Milão, na Itália, quer proibir circulação de carros a diesel a partir de 2019

O projeto contra o diesel em Milão prevê que toda a cidade se torne uma “zona de baixa emissão” de poluentes

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, anunciou que pretende proibir a circulação na cidade de carros a diesel mais poluentes a partir do dia 21 de janeiro de 2019. O projeto contra o diesel em Milão prevê que toda a cidade se torne uma “zona de baixa emissão” (Lez). A proibição deverá seguir a escala do padrão europeu de emissões, norma que disciplina a poluição de veículos da União Europeia (UE), que vai de 0 a 6.

De acordo com Sala, de segunda a sexta-feira, a circulação de veículos a diesel zero a três será proibida. Em outubro de 2019, o plano é estender a proibição para o nível quatro e, em seguida, haverá um plano para o diesel cinco.

O monitoramento será feito com centenas de câmeras que vão ser instaladas nos acessos para Milão. Além disso, sinalizações serão colocadas no trajeto com todas as proibições.

“Vamos começar agora porque será um processo de quatro anos que os cidadãos terão que se acostumar. Nossa filosofia não é feita de proibições, mas é um acompanhamento”, disse Sala.

Continue lendo aqui.

Fonte: Época Negócios

UE pode indiciar Itália por não reduzir poluição do ar

A Itália e cinco outros países, incluindo Alemanha, França e Reino Unido, poderão ser encaminhados ao Tribunal de Justiça da União Europeia na próxima semana por violação das regras europeias contra a poluição, revelaram fontes oficiais nesta terça-feira (8).

O processo considera que na Itália os níveis de partículas (PM10) estão acima do limite permitido. Além disso, a nação tem violado repetidamente a legislação sobre a qualidade do ar, em particular os limites de dióxido de azoto (NO2). A decisão de encaminhar o “país da bota” ao tribunal, que foi adiada várias vezes nos últimos meses, pode ser tomada pelo colégio de comissários europeus na próxima quarta-feira (16) e anunciada oficialmente no dia 17 de maio, explicaram as fontes.

No dia 30 de janeiro, o comissário para o Meio Ambiente da UE, Karmenu Vella, deu um ultimato para nove Estados-membros, inclusive a Itália, respeitarem as normas do bloco para limite de poluição atmosférica. O encontro contou a participação de representantes da Itália, Alemanha, França, Reino Unido, Hungria, Romênia, Espanha, Eslováquia e República Tcheca. Todos os países já estavam arriscados ser punidos pelo bloco por recorrentes violações dos limites de contaminação do ar em algumas de suas principais cidades.

No entanto, a situação não melhorou em determinadas nações, o que poderá acarretar no primeiro processo judicial. A cada ano, pelo menos 400 mil pessoas morrem prematuramente na UE devido a problemas ligados à contaminação atmosférica. Apenas a Itália, com 60 milhões de habitantes, contabiliza 66 mil falecimentos a cada 12 meses por causas do tipo.

Fonte: ANSA

Veneza, na Itália, vai investir em óleo reciclado para o transporte público

O combustível para transporte público terá um aumento de 15% da reutilização de óleos domésticos, em sua fórmula, coletados pela cidade

Pra você que planeja visitar Veneza, na Itália, saiba que muito do que consumir nos restaurantes de lá, principalmente Fritatta – uma especialidade da culinária italiana feita a base de ovos e claro, frita em óleo – estará contribuindo para gerar combustível renovável ou como eles denominam, “ecodiesel”.

A  prática da “economia circular”, que consiste em recuperar recursos que de outra forma seriam dispersos, será aplicada a partir de 1 de abril – e por um período de sete meses em forma experimental – no vaporetto que corre ao longo do Grande Canal, um dos destinos turísticos mais populares do planeta.

O município de Veneza, a multinacional petrolífera Eni e as empresas municipais de transporte público da Lagoa assinaram um acordo segundo o qual os veículos de transporte venezianos serão alimentados com o biocombustível produzido a partir do óleo comestível usado pelos moradores e restaurantes da cidade. O processo será realizado na refinaria do Porto Marghera.

Clique aqui para continuar lendo a matéria original.

Fonte: Corriere Della Sera

Itália aposta em OGR para biodiesel

Segundo dados da Conoe ( Consórcio Nacional de Coleta e Tratamento de óleo vegetal e graxa animal) mais de 62 mil toneladas de resíduos de óleo vegetal foram recolhidos em 2015 – 85% dos quais foram destinados a produção de biodiesel

O que acontece com o óleo de cozinha depois de usado? Ele é reaproveitado em forma de energia. Apenas em 2015, a gordura recuperada na Itália permitiu que a produção de biodiesel repassasse em torno de 17 milhões de euros ao país. Uma prática de sucesso que pode render ainda mais, como explica o Conoe , Consórcio Nacional que trata da coleta e tratamento de óleos e gorduras vegetais e animais (sebo) residuais ou OGR.

Operando desde 2001, o consórcio tem aumentado gradativamente sua coleta – que ocorre principalmente na indústria da reciclagem – passando de 15 mil toneladas em 2002 para mais de 62 mil em 2015.  No primeiro relatório do setor, editado pela Fundação para o Desenvolvimento Sustentável, apresentado terça-feira (07/06) em Roma, o documento demonstra a cadeia de suprimentos e o que acontece quando os óleos vegetais usados ​​são reaproveitados.

Atualmente, o Conoe utiliza 85% da coleta realizada para a fabricação de biodiesel,  um combustível não-tóxico e totalmente biodegradável, que pode ser usado no setor automotivo em substituição ou em mistura aos combustíveis fósseis, reduzindo a contribuição de CO 2  do setor de transportes. Em 2015, das 53 mil toneladas de óleos vegetais reaproveitados foram produzidas 49 toneladas de biodiesel, segundo o consórcio.

Os dados ambientais do projeto também surpreendem,  estudos de pegada de carbono  e pegada de água, para a quantidade de óleo recuperado pelo consórcio no ano passado, apontam um benefício ambiental líquido para o país de cerca de 152 mil toneladas de CO2 evitadas e 63 mil metros cúbicos de água não utilizados.

O que resta dos óleos vegetais recolhidos na Itália, 15% no total, são reaproveitados em vários processos e aplicações: como fonte de energia renovável em usinas de cogeração, bio lubrificantes, produtos para cosméticos, sabões industriais , tintas e ceras.

conoe_2015.indd

 

Conoe: ontem, hoje e amanhã

Nos últimos cinco anos, o valor econômico gerado pelo Conoe tem sido sempre acima de 30 milhões de euros por ano , com grandes benefícios em termos econômicos e sociais (empregos).

“A divulgação da contribuição ambiental e da melhora da saúde proporcionados por essa cadeia ao país é um ponto que irá garantir um aumento da coleta de óleos vegetais vindo de atividades profissionais. Nossa esperança é de que, em breve, através de uma alteração legislativa, a nossa coleta alcance também os produtos residuais domésticos”. 

A Fundação para o Desenvolvimento Sustentável conclui que, se todo o óleo vegetal usado a cada ano na Itália fosse transformado em biodiesel pelo Conoe, seria possível poupar anualmente 790 mil toneladas de CO2  e 282 mil metros cúbicos de água. Além de, com a média dos preços atuais do petróleo, evitar importações de petróleo nos valores de aproximadamente 75 milhões de euros.

conoe_2015.indd

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721