Semana começa com a soja pressionada em Chicago pela falta de novidades positivas nesta 2ª

A semama começa com baixas significativas para os preços da soja na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (25). Os futuros da commodity, por volta de 7h0h (horário de Brasília), perdiam entre 9,25 e 10 pontos nos principais contratos, com o julho/18  que segue como a posição mais negcoiada – valendo US$ 8,85 por bushel. Apenas o novembro/18 conseguia manter ainda o patamar dos US$ 9,00.

Não há grandes novidades neste mercado, porém, esse tem sido um dos principais fatores de pressão sobre as cotações. Os traders seguem cautelosos diante da guerra comercial entre chineses e americanos e frente ainda à falta de notícias sobre um possível acordo entre as duas nações.

As tarifações impostas por Donald Trump deverão começar a vigorar a partir do dia 6 próximo e a soja americana, nas mãos da China, funciona como um dos principais instrumentos de retaliação. Assim, a sinalização de uma possível demanda menor da China nos EUA mantém o mercado pressionado na CBOT.

Como se não bastasse, os preços da soja – assim como os do milho negociados no mercado futuro norte-americano – também são limitados por condições de clima bastante adequadas no Corn Belt até agora. Um cenário de tempo quente e úmido tem mantido um bom ritmo de desenvolvimento das lavouras. Um ponto que chama mais atenção agora, no entanto, ainda sem trazer ameaças, é o excesso de umidade em algumas regiões produtoras, como explicam analistas ouvidos pela Reuters internacional.

Hoje, ao final da tarde e pós fechamento de mercado em Chicago, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu reporte semanal de acompanhamento de safras com as condições das lavouras americanas. O boletim anterior trazia mais de 70% dos campos de soja em bom ou excelente estado. A expectativa para esta segunda é de que os índices venham mantidos nos 73%.

No radar dos players está ainda a divulgação de dois outros relatórios do USDA ainda nesta semana. No dia 29, sexta-feira, chegam números atualizados dos estoques trimestrais de grãos dos EUA e da área plantada da safra 2018/19. “E os traders buscam um bom posicionamento antes da chegada desses reportes”, diz a Allendale, inc.

Complementando o quadro de informações para a formação dos preços da oleaginosa nesta segunda-feira há também a atualização dos embarques semanais norte-americanos e a movimentação do dólar. No cenário externo, a moeda americana seguia avançando frente a uma cesta das principais divisas internacionais e batia em sua máxima em 11 meses.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

Nova medida exige mais combustível verde na bomba

Desde o dia 1º de março, a mistura obrigatória de biodiesel no diesel de petróleo passou de 8% (B8) para 10% (B10). A medida foi aprovada no final de 2017 pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão presidido pelo Ministério de Minas e Energia, que antecipou em um ano o percentual determinado pela Lei nº 13.263/16.

A medida deverá ter impactos no mercado de óleo de soja, uma vez que a oleaginosa responde por cerca de 80% da matéria-prima utilizada na composição do combustível verde, seguida pelo sebo bovino, outros óleos vegetais (palma, algodão etc.) e até óleo de fritura reutilizado. A expectativa da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) é que a demanda por biodiesel aumente 1,3 bilhão de litros, saltando dos 4,3 bilhões de litros consumidos em 2017, para mais de 5,6 bilhões de litros. Segundo a entidade, o consumo de óleo de soja utilizado na fabricação de biodiesel passará de 2,9 milhões de toneladas para 3,7 milhões de toneladas. Da mesma forma, a demanda pelo grão da oleaginosa para esmagamento aumentará de 14,5 milhões de toneladas para 18,5 milhões de ton.

De acordo com o diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Júlio Minelli, o aumento na demanda de biodiesel deve impactar a valorização da soja. “Não acreditamos num impacto direto no preço dessa commodity, mas na possibilidade de dar oportunidade de ter mais industrialização do grão e assim colaborar com a a reversão da tendência de exportar grão sem processá-lo”, observa. “Ao deixar de industrializar a soja, deixamos de agregar valor”, completa.

Leia mais sobre o tema aqui.

Fonte: FAEP – Paraná Portal

China pode levar dois anos para preparar mercado de carbono

(Bloomberg) — A China pode precisar de dois anos de preparação para iniciar a negociação à vista de seu tão aguardado mercado de emissões de carbono, que provavelmente será o maior do mundo.

A primeira fase durará cerca de um ano e incluirá a construção de sistemas para apresentação de dados, registro e negociação, segundo plano publicado no site da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma do país, na quarta-feira (20). A segunda fase também levará um ano e envolverá a negociação simulada de créditos de carbono para testar a efetividade e a confiabilidade do mercado. A negociação à vista vem a seguir, na terceira e última fase.

Na terça-feira (19), o país revelou um plano reduzido para a criação de um mercado financeiro destinado a limitar a poluição. O governo do presidente Xi Jinping avança com cautela para equilibrar as exigências por um ar mais limpo com as projeções de consumo crescente de eletricidade em fábricas e residências.

O mercado inicialmente cobrirá apenas o setor de energia, incluindo cerca de 1.700 empresas elétricas, informou a comissão na terça-feira. Mais de 3 bilhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono serão afetadas.

Fonte: Bloomberg

Publicação da ANP apresenta oportunidades para o setor de combustíveis

 A ANP está divulgando em sua página na internet o livreto “Oportunidades na Produção e no Abastecimento de Combustíveis no Brasil”, que apresenta a infraestrutura existente no país e mostra as possibilidades para o setor no cenário atual, marcado por diversas iniciativas governamentais e regulatórias voltadas para o incentivo à livre concorrência, ao acesso e ao aumento dos investimentos privados.

A publicação traz um panorama do setor de abastecimento no Brasil e as oportunidades na infraestrutura para oferta interna de combustíveis e derivados, na produção de derivados e biocombustíveis, bem como na infraestrutura de importação, movimentação e logística de abastecimento de combustíveis e derivados de petróleo.

 

O Brasil é um dos maiores usuários de combustíveis do mundo e o ritmo do crescimento do consumo observado na última década foi superior à evolução de seu Produto Interno Bruto (PIB). Para satisfazer às necessidades de demanda, o País conta com importante infraestrutura para refino, importação, produção, especificação, movimentação e entrega para a população de derivados de petróleo, gás natural e biocombustíveis.

 

Para os próximos 10 anos, espera-se crescimento acumulado de 20% na demanda pelos principais derivados e biocombustíveis. Este aumento estimado de 461 mil barris/dia no consumo pode ser atendido tanto pela expansão da infraestrutura de importações de derivados, quanto por novos investimentos que elevem a produção nacional de derivados e biocombustíveis. Além disso, a infraestrutura e a logística interna de abastecimento deverão ser capazes de atender ao acréscimo de demanda local.

 

As perspectivas de aumento da demanda interna trazem oportunidades para investimentos na produção nacional de combustíveis. No segmento de derivados de petróleo e gás natural, há projetos em discussão, como o 2º Trem da refinaria RNEST em Ipojuca/PE (115 mil barris/dia) e a refinaria Comperj em Itaboraí/RJ (159 mil barris/dia), além da retomada da construção da UPGN no Comperj (processamento de 21 milhões de m³ dia de gás natural). Além desses projetos, em termos regionais, as maiores perspectivas de elevação da demanda e necessidade de investimentos para o suprimento de combustíveis e derivados estão localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

 

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Diretor da APROBIO garante biodiesel para evolução do mercado

Indústria está pronta para uma demanda de B10, esperado para março de 2018

O diretor superintendente da APROBIO, Julio Cesar Minelli, afirmou hoje (24-10) que não faltará biodiesel no mercado brasileiro, seja qual for a mistura do produto no óleo diesel. “Com previsibilidade de mercado, o setor produtivo vai investir para atender a demanda com segurança, qualidade e garantia de abastecimento”, disse ele ao fazer palestra na Conferência BiodieselBR 2017, em São Paulo.

Segundo Minelli, em 2012, como ao longo de toda a interlocução dos produtores com as autoridades e os demais segmentos da cadeia produtiva, a APROBIO já defendia um mercado de B20 (20% de biodiesel por litro de diesel; hoje são 8%) até 2020. Ele foi claro ao dizer que, independentemente dos estoques – na base das matérias primas –, há sempre capacidade produtiva para ser acionada e atender o mercado, à medida que ele evolui, com previsibilidade. “Além de estarmos prontos para o B10, a indústria de biodiesel tem capacidade ociosa para atender outras demandas”, disse o diretor da APROBIO. Para o executivo, os produtores vislumbram outras misturas, como B15, B20 ou mesmo mais. “É uma questão de ver como o setor pode contribuir com o crescimento econômico do país”, salientou.

O executivo defendeu, ainda, equilíbrio na remuneração de toda a cadeia produtiva, desde o produtor rural até a revenda ao consumidor final. Segundo Julio, por exemplo, se a demanda de farelo de soja subir, mas o preço do óleo vegetal não o remunerar bem, subirá o preço do farelo, que é justamente o vetor de agregação de valor do processamento de biodiesel no complexo soja, o que assegura a oferta de proteína animal no mercado interno da cadeia alimentar. “Ninguém planta soja para fazer biodiesel, acrescentou, mas para atender a demanda de alimento”.

O biodiesel entra nesse cenário para valorizar o produto in natura, qualificando seu preço internacional e gerando divisas para o país, “além de melhorar a qualidade do ar, economizar recursos na importação de diesel mineral, reduzir os dispêndios dos sistemas de saúde pública e evitar internações hospitalares e mortes, o que não tem preço”, concluiu.

Fonte: Assessoria Aprobio

Mercado de soja em Chicago

Incertezas sobre o potencial da nova safra americana e alta no mercado de óleo limitam movimento de baixa

Nesta quinta-feira (11|), o mercado da soja teve quedas de 3 a 5 pontos nos principais vencimentos. De acordo com o analista de mercado Jack Scoville, da Price Futures Group, o mercado baixou por conta de vendas semanais dentro do esperado. O clima pode melhorar também na próxima semana, o que deve ajudar o andamento do plantio da safra norte-americana.

As vendas semanais ficaram em 380 mil toneladas da safra velha. Não é um número ruim, de acordo com Scoville, mas já era aguardado pelo mercado. O Brasil e a Argentina, por sua vez, podem vir a se tornar mais competitivos, o que faz com que o mercado norte-americano precise também de espaço nessa competição. Entretanto, isso pode acarretar em uma menor demanda para as próximas semanas, o que faz com que os compradores saiam do mercado.

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Fonte: Notícias Agrícolas

Panorama para o mercado de biodiesel

O aumento gradativo da mistura de biodiesel, sancionado em 2016, é parte do que os produtores sempre buscaram: previsibilidade e aumento na participação do biocombustível na matriz energética veicular do país.

O setor não quer apenas aumentar a participação do produto na cesta verde da matriz brasileira, mas fazê-lo dentro de um ambiente de normalidade programada por um planejamento de longo prazo, para que se possa ao menos vislumbrar o mercado daqui a 20 ou 30 anos.

Um conjunto claro de regras, que confira segurança jurídica e regulatória, permite traçar estratégias de expansão e assegurar um ambiente propício aos investimentos. Atualmente são 51 usinas autorizadas pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a operar, com uma capacidade produtiva de quase 7,5 bilhões de litros por ano.

Após a aprovação do aumento escalonado de mistura até B10 (10% de biodiesel por litro de diesel) o mercado voltou a se movimentar, com plantas solicitando autorização à ANP para ampliar a capacidade e novos pedidos para construção de mais unidades produtivas.

Só com o B8, válido a partir do início de março de 2017, o país deve contabilizar um aumento de demanda na ordem de 12% sobre 2016, para aproximadamente 4,3 bilhões de litros, caso o consumo de diesel permaneça estável, o que não tem se verificado com regularidade.

Empregos e renda

Com essa perspectiva, o setor pleiteia a antecipação do B9 para 2017 e assim ajudar a promover ainda mais empregos, renda e saúde. Estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) de 2012 indicava que com o aumento da mistura, à época B5, para B10  provocaria o incremento de postos de trabalho próximos a 205 mil. A previsibilidade já destacada deve levar a mão-de-obra qualificada a estar disponível quando necessária.

A produção de biodiesel, além de reduzir as emissões de GEE e melhorar as emissões dos veículos de ciclo diesel, traz benefícios econômicos e sociais para todo o país, sobretudo às regiões onde estão localizadas as usinas.

A maior parte das plantas está em cidades pequenas e médias, principalmente nas regiões Centro-Sul do país, onde é possível verificar aumento no PIB industrial e de serviços após a instalação da usina,  evidência de geração de emprego e renda direta e indireta.

Para o mercado da soja, a produção do combustível renovável, estimula o processamento do grão no país, gerando mais emprego e renda. Um dos produtos resultantes de seu processamento, o farelo, é componente principal das rações preparadas para o gado de leite e a criação de aves e suínos. A agregação de valor ao produto original, soja, faz com que essas cadeias produtivas figurem entre os setores que mais empregam no país.

No caso do sebo bovino, além de grandes frigoríficos, existe graxarias que processam sobras de animais e também separam o sebo. Essa valorização aumentou o preço pago pelo sebo bovino e este rejeito passou a ser considerado como mais um produto rentável pelos frigoríficos.

Em outubro do ano passado, o setor de biodiesel entregou apresentou à Secretaria de Petróleo, Gás e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia informações que passaram a integrar o RenovaBIO, programa do MME que projeta o mercado e a capacidade produtiva brasileira de biocombustíveis até o ano de 2030.

Os dados apontam que a participação do biocombustível  na Matriz Energética Brasileira pode alcançar pelo menos 3,31% em 2030, com uma produção de 18 bilhões de litros por ano.

A Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) integra a Mesa de Abastecimento de Biodiesel, criada pelo Ministério de Minas para reforçar o diálogo do órgão com o setor e seus diversos agentes, com o objetivo de reduzir assimetrias de informação entre os diversos eixos, além de avaliar periodicamente o abastecimento de biodiesel e as variações envolvendo safra e entressafra.

Para os próximos anos o setor deve crescer na ordem de 10% em demanda. Atualmente o Brasil é o 2º maior produtor mundial de biodiesel perdendo  para os Estados Unidos, que produziram 5,9 bilhões de litros em 2016. Ano passado a produção brasileira foi de 3,801 bilhões de litros, desempenho abaixo do esperado, devido à queda no consumo de diesel, números que refletiram o momento econômico do país.

Meio ambiente e saúde

No meio ambiente as vantagens da adoção do biodiesel são evidentes e transversais, perpassando estes segmentos de maneira a fazer de um a consequência do outro.

Estudo encomendado pela APROBIO à FIPE sobre o impacto econômico da sua produção no período de 2008 a 2011, mostrou que o maior uso do óleo verde naqueles anos evitou a emissão de 11 milhões de toneladas equivalentes de gás carbônico (CO²).

Outro trabalho preparado para a Associação, desta vez sobre os efeitos do combustível renovável na natureza desde a plantação das matérias primas para seu processamento até a combustão nos motores, constatou que a redução de CO² em toda a cadeia produtiva pode superar os 70%. Estudos similares chegaram a resultados semelhantes.

O biodiesel contribui para o país cumprir as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa assumidas nas conferências do clima das Nações Unidas desde a COP-15, em Copenhagen em 2009, até a 21 em Paris, em dezembro do ano passado, a ponto de constar das propostas da delegação brasileira nas duas ocasiões. A Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura fez um relatório em 2013 mostrando que cada ponto percentual a mais de biodiesel nos tanques de combustível corresponde a plantar sete milhões de árvores.

A consultoria ambiental Saúde e Sustentabilidade pesquisou os efeitos do aumento do emprego de biodiesel para reduzir a poluição atmosférica nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Recife.

Realizado com apoio da APROBIO e suporte técnico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o trabalho mostrou que o uso progressivo de biodiesel reduz o número de internações hospitalares por problemas respiratórios. Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, se a mistura de B20 fosse utilizada haveria praticamente duas mortes a menos por dia relacionadas à poluição do ar.

Fonte: Aprobio

Biodiesel, mais energia e riqueza para a nação!

Não restam dúvidas de que o biodiesel ajuda no combate à poluição no planeta, mas daí a ganhar dinheiro com ele, só em grande escala. Veja como está o desenvolvimento desse mercado no Brasil e o que pode ser feito para alavancar esse segmento no artigo de autoria do presidente da APROBIO – Erasmo Battistella – publicado pela edição especial da Revista ESPM sobre sustentabilidade e energia limpa.

Clique aqui para ler o documento na íntegra.

Fonte: Revista ESPM

Como funciona o mercado autorizativo/voluntário de biodiesel no Brasil?

O diesel comercializado no Brasil já possui 7% de biodiesel adicionado. Recentemente a legislação foi alterada, sendo possível o uso de teores mais elevados de biodiesel.Para esclarecer os possíveis consumidores desse novo mercado, a APROBIO traz as principais informações, legislação e regulamentos relativos à aquisição e uso de diesel com mais biodiesel, além da possibilidade para uso do biodiesel puro (B100).

Em formato claro, objetivo e técnico, a Associação procura responder aos principais questionamentos sobre esse tema. Importante: A APROBIO orienta o usuário a avaliar, junto a Assistência Técnica de seus equipamentos, eventuais ajustes requeridos pelos fabricantes para o uso de mistura B20 ou do biodiesel puro (B100). Assim como a necessidade de assinatura de termo de responsabilidade pelo seu uso e eventual perda de garantia.

Atualmente, apenas consumidores que possuem um “ponto de abastecimento” próprio e exclusivo para os seus veículos podem usufruir deste mercado.

Uso de teores mais elevados (B20/30) – “mistura voluntária”:

A Resolução N°3 do CNPE, de 21/9/15, e a portaria 516 do MME, de 11/11/15, definiram as regras de comercialização para as chamadas “misturas voluntárias” de biodiesel ao diesel. A saber:

– 20% (B20) para frotas cativas ou consumidores rodoviários.

– 30% (B30) para transporte ferroviário, uso agrícola e industrial.

Para iniciar a sua utilização é necessário realizar um contato e negociação junto à distribuidora que fornece o combustível – diesel – para definição de volumes e valores possíveis. A distribuidora deverá adquirir o biodiesel necessário via leilão público da ANP que ocorrem bimestralmente.

Considerando a maior preocupação, no quesito segurança e ponto de fulgor, é possível reduzir o risco envolvido com o uso do biodiesel puro, B100, pois o mesmo apresenta fulgor superior a 100°C.

Uso “experimental” e uso “específico” do biodiesel puro (B100):

A aquisição do biodiesel puro para uso “experimental” depende de autorização da ANP. A negociação ocorre diretamente entre o produtor de biodiesel e a distribuidora. O papel da distribuidora se faz necessário para permitir o fracionamento da entrega. A usina fornece em caminhões de 35 a 40 mil litros e a distribuidora faz entregas fracionadas de 1.000 a 5.000 litros, por exemplo.

A princípio, é possível o uso “experimental” de biodiesel puro sem a necessidade de autorização para volumes até 10.000 litros ao mês, conforme a resolução 18/2007.

RESOLUÇÃO ANP Nº 18, DE 22.6.2007 – DOU 25.6.2007

Alternativamente, a consumidor pode solicitar uma autorização para uso experimental por um período determinado. Isso retira o limite dos 10m³/mês.

Segue a lista de documentos necessários:

I – documento original, firmado pelo solicitante, informando o produto (B100), o consumo mensal previsto, a frota veicular, com a devida identificação por meio dos números das placas e chassis, ou o equipamento a ser usado e o local onde ocorrerá o uso experimental;

II – laudo de caracterização do biodiesel, B100, a ser usado puro ou misturado com o óleo diesel, de acordo com a especificação estabelecida em legislação vigente, com a assinatura do responsável técnico e sua inscrição no órgão competente; (Todo o biodiesel fornecido para as distribuidoras, ou para o usuário, já possui tal certificado)

III – licença ou parecer favorável emitido pelo órgão ambiental competente, relativo ao uso do produto (aqui é necessário que o solicitante faça esta consulta junto ao órgão ambiental estadual, que concedeu a licença de operação);

IV – documento contendo o planejamento do uso experimental, acompanhado de cronograma para sua execução (ex.: campanhas de uso, controle de consumo de combustível, manutenção, ensaio de opacidade etc);

V – declarações de responsabilidade pelo uso do produto, conforme constam nos ANEXOS I e II, firmadas pelo solicitante e, quando for o caso, pelo proprietário do veículo ou equipamento que operará com o produto;

VI – documento que comprove a legitimidade do subscritor dos documentos requeridos nos incisos I e V, para assumir responsabilidade em nome do solicitante da autorização;

VII – documento informando o fornecedor do biodiesel ou, quando for o caso, da sua mistura com óleo diesel.

  • 1º Fica dispensada a apresentação do documento referido no inciso III, quando a autoridade ambiental competente atestar expressamente a dispensa da emissão deste documento.
  • 2º Quando o consumo do biodiesel, B100, ou da sua mistura com óleo diesel superar a 50.000 litros mensais serão exigidos os seguintes documentos adicionais:

I – relatórios com resultados referentes a emissões, desempenho e durabilidade dos motores em testes de bancada; (pelo menos o resultado de emissões é interessante, testes de bancada possivelmente seriam dispensados)

II – cópia do contrato com empresa ou instituição responsável pelo monitoramento do uso do combustível e emissão de relatórios com os resultados obtidos;

III – documento indicando os veículos que serão usados nas avaliações de desempenho e emissões com o novo combustível, quando se tratar de uso experimental veicular.

  • 3º A ANP poderá dispensar um ou mais dos relatórios citados no inciso I do parágrafo anterior, quando considerar que os resultados a serem gerados a partir dos testes não sejam representativos ou conclusivos.

A execução de um projeto por um período de tempo pré-determinado, com a análise de emissões, manutenção e consumo, pode permitir a liberação do uso do biodiesel para o uso específico (sem prazo de validade), que segue a resolução ANP N°2 de 29/01/08, com uma quantidade de requisitos um pouco menor.

RESOLUÇÃO ANP Nº 2, DE 29.1.2008 – DOU 30.1.2008

As resoluções 18/07 e 02/08 encontram-se em consulta pública. Estaremos atualizando os documentos necessário assim que as novas regras e procedimentos sejam disponibilizados.

Ainda tem dúvidas? Encaminhe um e-mail para aprobio@aprobio.com.br e a associação responderá pra você.

Fundo contra impactos ambientais emperra negociações na COP 22

Diálogo não rendeu nada além de algumas promessas para a reserva.
Países ricos deveriam mobilizar 100 bilhões de dólares anuais para o clima.

As negociações de Marrakesh sobre o clima podem não resultar em um reforço substancial em um financiamento internacional para ajudar países pobres a lidar com o agravamento das enchentes, secas, tempestades e elevação do nível dos mares em decorrência da mudança climática, disseram negociadores e instituições de fomento que temem pela falta de um impulso nos recursos.

Um diálogo ministerial ocorrido durante as conversas desta quarta-feira (16) não rendeu nada de muito concreto além de algumas promessas de Estados europeus para fundos de adaptação criados durante as negociações na Organização das Nações Unidas (ONU), disseram.

Os países em desenvolvimento presentes em Marrakesh vêm fazendo apelos consistentes e apaixonados por mais financiamento que os ajude a se ajustar às alterações climáticas crescentes – mas até agora estas promessas vêm caindo em uma maioria de ouvidos moucos, segundo seus representantes.

Frank Bainimarama, primeiro-ministro de Fiji, nação-ilha do Oceano Pacífico, falou sobre a “nova era aterrorizante que enfrentamos por causa da mudança climática” depois que um ciclone intenso arrasou um quinto do Produto Interno Bruto (PIB) de sua nação este ano.

Fiji precisa ter acesso a financiamento para poder se adaptar aos efeitos da mudança climática por meio de ações como o fortalecimento de residências e infraestrutura, o enterramento de linhas de energia e a realocação de pessoas, explicou.

Ele criticou o nível atual de financiamento governamental internacional para nações mais pobres se adequarem às pressões climáticas, classificando-o como “terrivelmente inadequado”.

De acordo com um “roteiro” recente de países ricos que delineia como estes irão mobilizar os 100 bilhões de dólares anuais do fundo climático que prometeram até 2020, o valor alocado especificamente para adaptação em 2013 e 2014 foi de quase 10 bilhões de dólares por ano, ou cerca de 16 por cento do total.

A estimativa mais recente da ONU coloca a porção do fundo climático destinada à adaptação em uma cifra um pouco maior – cerca de 25 por cento.

O roteiro dos doadores projeta que o montante do financiamento internacional para a adaptação irá ao menos dobrar em volume até 2020.

Mas isso ainda ficaria muito aquém do “equilíbrio” no financiamento dividido entre medidas de adaptação e passos para o corte de emissões recomendado no novo acordo climático firmado em Paris no ano passado.

“Dobrar não basta”, disse Lutz Weischer, do centro de estudos Germanwatch. “Temos que elevá-lo de forma muito mais agressiva”.

Os países em desenvolvimento querem quadruplicar o fundo de adaptação em relação aos níveis atuais, e esperavam que os Estados ricos respondessem a esse clamor na cúpula de Marrakesh, que termina na sexta-feira – mas especialistas em finanças climáticas dizem que isso parece improvável.

Fonte: Reuters

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