Indonésia: Governo planeja aumentar mix de biodiesel para 25%

O governo indonésio está planejando lançar um regulamento para implementação da mistura de  25% de biodiesel (B25) ao diesel para o início do próximo ano. Uma vez emitida, a política substituirá o atual regulamento de 20%(B20). O aumento de 5% deverá economizar US $ 1 bilhão em importações de petróleo por ano, além de apoiar o uso de energia limpa pelo país.

O ministro de Energia e Recursos Minerais, Ignasius Jonan, afirmou que seu gabinete está em processo de edição do regulamento e viabilização de estudos para lidar com as tecnicidades do aumento desse mix de biodiesel. Com a implantação do B25, a proporção de biodiesel para o diesel de petróleo será de 25% a 75%.

“Atualmente, estamos discutindo o regulamento e os aspectos técnicos. O objetivo é fazer com que a Indonésia [adote] energia limpa ”, disse Jonan ao The Jakarta Post.em Helsinque, nessa terça-feira(22), durante uma visita à Europa.

Jonan disse que, dado o atual preço do petróleo, um aumento de cinco por cento no biodiesel, à base de óleo de palma, na mistura de diesel reduziria os gastos do estado em até US $ 1 bilhão por ano com as importações totais de petróleo.

Para apoiar o novo regulamento, Jonan pediu aos fabricantes de biodiesel que incentivem os fabricantes de motores a diesel a apoiarem essa política. Ressaltando que o uso de um mix maior de biodiesel, implementado em motores ferroviários e maquinários pesados na indústria de mineração, poderia ocorrer mais rapidamente com o apoio dos fabricantes de motores.

“Se eles derem o seu aporte técnico, podemos executar imediatamente a política”, disse Jonan.

O ministro disse que o governo sozinho não pode impor a regulamentação B25 se os fabricantes de motores do país não fizerem ajustes em seus produtos de acordo com a nova política. É necessário que os produtores de biodiesel reúnam-se com os fabricantes de motores diesel para que um acordo seja firmado.

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Fonte: The Jakarta Post

Indonésia pode ir à OMC por tarifas americanas impostas ao seu biodiesel

No início de abril, os Estados Unidos confirmaram direitos antidumping e direitos de compensação sobre as importações de biodiesel indonésio. Publicados através do Federal Register, as tarifas foram fixadas entre 126,97% e 341,38%.

Pradnyawati, diretora de segurança comercial do Ministério do Comércio da Indonésia, disse que a decisão dos EUA prejudica muito as exportações de biodiesel indonésio. Ela acrescentou que os exportadores indonésios já entraram com um recurso para a decisão no tribunal americano.

Se esse apelo não der frutos, o governo indonésio pretende levar a questão à Organização Mundial do Comércio (OMC). Contudo, Pradnyawati enfatizou que o governo aguardará primeiro esse resultado. Considerando as exportações de biodiesel como um ativo importante – em termos de ganhos em divisas – para a Indonésia, o governo está disposto a usar todas as medidas para resolver o problema e continuar com as remessas de biodiesel para os EUA.

No ano passado, produtores norte-americanos de biodiesel apresentaram uma queixa sob o argumento de que seus negócios estavam sendo prejudicados por importações baratas do biocombustível provenientes da Indonésia (e da Argentina). Mais tarde, o Departamento de Comércio dos EUA concluiu que os exportadores indonésios estavam vendendo seus produtos a 92,52 – 276,65% a menos que o valor justo, em parte devido ao generoso programa de subsídio ao biodiesel do governo indonésio.

Togar Sitanggang, secretário-geral da Associação de Produtores de Óleo de Palma da Indonésia (Gapki), disse que as exportações de produtos relacionados ao óleo de palma para os EUA já estavam em declínio antes da fixação dos direitos antidumping. Essa tendência é atribuída principalmente ao excesso de oferta de soja. No entanto, os recentes direitos antidumping acrescentaram sentimentos negativos e, portanto, reduziram ainda mais as exportações.

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Fonte: Indonesia Investiments

Indonésia deve impulsionar exportação de biodiesel

Os fabricantes de biodiesel da Indonésia estão se preparando para impulsionar as exportações depois que a União Europeia (UE) removeu as tarifas antidumping dos embarques de alguns produtores do país, enquanto fornecedores rivais na Malásia estão se preparando para uma desaceleração na produção na esteira desse cenário.

Após um processo judicial no Tribunal de Justiça Europeu, a UE removeu no mês passado os direitos antidumping sobre as importações de biodiesel de 13 produtores indonésios e argentinos que estavam em vigor desde 2013.

O movimento deve ser uma bênção para a Indonésia, maior fornecedor mundial do biocombustível à base de óleo de palma, mas deve atingir os exportadores malaios com a perda de participação de mercado devido aos custos mais altos em sua indústria de biodiesel, que é de menor escala.

Traders estimam que os preços da Malásia para uma tonelada de biodiesel são normalmente entre 30 e 40 dólares mais caros do que os indonésios. Ambas as nações usam óleo de palma de suas vastas plantações para produzir biodiesel. “Algumas empresas (indonésias) já começaram a transportar (para a Europa)”, disse o presidente da Associação de Produtores de Biocombustíveis da Indonésia (Aprobi), MP Tumanggor.

Ele espera que a Indonésia envie cerca de 432 mil toneladas de biodiesel para a UE este ano, ante praticamente nada em 2017.

Fonte: Reuters

Produtores de biodiesel da Malásia esperam ganhar mercado nos EUA

Expectativas são de que produtores malaios de biodiesel sejam beneficiados pelos novos direitos antidumping dos EUA sobre as importações do produto provenientes da Indonésia e da Argentina

A afirmação foi projetada pelo AmInvestment Bank Bhd (entidade privada da Malásia) em relatório, preparado sobre o setor, que destacou ainda as 235.259 toneladas de biodiesel exportadas pelo país em 2017. No último 03/04, a Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC) determinou que a indústria americana está “gravemente ferida” por causa das importações de biodiesel da Argentina e da Indonésia,  devido aos valores inferiores pago pelos insumos desses países em seu mercado interno.

Como resultado das determinações da USITC, o Departamento de Comércio emitirá pedidos de direitos antidumping sobre as importações do biodiesel da Argentina e da Indonésia, medida que poderá beneficiar o setor malaio.

O AmInvestment Bank observou ainda que, de acordo com dados da Câmara de Comércio da Malásia, as importações da Argentina foram vendidas nos EUA com margens de dumping de até 86,41%, enquanto as importações da Indonésia foram vendidas com margens de dumping de até 276,65%.

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Fonte: Borneo Post Online

Do sabão ao chocolate: consumimos 8 kg de óleo de palma por ano

(Bloomberg) — Quando escolhemos qualquer produto no supermercado, as chances de que contenha óleo de palma são de aproximadamente 50 por cento.

O óleo de cozinha mais usado do mundo está em tudo: na massa da pizza, no sorvete, no xampu. O consumo global per capita mais do que dobrou desde 2000, para 7,7 quilos em 2015, segundo dados da Gro Intelligence. Malásia e Indonésia produzem cerca de 85 por cento da oferta mundial.

O óleo de palma é muito popular porque possui uma elevada resistência à oxidação, o que lhe confere validade longa e o torna útil para frituras, além de ser adequado para climas quentes, segundo a R.E.A. Holdings, uma empresa com sede em Londres com plantações na Indonésia, país que é o maior produtor mundial. O óleo também é usado em sabão e detergente e como matéria-prima para produção de biocombustível. O ácido gorduroso derivado do óleo de palma é usado em cosméticos e produtos farmacêuticos.

Expansão de plantações

A palma, que é nativa da África, foi introduzida na Malásia pelos britânicos nos anos 1870 como uma planta ornamental. A indústria comercial no país, na época conhecido como Malásia britânica, começou em 1917, quando Henri Fauconnier plantou palma em Selangor, na costa oeste da Malásia Peninsular, após visitar uma plantação na Indonésia para obter mudas, segundo o Conselho Malaio de Óleo de Palma.

A expansão foi apoiada como parte de uma medida do governo para aliviar a pobreza aumentando a produção agrícola e as plantações de palma substituíram as seringueiras a partir de 1961. O óleo se transformou na principal cultura econômica da Malásia em 1989. A produção mais do que triplicou desde 1990 para um recorde de 19,96 milhões de toneladas em 2015, antes de a seca ligada ao El Niño limitar a produção, no ano passado, mostram dados do Conselho Malaio do Óleo de Palma. A produção mundial também está crescendo com a aceleração da demanda em um momento em que uma quantidade maior é usada na produção de biocombustíveis, especialmente na Indonésia.

A expansão na Malásia e na Indonésia gera controvérsias porque os produtores são acusados de usar ilegalmente métodos de corte e queima para limpar terrenos para plantações, destruindo florestas tropicais e habitats de animais como orangotangos. Em 2015, a prática foi apontada como culpada por causar uma névoa severa que cobriu partes da Ásia, interrompendo o tráfego aéreo, gerando mortes precoces e custando bilhões de dólares às economias da região.

A agricultura contribuiu para 8,9 por cento do produto interno bruto da Malásia em 2015 e o óleo de palma respondeu por 47 por cento do setor, mostram dados do governo. Há mais de 600.000 pequenos proprietários e 4 milhões de trabalhadores envolvidos direta e indiretamente na indústria do óleo de palma, segundo o Conselho Malaio do Óleo de Palma. O país busca aumentar a receita com o óleo de palma por meio da 1Malaysia Biomass Alternative Strategy, iniciativa que busca criar mais de 66.000 novos empregos e aumentar a contribuição do setor para a renda nacional bruta da Malásia em 30 bilhões de ringgits (US$ 6,9 bilhões).

Fonte: Bloomberg

Indonésia expandirá uso doméstico de biodiesel

O Ministério de Energia e Recursos Minerais da Indonésia planeja expandir o uso de biodiesel para 3,5 milhões de quilolitros por ano, encorajando o setor de mineração e a estatal KAI, responsável pela gestão ferroviária no país, a usar o biocombustível.

“Apresentamos o plano de utilização do biodiesel para a estatal de ferrovias PT Kereta Api, e esperamos que o mesmo seja bem recebido”, disse a diretora geral do ministério, Rida Mulyana, em Jacarta, depois de participar de uma reunião no Escritório de Coordenação do Ministro da Economia, como relatado por kontan.co.id .

Atualmente, o biodiesel tem sido utilizado apenas por veículos motorizados. Contudo, o governo tem realizado testes com B5 ou 5% do “combustível verde” em locomotivas responsáveis pelo transporte ferroviário de cargas e passageiros no país.

Outro setor que será incentivado a utilizar o produto é o de mineração, particularmente para abastecer equipamentos pesados ​​em locais de extração. Segundo Mulyana, o governo iniciou conversas com empresas do setor sobre a possível conversão para abastecimento com biodiesel.

“A estimativa é que o setor de mineração deva absorver 90%, ou cerca de 400.000 kilolitros de biodiesel adicional, enquanto os 10% restantes serão usados ​​por locomotivas operadas pela KAI. Enquanto locomotivas usariam B5, o equipamento pesado do setor de mineração usaria B10 ou 10% de biodiesel”, acrescentou Mulyana.

Como o maior produtor de óleo de palma, a Indonésia precisa expandir o mercado doméstico para a commoditie, já que os mercados tradicionais do país, como a União Européia, planejam limitar a importação do combustível para o bloco.

A publicação original você confere aqui.

Fonte: The Jakarta Post

Adeus biodiesel de palma?

Uma possível proibição ao óleo de palma no biodiesel da União Europeia significaria que a Indonésia e a Malásia precisam encontrar mercados alternativos de exportação de óleo de palma bruto (CPO) para cerca de 2,6 milhões de toneladas. Se a UE realmente proibir o óleo de palma em Biodiesel, o óleo de colza e o óleo de soja serão os prováveis vencedores, provocando mudanças nos fluxos comerciais e volumes de esmagamento, uma vez que a UE precisará dessas alternativas para a produção de biodiesel. O etanol na UE e alguns outros combustíveis alternativos também podem ser impulsionados.

Outro desafio para CPO e biodiesel da UE

Em janeiro deste ano, o Parlamento da UE votou uma resolução que proibiria o uso de óleo de palma como matéria-prima no biodiesel a partir de janeiro de 2021. Esta resolução ainda não é definitiva. Nos próximos meses, esta medida será objeto de negociações tripartidas entre o Parlamento, a Comissão da UE e o Conselho da UE. Para tornar-se lei oficial, isto é, em âmbito internacional, a medida deve cumprir as regras da OMC, o que poderia proibir a interdição das importações de óleo de palma. Supondo que a lei final irá proibir o óleo de palma como matéria-prima, o impacto será bastante significativo porque o óleo de palma representa 3,5 milhões de toneladas ou cerca de 27% da matéria-prima total de biodiesel da UE. Isso também teria um grande impacto nos produtores de palma.

Possíveis implicações para Malásia e Indonésia

As importações de óleo de palma para os países da UE apresentaram uma baixa tendência nos últimos anos à medida que a demanda por óleo de palma estagnou. A demanda por óleo de palma bruto (CPO) como matéria-prima para biodiesel, especificamente, foi constante desde 2014 . Se a resolução do Parlamento da UE se tornar lei, a Indonésia e a Malásia serão fortemente impactadas, já que a UE representou 2,6 milhões de toneladas ou 29% das exportações combinadas de CPO de ambos os países em 2016. Os países da UE obtiveram as restantes 0,9 milhões de toneladas de outros países em 2016. Portanto, é importante que a Indonésia e a Malásia busquem mercados alternativos de exportação de CPO. As exportações de CPO representaram 25% do óleo de palma total de ambos os países em 2016, enquanto o óleo de palma refinado representou os 75% restantes.

Alternativas ao óleo de palma no biodiesel da UE?

A queda de 3,5 milhões de toneladas de CPO para biodiesel precisaria ser compensada com opções alternativas e matérias-primas. É provável que vejamos uma combinação das seguintes alternativas:

• Se substituído apenas por colza, seria necessário um esmagamento adicional de 8,2 milhões de toneladas na UE. Estes deverão ser provenientes de uma área adicional de colza (embora não seja possível uma expansão de cerca de 30% na colheita de colza da UE) e importações significativamente mais elevadas de colza (a UE já representa 4 milhões de toneladas, ou 25% das importações globais, mas precisaria atingir 75% de market share).

• As importações de óleo de colza teriam que aumentar, mas basicamente exigiriam que quase todas as 4 milhões de toneladas do mercado global de óleo de colza fossem enviadas para a UE.
Importações adicionais de óleo de soja da América do Norte e da América do Sul provavelmente afetarão as importações de óleo de girassol devido ao aumento dos preços do óleo de girassol.

• As importações de biodiesel da Argentina parecem alternativas viáveis. Em 2010, a UE importou 1,2 milhões de toneladas de biodiesel da Argentina. No ano passado, a Comissão da UE baixou novamente os direitos anti-dumping para o biodiesel argentino. No entanto, em janeiro deste ano, foi lançada outra investigação para avaliar os subsídios injustos aos exportadores argentinos de biodiesel.

• O óleo residual já é uma matéria-prima importante para o biodiesel, mas este não é um mercado infinito e já mostrou um crescimento lento nos últimos anos.

• Um aumento do uso de etanol também é provável, já que a UE tem apenas um objetivo de biocombustíveis, o que não diferencia o biodiesel e o etanol. No entanto, isso será limitado devido aos menores volumes de gasolina no mercado da UE e ao fato dos países da UE ainda terem obrigações para combustíveis.

• Finalmente, outros combustíveis alternativos como eletricidade, podem ganhar mais tração.

Fonte: Rabobank publicada no portal da revista Óleos e Gorduras

Indonésia irá a OMC questionar tarifas aplicadas ao seu biodiesel pelos EUA

JAKARTA (Reuters) – A Indonésia planeja contestar a última decisão dos Estados Unidos, sobre direitos antidumping e compensatórios sobre o seu biodiesel, na Organização Mundial do Comércio (OMC), informou o Ministério do Comércio nessa sexta-feira (23).

O Departamento de Comércio dos EUA, nesta semana, impôs mais direitos de importação sobre o biodiesel da Argentina e da Indonésia, acrescentando direitos antidumping a direitos anti-subsídios já elevados em relação aos combustíveis. Com taxas combinadas de até 159% em combustível argentino e até 341% em produtos indonésios, a medida torna praticamente inviável a comercialização dos insumos no mercado americano.

“O direito antidumping e as decisões em matéria de direitos compensatórios contra o biodiesel indonésio representam um abuso claro das leis comerciais”, disse o Ministério do Comércio da Indonésia em comunicado oficial.

O documento reforça ainda que o Departamento de Comércio dos EUA, em seu argumento contra o biodiesel indonésio, usou a mesma metodologia aplicada pela União Européia, ressaltando que a Indonésia “viola descaradamente a lei da OMC”.

A entidade decidiu em janeiro passado a favor de várias ações da Indonésia, frente aos direitos antidumping impostos às suas exportações de biodiesel para a UE,  solicitando que as medidas fossem alteradas. O país asiático não exportou biodiesel para os Estados Unidos desde o ano passado devido aos direitos de importação, de acordo com a Associação Indonésia de Produtores de Biocombustíveis.

A Câmara Argentina de Biocombustíveis (CARBIO) disse nessa quinta-feira (22) que espera que o governo do país leve o assunto à OMC,  “essas novas tarifas impostas pelos EUA são “arbitrárias e ilegais”, afirmou o representante dos produtores argentinos.

Fonte: Reuters – Reportagem de Bernadette Christina Munthe; escrevendo por Fransiska Nangoy; edição de Richard Pullin

EUA adicionam mais tarifas sobre biodiesel da Argentina e da Indonésia

WASHINGTON (Reuters) – O Departamento de Comércio dos EUA divulgou nessa quarta-feira (21) os novos direitos de importação sobre o biodiesel da Argentina e da Indonésia. O Departamento de Comércio definiu os direitos finais de dumping para o biodiesel argentino em 60,44% a 86,41% e para o biodiesel indonésio em 92,52% a 276,65%.

A determinação final está sujeita a uma segunda decisão da Comissão de Comércio Internacional dos EUA, em 6 de abril, que julgará se os produtores de biodiesel dos EUA foram prejudicados por importações vindas desses países.

As últimas atribuições, taxas combinadas de até 159% sobre o combustível argentino e até 341% na variedade indonésia, tornam praticamente impossíveis a comercialização dos produtos no mercado americano.

“A decisão de hoje permite aos produtores americanos de biodiesel um certo alívio.  Houve uma distorção danosa para o setor devido aos produtores estrangeiros que comercializavam biodiesel subsidiado no nosso mercado interno”, disse o secretário de Comércio Wilbur Ross em comunicado. “Os Estados Unidos valorizam sua relação com a Argentina e a Indonésia porém, mesmo nossos amigos mais próximos devem seguir as regras”.

As últimas revisões vêm apenas duas semanas após um acordo de orçamento no Congresso dos EUA reintegrar um crédito de imposto de biodiesel de US $ 1 por galão, o que deverá melhorar a rentabilidade para os produtores nacionais.

“Essa decisão fornece espaço para que a indústria doméstica de biodiesel floresça e produza mais volumes desse combustível que oferece tantos benefícios econômicos e ambientais para os EUA”, disse Kurt Kovarik, presidente do NBB – National Biodiesel Board ( em tradução livre, Conselho Nacional do Biodiesel).

Informações do Departamento de Comércio sobre a determinação podem ser vistas em bit.ly/2EEJfU7

Para acessar a publicação original, em inglês, clique aqui.

Fonte: Reuters com adaptações Aprobio

Indonésia pede à União Europeia para suavizar normas para o óleo de palma

A Indonésia, primeiro produtor mundial de óleo de palma, solicitou à União Europeia (UE) que esta abandone a aplicação de normas ambientais rigorosas para sua indústria, acusada de contribuir para a desflorestação e diminuição da fauna silvestre

Segundo documentos obtidos pela agência AFP de notícias, e divulgados hoje (16), Jacarta apela a Bruxelas para que aplique as regras da Indonésia de desenvolvimento sustentável — apesar das sérias preocupações quanto à sua credibilidade — ao invés da certificação europeia, que é mais severa, e que legisla o mercado desde abril passado.

Estes documentos estão carimbados com a inscrição “não destinados a publicação” e para distribuição apenas como “necessário conhecimento”.

A UE e a Indonésia, a maior economia do sudeste asiático, estão atualmente num ciclo de negociações sobre trocas comerciais estimadas em 35 bilhões de dólares (28 bilhões de euros) por ano. O quarto e provável ciclo negocial toca diversos domínios, inclusive investimentos e propriedade intelectual, e deve começar na próxima segunda-feira (19).

Todos os anos na Indonésia, os incêndios, a maioria para limpar e fertilizar o solo, de forma a aumentar as plantações de óleo de palma, destroem centenas de milhares de hectares de floresta. No país, apenas uma minoria das plantações respeita atualmente as normas locais relativamente flexíveis para a exploração de óleo de palma, um setor estratégico na Indonésia que contribui grandemente para as exportações.

A Indonésia e a Malásia, país vizinho igualmente grande produtor de óleo de palma, protestaram recentemente contra um projeto do Parlamento Europeu que visa interditar este óleo em biocombustíveis a partir de 2021.

Os dois países sustentam que uma interdição destas terá graves repercussões nas comunidades rurais que vivem da exploração de óleo de palma, que está presente em numerosos produtos, incluindo biscoitos e indústria cosmética, mas a sua produção contribui para a desmatamento das zonas tropicais e ameaçam espécies como o tigre de Sumatra e o orangotango.

Além da alteração das normas, a Indonésia exorta, ainda, que a União Europeia elimine as mensagens relativas ao óleo de palma, consideradas negativas por Jacarta, e campanhas que contenham informações “falaciosas” sobre a saúde ou o ambiente.

A utilização do óleo de palma em áreas como a alimentação ou os cosméticos vem diminuindo na Europa, resultado sobretudo da pressão de grupos ambientalistas sobre grandes empresas, mas tem aumentado no domínio dos biocombustíveis.

O ministro indonésio do Comércio e representantes da União Europeia se recusaram comentar as informações constantes nos documentos a que a AFP teve acesso.

Fonte: Portal DN Notícias

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