Indonésia pode ir à OMC por tarifas americanas impostas ao seu biodiesel

No início de abril, os Estados Unidos confirmaram direitos antidumping e direitos de compensação sobre as importações de biodiesel indonésio. Publicados através do Federal Register, as tarifas foram fixadas entre 126,97% e 341,38%.

Pradnyawati, diretora de segurança comercial do Ministério do Comércio da Indonésia, disse que a decisão dos EUA prejudica muito as exportações de biodiesel indonésio. Ela acrescentou que os exportadores indonésios já entraram com um recurso para a decisão no tribunal americano.

Se esse apelo não der frutos, o governo indonésio pretende levar a questão à Organização Mundial do Comércio (OMC). Contudo, Pradnyawati enfatizou que o governo aguardará primeiro esse resultado. Considerando as exportações de biodiesel como um ativo importante – em termos de ganhos em divisas – para a Indonésia, o governo está disposto a usar todas as medidas para resolver o problema e continuar com as remessas de biodiesel para os EUA.

No ano passado, produtores norte-americanos de biodiesel apresentaram uma queixa sob o argumento de que seus negócios estavam sendo prejudicados por importações baratas do biocombustível provenientes da Indonésia (e da Argentina). Mais tarde, o Departamento de Comércio dos EUA concluiu que os exportadores indonésios estavam vendendo seus produtos a 92,52 – 276,65% a menos que o valor justo, em parte devido ao generoso programa de subsídio ao biodiesel do governo indonésio.

Togar Sitanggang, secretário-geral da Associação de Produtores de Óleo de Palma da Indonésia (Gapki), disse que as exportações de produtos relacionados ao óleo de palma para os EUA já estavam em declínio antes da fixação dos direitos antidumping. Essa tendência é atribuída principalmente ao excesso de oferta de soja. No entanto, os recentes direitos antidumping acrescentaram sentimentos negativos e, portanto, reduziram ainda mais as exportações.

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Fonte: Indonesia Investiments

Tarifa da China em soja do EUA muda fluxos comerciais da commodity e impacta Brasil

LONDRES (Reuters) – A China, maior compradora de soja, pode não apenas pagar mais pela oleaginosa se impuser tarifas às importações norte-americanas, mas também criar novos compradores do produto dos EUA, já que a medida mexe em fluxos globais de comércio.

O apetite voraz da China pela oleaginosa excede as exportações globais, excluindo-se os Estados Unidos, de modo que a oferta proveniente de Estados como Illinois e Iowa pode ser desviada para unidades de processamento da América do Sul.

A proposta da China para uma tarifa de 25 por cento sobre a soja dos EUA, parte de sua resposta aos planos norte-americanos de impor tarifas sobre uma série de produtos chineses, já elevou os preços dos outros dois grandes fornecedores, Brasil e Argentina.

A disputa é a mais recente de uma série de batalhas comerciais desde que Donald Trump se tornou presidente dos Estados Unidos em janeiro de 2017, o que já está prejudicando o setor agrícola do país.

Compradores mexicanos impulsionaram as compras de milho do Brasil depois que Trump ameaçou romper o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), enquanto sua decisão de não se juntar à Aliança Transpacífica ameaça as vendas de trigo dos EUA para o Japão.

“Toda a confusão da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China fez os preços internos subirem aqui”, disse Ezequiel de Freijo, economista-chefe da Sociedad Rural na Argentina.

A Argentina já comprou 240 mil toneladas de soja dos Estados Unidos, sua maior compra em 20 anos, com as vendas registradas para o ano comercial de 2018/19, que começam em setembro.

De Freijo disse que os grandes prêmios para a soja sul-americana poderiam criar uma “triangulação” com os esmagadores argentinos comprando dos Estados Unidos e enviando seus produtos para a China.

O aumento do custo da soja sul-americana também melhorou a competitividade do fornecimento norte-americano em outros mercados, como a União Europeia, o segundo maior importador do mundo.

“Se a China levar a soja da América do Sul, outros grandes importadores como UE, México, Japão, Taiwan, Tailândia, Indonésia, Vietnã e Egito terão que encontrar novos suprimentos”, disse um trader europeu de soja.

BRASIL

O Brasil é o principal fornecedor de soja da China, com 53 por cento do total de compras chinesas em 2017, seguido pelos Estados Unidos, com 34 por cento, e pela Argentina, com 7 por cento, segundo dados da alfândega.

O secretário-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), Fábio Trigueirinho, concordou que neste ano deve haver mudança de destinos da soja nacional e dos EUA, no caso da implementação da tarifa.

Ele salientou que o Brasil não teria como atender toda a demanda chinesa.

“Com certeza, vai haver essa modificação do ‘share’, vamos aumentar o ‘share’ no mercado chinês e diminuir em outros lugares, os EUA, ao contrário…”, disse ele, comentando que o produto norte-americano ficou mais competitivo para compradores de fora da China.

Também há preocupações no Brasil em impulsionar os embarques para um país que já responde por cerca de 70 por cento das exportações brasileiras.

“Como produtores, não podemos depender de apenas um comprador. Suponha que o Brasil venda soja a 15 países e decida redirecionar para a China. Essa não é a estratégia certa”, disse José Sismeiro, produtor de soja e milho no Paraná.

“O que acontece se os EUA e a China fizerem acordos? Acho que devemos manter a nossa base de clientes a mais ampla possível.”

Outros exportadores menores, como a Ucrânia, podem impulsionar as vendas para a China com o sinal certo de preço, mas não podem substituir os volumes atualmente sendo enviados pelos Estados Unidos.

“Potencialmente, os compradores chineses podem comprar mais ativamente na Ucrânia –teoricamente até 500 mil toneladas por temporada– mas somente se o preço for atraente para os vendedores”, disse Yulia Garkavenko, da consultoria UkrAgroConsult.

A Ucrânia embarcou modestas 20.000 toneladas para a China em 2016/17.

Fonte: Reuters

Soja brasileira ganharia US$ 2,7 bi com briga comercial

A China é o segundo maior parceiro comercial do setor agrícola americano, atrás do Canadá

As exportações de soja dos Estados Unidos à China podem cair em até dois terços se Pequim levar diante sua proposta de uma tarifa de 25% sobre a commodity, de acordo com um estudo por acadêmicos da Universidade Purdue, em Indiana.

As tarifas significariam que as exportações de soja dos Estados Unidos cairiam em 37%, com um impacto superior a US$ 3 bilhões ao ano sobre a economia americana, concentrado em áreas rurais, de acordo com o estudo.

“Os Estados Unidos sofreriam uma redução de bem estar econômico da ordem de US$ 3,1 bilhões por ano. Coincidentemente, é a mesma perda que a China sofreria”, disse o professor Tyner, apontando que o benefício econômico para o Brasil seria de US$ 2,7 bilhões ao ano. “Se a China impuser essas tarifas, o verdadeiro ganhador é o Brasil”.

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Fonte: Folha de S.Paulo

Chevron e Exxon querem isenção em lei de biocombustíveis nos EUA, dizem fontes

NOVA YORK (Reuters) – As gigantes globais de energia Chevron e Exxon Mobil requisitaram aos reguladores dos Estados Unidos isenções à política de biocombustíveis da nação que, historicamente, são reservadas para pequenas empresas em dificuldade financeira, de acordo com fontes próximas à questão.

O pedido vai adicionar combustível a uma disputa entre os chamados “Big Oil” e “Big Corn” sobre como a administração do presidente Donald Trump deveria tratar o Renewable Fuel Standard (RFS), uma lei de 2005 que obriga refinarias de petróleo a misturar biocombustíveis, como etanol à base de milho, à oferta nacional de combustíveis ou comprar créditos de produtores.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) já emitiu um total incomum de 25 isenções por dificuldades para pequenas refinarias nos últimos meses, de acordo com uma fonte da agência, baixando os preços do crédito de mistura e ajudando a indústria de petróleo a reduzir os custos.

Porém, a agência não revelou quais são essas companhias, citando preocupações com a divulgação de informações privadas das empresas.

Tanto a Chevron quanto a Exxon, entre as empresas de energia mais lucrativas do mundo, pediram à EPA isenções para suas fábricas menores, a refinaria da Chevron em Utah com capacidade para 54,5 mil barris por dia (bpd), e a da Exxon de 60 mil em Montana, disseram à Reuters duas fontes próximas ao assunto, na condição de anonimato.

Chevron e Exxon preferiram não comentar o tema.

Fonte: Reuters

Após sanções americanas, biodiesel da Argentina encontra mercado no Canadá

A empresa Ecofuel, pertencente a Bunge e AGD, exportou 29 mil toneladas de biodiesel mês passado e planeja um novo embarque ainda em abril, segundo confirmação de Guillermo García, gerente de Relações Institucionais da Bunge, ao La Nación. Essa é a primeira vez que o Canadá compra biocombustível do país sul americano.

Depois que o fechamento do mercado americano foi confirmado no início de abril, um novo comprador internacional apareceu para os argentinos. Esse novo “player”, embora muito celebrado pelos produtores locais, não compensará a queda de um peso-pesado, como os Estados Unidos, destino de aproximadamente 1,6 milhão de toneladas de biodiesel em 2016.

De acordo com fontes do setor, mesmo que não substitua o mercado americano, esse não deixa de ser um sinal de confiança no produto argentino que vem sofrendo com o forte impacto causado pelas sanções da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos ao seu biodiesel.

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Fonte: La Nación

Produtores de biodiesel da Malásia esperam ganhar mercado nos EUA

Expectativas são de que produtores malaios de biodiesel sejam beneficiados pelos novos direitos antidumping dos EUA sobre as importações do produto provenientes da Indonésia e da Argentina

A afirmação foi projetada pelo AmInvestment Bank Bhd (entidade privada da Malásia) em relatório, preparado sobre o setor, que destacou ainda as 235.259 toneladas de biodiesel exportadas pelo país em 2017. No último 03/04, a Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC) determinou que a indústria americana está “gravemente ferida” por causa das importações de biodiesel da Argentina e da Indonésia,  devido aos valores inferiores pago pelos insumos desses países em seu mercado interno.

Como resultado das determinações da USITC, o Departamento de Comércio emitirá pedidos de direitos antidumping sobre as importações do biodiesel da Argentina e da Indonésia, medida que poderá beneficiar o setor malaio.

O AmInvestment Bank observou ainda que, de acordo com dados da Câmara de Comércio da Malásia, as importações da Argentina foram vendidas nos EUA com margens de dumping de até 86,41%, enquanto as importações da Indonésia foram vendidas com margens de dumping de até 276,65%.

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Fonte: Borneo Post Online

Indústria Argentina rejeita decisão americana contra seu biodiesel

A Câmara de Biocombustíveis (CARBIO) taxou como “injustificada e ilegal” a ratificação da medida antidumping americana considerando as compensações “uma barreira total” ao seu produto

A CARBIO rejeitou a ratificação dos EUA, divulgada na última terça-feira (03/04)  – resultado da alegação de dumping protocolada pelos produtores americanos – que, “juntando tarifas simultâneas por alegada subvenção, incindirá ao biodiesel argentino uma taxa de 140%, o que certamente provocará o bloqueio das exportações do insumo para esse país.

A Comissão de Comércio Internacional (ITC) de Washington ratificou os direitos antidumping que o Departamento de Comércio dos EUA estabeleceu entre 60,44% e 86,41%, de acordo com cada empresa exportadora. 

“A decisão do governo norte-americano é injustificada e mostra uma política protecionista que não está de acordo com a estabelecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC). As empresas argentinas não praticavam vendas desleais ao mercado norte-americano em nenhuma circunstância “, disse o presidente do CARBIO, Luis Zubizarreta.

“Os direitos antidumping ratificados não mudam nada, mas confirmam a paralisação das vendas para os Estados Unidos por tempo indeterminado”, acrescentou o executivo.

Zubizarreta disse ainda que “Nosso biodiesel é o mais competitivo no mundo, sem subsídios e distorção de práticas, de modo que, lamento esta medida que cria ineficiência no transporte norte-americano que, para eliminar a concorrência deve pagar por um biodiesel mais caro “.

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Fonte: Clarín Rural

Taxa da China sobre soja dos EUA pode favorecer Brasil

Para a consultoria INTL FCStone, prêmios sobre cotações internacionais poderiam ser ainda maiores para o grão exportado pelo Brasil

A taxa de 25% anunciada pela China em relação à soja dos Estados Unidos pode refletir nos valores pagos pela soja brasileira, acredita a consultoria INTL FC Stone. Com a guerra comercial entre chineses e americanos e a quebra da safra na Argentina, existe a possibilidade de um direcionamento de demanda para o grão produzido no Brasil, deslocando outros compradores.

No entanto, os analistas consideram que, mesmo se toda a soja brasileira para exportação fosse direcionada ao mercado chinês, ainda não seria suficiente para atendê-lo. A consultoria estima os embarques do Brasil 69,5 milhões de toneladas neste ano. Faltariam ainda 30 milhões de toneladas para satisfazer a demanda do país asiático.

“Dessa forma, não teria como deixar de importar soja dos EUA”, explica a Analista de Mercado, Ana Luiza Lodi, no comunicado divulgado pela consultoria.

De todo modo, os prêmios a serem pagos pela soja brasileira sobre as cotações internacionais tenderiam a subir com a demanda maior. Em relação à soja norte-americana, a tendência é contrária, ainda que os asiáticos tenham que comprar o produto do país em menos escala.

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Fonte: Globo Rural

EUA define futuro da importação de biodiesel pelo país

Na última terça-feira, 3 de abril, a Comissão de Comércio Internacional dos EUA votou por unanimidade (4 a 0), a favor da National Biodiesel Board Fair Trade Coalition’s (Coalizão Nacional de Comércio Justo de Biodiesel Board, em tradução livre), reclamação de que a indústria local sofreu por causa de importações de biodiesel “despejadas injustamente” pela Argentina e Indonésia. Este parecer positivo é a última barreira processual restante antes que as ordens antidumping possam ser emitidas no final deste mês.

“Esta votação finaliza o caso e nos ajudará a reparar os danos que as práticas comerciais desleais tiveram sobre a indústria de biodiesel dos EUA”, disse Donnell Rehagen, CEO do NBB. “Produtores estrangeiros despejando produtos nos mercados americanos abaixo do custo prejudicaram os empregos e os benefícios ambientais que o biodiesel norte-americano traz para a sociedade. Estabelecer condições equitativas para a verdadeira concorrência no mercado permitirá à indústria nacional a oportunidade de colocar em ação uma substancial capacidade de produção até então ociosa”.

No mês passado, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos calculou taxas de dumping finais variando de 60,44 a 86,41% para os produtores argentinos e 92,52 a 276,65% para os produtores indonésios.

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Fonte: Biodiesel Magazine

Assessores pedem a Trump que deixe reforma em biocombustível para Congresso, dizem fontes

NOVA YORK (Reuters) – Assessores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediram para que ele deixe o Congresso liderar os esforços para reduzir o custo da política de biocombustíveis do país para empresas de refino, usando seu poder executivo somente se os legisladores não conseguirem progredir nas discussões, de acordo com três fontes próximas ao assunto.

A recomendação ressalta as dificuldades que a Casa Branca tem enfrentado na tentativa de ajustar o Padrão de Combustível Renovável (RFS, na sigla em inglês), uma lei de uma década destinada a ajudar os agricultores e a reduzir as importações de combustíveis, mas que tem dividido por anos as indústrias de milho e petróleo.

O RFS exige que as refinarias cubram o preço da mistura de biocombustíveis, como o etanol à base de milho, à oferta de combustíveis, criando um mercado lucrativo para os produtores, mas uma dor de cabeça para a indústria de refino, que aponta altos custos com a operação.

A Casa Branca de Trump organizou uma série de reuniões nos últimos meses para tentar encontrar mudanças aceitáveis para os dois lados da discussão, incluindo a possibilidade de colocar um teto no preço dos créditos de mistura que as refinarias precisam comprar para comprovar adesão ao RFS.

Mas os esforços expuseram grandes divergências entre os lobbies do milho e do petróleo, juntamente com discordâncias entre refinadores integrados, como BP e ExxonMobil, e refinarias de mercado, como a PBF Energy.

Isso significa que qualquer ação da Casa Branca vai perturbar pelo menos uma ala da base de Trump, de acordo com as fontes, que pediram para não serem identificadas.

Duas das fontes disseram que Trump concordou em atender a recomendação de seus conselheiros de deixar a questão para o Congresso, ficando em aberto a opção de agir se os parlamentares não avançarem na questão.

A terceira fonte disse que ainda não está claro o que Trump fará.

A porta-voz da Casa Branca, Kelly Love, não respondeu a um pedido de comentário. Funcionários da Agência de Proteção Ambiental (EPA), que administra o RFS, e do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) também não responderam aos pedidos de comentários.

Fonte: Reuters

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