Energia solar é a maior empregadora de energia renovável, gerando cerca de 3,4 milhões de empregos

Segundo dados da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o setor de energia renovável criou mais de 500.000 novos empregos em todo o mundo em 2017, um aumento de 5,3% em relação a 2016. A quinta edição do relatório Renewable Energy and Jobs – Annual Review, lançado recentemente na Reunião do Conselho da IRENA em Abu Dhabi, mostra que o total de pessoas empregadas no setor, inclusive em grandes hidrelétricas, está atualmente em 10,3 milhões, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 10 milhões.

Para IRENA, o setor de energia solar fotovoltaica continua sendo o maior empregador entre todas as tecnologias de energia renovável e responde por aproximadamente 3,4 milhões de empregos, quase 9% a partir do ano de 2016, depois de atingir um recorde de 94 GW de instalações em 2017. É estimado que a China tenha dois terços dos empregos no segmento de energia solar fotovoltaica, o que equivale a 2,2 milhões e representa 13% de expansão em comparação ao ano anterior.

Os países, China, Brasil, Estados Unidos, Índia, Alemanha e Japão continuam sendo elegidos como os maiores empregadores do mercado de energia renovável no mundo e representam mais de 70% de todos os empregos no setor globalmente, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável – IRENA. Juntos, os cinco países respondem por cerca de 90% dos empregos em energia solar fotovoltaica. A agência IRENA estima que a economia global pode criar até 28 milhões de empregos no setor de energia renovável até o ano de 2050.
De acordo com a Agência, muitos países reconhecem que o crescimento econômico baseado em tecnologias de baixo carbono é importante e além de tudo muito atrativo. Países que possuem políticas e estruturas regulatórias favoráveis ao setor colhem maiores benefícios sociais, econômicos e ambientais.

A energia solar fotovoltaica é uma das fontes que mais gera empregos diretos e indiretos. Segundo representantes do Greenpeace os postos de trabalho criados são na cadeia de produção e instalação dos sistemas solares. Até mesmo a micro geração distribuída abre vagas de empregos em todas as partes do mundo. Pequenos sistemas fotovoltaicos instalados de 20 MW empregam 600 pessoas. Esse número pode se multiplicar com a instalação das usinas solares contratadas nos leilões. A estimativa é que uma usina solar de 1 GW gere 3 mil empregos.

Segundo Adnan Z. Amin, Diretor Geral da IRENA, a redução dos custos e políticas favoráveis impulsionaram o investimento e, por consequência, os empregos em energias renováveis em todo o mundo. Nos últimos quatro anos, por exemplo, o número de empregos nos setores solar e eólico mais do que dobrou.

Outros estudos mostram que quanto mais crescem os projetos de energia solar no país, simultaneamente, crescem as oportunidades de emprego. Para este ano, estima-se que surjam entre 60 a 99 mil oportunidades de trabalho no setor. Essas oportunidades de emprego deverão ser criadas conforme o desenvolvimento do mercado de energia solar brasileiro. Para saber mais sobre baterias de lítio, placa solar e energia solar, confira às novidades do Portal Solar, maior website do setor.

Fonte: Terra

Novos empreendimentos solares devem gerar investimentos de R$ 8 bilhões

Os 49 novos empreendimentos solares contratados nos últimos leilões de energia A-4 devem gerar investimentos de R$ 8 bilhões até 2021 e garantir mais 1,8 (GWp) gigawatts-pico de potência no Brasil. Desses empreendimentos, sete já receberam a outorga de autorização para implantação. A previsão é que até o mês de outubro de 2018 todos já estejam com outorga liberada.

Das novas usinas solares, 29 foram contratadas em abril de 2018, demandando investimento de R$ 4,2 bilhões, com previsão de entrada em operação até janeiro de 2022. Os outros 20 projetos foram firmados no final de 2017, movimentando R$ 3,9 bilhões para início de suprimento até janeiro de 2021.

Unidades consumidoras com geração distribuída: comercial, iluminação pública, industrial, poder público, residencial, rural, serviço público

A energia solar também se destaca na geração distribuída, quando o consumidor gera sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis. Só nos últimos doze meses* a fonte evoluiu 1342% na capacidade instalada, passando de 9 mil usinas em 2017 para mais de 25 mil em 2018. Segundo dados da Agência Nacional do Energia Elétrica (Aneel), esse número pode crescer exponencialmente se considerar a projeção total para geração distribuída, estimada para atender mais de 1,2 milhão de pessoas até 2024, equivalente a 4,5 (GW) de potência instalada.

Usina Solar no edifício do MME

No edifício-sede do Ministério de Minas e Energia (MME) em Brasília, o sistema de geração distribuída solar fotovoltaica instalado no telhado compensa parte da eletricidade que consome através de geração própria, por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, incentivo disponível a toda a população brasileira. Foram instalados 154 painéis solares com investimento viabilizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), reduzindo entre 5% e 7% do consumo do edifício.

Visite a usina solar do MME

*Dados do Boletim de Monitoramento do Sistema Elétrico do mês março

Fonte: MME

Califórnia passa a exigir energia solar em novas residências

A Califórnia acaba de emitir o sinal mais claro de que a geração de energia em telhados está deixando de ser um nicho do mercado e se tornando a norma.

Na quarta-feira (9), o estado se tornou o primeiro dos EUA a exigir painéis solares em quase todas as novas residências. A maioria das novas unidades construídas após 1º de janeiro de 2020 será obrigada a incluir sistemas solares como parte dos padrões adotados pela Comissão de Energia da Califórnia.

Embora seja um impulso para a indústria solar, os críticos alertaram que a medida também elevará em quase US$ 10 mil o custo de comprar uma casa. As ações da Solar subiram com a decisão. As ações das construtoras residenciais caíram.

A medida ressalta como os painéis solares de telhado, que antigamente eram um luxo reservado às casas de proprietários ricos com tendências ecológicas, estão se tornando uma fonte de energia convencional, com a Califórnia –o maior mercado de energia solar do país– abrindo o caminho.

Califórnia investe em energias renováveis

O estado há muito tempo está na vanguarda de políticas energéticas progressivas, desde o estabelecimento de padrões de eficiência energética para os eletrodomésticos até a instituição de um programa que abarca toda a economia para conter os gases causadores do efeito estufa.

O requisito para a moradia faz parte do esforço do governador Jerry Brown para reduzir as emissões de carbono em 40% até 2030 e oferece um modelo para outros estados.

“Isso é muito significativo”, disse Morten Lund, presidente de uma iniciativa de armazenamento de energia do escritório de advocacia Stoel Rives.

“Essencialmente, isso poderia transformar o painel solar residencial em um eletrodoméstico, como um aquecedor de água. De certo modo, isso iria acabar acontecendo, mas as coisas estão avançando mais rápido do que a maioria das pessoas imaginava.

” A Sunrun, maior instaladora de painéis solares residenciais dos EUA, chegou a avançar 6,4% antes de fechar a US$ 9,83 em Nova York na quarta-feira. A Tesla subiu 1,7%, e a SunPower, quase 7%. A KB Home, que tem exposição significativa ao mercado da Califórnia, caiu 5,3%.

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Fonte: Bloomberg

UFCG inaugura usina de energia solar no Sertão e estima economia de R$ 18 mil

Esta é a primeira usina do gênero instalada em uma instituição pública de ensino na Paraíba, segundo direção CCTA do campus da UFCG em Pombal.

Uma usina de energia solar fotovoltaica, com capacidade de gerar até 116 kWh por dia, foi inaugurada, na manhã desta quinta-feira (26), na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus Pombal, no Sertão paraibano. De acordo com o diretor do Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar (CCTA) do campus, o professor Anielson Souza, esta é a primeira usina do gênero instalada em uma instituição pública de ensino na Paraíba.

O diretor explica que a usina vai funcionar a partir da captação de raios solares por meio de 114 placas e deve gerar para a UFCG uma economia de R$ 18 mil ao ano, considerando o consumo atual de energia da instituição. Segundo ele, muito mais do que a redução dos custos, a instalação da usina visa gerar energia sustentável, promovendo pesquisa e desenvolvimento no âmbito acadêmico.

“A utilização de energias renováveis é uma tendência atual, tendo em vista a questão da sustentabilidade. A ideia é que, com o funcionamento, a usina supra boa parte da demanda de energia do campus”, disse o professor Anielson Souza. De acordo com a UFCG, o investimento é da ordem de R$ 160 mil.

A inauguração da usina solar aconteceu por volta das 11h, durante um workshop que reuniu representantes de instituições públicas e privadas, toda a comunidade acadêmica, autoridades e moradores da região.

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Fonte: G1

Relatório de CO2 da IEA – Renováveis ​​Atendem 25% do Crescimento da Demanda Global

IMAGE @ IEA

Dióxido de carbono (CO2)

As emissões globais de CO2 relacionadas à energia aumentaram 1,4% em 2017, atingindo uma alta histórica de 32,5 gigatoneladas (Gt), uma retomada do crescimento após três anos de emissões globais permanecendo estáveis. O aumento das emissões de CO2, no entanto, não foi universal. Enquanto a maioria das principais economias viu um aumento, algumas outras experimentaram declínios, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido, México e Japão. A maior queda no declínio veio dos Estados Unidos, principalmente devido à maior implantação de renováveis.

Últimas tendências em renováveis

As renováveis ​​tiveram a maior taxa de crescimento de qualquer fonte de energia em 2017, atendendo a um quarto do crescimento da demanda global de energia no ano passado. A China e os Estados Unidos lideraram esse crescimento sem precedentes, contribuindo com cerca de 50% do aumento da geração de eletricidade baseada em renováveis, seguida pela União Européia, Índia e Japão. A energia eólica foi responsável por 36% do crescimento da produção de energia baseada em renováveis.

O setor de energia desempenhou o papel mais importante no crescimento da energia de baixo carbono, com a geração de eletricidade baseada em renováveis ​​crescendo 6,3% (380 TWh) em 2017. As energias renováveis ​​agora respondem por 25% da geração global de eletricidade.

A China e os Estados Unidos juntos representaram metade do aumento da geração de eletricidade baseada em renováveis, seguida pela União Européia (8%), Japão e Índia (com 6% de crescimento cada). O crescimento da energia eólica e solar fotovoltaica em 2017 foi sem precedentes; a energia eólica foi responsável pela maior parcela do crescimento total de renováveis, de 36%, seguida pela energia solar fotovoltaica (27%), hidrelétrica (22%) e bioenergia (12%).

A China respondeu por 40% do crescimento combinado de energia eólica e solar fotovoltaica, com novas adições recorde de capacidade e uma redução na taxa de contingenciamento. Quase 40% do aumento da energia hidrelétrica foi nos Estados Unidos, enquanto a União Européia reduziu a produção de hidrelétricas em quase um décimo. A União Européia, China e Japão responderam por 82% do crescimento global de bioenergia em energia.

A China ultrapassou os Estados Unidos para se tornar líder mundial em geração de eletricidade baseada em renováveis ​​não-hidrelétricas. A capacidade solar fotovoltaica global aproximou-se de 400 GW no final de 2017. Foi um ano extraordinário para a adição de energia solar fotovoltaica na China, com mais de 50 GW de nova capacidade, superando as adições de capacidade combinada de carvão, gás e energia nuclear e de 35 GW em 2016. A nova capacidade de energia solar fotovoltaica adicionada na China somente em 2017 é equivalente à capacidade total de energia solar fotovoltaica da França e da Alemanha juntas.

Nos Estados Unidos, 10 GW de energia solar fotovoltaica foram adicionados em 2017, uma queda de 30% em relação a 2016, mas ainda é o segundo ano mais alto já registrado. Na Índia, um recorde de 8 GW de capacidade solar fotovoltaica foi adicionado em 2017, o dobro das adições observadas em 2016. Na União Europeia a energia eólica registrou um ano recorde de 15,6 GW de capacidade, dos quais 3,1 GW foram offshore, também um recorde. Com o crescimento contínuo da energia eólica onshore, a capacidade eólica global (onshore e offshore) alcançou cerca de 510 GW.

Fora do setor de energia, apenas um aumento modesto da produção de biocombustíveis de 2% (50 kb / d) foi observado em 2017, ligeiramente inferior ao crescimento do ano anterior, refletindo uma tendência de queda de longo prazo no investimento em novas capacidades de produção. O aumento da produção de etanol nos Estados Unidos e na Europa foi parcialmente compensado pela menor produção no Brasil, enquanto a produção de biodiesel permaneceu praticamente estável.

A China, maior consumidor de calor do mundo, anunciou um plano de aquecimento limpo de cinco anos focado em cidades do norte em dezembro de 2017. Essa mudança na política pode reduzir significativamente o uso de carvão para aquecimento e substituí-lo por fontes mais limpas, incluindo renováveis ​​(biomassa, geotérmica e solar calor).

Embora as energias renováveis ​​tenham crescido rapidamente em 2017, o ritmo de implantação fica aquém do necessário para atingir as metas climáticas globais no Cenário de Desenvolvimento Sustentável da AIE  . A intensidade das emissões de carbono em 2017 melhorou em menos de um terço do que seria necessário para cumprir a transição global para as metas climáticas.

 

Fonte: IEA
completa Relatório IEA:  Relatório Global Energy & Status CO2 2017

Energia solar tem expansão duas vezes maior que combustível fóssil em 2017

Projetos de energia solar na China dominaram a expansão global da capacidade de geração renovável no ano passado, que somou 157 gigawatts em novas usinas ao redor do mundo, mais que o dobro do crescimento dos combustíveis fósseis, mostrou um relatório apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (05/04).

No total, um recorde de 98 gigawatts em capacidade solar foi adicionado ao redor do mundo em 2017, com a China contribuindo com mais de metade disso, ou 53 gigawatts, segundo o estudo da ONU, da Frankfurt School-UNEP Collaborating Centre e da Bloomberg New Energy Finance.

A expansão da energia renovável, incluindo também usinas eólicas, movidas a biocombustíveis e geração geotérmica, ultrapassou os 70 gigawatts em capacidade líquida adicionada em novos empreendimentos com combustíveis fósseis em 2017, segundo o levantamento.

“Nós estamos em um ponto de virada… dos combustíveis fósseis para o mundo renovável”, disse o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, à Reuters. “Os mercados estão aí e as renováveis podem competir com o carvão, elas podem competir com petróleo e gás.”

Os combustíveis fósseis, no entanto, ainda dominam a capacidade existente de geração. Usinas solares, eólicas, de biomassa e outras renováveis geraram 12,1 por cento da eletricidade do mundo em 2017, ante 5,2 por cento há uma década.

Os investimentos globais em renováveis subiram em 2 por cento frente ao ano anterior, para 279,8 bilhões de dólares em 2017, sendo que a China dominou os aportes, com 126,6 bilhões de dólares. O valor é um recorde histórico e 45 por cento do total global.

“Custos muito menores… são o principal fator de investimentos em energia solar ao redor do mundo”, disse à Reuters o editor chefe da Bloomberg New Energy Finance, Angus McCrone, autor do relatório.

A energia solar na China tem se beneficiado ainda de políticas para apoiar a indústria, reduzir a poluição do ar e desacelerar a mudança climática, adicionou ele.

Segundo o estudo, o custo de geração solar em grandes usinas fotovoltaicas caiu em 15 por cento no ano passado, para 86 dólares por megawatt-hora.

Fonte: Reuters

Brasil começa a aproveitar seu potencial de energia solar

Em Janaúba, no Norte de Minas Gerais, a agropecuária é a principal atividade econômica da cidade de 70.000 habitantes. Ali a fruticultura, a soja e a pecuária vêm sendo castigadas pela maior seca da história na região. Localizada no semiárido mineiro e sob um sol inclemente durante boa parte do ano, com temperatura média de 33 graus, Janaúba faz parte do chamado Polígono das Secas. Mas o sol forte que bate ali, antes visto apenas como um infortúnio que só agrava a falta de chuva no lugar, virou uma oportunidade aos olhos de investidores. Agora, parte das pastagens improdutivas da região é fonte de renda para os pecuaristas, que arrendam suas terras para empresas que querem gerar energia solar.

Hoje, as companhias que estão investindo em fazendas de painéis fotovoltaicos miram a redução dos gastos com a conta de luz. É o caso da combalida gigante das telecomunicações Oi, que está construindo duas fazendas solares, uma em Janaúba e outra na também mineira Capitão Enéas, em paralelo às tentativas de colocar de pé seu plano de reestruturação. Cada uma das fazendas tem capacidade de geração de 5 megawatts, energia suficiente para abastecer 10?000 residências por mês. A energia produzida em parceria com a GD Solar, empresa especializada em projetos e na construção de empreendimentos desse tipo, será injetada na rede elétrica de Minas Gerais e vai gerar créditos para ser abatidos da conta de luz de 3?000 unidades da Oi no estado, entre torres de telecomunicações e prédios corporativos. Os investimentos nas duas fazendas solares consumiram 30 milhões de reais. E o objetivo é construir outras 15 usinas do gênero no país até 2021. Nessa toada, a Oi espera economizar 30% dos custos habituais com energia. Hoje, os gastos por ano alcançam cerca de 750 milhões de reais. “Mesmo que o momento seja crítico para a companhia, é preciso olhar para o futuro”, diz Marco Vilela, diretor de patrimônio e logística da Oi.

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A empreitada da Oi é parte da recente onda de investimentos em geração fotovoltaica no Brasil. Entre as operadoras de telefonia, a Claro foi uma das pioneiras. Em 2016, pressionada por uma alta de quase 60% nos gastos com eletricidade num período de 12 meses, a companhia decidiu estruturar um plano de autogeração com base em fonte solar, capaz de abater 30% dos custos de energia de 80% de suas operações — são cerca de 40?000 unidades, entre torres, lojas e edifícios corporativos. Embora não seja dona de um painel fotovoltaico sequer, a Claro se beneficia da energia gerada nos 45 hectares equipados com painéis em Várzea das Palmas e em Buritizeiro, também cidades mineiras. “Há cada vez mais investidores dispostos a bancar esse tipo de projeto. E nós, como grandes consumidores, nos interessamos em comprar essa energia”, diz Roberto Catalão, vice-presidente financeiro da Claro.

A despeito do movimento das operadoras de telecomunicações, foi o consumidor residencial quem puxou para cima o número de sistemas fotovoltaicos em operação no país — a chamada “geração distribuída”. Em 2012, apenas 13 locais geravam eletricidade dessa fonte no Brasil (antes, os raios solares eram utilizados apenas para sistemas de aquecimento de água). Atualmente, são mais de 23?000 unidades, sendo 80% em residências. Alguns fatores ajudam a explicar essa curva exponencial de adoção. Há seis anos, uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a produção própria de energia elétrica de fontes renováveis e possibilitou o repasse do excedente à rede pública de distribuição de energia em troca de desconto na conta de luz. Em 2015, outras facilidades foram incorporadas à norma. Os créditos gerados pelos consumidores passaram a valer durante cinco anos — e não apenas por três, como determinava a primeira regra. Os modelos também se diversificaram. Agora são permitidos sistemas de consumo coletivo, como condomínios e shoppings, e de consumo remoto — quando a energia é produzida num local e consumida em outro dentro da área de concessão de uma distribuidora.

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Fonte: Exame publicado no Jornal Canal da Bioenergia

Energia solar fotovoltaica atinge marca histórica de 200 MW

O Brasil acaba de atingir a marca histórica de 200 megawatts (MW) de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica instalados em residências, comércios e serviços, indústrias, edifícios públicos e na zona rural.

Segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a fonte solar fotovoltaica, baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica de forma renovável, limpa e sustentável, lidera com folga o segmento de microgeração e minigeração distribuída, com mais de 99% das instalações do País.

Pela primeira vez desde 2012, quando foi estabelecida pela ANEEL a regulamentação que rege o segmento, os consumidores dos setores de comércio e serviços passaram a liderar o uso da energia solar fotovoltaica, com 43,1% da potência instalada no País, seguidos de perto por consumidores residenciais(39,0%), que passaram da primeira para a segunda posição. Na sequência, estão as indústrias (7,8%), consumidores rurais (5,4%), poder público (4,2%) e outros tipos, como serviços públicos (0,6%) e iluminação pública (0,04%).

Em números de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 78% do total. O alto valor é explicado pela potência reduzida dos sistemas, já que as residências consomem menos energia elétrica ao longo de um ano do que comércios, indústrias ou edifícios públicos. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (15,6%), consumidores rurais (2,9%), indústrias (2,3%), e outros tipos, como iluminação pública (0,2%) e serviços públicos (0,03%).

De acordo com a entidade, o Brasil possui hoje 23.175 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e engajamento ambiental a27.610 unidades consumidoras, somando mais de R$ 1,6 bilhão em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões do País.

O presidente executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, ressalta que o crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por três fatores principais: (i) a forte redução de mais de 75% no preço da energia solar fotovoltaica ao longo da última década; (ii) o forte aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica dos consumidores brasileiros nos últimos anos; e (iii) o aumento no protagonismo, na consciência e na responsabilidade socioambiental dos consumidores, cada vez mais dispostos a economizar dinheiro ajudando, simultaneamente, a preservação do meio ambiente.

“Celebramos com otimismo este passo histórico para a fonte solar fotovoltaica no Brasil, com a certeza de que teremos um forte crescimento do setor nos próximos anos e décadas. O Brasil possui mais de 81 milhões de unidades consumidoras e um interesse crescente da população, das empresas e também dos gestores públicos em aproveitar seus telhados, fachadas e estacionamentos para gerar energia renovável localmente, economizando dinheiro e contribuindo na prática para a construção de um país mais sustentável e com mais empregos renováveis locais e de qualidade”, comenta Sauaia.

Ranking Nacional Solar Fotovoltaico

Para acompanhar de perto a evolução da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica nos estados brasileiros, a ABSOLAR desenvolveu um Ranking Nacional Solar Fotovoltaico, que compara as potências instaladas em cada Unidade da Federação.

Atualmente, o Estado de Minas Gerais lidera o ranking nacional, com 50,7 MW, representando 24,3% da potência instalada no País, seguido pelo Rio Grande do Sul com 30,2 MW (14,5%), São Paulo com 26,8 MW (12,8%), Ceará com 12,8 MW (6,2%) e Santa Catarina com 12,0 MW (5,8%).

Fonte: ABSOLAR publicado no Jornal Canal da Bioenergia

China terá superestrada solar com carga automática de carros até 2022

A China terá até 2022 sua primeira superestrada solar, que permitirá carregar de forma automática os veículos elétricos que circulem pelos 161 quilômetros que unirão as cidades de Hangzhou e Ningbo, no leste do país.

A estrada, de seis pistas, contará com painéis solares ao longo de todo o percurso, que carregarão automaticamente os veículos elétricos, e permitirá a condução autônoma, em uma tentativa de descongestionar o tráfego de outra estrada paralela, informou nesta segunda-feira (26) o jornal oficial Global Times.

Outra novidade é que os automóveis não terão que parar para pagar os pedágios, já que o valor será cobrado de forma automática por meio de um chip instalado neles.

Com esse projeto, as autoridades querem estimular o desenvolvimento dos veículos elétricos neste país, o maior mercado mundial do automóvel, que planeja proibir, em um futuro não determinado, a produção e venda de veículos impulsionados com combustíveis fósseis.

Algumas das principais estradas, inclusive a que une as duas cidades mais importantes do país, Pequim e Xangai, já contam com milhares de pontos de recarga para veículos elétricos.

A primeira tentativa de iniciar esse tipo de estrada na China ocorreu em dezembro do ano passado na cidade de Jinan, no leste, embora só tivesse um quilômetro de extensão e tenha sofrido atos de vandalismo pouco dias depois da inauguração, quando foram roubadas peças das placas solares.

Fonte: Agência EFE 

Agência dos EUA dobra investimento estrangeiro em energia solar no 1º ano de Trump

LOS ANGELES (Reuters) – O governo dos Estados Unidos dobrou seu apoio financeiro a projetos de energia solar no exterior no ano passado, sob a política de investimento sustentável redigida nos últimos dias do governo do ex-presidente Barack Obama, de acordo com uma análise da Reuters sobre documentos governamentais.

O crescente apoio dos EUA a projetos de energia solar no exterior ocorre apesar de uma investigação federal em curso sobre empréstimos externos ao setor.

Além disso, isso também aprofunda a confusão sobre a posição do presidente Donald Trump quanto ao apoio do governo às energias renováveis, pois seu governo minimiza a ameaça do aquecimento global e promove agressivamente o desenvolvimento de combustíveis fósseis.

A Overseas Private Investment Corporation (Opic), instituição financeira internacional do governo, emprestou mais de 630 milhões de dólares a projetos estrangeiros de energia em 2017, dos quais 90 por cento eram de energia solar, eólica ou outros empreendimentos de baixa emissão de carbono, segundo documentos.

Isso se compara a 797 milhões de dólares no financiamento total de energia da Opic em 2016, dos quais 61 por cento foram destinados à energia limpa.

Os empréstimos da agência a projetos solares duplicaram para mais de 250 milhões de dólares em 2017, sustentando empreendimentos na Índia, África e América Latina, de acordo com os registros.

A porta-voz da Casa Branca, Kelly Love, não respondeu aos pedidos de comentários.

Fonte: Reuters

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