Para aproveitar biodiversidade, Brasil deve investir em pesquisa

Especialistas da USP defendem fontes alternativas de energia e programas de estudo sobre sustentabilidade

Na última sexta-feira(18), o Diálogos na USP falou sobre Biodiversidade e Sustentabilidade. O Brasil é o país com a maior diversidade de espécies no mundo: são mais de 103 mil espécies animais e 43 mil espécies vegetais. A costa marinha do País é de 3,5 milhões de quilômetros quadrados e inclui ecossistemas como recifes de corais, dunas, manguezais, lagoas, estuários e pântanos. No próximo 22 de maio, terça-feira, se comemora o Dia Mundial da Biodiversidade, criado pelas Nações Unidas. Mas quanto os governos e a sociedade se preocupam com esse tema?

José Goldemberg, físico, professor da USP e presidente da Fapesp, que atuou no Ministério da Educação e na Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, acredita que há aspectos a comemorar e a lamentar sobre o Dia Mundial da Biodiversidade. Para ele, após 1992, com a Convenção do Clima e da Biodiversidade, houve muitos progressos. “A preservação de recursos naturais bate de frente com tendências desenvolvimentistas. Os setores da sociedade são diferentes e é preciso conciliar isso.” Ele defende que a solução dos problemas exige uma análise científica.

Para Pedro Luiz Cortês, professor associado e livre-docente do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam) do Instituto de Energia e Ambiente da USP, professor da ECA e coordenador da Rede Internacional de Estudos sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade (Rimas), as questões ambientais foram colocadas em pautas de discussão política e econômica, ocupando espaço cada vez maior na mídia. “Muita pesquisa científica de qualidade vem sendo desenvolvida, não só na USP, mas em outras universidades, e isso é bastante grande.” Ele diz que o grande obstáculo é fazer com que essas pequisas alcancem formuladores de políticas públicas, para que eles utilizem esse conhecimento científico para embasar suas soluções.

José Goldemberg e Pedro Luiz Cortês no programa Diálogos na USP, com apresentação de Marcello Rollemberg – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Os convidados acrescentam a importância das fontes alternativas de energia para a sustentabilidade, mas reforçam que a sua geração depende de cada região e de cada país. Cortês defende que o Brasil tem capacidade de produzir o biodiesel e tecnologia para utilizá-lo na vida urbana. Goldemberg completa que aprender a armazenar energia também é importante.

Para utilizar bem sua biodiversidade, o Brasil deve investir em pesquisas. “Há uma carência de pesquisa, há uma carência de investimento e uma falta de interesse por vezes da indústria em aproveitar a grande biodiversidade que a gente tem”, reflete Cortês. Ouça o programa completo no player acima.

Clique aqui para ouvir o programa completo.

Esta edição do Diálogos na USP teve apresentação de Marcello Rollemberg e trabalhos técnicos de Marcio Ortiz. A produção é do Departamento de Jornalismo da Rádio USP.

Fonte: Jornal da USP

Cearenses desenvolvem pesquisa que utiliza microalga para produção de biodiesel

Pesquisa envolve a produção de biodiesel, que é um combustível utilizado em carros ou caminhões, feito a partir de óleos vegetais ou de gordura animal

Uma pesquisa feita por alunos do Instituto Federal do Ceará (IFCE) trabalha a produção de combustíveis como biodiesel a partir de microalgas.

As alunas de Agronomia do campus de Limoeiro do Norte Gabriela de Freitas e Edla Rayane de Oliveira desenvolveram a pesquisa que chegou a ser selecionada para um evento em Nova York, nos Estados Unidos.

A pesquisa envolve a produção de biodiesel, que é um combustível utilizado em carros ou caminhões, feito a partir de óleos vegetais ou de gordura animal.

No caso específico, microalgas são algas unicelulares que crescem em água doce ou salgada e são bastante utilizadas como alimento de organismos aquático.

O professor orientador da pesquisa, William Alves, explica que uma das vantagens é o maior rendimento por área, e também a não utilização de áreas agricultáveis.

De acordo com o professor, a pesquisa tem baixo custo. “O trabalho pode se tornar mais econômico em virtude da pesquisa por se utilizar de áreas agricultáveis”, destaca.

Fonte: Tribuna do Ceará

Pesquisa mede resiliência da mobilidade urbana à falta de combustível

Proposta é prever o que aconteceria com a locomoção nas cidades brasileiras em caso de escassez de combustíveis fósseis

Muito se especula sobre o futuro da sociedade em caso de escassez de combustíveis fósseis. A fim de contribuir para o debate, um aluno da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP propôs em seu mestrado a seguinte pergunta: “O que aconteceria com as viagens diárias se não tivéssemos veículos motorizados disponíveis?”. Ao buscar respondê-la, Marcel Martins e o professor Antônio Nelson Rodrigues da Silva, orientador do estudo e vice-diretor da escola, estudaram o que é chamado de resiliência da mobilidade urbana.

Usando dados oficiais, a pesquisa analisou nas cidades de São Carlos e Maceió (AL) as viagens pendulares, que são aquelas realizadas com ida e volta no mesmo dia, em geral para cumprir uma jornada de trabalho, determinando os principais centros de partida e destinos das zonas urbanas. Dessa forma, foi possível verificar as distâncias entre esses centros e quais desses caminhos poderiam ser feitos sem o uso de automóveis. Estipulou-se também uma distância máxima possível realizada nos modos ativos (a pé ou de bicicleta). A partir desse dado, foi possível simular quais tipos de viagens sofreriam maior impacto em caso de falta de combustível fóssil.

Os trajetos internos de uma cidade foram classificados em quatro tipos. O primeiro são as “viagens persistentes”, que continuariam a existir mesmo com uma crise do veículo motorizado, uma vez que são aquelas já feitas por modos ativos e dentro do limite máximo de distância. O segundo tipo é composto de viagens motorizadas, dentro do limite estabelecido para o moto ativo, e são chamadas de “viagens adaptáveis” – ou seja, em tese poderiam ser feitas a pé ou de bicicleta sem maiores problemas. O terceiro tipo é chamado de “viagens transformáveis”, que são as realizadas por veículos motorizados ultrapassando os limites estipulados e, portanto, tornando mais difícil aos viajantes realizar adaptações ao contexto. Por fim, foram nomeadas como “viagens excepcionais” aquelas realizadas a pé e/ou por bicicleta mesmo estando acima dos limites de distância.

Imagem: Marcel Martins

 

Resiliente ou vulnerável?

Os pesquisadores então dividiram esses tipos de trajetos em duas categorias: resilientes e vulneráveis. As viagens persistentes, adaptáveis e excepcionais são classificadas como resilientes, uma vez que podem continuar a existir sem o uso de transportes motorizados. Logo, se houvesse uma crise de combustíveis fósseis, essas trajetórias não deixariam de existir. Já as viagens transformáveis são consideradas vulneráveis, uma vez que seriam diretamente afetadas em uma situação de escassez de combustível.

A resiliência é, portanto, a capacidade de reação de um sistema a se reorganizar ou se adaptar após um choque ou uma crise. “O veículo motorizado não vai deixar de existir. O problema é que estamos criando uma dependência muito grande dele, o que pode fazer com que tenhamos muita dificuldade na transição de um combustível para outro”, disse o vice-diretor da EESC.

O resultado final da pesquisa mostrou uma quantidade significativa de locomoções motorizadas realizadas dentro dos limites de distâncias para os modos ativos, o que demonstra uma alta dependência dos meios de transportes motorizados. “Isso reflete a situação da sociedade brasileira como um todo: a cultura do carro ainda está muito intrínseca em nós”, afirmou Marcel Martins. Para os pesquisadores, é necessário criar políticas públicas e trabalhar em soluções mais focadas em realizar a migração dos modos motorizados para os modos ativos, como a bicicleta e a caminhada, e também multiplicar a quantidade de centros de atividades econômicas dentro das cidades.

A pesquisa foi premiada pela Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes (Anpet) neste ano e agora está sendo expandida para outras cidades brasileiras e de outros países, em uma parceria com a Universidade de Manchester, na Inglaterra.

Mais informações: anelson@sc.usp.br/mcm-mata@hotmail.com

Fonte: Jornal da USP

Pesquisador piauiense inova na produção de biodiesel

O mundo todo persegue o uso de energias alternativas especialmente para reduzir os impactos contra o meio ambiente das fontes mais usadas na atualidade. Isso tem acontecido não somente nas matrizes que produzem energia elétrica, onde se busca um maior aproveitamento da energia dos ventos e da energia fotovoltaica, quanto na produção de substitutos para os derivados do petróleo, recurso finito, extremamente impactante, mas que move, literalmente (através dos combustíveis veiculares) o mundo inteiro.

Uma das alternativas tem sido o uso de biocombustíveis. Algumas experiências se mostraram mais exitosas do que outras, existindo inclusive uma forte discussão na academia quanto a produção de culturas de plantas oleaginosas de onde é possível extrair recursos para produção do biodiesel.

O processo de produção de biodiesel ainda vem sendo estudado, pois existem gargalos como a produção de resíduos que impactam o meio ou o valor de alguns reagentes que inviabilizam economicamente o processo. É o caso de agentes catalizadores (que aceleram as reações químicas) à base de platina, que encarecem muito o processo de produção do biocombustível.

Mas a pesquisa no Piauí pode ter encontrado uma boa alternativa para produção de biodiesel em larga escala e resolvendo alguns destes gargalos.

Recentemente, a tese de Doutorado desenvolvida pelo pesquisador Cícero Oliveira Costa Neto, do curso de Química da UESPI, chegou a descobertas interessantes no sentido de melhor produzir biodiesel. Usando o óleo extraído das amêndoas do babaçu (Attalea speciosa), palmeira abundante em áreas do Piauí e do Maranhão, Cícero Neto, orientado pelo Prof. Dr. Francisco das Chagas Alves Lima (UESPI), conseguiu eliminar a produção da acroleína, resíduo da síntese do Biodiesel, que provoca um odor forte e é considerado um gargalo para o uso do combustível, além de aplicar um novo composto como catalizador, à base do mineral bauxita, com um custo baixíssimo em relação aos catalizadores à base de platina, o que pode viabilizar a produção em larga escala do biodiesel à base da óleo de babaçu, fortalecendo a ideia de se usar fontes alternativas de combustível que tragam menos impactos ao meio ambiente e fortalecendo a ideia da Química Verde. O pesquisador conseguiu ainda projeções, através de cálculos teóricos, que permitem a identificação mais precisas de substâncias, na síntese do Biodiesel, o que representam avanços teóricos do seu trabalho para o processo de produção do combustível alternativo.

Os processos e produtos gerados pela pesquisa do Dr. Cícero Neto representam mais um resultado do promissor programa de Pós-Graduação da Rede Nordeste de Biotecnologia (RENORBIO).

Fonte: Cidade Verde.com

Semente de soja é opção para produzir cianovirina usada no combate à AIDS

Desenvolvida pela Embrapa, Instituto Nacional de Saúde dos EUA, Universidade de Londres e Conselho de Pesquisa da África do Sul pesquisa premiada pelo Consórcio Federal de Laboratório norte-americano deverá baratear a produção

Pesquisa desenvolvida pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, sigla em inglês), a Universidade de Londres e o Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da África do Sul (CSIR – sigla em inglês) foi premiada pelo Consórcio Federal de Laboratórios (FLC, sigla em inglês) pela excelência na transferência de tecnologia na área de saúde e serviços humanos em todo o território norte-americano.

O estudo comprovou que sementes de soja geneticamente modificadas constituem a biofábrica mais eficiente e opção viável para produzir em larga escala a cianovirina – proteína muito eficaz no combate à AIDS. A pesquisa que já havia sido premiada no ano passado na região do Médio-Atlântico (FLC MAR), recebeu, agora, o prêmio nacional. O consórcio congrega mais de 300 laboratórios de renomadas instituições de pesquisa e ensino norte-americanas, como o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e as Universidades de Cornell, Carolina do Norte e Maryland, entre outras.

O prêmio será entregue durante a reunião nacional do FLC, no dia 25 de abril, em Rockville, Maryland. O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Elibio Rech, coordenador da participação brasileira nos estudos, receberá a outorga, juntamente com os representantes das instituições internacionais que participaram do projeto.

Para Rech, além do reconhecimento científico, esse prêmio comprova a importância da cooperação técnica para o desenvolvimento de pesquisas de ponta na área de biotecnologia. “Essa homenagem coroa uma pesquisa de mais de uma década, que obteve excelentes resultados graças à parceria com os institutos internacionais”, comemora.

Além de inovadora, a pesquisa tem forte componente humanitário e, por isso, países em desenvolvimento com altos índices de propagação da AIDS, terão licença de produção e de uso livres do pagamento de royalties. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), na Zâmbia e África do Sul, cerca de 20% de toda população têm a doença. No Brasil, segundo estimativas da ONU, o índice de novos portadores do vírus subiu 3%, entre 2010 e 2016, ao contrário da média mundial, que sofreu contração de 11%.

A pesquisa, que começou a ser desenvolvida em 2005, se baseia na introdução da cianovirina, uma proteína que está presente em algas e que é capaz de impedir a multiplicação do vírus HIV no corpo humano, em sementes de soja geneticamente modificadas para produção em larga escala. O objetivo é o desenvolvimento de um gel (com propriedades viricidas) para prevenir a contaminação.

O pesquisador destacou que as sementes geneticamente modificadas serão cultivadas em condições controladas de contenção dentro de casas de vegetação ou estufas. Ele explica que os efeitos positivos da cianovirina estão comprovados desde 2008, a partir de testes realizados com macacos pelo instituto norte-americano. A capacidade natural dessa proteína, extraída da alga azul-verde (Nostoc ellipsosporum), de se ligar a açúcares impedindo a multiplicação do vírus é conhecida pela comunidade científica mundial há mais de 15 anos. “O que faltava era descobrir uma forma eficiente e econômica para produzir a proteína em larga escala”, completa.

O faturamento da biotecnologia na indústria farmacêutica mundial cresceu muito nas últimas décadas e alcança aproximadamente 10 bilhões de dólares por ano. Os produtos biotecnológicos estão em franco desenvolvimento e hoje representam cerca de 10% dos novos produtos atualmente no mercado.

A expectativa da Embrapa ao investir em pesquisas com biofármacos, como explica Rech, é fazer com que esses medicamentos cheguem ao mercado farmacêutico com menor custo, já que são produzidos diretamente em plantas, bactérias ou no leite dos animais. Existem evidências de que a utilização de biofábricas pode reduzir os custos de produção de proteínas recombinantes em até 50 vezes.

Fernanda Diniz (MTb 4685/DF) 
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia 
cenargen.nco@embrapa.br 
Telefone: (61) 3448-4768

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: MAPA

Pesquisa consegue reaproveitar insumos da produção de biodiesel

A Embrapa Agroenergia (DF) está obtendo os primeiros resultados na seleção de catalisadores químicos para produção de biodiesel que podem ser reaproveitados. Com isso, a pesquisa está mais perto de criar um processo mais limpo de produção do combustível. Os catalisadores químicos têm o papel de acelerar a reação química entre álcool e óleo que dá origem ao biocombustível. Atualmente, as usinas utilizam para essa função principalmente o metilato de sódio, um catalisador homogêneo. Isso significa que ele não pode ser recuperado após a reação para ser reaproveitado.

Existem ainda outros inconvenientes associados ao uso do catalisador homogêneo. Como não pode ser separado do biodiesel, ele precisa passar por várias lavagens depois de pronto para que o catalisador seja removido. A água utilizada nesse processo torna-se um efluente que precisa ser tratado antes do descarte. Além disso, o produto pode promover a formação indesejada de sabão durante a produção do biodiesel, chamada de saponificação.

A pesquisadora da Embrapa Itânia Soares explica que os catalisadores heterogêneos em teste poderiam ser separados do biodiesel, dispensando tantas lavagens e evitando a geração de grande volume de efluentes, além de poderem ser reaproveitados. Outra vantagem é que eles resolveriam o problema da saponificação.

Desafios dos novos catalisadores

Agora, os pesquisadores buscam obter nos catalisadores heterogêneos eficiência semelhante à dos produtos convencionais homogêneos que conseguem atingir teores de ésteres (biodiesel) superiores a 99%. Ademais, os homogêneos promovem a reação química utilizando temperaturas relativamente baixas (50ºC a 60ºC) e baixa proporção de álcool/óleo. Esse processo ocorre rapidamente, em aproximadamente uma hora, e, dessa forma, as usinas têm menor gasto com energia e reagentes.

Em contrapartida, os catalisadores heterogêneos normalmente exigem alta temperatura e alta proporção de álcool/óleo, além de proporcionarem rendimentos abaixo do convencional, mesmo depois de muito tempo de reação. Reverter essas características é justamente o que buscam os testes realizados na Embrapa Agroenergia pela pesquisadora Itânia, juntamente com os colegas Emerson Schultz e Anna Letícia Pighinelli.

A equipe conseguiu resolver dois dos problemas: aumentou o teor de ésteres e reduziu a temperatura do processo. Para isso, os cientistas usaram um composto já disponível comercialmente para outras aplicações, a hidrotalcita. “Nas condições que empregamos, nós conseguimos alcançar teores de ésteres de aproximadamente 100% com o catalisador heterogêneo, e a temperatura aplicada foi relativamente baixa”, conta Itânia.

Próximos passos

Com esses resultados, a equipe vislumbra criar, nos próximos anos, uma alternativa viável e capaz de gerar menos efluentes no processo de lavagem de biodiesel, já que, além de baixo custo, a hidrotalcita também é de fácil manuseio. Os resultados positivos foram obtidos em experimentos produzindo biodiesel a partir de óleo de soja e óleo de dendê. Entretanto, a equipe ainda precisa otimizar a razão álcool e óleo, além do tempo de reação. “O que estamos fazendo é um planejamento experimental, pois logo no início nós já alcançamos os resultados esperados com teor de éster, mas isso ainda não é o suficiente. Precisamos trabalhar para aperfeiçoar a reação para que ela ocorra com menor gasto de energia e reagentes”, ressalta Itânia.

Por enquanto, os testes seguem em escala de bancada. Avançando nos indicadores positivos, os cientistas devem partir para escalas maiores de produção.

Sobre biodiesel

O biodiesel entrou na matriz energética brasileira em 2005, com o Programa Nacional de Produção de Uso de Biodiesel. Atualmente, todo o diesel comercializado no Brasil possui 7% desse biocombustível. A soja responde por 75% das gorduras utilizadas na produção, seguida pelo sebo bovino. Na Embrapa Agroenergia, pesquisas estão voltadas ao desenvolvimento de novas culturas oleaginosas para integrar a cadeia produtiva do biodiesel, como pinhão-manso, macaúba e dendê. O controle de qualidade e etapas do processo de produção do biocombustível também são objetos de estudo.

Fonte: Embrapa Agroenergia – texto publicado no Canal Jornal da Bioenergia

Pesquisa com matéria-prima para fabricação de biodiesel

Uma lei sancionada em março deste ano elevou a porcentagem da adição de biodiesel no diesel, que passará de 7% para 8% até 2017 e chegará a 10% em 2019. No ano passado, o país produziu 3,9 bilhões de litros de biodiesel – um crescimento de 15% em relação a 2014 –, ficando em segundo lugar no mundo, atrás dos Estados Unidos e na frente da Alemanha e da Argentina.

A demanda esperada para 2020 é de 7 bilhões de litros. Em 2015, 76,5% do biodiesel no Brasil foi feito com soja, 19,4% com gordura animal, 2% com algodão e mais 2,4% com outros tipos de matérias-primas, como óleo de cozinha usado, dendê, entre outros. A produção desse biocombustível se dá por meio de um processo químico chamado de transesterificação, em que é misturado um óleo vegetal ou gordura de origem animal ao metanol, um álcool extraído do gás natural, e mais um catalisador, uma substância química. Para cada mil litros de óleo são necessários 300 litros de metanol.

O aumento da participação do biodiesel no diesel vai estimular a demanda por matérias-primas para o fabrico do óleo vegetal. As opções são muitas. A mais recente, que é objeto de estudo de várias instituições de pesquisa brasileiras, é o óleo do fruto da macaúba, uma palmeira encontrada em quase todo Brasil, do norte de Minas Gerais até o norte da Argentina. Ela é a mais nova promessa para a produção de biodiesel. O que atrai na planta é a quantidade de óleo que essa cultura sem nenhum melhoramento agronômico produz num espaço de 10 mil metros quadrados ou 1 hectare (ha): até 4 mil litros (l). A título de comparação, a soja rende 500 l/ha.

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Fonte: Revista Pesquisa Fapesp

Pesquisa na Furb sugere óleo de fritura para produção de biodiesel

A preocupação com o meio ambiente e a procura por fontes renováveis vem ganhando destaque nos últimos anos. A substituição parcial do diesel de petróleo pelo biodiesel de óleos vegetais e animais é uma alternativa energética. O biodiesel é um combustível de composição de ésteres alquílicos, produto da reação de transesterificação de um óleo com álcool, que atenda os padrões da qualidade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP.

O uso do óleo de fritura para produção de biodiesel é uma alternativa ecológica à produção a partir de óleo vegetal. Porém, biodiesel de óleo de fritura apresenta menor estabilidade à oxidação, alterando suas características e prejudicando o seu desempenho como combustível. Sendo assim, este trabalho visa investigar componentes responsáveis pela baixa estabilidade oxidativa do biodiesel de óleo de fritura.
Foram caracterizados os óleos de fritura e de soja, produzindo biodiesel por transesterificação alcalina em razão molar 1:6 e caracterizando o biodiesel de acordo com os métodos estabelecidos pela ANP. Os valores obtidos foram relacionados com a composição e estabilidade oxidativa.
A mestranda Valnice Motta, do Programa de Pós graduação em Química da FURB (Universidade de Blumenau), defende nesta sexta-feira (30-09), às 14 horas, na sala S 309, Campus I, a dissertação intitulada Caracterização química do biodiesel obtido a partir do óleo de fritura e sua relação com a estabilidade à oxidação. A pesquisa foi orientada pelo Prof. Dr. Edésio Luiz Simionatto.
Fonte: FURB – Universidade de Blumenau.

Pesquisa aponta que 96% dos brasileiros se preocupam com o meio ambiente, desde que não haja gastos extras

Um estudo inédito da Cupons Mágicos, plataforma que disponibiliza cupons de desconto para compras online, indica que 96% dos brasileiros estão preocupados com o meio ambiente. Porém, a maior parte dos entrevistados diz não estar disposta a ter gastos extras para ser sustentável.

A pesquisa, realizada em Maio de 2016 e que contou com 1306 pessoas maiores de 18 anos em todo o Brasil, foi feita para esclarecer o que os brasileiros pensam acerca do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado dia 5 de junho. O objetivo da data é trazer à tona os problemas ambientais mundiais e lembrar da importância da preservação dos recursos naturais.

De um modo geral, os brasileiros dizem fazer o que podem para impactar o meio ambiente o menos possível, desde que gastos extras não estejam envolvidos. O estudo aponta que 41%, por exemplo, não compram alimentos orgânicos porque são caros e 6% não acreditam que esse tipo de alimento faça a diferença na saúde e no meio ambiente. Quando o assunto é moda, 42% não consomem roupas e acessórios sustentáveis porque são mais caros do que artigos de procedência duvidosa.

Além disso, apenas 19% têm sistema de captação de água da chuva, 9% possuem casas com energia solar e somente 4% cultivam parede ou telhado vivo (forrado com plantas) – recursos que requerem, além de disposição para reformas, investimento para implementar essas melhorias.

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Fonte: Eco Desenvolvimento 

 

 

 

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