BP: Crescimento da procura mundial por petróleo vai parar no final da década de 2030

O crescimento da procura mundial de petróleo vai parar durante os últimos anos da década de 2030, prevê a petrolífera britânica BP na sua análise anual das perspectivas do mercado de energia, divulgada esta terça-feira (20)

O aumento da produção de petróleo de xisto pelos EUA vai determinar o crescimento da oferta na próxima década, segundo o documento “Energy Outlook 2018” da BP Petrolífera. Porém, próximo a 2030, os analistas previram que os produtores do Médio Oriente vão adotar uma nova estratégia para aumentar a sua quota de mercado e tornar a ultrapassar a produção norte-americana.

Nas próximas décadas, o setor de transportes verá o crescimento da busca por petróleo ser direcionada pelos meios aéreos, marítimos e ferroviários, apontando para uma queda antes de 2040. A partir daí, a principal fonte para utilização de petróleo estará nos usos “não combustíveis”, em particular como matéria-prima para a indústria petroquímica.

Durante o período considerado para análise, a BP antecipa que a procura de gás natural vai crescer “de forma sólida” e chegar a superar o carvão como a segunda fonte de energia. A petrolífera sublinhou ainda, a importância crescente dos automóveis elétricos, que em 2040 vão representar 15% dos automóveis em circulação.

Contudo, “a ideia de que o rápido crescimento dos carros elétricos pode provocar o colapso na procura por petróleo, simplesmente não está apoiada nesses números primários”, ressaltou, em comunicado, o economista-chefe do grupo, Spencer Dale.

A BP antecipou também um aumento em 400% das energias renováveis, avanço este impulsionado pela crescente competitividade da produção de energia solar e eólica. Os subsídios a estas produções vão desaparecer de forma paulatina a partir da segunda metade da década de 2020, à medida que possam fazer concorrência às energias fósseis.

A China vão ser a principal fonte de crescimento neste setor, ao acrescentar mais potência, proveniente das fontes de energia renováveis nos próximos 20 anos, do que todos os Estados membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento. “Em 2040, o petróleo, o gás, o carvão e os combustíveis não fósseis vão representar, cada um deles, um quarto da energia mundial”, previu Dale.

O cenário analisado pela BP contempla um aumento das emissões de dióxido de carbono em 10% até 2040. Apesar de se tratar de um aumento mais lento do que o ocorrido nos últimos 25 anos, “todavia está acima da média estabelecida e necessária para conseguirmos cumprir os objetivos do Acordo do Clima, em Paris”, preveniu o grupo petrolífero.

O administrador da BP, Bob Dudley, sustentou, por seu lado, que a estratégia da empresa tem de adaptar-se às “mudanças significativas” que se aproximam no mercado da energia.

“Não podemos prever para onde nos levam estas mudanças, mas podemos usar este conhecimento para estar alerta e preparados para assumir o nosso papel e responder às necessidades energéticas do amanhã”, afirmou Dudley.

Fonte: Jornal Negócios

Quase 95% da energia gerada em MT tem fontes renováveis; excedente é exportado

Quase 95% da energia elétrica gerada em Mato Grosso em 2017 veio de fontes renováveis, de acordo com dados apurados pelo grupo Energisa. O relatório aponta que, do total 93,32% tem origem hídrica, enquanto as outras fontes como Biomassa e Solar Fotovoltaica somaram 1,24%. Já as fontes não renováveis (Diesel e Gás Natural) somaram apenas 5,44%.

Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), além do desempenho das fontes renováveis, a geração em 2017 de todas as fontes foi suficiente para atender a demanda total do Estado e ainda exportar para o Sistema Interligado Nacional, um excedente de produção de 48%.

De acordo com o Coordenador de Energia da adjunta de Indústria, Comércio, Minas e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Teomar Magri, o Brasil possui umas das matrizes mais limpas e completas de geração de energia elétrica do mundo. São cerca de 75,5% de renováveis, destacando nos últimos anos o crescimento das fontes eólicas e solar.

“Os países desenvolvidos possuem em média 23,1% de energias renováveis na sua matriz enquanto os demais atingem cerca de 22,5% em média, ou seja, Mato Grosso com 94,56% de geração renovável, sem dúvida está na vanguarda no nosso país quando se fala em geração de energias renováveis, com expectativa de crescimento nos próximos anos as fontes hídricas, solar e de biomassa, como já vem sinalizando”, diz.

O último ano fechou com 107 empreendimentos  de geração de energia elétrica do além 285 empreendimentos relativos a micro e mini usinas Solar Fotovoltaicas na modalidade de geração distribuída. No total são:11 Usina Hidrelétrica (UHE’s); 1 UT a Gás Natural; 7 UT’s de Biomassa (Bagaço de cana, cavaco de madeira, capim elefante); 4 UT’s a Óleo Diesel; 84 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH’s e CGH’s).

O último Balanço Energético de Mato Grosso publicado em parceria da Sedec com a Universidade Federal de Mato Grosso divulgou a distribuição da matriz energética no Estado que é formada predominantemente pelas hidrelétricas (75%), cuja matéria prima é a água, usinas termelétricas (20%), que geram energia a partir do gás e da biomassa (5%), a partir, por exemplo, do bagaço da cana de açúcar.

Incentivo

Mato Grosso após iniciativa da Sedec foi um dos primeiros Estados a isentar o ICMS na modalidade de micro e minigeração distribuída a partir da adesão ao Convenio Confaz 16/2015 pelo Convênio 130/2015 em 04/11/15 e regulamentado pelo Decreto Lei 382/15 do Governo do Estado em 29/12/15 com validade a partir de 01/01/16. Nesta modalidade estão contemplados os empreendimentos com até 1.000 kW de potência instalada de fontes renováveis como CGH’s, Biogás, e, principalmente a Solar Fotovoltaica.

 

Fonte: Agro Olhar

Piauí recebe novos investimentos em energias renováveis

Em reunião, no Palácio de Karnak, na última quinta-feira (1º), o governador Wellington Dias recebeu representantes da Enel Green Power, maior empresa de energia solar da América Latina. A multinacional já atua no Piauí e agora amplia investimentos para os municípios de Lagoa do Barro e São Gonçalo do Gurguéia. Na ocasião, foi apresentado o potencial de geração elétrica de novos investimentos e discutida a parceria para a capacitação de pessoal e infraestrutura necessária.

Com a maior área de exploração de energias renováveis ofertada no último leilão da União, o Piauí tem ampliado os investimentos na geração de energia solar e eólica. “Foram apresentados os investimentos em São Gonçalo do Gurguéia, que será um grande parque solar da região, duas vezes maior do que a de Ribeira do Piauí (Usina de Nova Olinda), e em outras regiões como Lagoa do Barro e Queimada Nova”, informou o secretário de Estado da Mineração e Energias Renováveis, Luís Coelho.

Para o gestor, a energia solar rapidamente irá chegar a 1 gigawat devido às novas aberturas de usinas fotovoltaicas no território piauiense e ao novo leilão da União previsto para 4 de abril. O Piauí possui mais de 1,3 GW só de energia eólica o que, de acordo com o governo, já é maior que o consumo de todo o estado.

Em São Gonçalo do Gurguéia, a planta deve entrar em operação no início de 2021 e gerar mais de 850 GWh de energia renovável por ano quando estiver em plena operação. O Grupo Enel investirá cerca de 355 milhões de dólares na construção dessa planta, em linha com os investimentos previstos no plano estratégico da companhia.

Na região de Lagoa do Barro, a produção regulada, estabelecida em leilão, é 510 megawatts e vai se extender para os municípios de Queimada Nova e Dom Inocêncio. Uma vez em plena operação, a planta será capaz de gerar, por ano, mais de 2.400 GWh de energia renovável. Com capacidade instalada total de 618 MW, o investimento para a construção da planta, que contará com duas unidades menores no território da Bahia, equivale a aproximadamente 750 milhões de dólares.

Juntos, os novos investimentos da empresa multinacional chegam a U$ 1,1 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 3 bilhões.

“Fizemos uma reunião de trabalho para priorizar a contratação de empresas, de pessoas, cuidar da qualificação, da segurança, do licenciamento e da regularização fundiária. E da integração entre os dois municípios e os outros da região”, explicou o governador Wellington Dias.

Fonte: Ascom

Ceará pode chegar a 125 MW com novas usinas fotovoltaicas até final de 2018

Relatório da EPE indica que quatro das cinco novas unidades deverão iniciar operação a partir do dia 1º de novembro, o que ajuda o Estado a atingir a meta ainda neste ano.

Até o fim de 2018, o Ceará deverá iniciar atividade de 80% dos 150 megawatts (MW) de potencia de geração de energia fotovoltaica, ou solar, contratada pelos leilões de da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atingindo o patamar de 125MW neste ano.

Atualmente, o Estado conta apenas com a operação da Usina de Tauá, que tem a capacidade de 5 MW. Mas com a atualização do total previsto, conforme dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Ceará já ocupa o posto de quinto maior estado na produção de energia solar, com um total de 155 MW.

Segundo os dados repassados pela EPE, quatro usinas de grande porte – as Apodi I, II, III e IV – tem entrega prevista, ou seja, liberação das cargas já integradas à rede de distribuição de energia, para o primeiro dia de novembro deste ano.

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Cada unidade será responsável pela potência de 30 MW, tendo sido investidos cerca de R$ 120 milhões por cada empreendimento. Mas a usina FRV Massapê, responsável pelos 30 MW restantes para completar a potência máxima de 150 MW que devem ser entregues,

está sem previsão de entrega.

De acordo com o Ministério do Planejamento, a usina está em estágio de licitação de obra, com a última atualização sendo feita no dia 30 de junho de 2017. O investimento previsto para esse empreendimento é, segundo a EPE, de R$ 139,49 milhões.

Ainda segundo o relatório, o preço de venda para as unidades é de R$ 300,88 por megawatt/hora (MWh) para as Apodi I, II, III e IV, e de R$ 200,82 por MWh para FRV Massapê.

Com a adição das cinco novas usinas, o Ceará ficará atrás, em potência fotovoltaica, apenas da Bahia, que lidera o ranking com 682 MW, seguida por Minas Gerais, com 501 MW; Piauí (270 MW); e São Paulo (245 MW).

O Rio Grande do Norte e a Paraíba vem logo em seguida na lista, com potência total de 146 MW e 144 MW, respectivamente. Dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSolar).

Capacidade

Mesmo assim, o Estado ainda está bem abaixo do potencial de produção para esse setor de energia renovável, segundo Rodrigo Sauaia, presidente da ABSolar.

“Existe um potencial muito grande da utilização dessa modalidade nas zonas rurais ou na inserção nos prédios públicos e habitação popular. É um potencial inexplorado de um setor que pode até reduzir o custeio da máquina pública”, disse.

Conforme um estudo da EPE, publicado em maio de 2016, o potencial técnico para o Ceará “representa três vezes o consumo final de eletricidade nacional”. No entanto, o aproveitamento dessa capacidade depende de outros fatores, como alguns acordos comerciais.

Para aproveitar o mercado, o Governo cearense sinalizou que deverá apresentar um novo material para ajudar a identificação de pontos de investimento.

“O Estado está produzindo um novo Atlas da energia solar no Ceará e isso irá ajudar empreendedores e pessoas comuns a identificarem possibilidades de investimento. E essa área é bom, pois recupera o dinheiro investido, em média, após 6 anos, com equipamentos que têm garantia de performance de, pelo menos, 25 anos. Então são 19 anos de produção de energia sem gastos”, analisou.

Consumo

Mesmo perdendo nominalmente 2 projetos, passando de 682 para 680, segundo dados da Aneel, o Ceará ainda é o quarto estado do País na geração distribuída de energia. Com um potencial de 12,3 MW, o Estado fica atrás apenas de São Paulo, com 23,8 MW; Rio Grande do Sul (26 MW); e Minas Gerais (37 MW).

A produção dos micro e minigeradores de energia solar cearenses representam 7,1% de todo o potencial do País, que teve registrado cerca de 174,2 MW segundo o último balanço da ABSolar. Atualmente, 469 pontos residenciais foram registrados pela EPE no Ceará. 158 são unidades comerciais e 18 pontos são do setor industrial.

“O Número está muito abaixo do potencial do Estado, se considerarmos que em toda a rede de distribuição, apenas 680 pontos usem energia solar, mas o Ceará já deu o primeiro passo em direção à produção de energias renováveis”, disse Sauaia.

 

Fonte: Ambiente Energia

Investidores descobrem no Brasil os melhores ventos do mundo para fazendas de energia eólica

Recuperação da economia atrai investimentos estrangeiros em fazendas eólicas no Nordeste

No Nordeste brasileiro, para além das praias e resorts paradisíacos, encontram-se alguns dos melhores ventos do mundo para gerar eletricidade. Bem-vindo a Serra Branca. É o céu dos geradores eólicos de energia. Como nenhum outro lugar, a região abriga ventos perfeitos para girar turbinas. Prova mais recente disso foi demonstrada pela Voltalia, empresa francesa de energias renováveis, que acaba de ganhar contratos para expandir suas fazendas e produzir eletricidade eólica a custos mais baixos já vistos no Brasil.

Nossa estratégia é ganhar escala naquela região”, diz Robert Klein, diretor-presidente da Voltalia no Brasil. “Volume de produção é fundamental para sermos competitivos”.

Os planos de expansão da Voltalia deixam transparecer o enorme potencial para o mercado de energia eólica no Brasil. Já operam no país turbinas capazes de gerar quase 11 gigawatts, o que, segundo dados de 2016 do Conselho Mundial de Energia Eólica, colocam o país na 5ª posição do ranking mundial.

As brisas consistentes dão ao Brasil uma média de 39% de aproveitamento constante da capacidade instalada. É o melhor índice do mundo. E o estado do Rio Grande do Norte, onde fica Serra Branca, tem índices mais elevados ainda, com ventos de alta velocidade e pouca mudança de direção. Isso explica por que o estado responde pela maior capacidade eólica do país, com 2,7 gigawatts instalados, seguido da Bahia, com 1,6 gigawatts.

Alta eficiência

Duas das fazendas eólicas da Voltalia estão ranqueadas entre as “top 5” em eficiência no Brasil, em 2016, com aproveitamento de 60,8% e 58,4%, segundo classificação da Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

Com “enormes recursos eólicos e alguns dos melhores ventos do mundo”, o Brasil “tem o potencial de um mercado muito forte” – avalia Gurpreet Gujral, analista do Macquarie Bank. O país tem como meta elevar a capacidade de produção de energia limpa para 19 gigawatts até 2026, diversificando suas fontes.

Mais ventos significam mais eletricidade à venda, o que permite à Voltalia oferecer preços mais competitivos. No mês passado, a companhia ganhou contratos licitados pelo governo para fornecer energia em diferentes 5 projetos, totalizando 155 megawatts. Num dos leilões, ofereceu entregar eletricidade por R$ 96,90 o megawatt-hora, um recorde em termos de preços baixos.

A empresa deverá investir R$ 867 milhões nos projetos, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). As usinas do primeiro leilão deverão se integrar ao sistema em dezembro de 2020. As do segundo leilão, em dezembro de 2022.

A Voltalia está implantando fazendas eólicas capazes de gerar 1.000 megawatts na região, e deverá entrar na disputa na próxima rodada de leilões, em abril. Parcerias com fornecedores, como fabricantes de turbinas, têm ajudado a Voltalia a manter os custos baixos – segundo o diretor da empresa. “Nosso apetite continua voraz”, assegura Robert Klein.

“Os lances feitos pela Voltalia nos leilões foram surpreendentes”, diz Helena CHung, analista da BNEF. “Mas a empresa está no topo da geração de energia eólica no Brasil, com projetos operando com excelente produtividade. E os preços das turbinas vêm caindo, devido à acirrada disputa dos últimos leilões”.

Os lances agressivos da Voltalia foram espelhados por outros empreendedores, como a Enel Green Power, que ofereceu R$ 97 por megawatt-hora, o que mostra o alto nível da demanda reprimida, depois de dois anos sem novos leilões. O governo cancelou dois leilões em 2016, quando a recessão econômica fez diminuir o consumo de energia elétrica.

Agora, com a economia começando a se recuperar e com aumento do consumo de energia, volta a crescer o interesse por novas usinas geradoras.

“O fato de o Brasil estar retomando os leilões é muito importante”, diz Robert Klein. “A indústria eólica estava parada e agora renasce de uma forma brilhante”, conclui.
Paranaense Copel é sócia da Voltalia em São Miguel do Gostoso.

Companhia Paranaense de Energia (Copel) é sócia da Voltalia no Complexo Eólico de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, inaugurado em outubro do ano passado. A Copel detém 49% das ações do empreendimento, enquanto os franceses controlam o negócio com 51% de participação.

O complexo tem 108 MW de capacidade instalada e é composto por quatro parques, com potencial para produzir em torno de 520 GWh por ano, energia capaz de abastecer cerca de 270 mil famílias “ A Copel está alinhada à demanda de toda a população por fontes mais sustentáveis e baratas de energia”, disse à época da inauguração o presidente da empresa, Antonio Guetter. “Por isso, participamos de projetos como do Complexo de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, onde os ventos sopram com mais abundância, para diversificar a matriz energética e garantir retorno para os paranaenses”.

Fonte: AgroLink

China supera Europa e assume papel de liderança em energias renováveis

As energias renováveis vêm ganhando espaço mundo afora. Acima de tudo, as energias eólica e solar estão experimentando um boom e já são competitivas frente aos combustíveis fósseis. De acordo com a Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena), os custos das energias geradas a partir do vento e da luz solar continuarão a cair ainda mais e, nos próximos três anos, o da energia fotovoltaica cairá em torno de 50%, na média global.

“Esta nova dinâmica sinaliza uma mudança significativa no sistema energético”, afirma Adnan Amin, diretor-geral da Irena. “A decisão por energias renováveis para a geração de eletricidade não representa apenas uma consciência ambiental, mas uma decisão econômica muito inteligente. Governos de todo o mundo reconhecem esse potencial e promovem os sistemas de energia com baixa emissão de carbono.”

A China, em particular, faz grandes avanços na área de tecnologias do futuro e amplia sua energia eólica e solar como nenhum outro país do mundo.

“A China assume esse papel de liderança, pois reconhece as enormes oportunidades de mercado e as vantagens econômicas”, afirma a economista Claudia Kemfert, do instituto econômico alemão DIW, que também assessora o governo federal em relação a esse tema.

De acordo com a Bloomberg News Energy Finance, no ano passado, a China investiu 133 bilhões de dólares em energias renováveis – o maior investimento que já fez no setor. O gigante asiático destinou mais da metade desse valor à energia solar.

Segundo a Agência de Energia da China (NEA), em 2017, foram construídas no país usinas fotovoltaicas que geram 53 gigawatts (GW) – mais da metade da capacidade instalada no mundo. A Alemanha, antes na vanguarda da energia fotovoltaica, estima ter instalado cerca de 2 GW em 2017.

Com sua política de expansão, a China ultrapassou claramente a Alemanha e a Europa na liderança no campo das energias renováveis. Os investimentos da Europa vêm diminuindo de forma constante desde 2011 e, de acordo com a Bloomberg News Energy Finance, o investimento caiu mais da metade entre 2011 e 2017, para 57 bilhões de dólares.

“A União Europeia tinha um claro papel de liderança até por volta de 2011, que foi abandonado devido a uma falha ativa da própria política”, afirma Hans-Josef Fell, presidente do Energy Watch Group. “Foi feita uma política para proteger a energia nuclear, os setores de carvão, petróleo e gás – tudo isso contra as energias renováveis.”

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Fonte: Brasil Agro

Fontes de energia renováveis na Suécia são exemplo para o Brasil

Mais de 50% da energia consumida no país europeu é limpa

 A Suécia faz parte da península escandinava, local tradicionalmente frio no norte da Europa. Mesmo assim, os investimentos em energia solar no país são enormes!

Mais de 50% da energia consumida por lá é de fontes renováveis. Nossa correspondente Bianca Rothier mostra pra gente dois exemplos de fontes de energia que servem de exemplo para o Brasil.

Clique aqui para assistir a reportagem.

Fonte: Como será? – Programa da Rede Globo 

Energias renováveis podem ficar mais baratas que fósseis até 2020

Declínios de custos sinalizam o poder das renováveis em transformar o sistema energético mundial, diz relatório

Os sistemas de energia estão se transformando rapidamente, puxados pelos fortes investimentos em fontes de geração renováveis, que superam em capacidade os novos projetos de combustível fóssil. E com folga: o total de 162 gigawatts (GW) de energias renováveis adicionado em 2016 representou 60% de todas as novas adições de capacidade ao longo de 12 meses.

Segundo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês) divulgado nesta semana, os dados de projetos e leilões sugerem que todas as tecnologias de geração de energia renovável atualmente comercializadas terão cada vez mais vantagens competitivas e poderão até se tornar mais baratas que os combustíveis fósseis até 2020.

O custo de geração de energia eólica terrestre caiu cerca de 25% desde 2010 e os custos de energia solar fotovoltaica caíram 73% no mesmo período. E não para aí. Os custos da energia solar deverão diminuir ainda mais, caindo pela metade até 2020.

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Fonte: Exame

Enel vai construir 388 MW de capacidade solar no Brasil

Companhia garantiu o volume no certame de hoje com o direito de firmar contratos de fornecimento de energia de 20 anos entre o novo projeto solar São Gonçalo e um pool de distribuidoras que operam no mercado regulado no Brasil

A Enel S.p.A. (Enel), por meio de sua subsidiária brasileira de energias renováveis Enel Green Power Brasil Participações Ltda. (EGPB), conquistou o direito de firmar contratos de fornecimento de energia de 20 anos no país com um novo projeto solar de 388 MW, após o leilão A-4 organizado pelo governo brasileiro por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O Grupo Enel investirá cerca de 355 milhões de dólares na construção da planta, em linha com os investimentos previstos no Plano Estratégico da companhia.

A Enel ganhou o equivalente a 49% dos 791 MWdc de capacidade solar oferecidos no leilão, colocando a empresa à frente de qualquer outro concorrente do leilão em solar.

“O sucesso deste leilão marca outro avanço para o Grupo Enel no Brasil, onde já somos um dos líderes do mercado de renováveis”, disse Antonio Cammisecra, Responsável pela Enel Green Power. “Os 388 MW que acabamos de conquistar são o início de uma nova onda de investimentos do nosso grupo no Brasil. Esta última vitória, juntamente com nossos notáveis êxitos ao longo de 2017, ressalta nossa nítida liderança financeira e tecnológica no setor global de energias renováveis”.

A planta solar São Gonçalo será apoiada por um contrato de fornecimento de energia de 20 anos, que prevê a venda de volumes específicos de energia gerada pela planta para um pool de distribuidoras que operam no mercado regulado de energia no Brasil. São Gonçalo será construída no município de São Gonçalo do Gurguéia, no Estado do Piauí. A planta deve entrar em operação no início de 2021 e gerar mais de 850 GWh de energia renovável por ano quando estiver em plena operação.

No Brasil, o Grupo Enel, através de suas subsidiárias EGPB e Enel Brasil, tem uma capacidade instalada total em renováveis de cerca de 2.660 MW, dos quais 670 MW de energia eólica, 716 MW de energia solar e 1.270 MW de energia hidrelétrica, bem como cerca de 172 MW de capacidade eólica e 103 MW de capacidade solar atualmente em construção.

A Enel Green Power, divisão de Energias Renováveis do Grupo Enel, dedica-se ao desenvolvimento e operação de energias renováveis em todo o mundo, com presença na Europa, Américas, Ásia, África e Oceania. A Enel Green Power é líder global no setor de energia verde, com uma capacidade gerenciada de cerca de 40 GW, por meio de um mix de geração que inclui energia eólica, solar, geotérmica, biomassa e hidrelétrica, e está na vanguarda da integração de tecnologias inovadoras, nas plantas renováveis de energia.

Fonte: Setor Energético

Europa tem “falta de ambição” nas metas para energias renováveis, afirma a Zero

Nesta segunda-feira (18) acontecerá reunião do Conselho de Ministros da Energia da União Europeia.

A Associação Ambiental Zero considera que as propostas que estarão na segunda-feira (18) em discussão no Conselho de Ministros da Energia da União Europeia (UE) apresentam um enfoque “desatualizado”, com “falta de ambição” ao nível das metas para energias renováveis.

Em comunicado, a Associação Sistema Terrestre Sustentável (Zero) revela reservas em relação à reunião e classifica de “fracas” as regras para ajudar os países a fazer a transição energética. “Acresce ainda que se admite um enorme subsidiamento do carvão no mercado da energia na UE e uma promoção na utilização insustentável de biocombustíveis a partir de culturas alimentares”, lê-se no comunicado.

Para a Zero, os governos da UE têm ignorado “o inevitável: que é preciso acelerar a transição energética e aumentar a sua meta de energia renovável em linha com o Acordo de Paris”.

“Os ministros estão perante uma escolha: manter as atuais propostas que permitem que a era do carvão, petróleo e gás poluam indiscriminadamente a nossa atmosfera durante mais uma década ou avançarem para uma economia mais limpa e segura”, prosseguem os ambientalistas.

Sobre a energia renovável, a Zero considera que “a atual meta de 27% de energia renovável na proposta dos governos da UE coloca um travão na transição energética da Europa”.

“A meta deveria aumentar para pelo menos 45%, para ser consistente com o Acordo de Paris”, defende.

Em relação à governança, os ambientalistas recordam que a proposta “não permite impulsionar os investimentos em energias renováveis e eficiência energética, colocando em risco as metas da Europa para 2030 para esses setores”.

No mercado interno da energia, a Zero acredita que “a proposta sobre o desenho do mercado abre a porta à subsidiação do carvão com as novas regras do mercado da energia na Europa”.

“No que se refere aos biocombustíveis, num cenário em que se prevê uma meta para o setor dos transportes de 14%, a proposta prevê manter a meta de contribuição dos biocombustíveis produzidos a partir de culturas nos 7%, excluindo da lista culturas com baixo impacto na mudança indireta do uso do solo.”

São disso exemplo “as culturas de rotação como a colza, contrariando a proposta inicial da Comissão que visava uma redução gradual para 3,8% até 2030, assim como a votação favorável do Comité de Ambiente da Comissão, relativa ao fim da utilização de culturas alimentares para produção de biodiesel em 2030, e de óleo de palma em 2021”.

Para a Zero, “Portugal tem tido neste capítulo uma posição muito negativa, ao defender o uso de biocombustíveis a partir de culturas alimentares, para defender a indústria portuguesa cuja capacidade de produção está claramente acima das necessidades do país”, diz.

Fonte: Público

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