As soluções inovadoras para gerar mais e melhores fontes de energias renováveis no mundo

Em muitas partes do mundo desenvolvido, basta acionar um interruptor para ligar uma lâmpada, uma máquina de lavar roupa, uma televisão ou um computador.

Mas não é em todo lugar que isso acontece.

Na maioria dos países em desenvolvimento, a demanda por energia está aumentando. Como resultado, apagões constantes são registrados e, não raro, se vê com frequência cidades ‘às escuras’.

Todas as fontes de energia são intermitentes, em maior ou menor grau. Mas, por sua natureza, a produção de energia renovável se move entre dois extremos: ou gera muita energia ou não gera o suficiente para atender à demanda.

Por essa razão, especialistas vêm tentando descobrir novas formas de melhorar o armazenamento de energia, de forma que o excedente, se houver, possa ser usado posteriormente quando houver desequilíbrios entre a oferta e a demanda de eletricidade.

“A necessidade de armazenar energia surge quando você entende como é incrivelmente difícil gerar eletricidade”, diz Benjamin Sovacool, professor de Política Energética da Universidade de Sussex, no Reino Unido.

Energias renováveis

Embora 176 países no mundo, incluindo o Brasil, tenham uma política de energia limpa, o mundo ainda depende em grande parte do petróleo, do gás e do carvão.São combustíveis fósseis que, segundo cientistas ambientais da ONU, terão “impactos sérios, generalizados e irreversíveis sobre as pessoas e os ecossistemas” se nada for feito para mudar essa realidade.

John Goodenough, um cientista pioneiro e professor universitário, criador de baterias de íons-lítio, defende que a humanidade precisa repensar como produz e armazena energia.

“A dependência da sociedade moderna de combustíveis fósseis não é sustentável. Portanto, temos que encontrar em um futuro muito próximo uma maneira de produzir energia e, em seguida, armazená-la em uma bateria [em larga escala]”, diz ele.

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Fonte: BBC Notícias

Energia renovável movimenta pesquisadores brasileiros

Pesquisadores de universidades brasileiras dedicam-se a projetos para tornar a matriz elétrica mais sustentável. A instalação de painéis fotovoltaicos sobre lagos e hidrelétricas é uma das alternativas em desenvolvimento

Da energia total gerada no Brasil, 6% vêm do Sol e dos ventos; e a previsão é de que, em 2040, essas fontes renováveis representem 43% da matriz energética. Nesse desafio de mexer nas estruturas reduzindo o uso de combustíveis fósseis — projeto traçado por outros países —, o trabalho de cientistas pode ocupar lugar estratégico. Espera-se das universidades e dos institutos, por exemplo, soluções para aproveitar os recursos com o máximo de eficiência e o mínimo de resíduos tóxicos.

Há iniciativas nesse sentido em universidades brasileiras. Entre os projetos estão a implantação de painéis fotovoltaicos flutuantes sobre lagos de hidrelétricas, o uso de uma usina solar para suprir até 8% do consumo de eletricidade em um campus universitário no semiárido nordestino e a construção de uma biorrefinaria que produzirá combustíveis ecológicos a partir de microalgas.

“Nosso país vem apostando nas energias renováveis como solução estratégica para a diversificação da matriz elétrica nacional e a democratização do setor. Como resultado, particularmente nos casos de solar e eólica, os mercados vêm crescendo exponencialmente no Brasil”, afirma Alexandre Costa, diretor de Eólica do Centro de Energias Renováveis da Universidade Federal de Pernambuco (UPFE). O centro conduz estudos para a criação e o aprimoramento de painéis fotovoltaicos e turbinas eólicas, além de análises estatísticas para monitorar e prever a eficiência desses sistemas.

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Fonte: Correio Braziliense

Especialistas pedem políticas que fomentem energias renováveis na América Latina

Santiago, 3 Abr 2018 (AFP) – Os especialistas exigem políticas econômicas de longo prazo na América Latina para realizar a transição da matriz energética para fontes renováveis não convencionais, como a solar ou a eólica.

“Precisamos de um roteiro claro”, disse Eduardo Valente, sócio de Energia e Mineração da consultora EY, no âmbito do Latam Energy Forum, que começou nesta terça-feira em Santiago e vai durar dois dias.

A realidade dos países é muito diferente. Enquanto Chile e Uruguai fizeram apostas claras nas energias solar e eólica, respectivamente, no Peru, por exemplo, presa de uma crise política nos últimos meses que terminou com a mudança de governo, o avanço está muito atrasado, segundo César Butrón, presidente do COES-SINAC.

Financiamento e comercialização, integração das energias renováveis não convencionais à rede, interconexão regional ou novas soluções de estabilidade para os sistemas elétricos, são algumas das arestas da produção energética limpa na região ainda não resolvidas.

Diante da tendência de aposentar os combustíveis fósseis, “o que vamos ver na próxima década vai ser surpreendente. Isto é cada vez mais rápido, mais radical e mais forte”, assegurou José Ignacio Escobar, diretor-geral para a América do Sul da espanhola Acciona Energía.

Ele acrescentou que espera que em 2030 tenhamos um mundo com mais de 50% de energias renováveis.

Se a região explorasse apenas 10% do potencial de energia eólica e solar, a produção energética seria 8 e 14 vezes maior, respectivamente, que o consumo de energia atual de 21 países da região, apontou Carolina Zelaya, secretária executiva da Comissão Nacional de Energia do Chile.

– Uruguai, o laboratório -A experiência do Uruguai, “um laboratório da realidade”, foi exposta como exemplo neste fórum de especialistas.

Desde 2010 este país investiu sete bilhões de dólares para mudar sua matriz energética, apostando na geração eólica, lembrou Gonzalo Casaravilla, presidente da Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas (UTE).

Só em quatro anos, a energia produzida pelo vento passou de 1% do total, em 2013, a 31%, em 2017. Em março passado, a energia eólica se tornou a principal fonte de geração pela primeira vez, alcançando 41% de participação, disse Casaravilla, citando uma notícia desta terça-feira da imprensa local.

“Se nos movemos bem e trabalhamos as relações com as pessoas, a troca e a confiança, há muitas oportunidades para trabalhar”, apontou.

Os produtores de energia ainda terão que resolver problemas como o armazenamento para combater a irregularidade da produção, que diminui quando o sol se põe ou os ventos remitem.

As interconexões são outro dos obstáculos que os países sul-americanos tem que superar, “muito menores” que na Europa, Estados Unidos e Canadá ou inclusive América Central.

Para chegar a 100% de renováveis, são necessárias todas as tecnologias, mareomotriz, eólica, solar ou outras que forem aparecendo, lembram os especialistas.

“A digitalização vai nos permitir ter respostas muito rápidas”, disse Luis Meersohn, vice-presidente de Energia da Siemens.

Fonte: AFP

Matriz deve levar em conta a segurança energética, dizem representantes do governo

A exclusão das usinas termelétricas da matriz energética brasileira é meritória, mas qualquer decisão na contratação futura de energia deve levar em conta a segurança na produção e oferta. A avaliação foi feita nesta terça-feira (27) por representantes do governo em audiência pública sobre o Projeto de Lei do Senado (PLS) 154/2016, que prioriza a geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis e prevê a exclusão, em leilões de energia nova, de usinas termelétricas que utilizem derivados de petróleo.

Relator da proposta na Comissão de Meio Ambiente (CMA) e autor do requerimento de audiência pública, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) ofereceu parecer contrário ao PLS 154/2016. Ele argumenta que instituir proibições, sobretudo em leis, retira das autoridades a flexibilidade necessária para formulação e implementação de políticas públicas eficazes.

Coordenador-geral de Fontes Alternativas do Ministério de Minas e Energia, Lívio Teixeira de Andrade Filho disse que o projeto está em consonância com as metas do planejamento energético do país, mas observou que a vedação das termelétricas pode ser prejudicial ao país.

— O ministério sempre pautou a questão de não descartar nenhuma fonte de energia que tem no país. Apesar de estarmos em consonância com o projeto, a vedação da fonte não é conveniente. A gente não sabe o que pode acontecer no futuro, em termos de segurança energética — afirmou.

Lívio observou que o Brasil tem matriz energética bastante renovável. De 2012 a 2016, a oferta interna de energia foi de 81,7%, contra 22%  no restante do mundo. No mesmo período, houve expansão de 90% de energia renovável, com destaque para a energia eólica e solar, com participação de 26%. As hidrelétricas respondem por 83% da matriz energética nacional. Em relação às fontes não renováveis, o gás liquefeito de petróleo responde por 49,8%, seguido do urânio (14%) e óleo (10,7%).

Na avaliação do representante do Ministério do Meio Ambiente, Adriano Santhiago de Oliveira, toda redução de emissão poluente vai ser relevante e todo estímulo à energia renovável será fundamental.

— Embora seja importante considerar a redução da emissão de efeito estufa, a segurança energética também deve ser considerada, e o projeto deve estar adequado ao planejamento energético que o ministério apresenta. Temos quase 82% da nossa matriz energética em fontes renováveis, mas aspectos de competência de outros ministérios, em termos de segurança energética, devem ser considerados na tomada de decisão — afirmou.

Superintendente de Concessões e Autorização de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Hélvio Neves Guerra apontou o crescimento das fontes renováveis no Brasil, mas ressaltou a participação expressiva das termelétricas na matriz energética.

— As fontes renováveis representam grande parte da matriz. As usinas hidrelétricas têm 61% da matriz. As usinas de menor porte e eólicas já respondem por 8%, as fotovoltaicas já representam 1% da matriz energética brasileira, hoje com 165 mil megawatts instalados. As termelétricas têm participação expressiva, com 35%.  Sessenta e sete por cento das termelétricas são fósseis, mas 33% usam alguma energia renovável, como a biomassa — afirmou.

Autor do PLS 154/2016, o senador Hélio José (Pros-DF) afirmou que o Brasil sempre boicotou a implantação de novas fontes energéticas.

— O Brasil, lamentavelmente, com toda capacidade tecnológica, não fabrica equipamentos fotovoltaicos competitivos por falta de investimento e fomento no setor. Isso é um desserviço ao Brasil, que tem sol o ano inteiro. O projeto não engessa o governo, e excetua as questões emergenciais — afirmou.

Flexa Ribeiro, por sua vez, reiterou que o projeto é meritório por favorecer o combate à poluição, mas destacou que “não há segurança energética se não tivermos as termelétricas em stand by”.

Fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Uma das maiores poluidoras da Europa aposta na energia eólica

(Bloomberg) — Após décadas promovendo o carvão como garantia da segurança energética nacional, a quarta maior emissora de gases causadores do efeito estufa da Europa está mudando de postura e adotando a energia eólica.

A PGE, maior empresa de serviços públicos da Polônia, quer usar turbinas para aproveitar os ventos do Mar Báltico e, futuramente, fornecer 2,5 gigawatts com a tecnologia até 2030.

A empresa estuda a possibilidade de formar parceria com um dos principais atores europeus no projeto e está trabalhando também para acelerar os investimentos em usinas geradoras movidas a gás e em centrais de cogeração de calor e eletricidade, segundo Monika Morawiecka, diretora de estratégia da empresa.

As iniciativas são um reflexo da queda do custo das turbinas eólicas e do aumento dos custos das licenças de emissão. Como a União Europeia está decidida a reprimir os combustíveis fósseis, que são prejudiciais ao clima, até mesmo as empresas de serviços públicos mais poluidoras estão começando a avaliar como limpar seus setores.

“O custo menor das energias renováveis é um avanço positivo, e o aumento dos preços do CO2 é negativo, porque consome recursos que poderíamos investir em fontes ecológicas”, disse Morawiecka, em entrevista. “A escolha do investimento é simples para nós: caminhamos em direção ao cenário mais barato.”

Redução no uso de carvão

O governo da Polônia, de direita, também está mudando de opinião. Recentemente, anunciou um plano para reduzir a dependência do carvão, que gera mais de 80% da eletricidade do país e sustenta empregos na indústria da mineração, no sudoeste do país.

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Fonte: Bloomberg

Ampliação de energias renováveis requer planejamento e nova legislação, dizem especialistas

O aumento no uso de energias renováveis passa por uma mudança de mentalidade, com planejamento urbano, legislação atualizada e profissionais preparados. É a opinião dos especialistas do setor energético que participaram do debate promovido pela Comissão Senado do Futuro (CSF), nesta segunda-feira (12).

A discussão faz parte do ciclo de debates intitulado 2022: O Brasil que Queremos, que tem o objetivo de discutir medidas para o desenvolvimento social, tecnológico e econômico do país.

Planejamento Urbano

Cristiano Trein, tecnologista da Agência Espacial Brasileira, entende que é necessário incluir a energia como ferramenta da garantia do desenvolvimento sustentável das cidades e também da sua função econômica e social. Para ele, energia deve fazer parte do plano diretor dentro do estatuto das cidades.

O especialista ressalta que, atualmente, mais da metade da população mundial vive em cidades. A projeção é de que nos próximos 12 anos, o Brasil deva passar de 208 milhões para 223 milhões de habitantes. Para atender à demanda, é importante investir mais em energia renovável intermitente, como a solar, mas não só ela.

— Se aumentamos a nossa matriz apenas com fonte intermitente, vai nos faltar capacidade de manobra do sistema.  Isso coloca em risco a segurança energética. É importante que se compreenda que há um limite para a energia solar fotovoltaica, por ser intermitente. Hoje ainda carecemos do desenvolvimento de baterias mais baratas e mais eficientes — destacou.

Cristiano também apontou a necessidade da redução da perda de 17% da energia desde a geração até o consumo. Nesse sentido, ele cobrou um modelo de desenvolvimento mais sustentável.

Matriz energética

O representante do Ministério de Minas e Energias, Lívio Andrade Filho, apontou a diversificação da matriz energética do país, com 80% de fontes renováveis. As hidrelétricas ainda representam a maior parte, mas a energia eólica já cresceu 12%, seguida ainda de longe pela solar e pela biomassa. E as perspectivas são otimistas, segundo ele.

— A projeção é que em 2026 a gente chegue a 86,9% de energias renováveis. A eólica deve subir para 12,5% e a solar deve chegar a 2% — disse.

Para Lívio, as vantagens das fontes renováveis de energia são várias, desde a redução de perdas e a segurança no abastecimento e até a permissão de arranjos, como consórcios e cooperativas. Ele explicou que o governo federal pode incentivar mais empreendimentos oferecendo preços atrativos ao investidor, por meio de leilões.

Recursos Humanos

Rafael Shayani, professor da Universidade de Brasília (UnB), apontou como um dos desafios para o futuro a formação dos profissionais do setor energético. Questões como energia limpa e acessível, combate às alterações climáticas e educação de qualidade devem estar na pauta.

O perfil desse novo profissional deve englobar uma visão mais diversificada sobre energia elétrica para apresentar soluções modernas, defendeu o professor. Para ele, o mais importante não é o custo, mas os benefícios para sociedade, os objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

— Como as universidades preparam os engenheiros? Os pontos a serem estudados por profissionais da área devem observar a relação entre energia e meio ambiente, justiça social e saúde pública, direitos humanos, erradicação da pobreza e cidadania mundial.

Legislação

José Roberto Simões, professor da Universidade de São Paulo (USP), elogiou a instalação de projetos de energia solar com os existentes na Bahia e no Piauí. No entanto, cobrou mudanças na legislação para que o setor comece a trabalhar com um novo conceito da geração distribuída, “um novo paradigma”. O Brasil precisa parar de gerar energia muito distante dos centros consumidores e apostar no pequeno produtor, sugeriu.

— Evitaríamos grandes investimentos e a tecnologia já está aí: os painéis fotovoltaicos. E aperfeiçoaríamos o sistema de compensação. Se a gente não fizer isso da maneira correta, a tecnologia vai superar a legislação, que já está avançada, mas deveríamos ser um pouco mais ousados e soltar essas amarras – defendeu .

Já o presidente da Comissão Senado do Futuro, Hélio José (Pros-DF), lembrou que há algumas propostas legislativas de sua autoria para o setor energético tramitando na Casa. No entanto, ressaltou o “forte lobby” das termelétricas, que barra o avanço da exploração de fontes renováveis. Mesmo assim, o senador destacou o esforço por mais recursos para o setor. Para ele, é preciso cada vez mais investir em pesquisa e desenvolvimento.

Fonte: Agência Senado

O Futuro das Energias Renováveis na União Europeia

O uso de energia renovável tem muitos benefícios potenciais, incluindo uma redução das emissões de gases com efeito de estufa, diversificação da energia e suprimentos e uma dependência reduzida nos mercados de combustíveis fósseis (em particular o óleo e gás). O crescimento de fontes de energia renovável também pode ter o potencial para estimular o emprego através da criação de empregos em novas tecnologias “verdes”.

A energia renovável na UE cresceu fortemente nos últimos anos, atingindo um aumento da quantidade de energia proveniente de fontes renováveis de cerca de 8,5% em 2004 até 16,7% em 2015 (Eurostat, 2017). Em 2009, o Parlamento Europeu e o Conselho aprovaram o chamado RES Diretiva, alterada em 2013, e que estabeleceu uma participação obrigatória de 20% da UE no consumo de energia a partir de fontes de energia renováveis (RES) até 2020, com objetivos específicos para cada Estado-Membro. Além disso também exigiu que todos os membros do Estado utilizassem fontes limpas para obter 10% dos seus combustíveis de transporte a partir de fontes renováveis até 2020 e apresentou critérios para a sustentabilidade dos biocombustíveis.

Em 2015, o RES a Diretiva e a Diretiva relativa à qualidade dos combustíveis (FQD) foram revistas para reconhecer mitigar o impacto ambiental negativo que a produção de biocombustíveis pode ter em termos de alteração indireta do uso da terra e gases com efeito de estufa (GEE) relacionados emissões.

Estas revisões da Diretiva RES e do FQD foram reforçadas os critérios de sustentabilidade para os biocombustíveis e imploram mais rigorosos requisitos em termos de redução de emissões de GEE. Em 30 de novembro de 2016 a Comissão Europeia lançou o pacote Clean Energy, que incluiu uma reformulação da Diretiva RES, com o objetivo de atingir os objetivos e mudar o quadro da UE sobre o clima e a energia, em particular o objetivo vinculativo de 27% na participação da UE nas RES no consumo final de energia até 2030.

O último relatório de progresso sobre a implementação da diretiva RES (fevereiro de 2017) observa que a grande maioria dos países da UE está rastreando bem seus objetivos vinculativos para as energias renováveis.

Fonte: Biomassa BR

Energias renováveis serão tema de debate na Comissão Senado do Futuro

A Comissão Senado do Futuro (CSF) reúne-se na segunda-feira (12), a partir das 18h, para debater o cenário e as perspectivas de uso de energias renováveis no país. A discussão faz parte do ciclo de debates intitulado 2022: O Brasil que Queremos, que tem como objetivo discutir medidas para o desenvolvimento social, tecnológico e econômico do país.

As energias renováveis são aquelas proveniente de recursos naturais capazes de manter-se disponíveis durante um longo prazo, por meio de fontes que se regeneram ou que se mantêm ativas constantemente. Sol, ventos e o calor do planeta são exemplos de recursos naturais que se renovam.

Para debater o tema, foram convidados José Roberto Simões Moreira, professor da Universidade de São Paulo (USP); Carlos Alexandre Príncipe Pires, coordenador-geral de Eficiência Energética do Ministério de Minas e Energia; Surya Mendonça, presidente da Empresa Brasileira de Energia Solar; Cristiano Trein, tecnologista da Agência Espacial Brasileira; e Rafael Shayani, professor da Universidade de Brasília (UnB).

A questão das energias renováveis é o primeiro dos 12 temas do ciclo de debate que deve abordar, entre outros assuntos, educação, economia, empreendedorismo e saúde pública, além de políticas ambientais. Segundo o presidente da comissão, senador Hélio José (Pros-DF), a série de audiências públicas deverá ocorrer durante todo o ano de 2018.

A reunião será na sala 3 da Ala Alexandre Costa, no Anexo 2 do Senado.

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe: 
http://bit.ly/audienciainterativa
Portal e-Cidadania:
www.senado.gov.br/ecidadania
Alô Senado (0800-612211) 

 

Fonte: Agência Senado

União entre WBA e IRENA irá promover ainda mais a Bioenergia no mundo

Parceria entre as instituições irá alavancar projeto Coalização pela Ação

A Associação Mundial de Bioenergia (WBA – sigla em Inglês) anunciou na última semana que se juntou a Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA) para fortalecer ainda mais o projeto chamado Coalização pela Ação, o qual foi criado em 2014 e vem buscando incentivar o uso de energias limpas pelo mundo.

De acordo com a IRENA, o projeto começou com 35 organizações industriais e da sociedade civil sobre energia renovável, as quais assinaram um uma declaração conjunta sobre a formação de uma Coalizão de Ação para garantir o apoio público para energias renováveis. Com a entrada da WBA, os avanços são ainda maiores em 2018 chegando a 77 membros incluindo empresas privadas, associações industriais, sociedade civil, institutos de pesquisa e organizações internacionais.

O projeto forma uma rede internacional chave para discutir as tendências da indústria, compartilhar conhecimentos e trocar as melhores práticas para a transformação global da energia. A coalização de Ação opera através de alguns fluxos de trabalho como grupo de trabalho de negócios e investidores, subgrupo energético comunitário e grupo de trabalho de comunicação.

Segundo o diretor executivo da WBA, Bharadwaj Kummamuru, a união entre instituições será de extrema importância para o setor renovável do país. “Ao juntar-se à coalizão, a WBA e a IRENA podem trabalhar mais de perto para promover a bioenergia e abordar as diversas questões socioeconômicas e tecnológicas relacionadas à bioenergia e desenvolvimento renovável” ressaltou ele.

De acordo com a WBA a Bioenergia é a maior fonte de energia renovável globalmente e a WBA é a principal voz global para a comunidade de bioenergia. Ao se juntar ao IRENA CoA, a WBA pode aumentar a proeminência da bioenergia e comunicar de forma eficaz os múltiplos benefícios do desenvolvimento de bioenergia sustentável.

Fonte: Thayssen Carvalho – Biomassa BR

Expansão das renováveis na Europa exige investimento de 59 bilhões de euros por ano

Agência internacional de energias renováveis indica que até 2030 a União Europeia poderá expandir de 17% para 34% a quota das fontes limpas no seu consumo de energia.

A Europa conseguirá alcançar uma incorporação de renováveis no consumo de energia de 34% até o ano 2030, mas para isso precisará investir cerca de 59 bilhões de euros por ano, indica um estudo divulgado na última terça-feira (20) pela IRENA, a Agência Internacional de Energias Renováveis.

O estudo indica que a União Europeia tem ao seu alcance uma duplicação da quota de renováveis no consumo energético, que em 2015 se situava em 17%. E todos os países europeus terão potencial para reforçar a penetração das fontes limpas na sua matriz energética.

Segundo o documento, “alcançar uma quota de 34% de renováveis até 2030 exigiria um investimento médio em energias renováveis estimado em 73 bilhões de dólares por ano”, o equivalente, ao câmbio atual, a 59 bilhões de euros anuais.

De acordo com a IRENA, em 2016 a Europa investiu entre 50 e 56 bilhões de dólares (40/45 bilhões de euros) em energias renováveis.

Embora os investimentos para aumentar a quota das renováveis sejam elevados, a agência internacional nota que os efeitos macroeconômicos seriam ainda mais significativos, com um impacto positivo ao nível do emprego gerado. A IRENA indica que as renováveis empregam atualmente 1,2 milhões de pessoas na Europa.

Para atingir os 34% de fontes renováveis no consumo final de energia, a Europa poderá recorrer a um conjunto diversificado de soluções.

Segundo a IRENA, o leque de opções inclui investimentos indutores de poupanças mais acentuadas, como a energia eólica, solar, hídrica e geotérmica, mas também investimentos geradores de poupanças mais moderadas, como bombas de calor, veículos elétricos e energia solar térmica na indústria. Mas a agência identifica também hipóteses que teriam custos adicionais, como a biomassa na indústria, o bio-etanol e o bio-querosene.

Fonte: Expresso

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