MME realiza explanação pública do modelo de metas do RenovaBio

Na quarta-feira (11/04) foi realizada a 2ª reunião do Comitê do Programa

Na última terça-feira (10/04) foi realizada a explanação pública do modelo de construção de metas do RenovaBio. O evento contou com a presença de agentes do setor e da sociedade civil para discutir a modelagem e os desafios do Programa. O encontro foi realizado no auditório do Ministério de Minas e Energia (MME).

Organizado pela secretaria de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (SPG), o evento contou com apresentação da modelagem do Programa, explicações e sugestões para formulação da consulta pública referente às metas.

“O intuito é dar publicidade e transparência ao que está sendo pensado para a definição das metas de descarbonização. Foi uma explanação do porquê escolhemos um determinado modelo econômico, as principais variáveis consideradas, etc.”, afirma o coordenador-geral do Departamento de Biodiesel e Outros Biocombustíveis, Ricardo Gomide.

Dentre os assuntos abordados no encontro, um deles foram as entradas do modelo que representam: aumento de consumo por ganho de eficiência nos veículos novos (Rota 2030); capacidade de produção nacional dos combustíveis; eficiência ambiental; evolução da participação dos veículos flex na frota; ganho de eficiência dos veículos novos; margem de refino dos combustíveis fosseis; paridade de preços de Biodiesel, Biogás, Qav, Etanol hidratado; e participação de biodiesel autorizativo.

Também foi discutido o percentual de mistura de biodiesel; percentual de mistura de Biogás, BioQav, Etanol; taxa de crescimento da frota; taxa de ganho de eficiência ambiental para os combustíveis; taxa de variação da produção dos combustíveis; variação da demanda Ciclo Aviação, Ciclo Diesel, Ciclo-Otto, GNV.

2º Comitê RenovaBio

Na quarta-feira (11/04) aconteceu a 2ª Reunião do Comitê RenovaBio que focou na deliberação sobre a aprovação do modelo de análise e sobre as premissas e principais variáveis para elaborar a recomendação para as metas de redução de emissões.

Durante a reunião, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou uma apresentação sobre os riscos para segurança do abastecimento pela não expansão da produção de combustíveis, tanto de derivados quanto de biocombustíveis. A produção de biocombustíveis já está sendo equacionada no âmbito do RenovaBio. Com isso, as metas do Programa darão uma importante sinalização para a segurança de abastecimento.

A próxima reunião do Comitê acontecerá em 18 de abril no Ministério de Minas e Energia.

Fonte: MME

Especialistas pedem políticas que fomentem energias renováveis na América Latina

Santiago, 3 Abr 2018 (AFP) – Os especialistas exigem políticas econômicas de longo prazo na América Latina para realizar a transição da matriz energética para fontes renováveis não convencionais, como a solar ou a eólica.

“Precisamos de um roteiro claro”, disse Eduardo Valente, sócio de Energia e Mineração da consultora EY, no âmbito do Latam Energy Forum, que começou nesta terça-feira em Santiago e vai durar dois dias.

A realidade dos países é muito diferente. Enquanto Chile e Uruguai fizeram apostas claras nas energias solar e eólica, respectivamente, no Peru, por exemplo, presa de uma crise política nos últimos meses que terminou com a mudança de governo, o avanço está muito atrasado, segundo César Butrón, presidente do COES-SINAC.

Financiamento e comercialização, integração das energias renováveis não convencionais à rede, interconexão regional ou novas soluções de estabilidade para os sistemas elétricos, são algumas das arestas da produção energética limpa na região ainda não resolvidas.

Diante da tendência de aposentar os combustíveis fósseis, “o que vamos ver na próxima década vai ser surpreendente. Isto é cada vez mais rápido, mais radical e mais forte”, assegurou José Ignacio Escobar, diretor-geral para a América do Sul da espanhola Acciona Energía.

Ele acrescentou que espera que em 2030 tenhamos um mundo com mais de 50% de energias renováveis.

Se a região explorasse apenas 10% do potencial de energia eólica e solar, a produção energética seria 8 e 14 vezes maior, respectivamente, que o consumo de energia atual de 21 países da região, apontou Carolina Zelaya, secretária executiva da Comissão Nacional de Energia do Chile.

– Uruguai, o laboratório -A experiência do Uruguai, “um laboratório da realidade”, foi exposta como exemplo neste fórum de especialistas.

Desde 2010 este país investiu sete bilhões de dólares para mudar sua matriz energética, apostando na geração eólica, lembrou Gonzalo Casaravilla, presidente da Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas (UTE).

Só em quatro anos, a energia produzida pelo vento passou de 1% do total, em 2013, a 31%, em 2017. Em março passado, a energia eólica se tornou a principal fonte de geração pela primeira vez, alcançando 41% de participação, disse Casaravilla, citando uma notícia desta terça-feira da imprensa local.

“Se nos movemos bem e trabalhamos as relações com as pessoas, a troca e a confiança, há muitas oportunidades para trabalhar”, apontou.

Os produtores de energia ainda terão que resolver problemas como o armazenamento para combater a irregularidade da produção, que diminui quando o sol se põe ou os ventos remitem.

As interconexões são outro dos obstáculos que os países sul-americanos tem que superar, “muito menores” que na Europa, Estados Unidos e Canadá ou inclusive América Central.

Para chegar a 100% de renováveis, são necessárias todas as tecnologias, mareomotriz, eólica, solar ou outras que forem aparecendo, lembram os especialistas.

“A digitalização vai nos permitir ter respostas muito rápidas”, disse Luis Meersohn, vice-presidente de Energia da Siemens.

Fonte: AFP

CEBDS propõe ações para estratégia brasileira de desenvolvimento de baixo carbono

O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) lançou, na última terça-feira (12), no Rio de Janeiro, o estudo pioneiro Estratégia de desenvolvimento de baixo carbono para o longo prazo. Apontando cinco caminhos principais, a publicação, elaborada com apoio do Instituto Clima e Sociedade (ICS), ainda delineia os papéis do setor empresarial e das distintas esferas de governo para contribuir ao máximo com a neutralização das emissões globais de gases do efeito estufa (GEE) até 2050.

“Além dos compromissos já assumidos na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), o país precisa estabelecer uma estratégia de desenvolvimento a longo prazo, conforme prevê o Acordo de Paris. Este estudo aponta caminhos. O setor empresarial possui o apetite e a disposição para concretizar essas ações, mas é fundamental sinergia entre distintos setores. Articulação e ações em rede são necessárias para mudar o atual cenário”, destacou a presidente do CEBDS, Marina Grossi.

A coordenadora da Câmara Temática de Energia e Mudança do Clima do CEBDS, Laura Albuquerque, destacou que o estudo lançado trabalha com o cenário de 2050 e avança nas reflexões feitas pelo CEBDS na publicação, lançada no começo do ano, Oportunidade e Desafios das metas da NDC Brasileira para o Setor Empresarial, cujo horizonte é 2030.

“A NDC é só o meio do caminho, mas nós queremos ir além. O CEBDS é uma instituição de vanguarda e nesse estudo fica claro que uma estratégia de longo prazo tem que estar ligada a uma maior ambição de redução de emissões de gases de efeito estufa”, apontou Laura.

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Fonte: CEBDS

EUA e o sucesso das políticas estaduais de incentivos ao biodiesel

O programa de política estadual do Conselho Nacional de Biodiesel (National Biodiesel Board) tem sido uma peça fundamental no avanço do mercado de biodiesel

O National Biodiesel Board (NBB) tem se mostrado uma importante voz de coordenação para a indústria de biodiesel nos EUA. O programa que incentiva a política estadual, capitaneado pela NBB, tem sido uma peça fundamental no avanço do mercado de biodiesel e um instrumento de coordenação para produtores e agentes interessados. Neste ano, o setor pode acompanhar um série de marcos políticos que ajudarão a construir uma valiosa demanda de mercado para o biocombustível no país.

Na costa oeste, a redução do carbono

O biodiesel desempenha um papel fundamental nas políticas da Costa Oeste focadas em redução de carbono. A continuação da implementação bem sucedida do Padrão de Combustível de Baixo Carbono da Califórnia e do Programa de Combustíveis Limpos de Oregon, aumentou a demanda por biodiesel nos dois estados de 315 milhões de galões para 455 milhões de galões, respectivamente, em 2017. Esses volumes geraram créditos de carbono superiores a US $ 250 milhões em valor real, que foi injetado de volta na própria indústria.

A California Air Resources Board (CARB) anunciou em julho a aprovação de um aditivo mitigante de NOx para misturas de biodiesel, desenvolvido através de um esforço liderado pelo NBB ao longo de mais de 18 meses. As misturas B20 agora são certificadas como o combustível líquido de menor emissão e estão disponíveis para todo o estado da Califórnia.

Nova York expande o bio aquecimento para alcançar um ar mais limpo

Na costa leste, o estado de Nova York aprovou legislação neste ano, exigindo B5 – o Bioheat – em oito condados, medida que começa a valer em 2018. O projeto expandirá o padrão de mistura de biodiesel da cidade de Nova York para 70% dos residentes ou quase 14 milhões de pessoas. ]

“Nova York tem sido um líder em reconhecer os benefícios ambientais, de saúde pública e econômicos do biodiesel, não apenas em aplicações de transporte, mas também no mercado de óleo de aquecimento”, disse Shelby Neal, diretor de assuntos governamentais do NBB. “Cumprimentamos o governador Cuomo por assinar este importante projeto de lei que proporcionará um ar mais limpo para mais nova-iorquinos melhorando as emissões do óleo de aquecimento. Aumentar o uso de Bioheat, no maior mercado de óleo de aquecimento do país, também apóia empregos locais no setor de energia limpa”, ressaltou Neal. A cidade mistura biodiesel ao diesel desde 2012, antes no volume de 2% e desde 01 de outubro desse ano, 5%.

Illinois e Minnesota, sempre em frente 

Os campeões de biodiesel no Centro-Oeste continuam a desenvolver esforços comprovados que apoiam o crescimento do mercado de biodiesel. Este ano, Illinois aprovou uma extensão de cinco anos de sua isenção de imposto sobre misturas de biodiesel 10%, o chamado B10. A política tornou Illinois um dos maiores mercados de biodiesel do país, com mais de 150 milhões de galões consumidos anualmente.

“O incentivo fiscal de vendas de biodiesel em Illinois tem sido uma política tremendamente bem-sucedida, apoiando o crescente mercado de biocombustíveis avançados fabricados nos Estados Unidos”, disse Neal. “Essa política estimula a atividade econômica, apóia os combustíveis produzidos nos EUA e agrega valor à economia agrícola. Illinois é um dos cinco principais nomes do biodiesel no país, produzindo e consumindo o produto, e esta extensão ajudará a manter o estado como líder da indústria”.

Minnesota, o primeiro estado a exigir uma mistura de biodiesel em 2005, está pronto para outro passo histórico. O estado anunciou recentemente que está pronto para o B20 e deve implementar o aumento da mistura em 1 de maio de 2018. Uma vez implementado, o requisito será efetivo de abril a setembro voltando para B5 nos meses de inverno.

“Minnesota tem sido um líder visionário na política de biodiesel há 15 anos. Esse marco não poderia ter sido alcançado sem o trabalho árduo e os esforços dedicados dos membros do NBB e dos produtores desse setor”, finalizou Neal.

Para ter acesso ao artigo no idioma original, clique aqui.

Fonte: Biodiesel Magazine

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