozono troposférico (O3) a serem os mais prejudiciais.

Segundo o relatório, as concentrações de PM2,5 foram responsáveis pelo número estimado de 428 000 mortes prematuras em 41 países europeus em 2014, das quais cerca de 399 000 ocorreram nos 28 países da União Europeia. A má qualidade do ar tem ainda impactos económicos consideráveis, designadamente, o aumento das despesas com a saúde, a redução da produtividade dos trabalhadores e os danos causados nos solos, colheitas, florestas, lagos e rios.

“Enquanto sociedade, não devemos aceitar os custos da poluição atmosférica. Com decisões corajosas e investimentos inteligentes em transportes, energia e agricultura mais “limpos”, conseguiremos combater os problemas da poluição e melhorar a nossa qualidade de vida”, sublinhou Hans Bruyninckx, o Diretor Executivo da AEA. “É animador ver que muitos governos europeus, e em particular as cidades, estão a tomar a iniciativa de proteger a saúde das pessoas, através da melhoria da qualidade do ar. O ar limpo é um direito que assiste a todos, incluindo às pessoas que vivem nas cidades”.

“O relatório da AEA revela que a má qualidade do ar continua a ter efeitos consideráveis sobre a saúde. A Comissão Europeia está determinada a resolver este problema e a ajudar os Estados-Membros a assegurar que a qualidade do ar que os seus cidadãos respiram respeite as normas mais elevadas”, acrescentou Karmenu Vella, Comissário da UE responsável pelo Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas.

O relatório deste ano destaca também a agricultura em particular, um importante emissor de poluentes atmosféricos e de gases com efeito de estufa. O relatório salienta que estão disponíveis inúmeras ações, incluindo medidas técnica e economicamente viáveis, para reduzir as emissões provenientes da agricultura, as quais têm ainda, contudo, de ser adotadas à escala e intensidade necessárias.

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Fonte: Agência Europeia do Ambiente

Empresa de biodiesel importa óleo que portugueses despejam no esgoto

Das 77 mil toneladas de óleo disponíveis no mercado, apenas 23 mil são reciclados. A cada hora, cerca de dois mil litros do rejeito vão parar nos esgotos portugueses.

A maior empresa portuguesa de reciclagem de óleos alimentares usados consegue comprar no mercado nacional apenas seis milhões de litros por ano para transformar em biodiesel, adquirindo o restante em outros países europeus. A empresa PRIO, que afirma ser um dos três maiores produtores europeus de biodiesel, produz por ano 50 milhões de litros de biodiesel com base em óleo alimentar usado (OAU). Boa parte dessa matéria-prima é adquirida no estrangeiro, embora os portugueses desperdicem milhões de litros do insumo nos esgotos.

Na última semana, a Associação Ambientalista Zero já tinha alertado para a reduzida reciclagem de OAU, informando que são despejadas nos esgotos portugueses cerca de 35 mil toneladas por ano. Nas contas da associação, com base em dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), são colocadas no mercado 77 mil toneladas de óleos a cada ano. Destas, deviam ser recicladas 58 mil toneladas (descontando as perdas) mas, são reutilizadas apenas 23 mil toneladas.Os cidadãos despejam nos esgotos 15 mil toneladas e o setor da hotelaria e alimentação (restaurantes e bares) outras 19 mil toneladas. Segundo a Zero, a taxa de coleta no setor doméstico é de 1,6% e na alimentação de 46% (neste caso a entrega de óleos é obrigatória).

A Quercus, outra associação ambientalista, alerta para o “elevado potencial de contaminação dos recursos hídricos” dos OAU afirmando em sua página na internet que “um litro de óleo é suficiente para poluir cerca de um milhão de litros de água”, e que o óleo nos esgotos potencializa o aparecimento de pragas e danifica as estações de tratamento.

Mil litros de OAU produzem quase o mesmo volume em biodiesel, combustível renovável que produz menos dióxido de carbono. Ainda de acordo com a Quercus, cada tonelada de OAU que não vai para aterro sanitário e sim para reciclagem também evita a emissão de 14 toneladas de gases com efeito de estufa.

Nuno Correia, administrador da PRIO (empresa de distribuição e comercialização de combustíveis líquidos) e responsável pelo projeto PRIO TOP LEVEL, de reciclagem de OAU, disse à Lusa – agência portuguesa de notícias – que a empresa deve produzir este ano entre 60 a 70 milhões de litros de biodiesel com base nos óleos alimentares.  Correia acrescenta ainda que se todo o OAU fosse reaproveitado, Portugal poderia produzir mais e até mesmo exportar esse biodiesel.

“Gostaríamos que houvesse mais preocupação, a nível nacional, com este resíduo. O OAU permite que Portugal seja mais autônomo na produção de biocombustíveis”, enfatizou o executivo, apelando para o empenho de governantes e populares.

O PRIO TOP LEVEL espera ser até 2020 o maior coletor de OAU de Portugal, com um investimento de três milhões de euros, colocando no país mais de 800 postos de coleta do resíduo e recebendo quase um terço do óleo alimentar vendido em Portugal.

Fonte: Portal Público com adaptações Aprobio

Cientistas exigem fim da prospecção de petróleo e gás na costa portuguesa

Em carta aberta, um grupo de cientistas portugueses reafirma a urgência de pôr fim às emissões de gases de efeito de estufa.

Um grupo de 70 cientistas portugueses exigiu este domingo (23) o fim dos poços de prospecção e exploração de petróleo e gás na costa e no mar portugueses, do Algarve ao Porto. “Vimos afirmar que é preciso que cessem, desde já, todos os contratos em vigor e que se recusem novas emissões de licenças, de forma a evitar danos irreparáveis para a economia, o meio ambiente e as suas comunidades”, dizem os cientistas numa carta aberta que pode ser lida aqui.

Os pesquisadores, de vários domínios científicos e associados a instituições portuguesas, dizem também no documento que as comunidades científicas se movimentam a nível internacional e se preparam para manifestações públicas em vários países, incluindo Portugal, contra a exploração de combustíveis fósseis e emissões de gases de efeito de estufa.

Lembrando os debates sobre alterações climáticas provocados pelas conferências sobre o clima e salientando a insuficiência de medidas tomadas até agora e o desrespeito pelas metas acordadas, os cientistas afirmam que há hoje um acordo da maioria da comunidade científica quanto “à urgência de pôr fim às emissões de gases de efeito de estufa”.

“O conhecimento já existente permite abandonar os combustíveis fósseis em favor de energias limpas, as inovações nesta área são constantes. As alterações climáticas provocadas por ação humana são um problema da sociedade a que a ciência pode e tem vindo a responder”, diz-se na carta. No documento alerta-se também para a reconfiguração da relação entre poderes globais e nacionais após a eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos, a aliança com Vladimir Putin, Presidente russo, e a ascensão da extrema-direita na Europa, “o que agrava a situação de forma preocupante”.

“Para os povos, as ameaças à paz, à permanência no território, à saúde, à alimentação, à educação aumentam a cada dia. Acresce ainda a insuficiência do investimento científico, em muitos países, o que ameaça o trabalho de cientistas e o isola mais, socialmente, das soluções justas para os grandes problemas que requerem a intervenção das várias ciências”, alertam os cientistas.

Em Portugal, afirmam, a exploração de combustíveis fósseis é “um dos grandes problemas” que é preciso enfrentar, porque persistir numa “economia predadora do carbono” inviabiliza compromissos políticos (assumidos nas cimeiras), defrauda expectativas das populações, e destrói territórios, mares e rios, atmosfera e cadeias de vida insubstituíveis. E com isso, dizem ainda, as populações não ganham nem trabalho, nem saúde, nem lugar para viver.

Fonte: Portal Público

Aumento de 7% nas emissões de gases de efeito estufa em Portugal preocupa organização ambiental

Depois de nove anos consecutivos de redução, associação ambientalista pede mudança de políticas na produção elétrica e nos transportes

A Zero, Associação Sistema Terrestre Sustentável, organização ambiental com sede em Portugal, alertou hoje (03) para o aumento de 7% das emissões de gases de efeito estufa no país em 2015, depois de uma redução nos nove anos anteriores, e defendeu a mudança de políticas na produção elétrica e de transportes.

“Infelizmente, apesar das sucessivas diminuições nas emissões desde 2005,  ano passado tivemos um aumento de 7% nesse volume. Havia uma tendência muito clara de decréscimo que, entre 2013 e 2014 já mostrava um desgaste, resultando numa clara inversão da tendência”, disse Francisco Ferreira, presidente da Zero, à agência Lusa de Notícias.

O ano de 2015 foi seco, com fraca produção de eletricidade nas barragens, o país teve de recorrer às centrais térmicas e, por razões de custo, foram utilizadas as com maiores índices de emissões, as centrais a carvão de Sines e do Pego, ressaltou Ferreira.

image_content_635371_20170403123825A preocupação da Zero começou ao analisar os dados divulgados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Desde 2005, o país estava reduzindo as suas emissões a um ritmo médio de 3,4% por ano, já entre 2013 e 2014 o volume ficou abaixo dos 1%.

Além do comportamento na produção de eletricidade, no setor rodoviário, no mesmo período, registrou-se um aumento de 1%, nas emissões, “principalmente à custa da percepção de uma melhoria da situação econômica e da maior utilização dos automóveis”, ressaltou Ferreira.

Quanto às implicações deste desempenho para os compromissos de Portugal na luta contra as alterações climáticas, no que diz respeito a meta para 2020, “não estamos muito longe do nosso objetivo, portanto, esses dados não chegam a ser um problema”, defendeu o presidente da Zero.

Em relação a 2030, o compromisso nacional é de uma descida na ordem dos 30 a 40% em relação a 2005. “Estamos com uma redução de 20% e ainda nos faltam 15 anos, não nos parece que estejamos com problemas, devíamos até ser mais ambiciosos”, apontou.

No âmbito do Acordo de Paris, Portugal comprometeu-se a ser neutro em carbono em 2050, para o que é importante o país ser resiliente às variações do clima, como aconteceu em 2015, com a menor precipitação.

Francisco Ferreira recordou que é necessário ter formas de enfrentar as consequências das alterações climáticas, por exemplo, de um decréscimo da quantidade de chuva, de 10% no norte e de 40% no sul, como a aposta nas energias renováveis, no transporte público, principalmente ferroviário, para passageiros e mercadorias, e na descarbonização dos transportes.

No comunicado oficial, a Zero salientou ser “fundamental a alteração, desde já, de várias políticas de energia e clima, particularmente nos setores de produção de energia elétrica e dos transportes, reforçando algumas medidas que garantam que Portugal continue na sua trajetória decrescente”.

Entre as propostas para esta mudança estão ainda o reforço das metas de produção de energia solar para eletricidade e água quente, o encerramento da central a carvão de Sines o mais rápido possível ou o investimento na reabilitação urbana, com destaque para a eficiência energética.

Os ambientalistas explicaram que os principais fatores que levaram à redução das emissões até 2014 tinham sido a crise econômica e os investimentos na produção de eletricidade a partir de fontes renováveis, nos últimos 15 anos.

Fonte: Portal DNoticias

Quercus critica diretiva para redução de emissões

A associação ambientalista Quercus considera que a nova diretiva europeia, aprovada no dia 14 de dezembro pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu, relativa aos valores de redução de emissões nacionais, e que tem como base numa proposta da Comissão, mostra-se pouco ambiciosa e revela uma diminuta preocupação com as metas de sustentabilidade europeias.

Esta nova diretiva, (que entra em vigor a 31 de dezembro de 2016), é no entender da Quercus uma “oportunidade perdida no sentido de serem dados passos firmes e efetivos no caminho de uma sociedade europeia e mundial que se pretende com elevados padrões de sustentabilidade, qualidade do ar e saúde pública”.

Para a Quercus, “neste momento é oportuno relembrar que, a proposta aprovada é a que apresenta o cenário menos ambicioso no que respeita à diminuição do número de mortes prematuras causadas pela poluição do ar”.

Os ambientalistas portugueses apelam ao Governo e ao Ministério do Ambiente, em particular, para que, “apesar das instituições europeias terem aprovado a proposta de revisão da Diretiva menos ambiciosa e benéfica para a qualidade do ar e para as populações, este dê passos mais ambiciosos aquando a transposição desta diretiva europeia para o direito nacional”.

“Portugal e o Governo português (que dispõem de 18 meses para efetuarem a transposição desta Diretiva, e 27 meses para apresentarem o primeiro programa nacional de controlo da poluição atmosférica à Comissão) devem”, na opinião da Quercus, “trabalhar num cenário que permita maiores resultados do que o aprovado, em prol do ambiente, da qualidade do ar, e do bem-estar das populações”.

Esta nova Diretiva para a Redução das Emissões Nacionais, estabelece (…) compromissos de redução das emissões atmosféricas antropogénicas dos Estados-Membros de dióxido de enxofre (SO2), óxidos de azoto (NOx), compostos orgânicos voláteis não-metânicos (NMVOC), amoníaco (NH3) e partículas finas (PM2,5) e exige a elaboração, adoção e execução de programas nacionais de controlo da poluição atmosférica, bem como a monitorização e a comunicação das emissões desses poluentes e dos outros poluentes.

Fonte: Auto Foco

Falta de qualidade do ar provoca mais de seis mil mortes por ano em Portugal

A conclusão é apresentada no mais recente relatório da Agência Europeia do Ambiente (EEA), divulgado esta quarta-feira. Segundo o documento, a exposição a partículas finas, dióxido de azoto e ozono causou 6.640 mortes prematuras em Portugal, um valor bastante mais elevado que o registado anteriormente.

“O maior perigo para a saúde ambiental na Europa”. O estudo da Agência Europeia do Ambiente (EEA), conhecido esta quarta-feira, alerta para os riscos da poluição do ar, sobretudo nas zonas urbanas.

Segundo o relatório “Air quality in Europe – 2016 report”, que faz a retrospetiva de dados entre 2000 e 2014 e junta os dados mais recentes de 2015, a forte poluição atmosférica leva à enorme redução da qualidade de vida devido a doenças e é responsável por cerca de 467 mil mortes prematuras por ano na Europa.

Em 2014, cerca de 85 por cento da população urbana europeia estava exposta às partículas finas PM 2,5 a níveis considerados nocivos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Exposto a este tipo de partículas, o corpo humano tem maior possibilidade de desenvolver ou agravar doenças cardiovasculares, asma ou mesmo cancro do pulmão.

“A redução de emissões levou a melhorias na qualidade do ar na Europa, mas não o suficiente para evitar danos inaceitáveis na saúde humana e no ambiente. É nosso dever encontrar as origens desta poluição, com uma transformação fundamental e inovadora nos nossos sistemas de mobilidade, energia e alimentação”, refere Hans Bruyninckz, diretor executivo da EEA.

Ouvido pelo site da RTP, Francisco Ferreira, da associação ambientalista Zero, refere que a situação é muito diferente entre os vários países europeus. Mesmo dentro dos próprios países, a situação varia muito consoante as zonas urbanas.

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Fonte: RTP Notícias

Empresa portuguesa investe em óleo alimentar usado para produção de biodiesel

Com investimento em instalações de cerca de 3 milhões de euros a empresa espera ser líder na coleta de óleos alimentares usados até 2020

A empresa portuguesa Prio, conhecida por comercializar derivados de petróleo a baixo custo, vai apostar fortemente na coleta de óleo de cozinha usado. Em comunicado oficial enviado para a redação do Economia ao Minuto, portal de notícias português,  a Prio revela que vai investir três milhões de euros para instalar pontos de coleta em todo o país, com o objetivo de recolher pelo menos 30% dos 110 milhões de litros de óleo por ano utilizados para cozinhar em Portugal.

“Este é um investimento para os próximos 4 anos com previsão de conclusão em 2020. O início, já no próximo mês, contará com a instalação de 5 unidades de recolha avançadas e 45 unidades tradicionais. Em 2017, a PRIO espera instalar 50 postos avançados e 50 tradicionais. 2018 terá um aumento considerável, com 150 unidades de coleta avançadas e 150 tradicionais. 2019 e 2020 já serão exclusivamente dedicados às unidades avançadas, com a instalação de 200, por ano”, revela a empresa.

O óleo recolhido será utilizado para produzir biodiesel, uma fonte energética que pode ser utilizada nos veículos motorizados e que reduz consideravelmente o impacto ambiental das emissões.

Para Pedro Morais Leitão, presidente da Prio, “o biodiesel pode ser uma ferramenta de redução de CO2 e deverá assumir uma importância crescente na promoção da sustentabilidade em Portugal e no restante do globo”.

“Na Prio estamos presentes em toda a cadeia de valor dos biocombustíveis, pois acreditamos que esta é a melhor forma de garantir a elevada qualidade dos combustíveis distribuídos, diminuindo, ao mesmo tempo, o seu impacto no meio ambiente. Este é mais um passo nesse sentido”, completou Leitão.

“Caso o enquadramento regulamentar nacional continue a incentivar a utilização de óleos alimentares usados na produção de biodiesel de acordo com as diretrizes Europeias, esperamos, com este investimento, ser líderes na recolha de óleos alimentares usados no mercado Português”, revela Nuno Correia, responsável pelo departamento de biocombustíveis e sustentabilidade da Prio.

Brasil e Portugal aprofundam cooperação nos setores científico e tecnológico

Intenção é que experiência brasileira com biocombustíveis contribua para o desenvolvimento do setor em Portugal

Brasil e Portugal estudam aprofundar a cooperação bilateral, que completou 30 anos no mês passado, nas áreas de nanotecnologia, física de altas energias, biocombustíveis e parques tecnológicos. O assunto foi discutido nesta quinta-feira (30) pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC, Jailson de Andrade, e a ministra-adjunta da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Teresa Tavares, em videoconferência.

“O acordo de cooperação entre Brasil e Portugal tem proporcionado vários avanços tecnológicos e científicos. Hoje, foram destacados vários deles em áreas como observação da terra e oceanos. Há também interesse mútuo na área de satélites, observação das mudanças do clima, parques tecnológicos, que é prioridade para o ministério, bioenergia, entre outras”, elencou Jailson.

Ele ressaltou ainda que a vasta experiência do Brasil em bioenergia e biocombustíveis pode contribuir para o avanço do setor em Portugal. “Hoje já operamos fábricas produzindo etanol de segunda geração e estamos caminhando para o de terceira geração. O Brasil tem larga experiência no setor. Já Portugal possui muito conhecimento em energia eólica, um tipo de energia renovável que tem crescido muito no Brasil nos últimos anos”, explicou o secretário.

Carta de Intenções

Em setembro do ano passado, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) assinou Carta de Intenções entre Brasil, Espanha e Portugal para cooperação científica em nanotecnologia.

O objetivo é fortalecer a cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica entre o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), sediado em Braga, Portugal, e os institutos de pesquisa do MCTIC que integram o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNano).

Fonte: Portal Brasil

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