Ano de 2017 foi o segundo mais quente da história

Temperaturas globais foram de, em média, 14,7ºC no ano passado

O ano passado foi o segundo mais quente em todo mundo, atrás apenas de um escaldante 2016, com sinais de mudanças climáticas que vão de incêndios florestais ao derretimento de gelo ártico, informou nesta quinta-feira (4) um centro de monitoramento do clima da União Europeia.

O Serviço de Mudança Climática Copernicus, a primeira grande agência meteorológica internacional a relatar as temperaturas globais de 2017, disse que elas foram em média 14,7ºC maiores do as do período pré-industrial.

O ano passado foi ligeiramente “mais fresco do que o ano mais quente registrado, e mais quente do que o segundo ano mais quente, 2015”, disse o relatório. As temperaturas têm sido registradas desde o final do século 19.

Os dados corroboram uma projeção da Organização Meteorológica Mundial, da ONU, feita em novembro, de que 2017 seria o segundo ou terceiro ano mais quente depois de 2016, como parte de uma tendência de longa data impulsionada por gases estufa produzidos pelo homem.

Fonte: Reuters

Mais de 25% da Terra ficará mais seca mesmo se aquecimento global for limitado a 2ºC, diz estudo

Se contivermos o aquecimento médio a 1,5ºC – a meta mais baixa do Acordo de Paris -, a porção afetada diminui para entre 8% e 10%.

Mais de um quarto da superfície terrestre da Terra se tornará “significativamente” mais seca mesmo se a humanidade conseguir limitar o aquecimento global a 2ºC, o objetivo estabelecido no Acordo de Paris, disseram cientistas nesta segunda-feira (1).

Com o aquecimento de 2ºC, que pode ser atingido entre 2052 e 2070, entre 24% e 32% da superfície terrestre total se tornará mais seca.

Mas se contivermos o aquecimento médio a 1,5ºC – a meta mais baixa inscrita como ideal no Acordo de Paris sobre o clima -, esta porção diminui para entre 8% e 10%, concluíram os pesquisadores em um estudo publicado na revista científica Nature Climate Change.

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Fonte: France Presse publicado no G1

Combater aquecimento global é desafio da Comissão de Mudanças Climáticas

Após um ano de 2017 concentrado na discussão sobre o combate ao desmatamento e na promoção dos biocombustíveis, a Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) debate em 2018 os riscos do aquecimento global e lidera a participação do Congresso no 8º Fórum Mundial da Água. O evento será realizado no Brasil em março de 2018, explica o presidente do colegiado, senador Jorge Viana (PT-AC).

Confira aqui a reportagem completa.

Até 2100, cerca de 153 milhões de pessoas podem ficar afogadas pelo degelo antártico

Em um mundo onde derretem as grandes camadas do gelo antártico, uma possível inundação catastrófica poderia afetar áreas enormes, alertam os cientistas.

Os prognósticos em relação ao aumento do nível dos oceanos no futuro pioraram: em um artigo publicado nesta semana na revista Earth’s Future, os pesquisadores combinaram os dados mais recentes sobre como a camada de gelo da Antártida poderia entrar em colapso com os modelos existentes de elevação do nível do mar e descobriram que, dessa forma, as estimativas anteriores duplicam.

De acordo com o estudo, se permanecermos na trajetória atual do uso de combustíveis fósseis, o aumento médio do nível do mar poderia atingir cerca de 1,5 metros até 2100, em comparação com os 70 centímetros projetados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em 2014.

Em condições de derretimento do gelo em vastas áreas da Antártida, o aumento do nível do mar “faria submergir terras que atualmente abrigam 153 milhões de pessoas”, asseguram os pesquisadores.

O sudeste da Ásia, onde o nível do mar já está aumentando desproporcionalmente, experimentaria os maiores deslocamentos, de acordo com o estudo. Aqueles que vivem nas zonas costeiras da China, Bangladesh, Índia, Indonésia e Vietnã seriam os mais afetados pelo aumento nos níveis oceânicos.

O estudo também aponta que esta hipótese de possível inundação catastrófica poderia ser diminuída se o mundo reduzisse as emissões de carbono no prazo mais rápido possível para atingir os objetivos de temperatura global estabelecidos no Acordo sobre o Clima de Paris.

Se pudéssemos evitar que as temperaturas ultrapassassem os 2 °C acima dos níveis pré-industriais, o risco de uma grande fusão da camada de gelo antártico seria reduzido em grande parte.

No entanto, algumas pesquisas sugerem que é muito improvável que possamos alcançar esse objetivo, assinala a edição britânica The Guardian.

Fonte: Sputnik publicado no Jornal do Brasil

Financiamento privado pelo clima aumenta, mas barreiras persistem

Presidentes de gigantes das finanças prometem a ampliar fundos para projetos de diminuição do efeito estufa

Dois anos depois da histórica Conferência do Clima de Paris, a capital francesa recebeu nesta terça-feira (12) uma nova cúpula, focada na ação da iniciativa privada e dos bancos de investimentos para financiar as ações contra as mudanças climáticas. Os presidentes de gigantes das finanças como o banco HSBC e a seguradora AXA, a maior do mundo, se comprometeram a ampliar os fundos disponíveis para empresas e projetos de diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

O aumento dos recursos é uma realidade – hoje em dia, raras são as companhias que podem se dar ao luxo de ignorar a questão climática. Por um lado, elas temem sofrer represálias dos próprios clientes, cada vez mais sensíveis ao tema. Por outro, muitas estão conscientes da ameaça de serem vítimas, elas próprias, de catástrofes naturais e outros efeitos das mudanças do clima. Quem alerta é um dos mais famosos bilionários dos Estados Unidos, Michael Bloomberg. Continue lendo aqui. Fonte: RFI

Macron preside cúpula em Paris e vai pedir mais dinheiro para conter aquecimento global

‘Se decidirmos não nos mexer e não mudar a maneira como produzimos, investimos e nos comportamos, seremos responsáveis por bilhões de vítimas’, disse o presidente da França.

O presidente da França, Emmanuel Macron, pedirá a países ricos e empresas globais nesta terça-feira (12) que contribuam com mais recursos para combater o aquecimento global.

Macron é anfitrião da cúpula “Um Planeta”, realizada por ocasião do aniversário de dois anos do acordo climático de Paris. Em 2015, quase 200 governos fizeram um pacto para reduzir as emissões de combustíveis fósseis de modo a conter o aumento da tempetura média do planeta em menos de 2º C.

O líder francês tentará mostrar que existem avanços sendo feitos com vista a estas metas tão duramente negociadas, mesmo depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito em junho que retirará seu país do pacto.

Macron disse que a decisão de Trump foi “um profundo despertar para que o setor privado” adote ações.

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Fonte: Reuters, publicado no G1

Brasil está longe de cumprir suas metas climáticas

Quem acompanha a implementação dos compromissos que o Brasil impôs a si mesmo no âmbito do Acordo de Paris não tem dúvida: o país caminha na contramão de suas próprias políticas climáticas.

Para além das crescentes emissões de carbono no país –que subiram 8,9% em 2016, tornando mais distante a meta de redução de 37% até 2025–, o que mais preocupa as organizações ligadas ao clima são a falta de coordenação entre os atores estatais e a descontinuidade na implementação da agenda ambiental.

medida provisória 795, que concede incentivos fiscais ao setor de óleo e gás (principal emissor de carbono no mundo), é citada como o exemplo mais recente da falta de diálogo dentro do governo. Aprovada na quarta (29) na Câmara dos Deputados, a iniciativa segue para o Senado sem ter passado por consulta no Ministério do Meio Ambiente.

O presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas, senador Jorge Viana (PT-AC), disse contar “com o juízo do Senado” para barrar a medida. Entidades calculam que os benefícios cedidos ao setor podem chegar a R$ 1 trilhão até 2040.

A proposta, contudo, não constitui um ponto fora da curva. Para Viviane Speranza, uma das autoras da mais recente análise do WRI (World Resources Institute) sobre as políticas climáticas brasileiras, o Plano Decenal de Energia (PDE) mostra o descolamento entre as agendas de clima e de desenvolvimento no governo brasileiro.

Embora a Política Nacional de Mudança do Clima tenha em 2009 estipulado o PDE como um instrumento para reduzir as emissões de carbono no setor energético, “a previsão para os próximos dez anos é que 74% dos investimentos sejam em fontes de energia fósseis”, aponta Speranza.

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Mudança do clima pode dobrar perdas no semiárido

Uma das regiões que mais têm sofrido com a seca, o semiárido radical, onde estão os focos de desertificação no Nordeste, pode enfrentar um cenário ainda mais dramático em um futuro de mudanças climáticas.

É o que alerta um trabalho feito pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV), que analisou o custo-benefício de medidas de adaptação para a bacia dos Rios Piancó-Piranhas-Açu, entre o sertão da Paraíba e do Rio Grande do Norte. A região, que abriga cerca de 1,6 milhão de pessoas, já tem sofrido com seca severa nos últimos cinco anos. O trabalho, encomendado pela Agência Nacional de Águas (ANA), e coordenado pelo pesquisador Alexandre Gross, calculou como esse quadro pode evoluir nos próximos 50 anos com a mudança do clima.

No planejamento de riscos futuros tradicional, é normal considerar somente as séries históricas do passado e projetar o mesmo comportamento para frente. Por essa conta, até 2065 (o estudo usa 2016 como ponto de partida), a pesquisa estima que haveria déficit hídrico acumulado de cerca de 1.250 m³/s.

O trabalho calculou, então, como o quadro pode se alterar em três cenários de mudanças: um moderado; um com eventos extremos – em que há muita seca, mas também eventos de chuvas fortes; e um realmente árido. Esse déficit pode saltar para 14%, 84% e 133%, respectivamente.

Do ponto de vista econômico, o quadro sem mudança do clima indica perda de cerca de R$ 17,5 bilhões em 50 anos. O incremento com a mudança do clima pode variar de 7% (cenário moderado) a 97% (árido), atingindo cerca de R$ 35 bilhões.

“A mensagem é simples: planejar o futuro sem pensar nas mudanças climáticas pode significar uma negligência de cerca de 100% das perdas econômicas”, diz Gross. “Sabíamos que poderia haver um déficit maior, mas a magnitude foi surpreendente. E, consequentemente, as perdas econômicas. A ideia é que o comitê de bacias leve isso em consideração”, diz Carlos Perdigão, coordenador da superintendência de planejamento de recursos hídricos da ANA.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Fórum Brasileiro de Mudança Climática discute proposta de implementação da NDC brasileira

A proposta de implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil (NDC) vem sendo discutida em nove Câmaras Temáticas (CTs) do Fórum Brasileiro de Mudança Climática (FBMC) desde março de 2017. Uma rodada inicial, que coincidiu com o período de reorganização do FBMC e de implantação das CTs, foi concluída em outubro deste ano e seu produto é a Proposta Preliminar anexada abaixo.

Esta consulta pública visa que: i. a sociedade se aproprie do documento, revisando e propondo alterações; ii. instituições, setores e organizações que não participaram do processo do FBMC em 2017 também possam contribuir e se tornem parceiras na elaboração e implementação da NDC; iii. o FBMC se fortaleça e as propostas construídas adquiram visibilidade nacional.

Os documentos e o formulário estarão abertos para contribuições até o dia 15 de dezembro de 2017.

documento original – Proposta de Implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil (NDC) – foi dividido em 8 (oito) seções e suas linhas foram numeradas para facilitar as contribuições, esses documento se encontram abaixo para download. Informamos, também, que para responder o formulário é preciso ter lido os documentos em consulta pública.

É muito importante o preenchimento do formulário para que possamos aferir as contribuições de forma clara. A parte final do formulário o respondente terá a opção de fazer upload dos documentos contendo suas sugestões de linguagem ou alteração de conteúdo. No entanto, só serão consideradas as propostas em documento word que estejam marcadas em modo revisão (“track changes”/”controlar alterações”). Caso seja de seu desejo, o respondente poderá indicar, na penúltima questão do formulário, as linhas do texto que deseja sugerir alterações.

Formulário: Consulta Pública – Proposta Preliminar

Proposta Preliminar de Implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil (NDC)

Seção 1 – Introdução; Estratégia; CTs; Medidas e Critérios

Seção 2 – Florestas e Agropecuária: Prioridades Setoriais e Ações de Curto Prazo

Seção 3 – Transportes: Prioridades Setoriais e Ações de Curto Prazo (disponível a partir de 23 de novembro até 23 de dezembro)

Seção 4 – Cidades, Resíduos e Mobilidade Urbana: Prioridades Setoriais e Ações de Curto Prazo

Seção 5 – Energia: Prioridades Setoriais e Ações de Curto Prazo

Seção 6 – Indústria: Prioridades Setoriais e Ações de Curto Prazo

Seção 7 – Economy Wide e Prioridades de Adaptação

Seção 8 – Rodada II; Ranking de Medidas e Sequenciamento

Fichas Medidas da NDC

Fichas Ações de Curto Prazo

Em caso de dúvidas sobre o processo de consulta pública, por favor fale com nossa Ombudwoman Olívia Ainbinder via email para fbmc.secretaria@gmail.com com o título “Consulta Pública”,

Para contatos de imprensa, contactar Sabrina Leme via email sabrinalissa@gmail.com

Fonte: FMBC

Aprovação do RenovaBio vai ser “virada de mesa” para o setor

A decisão da Câmara dos Deputados, na última semana, de aprovar o regime de urgência para votar, até o dia 6 de dezembro, o Projeto de Lei 9086/17, do deputado Evandro Gussi (PV-SP), que cria a Política Nacional de Biocombustíveis, o RenovaBio, sinaliza a retomada tão esperada pelo setor, com impactos importantes para a economia nacional. A análise é do engenheiro de produção e consultor da Dedini Indústrias de Base, José Luiz Olivério.

Protocolado no último dia 14 de novembro, o projeto define as normas de incentivo à produção de combustíveis renováveis no Brasil. Entre seus objetivos estão o cumprimento das metas do Acordo do Clima de Paris e o aumento da participação desse tipo de combustível na matriz energética nacional.

“O RenovaBio é indutor do papel dos biocombustíveis na política energética brasileira. Acredito que o projeto vai passar porque foi objeto de ampla discussão envolvendo todos os setores: governo, sociedade, entidades civis. Sua aprovação garantirá a tão necessária previsibilidade para a retomada dos investimentos, com o crescimento da produção dos biocombustíveis, sem a dependência de subsídios do governo e de renúncia fiscal”, explica.

Para Olivério, o RenovaBio surge como uma espécie de luz no fim do túnel, chega com a urgência necessária a um país que precisa de alternativas de recuperação econômica, e que deixou em segundo plano o seu grande trunfo.

E ele sabe muito bem o que diz. Foi vice-presidente de tecnologia e desenvolvimento do Grupo Dedini e acompanhou o Proálcool desde o seu nascimento, até cada uma das fases vividas pelo programa, boas e muito ruins. Ao ponto de ter sido um dos colaboradores do livro Proálcool 40 anos, lançado em novembro do ano passado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

“A previsibilidade oferecida pela definição da política vai garantir a reação do setor, que desde 2011 mantém praticamente a mesma capacidade de produção, mas sem investimentos. Com o RenovaBio, as regras estarão definidas e nós, da indústria de equipamentos, vamos poder fazer planos e, junto com os nossos clientes, definir as necessidades da indústria sucroenergética para poder atendê-la.”

Depois da aprovação do Projeto de Lei 9086/17 pela Câmara e pelo Senado, vai ser necessária sua regulamentação, ou seja, o detalhamento de toda a Política Nacional de Biocombustíveis, que deve ser feito ao longo de 2018, com previsão de implantação em 2019 e plena aplicação até 2020, o que, segundo Olivério, garantirá fôlego para a retomada da produção e do crescimento.

A Dedini está otimista pela aprovação do RenovaBio. A empresa, segundo seu consultor, vem acompanhando de perto as discussões e está ciente das mudanças rápidas no cenário já em 2018, o que motivará os clientes a fazer planos para a expansão das usinas, já contratando projetos de aumento da capacidade de produção.

“Acreditamos que em meados de 2019 já estaremos em negociações para a construção de usinas completas, as `GreenfieldŽ ou chave na mão”, projeta.

Para o engenheiro, o mais importante vai ser o movimento de reação da economia, com geração de emprego e renda, e a retomada da pujança das indústrias de equipamentos, com destaque para os tradicionais polos de Piracicaba – onde está a sede da Dedini – Sertãozinho e Ribeirão Preto, e para as novas fronteiras.

COP – A aprovação da Política Nacional de Biocombustíveis também pode aliviar a imagem que o Brasil deixou na 23ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP23), encerrada no último dia 17 de novembro em Bonn, na Alemanha. O país ganhou um raro e merecido Fóssil do Dia pelos subsídios trilionários propostos ao pré-sal.

“Ao mesmo tempo que deixou a desejar na conferência, o Brasil se ofereceu para sediar a COP25, em 2019, o que vai coincidir com a plena vigência do RenovaBio e pode ser uma chance para o país reinserir o clima em sua agenda de desenvolvimento”, diz Olivério.

Fonte: Redação/Assessoria Dedini

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