Exportações do agro em maio alcançaram US$ 9,97 bilhões

O mês tradicionalmente concentra os embarques de soja. Mesmo assim, alta foi de 3% sobre igual período do ano passado

As exportações brasileiras de produtos do agronegócio atingiram US$ 9,97 bilhões em maio, 3% acima do valor registrado em igual mês do ano passado. O aumento é atribuído à elevação de 1,3% no índice de preço e de 2% na quantidade. Para meses de maio, foi o terceiro maior valor da série histórica iniciada em 1997, situando-se abaixo apenas de 2012 e 2013.

O montante representa 51,8% das exportações totais brasileiras, superando o percentual de maio do ano passado, de 48,9%. A sazonalidade do escoamento da soja, cujo auge normalmente é atingido nesse período, explica o elevado montante registrado na exportação do mês.

As importações caíram 16,5%, recuando de US$ 1,30 bilhão para US$ 1,08 bilhão em maio deste ano. Como consequência, o superavit passou de US$ 8,38 bilhões para US$ 8,88 bilhões, o segundo maior saldo da série histórica, para meses de maio, muito próximo do registrado em 2012, de US$ 8,92 bilhões.

Alta de 22,9%

Em maio se concentram os embarques de soja com as exportações atingindo US$ 5,81 bilhões, superando em 22,9% o valor contabilizado em igual mês do ano anterior e representando 58,2% de toda a exportação agrícola.

As vendas de soja em grão tiveram aumento de 23%, alcançando US$ 5 bilhões e equivalendo ao embarque de 12,35 milhões de toneladas. O desempenho dessas vendas foi explicado pelos acréscimos de 12,7% no volume exportado e de 9,1% no preço médio. As exportações de farelo somaram US$ 709,96 milhões, com acréscimo de 24,9% (+1,4% em quantidade e +23,2% no preço médio), e as de óleo, US$ 96,91 milhões, com aumento de 7,9% (+8,0% em quantidade e -0,1% no preço médio).

As exportações de produtos florestais, segundo setor da pauta em maio, atingiram US$ 1,11 bilhão, superando em 14,2% o valor de igual mês do ano anterior. A celulose foi o grande destaque, cujas vendas chegaram a US$ 727,81 milhões (1,28 milhão de toneladas), significando aumento de 37,9% (+7,8% em volume e +27,9% no preço médio). Essas exportações vêm registrando sucessivos recordes repetidos nesse em valor e quantidade.

As exportações de madeira e suas obras recuaram 12% (+1,9% em quantidade e -13,6% no preço médio), caindo de US$ 278,31 milhões para US$ 244,94 milhões. Também caíram as vendas de papel, com decréscimo de 17,1% (-26,8% em quantidade e +13,2% no preço médio), reduzindo de US$ 166,40 milhões para US$ 137,92 milhões no período em análise.

Na terceira posição da pauta, as exportações de carnes caíram 9,6% de US$ 1,22 bilhão para US$ 1,11 bilhão. A maior redução ocorreu nas vendas de carne frango (-US$ 77,28 milhões), motivada principalmente pela retração nos mercados da África e Oriente Médio. As vendas de carne suína recuaram em US$ 30,72 milhões, impactadas pelo embargo russo, e as de peru, em US$ 5,11 milhões. As exportações de carne bovina também recuaram (-US$ 2,46 milhões). A interrupção das vendas à Rússia foi compensada principalmente pelo acréscimo das exportações à China (+US$ 49,86 milhões) e ao Chile (+US$ 10,53 milhões).

O complexo sucroalcooleiro registrou queda de 36,4%, posicionando-se na quarta posição da pauta. Desde abril do ano passado o açúcar em bruto registra quedas no preço médio de exportação, o mesmo acontecendo com o açúcar refinado.

O café, com queda de 42,3%, manteve-se como quinto principal setor na pauta. As vendas de café verde caíram 44,5% (-38,4% em quantidade e -9,9% no preço médio), passando de US$ 386,25 milhões para US$ 214,49 milhões. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a queda em maio teve influência da menor oferta em face do período de entressafra e de baixos estoques, agravada pela paralisação dos caminhoneiros que atrasou parte dos embarques.

Registraram-se recordes de exportações , além de soja em grão e celulose: suco de laranja (recorde em quantidade), arroz (em quantidade), bovinos vivos (em valor), mangas (em quantidade), castanha do pará (em valor) e melões (em valor e quantidade).

Nas importações, a pauta foi liderada por cereais, farinhas e preparações, cujas aquisições. Compõem o grupo, o trigo (- 10,8%, atingindo US$ 83,51 milhões), o malte (-27,1%; US$ 27,86 milhões), o arroz (-53,9%; US$ 13,83 milhões) e a farinha de trigo (+0,4%; US$ 10,66 milhões). O segundo setor foi o de produtos florestais (-8,2%; US$ 122,19 milhões), oleaginosos (+31,9%; US$ 98,70 milhões), pescados (-19,0%; US$ 85,29 milhões) e lácteos (-27,6%; US$ 43,98 milhões).

Participação de 59,4% da Ásia

A Ásia esteve na liderança entre os destinos das exportações que alcançaram US$ 5,92 bilhões, representando 59,4% do total. Em relação a maio do ano passado houve aumento de 14,9%, devido às vendas de soja em grão e em farelo.

O segundo principal destino foi a União Europeia, ainda que as vendas ao bloco tenham recuado 14,9%, passando de US$ 1,69 bilhão em maio do ano passado para US$ 1,44 bilhão. Houve quedas nas vendas de café (-US$ 106,61 milhões) e de soja a grão (-US$ 104,47 milhões).

Ao Nafta, terceiro destino das exportações, as vendas somaram US$ 691,08 milhões, 1,3% abaixo de maio de 2017. A pauta contemplou principalmente celulose, madeira, suco de laranja, café, soja, açúcar, álcool, couros e peles, carnes bovina e de frango e papel.

Com recuo de 18,0% nas exportações ao Oriente Médio, quarto principal destino das exportações, a participação desse destino caiu de 7,1% em maio do ano passado para 5,7%. À exceção da soja em grão, que registrou aumento de 135,8% (+US$ 93,70 milhões), os demais itens entre os principais da pauta tiveram decréscimos: açúcar, milho, carne de frango, farelo de soja e carne bovina.

Cresceram as vendas para países da Europa Ocidental (+122,7%), principalmente, aTurquia. O aumento das exportações ao país explica-se, sobretudo, pelos acréscimos em soja em grão (+US$ 99,20 milhões), bovinos vivos (+US$ 41,50 milhões) e farelo de soja (+US$ 22,49 milhões).

Alta de 3,8% desde janeiro

As exportações do agronegócio somam US$ 40,32 bilhões entre janeiro e maio, 3,8% acima dos US$ 38,86 bilhões exportados entre janeiro e maio do ano anterior. O crescimento das vendas externas ocorreu em função do crescimento das quantidades exportadas ( 4,1%), enquanto o índice de preço das exportações diminuiu 0,4 no período em análise.

As exportações do agronegócio representam no período 43,1% do total das exportações brasileiras, 1,1 ponto percentual inferior aos 44,2% de igual período em 2017.

As importações de produtos do agronegócio diminuíram de US$ 6,14 bilhões. O crescimento das exportações e a redução das importações aumentou o saldo superavitário dos produtos do agronegócio, que passou de US$ 32,72 bilhões para US$ 34,33 bilhões.

Em 12 meses, crescimento de 11,9%

Entre junho do ano passado e maio deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 97,47 bilhões, em alta de 11,9% em relação aos US$ 87,10 bilhões dos 12 meses anteriores. Com isso, o agronegócio participou com 43,6% do total das exportações do país, mantendo a mesma posição de igual período apurado em 2017. As importações caíram 5,2% e totalizaram US$ 14,01 bilhões, resultando em saldo positivo deUS$ 83,47 bilhões (+15,4%).

Nas importações de produtos do agronegócio, o volume é de US$ 14,01 bilhões em 12 meses, sobressaindo trigo (US$ 1,18 bilhão e -14,8%); papel (US$ 896,64 milhões e +17,0%); álcool etílico (US$ 842,32 milhões e +2,2%); vestuário e outros produtos têxteis de algodão (US$ 600,44 milhões e +33,4%); salmão (US$ 490,57 milhões e -4,6%); azeite de oliva (US$ 423,10 milhões e +38,5%); malte (US$ 420,46 milhões e -11,8%); borracha natural (US$ 399,38 milhões e +7,4%); vinho (US$ 391,44 milhões e +29,0%); e óleo de dendê ou de palma (US$ 378,25 milhões e -8,1%).

A Ásia segue no posto de principal destino dos produtos com US$ 45,19 bilhões (+ 16,1% em comparação com 12 meses anteriores) A região concentra 46,4% do total). O segundo principal bloco, a União Europeia, apresentou alta de 7,8%, alcançando US$ 17,54 bilhões.

Fonte: MAPA

Mapa apoia antecipação do aumento do uso de biodiesel

Produto será acrescido ao diesel usado no mercado interno a partir de março. Medida gera emprego, ajuda a diminuir emissões e diminui gasto com importações

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, durante reunião extraordinária na última quinta-feira (9), a antecipação para 1º de março de 2018 da mistura de 10% de biodiesel ao diesel usado no mercado interno (B10). A decisão teve o voto favorável do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), representado na reunião pelo secretário- executivo, Eumar Novacki.

De acordo com a Lei 13.263/16, o prazo final para o aumento dos atuais 8% para 10% de biodiesel no diesel seria 1º de março de 2019. A decisão de antecipar em um ano o prazo para a mistura visa reduzir as importações brasileiras de diesel para atender ao mercado interno.

Segundo Novacki, a expectativa é de que caia o preço final do diesel usado no Brasil. “Essa decisão é uma sinalização do governo de que estamos prestigiando a produção, além de ser uma boa notícia para os consumidores, já que a medida pode baixar o preço final”, observou o secretário-executivo do Mapa.

O óleo de soja é a principal matéria-prima utilizada na fabricação de biodiesel no Brasil, com participação de cerca de 80% da produção. Novacki destacou que a medida poderá gerar emprego e renda para os trabalhadores do setor, além de contribuir com a redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera em mais de 70% em relação ao diesel fóssil.

De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o B10 deverá aumentar o processamento de soja para 43 milhões de toneladas, ou cerca de 1,5 milhões de toneladas a mais do que neste ano. Isso poderá gerar mais de 20 mil postos de trabalho. Além disso, a medida, também segundo a Abiove, significará economia de cerca de US$ 2,2 bilhões em importação do diesel mineral.

Fonte: Assessoria Mapa

MAPA aponta para crescimento robusto na oferta de soja e sebo

Matéria-prima não deve ser problema para a indústria biodiesel do Brasil. Pelo menos não segundo os números reunidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na edição preliminar do relatório Brasil Projeções do Agronegócio que foi publicada nessa última sexta-feira (21). O texto compila as projeções oficiais do governo brasileiro sobre a expansão dos principais produtos da agropecuária brasileira entre as safras 2016/17 e 2026/27.

No que diz respeito às perspectivas de oferta de longo prazo das duas principais matérias-primas do biodiesel – o óleo de soja e o sebo bovino – as notícias são bastante positivas. De acordo com o MAPA produção anual de soja em grão pode crescer até 55% enquanto a de carne bovina vai avançar até 47% no período analisado.

Ano passado, o óleo de soja respondeu por 76,5% do biodiesel fabricado no país enquanto o sebo ficou com pouco mais de 15,5%. Foram, respectivamente, 2,91 bilhões de litros de biodiesel de soja e 593 milhões de litros de biodiesel de sebo.

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Fonte: Portal BiodieselBR

Valor da produção agropecuária de 2017, de R$ 546,3 bi, é o maior dos últimos 27 anos

Número divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa é 5,3% superior ao de 2016

A estimativa do valor bruto da produção agropecuária (VBP) de 2017, de R$ 546,3 bilhões, é o maior dos últimos 27 anos. O montante é 5,3% superior ao de 2016, de R$ 519 bilhões. Esse resultado reflete a elevada safra de grãos prevista para esta temporada, conforme anúncio feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  O VPB – estimado com base nas informações de maio – foi divulgado, nesta terça-feira (13), pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Além da safra de 234,3 milhões de toneladas estimada pela Conab, o aumento da produtividade, da ordem de 21%, é outro fator relevante no incremento do VBP deste ano. As lavouras devem ter aumento de 11,3% em valor, totalizando R$ 376,3 bilhões. A pecuária deve ter queda de 6%, ficando em R$ 170 bilhões.  O valor bruto das principais lavouras, estimado para este ano, representa 69% e a pecuária, 31%.

De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises do Mapa, José Garcia Gasques, a maior parte das lavouras tem apresentado desempenho melhor do que em 2016. Preços e maior produção são os principais responsáveis por isso.

Produtos agrícolas

Numa lista de produtos agrícolas, o algodão apresenta acréscimo do VBP de 70,7%; cana-de-açúcar de 51,4%, mandioca de 76,2%, milho de 25,7% e uva de 41,1%. Com crescimento menor, mas também expressivo, destacam-se o amendoim (29,4%), arroz (12,1%), laranja (21,7%), soja (2,7%), pimenta do reino (10%) e tomate (6,3%). Na pecuária, tiveram aumento em valor a carne suína (10,5%) e leite (2,8%).

Apresentam decréscimo em valor, em relação a 2016, os seguintes produtos: banana (-16%), batata-inglesa (-61,3%), cacau (-15,5%), café (-11,4%), cebola (-44,9%), feijão (-20,7%), mamona (-44,6%), trigo (-29,7%), maçã (-17,5%). Na pecuária, estão sendo observadas reduções de valores da produção na carne bovina (- 5,4%), carne de frango (-11,1%) e ovos (- 23,6%).

Os resultados regionais mostram, a exemplo de meses anteriores, que o maior VBP é alcançado no Sul (R$ 145,3 bilhões), seguido do Centro-Oeste (R$142,4 bilhões), Sudeste (R$ 139,1bilhões), Nordeste (R$ 51,2 bilhões) e Norte (R$ 33,1 bilhões). São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul ocupam as cinco primeiras posições no ranking por estados e respondem por 59% do valor total.

Veja os números do VBP nacional e regional.

Confira o endereço do VBP no portal do Mapa.

Fonte: Agricultura.gov

Quatro estados concentram quase 70% da produção de grãos do país

Tecnologia no cultivo de soja se estendeu a outras culturas

A concentração de produção agrícola no Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, que de acordo com levantamento da Conab representa 67% da safra nacional de grãos, se deve, segundo Sávio Pereira, secretário substituto de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, à alta tecnologia e a disponibilidade de terras nesses estados.

O último levantamento de safra, divulgado no último dia 11, indicou produção recorde de 232 milhões de toneladas. Em primeiro lugar, vem Mato grosso, com 58 milhões de toneladas, em segundo, Paraná com 41,5 milhões, em terceiro, Rio Grande do Sul, com 35,3 milhões e, em quarto lugar, Goiás, com 22 milhões de toneladas.

No caso do Mato Grosso, há variáveis relevantes, como a extensão de suas áreas de plantio pouco exploradas até poucos anos. E, ainda, propriedades com tamanho acima da média nacional, uso de tecnologia avançada.

No Paraná, há que se considerar a tradição agrícola, o alto nível de escolaridade e técnico dos produtores, que ajudam a alavancar a produtividade, disse Sávio Pereira. Já em Goiás, a localização próxima ao mercado consumidor é uma vantagem.

O secretário substituto da SPA destacou que o país tem hoje novo patamar de produção. “O plantio e a colheita de soja já nasceram sofisticados e mecanizados no Brasil. O cultivo começou nos anos 70 e se tornou muito lucrativo, forçando a melhoria de competitividade de outras culturas para não cederem áreas para a produção exclusiva de soja. Assim, a soja foi o principal vetor de modernização da agricultura no país”, observou.

Uma das culturas mais afetadas pela introdução do cultivo de soja foi a do algodão. O algodão tradicional do Nordeste, arbóreo (dado em árvores) desapareceu, e os pequenos produtores de algodão do Paraná, também. “Todos os produtores de algodão no Brasil também produzem soja, mas nem todos produtores de soja são produtores de algodão”, afirmou Sávio Pereira. Ele ainda observa, que essa produção é uma das mais sofisticadas e veio de um apêndice da soja. Produção essa que necessita de muita tecnologia e capital. E mais ainda: nos últimos anos, a produção de algodão está se concentrando na segunda safra, com produtividades que são 60% a 70% superior à dos Estados Unidos.

O secretário ainda destacou feijão, produto de alto consumo popular no Brasil. “A produção de feijão foi sofisticada de forma muito acelerada, com a terceira safra sendo totalmente irrigada, feita através de pivô central. Em meados da década de 1980, a produtividade do feijão atingia cerca de 450 quilos por hectare. Hoje, a produtividade média no país é de 1.076 quilos por hectare, sendo que no Centro-Oeste atinge 1.773 quilos por hectare”, explicou.

Mesmo sendo promissor na produção agrícola, São Paulo não está na lista dos maiores produtores de grãos porque concentra o cultivo de produtos como café, cana de açúcar e laranja.

Nas últimas sete safras, a área plantada no país cresceu 13 milhões de hectares. Isso significou a incorporação média de 1,8 milhão ao ano nesse período. “O Brasil tem produtores sofisticados, que sabem usar as ferramentas para crescer e para ampliar sua produção”, completou.

Fonte: MAPA

Mapa disponibiliza ferramenta de risco climático

Realizar o plantio no momento adequado reduz os riscos da ocorrência de eventos climáticos adversos na lavoura. Por isso, a Secretária de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disponibiliza mais uma ferramenta que permite aos agricultores, agentes financeiros e seguradoras acessar informações sobre a melhor época de plantio das culturas, nos diferentes tipos de solo e variedades de cada cultura (ciclos de cultivares). É o Painel de Indicação de Riscos disponibilizado no site do Mapa.

De acordo com o coordenador-geral de Risco Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola, Hugo Borges Rodrigues, o painel de indicação de riscos tem o objetivo de fornecer, em um formato amigável e de fácil interpretação, a indicação do risco envolvido na produção em cada decêndio (período de dez dias) do ano, por cultura, tipo de solo (arenoso, textura média e argiloso) e grupo de cultivar, conforme os estudos de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

A nova ferramenta disponibiliza as informações do Zarc em formato de “tábua de risco” para as culturas de trigo e milho 2ª safra nas faixas de risco climático de 20%, 30% e 40%. Além disso, permite ao usuário acessar as datas de plantio mais adequadas para mais de 40 culturas em um formato de indicação de risco de 20%.

A partir de julho serão incorporadas novas culturas de verão (milho, soja, algodão, feijão e arroz) no Painel de Indicação de Riscos, após a publicação das portarias do ZARC no Diário Oficial da União.

Fonte: Mapa

Mapa lançará projeto para reduzir emissão de gases de efeito estufa na pecuária

Ação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem como base os compromissos internacionais, assumidos pelo Brasil, para reduzir emissão de carbono

Neste mês, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lança o projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: geração de valor na produção intensiva de carne e leite”. A iniciativa faz parte do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), que tem como objetivo organizar e planejar tecnologias de produção sustentável.

A ação tem como base os compromissos internacionais, assumidos pelo Brasil, para reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE) no setor agropecuário. A ideia é disseminar tecnologias que reduzam não só emissões, mas que também estimulem o aproveitamento de resíduos, a gestão de recursos naturais, gerando renda para milhares de produtores.

Baseado no projeto “Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono”, que no ano anterior ampliou em mais de 100% a contratação de crédito para tratar dejetos na produção de suínos, a ação do Mapa, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), destina-se ainda a aumentar a contratação de crédito para investimentos na redução de impactos ambientais da atividade agropecuária.

O auditor fiscal federal agropecuário Sidney Medeiros afirma que o projeto rendeu bom resultado ao Programa ABC: “O volume contratado para investimentos saltou de R$ 12,7 milhões (entre 2010 e meados de 2015) para R$ 25,6 milhões, em apenas 18 meses, além da implantação, manutenção e melhoria do tratamento de dejetos e de resíduos da produção animal para gerar biofertilizante, biogás e energia elétrica”.

Rebanho brasileiro

O Brasil tem o maior rebanho comercial bovino do mundo, com 214 milhões de cabeças, tendo exportado, em 2015, o equivalente a US$ 5,9 bilhões. O País é o segundo maior produtor mundial de carne, segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), movimentando R$ 167,5 bilhões por ano e empregando, aproximadamente, 7 milhões de trabalhadores.

A prioridade destinada à pecuária de corte e leite – esta última uma das mais importantes do complexo agroindustrial brasileiro, com produção de mais de 35 bilhões de litros – tem em vista exigências do mercado consumidor, importância da atividade para a geração de renda e de emprego e o potencial poluidor da atividade pecuária.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MAPA

Na Embrapa Soja, Maggi promete trabalhar por mais investimento em pesquisa

Em Londrina, o ministro visitou laboratórios da empresa acompanhado de Maurício Lopes

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, visitaram, nessa sexta-feira (10), a Embrapa Soja, em Londrina (PR), quando defendeu investimentos em pesquisa. “Vamos trabalhar para que, no momento em que o Brasil sair da crise, se consiga distribuir mais recursos para a ciência, para a pesquisa, que é onde nós temos o nosso futuro garantido”, prometeu Maggi.

“É o único caminho que temos”, disse o ministro, acrescentando que a posição do país como grande produtor de grãos “foi conquistada com ciência, conhecimento e vontade dos agricultores de avançar”. Falou ainda da preocupação com o meio ambiente. “Nós temos sempre a preocupação de uma agricultura não só competitiva, mas que seja também sustentável. Temos regras ambientais a serem seguidas, como a proteção das margens de rios”, lembrou.

Depois de reunir-se com a direção e equipe técnica da Embrapa Soja, o ministro visitou casas de vegetação e laboratórios de ecologia química e de biotecnologia. “São áreas de pesquisa de ponta, onde se busca antecipar tendências e desafios que a cultura pode enfrentar”, explicou José Renato Bouças Farias, chefe-geral da Embrapa Soja.

Blaitro Maggi conheceu o Banco Ativo de Germoplasma (BAG), um dos três maiores bancos de sementes de soja do mundo e uma coleção de plantas de soja selvagem. O banco possui cerca de 45 mil tipos diferentes de soja, que são estudadas, catalogadas e usadas nos programas de melhoramento genético.

O ministro também acompanhou ensaios de pesquisa desenvolvidos a campo, como a nova geração de cultivares de soja e pesquisas sobre o comportamento da cultura frente às mudanças climáticas. A visita foi completada na Vitrine de Tecnologias da Embrapa, local onde os conhecimentos desenvolvidos são aplicados na prática e demonstrados aos técnicos e agricultores.

O ministro visitou ainda a tropical Melhoramento e genética em Cambé (PR).

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

No Parlamento Alemão, ministro defende produção sustentável de alimentos e de energia

A convite de Bärbel Hohn, do Partido Verde, Maggi se reúne com parlamentares daquele país

Brasília (24/01/2017) – A bioeconomia foi o assunto predominante do discurso do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, na Comissão de Agricultura do Parlamento Alemão, atendendo convite da deputada Bärbel Höhn, do Partido Verde. Em viagem para participar da reunião de Ministros da Agricultura do G-20, em Berlim, Maggi falou a parlamentares da Alemanha em “garantir segurança alimentar e energia tomando parte na ação climática”.

A avaliação é de que a bioeconomia abre oportunidades ao Brasil, já que o país reúne a maior diversidade biológica do planeta, com ativos de interesse para a economia. É o caso de produtos e de processos de base biológica utilizados em áreas como a agricultura, a saúde, em processos industriais e na geração de energia.

“Há um potencial de sinergias a serem explorados”, defendeu Blairo Maggi, lembrando que essa foi a motivação do lançamento da Plataforma Biofuturo, “com foco na segunda geração de bioenergia e de bioinsumos”, na COP-22, em Marrakech (Marrocos). A segunda geração de bionergia compreende o uso de variadas fontes de biomassa.

“No Brasil, estamos especialmente investindo em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para o etanol de segunda geração. Esperamos utilizar sobras e desperdícios de cana-de-açúcar, que hoje estão com utilização abaixo do potencial”, destacou. A segunda geração, acrescentou, abrirá portas para todos os países acelerarem sua transição para a bioeconomia.

Segundo Maggi, a possibilidade de maior uso de resíduos agrícolas, como palhas, inclusive do arroz, pode ser mais bem aproveitada. “Temos alguma experiência com o uso de palha de arroz”. E destacou o crescimento do uso de sebo bovino para a produção de biodiesel. “Antes desperdiçado, hoje o sebo é responsável por cerca de 15% da produção brasileira de biodiesel.”

Etanol

Sobre o etanol, Maggi esclareceu que “não concorre com a produção de alimentos”, havendo estoque de mais de 160 milhões de hectares de pastagens de baixo rendimento, que cedem área para a agricultura ao mesmo tempo em que produtividade aumenta. “ E temos um zoneamento para a cana-de-açúcar que protege a Floresta Amazônica e os demais biomas de alta biodiversidade”.

Bancada Verde

O ministro disse que em reunião com parlamentares do Partido Verde, incluindo o líder da bancada, Anton Hofheiter, causou impacto o seu relato sobre avanços na área ambiental obtidos pelos produtores agrícolas brasileiros. “Eles ficaram surpresos com os números que apresentei, com a consistência e a determinação que os produtores têm em fazer uma agricultura respeitando o que mais defendem: o meio ambiente”.

Entre os dados apresentados, Maggi destacou que, na década de 1990, eram utilizados 190 milhões de hectares pela pecuária, com rebanho de 140 milhões. Em 2015, eram 160 milhões de hectares e um rebanho de 215 milhões. Disse ainda que o Brasil tem 41,2% de energia renovável, sendo 29,1% originária do campo, como bioenergia. Enquanto isso, a média mundial é de 13% de energia renovável.

Fonte: Assessoria Mapa

Emissões de gases do efeito estufa (GEE) e o biodiesel

Segundo DeltaCO2 & CENA (2013), a redução das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) do biodiesel produzido a partir do óleo de soja nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul é de aproximadamente 70% em relação ao parâmetro de emissões do diesel fóssil europeu. O estudo avaliou as emissões totais do biodiesel desde a fase agrícola, passando pelo processamento do óleo de soja, pela produção do biodiesel e pelo transporte do produto até o consumidor final¹.

¹ O estudo de Delta CO2 & CENA (2013) abrangeu as emissões de GEE desde a fase agrícola – considerando os diversos insumos de produção alocados no cultivo da soja no estado do Mato Grosso – passando pela fabricação do óleo de soja e do biodiesel (nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e pelo transporte do biodiesel até o consumidor final. Entretanto, vale ressaltar que existem estudos que contemplam etapas distintas para a mensuração das emissões do biodiesel, como, por exemplo, quando se deseja obter estimativas apenas na fase de uso (queima) do biocombustível. Nesses casos, os valores estimados naturalmente tendem a ser distintos, haja vista a diferença do escopo em análise.

Clique aqui para acessar o estudo completo produzido pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com apoio da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel 

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