Demanda aquecida e câmbio mantêm a cotação do farelo de soja firme

A boa demanda por soja e as valorizações do dólar em relação ao real mantêm firmes os preços do grão e do farelo de soja no mercado interno

Vale destacar que em maio último, mesmo com a paralisação dos caminhoneiros (que afetou a exportação), o Brasil embarcou 12,35 milhões de toneladas de soja grão (volume mensal recorde) e 1,65 milhão de toneladas de farelo (MDIC). Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a tonelada do alimento concentrado ficou cotada, em média, em R$1.475,14, sem o frete, na primeira quinzena de junho.

Em relação ao mesmo período de 2017, o preço subiu 29,4%. Já na comparação mensal a alta foi de 1,7%. A tendência é de que os volumes embarcados pelo Brasil diminuam gradualmente daqui para frente, com a menor disponibilidade interna. No entanto, o período de entressafra nos Estados Unidos deverá manter os preços firmes no mercado internacional em curto e médio prazos.

Atenção também ao câmbio, que tem variado bastante nas últimas semanas e tem impacto direto no mercado de soja no Brasil, e ao desenvolvimento da safra norte-americana 2018/2019. Outro ponto de atenção é o tabelamento do frete, que travou o mercado de grãos em junho.

Fonte: Scot Consultoria

Indústria comemora aumento da exportação de farelo de soja

A quebra da safra argentina de grãos está rendendo frutos cada vez mais polpudos para a cadeia produtiva de soja no Brasil, onde a colheita está batendo novo recorde nesta safra 2017/18. Com a demanda adicional gerada pela redução da oferta no vizinho, os preços continuam em ascensão e a demanda externa por grão e farelo brasileiros não para de crescer, o que deverá catapultar os embarques do segmento para perto de US$ 40 bilhões em 2018, o melhor resultado da história.

Em levantamento divulgado na sexta-feira(11), a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) revisou para cima suas previsões para volumes, preços e receitas das exportações de grão e farelo neste ano. “A indústria está particularmente animada com o aumento das exportações de farelo. Estamos sabendo aproveitar o espaço deixado pela Argentina”, disse André Nassar, presidente da Abiove, ao Valor.

Para o farelo, a entidade passou a projetar exportações de 17 milhões de toneladas neste ano, quase 20% mais que em 2017, a um preço médio de US$ 390 por tonelada, 11% superior na mesma comparação. Se confirmado esse quadro, os embarques – destinados sobretudo à China – renderão US$ 6,6 bilhões, um expressivo incremento de 32%. Em um ano de problemas no mercado doméstico, por causa de restrições às exportações de carne de frango (ver Reabertura de plantas embargadas pela UE fica para dezembro), será muito mais que um alento.

Para o grão as perspectivas também são positivas. Com a safra recorde calculada pela Abiove em 118,4 milhões de toneladas, a demanda chinesa aquecida e os problemas argentinos, a Abiove ajustou sua estimativa para as exportações da matéria-prima para 71,2 milhões de toneladas em 2018, 4,4% mais que no ano passado, a um preço médio de US$ 410 por tonelada, 8,8% maior. A receita esperada pela entidade alcança US$ 29,2 bilhões, alta de 13,6%.

As variações da soja em grão são menores porque o Brasil já lidera as exportações globais da commodity há alguns anos. Como a fatia do país dos embarques globais já é de 45%, é difícil ampliar as vendas de forma mais expressiva. Diferentemente do que acontece com o farelo, já que o espaço deixado pela Argentina foi grande e tinha que ser preenchido – os argentinos têm importado grão para fabricar farelo e tentar manter os contratos de fornecimento mais importantes.

Somando-se o óleo, que atualmente é pouco exportado tendo em vista o programa doméstico de biodiesel, as exportações do complexo soja como um todo deverão alcançar US$ 36,5 bilhões neste ano, um recorde e 15% superior a 2017. Mas que poderá ser ainda maior, a depender do comportamento do mercado a partir do terceiro trimestre, quando a colheita da atual safra dos EUA, segundo maior país exportador do grão, começar a entrar no mercado.

“O cenário melhorou para a cadeia produtiva como um todo”, afirmou Nassar. E ainda restam incertezas sobre o futuro da disputa comercial entre Estados Unidos e China, que também poderá favorecer a soja brasileira.

Fonte: Brasil Agro

Soja: em um ano, cotação do farelo de soja valoriza 45%

A elevação nos preços do derivado, por sua vez, tem resultado em alta nos valores da soja em grão

Os valores do farelo de soja seguem em forte ritmo de alta no Brasil, de acordo com pesquisas do Cepea, impulsionados pela demanda externa, pela alta do dólar frente ao Real (que eleva a competitividade do derivado nacional) e pela valorização dos contratos na CME Group (Bolsa de Chicago).

A elevação nos preços do derivado, por sua vez, tem resultado em alta nos valores da soja em grão. Em abril, a média das regiões acompanhadas pelo Cepea foi 5,9% maior que a de março e expressivos 45% superior à de abril/17, em termos nominais.

Vale considerar, por outro lado, que a desaceleração no mercado doméstico de aves pode reduzir a demanda por farelo de soja nos próximos meses. Com as recentes altas nos preços do derivado, o poder de compra do avicultor paulista frente a esse insumo é o mais baixo desde agosto/12, segundo a Equipe de Aves do Cepea.

Fonte: Cepea

Cresce exportações de soja e farelo de soja

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil exportou 10,26 milhões de toneladas de soja grão em abril

O volume aumentou 16,4% em relação ao embarcado no mês anterior, mas foi 1,7% menor na comparação com abril do ano passado. Além do período de safra por aqui, a procura pela soja brasileira por parte da China aumentou nos últimos meses, em função da briga comercial entre o país asiático e os Estados Unidos. Com relação ao farelo de soja, as exportações totalizaram 1,55 milhão de toneladas em abril, 17,3% a mais que em março deste ano e 16,9% acima do registrado em igual mês de 2017. Com a menor produção na Argentina e alta de preços do farelo, os embarques brasileiros cresceram nos últimos meses. No acumulado de janeiro a abril, o volume exportado aumentou 16,8%, frente ao mesmo período do ano passado.

Para uma comparação, o preço médio do farelo de soja exportado em abril deste ano ficou em US$395,62 por tonelada, um aumento de 11,8% em relação a média de abril de 2017. Com a briga comercial entre China e Estados Unidos, além do período de entressafra norte-americana (os Estados Unidos estão semeando a safra 2018/2019) e a menor produção na Argentina, a expectativa é de aumento nos embarques brasileiros de soja grão e farelo de soja este ano. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estima um aumento de 3,3% nos embarques de soja grão e crescimento de 16,8% nas exportações de farelo de soja em 2018, em relação a 2017.

Fonte: Scot Consultoria

Preço do farelo de soja sobe e receitas evoluem 12% em abril

Exportações de básicos sobem para US$ 34,5 bi até abril, 3% mais do que em igual período de 2017

Os preços das principias commodities exportadas pelo Brasil estão em queda neste ano. Mesmo assim, devido ao aumento nos volumes exportado de alguns produtos, as receitas obtidas de janeiro a abril superam as de igual período de 2017.

As exportações de básicos subiram para US$ 34,5 bilhões até abril, 3% mais do que em igual período de 2017, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Dois dos principais produtos da balança comercial do país, entretanto, conseguiram preços melhores neste ano. São soja e petróleo.

Já o minério de ferro, o terceiro da lista, teve retração de 1% nos valores médios de janeiro a abril, em relação a igual período do ano passado.

As exportações de soja, líder da balança, atingiram 10,3 milhões de toneladas no mês passado, com receitas de US$ 4,1 bilhões. No acumulado do ano, os exportadores arrecadaram US$ 9,2 bilhões, um valor estável em relação ao de 2017.

Um dos destaques no mês passado foi a exportação de farelo de soja. O volume enviado para o exterior ficou estável, mas a queda de produção da soja na Argentina provocou alta de 12% nos preços internacionais do farelo. Com isso, o produto foi o quarto mais bem colocado no ranking da balança nacional, superando as receitas com carne de frango “in natura”, segundo a Secex.

O setor de fumo, que teve um início de ano complicado em 2017, mantém boa recuperação neste. As receitas dos primeiros quatro meses somaram US$ 565 milhões, 99% mais do que em igual período de 2017.

Comercialização

Os produtores de soja já venderam 64% da produção da safra 2017/18, segundo acompanhamento da AgRural. Mato Grosso comercializou 78%, e Paraná, 54%.

Menos milho

A INTL FCStone revisou para baixo a safrinha de milho deste ano. Na avaliação da consultoria, serão produzidos 60,5 milhões de toneladas do cereal, 2,6 milhões menos do que a empresa previa no mês anterior.

Mais soja

Já a produção de soja deverá atingir 117 milhões de toneladas, 1 milhão a mais do estava previsto no mês passado.

Fonte: Folha de S.Paulo

Quebra da safra argentina impulsionou exportação de farelo de soja em Mato Grosso do Sul

Os embarques do estado apresentaram aumento de 352% entre janeiro e março deste ano em relação ao mesmo período de 2017

A quebra da safra argentina mostra que o Brasil, assim como Mato Grosso do Sul, também tem mercado para o subproduto. A exportação do farelo de soja do estado apresentou um aumento de 352% entre janeiro e março deste ano em relação a 2017, representando um total de 118,5 mil toneladas.

Nos últimos três anos, os principais compradores do produto processado são a Tailândia, Indonésia e Holanda. De acordo com comunicado da Famasul, o farelo é utilizado na produção da ração animal, representando 30% da sua composição.

Exportação de farelo de soja

No período analisado, as exportações renderam uma receita de US$ 45 milhões, uma alta de 370% comparada ao mesmo período do ano passado. “A quebra da safra argentina trouxe oportunidade para a exportação não só do grão de Mato Grosso do Sul, mas também do farelo, o produto ganha competitividade neste momento”, afirma Luiz Gama, técnico do Departamento de Economia do Sistema Famasul.

Fonte: SF Agro

Farelo de soja está custando 22,7% a mais que no ano passado, diz Scot Consultoria

O preço médio do farelo nesta primeira quinzena de abril está em R$1.353,02 por tonelada em São Paulo, sem o frete

Um conjunto de fatores, como a alta do dólar em relação ao real, a boa demanda para exportação, a situação de quebra de produção na Argentina e a briga comercial entre Estados Unidos e China dão sustentação aos preços da soja grão e do farelo de soja no mercado brasileiro. As informações foram divulgadas na sexta-feira (13/04) pela Scot Consultoria.

Preço da soja
No caso da soja em grão, o preço saltou de R$80,00 por saca (60kg) em Paranaguá (PR) no final de março para os atuais R$86,00 por saca, com negócios pontuais em até R$87,00 nesta semana, informou a consultoria.

Farelo de soja
Com relação ao farelo de soja, segundo levantamento da Scot Consultoria, o preço médio nesta primeira quinzena de abril está em R$1.353,02 por tonelada em São Paulo, sem o frete. O mercado está firme na comparação mensal. Em relação a abril do ano passado, o farelo de soja está custando 22,7% a mais este ano.

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Fonte: SF Agro

Cotações do farelo de soja continuam firmes no mercado brasileiro

Apesar das chuvas registradas nas últimas semanas na Argentina, as quedas nas produtividades das lavouras de soja são inevitáveis. Além disso, a demanda interna e para exportação está aquecida. Nos portos, os prêmios pagos pela soja subiram com a procura maior, em especial pela China. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o farelo de soja fechou março cotado, em média, em R$1.345,33 por tonelada, sem o frete. Em relação a fevereiro deste ano o preço subiu 11,2% e na comparação com março de 2017 o alimento concentrado está custando 20,7% a mais este ano.

Em curto e médio prazos, a expectativa é de aumento da oferta de farelo de soja no país, com o crescimento dos esmagamentos. Historicamente os meses de abril, maio e junho são os de maior esmagamento e, consequentemente, maior disponibilidade interna do produto. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estima crescimento de 4,1% na produção brasileira de farelo de soja em 2017/2018, no entanto, a demanda interna deverá crescer 1,2% e as exportações 13,3%.

Com isso, a expectativa é de preços sustentados nos próximos meses e patamares maiores que os verificados em igual período do ano passado. O período de entressafra nos Estados Unidos é outro fator de sustentação das cotações nos próximos meses.

Fonte: Scot Consultoria

Farelo de soja é melhor commodity do ano devido à seca argentina

(Bloomberg) — Para entender por que o farelo de soja é a commodity com o melhor desempenho até agora neste ano, converse com Ariel Striglio, um produtor de 52 anos da província argentina de Santa Fe.

Desde janeiro, caíram cerca de 3,5 centímetros de chuva em suas plantações de soja e milho. Isso não é nem um quinto do volume de chuva normal. Além disso, as temperaturas estão muito mais altas.

“O calor é incrível — estamos usando ar-condicionado o tempo todo agora, o que não é normal”, disse Striglio. “Estou estimando perdas de 30 por cento no rendimento da soja.”

A soja é um dos cultivos para ração mais comuns do mundo. Essa oleaginosa é esmagada para fabricar um farelo com alto teor de proteína que é vendido para os criadores de gado. As condições de seca que assolam o coração da região agrícola da Argentina são um motor fundamental dos preços porque o país é o maior exportador desse farelo. Para os produtores de carne como a Tyson Foods e a Sanderson Farms, uma oferta mais ajustada poderia acabar elevando os custos das rações em um momento em que se estima que os americanos comerão mais carne do que nunca.

A seca já impulsionou um aumento de 19 por cento dos futuros mais ativos de farelo de soja em 2018. É o maior ganho entre as 22 matérias-primas monitoradas pelo Bloomberg Commodity Index.

Perspectivas

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês), em 8 de fevereiro, reduziu sua perspectiva para a safra de soja da Argentina para 54 milhões de toneladas, frente aos 56 milhões projetados em janeiro. As estimativas locais são ainda mais baixas. A Bolsa de Grãos de Buenos Aires prevê 50 milhões e a consultoria AgriPac projeta 47,2 milhões. Se esse último número se tornar realidade, esta seria a menor safra desde 2012, mostram números do USDA. A Bolsa disse em 15 de fevereiro que a maior parte dos grãos é de má ou péssima qualidade.

Na Chicago Board of Trade, o farelo de soja para entrega em maio chegou a US$ 381,20 por 2.000 libras na sexta-feira, um recorde para o contrato de futuros criado em dezembro de 2015.

O apetite da China por soja e farelo de soja cresceu nos últimos anos porque sua população cada vez maior está adicionando mais carne à dieta média. O consumo robusto do país ajuda a ampliar qualquer perda de produção das safras, mesmo em uma época de grandes estoques de grãos, segundo Matt Connelly, analista da Hightower Report em Chicago.

Para piorar a escassez de oferta, os produtores na Argentina limitaram a venda das colheitas em meio a expectativas de redução dos impostos à exportação e de queda do peso, disse Heather Jones, analista da Vertical Group em um relatório publicado em 12 de fevereiro. Em dezembro, as exportações de farelo do país atingiram o patamar mais baixo desde 2013. Em dezembro, as exportações de farelo do país atingiram o patamar mais baixo desde 2013. A desvalorização da moeda local favorece as exportações de commodities precificadas em dólar.

Fonte: Bloomberg

Preços mais firmes para o farelo de soja no mercado brasileiro

A valorização da soja grão no final de maio e começo de junho, em função principalmente das altas do dólar em relação ao real e da maior movimentação para exportação, deu sustentação também às cotações do farelo de soja no mercado brasileiro.

Outros fatores, como a movimentação para recomposição de posições por parte dos fundos e especulações acerca do clima nos Estados Unidos também mexeram com o mercado da soja e de farelo nas últimas semanas.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a tonelada está cotada, em média, em R$1.140,00, sem o frete.

Houve ligeiro aumento, de 0,1%, em relação à segunda quinzena de maio deste ano, mas na comparação com junho do ano passado o insumo está custando 21,8% menos.

Em curto e médio prazos, o período de entressafra nos Estados Unidos e o dólar em patamar mais elevado são fatores que devem dar sustentação às cotações do farelo de soja no mercado brasileiro.

Fonte: Scot Consultoria

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