Medida para redução das ‘retenciones’ sobre as exportações de soja da Argentina já está em vigor

Já está em vigor na Argentina a medida que irá reduzir em 0,5% mensalmente a alíquota para exportação de soja e subprodutos do país. A redução, que faz parte do decreto 1343/2016, foi publicada no Diário Oficial da Argentina nesta terça-feira (2) e vale até dezembro de 2019, segundo informações da agência Estadão Conteúdo.

Essa foi uma das primeiras ações efetivas para o agro do presidente Maurício Macri ao assumir o governo em 2016. E com ela, no último mês do ano que vem, as chamadas ‘retenciones’ para a soja em grão serão de 18%, contra 30% em dezembro de 2017. Para farelo e óleo, os impostos deverão ser cortados até chegarem a 15%.

Um dos principais objetivos de Macri ao seguir apoiando essa medida é de aumentar a competitividade das commodities agrícolas argentinas, uma vez que o país é o maior produtor e exportador mundial de farelo e óleo de soja.

E assim, na avaliação do Ministério da Agroindústria, o incentivo traz melhores perspectivas, principalmente a longo prazo, para o agro argentino.

“Essa redução é apenas uma de uma série de medidas tomadas nos últimos dois anos para aumentar a competitividade e previsibilidade do setor”, diz uma nota do governo. As taxações já caíram, desde que Macri assumiu, de 35% para 29,5% agora. A maior preocupação em relação à alíquota, porém, é seu impacto na arrecadação fiscal do país.

Com informações do Estadão Conteúdo e Reuters Internacional

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

USDA eleva previsão de exportação de soja do Brasil em 2017/18; mantém safra

As exportações de soja do Brasil na nova safra (2017/18) foram estimadas em um recorde de 64 milhões de toneladas, de acordo com dados desta quarta-feira (12) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que elevou levemente a sua projeção.

No mês passado, o USDA havia estimado as vendas externas do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, em 63,5 milhões de toneladas em 2017/18.

O USDA ainda manteve a projeção de safra 2017/18 do Brasil em 107 milhões de toneladas.

Na safra anterior, a colheita do país foi estimada em um recorde de 114 milhões de toneladas, enquanto as exportações são vistas em 61,5 milhões de toneladas.

Fonte: Reuters

Mercado: exportações de biodiesel da Argentina para os EUA devem ser encerradas em agosto

Em decorrência da alegação de dumping, o país norte-americano deve aplicar tarifas muito elevadas sobre as importações de biodiesel argentino, o que elevaria o preço, e, consequentemente, escassearia as vendas 

Segundo informações do periódico argentino, BAE Negocios, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence,  deve se reunir com o presidente Mauricio Macri em agosto, para tratar dentre outros temas do “encerramento” do mercado de exportações de biodiesel rumo a seu país.

Ao que tudo indica, as alegações americanas de que o biocombustível argentino recebe elevados subsídios e impõe uma concorrência desleal aos demais países deve ser acatada pelo Congresso Americano. Essa decisão impactaria em altas tarifas aos produtores argentinos e dificultaria muito suas exportações.

Atualmente os EUA são responsáveis por  cerca de US$ 1 milhão/ano em importações do biocombustível argentino.

Clique aqui para ler a íntegra da matéria.

Fonte: Infocampo com adaptações Aprobio

Argentina dobra volume de exportações de biodiesel para os EUA

As exportações de biodiesel da Argentina para os EUA cresceram 105% no primeiro mês de 2017, segundo dados do Indec (Instituto Nacional de Estadística y Censos). As vendas também atingiram o maior valor de mercado, $ 834 por tonelada, 26% acima do valor computado no mesmo período em 2016.

As remessas de biocombustíveis para o mercado norte-americano no mês passado somaram 61,350 toneladas num custo total de 51 milhões de dólares, cerca de 31 milhões a mais do que o montante faturado em janeiro passado. .

Ao longo de 2016, as exportações de biodiesel para os portos dos Estados Unidos chegaram a 1,48 milhão de toneladas, com um valor total de 1.131 milhão de dólares. Os americanos tornaram-se os principais compradores do biocombustível argentino desde as restrições impostas pela União Europeia e mais tarde pelo governo peruano.

Depois que Donald Trump venceu a eleição presidencial americana, houve pânico nas fábricas argentinas. Durante sua campanha, o candidato discursou diversas vezes sobre as medidas protecionistas que implantaria para beneficiar as empresas americanas. Apesar de sua posse ter ocorrido no início de janeiro, aparentemente, os embarques argentinos não sofreram danos com as políticas do republicano.

Fonte: El Enfiteuta – notícias de agro y alimentos

Ministro fala sobre sustentabilidade da agropecuária brasileira para embaixadores de 21 países

Blairo Maggi também defendeu a necessidade de ampliar o comércio entre o Brasil, a Ásia e a Oceania

Embaixadores de 21 países da Ásia e Oceania se reuniram, na última quarta-feira (26), com o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), na Embaixada da Tailândia para discutirem a intensificação do comércio agrícola entre os dois continentes.

Além da parceria comercial, o ministro apresentou aos embaixadores dados mostrando a sustentabilidade da agropecuária brasileira. “Os produtores brasileiros possuem uma consciência muito grande da importância da preservação ambiental, que não existe em nenhum outro país do mundo”, assegurou.

Blairo Maggi disse ainda que a preocupação com o meio ambiente tem um custo elevado para os produtores e defendeu que isso seja reconhecido pelo mundo nas negociações. Ele lembrou que o Código Florestal brasileiro tem exigido a preservação de áreas dentro das propriedades rurais e que o controle sobre elas está sendo monitorado por meio de satélites.

Ao final, o ministro recebeu convite para visitar Bangladesh e ampliar o mercado com o país asiático.

Fonte: Cenário MT

Argentina: exportações de biodiesel podem crescer 80% este ano

As exportações de biodiesel da Argentina podem subir 80% este ano, algo em torno de 1,4 milhão de toneladas em comparação ao total embarcado em 2015, graças ao crescimento das vendas do biocombustível para os Estados Unidos, dados dos representantes da indústria no país.

A Argentina, fornecedora de biodiesel líder no âmbito global, sofreu um golpe dramático no final de 2013, quando a União Europeia (UE), seu principal cliente, elevou as taxas sobre as importações de biodiesel argentino depois de acusar os produtores de dumping.

A medida, revisada pela Organização Mundial do Comércio, foi parcialmente compensada no ano passado, quando o governo dos Estados Unidos aprovou um programa para avaliar os padrões de produção na Argentina, facilitando a entrada de remessas da nação austral no país.

“O aumento das exportações de biodiesel da Argentina para os Estados Unidos tem sido notável. No ritmo atual, (vendas globais) pode chegar a cerca de 1,4 milhões de toneladas” em 2016, disse Claudio Molina, diretor-executivo da Associação Argentina de Biocombustíveis e hidrogênio.

A Argentina exportou apenas 800.000 toneladas de biodiesel em todo 2015, contudo, já no primeiro semestre de 2016 os embarques saltaram 150 por cento e alcançaram  590.000 toneladas de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INDEC).

De acordo com a Câmara Argentina de Biocombustíveis (Carbio), que reúne gigantes como Cargill e Bunge, as exportações de biodiesel no país alcançarão 1 milhão de toneladas em 2016, das quais entre 75 e 80 por cento terão como destino os Estados Unidos.

“As empresas tiveram de ajustar a sua certificação de sistemas (para a admissão nos Estados Unidos) e após o primeiro trimestre permanecem apenas os mais bem preparados “, disse Victor Castro, CEO da Carbio, à agência Reuters.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) aponta,  em seu relatório anual de biocombustíveis, que as exportações de biodiesel da Argentina vão subir para cerca de 1,7 milhão de toneladas este ano, com os EUA como o seu principal país de destino.

Situações complexas

Mas nem tudo são boas notícias para a indústria da Argentina. O Peru, segundo destino das exportações de biodiesel do país, avalia aplicação de uma taxa às transferências da nação sul. Como no caso da UE, seriam acusações de concorrência desleal.

Na Argentina as exportações de biodiesel são tributadas por uma tarifa de 5 por cento, enquanto as vendas de óleo de soja, que é usado para a produção de biocombustível, pagam um imposto de 30 por cento, uma diferença considerada abusiva pelos concorrentes de outros países.

“O Peru é um importante destino para Argentina, se a taxa for aplicada será mais um golpe para a indústria”, disse Luis Zubizarreta, presidente da Carbio.

Ele acrescentou que as exportações para a UE poderão retomar no próximo ano, devido determinação da Organização Mundial do Comércio (OMC), proferida em março passado, que consideraram as tarifas antidumping impostas pelo bloco como abusivas.

Embora a UE tenha protocolado em maio um apelo a decisão do tribunal internacional, Zubizarreta acredita que no final de 2016 as negociações em curso terminarão com a abertura do mercado (europeu) ao biodiesel argentino já nos primeiros meses de 2017.

Fonte: InfoCampo

Puxada pelo Brasil, América do Sul lidera exportação de grãos

Demanda por matéria-prima originou crescimento de 700% nas exportações de grãos, nos últimos vinte anos; destaques e desafios da região serão debatidos no 4º Fórum de Agricultura da América do Sul.

Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai se fortalecem, a cada ano, como líderes na agricultura global, tanto pela extensão territorial, quanto pela capacidade de produção agrícola. Principais exportadores de grãos da América do Sul, esses países registraram, nas últimas duas décadas, salto de aproximadamente 700% nas exportações de soja e milho. Na safra 2015/16 foram 123,9 milhões de toneladas embarcadas, 29% a mais que os Estados Unidos da América.

“Os dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) ainda mostram que o Brasil, sozinho, representa mais de dois terços do total exportado. Um ótimo desempenho nos embarques internacionais de grãos que vem sendo experimentado nos últimos anos e pode dar fôlego à economia da região”, avalia Giovani Ferreira, coordenador do 4º Fórum de Agricultura da América do Sul (Agricultural Outlook Forum 2016).

Curitiba recebe o evento internacional na próxima semana, nos dias 25 e 26 de agosto, e terá dois especialistas no painel “Grãos: o mercado da demanda”. Além do Brasil, que mantém a liderança no agronegócio sul-americano, o destaque este ano é a Argentina e o aumento de 68% nas exportações agrícolas no primeiro trimestre de 2016, boa parte devido às mudanças na política tributária implementadas pelo presidente Mauricio Macri.

“Embora, em alguns aspectos, os dois sejam concorrentes em certos mercados, há sinergias para se explorar e áreas para se trabalhar em conjunto”, aponta Guillermo Rossi, economista argentino e um dos palestrantes do Fórum. O especialista em grãos e biocombustíveis vai falar das três principais determinantes da demanda por grãos – o consumo humano, o consumo animal e os biocombustíveis – e oferecerá um panorama do agronegócio sul-americano nos últimos anos, bem como perspectivas para o futuro, inclusive na relação entre Brasil e Argentina.

Para Glauco Monte, diretor de commodities da INTL FCStone, que também participa do painel, ser o líder e representar uma área de doze milhões de quilômetros quadrados – mais que as áreas dos Estados Unidos e da União Europeia – significa estar muito bem preparado para a demanda. “As mudanças climáticas são um grande desafio e precisamos de tecnologia pra contornar. Também temos que melhorar nossa infraestrutura logística, investir em ferrovias e produzir mais carne, por exemplo, que demanda soja, para que o grão circule aqui com valor maior”, opina Monte.

O Fórum de Agricultura da América do Sul ocorre nos dias 25 e 26 de agosto, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. Em sua 4ª edição, o evento se consolida como palco de debate do agronegócio mundial a partir da perspectiva sul-americana e tem como tema central “Nova estratégia para uma nova agricultura”. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até a véspera do evento. A programação completa e informações sobre os palestrantes confirmados estão disponíveis no site www.agrooutlook.com

Serviço
4º FÓRUM DE AGRICULTURA DA AMÉRICA DO SUL
DATA: 25 e 26 de agosto de 2016
LOCAL: Museu Oscar Niemeyer (MON)
ENDEREÇO: Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico – Curitiba (PR)
INFORMAÇÕES e INSCRIÇÕES: www.agrooutlook.com

Fonte: Revista Portos e Navios

CI aprovou neste semestre projeto que facilita a exportação de biocombustíveis

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) aprovou no primeiro semestre de 2016 projetos como o que estabelece critérios socioambientais na produção de biocombustíveis (PLS 388/2009). A ideia é estimular a adoção de práticas modernas para assegurar a exportação do produto a mercados exigentes, como o europeu.

Os senadores da CI também votaram a proposta que obriga o fabricante e o importador de automóvel a fornecerem aos consumidores uma lista com a descrição e o código de referência das principais peças do veículo (PLS 125/2010).

Acompanhe o balanço das atividades da comissão no primeiro semestre de 2016 na reportagem de Bruno Lourenço, da Rádio Senado.

Fonte: Agência Senado

Argentina dobrou suas exportações de biodiesel

No primeiro trimestre deste ano, a Argentina duplicou suas exportações de biocombustíveis. Já as vendas no mercado interno caíram 21%

A partir de 2013, com o fechamento do mercado europeu aos biocombustíveis – o Velho Continente era o principal comprador do biodiesel local – a indústria Argentina começou a procurar alternativas. Assim, depois de vários anos de trabalho, uma vez que em janeiro passado a abertura de um mercado com grande potencial se concretizou, junto aos Estados Unidos, finalmente los hermanos colhem seus frutos. Os embarques do primeiro trimestre para o exterior cresceram 94% em relação ao mesmo período de 2015 – de acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

Até o ano passado foram exportadas 95.000 toneladas de biodiesel por trimestre, para mistura com outros combustíveis, utilizados para aquecimento doméstico. Agora, esse número cresceu para 185.000 toneladas. No entanto, esta remessa foi feita com uma tarifa bastante elevada. Para evitar esse alto custo, foi necessário a aprovação dos créditos ambientais (RIN, sigla em Inglês), certificados emitidos pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, sigla em Inglês), que permitem ao importador acesso a vantagens fiscais.

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Desde 2012, a Câmara Argentina de Biocombustíveis ( Carbio ) buscava a autorização de comércio com os americanos, porém, sempre esbarrando nos fortes lobbies conduzidos pela Associação de Produtores de Soja e Associação de Produtores de Biodiesel locais. Após longo caminho e reunião de todos os requisitos necessários,  a Agência Ambiental dos EUA não teve como negar o registro do biodiesel argentino como produto sustentável.

“A certificação do combustível vegetal argentino permite atender a oferta e demanda nesse mercado”, disse o diretor-executivo da Asociación Argentina de Biocombustibles e Hidrógeno. Isto significa que a qualidade de todo o processo, desde o plantio da matéria-prima até a produção do biocombustível,  tornou possível o acesso do produto ao mercado americano.

Em contra partida, o mercado local enfrenta uma queda de 21% no consumo, desde que o governo implantou preços que não cobrem o custo do petróleo e seus derivados, fato que começou a ser corrigido em março passado.

Por Merino Soto

Fonte: BAE DAILY

Brasil mantém competitividade e lidera exportações globais de soja

Os números recordes nas exportações brasileiras de soja não param de aparecer. Somente nas duas primeiras semanas de maio, o Brasil já embarcou 5,2 milhões de toneladas da oleaginosa. Em abril, foram 10,1 milhões, ou seja, 20% a mais do que em março e 50% a mais do que no mesmo mês de 2014. Dessa forma, o país se consolida, nesta temporada 2015/16, como o maior exportador mundial da commodity.

Especialistas atribuem essa explosão nas vendas externas de soja a uma conjunto de fatores, porém, o mais forte deles foi, sem dúvida, a alta do dólar, principalmente durante o período em que ocorreu a comercialização antecipada do produto do atual ano safra, onde a moeda norte-americana chegou a superar os R$ 4,00, catalisando a competitividade da oleaginosa nacional. E o aumento das exportações brasileiras acabaram, inclusive, tomando boa parte do mercado norte-americano neste período diante de uma demanda global extremamente aquecida.

Em seu último reporte mensal de oferta e demanda, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) revisou, inclusive, os números das importações mundiais para 131,08 milhões de toneladas, contra as 123,39 milhões do ano safra 2014/15. Dessa forma, os estoques finais mundiais da atual temporada – 74,25 milhões de toneladas são estimados para ficarem abaixo do registrado na anterior – 78,08 milhões. O departamento projeta ainda que as exportações mundiais deverão alcançar neste ano 2015/16 132,58 milhões de toneladas, contra as 126,15 milhões de 2014/15.

A soja brasileira poderia, ainda, ocupar o espaço que deverá ser causado pelas quebras da safra da Argentina por conta do excesso de chuvas. O país, de acordo o diretor executivo da consultoria Globaltecnos, Sebastián Gavalda, em entrevista à agência Reuters, poderia exportar 25% menos em função dessas perdas, somando um volume modesto de apenas 8,5 milhões de toneladas. A perda de qualidade dos grãos argentinos também pesou para essa contabilidade.

Demanda 

A China, no quadro mundial de demanda pela oleaginosa, se mantém como destaque e suas importações deverão alcançar as 83 milhões de toneladas, ainda de acordo com os últimos números do USDA. Projeções de consultorias privadas, porém, acreditam em volumes ainda acima disso. A nação asiática, em 2016, foi responsável pela compra de 79% do volume de 20,89 milhões de toneladas já exportado pelo Brasil de janeiro a abril.

“O mercado asiático de alimentos está em crescimento e aumentou a demanda tanto pelo grão quanto pelo farelo. Acredito que essa tendência deve se manter nos próximos meses”, disse, em entrevista ao portal InfoMoney, o gerente de economia da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), Daniel Furlan.

O consumo mundial geral, no entanto, também dá sinais de expressivo incremento. E boa parte desse avanço tem se dado pela maior demanda por farelo de soja frente a uma demanda maior por proteína animal em todo o globo, principalmente em países emergentes. “A demanda global por oleaginosas deverá aumentar mais do que no ano anterior. E o esmagamento de soja está projetado para crescer cerca de 4%”, informou o USDA em seu último reporte.

Ao mesmo tempo, ainda de acordo com informações do departamento, o consumo mundial de proteína animal também indica elevadas perspectivas de crescimento com um movimento que deverá ser liderado pela China e alguns outros mercados importantes, como mostra o gráfico a seguir.

Consumo mundial de proteína animal - Fonte: USDA

Consumo mundial de farelos proteicos – Fonte: USDA

Dessa forma, a projeção para o consumo de farelos é de uma alta de 3% e o líder das exportações globais deverá ser, mais uma vez, o farelo de soja. “A crescente demanda por farelo de soja, que responde por mais de 70% do consumo mundial, é o principal direcionador da expansão deste mercado”, informou o USDA.

No caso dos óleos vegetais, que também deverão registrar um aumento de 3% no consumo global como alimento, a liderança fica por conta dos óleos de palma e então, de soja. O uso industrial desses derivados também deve crescer na temporada 2016/17. E o USDA aponta ainda que os estoques finais globais de óleo indicam uma queda de 5% no próximo ano comercial.

Preços x Competitividade

A concorrência entre Brasil e Estados Unidos na exportação de soja deverá aumentar nos próximos meses, acreditam analistas. As diferenças de preços, a oferta ajustada e um particular impulso tomado pela demanda internacional poderiam direcionar esse movimento nos próximos meses.

Afinal, durante a maior parte da temporada comercial norte-americana, os preços de uma soja dos Estados Unidos para a China estiveram mais baratos do que, por exemplo, uma soja embarcada em Paranaguá, no Brasil, com destino à nação asiática. Entretanto, a partir de março, com as perdas da safra brasileira sendo conhecidas e uma vantagem menor trazida pelo câmbio, essa situação começou a se inverter, como mostra o gráfico da Reuters, indicando, no último dia 16, a tonelada da soja brasileira em US$ 428,43 e a norte-americana em US$ 426,95.

Preços da Soja - Golfo x Paranaguá - Fonte: Reuters

Soja para China – Brasil (Paranaguá) x EUA (Golfo) – Fonte: Reuters

A diferença entre os valores, entretanto, é pequena e por isso, insuficiente para estimular uma recuperação das exportações norte-americanas que pudesse tirar a liderança brasileira. A oleaginosa nacional, além de tudo, conta atualmente com melhor qualidade, de acordo com especialistas, o que pode, caso sejam mantidos esses padrões mais elevados, ajudar a garantir essa maior competitividade.

 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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