Uma vitrine internacional para o RenovaBio

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 foi aprovada nesta quarta-feira (12) pelo Congresso Nacional com um item importante para o setor de energias renováveis: a previsão de recursos para o Brasil receber a COP 25, em 2019. O sucesso da candidatura à sede do evento anual da Conferência do Clima é uma oportunidade única para o país fortalecer políticas como o RenovaBio e a produção nacional de biocombustíveis.

A chamada Conferência das Partes (COP) ocorre anualmente e, em 2019, pelo sistema de rodízio de continentes, será a vez de um país da América Latina e do Caribe receber o evento. O Brasil já demonstrou interesse em ser a sede da COP 25.

A inclusão da rubrica na LDO de 2019 foi anunciada pelo senador Jorge Viana (PT-AC), relator da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, durante audiência pública que discutiu o RenovaBio, na tarde de quarta-feira, em Brasília. A reunião do colegiado foi acompanhada pelo diretor superintendente da APROBIO, Julio Minelli.

“Se a COP vem para cá, você põe um holofote sobre políticas como estas que estamos discutindo aqui. O RenovaBio vai ter uma vitrine de alto destaque”, avaliou Jorge Viana.

Para Julio Minelli, a realização da COP 25 no Brasil seria uma oportunidade para o país expor ao mundo o RenovaBio, que entrará em vigor efetivamente em janeiro de 2020, e nossos programas relacionados aos biocombustíveis. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de biodiesel e, com políticas públicas bem discutidas e implementadas, tem tudo para servir de referência no desafio de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

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Pesquisa dá aval a uso de B20, B30 e B100 em motores Euro VI

Uma pesquisa recente entre fabricantes de veículos comerciais mostra que muitos caminhões, ônibus e outros veículos pesados podem rodar com misturas de biodiesel acima dos níveis em vigor. Mesmo os mais recentes motores Euro VI podem ser operados com misturas de biodiesel padronizadas de 20%, 30% (B20 ou B30, norma EN 16709) e biodiesel puro (B100, norma EN 14214).

Três entidades internacionais, incluindo a alemã AGQM, publicaram uma lista de veículos aprovados para o uso dessas misturas mais altas de biodiesel.

“Nossa lista de aprovação mostra que o uso de biodiesel no setor de veículos comerciais é tecnicamente possível, mesmo com os padrões de emissão atualmente mais exigentes”, disse Richard Wicht, diretor da AGQM. “É particularmente útil usar um produto amigável ao meio ambiente como o biodiesel porque não há alternativa adequada aos combustíveis líquidos a longo prazo.”

A pesquisa abrangeu 14 fabricantes de veículos comerciais e grandes fabricantes de motores diesel e pode ser acessada aqui.

Fonte: Biodiesel Magazine (em inglês)

Sustentabilidade: Economia global tem de acelerar mudança

O mundo precisa acelerar o processo de transformação de suas economias e o setor produtivo e o mercado financeiro são pilares-chaves da mudança. Esta opinião é compartilhada pelas duas maiores autoridades das Nações Unidas em desenvolvimento e ambiente, o alemão Achim Steiner, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o norueguês Erik Solheim, diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, formalmente conhecida por Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Steiner elogia os avanços dos últimos 10 anos na agenda ambiental e o engajamento do setor privado na criação do Acordo de Paris em 2015. Mas lista os graves problemas do mundo e a lentidão na capacidade de resposta global. “As emissões não estão baixando o suficiente, os níveis globais de produção e consumo são insustentáveis assim como a intensidade da poluição atmosférica. Produzimos mais plástico nos últimos 30 anos do que na história inteira da humanidade”, diz.

Solheim, que marca sua gestão pelo combate ao uso desenfreado de plásticos descartáveis e a poluição nos oceanos, diz que o caminho da mudança tem que acontecer pelo fortalecimento da consciência pública dos problemas. Este é o motor que pressiona políticos e a economia a se transformarem. O importante, sinaliza, é trazer questões ambientais que façam sentido às pessoas. “Falhamos como ambientalistas quando levantamos tópicos teóricos que parecem ter saído do espaço sideral”, diz ele. “Precisamos fazer a conexão entre a vida privada e o quadro maior”, recomenda.

Fonte: Valor Econômico

Petroleiras miram potencial do Brasil para renováveis em meio a transição energética

O enorme potencial do Brasil para a geração de energia limpa tem atraído a atenção de grandes petroleiras interessadas em diversificar investimentos em preparação para uma esperada transição energética global que pode levar a uma redução da importância dos combustíveis fósseis nas próximas décadas.

Os primeiros negócios ainda são tímidos, concentrados em ativos de pequeno porte, estudos e pesquisas, mas passam por diversas tecnologias que vão da energia solar a projetos eólicos no mar e envolvem gigantes globais como a anglo-holandesa Shell, a francesa Total, a norueguesa Equinor e a estatal local Petrobras.

“Todas as ‘majors’ estão fazendo movimentos similares, em três grandes grupos: tecnologias de eficiência energética, de captura e armazenamento de carbono e a aposta na transição da matriz para renováveis”, disse à Reuters o gerente executivo de Estratégia e Organização da Petrobras, Rodrigo Costa.

“As duas primeiras dimensões são mais comuns, e a terceira depende mais do perfil de cada empresa, da vantagem competitiva de cada uma”, adicionou.

A francesa Total, por exemplo, tem avançado gradualmente no segmento de geração de energia solar no Brasil por meio da compra de projetos fotovoltaicos em desenvolvimento. A empresa, que fechou o primeiro negócio local no setor no ano passado, fechou no mês passado uma nova aquisição.

A companhia tem como meta global uma participação de 20 por cento de renováveis em seu portfólio nos próximos 20 anos, além da ampliação de sua capacidade de geração de energia por renováveis para 5 gigawatts ao redor do mundo nos próximos cinco anos.

“Nesse contexto, a energia solar tem um papel importante e a Total vem investindo nesse setor desde 2011… A Total entende que a energia solar é uma alternativa com grande potencial de crescimento”, afirmou a petroleira francesa em nota.

A subsidiária da companhia para renováveis, Total Eren, conta atualmente com 140 megawatts em capacidade no Brasil, entre projetos em construção e em operação.

A norueguesa Equinor (ex-Statoil) também entrou no setor solar brasileiro, ao anunciar em outubro do ano passado a criação de uma joint venture com a também norueguesa Scatec Solar para investir em geração fotovoltaica no país. O negócio teve início com a compra de uma fatia em um complexo de 162 megawatts no Ceará.

Na época, a companhia disse que a transação era “um primeiro passo rumo à indústria de energia solar”.

Além delas, outras petroleiras também se movimentam no segmento, segundo o diretor da consultoria Greener, especializada em energia solar, Márcio Takata.

“Temos conversado com alguns ‘players’ de petróleo… Eles precisam diversificar e eles têm dinheiro, têm muito capital, então a gente vai ver aí sem dúvida uma movimentação dessas empresas de petróleo. Não só as que já estão no Brasil, como outras”, afirmou.

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Fonte: Terra

Planeta Terra vai ter 50 por cento de energia renovável em 2050

A Bloomberg emitiu o seu relatório anual New Energy Outlook, prevendo a evolução do investimento tecnológico no uso de energia de fontes renováveis até 2050, com boas perspectivas para sua adoção a nível mundial nos principais países industrializados 

O relatório da Bloomberg prevê que cerca de 11,5 biliões de dólares (10 biliões de euros) vão ser investidos até 2050 no setor das energias renováveis. Destes, 72,5 por cento por cento vão ser investidos em energia solar e eólica, e o restante em centrais hídricas e nucleares. Durante este período, serão também investidos 548 mil milhões de dólares (472 mil milhões de euros) para a construção de baterias para armazenamento energético, dos quais um terço por empresas e utilizadores privados.

Com estes investimentos, espera-se que o mundo caminhe na direção de um futuro 50-50, em que 50 por cento da produção energética a nível mundial vai ser feita por centrais eólicas e solares até 2050. Fontes hídricas e nucleares vão fazer com que a produção energética feita com emissões zero suba para 71%. Apenas 29% será gerada por carvão e petróleo em 2050, contra 63% do valor atual, com o carvão a registar a maior queda. Os custos da tecnologia para produção de energia aproveitando o sol e o vento vão cair progressivamente, para que daqui a 32 anos a energia solar seja 71% mais barata e a eólica 58%. Independentemente da procura, em caso de emergência, o gás natural vai ser usado como combustível de reserva na geração de energia.

O mercado europeu vai ser dos primeiros a adotar energias renováveis como forma primária de produção de eletricidade, com o carvão a desaparecer até 2025. Painéis solares e turbinas eólicas vão ser os principais contribuintes, prevendo-se que 87% da energia gerada na Europa venha de fontes renováveis até 2050. A Alemanha, mesmo com mais de 80 por cento de energia feita com fontes renováveis, vai ser o maior emissor de gases poluentes nessa data.

Mesmo sem uma política federal a apontar nessa direção, os Estados Unidos também vão aderir às energias renováveis, com as centrais a carvão e nucleares a quase desaparecerem até 2050. A partir de 2030, baterias vão ser usadas em larga escala para armazenar energia em excesso, contribuindo para que 55% do consumo de eletricidade seja de origem renovável. As emissões poluentes vão ser 58% mais baixas.

Na Ásia, abandonar o carvão vai ser mais difícil. Na China, prevê-se que o mercado para fontes renováveis cresça graças ao apoio de baterias de armazenamento, que vão contribuir para uma penetração de 39% em 2030 e de 46% em 2050, mas mesmo assim será o maior mercado do mundo para energia solar e eólica. A Índia vai continuar a ver a produção aumentar em centrais termoelétricas até 2030, mas este país tem o custo mais baixo para turbinas e painéis solares, contando reduzir as emissões poluentes em 22% até 2050. No Japão, a queima de carvão não vai baixar muito, mas as fontes renováveis vão subir para 43%, com a ajuda de baterias.

Os automóveis elétricos vão ser dos principais consumidores de eletricidade até 2050, correspondendo a 9% do mercado. Mas estima-se que a maior parte das recargas vão ser feitas a horas onde o consumo é menor, com os preços a educarem os consumidores nesse sentido, ficando mais baixos à noite. A penetração de veículos elétricos, incluindo pesados, vai subir dos 1,8 por cento atuais para 55% em 2040.

Fonte: Motor 24

Metas do acordo de Paris só alcançáveis com grandes investimentos em energias renováveis

Investimentos em energia com baixas emissões de dióxido de carbono terão de ser maiores do que os investimentos em combustíveis fósseis já em 2025

Os investimentos em energias renováveis terão de aumentar substancialmente para que sejam cumpridas as metas do Acordo de Paris, sobre limitação do aquecimento global a menos de 2º celsius, indica uma análise de uma equipe internacional de cientistas.

Liderada pelo Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA na sigla original), organização internacional com sede na Áustria, a análise divulgada hoje (19) conclui que uma transformação fundamental do sistema global de energia pode ser feita com um aumento considerado modesto dentro dos investimentos globais. Mas, a mudança de combustíveis fósseis para energias renováveis e eficiência energética terá de ser radical, preconizam os autores do trabalho.

No acordo de Paris muitos países definiram Contribuições Internacionais Nacionalmente Determinadas (INDC), que são os planos de cada país para reduzir as emissões poluentes. A análise vem alertar que as INDC não serão suficientes para fazer a mudança.

Para limitar o aumento global das temperaturas entre 1,5º e 2º celsius os investimentos em energia com baixas emissões de dióxido de carbono e em eficiência energética terão de ser maiores,já em 2025, do que os investimentos em combustíveis fósseis. E depois dessa data terão de continuar a crescer. Segundo os cálculos dos cientistas, para atender às INDC de cada país é necessário um investimento global de 130 bilhões de dólares (112 bilhões de euros) até 2030. Para manter o aumento da temperatura abaixo dos 2º serão necessários 275 bilhões de euros, e para que o aumento da temperatura não exceda 1,5º serão precisos 413 bilhões de euros.

Os investimentos representam mais de um quarto do total dos investimentos em energia para o mesmo período.
“Sabemos que limitar as temperaturas globais bem abaixo dos 2º exige que as energias renováveis e a eficiência aumentem rapidamente, mas poucos estudos calcularam os investimentos necessários em energia para uma transformação fundamental do sistema”, disse o investigador do IIASA e autor principal do estudo, David McCollum.
Keywan Riahi, diretor do programa de energia do IIASA, salientou que este é o primeiro estudo que faz uma análise sistemática e detalhada das necessidades de investimento de energia no futuro, e destacou que a par dos investimentos nas energias renováveis é necessário reduzir os gastos nos combustíveis fósseis.

Elmar Kriegler, do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático (fundado pelo governo alemão), outro dos autores do estudo, salientou a importância de os profissionais do setor financeiro terem a noção da importância de mais investimento em soluções de baixo carbono.

Fonte: Agência Lusa

UE estabelece meta de 32% de energias renováveis até 2030

Europeus concordam em aumentar taxa mínima de consumo de energias limpas nos próximos 12 anos. Para ambientalistas, proposta ainda não é ambiciosa o suficiente para que bloco cumpra Acordo de Paris.

Após longas negociações entre a Comissão Europeia, eurodeputados e países-membros, a União Europeia (UE) concordou nesta quinta-feira (14/06) em aumentar sua meta de consumo de energias renováveis, como eólica e solar, para 32% até 2030, em vez dos 27% previstos anteriormente.

“Temos um acordo!”, anunciou Miguel Arias Cañete, comissário europeu para energia e ações climáticas, em mensagem no Twitter. “Foi uma vitória duramente conquistada em nossos esforços para destravar o verdadeiro potencial de transição para energias limpas da Europa.”

O acordo foi fechado no meio do caminho, entre os 27% propostos inicialmente pelos países e os 35% reivindicados pelo Parlamento Europeu, como forma de garantir o cumprimento dos compromissos europeus firmados no âmbito do Acordo de Paris.

A meta de 32% foi alcançada depois que países como Espanha e Itália, que estreiam novos governos, defenderam na segunda-feira, durante um conselho de ministros europeus de Energia em Luxemburgo, uma ambição mais elevada do que a inicialmente sugerida pelos Estados.

O pacto estabeleceu ainda que a cota de 32% até 2030 seja novamente revisada em 2023, em função dos avanços tecnológicos que possam acelerar a transição energética.

“Obrigado a todos os que nos ajudaram a tornar isso possível”, declarou nas redes sociais o eurodeputado José Blanco López, membro do Comitê de Indústria, Pesquisa e Energia do Parlamento Europeu, que já previa um resultado final próximo aos 32%.

Outro aspecto importante do acordo é uma taxa de 14% de consumo de energias renováveis no setor de transportes até 2030, que deve servir para impulsionar os veículos elétricos.

O pacto prevê ainda reduzir progressivamente o uso do óleo de palma na produção de biocombustíveis destinados ao transporte até 2030, além de limitar suas importações, que provêm especialmente de países como Indonésia e Malásia.

Grupos ambientalistas, no entanto, criticaram o acordo europeu alcançado nesta quinta-feira, afirmando que as medidas não são ambiciosas o suficiente para atender às metas de Paris.

“A meta de 32% de energias renováveis é muito baixa e permite que empresas se agarrem a combustíveis fósseis e falsas soluções”, opinou Sebastian Mang, do Greenpeace, em nota.

A organização também lançou críticas ao consumo de biocombustíveis, incentivado pela UE, descrevendo-os como “uma ameaça para as florestas europeias”, pois permite que “mais árvores e cultivos sejam queimados como energia”. “Um exemplo terrível para o resto do mundo”, diz o texto.

Metas europeias

Atualmente, cerca de 17% do consumo energético total nos 28 Estados-membros da União Europeia correspondem a fontes de energias renováveis.

Essas fontes incluem energia eólica e solar, bem como biocombustíveis para veículos. O objetivo europeu é reduzir o consumo de combustíveis fósseis, que contribuem para a emissão de gases de efeito estufa, em linha com os compromissos climáticos internacionais da UE.

Sob o Acordo de Paris sobre o clima, assinado em 2015 por quase 200 países, o bloco se comprometeu a reduzir as emissões de dióxido de carbono em 40% em comparação com os níveis registrados em 1990 e a chegar a uma fatia de 27% de fontes de energia renováveis.

O acordo negociado nesta quinta-feira ainda requer a aprovação oficial dos governos da União Europeia e do Parlamento Europeu, um passo que se espera ser somente uma formalidade.

Fonte: Deutsche Welle

Renováveis ganham força no setor elétrico global

As fontes renováveis de energia contribuíram com 70% do crescimento líquido de capacidade de geração de eletricidade em todo o mundo em 2017. O maior aumento de capacidade de produção renovável de energia da história moderna, segundo o Renewables 2018 Global Status Report, da REN21. No entanto, os setores de condicionamento ambiental (calefação e refrigeração de ambientes) e de transportes, que em conjunto representam quatro quintos da demanda final de energia global, continuam a apresentar importante atraso em relação ao setor elétrico.
O aumento de capacidade solar de geração de eletricidade foi de 29% em relação a 2016, totalizando 98 GW. A capacidade solar cresceu mais do que a movida a carvão, a gás natural e a nuclear juntas. A energia eólica também contribuiu para o aumento das fontes renováveis com 52 GW.
O investimento em geração renovável de eletricidade, em 2017, foi mais do que o dobro do investimento somado em geração via combustíveis fósseis e energia nuclear, apesar dos contínuos e elevados subsídios dados à eletricidade gerada por combustíveis fosseis. Mais de dois terços do investimento em produção de energia foi feito em renováveis, graças ao aumento de competitividade – e a expectativa é que a fração renovável no setor elétrico continue a aumentar.
Embora a China e os EUA tenham sido responsáveis por aproximadamente 75% do investimento global em renováveis em 2017, quando se compara os investimentos das nações em relação ao seu PIB, percebe-se que as Ilhas Marshall, Ruanda, Ilhas Salomão, Guiné-Bissau e outros países em desenvolvimento investiram tanto ou mais em renováveis do que os países desenvolvidos e as economias emergentes.
Tanto a demanda de energia quanto as emissões de CO2 relacionadas aumentaram substancialmente pela primeira vez em quatro anos. As emissões de CO2 relacionadas com a energia aumentaram 1,4%. Em nível global, a demanda de energia aumentou cerca de 2,1% em 2017, devido ao crescimento econômico de grandes economias emergentes e ao aumento da população. O aumento das fontes renováveis de energia não está conseguindo acompanhar o aumento da procura de energia e o contínuo investimento em produção fóssil e nuclear.
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Fonte: Canal Energia

Energias Renováveis ganham isenção de ICMS em todo Brasil

Amazonas, Paraná e Santa Catarina formalizaram na última semana adesões ao Convênio ICMS nº 16/2015, que autoriza os governos estaduais a isentarem o ICMS sobre a energia elétrica produzida a partir de fontes renováveis em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural, por meio da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica.

A adesão foi oficializada por meio do Convênio ICMS nº 42/2018, publicado no Diário Oficial da União do dia 17 passado. Agora, a medida passará a beneficiar todos os Estados da Federação, abrangendo 100% da população, empresas e produtores rurais do País.

O presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, saudou os Governos dos Estados recém-integrados ao Convênio pela medida.

“A adesão do Amazonas, Paraná e Santa Catarina demonstra o interesse e o comprometimento dos governos amazonense, paranaense e catarinense em acelerar o uso da energia solar fotovoltaica no estado. Este passo só foi possível graças à mobilização e ao apoio do setor solar fotovoltaico brasileiro e de lideranças parlamentares das Assembleias Legislativas do Paraná e de Santa Catarina, respectivamente”, comentou.

“Trata-se de uma medida estratégica para incentivar a população e as empresas a reduzirem custos de energia elétrica pela geração de sua própria energia limpa, renovável e sem emissões de gases de efeitos estufa a partir do sol e de outras fontes renováveis. Esta decisão promoverá novos investimentos privados, movimentará a economia dos estados, atrairá mais empresas e gerará novos empregos locais de qualidade em suas regiões”, acrescentou.

Na visão de Sauaia, a adesão dos três estados representa um marco histórico relevante, pois completa a participação de todos os Estados do País ao Convênio ICMS nº 16/2015, medida defendida pela entidade desde a criação do Convênio e que demandou mais de três anos de trabalho em conjunto com diversos atores governamentais, parlamentares, agentes privados e entidades da sociedade civil até sua concretização.

Apesar do avanço, o executivo alerta que, devido a ajustes regulatórios ocorridos em 2015 e 2017 na Resolução Normativa nº 482/2012 da Aneel, são necessárias correções ao Convênio ICMS nº 16/2015, para atualizá-lo e padronizá-lo às novas regras em vigor.

“A Aneel identificou barreiras e aprimorou a sua Resolução Normativa para este segmento de mercado, abrindo espaço para novos modelos de negócio e novas faixas de potência na geração distribuída. Infelizmente, o Convênio não reflete estas novas condições e está defasado frente à regulamentação da agência, o que provoca uma nova barreira tributária para o avanço das fontes renováveis nos estados”, explicou.

Para superar este desafio, a Absolar propõe duas alternativas: (i) a atualização do Convênio ICMS nº 16/2015; ou (ii) o estabelecimento de um novo Convênio, autorizativo e por adesão, alinhado à regra atual da Aneel e que permita aos estados apoiadores das fontes renováveis corrigir este problema e recuperar a atração de novos investimentos privados e empregos para suas regiões.

Fonte: Ambiente Energia

É possível termos energia 100% renovável?

Já é perfeitamente normal surgirem notícias que, durante algumas horas do dia, um território ou um país conseguiram funcionar exclusivamente com energia produzida por energias renováveis. E a necessidade de reduzir o impacto ambiental da exploração e produção de energia com combustíveis fósseis vai servir como pressão para fazer com que isto aconteça mais vezes. Mas será que um dia vai ser possível que toda a energia seja 100% renovável, em qualquer altura do dia?

O principal problema para a geração de energia renovável tem a ver com o espaço. Centrais solares e eólicas não são tão eficientes como térmicas, e as hidroelétricas estão limitadas pela geografia. Junte-se a isso o problema de que existem em que não há vento ou sol, enquanto as térmicas podem continuar a funcionar desde que haja combustível à mão. Estes e outro problemas foram expostos num artigo publicado no jornal científico Renewable and Sustainable Energy Reviews.

Estas críticas levaram um grupo de investigadores de quatro universidades europeias (Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, Universidade Tecnológica de Lappeenranta, Universidade Tecnológica de Delft e Universidade de Aalborg, na Alemanha, Finlândia, Holanda e Dinamarca, respetivamente) e um laboratório sul-africano (SACSIR) a preparar uma resposta, indicando as vantagens de como a simples passagem para 100% de renováveis vai tornar o consumo de energia mais eficiente.

A transformação em energia, vindo de uma fonte primária, tem menos perdas energéticas (petróleo tem que ser refinado, nuclear exige medidas de segurança que consomem energia), e podem evitar-se também o consumo na mineração e transporte destas fontes. O potencial energético de 100% de fontes renováveis é de 620 terawatts a nível mundial.

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Fonte: Motor 24

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