Farelo de soja está custando 22,7% a mais que no ano passado, diz Scot Consultoria

O preço médio do farelo nesta primeira quinzena de abril está em R$1.353,02 por tonelada em São Paulo, sem o frete

Um conjunto de fatores, como a alta do dólar em relação ao real, a boa demanda para exportação, a situação de quebra de produção na Argentina e a briga comercial entre Estados Unidos e China dão sustentação aos preços da soja grão e do farelo de soja no mercado brasileiro. As informações foram divulgadas na sexta-feira (13/04) pela Scot Consultoria.

Preço da soja
No caso da soja em grão, o preço saltou de R$80,00 por saca (60kg) em Paranaguá (PR) no final de março para os atuais R$86,00 por saca, com negócios pontuais em até R$87,00 nesta semana, informou a consultoria.

Farelo de soja
Com relação ao farelo de soja, segundo levantamento da Scot Consultoria, o preço médio nesta primeira quinzena de abril está em R$1.353,02 por tonelada em São Paulo, sem o frete. O mercado está firme na comparação mensal. Em relação a abril do ano passado, o farelo de soja está custando 22,7% a mais este ano.

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Fonte: SF Agro

Cotações do farelo de soja continuam firmes no mercado brasileiro

Apesar das chuvas registradas nas últimas semanas na Argentina, as quedas nas produtividades das lavouras de soja são inevitáveis. Além disso, a demanda interna e para exportação está aquecida. Nos portos, os prêmios pagos pela soja subiram com a procura maior, em especial pela China. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o farelo de soja fechou março cotado, em média, em R$1.345,33 por tonelada, sem o frete. Em relação a fevereiro deste ano o preço subiu 11,2% e na comparação com março de 2017 o alimento concentrado está custando 20,7% a mais este ano.

Em curto e médio prazos, a expectativa é de aumento da oferta de farelo de soja no país, com o crescimento dos esmagamentos. Historicamente os meses de abril, maio e junho são os de maior esmagamento e, consequentemente, maior disponibilidade interna do produto. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estima crescimento de 4,1% na produção brasileira de farelo de soja em 2017/2018, no entanto, a demanda interna deverá crescer 1,2% e as exportações 13,3%.

Com isso, a expectativa é de preços sustentados nos próximos meses e patamares maiores que os verificados em igual período do ano passado. O período de entressafra nos Estados Unidos é outro fator de sustentação das cotações nos próximos meses.

Fonte: Scot Consultoria

Farelo de soja é melhor commodity do ano devido à seca argentina

(Bloomberg) — Para entender por que o farelo de soja é a commodity com o melhor desempenho até agora neste ano, converse com Ariel Striglio, um produtor de 52 anos da província argentina de Santa Fe.

Desde janeiro, caíram cerca de 3,5 centímetros de chuva em suas plantações de soja e milho. Isso não é nem um quinto do volume de chuva normal. Além disso, as temperaturas estão muito mais altas.

“O calor é incrível — estamos usando ar-condicionado o tempo todo agora, o que não é normal”, disse Striglio. “Estou estimando perdas de 30 por cento no rendimento da soja.”

A soja é um dos cultivos para ração mais comuns do mundo. Essa oleaginosa é esmagada para fabricar um farelo com alto teor de proteína que é vendido para os criadores de gado. As condições de seca que assolam o coração da região agrícola da Argentina são um motor fundamental dos preços porque o país é o maior exportador desse farelo. Para os produtores de carne como a Tyson Foods e a Sanderson Farms, uma oferta mais ajustada poderia acabar elevando os custos das rações em um momento em que se estima que os americanos comerão mais carne do que nunca.

A seca já impulsionou um aumento de 19 por cento dos futuros mais ativos de farelo de soja em 2018. É o maior ganho entre as 22 matérias-primas monitoradas pelo Bloomberg Commodity Index.

Perspectivas

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês), em 8 de fevereiro, reduziu sua perspectiva para a safra de soja da Argentina para 54 milhões de toneladas, frente aos 56 milhões projetados em janeiro. As estimativas locais são ainda mais baixas. A Bolsa de Grãos de Buenos Aires prevê 50 milhões e a consultoria AgriPac projeta 47,2 milhões. Se esse último número se tornar realidade, esta seria a menor safra desde 2012, mostram números do USDA. A Bolsa disse em 15 de fevereiro que a maior parte dos grãos é de má ou péssima qualidade.

Na Chicago Board of Trade, o farelo de soja para entrega em maio chegou a US$ 381,20 por 2.000 libras na sexta-feira, um recorde para o contrato de futuros criado em dezembro de 2015.

O apetite da China por soja e farelo de soja cresceu nos últimos anos porque sua população cada vez maior está adicionando mais carne à dieta média. O consumo robusto do país ajuda a ampliar qualquer perda de produção das safras, mesmo em uma época de grandes estoques de grãos, segundo Matt Connelly, analista da Hightower Report em Chicago.

Para piorar a escassez de oferta, os produtores na Argentina limitaram a venda das colheitas em meio a expectativas de redução dos impostos à exportação e de queda do peso, disse Heather Jones, analista da Vertical Group em um relatório publicado em 12 de fevereiro. Em dezembro, as exportações de farelo do país atingiram o patamar mais baixo desde 2013. Em dezembro, as exportações de farelo do país atingiram o patamar mais baixo desde 2013. A desvalorização da moeda local favorece as exportações de commodities precificadas em dólar.

Fonte: Bloomberg

Preços mais firmes para o farelo de soja no mercado brasileiro

A valorização da soja grão no final de maio e começo de junho, em função principalmente das altas do dólar em relação ao real e da maior movimentação para exportação, deu sustentação também às cotações do farelo de soja no mercado brasileiro.

Outros fatores, como a movimentação para recomposição de posições por parte dos fundos e especulações acerca do clima nos Estados Unidos também mexeram com o mercado da soja e de farelo nas últimas semanas.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a tonelada está cotada, em média, em R$1.140,00, sem o frete.

Houve ligeiro aumento, de 0,1%, em relação à segunda quinzena de maio deste ano, mas na comparação com junho do ano passado o insumo está custando 21,8% menos.

Em curto e médio prazos, o período de entressafra nos Estados Unidos e o dólar em patamar mais elevado são fatores que devem dar sustentação às cotações do farelo de soja no mercado brasileiro.

Fonte: Scot Consultoria

Farelo de soja registra o menor preço desde abril/16, diz Cepea

O Brasil começou 2017 com maior competitividade nas transações internacionais, principalmente no mercado de farelo de soja. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração de parte dos vendedores argentinos (devido às incertezas sobre o tamanho da safra daquele país), os valores elevados do derivado nos Estados Unidos e os consequentes baixos prêmios e preços ofertados no Brasil atraíram importadores para o mercado nacional.

Mesmo com a maior demanda externa, as cotações domésticas do derivado em janeiro caíram para os menores patamares reais desde abril/16, de acordo com dados do Cepea, refletindo as expectativas de safra brasileira recorde, o consumo interno enfraquecido e a desvalorização do dólar frente ao Real.

No mercado brasileiro, os preços do farelo de soja caíram 4% entre dezembro/16 e janeiro/17 e fortes 25% em um ano, em termos reais, na média das praças acompanhadas pelo Cepea.

Fonte: Cepea

Processamento de soja no Brasil caminha para nível recorde, diz adido do USDA

O complexo soja do Brasil não tem impressionado somente pelo fortes números de exportações, mas também pelo atendimento a uma demanda interna bastante aquecida e crescente. Prova disso é de que o esmagamento da oleaginosa no país está prestes a bater seu recorde de todos os tempos. O consumo doméstico maior e o aumento das vendas externas de farelo e uma demanda interna maior por biodiesel devem ser os principais catalisadores deste movimento.

O adido do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em Brasília aumentou sua estimativa para o processamento de soja no Brasil deste ano até fevereiro de 2017 de 4,5 milhões de toneladas, 500 mil a mais do que a matriz do departamento espera. E a instituição vê boas perspectivas de crescimento para todo o complexo. Além disso, espera que uma revisão na legislação do biodiesel possa aumentar a demanda pelo combustível ainda mais. Para a safra 2015/16, a projeção do USDA é de um esmagamento de 40 milhões de toneladas, enquanto a Abiove espera 40,7 milhões de toneladas.

No primeiro bimestre deste ano, as exportações brasileiras do complexo sojam somaram US$ 1,66 bilhão, conforme apontam dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Desse total, US$ 701,87 milhões, ou 42,4%,  referem-se às vendas de farelo, e US$ 90,96 milhões, ou 5,5%, às de óleo. Em volume, os montantes foram de 2,4 milhões de toneladas da soja em grão, 2 milhões de farelo e 132 mil de óleo.

Proteína Animal

O setor, no Brasil, que ainda é o maior consumidor de farelo de soja é o de granjeiros por conta da ração oferecida aos frangos e suínos. Com a recente desvalorizção do real frente ao dólar e abertura de novos mercados, o setor vem se consolidando e ganhando cada vez mais força. As exportações nacionais de proteína animal vêm crescendo e uma das maiores demandas vêm do Sudeste da Ásia.

Por outro lado, o cenário tem trazido um suporte importante para os preços do derivado e sua elevação vem apertando as margens da indústria, ao lado de preços altos também para o milho.

“O farelo de soja também teve aumento, mão de obra, energia e uma série de componentes que elevaram o custo do frango e do suíno em 23%”, afirma o presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Francisco Turra.

Biodiesel

O adido do USDA afirmou ainda que “o óleo de soja está contribuindo para esse processo de aumento do processamento como resultado de um aumento na produção de biodiesel”.

No último dia 3 de março, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 3834/15, do Senado, que aumenta gradativamente o percentual de biodiesel no diesel vendido no Brasil. Atualmente, o índice é de 7%.  Segundo o projeto, que aguarda sanção, o percentual deverá subir para 8% por até um ano após a edição da lei , para 9% em até 24 meses depois da aprovação e, após 36 meses, podendo chegar a 10%. E a principal matéria-prima para o biodiesel brasileiro tem sido a soja.

Em 2015, de acordo com números do Ministério de Minas e Energia, a produção nacional de biodiesel foi de 3,9 bilhões de litros, e apresentou um crescimento de 15% em relação a 2014. No mesmo período, a utilização do volume de óleo de soja na produção do biocombustível subiu 19% para alcançar os 3,04 bilhões de litros.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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