Energia solar é a maior empregadora de energia renovável, gerando cerca de 3,4 milhões de empregos

Segundo dados da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o setor de energia renovável criou mais de 500.000 novos empregos em todo o mundo em 2017, um aumento de 5,3% em relação a 2016. A quinta edição do relatório Renewable Energy and Jobs – Annual Review, lançado recentemente na Reunião do Conselho da IRENA em Abu Dhabi, mostra que o total de pessoas empregadas no setor, inclusive em grandes hidrelétricas, está atualmente em 10,3 milhões, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 10 milhões.

Para IRENA, o setor de energia solar fotovoltaica continua sendo o maior empregador entre todas as tecnologias de energia renovável e responde por aproximadamente 3,4 milhões de empregos, quase 9% a partir do ano de 2016, depois de atingir um recorde de 94 GW de instalações em 2017. É estimado que a China tenha dois terços dos empregos no segmento de energia solar fotovoltaica, o que equivale a 2,2 milhões e representa 13% de expansão em comparação ao ano anterior.

Os países, China, Brasil, Estados Unidos, Índia, Alemanha e Japão continuam sendo elegidos como os maiores empregadores do mercado de energia renovável no mundo e representam mais de 70% de todos os empregos no setor globalmente, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável – IRENA. Juntos, os cinco países respondem por cerca de 90% dos empregos em energia solar fotovoltaica. A agência IRENA estima que a economia global pode criar até 28 milhões de empregos no setor de energia renovável até o ano de 2050.
De acordo com a Agência, muitos países reconhecem que o crescimento econômico baseado em tecnologias de baixo carbono é importante e além de tudo muito atrativo. Países que possuem políticas e estruturas regulatórias favoráveis ao setor colhem maiores benefícios sociais, econômicos e ambientais.

A energia solar fotovoltaica é uma das fontes que mais gera empregos diretos e indiretos. Segundo representantes do Greenpeace os postos de trabalho criados são na cadeia de produção e instalação dos sistemas solares. Até mesmo a micro geração distribuída abre vagas de empregos em todas as partes do mundo. Pequenos sistemas fotovoltaicos instalados de 20 MW empregam 600 pessoas. Esse número pode se multiplicar com a instalação das usinas solares contratadas nos leilões. A estimativa é que uma usina solar de 1 GW gere 3 mil empregos.

Segundo Adnan Z. Amin, Diretor Geral da IRENA, a redução dos custos e políticas favoráveis impulsionaram o investimento e, por consequência, os empregos em energias renováveis em todo o mundo. Nos últimos quatro anos, por exemplo, o número de empregos nos setores solar e eólico mais do que dobrou.

Outros estudos mostram que quanto mais crescem os projetos de energia solar no país, simultaneamente, crescem as oportunidades de emprego. Para este ano, estima-se que surjam entre 60 a 99 mil oportunidades de trabalho no setor. Essas oportunidades de emprego deverão ser criadas conforme o desenvolvimento do mercado de energia solar brasileiro. Para saber mais sobre baterias de lítio, placa solar e energia solar, confira às novidades do Portal Solar, maior website do setor.

Fonte: Terra

Certificação de energia renovável dobra no primeiro trimestre

De janeiro a 7 de maio, foram emitidos 83 mil certificados no Brasil, contra 40 mil em igual período de 2017; expectativa é que número de usinas cresça de 30 para 50 até fim do ano

Nos primeiros quatro meses deste ano, de janeiro até 7 de maio, o número de Certificados de Energia Renovável (REC, na sigla em inglês) emitidos no mercado brasileiro dobrou em relação ao mesmo período de 2017, até então o melhor ano do mercado. Em 2017, de janeiro até 7 de maio foram emitidos cerca de 40.000 RECs, enquanto no mesmo período deste ano, já foram emitidos mais de 83.000 RECs.

Desde 2013, quando passou a contar com um sistema estruturado de registro, emissão e transação de RECs, o mercado brasileiro acumula sucessivos recordes de crescimento. No ano passado, foram emitidos exatos 229.319 certificados, mais que o dobro do resultado de 2016. De 2014 até 7 de maio, foram transacionados um total de 434.165 certificados.

A partir de 2016, o país passou a integrar o grupo de países que segue o padrão internacional I-REC. O I-REC é uma plataforma internacional de transações que permite aos consumidores adquirirem o certificado de uma energia de fonte renovável rastreada para compensar as emissões pelo consumo de energia de origem fóssil ou de difícil comprovação de origem. Com isso, empresas energointensivas conseguem alcançar metas de aumento de energia renovável sem necessariamente investir em geração própria.

Cada certificado equivale a 1 MWh de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis. O aumento da demanda por RECs sinaliza que as empresas estão preferindo consumir energia renovável e, ao mesmo tempo, mostra o compromisso com a mudança de comportamento energético.

“O Brasil possui atualmente 34 usinas registradas, aptas a emitir RECs no mercado interno, e até final de 2018, esse número deve subir para mais de 50”, segundo o diretor do instituto, Fernando Lopes. Essa previsão se baseia na grande evolução de contatos e reuniões que vem sendo realizados pelo Instituto Totum e também os novos contratos em fase de finalização. A maioria das 34 usinas é de fonte eólica, mas há também hídricas, pequenas centrais hidrelétricas, solar e biomassa.

Os dados são fornecidos pelo Instituto Totum, emissor local de RECs no Brasil credenciado pela organização mundial I-REC Services. O Programa de Certificação de Energia Renovável tem parceria com a Abragel, a Abeeólica, e apoio da CCEE e Abraceel.

Fonte: Brasil Energia

Agência Internacional de Energia Renovável prevê crescimento até 2050

Aumentar a velocidade de adoção das energias renováveis em escala global em pelo menos seis vezes é fator crítico para atender às necessidades de redução de emissões relacionadas à energia pelo Acordo de Paris e pode limitar o aumento da temperatura global a dois graus, de acordo com a última edição do cenário de energia renovável de longo prazo da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).

Transformação Energética Global: Um Roteiro para 2050, lançado hoje (18) durante o Diálogo sobre Transição Energética de Berlim, também conclui que um aumento cumulativo do investimento no sistema energético em 30% até 2050 em favor de energia renovável e eficiência energética pode criar mais de 11 milhões de empregos no setor energético, compensando completamente as perdas no segmento de combustíveis fósseis.

A ação imediata também reduzirá a escala e o valor dos ativos ociosos relacionados à energia no futuro. O estudo prevê até US$ 11 trilhões de ativos de energia ociosos até 2050 – um valor que pode dobrar se a ação sofrer mais atrasos.

“A energia renovável e a eficiência energética formam a base da solução mundial para as emissões de CO2 relacionadas à energia e podem fornecer mais de 90% das reduções de emissão de CO2 relacionadas à energia necessárias para manter o aumento da temperatura global em dois graus”, destacou o Diretor Geral da IRENA, Adnan Z. Amin.

“Se quisermos descarbonizar a energia global com rapidez suficiente para evitar os impactos mais severos da mudança climática, as energias renováveis ​​devem representar pelo menos dois terços da energia total até 2050. A transformação não apenas apoiará objetivos climáticos, como também resultados sociais e econômicos positivos em todo o mundo, tirando milhões da pobreza energética, aumentando a independência energética e estimulando o crescimento sustentável do emprego”, acrescentou Amin.

“Existe uma oportunidade para aumentar o investimento em tecnologias de baixo carbono e mudar ainda na nossa geração o paradigma de desenvolvimento global – passando de um de escassez, desigualdade e competição para um de prosperidade compartilhada. Essa é uma oportunidade que devemos aproveitar, adotando políticas fortes, mobilizando capital e impulsionando a inovação em todo o sistema energético”.

Os planos atuais dos governos ficam aquém das necessidades de redução de emissões. Na trajetória de hoje, o mundo exauriria seu “orçamento de carbono” (CO2) relacionado à energia para 2oC em menos de 20 anos, apesar do contínuo e forte crescimento nas adições de capacidade renovável.

No final de 2017, a capacidade de geração renovável global aumentou em 167 GW e atingiu 2.179 GW em todo o mundo – um crescimento anual de 8,3%. No entanto, sem um aumento de escala, os combustíveis fósseis como petróleo, gás natural e carvão continuariam a dominar o mix energético global até 2050.

A análise da IRENA delineia um sistema energético no qual as energias renováveis ​​respondem por dois terços do consumo final total de energia e 85% da geração de energia até 2050 – acima de 18% e 25%, respectivamente hoje.

Para conseguir isso, é necessária uma aceleração de pelo menos seis vezes da energia renovável, tanto por meio do aumento da eletrificação do transporte e dos sistemas de aquecimento, quanto pelo uso mais direto de fontes renováveis.

A eletrificação e a energia renovável são os principais impulsionadores descritos no relatório, com a capacidade solar e eólica liderando a transformação de energia.

Clique aqui e faça o download do Global Energy Transformation: um roteiro para 2050

Fonte: Ambiente Energia

Gigante espanhola de energia renovável busca expansão mundial

(Bloomberg) — A gigante da energia renovável Acciona quer expandir seus negócios por todo o planeta — menos em seu país natal.

“Estamos concentrados demais na Espanha”, disse Rafael Mateo, CEO da unidade Acciona Energy, em entrevista concedida na segunda-feira na Cúpula sobre o Futuro da Energia da Bloomberg New Energy Finance.

Dos EUA à Austrália e do Egito ao Chile, a empresa com sede em Alcobendas, na Espanha, está somando cerca de 1.000 megawatts adicionais de energia solar e eólica aos 9.500 megawatts, na maior parte de energia eólica, que já possui e opera em mais de 20 países.

Os fatores-chave são a saturação e a economia

“No Chile só é preciso adicionar, adicionar e adicionar”, disse Mateo, observando que muitos países em desenvolvimento precisam construir mais usinas de energia para acompanhar o ritmo do crescimento econômico.

A Acciona planeja participar de leilões de energia neste ano no México e quer construir projetos na Argentina e, talvez, no Peru. A companhia não pretende construir no Brasil, disse Mateo, em parte porque o país é muito grande e tem muitas concessionárias locais poderosas. Mateo está aberto a crescer por meio de fusões e aquisições, mas não tem planos de fazê-lo agora, disse ele.

O financiamento não é um problema, mesmo se as taxas de juros aumentarem, disse Mateo. Em lugares como o México, o Chile, a Austrália e os EUA, o maior desafio é criar projetos “totalmente financiáveis” autorizados, ter clientes, disse Mateo.

“Se o projeto é bom, não há problema de financiamento”, disse ele.

Excesso de capacidade europeu

A Europa, ao contrário, tem um excesso de capacidade de usinas de energia, então as geradoras de combustíveis fósseis terão que fechar para dar lugar à energia solar e eólica, disse Mateo. E antes que a Europa possa voltar a ser um grande motor de crescimento, ela precisa reestruturar os mercados de energia para permitir mais contratos de longo prazo entre geradores e clientes, disse Mateo.

Na Europa Ocidental, é claro, há margem para alguns negócios. No sul da Espanha, a Acciona está desmantelando cerca de 90 torres eólicas e substituindo-as por 12 torres modernas que podem produzir a mesma quantidade de energia. Mas a grande fase de crescimento ali só vai acontecer quando os geradores rivais de combustíveis fósseis forem fechados, disse ele.

“Eu digo aos meus colegas que, se nós estivéssemos no setor de mineração de carvão, provavelmente teríamos que começar a preparar os nossos CVs”, disse ele. “Mas no setor de energias renováveis não, porque as energias renováveis são o presente.”

Fonte: Bloomberg

Custo menor da energia renovável desbanca combustíveis fósseis

(Bloomberg) — A equação econômica da geração de eletricidade a partir de combustíveis fósseis está se deteriorando rapidamente diante da queda de custos das tecnologias de energia renovável.

É esta a conclusão de um relatório da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) sobre o nivelamento dos custos de energia, que contempla despesas com compras de equipamentos, pagamento de dívidas e operação de usinas com cada tecnologia. Na maioria dos lugares, sistemas de energia solar e eólica vão funcionar com menos recursos do que os sistemas a carvão até 2023, afirmou o grupo de pesquisa nesta quarta-feira (28/03).

“Algumas estações elétricas existentes movidas a carvão e gás, com custos de capital já amortizados, continuarão funcionando por muitos anos”, disse Elena Giannakopoulou, chefe da área de economia energética da BNEF. “Mas a justificativa econômica para construção de mais capacidade com carvão e gás está ruindo.”

O estudo de 104 páginas contextualizou os fatores que entram nos cálculos para definir a melhor forma de gerar eletricidade nos próximos anos. A BNEF examinou o setor em locais como China, EUA, Índia e Austrália e as principais tecnologias renováveis.

Um fator novo é que o custo das baterias de íon-lítio diminuiu 79 por cento desde 2010, de forma que a armazenagem de energia pode virar possibilidade nos próximos anos. O preço por megawatt-hora para geração de eletricidade em parques eólicos construídos em terra caiu 18 por cento neste início de 2018 para US$ 55, enquanto o custo com tecnologia fotovoltaica recuou 18 por cento para US$ 70.

Os sistemas solares e eólicos mais baratos agora se encontram na China e Índia, também campeãs em poluição. Por ora, são as fontes mais baratas de eletricidade, mesmo após o recuo significativo dos custos de energia solar e eólica.

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Fonte: Bloomberg

Sul do Piauí terá oito parques de produção de energia eólica

A empresa Atlantic Energias Renováveis iniciou a implantação de oito parques de produção de energia eólica em Lagoa do Barro do Piauí (493 km de Teresina).

Os 65 aerogeradores da Atlantic Energias Renováveis serão distribuídos por 8 parques, em uma área de 2.854 hectares, e utilizarão os bons ventos do Nordeste para gerar 195 MW de energia eólica.

As obras do Complexo Eólico Lagoa do Barro estão sendo tocadas e nesta terça-feira (27/03) os transformadores de potência elevatória serão descarregados no empreendimento.

A Atlantic Energias Renováveis iniciou o transporte de seus transformadores de potência elevatória (trafos), que partiram de Blumenau, em Santa Catarina, para chegar nesta terça-feira no Complexo Eólico Lagoa do Barro, localizado no sudoeste do Piauí.

A empresa Atlantic Energias Renováveis informou que com 50% das obras civis, de eletromecânica e relacionadas às linhas de transmissão concluídas, agora o empreendimento irá receber os trafos, partes fundamentais das subestações.

Os tarfos são os responsáveis pela elevação ou redução da tensão, o que resulta no mínimo de perdas energéticas durante o percurso e garante a distribuição da energia pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).

Assim, o Complexo Eólico Lagoa do Barro está cada vez mais próximo de entrar em plena operação comercial, cuja previsão é para o segundo semestre deste ano.

O primeiro empreendimento da Atlantic Energias Renováveis no Piauí alcançou 50% das obras gerais concluídas – construção civil, eletromecânica e linha de transmissão.

A implantação da fábrica de torres, responsável pela produção de 1.500 peças que sustentarão os 65 aerogeradores, é o principal destaque do mês. Estão sendo finalizadas as atividades civis e a montagem da usina de concreto para que, ainda em março, seja iniciada a montagem dos pórticos e da cobertura da área de fabricação das dovelas (peças de concreto que compõem as torres dos aerogeradores).

Com a produção da estrutura dos aerogeradores realizada dentro do próprio empreendimento – processo inovador também utilizado no Complexo Eólico Santa Vitória do Palmar –, o resultado é a “diminuição de riscos com logísticas e maior monitoramento das atividades de produção”, explica o gerente de obras, Armando Barros.

Para que as torres de concreto sejam edificadas já no início do segundo semestre, continuam sendo construídas em março as plataformas (52% concluídas) e fundações diretas dos aerogeradores: 54 escavadas, sendo que 48 já foram concretadas.

Estão em andamento também as obras civis da estação coletora (15,6% finalizadas) e das vias de acesso que ligarão os oito parques do complexo (85% concluídas), além da linha de transmissão que levará energia limpa ao ponto de conexão, em São João do Piauí. “Com o início das fundações das torres da linha de transmissão do último trecho, a implantação da linha está 62,2% concluída”, afirma Armando.

Com operação prevista para o final deste ano, o segundo maior complexo eólico da Atlantic terá 195 megawatts de potência instalada. Para isso, ao longo de seus 2.854 hectares, funcionarão os “maiores e mais potentes aerogeradores do Brasil”, com 120 metros de alturas e pás de 63 metros cada, ressalta Armando Barros.

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Fonte: Meio Norte compartilhado pelo Cidades em Foco

País que mais exporta petróleo no mundo começa a apostar energia renovável

A localização e o clima da Arábia Saudita fazem com que possua uma grande quantidade de locais promissores para a geração de energia solar e eólica

A vida na Arábia Saudita vem há tempos sendo definida pelo petróleo que jorra no reino. Ao longo de décadas, a grande riqueza que trouxe pagou não apenas as torres brilhantes e os shopping centers, mas também bancou o setor do governo que emprega a maioria dos trabalhadores sauditas.

Agora, a Arábia Saudita está tentando atrelar seu futuro a outro recurso natural que o reino possui em abundância: a luz do sol.

O maior exportador de petróleo do mundo está embarcando, sob a batuta do príncipe Mohammed bin Salman, em um esforço ambicioso para diversificar sua economia e revigorar o crescimento, em parte colocando dinheiro em energias renováveis. O governo saudita quer não apenas remodelar seu modelo energético, mas também se tornar uma força global da energia limpa.

Alcançar esse objetivo é uma grande questão. A estratégia, porém, está finalmente fazendo progressos depois de alguns ajustes e recomeços.

Em 5 de fevereiro, Riad pressionou a empresa de energia saudita ACWA Power a construir uma fazenda solar que geraria eletricidade suficiente para cerca de 40 mil casas. O projeto vai custar US$300 milhões e criar centenas de empregos, segundo Turki al-Shehri, chefe do programa de energia renovável do reino.

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Fonte: Gazeta do Povo

Arábia Saudita planeja virada para energia renovável

A vida na Arábia Saudita há muito é definida pelo petróleo, que pagou não só pelas reluzentes torres e shopping centers que enfeitam suas cidades mas também por um setor público que emprega a maioria da população.

Agora, o país tenta vincular seu futuro a outro recurso natural de que dispõe abundantemente: a luz do sol.

Sob a orientação do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, o maior exportador mundial de petróleo está embarcando num esforço ambicioso para diversificar a economia e renovar o crescimento, em parte via investimentos em energia renovável e, assim, virar uma potência mundial na energia limpa.

A estatal de energia ACWA Power deve construir, ao custo de US$ 300 milhões, uma central de energia solar que deve abastecer até 200 mil residências, segundo Turki al-Shehri, chefe do programa de energia renovável saudita.

Pelo final do ano, a Arábia Saudita pretende investir até US$ 7 bilhões no desenvolvimento de sete novas centrais de energia solar e um grande complexo de energia eólica.

O país espera que a energia renovável, hoje porção desprezível, corresponda a até 10% do que gerar em 2023.

Todos os grandes desenvolvedores estão de olho na Arábia Saudita, disse Jenny Chase, analista da Bloomberg New Energy Finance.

O país fez grandes planos e pronunciamentos, mas as diversas organizações que existem por lá não chegaram a acordo sobre o caminho a seguir, acrescentou. Chase se referiu a esse acordo como primeiro passo para criar um mercado que todos esperam venha a ser muito grande.

A Arábia Saudita adotou metas ambiciosas para energia ecológica, anos atrás, mas sem executar grandes projetos, e pouca coisa mudou.

A maior central de energia solar em operação no país fica no estacionamento da estatal de petróleo Saudi Aramco, em Dhahran. Gera energia suficiente para abastecer um edifício de escritórios.

Mas a experiência limitada com energia solar ainda assim foi um catalisador importante, e a companhia criou uma equipe de especialistas em fontes renováveis. A experiência ajudou o país a se concentrar em painéis solares convencionais, que empregam espelhos para a concentrar a luz e gerar calor.

A estratégia para fontes renováveis começou a ganhar forma quando Khaled al-Falih assumiu como ministro da Energia, em 2016.

Shehri, o chefe do programa de energia renovável saudita, disse que está diante de uma tarefa imensamente desafiadora. Cumprir as metas requer que contratos para novas instalações sejam concedidos até o final de 2020.

A Arábia Saudita, com vastas reservas de petróleo, poderia parecer um proponente estranho para a energia renovável. Mas a localização e o clima do país significam que ele conta com números promissores para centrais de energia solar e eólica.

O custo de instalar e operar essas duas tecnologias caiu muito nos últimos anos e pode se tornar uma alternativa barata e limpa.

Para o projeto a ser construído pela ACWA Power,o governo recebeu propostas com alguns dos valores mais baixos já apresentados em qualquer concorrência nesse segmento. A central será construída em Sakaka, no norte do país, e o custo previsto de entre dois e três centavos de dólar por quilowatt-hora significaria que a geração de eletricidade por energia solar terá custo mais baixo que o da gerada por combustíveis fósseis.

Um grande esforço na energia solar e eólica também teria outros benefícios, especialmente o de permitir que os sauditas vendam proporção maior de seu petróleo.

Os sauditas recorrem ao ar condicionado por boa parte do ano, o que gera estouro na demanda por energia e acionamento de usinas de combustível fóssil. Em junho do ano passado, elas queimavam em média 680 mil barris diários de petróleo, segundo a Joint Organizations Data Initiative.

Esse número comparável à produção de um país com extração modesta de petróleo, como o Egito já representa uma queda ante os 900 mil barris diários queimados em 2015, mas ainda assim significa dinheiro desperdiçado.

Se vendido no exterior, esse volume de petróleo elevaria em US$ 47 milhões ao dia a receita do governo.

Um dos principais objetivos do plano do príncipe herdeiro para transformar a economia saudita é criar empregos para os jovens. Atrair investimento a um setor que na prática não existe no país, disse Shehri, significaria criar empregos, criar produção.

Ainda assim, o processo pelo qual a Arábia Saudita vem tentando expandir sua capacidade de geração de usina eólica e solar causou preocupação.

Analistas apontaram especialmente para a forma pela qual os líderes escolhem suas empresas preferidas. O governo apresentou dois finalistas para o projeto de energia solar, mas desconsiderou uma oferta que propunha preço mais baixo, o que levou especialistas a questionar a transparência do processo de concorrência.

Fonte: Folha de S.Paulo

Brasil procura se unir à Agência Internacional de Energia Renovável

No mês passado, o Brasil anunciou sua intenção de iniciar o processo de se tornar membro integral da Agência Internacional de Energia Renovável, e este mês a Agência recebeu as intenções do Brasil, afirmando que a decisão “reflete o forte compromisso do país com o multilateralismo e a energia sustentável”.

O ministro das Minas e Energia do Brasil, Fernando Coelho Filho, anunciou no mês passado a intenção de seu governo de iniciar a adesão do Brasil à Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). O anúncio foi feito ao lado do presidente da Energy Research Company (EPE), Luiz Barroso, na VIII Assembléia Geral da IRENA realizada em Abu Dhabi em janeiro.

“O Brasil é um dos melhores exemplos da representação substancial de energias renováveis ​​na matriz, tanto elétrica como energética, e estou convencido de que podemos contribuir muito com a Agência e seus países membros”, disse o ministro Filho no mês passado . “Como membro, poderemos participar mais ativamente no debate sobre questões relevantes na agenda internacional de energia, além de beneficiar das ferramentas e iniciativas desenvolvidas pela IRENA”.

O movimento ocorre apenas alguns meses depois que o Brasil se juntou à Agência Internacional de Energia como um País da Associação – “países que trabalham” de mãos dadas com a AIE em questões críticas “que incluem segurança energética, dados e estatísticas e soluções de políticas energéticas. “O Brasil se juntou a apenas seis outros países da Associação – China, Índia, Indonésia, Marrocos, Cingapura e Tailândia. A mudança do Brasil para se juntar à IRENA traz o número de países da Agência buscando adesão até 27, além de 154 membros de pleno direito.

“Com o anúncio de hoje da Associação IEA, estamos dando outro passo importante para colocar o Brasil no centro do debate global sobre questões-chave da política energética, incluindo energia renovável, eficiência energética, uso racional de combustíveis fósseis, segurança energética e desenvolvimento sustentável”, disse Filho. em novembro.

De acordo com a Administração de Comércio Internacional dos EUA , o Brasil fornece 76% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis ​​- realizado principalmente através da energia hidrelétrica, que de acordo com as figuras mais recentes da IRENA , fica em 97,6 GW impressionantes. O país também possui 13 GW de bioenergia e outro mais de 11 GW de energia eólica – o nono maior grupo eólico do mundo, e com um alvo de 24 GW até 2024.

Não surpreendentemente, o movimento do Brasil para buscar a adesão ao IRENA foi recebido com o apoio da Agência e seu Diretor.

“A decisão do Brasil de buscar a adesão do IRENA reflete o forte compromisso do país com o multilateralismo e a energia sustentável”, disse Adnan Z. Amin, Diretor Geral da IRENA . “Um pioneiro em bioenergia e um dos líderes em energia eólica e hidrelétrica na América Latina, o Brasil possui um portfólio vasto, diversificado e crescente de energia renovável que o posiciona para desempenhar um papel fundamental na transformação global de energia em andamento”.

“O Brasil está muito feliz por começar o processo de se juntar ao IRENA”, disse Fernando Coelho Filho este mês, expandindo seus comentários a partir de janeiro. “O país é um dos melhores exemplos do papel importante que as renováveis ​​desempenham nas matrizes de energia e eletricidade e na inovação política para seu desenvolvimento. Como participante da IRENA, o Brasil poderá participar ativamente do debate dos tópicos mais relevantes na agenda energética global, bem como beneficiar das ferramentas e base de conhecimento desenvolvidas pela Agência. Estou convencido de que o Brasil contribuirá significativamente para o IRENA e seus países membros.

Fonte: Portal Meio Ambiente Rio

Brasil deve atrair gigantes globais com leilões para energia renovável em 2018

O Brasil deve atrair gigantes globais do mercado de energia em leilões para contratação de novos projetos de geração renovável

O Brasil deve atrair gigantes globais do mercado de energia em leilões para contratação de novos projetos de geração renovável previstos para este ano, em meio a projeções de que uma forte competição restringirá a participação de empresas locais e fundos de investimento, disseram especialistas à Reuters.
O país já agendou uma licitação para abril, que viabilizará usinas para iniciar a operação a partir de 2022, e ao menos mais um certame deve ser realizado no ano, para empreendimentos com entrega em 2024, este também aberto à termelétricas, disse o presidente da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso.
Para o leilão de abril, o chamado “A-4”, há um recorde de 48,7 gigawatts em projetos cadastrados por investidores, maior volume já registrado em certames voltados a fontes renováveis o montante equivale a mais de três usinas do porte de Itaipu, maior geradora do mundo.
“O grande número de projetos cadastrados indica um mercado ainda muito atrativo para os investidores. Apesar de alguns percalços, o Brasil possui a confiança de desenvolvedores e investidores nacionais e internacionais”, disse Barroso, em respostas por e-mail.Uma prova do apetite do mercado foi dada em dezembro passado, quando após dois anos sem licitações o governo brasileiro conseguiu contratar novas usinas solares e eólicas pelos menores preços já registrados no país, com deságios de cerca de 60 por cento ante os preços-teto definidos para a produção futura dos empreendimentos.
A diretora da consultoria Thymos Energia, Thais Prandini, avalia que esse novo cenário de preços deve continuar, o que favorece grandes elétricas europeias em detrimento de fundos e investidores locais.
“Tem um perfil de investidor que continua super animado, animadíssimo, querendo participar. E tem quem está começando a achar que os deságios estão muito grandes e não vale mais a pena, as margens diminuem”, disse.
Para o sócio da consultoria Thoreos, Rodrigo de Barros, os retornos ficaram mais baixos e próximos dos oferecidos para projetos de energia renovável em leilões recentes ao redor do mundo, mas com a diferença de que no Brasil os contratos são em reais, e não em dólar como em alguns outros países, o que representa um risco cambial para o empreendedor.
“Está bem mais difícil para os players locais… A gente não espera retornos muito bons. Ao preço que está, só quem tem acesso a capital lá fora, com juros muito baixos. Só essas gigantes”, afirmou ele, que citou como exemplos o grupo italiano Enel e a francesa Engie. O especialista em energia da Deloitte, Luis Carlos Tsutomu, afirmou que essas grandes elétricas possuem projetos por todo o mundo e presença forte na América Latina, o que reduz o risco cambial.
“No somatório de todo portfólio, se você está em vários países, consegue diversificar e diluir esse risco. Mesmo grandes players globais se assustaram com o que aconteceu no final do ano passado. Aumentou muito o nível de competição”, disse.
As expectativas são de que os leilões brasileiros em um ano em que o país sai da maior recessão em décadas devem contratar mais que os 4,5 gigawatts de 2017- um volume que poucos mercados de energia no mundo movimentam anualmente.
Riscos e retorno
O consultor da Deloitte ressaltou ainda que o governo precisa ficar atento à evolução dos empreendimentos contratados, uma vez que tarifas muito baixas acabam também por aumentar chances de alguns projetos não saírem do papel. “É só ver o que aconteceu com projetos solares do leilão de 2014… Na hora em que venderam, fazia sentido. Depois, teve uma variação do câmbio e foi por água abaixo”, afirmou.
No caso citado pelo especialista, diversos empreendedores paralisaram projetos de energia após uma forte desvalorização do real em 2015 e 2016, em meio à instabilidade gerada por um processo que culminou no impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Na época, o governo acabou por promover um inédito leilão reverso, em que investidores pagaram um prêmio em troca de desistir sem multas de 25 projetos que não saíram do papel, incluindo usinas solares e eólicas.
Ainda assim, os consultores são unânimes em apontar que há apetite suficiente dos investidores para manter os preços baixos dos leilões do ano passado, embora já exista algum ceticismo no mercado devido aos baixos retornos.
Nesta quarta-feira, o UBS cortou o preço-alvo para as ações da geradora AES Tietê, que viabilizou um projeto solar no leilão A-4 de 2017. “Não acreditamos que os projetos solares anunciados recentemente serão geradores de valor”, afirmaram os analistas do banco em relatório.
Além da AES Tietê, da norte-americana AES, os leilões de 2017 tiveram como principais vencedores elétricas estrangeiras como a italiana Enel, a portuguesa EDP, a francesa Voltalia e a dinamarquesa European Energy, todas já com projetos anteriores no Brasil.
Fonte: Reuters

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