Arábia Saudita planeja virada para energia renovável

A vida na Arábia Saudita há muito é definida pelo petróleo, que pagou não só pelas reluzentes torres e shopping centers que enfeitam suas cidades mas também por um setor público que emprega a maioria da população.

Agora, o país tenta vincular seu futuro a outro recurso natural de que dispõe abundantemente: a luz do sol.

Sob a orientação do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, o maior exportador mundial de petróleo está embarcando num esforço ambicioso para diversificar a economia e renovar o crescimento, em parte via investimentos em energia renovável e, assim, virar uma potência mundial na energia limpa.

A estatal de energia ACWA Power deve construir, ao custo de US$ 300 milhões, uma central de energia solar que deve abastecer até 200 mil residências, segundo Turki al-Shehri, chefe do programa de energia renovável saudita.

Pelo final do ano, a Arábia Saudita pretende investir até US$ 7 bilhões no desenvolvimento de sete novas centrais de energia solar e um grande complexo de energia eólica.

O país espera que a energia renovável, hoje porção desprezível, corresponda a até 10% do que gerar em 2023.

Todos os grandes desenvolvedores estão de olho na Arábia Saudita, disse Jenny Chase, analista da Bloomberg New Energy Finance.

O país fez grandes planos e pronunciamentos, mas as diversas organizações que existem por lá não chegaram a acordo sobre o caminho a seguir, acrescentou. Chase se referiu a esse acordo como primeiro passo para criar um mercado que todos esperam venha a ser muito grande.

A Arábia Saudita adotou metas ambiciosas para energia ecológica, anos atrás, mas sem executar grandes projetos, e pouca coisa mudou.

A maior central de energia solar em operação no país fica no estacionamento da estatal de petróleo Saudi Aramco, em Dhahran. Gera energia suficiente para abastecer um edifício de escritórios.

Mas a experiência limitada com energia solar ainda assim foi um catalisador importante, e a companhia criou uma equipe de especialistas em fontes renováveis. A experiência ajudou o país a se concentrar em painéis solares convencionais, que empregam espelhos para a concentrar a luz e gerar calor.

A estratégia para fontes renováveis começou a ganhar forma quando Khaled al-Falih assumiu como ministro da Energia, em 2016.

Shehri, o chefe do programa de energia renovável saudita, disse que está diante de uma tarefa imensamente desafiadora. Cumprir as metas requer que contratos para novas instalações sejam concedidos até o final de 2020.

A Arábia Saudita, com vastas reservas de petróleo, poderia parecer um proponente estranho para a energia renovável. Mas a localização e o clima do país significam que ele conta com números promissores para centrais de energia solar e eólica.

O custo de instalar e operar essas duas tecnologias caiu muito nos últimos anos e pode se tornar uma alternativa barata e limpa.

Para o projeto a ser construído pela ACWA Power,o governo recebeu propostas com alguns dos valores mais baixos já apresentados em qualquer concorrência nesse segmento. A central será construída em Sakaka, no norte do país, e o custo previsto de entre dois e três centavos de dólar por quilowatt-hora significaria que a geração de eletricidade por energia solar terá custo mais baixo que o da gerada por combustíveis fósseis.

Um grande esforço na energia solar e eólica também teria outros benefícios, especialmente o de permitir que os sauditas vendam proporção maior de seu petróleo.

Os sauditas recorrem ao ar condicionado por boa parte do ano, o que gera estouro na demanda por energia e acionamento de usinas de combustível fóssil. Em junho do ano passado, elas queimavam em média 680 mil barris diários de petróleo, segundo a Joint Organizations Data Initiative.

Esse número comparável à produção de um país com extração modesta de petróleo, como o Egito já representa uma queda ante os 900 mil barris diários queimados em 2015, mas ainda assim significa dinheiro desperdiçado.

Se vendido no exterior, esse volume de petróleo elevaria em US$ 47 milhões ao dia a receita do governo.

Um dos principais objetivos do plano do príncipe herdeiro para transformar a economia saudita é criar empregos para os jovens. Atrair investimento a um setor que na prática não existe no país, disse Shehri, significaria criar empregos, criar produção.

Ainda assim, o processo pelo qual a Arábia Saudita vem tentando expandir sua capacidade de geração de usina eólica e solar causou preocupação.

Analistas apontaram especialmente para a forma pela qual os líderes escolhem suas empresas preferidas. O governo apresentou dois finalistas para o projeto de energia solar, mas desconsiderou uma oferta que propunha preço mais baixo, o que levou especialistas a questionar a transparência do processo de concorrência.

Fonte: Folha de S.Paulo

Brasil procura se unir à Agência Internacional de Energia Renovável

No mês passado, o Brasil anunciou sua intenção de iniciar o processo de se tornar membro integral da Agência Internacional de Energia Renovável, e este mês a Agência recebeu as intenções do Brasil, afirmando que a decisão “reflete o forte compromisso do país com o multilateralismo e a energia sustentável”.

O ministro das Minas e Energia do Brasil, Fernando Coelho Filho, anunciou no mês passado a intenção de seu governo de iniciar a adesão do Brasil à Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). O anúncio foi feito ao lado do presidente da Energy Research Company (EPE), Luiz Barroso, na VIII Assembléia Geral da IRENA realizada em Abu Dhabi em janeiro.

“O Brasil é um dos melhores exemplos da representação substancial de energias renováveis ​​na matriz, tanto elétrica como energética, e estou convencido de que podemos contribuir muito com a Agência e seus países membros”, disse o ministro Filho no mês passado . “Como membro, poderemos participar mais ativamente no debate sobre questões relevantes na agenda internacional de energia, além de beneficiar das ferramentas e iniciativas desenvolvidas pela IRENA”.

O movimento ocorre apenas alguns meses depois que o Brasil se juntou à Agência Internacional de Energia como um País da Associação – “países que trabalham” de mãos dadas com a AIE em questões críticas “que incluem segurança energética, dados e estatísticas e soluções de políticas energéticas. “O Brasil se juntou a apenas seis outros países da Associação – China, Índia, Indonésia, Marrocos, Cingapura e Tailândia. A mudança do Brasil para se juntar à IRENA traz o número de países da Agência buscando adesão até 27, além de 154 membros de pleno direito.

“Com o anúncio de hoje da Associação IEA, estamos dando outro passo importante para colocar o Brasil no centro do debate global sobre questões-chave da política energética, incluindo energia renovável, eficiência energética, uso racional de combustíveis fósseis, segurança energética e desenvolvimento sustentável”, disse Filho. em novembro.

De acordo com a Administração de Comércio Internacional dos EUA , o Brasil fornece 76% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis ​​- realizado principalmente através da energia hidrelétrica, que de acordo com as figuras mais recentes da IRENA , fica em 97,6 GW impressionantes. O país também possui 13 GW de bioenergia e outro mais de 11 GW de energia eólica – o nono maior grupo eólico do mundo, e com um alvo de 24 GW até 2024.

Não surpreendentemente, o movimento do Brasil para buscar a adesão ao IRENA foi recebido com o apoio da Agência e seu Diretor.

“A decisão do Brasil de buscar a adesão do IRENA reflete o forte compromisso do país com o multilateralismo e a energia sustentável”, disse Adnan Z. Amin, Diretor Geral da IRENA . “Um pioneiro em bioenergia e um dos líderes em energia eólica e hidrelétrica na América Latina, o Brasil possui um portfólio vasto, diversificado e crescente de energia renovável que o posiciona para desempenhar um papel fundamental na transformação global de energia em andamento”.

“O Brasil está muito feliz por começar o processo de se juntar ao IRENA”, disse Fernando Coelho Filho este mês, expandindo seus comentários a partir de janeiro. “O país é um dos melhores exemplos do papel importante que as renováveis ​​desempenham nas matrizes de energia e eletricidade e na inovação política para seu desenvolvimento. Como participante da IRENA, o Brasil poderá participar ativamente do debate dos tópicos mais relevantes na agenda energética global, bem como beneficiar das ferramentas e base de conhecimento desenvolvidas pela Agência. Estou convencido de que o Brasil contribuirá significativamente para o IRENA e seus países membros.

Fonte: Portal Meio Ambiente Rio

Brasil deve atrair gigantes globais com leilões para energia renovável em 2018

O Brasil deve atrair gigantes globais do mercado de energia em leilões para contratação de novos projetos de geração renovável

O Brasil deve atrair gigantes globais do mercado de energia em leilões para contratação de novos projetos de geração renovável previstos para este ano, em meio a projeções de que uma forte competição restringirá a participação de empresas locais e fundos de investimento, disseram especialistas à Reuters.
O país já agendou uma licitação para abril, que viabilizará usinas para iniciar a operação a partir de 2022, e ao menos mais um certame deve ser realizado no ano, para empreendimentos com entrega em 2024, este também aberto à termelétricas, disse o presidente da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso.
Para o leilão de abril, o chamado “A-4”, há um recorde de 48,7 gigawatts em projetos cadastrados por investidores, maior volume já registrado em certames voltados a fontes renováveis o montante equivale a mais de três usinas do porte de Itaipu, maior geradora do mundo.
“O grande número de projetos cadastrados indica um mercado ainda muito atrativo para os investidores. Apesar de alguns percalços, o Brasil possui a confiança de desenvolvedores e investidores nacionais e internacionais”, disse Barroso, em respostas por e-mail.Uma prova do apetite do mercado foi dada em dezembro passado, quando após dois anos sem licitações o governo brasileiro conseguiu contratar novas usinas solares e eólicas pelos menores preços já registrados no país, com deságios de cerca de 60 por cento ante os preços-teto definidos para a produção futura dos empreendimentos.
A diretora da consultoria Thymos Energia, Thais Prandini, avalia que esse novo cenário de preços deve continuar, o que favorece grandes elétricas europeias em detrimento de fundos e investidores locais.
“Tem um perfil de investidor que continua super animado, animadíssimo, querendo participar. E tem quem está começando a achar que os deságios estão muito grandes e não vale mais a pena, as margens diminuem”, disse.
Para o sócio da consultoria Thoreos, Rodrigo de Barros, os retornos ficaram mais baixos e próximos dos oferecidos para projetos de energia renovável em leilões recentes ao redor do mundo, mas com a diferença de que no Brasil os contratos são em reais, e não em dólar como em alguns outros países, o que representa um risco cambial para o empreendedor.
“Está bem mais difícil para os players locais… A gente não espera retornos muito bons. Ao preço que está, só quem tem acesso a capital lá fora, com juros muito baixos. Só essas gigantes”, afirmou ele, que citou como exemplos o grupo italiano Enel e a francesa Engie. O especialista em energia da Deloitte, Luis Carlos Tsutomu, afirmou que essas grandes elétricas possuem projetos por todo o mundo e presença forte na América Latina, o que reduz o risco cambial.
“No somatório de todo portfólio, se você está em vários países, consegue diversificar e diluir esse risco. Mesmo grandes players globais se assustaram com o que aconteceu no final do ano passado. Aumentou muito o nível de competição”, disse.
As expectativas são de que os leilões brasileiros em um ano em que o país sai da maior recessão em décadas devem contratar mais que os 4,5 gigawatts de 2017- um volume que poucos mercados de energia no mundo movimentam anualmente.
Riscos e retorno
O consultor da Deloitte ressaltou ainda que o governo precisa ficar atento à evolução dos empreendimentos contratados, uma vez que tarifas muito baixas acabam também por aumentar chances de alguns projetos não saírem do papel. “É só ver o que aconteceu com projetos solares do leilão de 2014… Na hora em que venderam, fazia sentido. Depois, teve uma variação do câmbio e foi por água abaixo”, afirmou.
No caso citado pelo especialista, diversos empreendedores paralisaram projetos de energia após uma forte desvalorização do real em 2015 e 2016, em meio à instabilidade gerada por um processo que culminou no impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Na época, o governo acabou por promover um inédito leilão reverso, em que investidores pagaram um prêmio em troca de desistir sem multas de 25 projetos que não saíram do papel, incluindo usinas solares e eólicas.
Ainda assim, os consultores são unânimes em apontar que há apetite suficiente dos investidores para manter os preços baixos dos leilões do ano passado, embora já exista algum ceticismo no mercado devido aos baixos retornos.
Nesta quarta-feira, o UBS cortou o preço-alvo para as ações da geradora AES Tietê, que viabilizou um projeto solar no leilão A-4 de 2017. “Não acreditamos que os projetos solares anunciados recentemente serão geradores de valor”, afirmaram os analistas do banco em relatório.
Além da AES Tietê, da norte-americana AES, os leilões de 2017 tiveram como principais vencedores elétricas estrangeiras como a italiana Enel, a portuguesa EDP, a francesa Voltalia e a dinamarquesa European Energy, todas já com projetos anteriores no Brasil.
Fonte: Reuters

Pensando no futuro, grandes petrolíferas investem em energia renovável

Petrobras, ExxonMobil, Statoil e outras gigantes do setor já têm projetos nas áreas de energia renovável e/ou limpa 

Seja por uma questão de sobrevivência ou por pressão da sociedade, as gigantes do petróleo mundial estão voltando seus olhos para fontes renováveis e/ou limpas de geração de energia.

A Petrobras, que começou o ano se distanciando dos biocombustíveis, termina 2017 revendo seu plano estratégico para voltar a incluir investimentos em novas tecnologias.

Os motivos são cada vez mais aparentes: no mês de aniversário de 20 anos do protocolo de Kyoto e dos dois anos do Acordo de Paris, as grandes companhias se veem pressionadas por lideranças mundiais a participar das estratégias para combater o aquecimento global.

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Fonte: Gazeta do Povo

UE dividida entre energia renovável e fóssil

Os ambientalistas avisam que a União Europeia pode não cumprir com seus compromissos, na luta contra as alterações climáticas, se os governos não optarem agora por um modelo que dá preferência à energia de fontes renováveis em vez dos combustíveis fósseis.

Antes do início da reunião dos ministros da Energia e Ambiente, nesta segunda-feira (18), em Bruxelas, Tara Conolly, da Greenpeace, explicou que “muitas empresas de energia na Europa sabem que, no fundo, terão que mudar para as renováveis e admitem fazê-lo, mas não tão cedo”.

“Alguns poderão aceitar essa transição daqui a 30 ou 40 anos. Penso que é isso que está travando muitos ministros da Energia da União Europeia”, acrescentou a ambientalista.

A Espanha, o Reino Unido e os países do leste querem uma transição mais lenta, enquanto que a Alemanha, a França e os países nórdicos são mais progressistas sobre o pacote de medidas até 2030, proposto pela Comissão Europeia.

“O importante é estabelecer três etapas-chave para alcançar os objetivos e é isso que defendemos”, referiu Brune Poirson, secretária de Estado francesa, à chegada para a reunião.

“Da mesma forma, no que diz respeito aos apoios do Estado, não queremos que os contribuintes europeus estejam a financiar, indiretamente, centrais energéticas que estão emitindo muito CO2”, acrescentou a governante.

A posição do Conselho será debatida com o Parlamento Europeu, que quer um avanço mais rápido para fontes renováveis, na sessão plenária que acontece em janeiro próximo.

Em novembro, os eurodeputados apoiaram o aumento do objetivo das energias renováveis para 35%, mas também foram criticados pelos ambientalistas por não conseguirem que as metas sejam vinculativas a nível de cada Estado-membro, em vez de serem apenas a nível da União como um todo.

Fonte: EuroNews

Trump tem plano para salvar carvão e travar energia limpa

Tramitam duas iniciativas em Washington que podem permitir a Trump virar de cabeça para baixo os mercados de venda de eletricidade no atacado

Nova York – O presidente dos EUA, Donald Trump, pode ter em breve a chance de provar que é errada a tese de que a economia matará a indústria de carvão do país e fará a energia limpa prosperar.

Tramitam duas iniciativas em Washington — uma em apoio a grandes usinas de energia tradicionais e outra para impor tarifas aos painéis solares — que podem permitir a Trump virar de cabeça para baixo os mercados de venda de eletricidade no atacado e eliminar a vantagem das fontes renováveis.

As medidas, que invocam leis que não são usadas há uma década, surgem em um momento em que o Congresso analisa um plano tributário da Casa Branca que pode afetar uma importante fonte de financiamento do setor de energia limpa. Juntas, elas levantam dúvidas quanto à possibilidade de a queda dos custos ser suficiente para que as energias eólica e solar continuem prosperando durante o governo de um presidente decidido a respaldar os combustíveis fósseis.

“O rumo, de forma geral, parece bastante claro”, disse Ethan Zindler, analista da Bloomberg New Energy Finance. “E se tudo isso se concretizar a notícia não será nada boa para as energias renováveis.”

“Proposta Radical”

A última novidade surgiu na sexta-feira, quando o secretário de Energia dos EUA, Rick Perry, conclamou a Comissão Federal de Regulamentação da Energia dos EUA (Ferc, na sigla em inglês) a ajudar o carvão e as usinas nucleares a competirem nos mercados de energia por atacado. O pedido, citando um obscuro estatuto de 30 anos atrás, é destinado a promover a segurança nacional recompensando as usinas capazes de armazenar 90 dias de combustível em suas instalações.

A proposta pode ajudar as centrais nucleares e de carvão a continuarem funcionando mesmo que suas operações não sejam econômicas, deixando menos oportunidades para que desenvolvedores construam novos parques eólicos e solares, disseram os analistas. Esta seria uma mudança significativa na abordagem da Ferc, em grande parte voltada ao livre mercado, em termos de regulamentação, e não está claro se a comissão formada por três membros — dois deles nomeados por Trump — concordará.

“Esta proposta é bastante radical”, disse Miles Farmer, advogado do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC, na sigla em inglês). “A Ferc não precisa ouvir o Departamento de Energia — de maneira nenhuma.”

Associações que representam os setores de petróleo, gás e energias eólica e solar estão unidas em oposição à ideia e apresentaram uma moção conjunta na segunda-feira exortando a Ferc a rejeitar a mudança.

Aplicação de tarifas

Ao mesmo tempo, existe pressão para a aplicação de tarifas aos painéis solares importados, um assunto que não foi levantado pela Casa Branca, mas que em breve estará sobre a mesa do presidente.

A Suniva, uma fabricante de painéis que entrou em falência, apresentou queixa comercial em abril com base em uma lei que não era usada com sucesso desde 2002. A empresa argumentou que foi prejudicada pela enxurrada de painéis baratos importados da Ásia e de outras partes do mundo. Agora, a Comissão de Comércio Internacional dos EUA tem até 13 de novembro para recomendar o tamanho, a abrangência e a duração de uma possível tarifa a Trump, que tem a palavra final.

A maior parte da indústria solar dos EUA se opõe à iniciativa, argumentando que os painéis estrangeiros baratos estimularam a expansão dos projetos de energia limpa e criaram dezenas de milhares de empregos. Se os preços dos painéis subirem, o desenvolvimento perderá força, dizem as empresas.

Fonte: Bloomberg, publicado no Exame.com

Metrô do Chile prestes a se tornar um dos primeiros a circular com 60% de energia renovável

Os carros do metrô de Santiago do Chile são de fabricação europeia, montados em pneus de borracha que mal fazem ruído em contato com os trilhos de aço. O sistema metroviário da capital chilena transporta 2,4 milhões de passageiros por dia durante a semana, um sistema de transportes que é considerado o mais moderno da América do Sul.

Santiago está prestes a alcançar outra distinção: se tornar um dos primeiros metrôs do mundo a circular com a maior parte da energia com base solar e eólica, parte de uma veloz expansão de energias renováveis que tomou conta do país, fazendo a cidade emergir como a líder em energia verde da América do Sul.

No ano que vem, o sistema de metrô de Santiago, um dos maiores da América Latina, comprará 60% de sua energia de projetos solares e eólicos. No deserto do Atacama, no norte do Chile, um dos melhores ambientes do mundo para a geração solar, a SunPower Corp., com base na Califórnia, produzirá 42% da energia do sistema de metrô a partir de uma usina solar de 100 megawatt, usando 254.000 painéis que cobrem uma área correspondente a 370 campos de futebol. Um parque eólico recentemente construído, ao norte do projeto solar, fornecerá 18% da eletricidade do sistema.

O movimento do metrô em direção à energia verde surge à medida que mais prestadores de transporte ao redor do mundo buscam fontes renováveis de energia. Na Austrália, a cidade de Adelaide usa ônibus que circulam já à base de energia solar. Na Bélgica, 16 mil painéis solares foram instalados sobre uma ferrovia coberta entre Antuérpia e Amsterdã, numa extensão de duas milhas, fornecendo energia para trens de passageiros e para uma estação. No Canadá, o VLT de Calgary (Light Rail Transit System) é alimentado quase que por energia eólica. A energia solar também deverá ser usada em breve para a rede de bonde de Melbourne, na Austrália e no metrô de Delhi, na Índia.

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Fonte: Diário do Transporte

Investimentos em energia renovável não avançam no Brasil

País sofre pressão da indústria para contratar novas usinas eólicas e solares, mas tem sobre capacidade de geração.

Autoridades brasileiras têm enfrentado a difícil tarefa de dizer “não” a investidores globais ávidos por colocar bilhões de dólares em projetos de energia renovável no país mesmo em meio a uma enorme recessão.Principal mercado para renováveis na América Latina e um dos maiores do mundo, o Brasil sofre pressão da indústria de energia para contratar novas usinas eólicas e solares, o que não acontece desde 2015.

Mas uma sobrecapacidade de geração e custos adicionais para tarifa decorrentes de eventuais novas contratações de usinas geradoras exigem cautela, dizem especialistas do setor elétrico e autoridades.O governo pretende primeiro “arrumar a casa” antes de retomar as contratações, o que tem passado pela criação de novas regulamentações que permitem cancelar projetos problemáticos que não saíram do papel nos últimos anos e por estudos para uma revisão da regulamentação do setor.
“Por mais que a gente seja tentado, não podemos escolher um segmento e dizer que ele está isolado da crise do país e que lhe daremos o que ninguém tem, uma demanda garantida… por mais que seja justificável, meu papel tem sido, no âmbito técnico, dizer não”, disse o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa.
Ao participar de evento do setor nesta semana, Pedrosa admitiu que há pressões de todo o tipo pela retomada das licitações, “inclusive políticas”.
Ele disse que o governo pretende retomar os leilões, mas ainda não é possível garantir quando. O Brasil contratou um recorde de novas usinas no período entre 2009 e 2015, mas a enorme recessão econômica levou a demanda por eletricidade a cair em 2015 e 2016, o que não acontecia no país desde 2009.
Ao mesmo tempo, diversas usinas contratadas nesse período não conseguiram sair do papel devido à degradada situação financeira de alguns investidores, à falta de crédito com a crise e outras questões, como problemas com fornecedores.
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Fonte: G1 compartilhado no Portal Macaúba

Futuro verde: energia eólica já é mais barata do que combustíveis fósseis

Se antes algumas empresas argumentavam que o uso de energia eólica era pouco eficiente, parece que agora elas não têm mais como usar esse argumento. O motivo? Essa fonte de energia, segundo estimativas de várias empresas do setor, agora custa em torno de apenas € 100 por MW/h. Com isso, ela acaba de se tornar tão custo-efetiva quanto o carvão ou mesmo as energias nuclear e solar.

Não é preciso muito para imaginar o potencial que isso oferece para a existência de um mercado mais sustentável de energia renovável. É importante notar também que, mesmo para a indústria em si, as boas novas vieram como uma surpresa: a queda nos custos dessa tecnologia foi tão rápida que alcançou a marca entre três a quatro anos antes do esperado, representando uma diminuição de 27% desde 2014, segundo o site Futurism.

É claro que, apesar de tudo, ainda há uma longa distância a ser percorrida até que essa queda realmente resulte na implementação prática de ainda mais usinas eólicas. Mesmo assim, visto que a diminuição nos números vem se mostrando tão grande, as empresas só têm mais e mais motivos para investir nesse mercado.

Fonte: FUTURISM/TOM WARD publicado no portal Tecmundo

Mato Grosso cresce em produção de energia renovável

Com inscrições esgotadas, Seminário de Energia começa nesta segunda (22), às 19h30, com as participações do governador e vice-governador de MT e do ministro de Minas e Energia, e termina na quarta-feira (24)

A produção de energia primária renovável e a produção de energia secundária, especificamente a eletricidade, cresceram a taxas de 4,9 e 7,9% ao ano, respectivamente. É o que revela, entre outras informações, o Balanço Energético do Estado de Mato Grosso e Mesorregiões (BEEMT- 2015), que será apresentado no 8º Seminário de Energia – Ideias Sustentáveis e Eficiência Energética programado para ser realizado de 22 a 24 de maio, no auditório da Fiemt, em Cuiabá.

De acordo com o BEEMT-2015, um estudo produzido pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), pela Sedec-MT (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso) e pela Uniselva (Fundação de Apoio e Desenvolvimento da UFMT) e que atualiza os dados da série histórica do último balanço estadual publicado em 2009, a produção de energia primária cresceu principalmente pelo incremento do biodiesel nos cinco anos finais da série (2004 a 14).

As cinco mesorregiões do estado são distintas nos aspectos geográfico, social e energético. E, dentre elas, a sudoeste caracteriza-se por ser exportadora dos principais recursos energéticos renováveis. Segundo o BEEMT-2015, essa mesorregião destaca-se pelos derivados de cana-de-açúcar e a hidroeletricidade. É nos limites desse território que se encontra a maior usina de açúcar e álcool do estado. E detém a maior parcela de produção de energia primária de MT.

Já a mesorregião norte é a mais próspera entre as cinco e também a responsável pela maior produção de grãos do estado, o que a torna a maior consumidora de óleo diesel no setor agropecuário, nos processos de preparação e plantio, e no setor de transportes, para o escoamento da safra. Esse território é o maior produtor de energia elétrica de origem hidráulica e tem um parque industrial responsável pelo maior consumo de eletricidade de Mato Grosso.

O Balanço Energético do Estado de Mato Grosso e Mesorregiões (BEEMT- 2015) será entregue oficialmente, pelo Niepe (Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Estratégico) da UFMT para o Governo do Estado de Mato Grosso, na cerimônia de abertura do 8º Seminário de Energia, evento do Sindenergia (Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso), a partir de 19h30 desta segunda.

Fonte: Cenário MT

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