O sol na mira do cooperativismo

Há tempos o brilho do sol tem encantado bem mais que turistas no Brasil. Seguindo uma tendência mundial de diversificação de fontes energéticas e de preservação ambiental, a geração de energia solar fotovoltaica vem se desenvolvendo significativamente nos últimos anos. No Brasil, os estímulos têm sido constantes e o setor busca parcerias governamentais e privadas para crescer em altas proporções.

A fonte solar é confiável e inesgotável, sem poluição ou resíduo, e gera energia por um período de 25 a 30 anos, sendo que aproximadamente 96% dos componentes são recicláveis, exigindo manutenção mínima. Recentemente tornou-se possível o sistema de compensação de energia, no qual o excedente da micro e da minigeração é injetada na rede de distribuição, com redução na conta de energia. Se a energia injetada for superior à energia retornada da rede, o consumidor terá um crédito a ser usado, com validade de 60 meses.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica  (Absolar), no início de 2017 o Brasil marcava 60 megawatts (MW) de geração distribuída e 30MW de geração centralizada. Hoje, a projeção até o final do mês de dezembro é de 150MW para geração distribuída – até o momento o número é de 143MW. Com relação à geração centralizada, já se passou da marca de 500MW, devendo chegar a 850MW operacionais até o final do mês. Ou seja, o setor teve um crescimento de 11 vezes neste ano, devendo alcançar seu primeiro gigawatt.

Entretanto, um dos principais entraves do setor, se não o único, é o alto custo dos projetos e implantação de painéis, o que vem sendo reduzido pelo início da produção de materiais nacionais, cursos voltados a profissionais da área e aumento de concorrência no setor.  Uma instalação residencial tem custo na casa dos milhares, variando de acordo com a necessidade energética e o investimento disponível. Para tentar democratizar o acesso a financiamentos e facilitar a instalação de mini e microgeradores, as cooperativas de crédito tem voltado suas atenções para a energia solar.

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Fonte: Jornal Canal da Bioenergia

Energia Solar Fotovoltaica no Brasil: fonte de economia, oportunidades e investimentos

Nos últimos anos a questão energética tem sido pauta de discussões no mundo todo, motivada por fatores como o aquecimento global, provocado pela emissão de gases de efeito estufa, derivados, em parte, da energia elétrica produzida por meio do uso de combustíveis fósseis.

Preocupados em garantir a preservação dos recursos naturais, cada vez mais impactados pelo crescimento da população e do consumo, governos, iniciativa privada e consumidores investem no desenvolvimento de projetos que privilegiem a utilização de fontes renováveis de energia, atendendo as necessidades atuais, sem, no entanto, comprometer o acesso para as gerações futuras.

Entre as tecnologias disponíveis para diversificar a matriz energética mundial a que apresenta crescimento mais expressivo é a energia solar fotovoltaica. Acessível e  limpa a energia solar tem sido apontada como uma das principais soluções para suprir o aumento do consumo energético do país e, do lado dos consumidores, a opção para reduzir o valor da conta de energia.

Crescimento do setor nos últimos anos

Desde 2012, quando foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a regulamentação para conexão e compensação de geradores distribuídos, o setor de energia solar fotovoltaica vem se fortalecendo no Brasil. Em 2016 registrou um crescimento de cerca de 270% em relação ao ano anterior e a projeção é de que este ano atinja o patamar de 1.000 megawatts (MW) de capacidade instalada, 325% em relação aos 253 MW atuais, com investimentos que deverão somar 4,5 bilhões até dezembro.

Os dados, divulgados no dia 30 de outubro pela Absolar, Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), colocam o país entre os 30 principais geradores da energia – China, Japão, Alemanha, Estados Unidos e Itália lideram atualmente o ranking, com a fatia de quase 60% da produção mundial.

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Fonte:  Agência Ambiente Energia

Energia solar fotovoltaica cresceu 448% em dois anos

O Brasil é conhecido por ser um país tropical de sol abundante. E a energia proveniente do sol pode abastecer casas, prédios públicos, comércios. A energia fotovoltaica é realidade no país e tem potencial, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), para abastecer 2,3 vezes toda a demanda residencial do Brasil.

O presidente Absolar, Rodrigo Sauaia, pontua que essa produção seria possível se todos os telhados de residências brasileiras fossem aproveitados para geração distribuída solar fotovoltaica. “Só os telhados residenciais do país seriam capazes de suprir a demanda por mais de duas vezes dos domicílios brasileiros”, exemplifica.

Estes dados são a prova do enorme potencial desta tecnologia. “A energia fotovoltaica auxilia a reduzir os gastos de consumidores com energia elétrica, tem contribuído para reaquecer a economia do país e gerar empregos locais e de qualidade para a população”, comenta. São criados aproximadamente de 25 a 30 empregos diretos para cada megawatt instalado em um ano.

“No que depender de recurso solar, o Brasil está muito bem posicionado no âmbito internacional para se tornar uma referência em energia solar fotovoltaica. Mas a maioria deste potencial ainda não está aproveitada”, explica o presidente da Absolar.

Por isso é possível multiplicar e aumentar a geração de energia limpa e renovável e de baixo impacto ambiental. Basta a energia solar também ser gerada em estacionamentos, prédios públicos, edifícios comerciais e tantos outros.  Segundo Rodrigo, no que depender da fonte solar fotovoltaica, ainda existe muita oportunidade de redução de gastos, crescimento e desenvolvimento, com responsabilidade e sustentabilidade.

A energia solar de micro e minigeração atingiu o patamar de 111 megawatts (MW) de capacidade instalada. Destes, 77,6 MW, mais de 69%, são provenientes da fonte solar fotovoltaica, capaz de gerar energia elétrica suficiente para abastecer mais de 45 mil residências.

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Fonte: Jornal Canal da Bioenergia

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