Mais de 170 países assinam acordo para reduzir em 50% até 2050 emissões de CO2 do transporte marítimo

É a primeira vez que a indústria do transporte marítimo fixa objetivos contra mudanças climáticas. Arábia Saudita e Estados Unidos se opuseram ao texto.

Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou na última sexta-feira (13) em Londres a assinatura de um acordo destinado a reduzir “em ao menos 50%” as emissões de CO2 do transporte marítimo até 2050 em relação aos níveis de 2008. A OMI tem 173 Estados-membros.

É a primeira vez que a indústria do transporte marítimo fixa objetivos com números em termos de luta contra as mudanças climáticas. O setor não estava diretamente afetado pelo Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015 durante a COP21.

O objetivo é que na década de 2030, os navios recém-construídos operem com combustíveis renováveis e até lá os navios, responsáveis por mais de 80% do comércio global, fiquem livres de combustíveis fósseis.

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Fonte: G1

Por que Brasil se opõe à Europa em corte de emissões de CO2 por navios

Brasil e Europa estão em lados opostos da mesa de negociação em uma batalha que envolve emissão de gases poluentes e transporte de mercadorias pelos mares.

De um lado, países desenvolvidos liderados pela União Europeia querem impor metas ambiciosas de redução de CO2 por navios de carga. Eles argumentam que, se nada for feito, os navios serão responsáveis por um quinto do total de emissões causadoras do aquecimento global nos próximos 30 anos. Uma das propostas é eliminar por completo a emissão de CO2 no transporte marítimo até 2050.

Por outro lado, nações como Brasil, Chile, Argentina e Panamá afirmam que metas como esta prejudicariam duramente as economias de países em desenvolvimento, que dependem do transporte marítimo para exportar produtos primários, como aço, minério e soja. Eles defendem metas diferenciadas para nações mais pobres, que historicamente tiveram menos responsabilidade no aquecimento global.

Ao longo desta semana, um grupo de trabalho da Organização Marítima Internacional, da qual o Brasil também faz parte, tentará chegar a um acordo para ser votado na semana que vem pelo comitê diretor da instituição.

Como o transporte marítimo é internacional – com o carregamento de mercadorias de praticamente todos os países pelos mares -, a decisão sobre os cortes de emissões está a cargo desta instituição, formada tanto por representantes de países como por membros da indústria naval.

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Fonte: BBC Brasil

Como uma decisão da ONU pode salvar 200 mil vidas

A partir desta segunda-feira (24), uma reunião do Comitê de Proteção ao Ambiente Marítimo da Organização Marítima Internacional (IMO, sigla em inglês) pode decidir os rumos da vida de 200 mil pessoas.

O encontro da organização ligada à ONU acontece em Londres, vai até sexta-feira (28) e se concentra em avaliar uma lei que, se mantida, vai diminuir a partir de 2020 consideravelmente os níveis de enxofre nos combustíveis utilizados no transporte marítimo: de 3,5%, nível atual, para 0,5%.

Embora a redução já tenha sido aprovada em 2008, e um estudo encomendado pela IMO garanta que até 2020 haverá combustível de baixo enxofre disponível para abastecer o mercado, a associação de petróleo e gás IPIECA, bem como de um grupo de empresas de transporte representado pela BIMCO, estão trabalhando para que a mudança só seja colocada em prática em 2025.

Você pode pensar que nem é tanto tempo assim; afinal de contas, cinco anos passam, e a gente nem vê. O impacto do possível adiamento, no entanto, ficou claro após um estudo conduzido por pesquisadores dos EUA e da Finlândia comprovar que o atraso de cinco anos na aplicação da norma pode causar 200 mil mortes decorrentes, principalmente, de câncer no pulmão e problemas cardíacos. Os mais afetados pelo impasse são os moradores de áreas costeiras.

No Brasil, a poluição emitida pelos navios é responsável por 4,1% das mortes causadas por poluição do ar. O número deixa o País em 6º lugar mundial e na primeira posição latinoamericana quando se trata de mortes causadas por poluição do ar provocada por navios. As regras mais duras em relação aos combustíveis, segundo o estudo, podem reduzir em 66,3% as mortes por aqui.

Além dos benefícios no Brasil, a implementação de combustíveis mais limpos em 2020 pode evitar 134.650 mortes prematuras na Ásia, 32.100 na África e 20.800 na América Latina.

O impacto caso a mudança seja adiada para 2025 será, principalmente, nos países mais pobres do mundo. Também seriam fortemente afetados, segundo o Guardian, países como o Egito, o Panamá, o Japão, a Índia, Cingapura, a China e as Filipinas.

“A entrada em vigor dessa medida da IMO em 2020 poderia reduzir a pressão sobre a saúde das comunidades costeiras, particularmente na Ásia, África e América Latina. O inverso também é verdadeiro. O atraso asseguraria que os impactos na saúde oriundos das emissões de enxofre persistirão nas comunidades costeiras que estão expostas, onde o tráfego de navios é mais intenso e onde as comunidades, mais densamente povoadas”, explica o professor James Corbett, da Universidade de Delaware, um dos principais autores do estudo.

Bill Hemmings, diretor de transportes da Transport & Environment, também é severamente contra o prolongamento do prazo. Segundo ele, os setores de transporte marítimo e das refinarias tiveram oito anos para se preparar e ainda contam com mais três anos para fazer eventuais ajustes. “Não há mais desculpas para a inércia mortal.”

Representantes da indústria se defendem alegando que o custo do combustível iria afetar o mercado, uma vez que o combustível com baixo teor de enxofre pode custar até 50% mais do que é usado atualmente.

Corbett argumenta, no entanto, que o custo adicional estimado para a indústria naval, de aproximadamente US$ 30 bilhões por ano, é de cinco a 25 vezes menor do que o efeito positivo sobre os gastos com saúde, que beneficiaria a economia global e que poderia ser diluído, representando aumentos insignificantes (de menos de US$ 0,01) no preço final dos produtos.

Fonte: HuffPost Brasil

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