Viabilidade da indústria argentina de biodiesel depende de sanções da UE

BUENOS AIRES (Reuters) – A indústria de biodiesel da Argentina está em risco depois que a União Européia ameaçou impor tarifas sobre as importações do país sul-americano, após acusações de que a nação subsidiou injustamente seu setor de biocombustíveis.

A ameaça de tarifas suspendeu as vendas argentinas de biocombustível à UE, disseram fontes da indústria à Reuters, acrescentando que a imposição de um imposto deixaria 85% das exportações de biocombustível do país sem um mercado viável e poderia forçar os produtores a fecharem suas portas.

Com grandes produtores como Cargill e Bunge, a Argentina é líder em exportações de biodiesel. Mas o setor sofreu sanções comerciais no passado depois de ser acusado de se beneficiar ilegalmente da soja subsidiada.

“É muito provável que a Europa possa aplicar sanções anti-subsídios em dois ou três meses. Nesse cenário, há uma alta probabilidade de que as linhas de produção parem ”, disse Claudio Molina, diretor executivo da Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio.

A indústria já havia evitado sanções da UE ao redirecionar suas remessas de biodiesel para outros mercados. Mas o setor, que registrou US $ 1,2 bilhão em receita no ano passado, não pode mais redirecionar as exportações para os Estados Unidos.

No final de 2017, Washington impôs tarifas e parou as importações argentinas de biodiesel após acusações similares de subsídios e “dumping”.

A ameaça da UE já enfraqueceu as vendas para a Europa, reduzindo as exportações de biodiesel da Argentina para não mais de 700 mil toneladas este ano, ante 1,65 milhão de toneladas embarcadas em 2017, segundo a Câmara de Biocombustíveis da Argentina (CARBIO).

“A Europa é uma ameaça para nós”, disse o presidente do CARBIO, Luis Zubizarreta, acrescentando que as usinas de biodiesel mal podem operar sem o mercado europeu.

A investigação da UE sobre os supostos subsídios começou quatro meses depois de ter perdido um caso na Organização Mundial do Comércio em que acusou a Argentina de dumping. Após a decisão da OMC, a UE revogou impostos que haviam bloqueado as importações argentinas de biodiesel para a Europa por três anos.

“É uma situação ruim, já que as chances de recuperarmos esses mercados externos são baixas”, disse uma fonte da indústria que pediu para não ser identificada.

Em maio, o governo argentino elevou os impostos de exportação do biodiesel de 8% para 15%. O aumento também pode prejudicar a indústria, segundo Zubizarreta.

MERCADO INTERNO, UMA ALTERNATIVA

A investigação pode se arrastar por mais de um ano, e fontes dizem que a UE deve cobrar taxas provisórias sobre o biodiesel no segundo semestre de 2018, contribuindo para uma perspectiva pessimista do setor. Molina acredita que o aumento do consumo interno pode ser a melhor opção do setor.

A lei argentina atualmente determina que os fornecedores de combustível usem uma mistura de 10% de biodiesel em todo o diesel vendido ao público. O país usou 1,17 milhão de toneladas de biocombustível no ano passado, segundo dados do governo.

Aumentar esse mix para 12 por cento e também usar mais biodiesel em usinas de energia, transporte público e máquinas agrícolas pode cobrir até metade da capacidade de produção anual da Argentina de 4,4 milhões de toneladas dentro de três anos, disse Molina.

No entanto, os planos para aumentar as cotas de mistura para o biodiesel consumido publicamente ainda não existem, disse uma fonte do governo à Reuters.

“Sustentar a indústria com um mercado interno de 1,1 milhão de toneladas é praticamente impossível. Se não tivermos novos mercados de exportação, estaremos prestes a fechar as linhas de produção ”, disse uma fonte de uma empresa exportadora de biodiesel que desejava permanecer anônima.

Reportagem de Maximilian Heath Escrita por Scott Squires Edição de Nicolás Misculin e Alistair Bell

Fonte: Reuters

Em maio, embarques de biodiesel argentino subiram 10%

Em maio, o Instituto Nacional de Estadística y Censos da Argentina (Indec) registrou exportações de biodiesel de cerca de 619 mil toneladas, 10% a mais que no mesmo período de 2017.

A Europa foi o destino que monopolizou essas compras, tendo os Países Baixos como destino de 50% desse volume e Malta acrescendo outros 34%.

As mudanças introduzidas pelo Indec na hora de apresentar as estatísticas não permitem conhecer o destino das outras 89.000 toneladas que aparecem como “confidenciais” em relação ao país importador.

Extra Europa, nos primeiros cinco meses do ano, apenas as vendas para o Peru que representaram cerca de 5.000 toneladas.O interessante é que depois de dois meses “preguiçosos” (fevereiro e março), as exportações subiram acentuadamente em abril e maio.

Em relação aos valores, as exportações de maio de 2018 tiveram média de 709 dólares por tonelada contra US$731 no mesmo mês do ano passado. Houve uma diferença entre os destinos, com Malta pagando US$ 690 e a Holanda, com US$ 700 por tonelada.

Fonte: Agrofy News 

Exportação de soja pelo Brasil soma 5,66 mi t em 11 dias de junho, diz Secex

SÃO PAULO (Reuters) – A exportação de soja do Brasil em 11 dias úteis de junho somou 5,66 milhões de toneladas, ou uma média de 514,6 mil toneladas por dia, informou nesta segunda-feira a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O dado aponta um recuo na comparação com a média diária fechada de maio, de 588,3 mil toneladas, quando o Brasil exportou um recorde mensal absoluto de 12,35 milhões de toneladas, segundo dados da Secex.

Mas os embarques no acumulado de junho se mostram superiores ao total do mesmo mês do ano passado, quando a média diária somou 438 mil toneladas.

O Brasil, líder global no mercado da oleaginosa, está exportando uma safra recorde de soja em 2018, mas agentes do mercado têm comentado que incertezas relacionadas ao tabelamento do frete, após a greve dos caminhoneiros, estão reduzindo o movimento de transporte e os negócios.

“Para os próximos meses, é normal que as exportações comecem a apresentar recuo. No entanto, o impacto pode ser maior devido à resolução que determina a tabela de preços mínimos para o frete rodoviário estar limitando as negociações e o escoamento de grãos nesta primeira quinzena de junho”, afirmou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), nesta segunda–feira (18).

Fonte: Reuters

Exportações do agro em maio alcançaram US$ 9,97 bilhões

O mês tradicionalmente concentra os embarques de soja. Mesmo assim, alta foi de 3% sobre igual período do ano passado

As exportações brasileiras de produtos do agronegócio atingiram US$ 9,97 bilhões em maio, 3% acima do valor registrado em igual mês do ano passado. O aumento é atribuído à elevação de 1,3% no índice de preço e de 2% na quantidade. Para meses de maio, foi o terceiro maior valor da série histórica iniciada em 1997, situando-se abaixo apenas de 2012 e 2013.

O montante representa 51,8% das exportações totais brasileiras, superando o percentual de maio do ano passado, de 48,9%. A sazonalidade do escoamento da soja, cujo auge normalmente é atingido nesse período, explica o elevado montante registrado na exportação do mês.

As importações caíram 16,5%, recuando de US$ 1,30 bilhão para US$ 1,08 bilhão em maio deste ano. Como consequência, o superavit passou de US$ 8,38 bilhões para US$ 8,88 bilhões, o segundo maior saldo da série histórica, para meses de maio, muito próximo do registrado em 2012, de US$ 8,92 bilhões.

Alta de 22,9%

Em maio se concentram os embarques de soja com as exportações atingindo US$ 5,81 bilhões, superando em 22,9% o valor contabilizado em igual mês do ano anterior e representando 58,2% de toda a exportação agrícola.

As vendas de soja em grão tiveram aumento de 23%, alcançando US$ 5 bilhões e equivalendo ao embarque de 12,35 milhões de toneladas. O desempenho dessas vendas foi explicado pelos acréscimos de 12,7% no volume exportado e de 9,1% no preço médio. As exportações de farelo somaram US$ 709,96 milhões, com acréscimo de 24,9% (+1,4% em quantidade e +23,2% no preço médio), e as de óleo, US$ 96,91 milhões, com aumento de 7,9% (+8,0% em quantidade e -0,1% no preço médio).

As exportações de produtos florestais, segundo setor da pauta em maio, atingiram US$ 1,11 bilhão, superando em 14,2% o valor de igual mês do ano anterior. A celulose foi o grande destaque, cujas vendas chegaram a US$ 727,81 milhões (1,28 milhão de toneladas), significando aumento de 37,9% (+7,8% em volume e +27,9% no preço médio). Essas exportações vêm registrando sucessivos recordes repetidos nesse em valor e quantidade.

As exportações de madeira e suas obras recuaram 12% (+1,9% em quantidade e -13,6% no preço médio), caindo de US$ 278,31 milhões para US$ 244,94 milhões. Também caíram as vendas de papel, com decréscimo de 17,1% (-26,8% em quantidade e +13,2% no preço médio), reduzindo de US$ 166,40 milhões para US$ 137,92 milhões no período em análise.

Na terceira posição da pauta, as exportações de carnes caíram 9,6% de US$ 1,22 bilhão para US$ 1,11 bilhão. A maior redução ocorreu nas vendas de carne frango (-US$ 77,28 milhões), motivada principalmente pela retração nos mercados da África e Oriente Médio. As vendas de carne suína recuaram em US$ 30,72 milhões, impactadas pelo embargo russo, e as de peru, em US$ 5,11 milhões. As exportações de carne bovina também recuaram (-US$ 2,46 milhões). A interrupção das vendas à Rússia foi compensada principalmente pelo acréscimo das exportações à China (+US$ 49,86 milhões) e ao Chile (+US$ 10,53 milhões).

O complexo sucroalcooleiro registrou queda de 36,4%, posicionando-se na quarta posição da pauta. Desde abril do ano passado o açúcar em bruto registra quedas no preço médio de exportação, o mesmo acontecendo com o açúcar refinado.

O café, com queda de 42,3%, manteve-se como quinto principal setor na pauta. As vendas de café verde caíram 44,5% (-38,4% em quantidade e -9,9% no preço médio), passando de US$ 386,25 milhões para US$ 214,49 milhões. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a queda em maio teve influência da menor oferta em face do período de entressafra e de baixos estoques, agravada pela paralisação dos caminhoneiros que atrasou parte dos embarques.

Registraram-se recordes de exportações , além de soja em grão e celulose: suco de laranja (recorde em quantidade), arroz (em quantidade), bovinos vivos (em valor), mangas (em quantidade), castanha do pará (em valor) e melões (em valor e quantidade).

Nas importações, a pauta foi liderada por cereais, farinhas e preparações, cujas aquisições. Compõem o grupo, o trigo (- 10,8%, atingindo US$ 83,51 milhões), o malte (-27,1%; US$ 27,86 milhões), o arroz (-53,9%; US$ 13,83 milhões) e a farinha de trigo (+0,4%; US$ 10,66 milhões). O segundo setor foi o de produtos florestais (-8,2%; US$ 122,19 milhões), oleaginosos (+31,9%; US$ 98,70 milhões), pescados (-19,0%; US$ 85,29 milhões) e lácteos (-27,6%; US$ 43,98 milhões).

Participação de 59,4% da Ásia

A Ásia esteve na liderança entre os destinos das exportações que alcançaram US$ 5,92 bilhões, representando 59,4% do total. Em relação a maio do ano passado houve aumento de 14,9%, devido às vendas de soja em grão e em farelo.

O segundo principal destino foi a União Europeia, ainda que as vendas ao bloco tenham recuado 14,9%, passando de US$ 1,69 bilhão em maio do ano passado para US$ 1,44 bilhão. Houve quedas nas vendas de café (-US$ 106,61 milhões) e de soja a grão (-US$ 104,47 milhões).

Ao Nafta, terceiro destino das exportações, as vendas somaram US$ 691,08 milhões, 1,3% abaixo de maio de 2017. A pauta contemplou principalmente celulose, madeira, suco de laranja, café, soja, açúcar, álcool, couros e peles, carnes bovina e de frango e papel.

Com recuo de 18,0% nas exportações ao Oriente Médio, quarto principal destino das exportações, a participação desse destino caiu de 7,1% em maio do ano passado para 5,7%. À exceção da soja em grão, que registrou aumento de 135,8% (+US$ 93,70 milhões), os demais itens entre os principais da pauta tiveram decréscimos: açúcar, milho, carne de frango, farelo de soja e carne bovina.

Cresceram as vendas para países da Europa Ocidental (+122,7%), principalmente, aTurquia. O aumento das exportações ao país explica-se, sobretudo, pelos acréscimos em soja em grão (+US$ 99,20 milhões), bovinos vivos (+US$ 41,50 milhões) e farelo de soja (+US$ 22,49 milhões).

Alta de 3,8% desde janeiro

As exportações do agronegócio somam US$ 40,32 bilhões entre janeiro e maio, 3,8% acima dos US$ 38,86 bilhões exportados entre janeiro e maio do ano anterior. O crescimento das vendas externas ocorreu em função do crescimento das quantidades exportadas ( 4,1%), enquanto o índice de preço das exportações diminuiu 0,4 no período em análise.

As exportações do agronegócio representam no período 43,1% do total das exportações brasileiras, 1,1 ponto percentual inferior aos 44,2% de igual período em 2017.

As importações de produtos do agronegócio diminuíram de US$ 6,14 bilhões. O crescimento das exportações e a redução das importações aumentou o saldo superavitário dos produtos do agronegócio, que passou de US$ 32,72 bilhões para US$ 34,33 bilhões.

Em 12 meses, crescimento de 11,9%

Entre junho do ano passado e maio deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 97,47 bilhões, em alta de 11,9% em relação aos US$ 87,10 bilhões dos 12 meses anteriores. Com isso, o agronegócio participou com 43,6% do total das exportações do país, mantendo a mesma posição de igual período apurado em 2017. As importações caíram 5,2% e totalizaram US$ 14,01 bilhões, resultando em saldo positivo deUS$ 83,47 bilhões (+15,4%).

Nas importações de produtos do agronegócio, o volume é de US$ 14,01 bilhões em 12 meses, sobressaindo trigo (US$ 1,18 bilhão e -14,8%); papel (US$ 896,64 milhões e +17,0%); álcool etílico (US$ 842,32 milhões e +2,2%); vestuário e outros produtos têxteis de algodão (US$ 600,44 milhões e +33,4%); salmão (US$ 490,57 milhões e -4,6%); azeite de oliva (US$ 423,10 milhões e +38,5%); malte (US$ 420,46 milhões e -11,8%); borracha natural (US$ 399,38 milhões e +7,4%); vinho (US$ 391,44 milhões e +29,0%); e óleo de dendê ou de palma (US$ 378,25 milhões e -8,1%).

A Ásia segue no posto de principal destino dos produtos com US$ 45,19 bilhões (+ 16,1% em comparação com 12 meses anteriores) A região concentra 46,4% do total). O segundo principal bloco, a União Europeia, apresentou alta de 7,8%, alcançando US$ 17,54 bilhões.

Fonte: MAPA

Argentina aumenta imposto de exportação de biodiesel para 15 por cento

BUENOS AIRES (Reuters) – O governo da Argentina está elevando o imposto sobre a exportação de biodiesel para 15%, ante os atuais 8%, a partir de 1º de julho, segundo decreto publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira(28).

A Argentina é um dos maiores fornecedores mundiais de biodiesel, exportando 1,65 milhão de toneladas em 2017, mas foi atingida por tarifas de retaliação nos últimos anos. A Comissão de Comércio Internacional dos EUA acrescentou direitos anti-dumping de 60,44% a 276,65% a altas taxas de anti-subsídios sobre o biodiesel importado da Argentina e da Indonésia.

A Câmara de Exportadores do CIARA-CEC disse à Reuters no início deste mês que também espera que a União Européia pare de importar biodiesel impondo novas tarifas em setembro ou outubro próximos.

O decreto, assinado pelo presidente Mauricio Macri, pretende “continuar fomentando a convergência” entre os impostos de exportação de biodiesel e os impostos de exportação de óleo de soja. O país é o maior fornecedor mundial de óleo de soja usado para cozinhar e produzir biodiesel. O grupo local de biocombustíveis Carbio se recusou a comentar os novos impostos.

Quando Macri assumiu a presidência, em uma plataforma favorável aos negócios em 2015, o imposto de exportação de soja foi fixado em 35%. Em 2018, o imposto inicial era de 30% e vem sendo cortado em meio ponto percentual a cada mês, medida que deve durar dois anos. Atualmente, ele está em 27,5% enquanto o imposto sobre as exportações de óleo de soja e farelo de soja gira em torno de 25,5%.

 

Clique aqui para acessar a publicação oficial.

Fonte: Reuters

O futuro do biodiesel argentino nos mercados estrangeiros

As autoridades econômicas do governo nacional planejam aumentar o direito de exportar biodiesel dos atuais 8% para uma base de pelo menos 15%. Na União Européia avança uma nova investigação orientada a bloquear novamente a entrada do biocombustível argentino naquele mercado.

A situação da indústria de processamento de biodiesel – que faz parte da cadeia de valor da soja – enfrenta uma situação complexa. Os negociadores argentinos tentam que, após o bloqueio aplicado pelo governo dos EUA, a administração de Donald Trump autorize uma cota de importação de biodiesel local isenta de tarifas (embora não seja uma tarefa simples).

“O desafio para a indústria de biodiesel Argentina passa por alcançar um aumento progressivo dos atuais 12% para 15% e depois para 20%”, disse Claudio Molina, diretor-executivo da Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio.

“Você poderia até mesmo avaliar a implementação do uso direto do biodiesel, com bombas B100, para aproveitar o relativo baixo preço que o biodiesel tem hoje comparado ao diesel”, acrescentou. Molina lembrou ainda que há projetos para incorporar uma mistura de biodiesel de 20% no transporte automotivo de passageiros.

Apesar de uma resolução (1125/13) estar em vigor desde 2014, indicando que em “empresas onde é tecnicamente possível usar biodiesel para geração de energia” elas devem utilizar pelo menos B10, o uso de biocombustível para esse fim não está sendo implementado. “O governo tem uma obrigação – e isso não acontece – de buscar o cumprimento dessa regra”, avisou Molina.

No primeiro trimestre de 2018, de acordo com os últimos dados oficiais publicados, as exportações argentinas de biodiesel totalizaram 319.109 toneladas, com um valor FOB de 223,6 milhões de dólares. De janeiro a março de 2017, 180.750 toneladas foram colocadas em mercados estrangeiros. 50% do volume total exportado nos primeiros três meses deste ano foi colocado nos Países Baixos, enquanto outros 37% seguiram para Malta (país membro da UE). O restante das vendas foi para o Canadá (9%) e o Peru (4%).

No entanto, as autoridades da Comissão Europeia (CE) lançaram, no final de janeiro passado uma nova investigação ( “processo anti-subvenções”) contra o biodiesel originário da Argentina, na tentativa de bloquear novamente a entrada do produto no bloco, em algum momento do último trimestre de 2018 ou no primeiro de 2019.

“Substituir mercados nos EUA e na Europa é muito difícil, existem mercados interessantes como o Canadá e a Austrália, muito lentamente, você pode aproveitar a abertura gradual da China e da Índia, e não descartar um ou outro país na Ásia-Pacífico, onde competimos com o óleo de palma da Indonésia e da Malásia “, explicou Molina.

“Um possível aumento do retenções, num contexto de baixos preços de biodiesel nos mercados internacionais, vai afetar muito a economia das empresas exportadoras, que devem lutar para manter o ritmo com os negócios sendo desenvolvidos”, disse ele.

A publicação original você confere aqui.

Fonte: Agritotal

Exportações de biodiesel da Argentina devem ser as menores dos últimos 10 anos

Segundo estimativas da Câmara de Exportadores, a Argentina deve enviar ao exterior apenas cerca de 700 mil toneladas de biodiesel em 2018

Segundo declarações do chefe da Câmara de Empresas Agro – Exportadoras CIARA-CEC, a Argentina exportará apenas cerca de 700 mil toneladas de biodiesel em 2018 , como destino principal a União Européia (UE). O número seria o menor em 10 anos e reflete o impacto do fechamento do mercado norte-americano para o biodiesel argentino que, assim como a UE, acusa o produto sul americano de receber subsídios para sua produção.

“Vamos exportar 600 mil toneladas para a Europa em 2018 e um total de 100 mil toneladas será adicionado a outros destinos. Vamos ter vendas provavelmente até setembro ou outubro para o mercado europeu, que devem nos impor novas tarifas “, afirmou Gustavo Idígoras, presidente da CIARA-CEC, à Reuters.

Idígoras estima que a UE deve aplicar tarifas de dumping aos produtores de biodiesel na Argentina, na segunda metade do ano, o que deve impactar diretamente as compras do produto sul-americano. “A Argentina tem duas opções: continuar lutando por mercados estrangeiros ou promover mais consumo local. Aí temos uma ótima oportunidade “, acrescentou Idígoras.

Em contrapartida, , segundo o CIARA-CEC, ao invés de exportar a Argentina deve importar entre 4 e 5 milhões de toneladas de soja para serem processadas devido à seca que atingiu em cheio a produtividade da safra no país.

Fonte: Agrofy News

Indústria comemora aumento da exportação de farelo de soja

A quebra da safra argentina de grãos está rendendo frutos cada vez mais polpudos para a cadeia produtiva de soja no Brasil, onde a colheita está batendo novo recorde nesta safra 2017/18. Com a demanda adicional gerada pela redução da oferta no vizinho, os preços continuam em ascensão e a demanda externa por grão e farelo brasileiros não para de crescer, o que deverá catapultar os embarques do segmento para perto de US$ 40 bilhões em 2018, o melhor resultado da história.

Em levantamento divulgado na sexta-feira(11), a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) revisou para cima suas previsões para volumes, preços e receitas das exportações de grão e farelo neste ano. “A indústria está particularmente animada com o aumento das exportações de farelo. Estamos sabendo aproveitar o espaço deixado pela Argentina”, disse André Nassar, presidente da Abiove, ao Valor.

Para o farelo, a entidade passou a projetar exportações de 17 milhões de toneladas neste ano, quase 20% mais que em 2017, a um preço médio de US$ 390 por tonelada, 11% superior na mesma comparação. Se confirmado esse quadro, os embarques – destinados sobretudo à China – renderão US$ 6,6 bilhões, um expressivo incremento de 32%. Em um ano de problemas no mercado doméstico, por causa de restrições às exportações de carne de frango (ver Reabertura de plantas embargadas pela UE fica para dezembro), será muito mais que um alento.

Para o grão as perspectivas também são positivas. Com a safra recorde calculada pela Abiove em 118,4 milhões de toneladas, a demanda chinesa aquecida e os problemas argentinos, a Abiove ajustou sua estimativa para as exportações da matéria-prima para 71,2 milhões de toneladas em 2018, 4,4% mais que no ano passado, a um preço médio de US$ 410 por tonelada, 8,8% maior. A receita esperada pela entidade alcança US$ 29,2 bilhões, alta de 13,6%.

As variações da soja em grão são menores porque o Brasil já lidera as exportações globais da commodity há alguns anos. Como a fatia do país dos embarques globais já é de 45%, é difícil ampliar as vendas de forma mais expressiva. Diferentemente do que acontece com o farelo, já que o espaço deixado pela Argentina foi grande e tinha que ser preenchido – os argentinos têm importado grão para fabricar farelo e tentar manter os contratos de fornecimento mais importantes.

Somando-se o óleo, que atualmente é pouco exportado tendo em vista o programa doméstico de biodiesel, as exportações do complexo soja como um todo deverão alcançar US$ 36,5 bilhões neste ano, um recorde e 15% superior a 2017. Mas que poderá ser ainda maior, a depender do comportamento do mercado a partir do terceiro trimestre, quando a colheita da atual safra dos EUA, segundo maior país exportador do grão, começar a entrar no mercado.

“O cenário melhorou para a cadeia produtiva como um todo”, afirmou Nassar. E ainda restam incertezas sobre o futuro da disputa comercial entre Estados Unidos e China, que também poderá favorecer a soja brasileira.

Fonte: Brasil Agro

Elevação das exportações de soja depende de expansão logística e de armazenamento, diz estudo da Esalq

Pesquisa aponta necessidade de mais investimentos para que o Brasil se beneficie do cenário internacional atual.

Com o cenário atual das exportações de soja, a disputa comercial entre China e Estados Unidos por mais espaço pode abrir caminho para outro nome de peso no mercado de soja: o Brasil. Mas, para isso, é preciso que haja novos investimentos na infraestrutura viária e de armazenamento para otimizar o escoamento dessa produção. É o que aponta um estudo do coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Thiago Guilherme Péra.

“A expectativa é de que, se essa briga [comercial] continuar, isso pode acabar afetando um nível maior de exportação da soja brasileira para a China, principalmente se tiver retaliação da China de deixar de comprar grãos dos Estados Unidos”, explica o docente.

Ele detalha que, mesmo com fortes investimentos no setor ferroviário e hidroviário – tanto oriundos na iniciativa pública quanto privada -, a participação da movimentação de grãos (soja e milho) em relação à quantidade produzida em 2010 era de 21,3% e passou para 27,9% para 2017. “É muito pouco ainda […] O Brasil já é bastante competitivo nos custos de produção. Por outro lado, perde muito na logística”, ressaltou.

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Fonte: G1

 

Cresce exportações de soja e farelo de soja

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil exportou 10,26 milhões de toneladas de soja grão em abril

O volume aumentou 16,4% em relação ao embarcado no mês anterior, mas foi 1,7% menor na comparação com abril do ano passado. Além do período de safra por aqui, a procura pela soja brasileira por parte da China aumentou nos últimos meses, em função da briga comercial entre o país asiático e os Estados Unidos. Com relação ao farelo de soja, as exportações totalizaram 1,55 milhão de toneladas em abril, 17,3% a mais que em março deste ano e 16,9% acima do registrado em igual mês de 2017. Com a menor produção na Argentina e alta de preços do farelo, os embarques brasileiros cresceram nos últimos meses. No acumulado de janeiro a abril, o volume exportado aumentou 16,8%, frente ao mesmo período do ano passado.

Para uma comparação, o preço médio do farelo de soja exportado em abril deste ano ficou em US$395,62 por tonelada, um aumento de 11,8% em relação a média de abril de 2017. Com a briga comercial entre China e Estados Unidos, além do período de entressafra norte-americana (os Estados Unidos estão semeando a safra 2018/2019) e a menor produção na Argentina, a expectativa é de aumento nos embarques brasileiros de soja grão e farelo de soja este ano. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estima um aumento de 3,3% nos embarques de soja grão e crescimento de 16,8% nas exportações de farelo de soja em 2018, em relação a 2017.

Fonte: Scot Consultoria

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