Piauí recebe novos investimentos em energias renováveis

Em reunião, no Palácio de Karnak, na última quinta-feira (1º), o governador Wellington Dias recebeu representantes da Enel Green Power, maior empresa de energia solar da América Latina. A multinacional já atua no Piauí e agora amplia investimentos para os municípios de Lagoa do Barro e São Gonçalo do Gurguéia. Na ocasião, foi apresentado o potencial de geração elétrica de novos investimentos e discutida a parceria para a capacitação de pessoal e infraestrutura necessária.

Com a maior área de exploração de energias renováveis ofertada no último leilão da União, o Piauí tem ampliado os investimentos na geração de energia solar e eólica. “Foram apresentados os investimentos em São Gonçalo do Gurguéia, que será um grande parque solar da região, duas vezes maior do que a de Ribeira do Piauí (Usina de Nova Olinda), e em outras regiões como Lagoa do Barro e Queimada Nova”, informou o secretário de Estado da Mineração e Energias Renováveis, Luís Coelho.

Para o gestor, a energia solar rapidamente irá chegar a 1 gigawat devido às novas aberturas de usinas fotovoltaicas no território piauiense e ao novo leilão da União previsto para 4 de abril. O Piauí possui mais de 1,3 GW só de energia eólica o que, de acordo com o governo, já é maior que o consumo de todo o estado.

Em São Gonçalo do Gurguéia, a planta deve entrar em operação no início de 2021 e gerar mais de 850 GWh de energia renovável por ano quando estiver em plena operação. O Grupo Enel investirá cerca de 355 milhões de dólares na construção dessa planta, em linha com os investimentos previstos no plano estratégico da companhia.

Na região de Lagoa do Barro, a produção regulada, estabelecida em leilão, é 510 megawatts e vai se extender para os municípios de Queimada Nova e Dom Inocêncio. Uma vez em plena operação, a planta será capaz de gerar, por ano, mais de 2.400 GWh de energia renovável. Com capacidade instalada total de 618 MW, o investimento para a construção da planta, que contará com duas unidades menores no território da Bahia, equivale a aproximadamente 750 milhões de dólares.

Juntos, os novos investimentos da empresa multinacional chegam a U$ 1,1 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 3 bilhões.

“Fizemos uma reunião de trabalho para priorizar a contratação de empresas, de pessoas, cuidar da qualificação, da segurança, do licenciamento e da regularização fundiária. E da integração entre os dois municípios e os outros da região”, explicou o governador Wellington Dias.

Fonte: Ascom

Maior complexo de energia solar do mundo nasce no Egito

Com um investimento de 83 milhões de euros por parte do Reino Unido, Benban deve abrigar a construção daquele que virá a ser o maior complexo de energia solar do mundo. 

O Reino Unido anunciou um investimento de 97 milhões de dólares (83 milhões de euros) no parque solar de Benban, no sul do Egito, que será o maior complexo de energia solar do mundo. A construção do complexo faz parte de um plano do governo egípcio para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, que agora representam cerca de 90% da geração de eletricidade do país.

O investimento britânico, que será feito através da empresa estatal CDC Group, fornecerá um poder de 400 megawatts, o que corresponde a 20% da capacidade total de geração de energia do projeto, que atingirá 1,8 gigawatts, de acordo com uma declaração da embaixada britânica no Cairo.

Este plano de investimento faz parte de um acordo de financiamento assinado ontem (30/10) pelo Governo egípcio junto da Corporação Financeira Internacional (IFC, sigla em inglês), parceiro ao Banco Mundial, por 653 milhões de dólares, com o qual serão financiadas treze plantas solares dentro de Benban.

O complexo será construído na cidade de Assuão, no sul do Egito, que também incluirá empresas como a Acciona, que anunciou um investimento de 180 milhões de dólares há duas semanas para construir instalações com uma capacidade total de 150 megawatts.

Fonte: Jornal Econômico

BNB financiará R$ 1,3 bilhão para projetos de energia solar e energia eólica

O Banco do Nordeste financiará R$ 1,326 bilhão em três empreendimentos de energias renováveis localizados no Nordeste por meio do FNE Infraestrutura, linha de crédito com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

A assinatura dos contratos com Enel Green Power Brasil Participações, CPFL Renováveis e Apodi Energia foi realizada nesta terça (24/10), na sede do Banco do Nordeste, em Fortaleza, com a presença do presidente Marcos Costa Holanda. Serão financiados pelo FNE Infraestrutura R$ 678,7 milhões para implantação de três parques de energia fotovoltaica da Enel Green Power Brasil Participações, subsidiária de energia renovável da Enel.

Os empreendimentos, com um total de capacidade instalada de 553 megawatts, estão localizados, respectivamente, nos municípios baianos de Bom Jesus da Lapa e Tabocas do Brejo Velho, e em Ribeira do Piauí (PI).

A empresa investirá cerca de 585 milhões de dólares nos três parques. O contrato foi assinado pelo presidente da Enel no Brasil, Carlo Zorzoli.

A usinas de geração de energia fotovoltaica Apodi, das empresas norueguesas Scatec Solar e a Statoil, e brasileira Kroma Energia, contarão com R$ 477,4 milhões do FNE e R$ 187,4 milhões de recursos próprios das empresas.

O empreendimento, com capacidade de 132 megawatts (MW), será implantado no município de Quixeré, na região do Vale do Jaguaribe, no Ceará. Esteve presente no evento o presidente do Conselho de Administração da Apodi Energia, Rodrigo Mello.

A CPFL Renováveis assinou contrato para o financiamento das usinas eólicas Pedra Cheirosa I e II, com 48,3 megawatts de capacidade, no município de Itarema, a 237 quilômetros de Fortaleza. Serão financiados R$ 170,1 milhões pelo fundo constitucional e a empresa investirá R$ 76,1 milhões de recursos próprios.

FNE Infraestrutura

A linha de financiamento FNE Infraestrutura tem objetivo de promover a ampliação de serviços de infraestrutura econômica, dando sustentação às atividades produtivas da Região.

O produto, lançado em abril deste ano, financia implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos, incluindo as Zonas de Processamento de Exportação (ZPE), contemplando créditos para investimentos e capital de giro associado ao investimento. São setores atendidos pelo programa: energia, oferta de água, infraestrutura de transporte e logística, telefonia e exploração de gás natural.

No setor energético, o recurso tanto pode ser utilizado para expansão da rede de distribuição de energia elétrica, como para a geração, transmissão e distribuição de energia oriunda de fontes convencionais e de fontes renováveis.

Fonte: Ambiente Energia

Países do G20 destinam quatro vezes mais recursos públicos para combustíveis poluidores do que para energias limpas

“Faça o que eu digo, não faça o que eu faço” parece ser o lema dos países do G20, que terão um encontro de cúpula no final desta semana em Hamburgo, na Alemanha. Um relatório divulgado hoje revela que todos os anos as 20 maiores economias do planeta destinam quase quatro vezes mais recursos financeiros públicos para combustíveis fósseis do que para energia limpa. No total, o financiamento público dos países do G20 para combustíveis fósseis atingiu uma média de US$ 71,8 bilhões ao ano. Entre 2013 e 2015 (período coberto pelo estudo) foram US$ 215,3 bilhões que favoreceram petróleo, gás e carvão. Quase dois anos depois do histórico Acordo de Paris, 50% de todas as finanças públicas do G20 para energia ainda são destinadas para produção de petróleo e gás.

“Nossa pesquisa mostra que o G20 não faz o que defende quando se trata da transição para energias limpas. Se os governos do G20 quiserem ser sérios na resistência à negação do clima de Trump e no cumprimento dos compromissos assumidos no âmbito do Acordo de Paris, eles precisam parar de apoiar a indústria de combustíveis fósseis com dinheiro público”, alertou Alex Doukas, Senior Campaigner da Oil Change International e um dos autores do relatório. “A melhor ciência do clima aponta para uma necessidade urgente de transição para a energia limpa, mas as finanças públicas dos governos do G20 nos arrastam na direção oposta. Nós devemos parar de financiar fósseis e mudar esses subsídios”.

O relatório detalha o apoio público aos projetos de energia das instituições de finanças públicas do G20, como agências de ajuda ao desenvolvimento no exterior e agências de crédito à exportação, além de bancos de desenvolvimento multilaterais. E conclui que apenas 15% desse financiamento energético apoia projetos de energia limpa, enquanto dezenas de bilhões de dólares são canalizados todos os anos para produtores de petróleo, gás e carvão.

A melhor ciência disponível indica que pelo menos 85% das reservas de combustíveis fósseis devem permanecer no solo para atender aos objetivos do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. No entanto, dos US$ 71,8 bilhões em financiamento de combustíveis fósseis, US$ 13,5 bilhões são destinados a atividades que levam a fase de exploração para reservas ainda mais inseguras de petróleo, gás e carvão. Essas descobertas expõem uma contradição direta com os objetivos adotados no acordo climático de Paris por esses mesmos governos, o que exige especificamente que os países alinhem os fluxos financeiros com o desenvolvimento econômico de baixas emissões de gases de efeito estufa.

O relatório mostra que o financiamento público para combustíveis fósseis tem um efeito triplicado nos esforços para enfrentar as mudanças climáticas. Primeiro, ele atua como um “preço negativo do carbono” que ajuda a subsidiar e incentivar mais produção de combustíveis fósseis. Em segundo lugar, ajuda a gerar o bloqueio de alto carbono, tornando a transição para a energia limpa mais difícil e dispendiosa. Em terceiro lugar, essas finanças públicas tornam econômica a energia suja não econômica, permitindo projetos de “energia zumbi” que nunca mais conseguirão funcionar sem esse apoio.

“Os líderes do G20 podem gostar de falar sobre o clima, mas ao que parece é conversa fiada”, disse Kate DeAngelis, analista de política internacional da Friends of the Earth dos Estados Unidos. “Enquanto se elogiam mutuamente por investir em energia renovável em seus países, eles financiam projetos de bilhões de dólares de combustíveis fósseis poluidores nos países em desenvolvimento. O que os líderes do G20 destinam a empresas de combustíveis fósseis destrói a saúde das pessoas e do planeta. Os países do G20 devem comprometer-se a migrar do marrom para o verde de uma vez por todas “.

Intitulado “Conversa barata: como os governos do G20 estão financiando as catástrofes climáticas”, o relatório foi elaborado pela Oil Change International, Amigos da Terra dos EUA, Sierra Club e WWF European Policy Office e aprovado pela CAN-Europe, Urgewald (Alemanha), Re: Common (Itália), Legambiente (Itália), FOE-Japan, Kiko Network (Japão), JACSES (Japão) e KFEM (Coreia). Utilizando informações da base de dados de Oil Change International’s Shift the Subsidies, ele inova ao analisar o apoio proveniente de instituições de finanças públicas – as instituições controladas ou apoiadas por governos, como agências de crédito à exportação e instituições financeiras de desenvolvimento. Ele avalia especificamente a provisão de subsídios, eqüidade, empréstimos, garantias e seguros por parte de instituições estatais majoritárias para exploração e produção nacional e internacional de combustíveis fósseis. Desta forma, apresenta uma imagem detalhada das finanças públicas para toda energia – limpa, combustível fóssil ou outras.

“Quando os países do G20 se comprometeram com o Acordo de Paris, eles fizeram um pacto com o mundo de que tomariam medidas significativas para reduzir suas emissões de carbono em um esforço para evitar os piores efeitos da crise climática”, disse Nicole Ghio, representante sênior das campanhas do Sierra Club. “Mas, como sabemos agora, esses países estão falando uma coisa e fazendo outra. É inconcebível que qualquer país continue a desperdiçar fundos públicos em combustíveis fósseis quando fontes de energia limpas como o vento e a energia solar não estão apenas disponíveis, mas são mais rentáveis e saudáveis para famílias e comunidades em todo o mundo. Já está na hora das nações do G20 pararem de subsidiar os combustíveis fósseis de uma vez por todas”.

“O Acordo de Paris deve levar os formuladores de políticas a reorientar as finanças públicas em poupanças de energia e energia renovável sustentável, que realmente oferecem soluções efetivas para nossos futuros desafios energéticos”, disse Sebastien Godinot pelo WWF European Policy Office.

O relatório pode ser baixado em: Http://priceofoil.org/2017/07/05/g20-financing-climate-disaster

Fonte: Portal Porto Seguro Notícias

Frear aquecimento global afetaria 30% dos investimentos de petroleiras

Pesquisadores alertaram nesta quarta-feira que 30% dos investimentos planejados pelas principais empresas de petróleo e gás para a próxima década poderiam ser desperdiçados se a economia mundial se readaptar para limitar o aquecimento global a 2º C, conforme prevê o Acordo de Paris sobre o clima.

Projetos no valor de US$ 2,3 trilhões podem se tornar não lucrativos à medida que o setor energético se volta para as renováveis e se os preços dos combustíveis fósseis se estagnarem, de acordo com o relatório, que analisa os investimentos até 2025 de 69 companhias de petróleo e gás.

A companhia americana ExxonMobil é a mais exposta, visto que entre 40% e 50% dos seus investimentos são destinados a projetos suscetíveis de decepcionar os acionistas na perspectiva de um aquecimento global limitado a 2º C, concluíram os pesquisadores.

 Entre os seis gigantes do setor (ExxonMobil, Shell, Total, Chevron, Eni, BP), a britânica BP é a menos exposta, com um montante estimado de entre 20% e 30% de seus investimentos considerados desnecessários, e portanto arriscados para a empresa.

A Shell, Chevron, Total e Eni colocariam entre 30% e 40% dos seus gastos futuros em risco.

Segundo o relatório, um terço de todos os investimentos petrolíferos previstos no mundo deveriam ser abandonados, assim como dois terços dos projetos relativos ao gás na América do Norte.

No outro extremo da escala, 14 empresas – incluindo a gigante estatal Saudi Aramco – foram vistas como bem alinhadas com o cenário de 2º C.

“Este relatório é um divisor de águas para o futuro do envolvimento entre empresas e investidores”, disse Nathan Fabian, diretor de política e pesquisa do PRI, uma rede de investidores apoiada pela ONU que supervisiona US$ 62 trilhões em ativos.

“Os investidores em companhias de petróleo e gás estiveram no escuro em relação à sua exposição ao risco climático, e agora eles poderão enfrentar as empresas com informações precisas”, acrescentou.

O PRI produziu o relatório em colaboração com o Carbon Tracker, um think tank financeiro que avalia o impacto das mudanças climáticas nos mercados de capitais e no investimento.

Fonte: AFP 

China e Índia investem pesado na batalha contra as mudanças climáticas

Os grandes poluidores do mundo estão acelerando seus investimentos em fontes de energia renováveis, deixando os EUA para trás

Até recentemente a China e a Índia eram vistas como obstáculos na batalha contra as mudanças climáticas. No entanto, ambos os países aceleraram seus investimentos em fontes de energias renováveis, reduzindo sua dependência nos combustíveis fósseis. Agora são os Estados Unidos, de Donald Trump, que parecem estar atrasando o combate. A informação é do New York Times.

Segundo uma pesquisa divulgada na última semana, no encontro de mudanças climáticas das Nações Unidas na Alemanha, a China e a Índia devem atingir facilmente as metas climáticas que estabeleceram para si no Acordo de Paris, em 2015.

Todos os signatários do acordo concordaram em reduzir as emissões de dióxido de carbono, mas o progresso do país número um em poluição, a China, e do terceiro maior, a Índia, estão surpreendendo.

Esta é uma lição para os Estados Unidos, já que o governo Trump parece estar determinado em acabar com toda e qualquer iniciativa promovida por Barack Obama no Acordo de Paris. A China e a Índia estão percebendo que investir em energias renováveis pode ser benéfico para a economia. Ao investir pesado na energia solar e na eólica, o custo da tecnologia fica mais barato. Além disso, fontes renováveis podem gerar energia mais barata do que combustíveis fósseis como o carvão. Num recente leilão na China, o Kw/h custava cerca de US$ 3,79. O custo era 50% menor do que no ano passado e 24% menor que a média da energia gerada por combustíveis fósseis.

O entusiasmo da China e da Índia por energia mais limpa também vale para vencer a terrível poluição do ar que atinge cidades como Pequim e Nova Delhi. Os investimentos podem gerar uma melhora na saúde pública, que costuma sofrer com casos de doenças respiratórias.

Nesta corrida contra as mudanças climáticas, os Estados Unidos estão perdendo para a China e para a Índia.

Fonte: Opinião e Notícia

2017 começa “morno” para energias renováveis

Investimento global em fontes limpas totalizou US$ 53,6 bilhões no primeiro trimestre deste ano, aponta análise da Bloomberg New Energy Finance

São Paulo – O investimento mundial em energia renovável totalizou US$ 53,6 bilhões no primeiro trimestre deste ano, 17% a menos em relação ao primeiro trimestre de 2016, e 7% menor do que o último trimestre do ano passado, segundo análise da Bloomberg New Energy Finance (Bnef).

Entre os principais destaques para esse começo de ano “morno” estão a emissão de US$ 1,4 bilhão em ações pela fabricante de veículos elétricos Tesla, e o investimento estimado de US$ 650 milhões pela empresa de energia Enel em seu maior complexo solar fotovoltaico, de 754MW, em Villanueva, no México.

Em contrapartida, os financiamentos de projetos eólicos offshore (em alto mar) caíram 60% em relação ano anterior, despencando de US$ 11,5 bilhões no primeiro trimestre de 2016 para US$ 4,6 bilhões no mesmo período em 2017.

Os dois maiores mercados para o setor de renováveis, China e Estados Unidos, também registraram queda de investimentos no primeiro trimestre, de 11% e 24%, respectivamente. Além disso, houve uma queda forte de 91% nos investimentos no Reino Unido.

No entanto, o investimento alemão aumentou 96% em relação ao ano anterior com US$ 3 bilhões, enquanto o da França cresceu 145%, com US$ 1,1 bilhão, e o Japão 36% com US$ 4,1 bilhões.

Os países em desenvolvimento também tiveram resultados variados no primeiro trimestre. O investimento indiano foi de US$ 2,8 bilhões, com uma queda de apenas 2%, enquanto o do México aumentou 47 vezes com US$ 2,3 bilhões e o Brasil caiu 3% com US$ 1,8 bilhão.

“Foi um primeiro trimestre relativamente discreto para o investimento global, mas é muito cedo para assumir que, no geral, 2017 será mais fraco do que o ano passado”, disse Abraham Louw, analista de Economia de Energia Limpa da BNEF em comunicado à imprensa.

A expectativa dos analistas da Benf, por ora, é de que tanto a energia eólica, quanto a solar, registrem números similares, ou até maiores, de megawatts instalados do que em 2016.

Fonte: Exame

Ministro de Minas e Energia quer atrair investimentos privados para o setor

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse hoje (12), após sua posse no Palácio do Planalto, que vai trabalhar para buscar investimentos privados para o setor. “Temos de dar previsibilidade às regras, aos contratos, porque o país vai voltar a crescer e a precisar de energia. Precisamos preparar as bases para que os investidores, nacionais ou estrangeiros, possam ter a tranquilidade de poder voltar a investir no Brasil”

Ele disse que montará sua equipe ouvindo representantes do setor e destacou que pretende ampliar o diálogo com o Congresso Nacional para aprovação de matérias importantes.

“Temos matérias importantes que precisam do apoio do Congresso para poder tramitar, como o Marco Regulatório da Mineração, que está parado há anos e a gente precisa para poder animar o setor a voltar a investir”.

Fernando Coelho informou ainda que, devido à complexidade do tema, o futuro da Petrobras será discutido nos próximos dias com o presidente interino Michel Temer.

O escolhido para ocupar o ministério de Minas e Energia é deputado federal pelo PSB de Pernambuco e está em seu 3º mandato consecutivo. Formado em administração de empresas pela Faap, em São Paulo, e nascido no Recife, foi eleito o deputado federal mais novo nas eleições de 2006, com o total de 117.720 votos, quando tinha 22 anos de idade.

Fonte: EBC Notícias

Brasil circula entre maiores investidores mundiais em renováveis

Investimentos em energias renováveis atingiram o valor de 286 bilhões de dólares em 2015. O montante é um dos mais altos já registrados e foi, pela primeira vez, maior que o dobro do registrado para os recursos gastos com carvão e gás. Além de quebrar este recorde, 2015 também foi o primeiro ano em que países em desenvolvimento investiram mais em energias limpas do que as nações desenvolvidas. O Brasil esteve entre os dez maiores investidores em renováveis do mundo.

As informações são de um novo relatório publicado na sexta-feira (25/04) e elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com o organismo de Finanças de Nova Energia da Bloomberg (BNEF) e o Centro de Colaboração para o Clima e o Financiamento de Energia Sustentável da Escola de Frankfurt e da agência da ONU.

A pesquisa revela que fontes renováveis geraram 134 gigawatts adicionais em 2015, em comparação com os 106 GW produzidos em 2014. O valor equivale a 54% de toda a potência energética adicional produzida no ano passado. Essa quantidade de energia limpa impediu que 1,5 gigatonelada de gás carbônico fosse liberada na atmosfera. Desde 2004, países teriam investido 2,3 trilhões em energias renováveis.

Somados, os investimentos da China, Índia e Brasil – os “três gigantes” – registraram um aumento de 16% em 2015, alcançando 120,2 bilhões de dólares. A China responde pela maior fatia deste volumoso orçamento – quase 100 bilhões.

Recursos do Brasil foram calculados em cerca de 7 bilhões. A maior parte dos investimentos foi destinada à produção de energia eólica (5,7 bilhões). Estimativas indicam que esse tipo de energia produziu dois gigawatts a mais em 2015 para o país.

Também no ano passado, pela primeira vez, os projetos brasileiros em energia solar alcançaram a casa das centenas de milhões, chegando a 657 milhões de dólares. Segundo o relatório, isso poderia indicar o início de um novo grande mercado para o uso de placas fotovoltaicas.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi citado pela pesquisa como o quarto banco de desenvolvimento mais ativo do mundo no setor de financiamento de projetos de energia limpa.

O organismo brasileiro informou ao PNUMA e às outras instituições responsáveis pela pesquisa que emprestou o equivalente a 1,8 bilhão de dólares para iniciativas envolvendo energia eólica.

Quando considerados os investimentos globais, o documento mostra que as energias solar e eólica dominaram a produção limpa em 2015, gerando 118 gigawatts do total. Esse cálculo do PNUMA excluiu os valores associados a grandes hidrelétricas.

O uso de biomassa, de energia geotermal, de resíduos e de pequenas hidrelétricas produziu quantidades mais modestas de potência de acordo com a pesquisa.

Fonte: Canal Jornal da Bioenergia

ANP prevê investimentos de R$ 1,24 bilhão até 2018

Entre os projetos estão o levantamento sísmico nas bacias

 

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) prevê investimentos de R$ 1,24 bilhão no quadriênio 2015-2018, de acordo com a nova fase do Plano Plurianual de Estudos de Geologia e Geofísica do órgão, divulgado dia 1º.

Na primeira fase, entre 2007 e 2014, o total de investimentos foi de R$  R$ 1,1 bilhão. Desse total, R$ 820 milhões são recursos do orçamento da agência, que dependem de liberação do governo federal, e R$ 420 milhões podem ser realizados pela iniciativa privada ou com recursos de pesquisa e desenvolvimento.

Entre os projetos previstos no plano estão novos levantamentos sísmicos nas bacias dos rios Parnaíba, Paraná e Parecis; a perfuração de poço exploratório no pré-sal; a construção do Centro de Rochas e Fluidos da ANP, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; perfuração de poços estratigráficos (estratos ou camadas de rochas) nas bacias do Parecis e do Parnaíba; projetos voltados à pesquisa de gás de carvão e de outros recursos não convencionais, entre outros.

De acordo com a agência, o Plano Plurianual é um instrumento indispensável para a seleção e definição das áreas para as rodadas de licitações da agência.

Fonte: Agência Brasil 

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