Califórnia atinge meta de redução de emissões antes do prazo

Em uma grande vitória para a luta contra o aquecimento global, o estado da Califórnia parece ter atingido sua primeira meta para a redução das emissões de gases de efeito estufa – e alcançou esse objetivo antes do previsto.

Dados divulgados na quarta-feira pelo Conselho de Recursos do Ar da Califórnia mostram que as emissões de gases de efeito estufa do estado caíram 2,7% em 2016 – o ano mais recente disponível – para 429,4 milhões de toneladas.

O índice é um pouco inferior às 431 milhões de toneladas produzidas em 1990. A legislação da Califórnia exige que as emissões do estado, que chegaram ao pico em 2004, retornem aos níveis de 1990 até 2020.

Desde o pico, as emissões caíram 13%. A crise financeira de 2008 ajudou, reduzindo o número de quilômetros percorridos pelos californianos e a quantidade de carga movimentada pelos portos, ferrovias e estradas do estado. Mas as emissões continuaram caindo nos últimos anos, mesmo com a expansão da economia do estado.

“A Califórnia estabeleceu as metas de emissões mais difíceis do país, acompanhou o progresso e entregou resultados”, twittou o governador Jerry Brown.

O ex-governador Arnold Schwarzenegger, em 2006, assinou a lei que comprometeu a Califórnia a reduzir as emissões e definir a meta para 2020. Na quarta-feira, ele também aplaudiu os resultados – e criticou outros políticos que se opõem à ação climática.

“Ultrapassar nossa meta de emissões de 2020 antes do previsto, enquanto nossa economia cresce em 4,9% e nossa taxa de desemprego está em baixa histórica, deve enviar uma mensagem para políticos de todo o país: você não precisa reinventar a roda – apenas copie-nos”, disse Schwarzenegger em um e-mail. “Os negócios crescerão e vidas serão salvas”.

A queda nas emissões, em grande parte, reflete o crescente uso de energia renovável na Califórnia.

A geração de eletricidade solar, tanto de matrizes de telhado quanto de grandes usinas de energia, cresceu 33% em 2016, de acordo com a diretoria aérea. As importações de energia hidrelétrica saltaram 39 por cento com a chegada das chuvas ao Ocidente, após anos de seca. O uso de gás natural para geração de eletricidade, por sua vez, caiu 15%.

 

Próximos passos

A lei estadual da Califórnia também determina que as emissões caiam mais 40% até 2030. Embora os analistas estejam confiantes de que o estado atingirá sua meta de 2020, eles têm menos certeza sobre 2030 – um alvo muito mais difícil.

“Há uma boa chance de precisarmos tomar ações muito mais agressivas para atingir essas metas de 2030”, disse Severin Borenstein, economista de energia da UC Berkeley. “É muito mais desafiador.”

As emissões caíram 12 milhões de toneladas entre 2015 e 2016. Para atingir a meta de 2030, elas devem cair aproximadamente o mesmo valor – pelo menos 12,3 milhões de toneladas – a cada ano.

Uma ordem executiva do governador estipula que as emissões devem cair ainda mais em 2050, para 80% abaixo dos níveis de 1990.

Borenstein apontou o transporte, a maior fonte de emissões de gases do efeito estufa no estado, como um grande desafio.

Segundo o Air Resources Board, as emissões do transporte cresceram em 2016, com a gasolina relativamente barata e o fortalecimento da economia levando a maiores vendas de combustíveis. E enquanto a Califórnia tem apoiado agressivamente os carros elétricos, apenas cerca de 200.000 estão registrados no estado.

“Nós não fizemos progresso no transporte”, disse Borenstein. “Fizemos um progresso negativo.”

Em contraste, os esforços para reduzir as emissões das usinas geradoras de energia têm sido bem mais bem-sucedidos e estão funcionando bem antes do previsto.

Fonte: San Francisco Chronicle

Uma vitrine internacional para o RenovaBio

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 foi aprovada nesta quarta-feira (12) pelo Congresso Nacional com um item importante para o setor de energias renováveis: a previsão de recursos para o Brasil receber a COP 25, em 2019. O sucesso da candidatura à sede do evento anual da Conferência do Clima é uma oportunidade única para o país fortalecer políticas como o RenovaBio e a produção nacional de biocombustíveis.

A chamada Conferência das Partes (COP) ocorre anualmente e, em 2019, pelo sistema de rodízio de continentes, será a vez de um país da América Latina e do Caribe receber o evento. O Brasil já demonstrou interesse em ser a sede da COP 25.

A inclusão da rubrica na LDO de 2019 foi anunciada pelo senador Jorge Viana (PT-AC), relator da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, durante audiência pública que discutiu o RenovaBio, na tarde de quarta-feira, em Brasília. A reunião do colegiado foi acompanhada pelo diretor superintendente da APROBIO, Julio Minelli.

“Se a COP vem para cá, você põe um holofote sobre políticas como estas que estamos discutindo aqui. O RenovaBio vai ter uma vitrine de alto destaque”, avaliou Jorge Viana.

Para Julio Minelli, a realização da COP 25 no Brasil seria uma oportunidade para o país expor ao mundo o RenovaBio, que entrará em vigor efetivamente em janeiro de 2020, e nossos programas relacionados aos biocombustíveis. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de biodiesel e, com políticas públicas bem discutidas e implementadas, tem tudo para servir de referência no desafio de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

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LDO de 2019 prevê candidatura do Brasil como sede da COP 25

Durante audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, realizada na quarta-feira (11) em Brasília, o relator do colegiado, senador Jorge Viana (PT-AC), anunciou a inclusão de uma rubrica na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 que prevê a candidatura do Brasil a receber a COP 25, reunião anual da Conferência do Clima, prevista para o fim do próximo ano.

“Se a COP vem para cá, você põe um holofote sobre políticas como estas que estamos discutindo aqui. O RenovaBio vai ter uma vitrine de alto destaque”, avaliou Jorge Viana.

A audiência pública da comissão foi acompanhada pelo diretor superintendente da APROBIO, Julio Minelli. Para ele, a realização da COP 25 no Brasil é uma oportunidade para o Brasil expor ao mundo suas políticas para redução de emissões de gases de efeito estufa e capacidade de produção de biocombustíveis. Minelli observa que o RenovaBio entrará efetivamente em vigor em janeiro de 2020, logo após a realização da COP 25.

Para saber mais sobre a audiência na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, clique AQUI

Fonte: Senado Federal

Desmatamento é 2ª maior causa das mudanças climáticas, revela FAO

As florestas são aliadas do homem no combate às mudanças climáticas, absorvendo por ano cerca de 2 bilhões de toneladas de CO2. Mas quando são desmatadas, as coberturas vegetais do planeta se transformam em motores do aquecimento global. Aproximadamente 20% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento. Em relatório divulgado neste mês (6), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) identifica um aumento na destruição das superfícies verdes do planeta.

De 1990 e 2015, a área da Terra coberta por florestas caiu de 31,6% para 30,6%. A agência da ONU aponta que o desmatamento é a segunda maior causa das mudanças climáticas, ficando atrás apenas da queima de combustíveis fósseis. As emissões geradas pela destruição da cobertura vegetal são maiores que as de todo o setor de transporte.

O levantamento da FAO revela ainda que a interrupção ou redução do desmatamento em zonas tropicais responderia por até 30% da capacidade de mitigar as mudanças climáticas.

Um obstáculo à proteção das florestas é o consumo de carvão vegetal. Nas regiões em que a demanda é alta, a produção exerce pressão sobre os recursos florestais e contribui para a degradação dos ecossistemas, especialmente quando o acesso às florestas não está regulamentado. Segundo o estudo da FAO, a população que depende de lenha varia de 63% na África a 38% na Ásia e 16% na América Latina.

Os continentes africano e sul-americano também estão na contramão do uso sustentável das superfícies verdes. Nos últimos 25 anos, cresceram no mundo as florestas manejadas para a conservação dos solos e das águas, mas essa expansão não foi verificada na África nem na América do Sul. Os territórios utilizados de maneira responsável representam hoje 25% de toda a cobertura vegetal do planeta. Nos países sul-americanos, o índice cai para apenas 9%.

Pobreza e meio ambiente

De acordo com a FAO, florestas são fonte de 20% da renda de famílias rurais em países em desenvolvimento. O relatório do organismo internacional alerta para uma estreita relação entre cobertura florestal e altas taxas de pobreza — no Brasil, por exemplo, pouco mais de 70% das áreas de florestas fechadas (densas, com grande cobertura de copa) apresentavam índices elevados de miséria.

A publicação mostra ainda que, na América Latina, 8 milhões de pessoas sobrevivem com menos de 1,25 dólares por dia nas regiões de florestas tropicais, savanas e seus arredores. Mundialmente, mais de 250 milhões de indivíduos vivem abaixo da linha da pobreza extrema nessas áreas: 63% estão na África, 34% na Ásia e 3% na América Latina.

Apesar da pequena participação da América Latina no total global, a FAO destaca que, nas zonas rurais latino-americanas, 82% das pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza estão em florestas tropicais, savanas e seus arredores. Essas regiões de mata são o lar de 85 milhões de pessoas na região.

Parque da Tijuca é exemplo de conservação

Destaque no relatório da FAO, o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, tem uma superfície de 4 mil hectares e foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2012.

A pesquisa da agência da ONU lembra que, para enfrentar a proliferação de espécies exóticas e a expansão urbana, a área foi reflorestada com árvores nativas. O governo também criou espaços recreativos para envolver a comunidade local e aumentar a conscientização sobre a proteção das florestas urbanas.

Desde 1999, o parque é administrado conjuntamente pela Prefeitura do Rio e pelo Ministério do Meio Ambiente. Atualmente, o local recebe 2,5 milhões de visitantes por ano e é um exemplo de restauração da Mata Atlântica. A reserva transformou-se num santuário para diversas espécies endêmicas.

Empresas florestais comunitárias na Guatemala

Na Guatemala, 70% das terras florestais estão sob algum tipo de proteção. Com concessões do governo, empresas comunitárias gerenciam mais de 420 mil hectares dentro da Reserva da Biosfera Maia. Em apenas um ano, de 2006 a 2007, as companhias obtiveram receitas de 4,75 milhões de dólares pela venda de madeira certificada. Outros 150 mil dólares vieram do comércio de produtos florestais não-madeireiros.

As cooperativas geraram mais de 10 mil empregos diretos e outros 60 mil indiretos. As instituições também pagavam aos trabalhadores mais que o dobro do salário normal, segundo dados coletados pela FAO.

Costa Rica: florestas e turismo

A Costa Rica é um dos principais destinos de turismo ecológico do mundo: em 2016, 2,9 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país e 66% deles afirmaram que o ecoturismo era um dos principais motivos da viagem.

Os visitantes gastaram em média 1.309 dólares por pessoa, trazendo uma renda para o país de 2,5 bilhões de dólares. Isso equivale a 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Uma parte do montante pode ser atribuída ao ecoturismo. Em 2015, apenas as áreas de conservação florestal receberam aproximadamente 1 milhão de estrangeiros e outros 900 mil turistas nacionais.

Acesse o relatório da FAO “Estado das Florestas no Mundo” na íntegra clicando aqui (em inglês).

Fonte: Nações Unidas no Brasil

Sustentabilidade: Economia global tem de acelerar mudança

O mundo precisa acelerar o processo de transformação de suas economias e o setor produtivo e o mercado financeiro são pilares-chaves da mudança. Esta opinião é compartilhada pelas duas maiores autoridades das Nações Unidas em desenvolvimento e ambiente, o alemão Achim Steiner, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o norueguês Erik Solheim, diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, formalmente conhecida por Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Steiner elogia os avanços dos últimos 10 anos na agenda ambiental e o engajamento do setor privado na criação do Acordo de Paris em 2015. Mas lista os graves problemas do mundo e a lentidão na capacidade de resposta global. “As emissões não estão baixando o suficiente, os níveis globais de produção e consumo são insustentáveis assim como a intensidade da poluição atmosférica. Produzimos mais plástico nos últimos 30 anos do que na história inteira da humanidade”, diz.

Solheim, que marca sua gestão pelo combate ao uso desenfreado de plásticos descartáveis e a poluição nos oceanos, diz que o caminho da mudança tem que acontecer pelo fortalecimento da consciência pública dos problemas. Este é o motor que pressiona políticos e a economia a se transformarem. O importante, sinaliza, é trazer questões ambientais que façam sentido às pessoas. “Falhamos como ambientalistas quando levantamos tópicos teóricos que parecem ter saído do espaço sideral”, diz ele. “Precisamos fazer a conexão entre a vida privada e o quadro maior”, recomenda.

Fonte: Valor Econômico

Sumário Executivo do Relatório 1,5ºC do IPCC

Climate Home News teve acesso e publicou a versão enviada pelo IPCC aos governos do sumário executivo do relatório 1,5oC. O relatório deve ser oficialmente lançado em outubro, depois dos comentários dos governos.  Colocamos abaixo as principais conclusões, que podem ser úteis a vários de nossos leitores.

– O aquecimento global induzido pela humanidade atingiu, em 2017, aproximadamente 1 ± 0,2°C (faixa provável) acima dos níveis pré-industriais, e atualmente está aumentando 0,2 ± 0,1°C por década (alta confiança).

– É improvável que as emissões passadas, sozinhas, elevem a temperatura média global ao nível da superfície (GMST) em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, mas levam a outras mudanças, como a elevação do nível do mar e os impactos associados (alta confiança). Se as emissões continuarem na taxa atual, o aquecimento induzido pelo homem ultrapassará 1,5°C por volta de 2040 (alta confiança).

– Os riscos para os sistemas naturais e humanos são menores para um aquecimento global de 1,5°C quando comparados a um aquecimento de 2°C, e dependem da localização geográfica, dos níveis de desenvolvimento, da vulnerabilidade e das escolhas de adaptação e mitigação (alta confiança).

– O desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e implicações para a ética e a equidade serão considerações-chave nos esforços de mitigação para a limitação do aquecimento global a 1,5°C e nos esforços para a adaptação ao aquecimento global de 1,5°C (alta confiança).

– Não há uma resposta simples quanto a saber se é viável limitar o aquecimento a 1,5°C e adaptar as populações às suas consequências, porque esta viabilidade tem múltiplas dimensões que precisam ser consideradas simultânea e sistematicamente.

– Em relação a hoje, existem aumentos substanciais nos eventos climáticos extremos num mundo aquecido em 1,5°C, e entre 1,5°C e 2°C, incluindo extremos de temperatura ambiente em todas as regiões habitadas (alta confiança), eventos de precipitação na maioria das regiões (alta confiança) e secas extremas em algumas regiões (média confiança).

– Em terra, os riscos de impactos induzidos pelo clima na biodiversidade e nos ecossistemas, incluindo a perda e a extinção de espécies, são substancialmente menores a 1,5°C do que a 2°C. Limitar o aquecimento global a 1,5°C trará grandes benefícios para os ecossistemas terrestres, para os de zonas úmidas e para a preservação de seus serviços (alta confiança). Um sobreaquecimento, se muito superior a 1,5°C (por exemplo, próximo a 2°C), pode ter impactos irreversíveis em algumas espécies, ecossistemas, suas funções ecológicas e seus serviços prestados aos humanos, mesmo se o aquecimento global se estabilizar em 1,5°C até 2100 (alta confiança).

– Devido às diferenças projetadas na temperatura oceânica, nos níveis de acidificação e de oxigenação, limitar o aquecimento a 1,5°C comparado com 2°C, reduziria substancialmente os riscos à biodiversidade marinha, aos ecossistemas e suas funções ecológicas e aos serviços prestados aos seres humanos nas áreas costeiras e oceânicas, especialmente nos ecossistemas do mar Ártico e nos recifes de coral de água quente.

– Até 2100, o aumento do nível do mar seria cerca de 0,1 m mais baixo com o aquecimento global limitado a 1,5°C, quando comparado com 2°C (confiança média). Aumentos da intrusão de água salgada, de inundações e de danos à infraestrutura associados ao aumento do nível do mar são especialmente danosos para ambientes vulneráveis, como pequenas ilhas, zonas costeiras de baixa altitude e deltas (alta confiança).

– Impactos na saúde, nos meios de subsistência, no abastecimento de alimentos e água, na segurança, na infraestrutura e sobre o potencial subjacente de crescimento econômico aumentarão com 1,5°C de aquecimento em comparação com os dias de hoje, e ainda mais com um aquecimento de 2°C em comparação com 1,5°C.

– Limites à adaptação e perdas associadas existem para todos os níveis de aquecimento global (confiança média) com implicações específicas para regiões e populações vulneráveis. É necessária uma adaptação adicional nos setores avaliados de energia, terra e ecossistemas, sistemas urbanos, industriais e de transporte, e dentro de setores transversais como gestão de risco de desastres, saúde e educação; as necessidades de adaptação serão menores com o aquecimento global de 1,5°C, em comparação com 2°C.

– Todas as trajetórias de emissão consistentes com 1,5°C implicam reduções rápidas nas emissões líquidas globais antropogênicas de CO2 para zerar as emissões líquidas até meados do século, junto com reduções rápidas em outras emissões antropogênicas, particularmente de metano. Maiores reduções de emissões até 2030 levam a uma maior chance de limitação do aquecimento global a 1,5°C sem, ou com limitado, superaquecimento (de zero a 0,2°C) (alta confiança).

– Trajetórias consistentes com 1,5°C podem ter diferentes níveis de remoção de dióxido de carbono (CDR). Algumas limitam o aquecimento global a 1,5°C sem depender da bioenergia com captura e armazenamento de carbono (BECCS). Mudanças comportamentais, ações pelo lado da demanda e reduções de emissões no curto prazo podem limitar a dependência do CDR (alta confiança).

– Limitar o aquecimento global a 1,5°C exigiria transições rápidas e de longo alcance, que ocorreriam durante as próximas duas décadas, em sistemas energéticos, terrestres, urbanos e industriais.

– Mesmo se cumpridas as atuais promessas do Acordo de Paris (NDCs), estas ainda resultarão em um aquecimento global acima de 1,5°C, com riscos associados e desafios de adaptação. As reduções de emissões e a ação para além das NDCs atuais levam a uma redução do sobreaquecimento e a desafios de transição menores após 2030, e podem contribuir para que sejam atingidos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) (alta confiança).

– A limitação do aquecimento global a 1,5°C no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza requer um portfólio de ações de mitigação e adaptação que funcione em todos os setores e escalas. Essas ações devem enfrentar as principais barreiras e seriam possibilitadas por mudanças nas finanças, na tecnologia e no comportamento (alta confiança).

– A adaptação pode reduzir a vulnerabilidade ao aquecimento global de 1,5°C e é benéfica, principalmente, para o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza. Também podem haver consequências negativas (trade-offs) com alguns dos ODS da ONU, se as ações não forem específicas para os distintos contextos e gerenciadas com cuidado (alta confiança).

– A mitigação consistente com as trajetórias de aquecimento global de 1,5°C está associada a múltiplas sinergias e trade-offs em uma série de ODS da ONU, dependendo do ritmo e da magnitude das mudanças e do gerenciamento da transição (alta confiança).

– Perseguir caminhos de desenvolvimento resilientes ao clima pode limitar o aquecimento a 1,5°C, ao mesmo tempo em que nos adaptamos às suas consequências e simultaneamente alcançamos o desenvolvimento sustentável (alta confiança)

– A implementação de políticas para limitar com sucesso o aquecimento a 1,5°C, e para adaptar a humanidade a este aquecimento, implica cooperação internacional e fortalecimento da capacidade institucional das autoridades nacionais e subnacionais, da sociedade civil, do setor privado, de cidades, comunidades locais e povos indígenas (alta confiança).

Clique aqui para acessar a publicação original.

Fonte: Clima Info

Mudança nos transportes está entre ações para o Brasil cumprir Acordo de Paris

Ampliação de pagamento de serviços ambientais, expansão de plantio de florestas comerciais, premiação fiscal de municípios que reduzam o desmatamento ou ampliem a sua cobertura vegetal, eletrificação de transporte de passageiros e de carga e expansão dos modais de carga ferroviário e hidroviário.

Essas são algumas das ações contidas na proposta inicial para implementação das metas assumidas pelo Brasil no Acordo de Paris, que visa reduzir o aquecimento global. O documento foi apresentado nesta quarta-feira (13) pelo coordenador-executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), Alfredo Sirkis, em audiência pública interativa na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC).

Sirkis elogiou o trabalho feito para chegar ao consenso entre os especialistas que participaram da elaboração do documento, a ser debatido com a Presidência da República. O texto, que também será encaminhado aos candidatos a presidente nas eleições de outubro, deixou de fora questões controversas e de posições divergentes, como as que tratam do mercado de carbono, hidrelétricas, biocombustíveis e eletrificação.

— Temos que nos perguntar se o Brasil realmente vai servir de reserva de mercado a sucatas automotivas que vão ser produzidas em outros países. O primado absoluto do transporte movido a combustível fóssil é um problema material e de segurança climática. No bioquerosene de aviação, o Brasil tem potencial que praticamente nenhum outro país tem. Podemos, a partir da macaúba, produzir querosene de aviação e sermos de ponta e competitivos internacionalmente e reduzir emissões — afirmou.

Dúvidas

O Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37%, até 2025, em relação aos níveis de 2005 — número que pode chegar a 43% em 2030. Para isso, o país estima o aumento da participação de bioenergia sustentável na matriz energética para aproximadamente 18% e das energias renováveis como um todo para 45%, até 2030. Também pretende restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas nesse período.

Representante do Observatório do Clima, que reúne diversas entidades de proteção ao meio ambiente, Claudio Angelo pôs em dúvida a implementação desses objetivos, tendo em vista que, segundo ele, há no Congresso Nacional um desmonte dos mecanismos que permitiriam o país cumprir qualquer meta climática.

— Fica difícil acreditar, quando a votação do Cadastro Ambiental Rural cumpre o seu quarto adiamento consecutivo, porque alguns deputados decidiram que não é hora de implementá-lo. Fica difícil acreditar, com [a concessão de] subsídios à indústria do petróleo. Há projetos que fazem letra morta do licenciamento ambiental, que favorecem empreendimentos poluidores e que liberam a agricultura em terras indígenas — afirmou.

Já o representante do Ministério das Relações Exteriores, embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho, disse que o Brasil avançou na discussão das metas ambientais ambiciosas para redução de emissões poluentes. E destacou a realização da COP 24 (conferência da ONU sobre mudanças climáticas), marcada para dezembro, na Polônia, e destinada a debater os avanços na regulamentação do Acordo de Paris.

— O Acordo de Paris não se refere apenas a questões de redução de emissões, mas também a situações de adaptação e apoio dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento para execução das metas.

Assessora técnica do Ministério do Meio Ambiente, Alexandra Maciel disse que as metas globais de redução do aquecimento serão revistas a cada cinco anos pelos países signatários do Acordo de Paris. Ela observou ainda que o Brasil tem tido posição de destaque nas políticas de mudança de clima, mas que o nível de comprometimento do país não pode ser comparado às metas de redução de poluentes dos países desenvolvidos.

Leis

Relator da CMMC, o senador Jorge Viana (PT-AC) disse que o Acordo de Paris é o maior já feito nessa área e que projeto de lei de sua autoria pretende transformar em lei as metas assumidas pelo Brasil. Ele enfatizou que a questão precisa unir o mundo inteiro, na busca de limitar o aumento da temperatura provocado pela atividade humana no planeta, prejudicado pelo modelo de produção e consumo.

O presidente da comissão, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), destacou a importância do uso de biomassa (biodiesel, etanol e biogás ) para redução do aquecimento global. E avaliou que o Programa Renovabio, do governo federal, vai ser importante para o Brasil atingir as metas firmadas no acordo, em 2015.

Fonte: Agência Senado

Armazenamento de CO2 permite retê-lo no subsolo por milhares de anos

O método pode ser extremamente eficaz na luta contra as mudanças climáticas

A captura e armazenamento de carbono no subsolo não é somente um método viável e seguro mas, além disso, seria uma ferramenta muito eficaz contra a mudança climática, já que permitiria reter CO2 no subsolo durante 10 mil anos.

Esta é a principal conclusão de uma pesquisa publicada nesta terça-feira(12) na revista “Nature Communications” e cujo primeiro autor é Juan Alcalde, pesquisador espanhol da Universidade de Aberdeen (a Escócia).

O dióxido de carbono (CO2) produzido pela queima dos combustíveis fósseis é o principal causador do efeito estufa e, portanto, o gás que mais contribui para a mudança climática.

Em 2005, os 195 países signatários do Acordo de Paris se comprometeram a limitar o aumento da temperatura média global em um máximo de 2 graus centígrados.

Para isso, os países acordaram reduzir as emissões de CO2 emitidas à atmosfera procedentes da atividade industrial, da geração de energia elétrica, da calefação e do transporte.

No entanto, a substituição das energias fósseis por renováveis por si só não é suficiente para diminuir estas emissões. É necessário iniciar medidas paralelas que ajudem a alcançar os objetivos do Acordo de Paris.

“Uma dessas medidas poderia ser a captura destas emissões, porque a tecnologia já é possível e poderia ser implementada em escala industrial no mundo todo”. Só é preciso “vontade política”, explicou Alcalde em declarações à Efe.

Para o estudo, os autores reuniram uma grande quantidade de dados em escala global sobre acúmulos naturais de CO2 e metano, e toda a informação disponível sobre as atividades da indústria dos hidrocarbonetos (armazenamento de gás natural e experimentos de laboratório).

“Trata-se de uma base de dados muito complexos, que levou quase quatro anos para completar, mas que nos permite entender o que acontece com o CO2 quando é injetado no subsolo”, afirma Alcalde.

Partindo destes dados, os pesquisadores fizeram modelos matemáticos que replicam “o que ocorreria ao CO2 ao ser injetado no subsolo, e em diferentes cenários”.

O trabalho, de fato, levou em conta diversos cenários, tanto em zonas terrestres como áreas litorâneas ou marinhas, que reúnem distintas caraterísticas e, portanto, incluem “todas as categoria de possibilidades” mas, além disso, inclui um caso extremo, que simula uma captura de CO2 no pior dos cenários, um “caso hipotético e pouco realista no qual tudo falha”, detalha.

O estudo conclui que inclusive no caso extremo o armazenamento de CO2 é muito seguro a longo prazo e, portanto, é uma ferramenta fundamental para combater a mudança climática.

Segundo os cálculos do trabalho, nos locais adequadamente regulados, as taxas de vazamento de gás anuais seriam menores a 0,01% ano, com o que mais de 90% do CO2 capturado e injetado se manteria no subsolo.

Até agora, esta tecnologia não foi posta em andamento porque havia dúvidas sobre sua segurança, mas “este trabalho tira todas elas”.

O outro motivo é o alto custo econômico e que trata-se de uma aposta sem retorno econômico, aponta o pesquisador.

“É necessário que os governos tenham vontade política e se comprometam a realmente reduzir as emissões, mesmo com essa técnica completamente perdida porque, somente com a eficiência de energia renovável, não atenderemos aos objetivos da mudança climática”.

Fonte: EFE

Comissão sobre Mudanças Climáticas debate obrigações do Brasil no Acordo de Paris

A implementação das obrigações brasileiras no Acordo de Paris, firmado em 2015, será tema de audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas nesta quarta-feira (13). O foco do debate será o papel do Congresso Nacional no cumprimento das ações estabelecidas. O tema é o primeiro do tópico do plano de trabalho apresentado pelo relator da comissão, senador Jorge Viana (PT-AC).

Os compromissos do Brasil estão previstos na Contribuição Nacionalmente Determinada (iNDC, na sigla em inglês), documento em que cada governo dos países assinantes registrou suas principais responsabilidades para o acordo climático.

Assinado na edição de 2015 da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP), o novo Acordo do Clima foi estabelecido entre os países para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. O objetivo do tratado, mais conhecido como Acordo de Paris, é a diminuição do aquecimento global e a limitação do aumento da temperatura global em 2ºC, até o ano de 2100.

Em seu plano de trabalho, Jorge Viana indicou que o Brasil está entre os dez maiores emissores mundiais de gases de efeito estuda, ocupando a sétima posição, com aproximadamente 3,43% das emissões globais, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o senador, o dado atesta a importância dos trabalhos da comissão para implementar a contribuição brasileira na reversão dos efeitos da mudança do clima, sobretudo para “garantir a diminuição do desmatamento, viabilizar a agricultura de baixo carbono e trazer resiliência aos centros urbanos diante dos efeitos da alteração do clima”.

Obrigações

Entre as metas brasileiras estabelecidas pelo acordo está a redução em 37% até 2025 das emissões de gases de efeito estufa e, de forma escalonada, em 43% as emissões até o ano de 2030, tomando como referência as emissões do ano de 2005.

Para discutir o assunto na audiência, foi convidado o coordenador-executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), Alfredo Sirkis. Representantes do Observatório do Clima e dos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores também devem comparecer à audiência.

A reunião da comissão está marcada para às 14h30, na sala 9 da Ala Alexandre Costa, no Anexo 2 do Senado. A audiência será realizada em caráter interativo, com possibilidade de participação popular pelo Portal e-Cidadania e pelo Alô Senado (0800-612211).

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe: 
http://bit.ly/audienciainterativa
Portal e-Cidadania:
www.senado.gov.br/ecidadania
Alô Senado (0800-612211) 

Fonte: Agência Senado

Países emergentes devem sofrer mais com os impactos das mudanças climáticas

 Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), acredita que países emergentes, como o Brasil, e demais nações devam investir em eficiência energética para evitar um desastre ainda maior

Os impactos causados pelas emissões de gases de efeito estufa no setor energético são cada vez mais evidentes e apontam para uma crise ambiental em escala planetária sem precedentes. Contudo, estima-se que o provável esgotamento das reservas mundiais de combustíveis fósseis permita que as energias renováveis ​​ganhem cada vez mais espaço no cenário mundial.

Diante disso, autoridades do mundo todo se reuniram na Alemanha, na 4ª edição do Berlin Energy Transition Dialogue, de 17 a 18/04, para debater as medidas necessárias para evitar os impactos mais severos das mudanças climáticas e atender as metas do Acordo Climático de Paris.

A solução é o real comprometimento das nações em investimento em tecnologias de baixo carbono, energias renováveis e eficiência energética. Em entrevista exclusiva ao Último Instante, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), Fatih Birol, falou do Brasil no cenário internacional de energias renováveis, da responsabilidade em ajudar a limitar a elevação da temperatura global e quais são os desafios que o mundo tem pela frente nessa jornada.

“O Brasil tem sido líder na produção biocombustíveis e isso inspira muitos países em diferentes partes do mundo como na Ásia ou na África”, ressaltou Birol.

Nomeado pela revista Forbes como uma das pessoas mais influentes na cena de energia do mundo e reconhecido pelo Financial Times como personalidade energética do ano em 2017, o executivo acredita que a matriz energética mundial é a grande responsável pelos impactos mais severos das alterações no clima e os efeitos serão sentidos com mais intensidade nos mercados emergentes, como o Brasil.

“Além das mudanças climáticas, a energia é responsável pela poluição do ar em muitos lugares, especialmente em países emergentes”.

Neste contexto, a mudança para uma matriz energética mais limpa representa um dos grandes desafios mundiais deste século. Confira os principais trechos da entrevista:

Como o senhor avalia a política energética brasileira?

O Brasil fez história na busca por novas tecnologias que substituem fontes de energia antigas e isso gerou uma grande mudança de paradigma. O país, que há muitos anos era um grande importador de petróleo, está se tornando um grande exportador. Isso aconteceu de duas maneiras diferentes. Número um: a produção de petróleo do Brasil em offshore [localizada em alto mar] aumentou. E dois, porque o Brasil utiliza muitas fontes renováveis, como biocombustíveis, hidrelétricas, entre outras, para reduzir o consumo interno de petróleo.

O Brasil é referência em energias renováveis. É líder em hidroeletricidade, mas desperdiça o favorável potencial solar disponível. Como solucionar isso?

Todos os países precisam ter um mix de energias renováveis. O Brasil é referência em hidrelétricas, biocombustíveis, mas o incremento de tecnologias como eólica e solar farão um perfeito sentido econômico no contexto energético brasileiro.

As mudanças climáticas já são sentidas em todo o mundo. Onde isso será mais evidente?

Além das mudanças climáticas, a energia é responsável pela poluição do ar em muitos lugares, especialmente em países emergentes. Esta é uma razão para milhões de mortes em países em desenvolvimento. Sabemos que hoje bilhões de pessoas não têm acesso à eletricidade em diferentes partes do mundo, especialmente na África e partes da Ásia.

E as economias emergentes estão fazendo o seu papel para evitar os efeitos mais trágicos das mudanças climáticas?

O Brasil tem sido o líder na produção/consumo de biocombustíveis e isso inspira muitos países em diferentes partes do mundo como na Ásia ou na África. Estamos muito felizes em ter o Brasil como membro da Agência Internacional de Energia (IEA) e trabalhamos em estreita colaboração com o governo. Estou impressionado com o que a China está fazendo em renováveis. O crescimento da capacidade de energia renovável na China nos próximos 20 anos deve ser maior do que na Europa, nos EUA e no Japão juntos.

Mas o uso de energias renováveis vem crescendo de maneira significativa a fim de frear as mudanças climáticas?

Felizmente as demandas globais de energia no ano passado aumentaram duas vezes mais do que no ano anterior. Isso foi impulsionado por um crescimento econômico global muito bom. Vemos também que, dois campos floresceram: energias renováveis, solar e eólica, mas ao mesmo tempo o consumo de gás natural também cresceu. O gás natural teve ano de ouro nos últimos dez anos, principalmente como resultado do uso crescente na Ásia. Por outro lado, o uso de carvão, após dois anos de declínio, começou a aumentar em 2017, principalmente no setor de energia. Olhando para este cenário, temos uma vitória e um desafio. Quando olhamos para a imagem da energia hoje, vemos, por um lado, um grande crescimento econômico, interconexão e eletrificação em todo o mundo, mas ao mesmo tempo dois terços das emissões que causam as mudanças climáticas.

O mundo está preparado para a transição de uma matriz energética descentralizada e mais limpa?

Acreditamos que a transição de energia limpa precisa contar com energias renováveis, ​​de eficiência energética e outras tecnologias limpas. As tecnologias e políticas de eficiência energética reduzem as emissões de CO2, reduzem a poluição do ar, trazem benefícios econômicos e segurança energética. Para atingir nossas metas climáticas, precisamos gerar trilhões de dólares em investimentos em eficiência energética. Carros, edifícios, motores nas indústrias, tudo girando de forma eficiente e assim por diante. Esse processo exige dinheiro adicional em relação às instalações convencionais. Se você colocar um dólar a mais para tornar o consumo de energia mais eficiente, você recebe de volta três dólares ao longo da vida útil deste carro, deste prédio, desta lâmpada.

Por que isso não funciona?

Pelo seguinte motivo: você põe um dólar hoje e obtém três dólares em vários anos. Cinco anos, seis anos. Esse é exatamente o papel dos governos. Hoje, por exemplo, dois de cada três prédios construídos no mundo não têm critérios de construção, estão sendo construídos agora e esses prédios estarão conosco por várias décadas.

E o que fazer diante disso?

Utilizar todos os meios, todas as tecnologias que possam nos ajudar a alcançar os objetivos climáticos. Em termos de emissões de dióxido de carbono, ano a ano as emissões globais de CO2 aumentaram, exceto em 2009, quando tivemos a crise financeira. Somente políticas de eficiência podem estabilizar nossas emissões de CO2. Apenas eficiência, esqueça todas as outras coisas.

Fonte: Último Instante

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