Alemanha: Cidades estão livres para banir diesel

O tribunal da corte administrativa da Alemanha decidiu que as cidades do país estão livres legalmente para impor restrições ou mesmo eliminar por completo a circulação de automóveis antigos movidos por óleo diesel. A decisão germânica sobre o assunto veio depois que a Comissão Europeia denunciou o país por não se comprometer tanto com a redução das emissões de poluentes em suas cidades.

Com isso, a proibição de circulação surge como uma grande derrota para os fabricantes de carros alemães, em especial a Volkswagen. Antes, as cidades não tinham autonomia para impedir a circulação de veículos poluidores, mas agora qualquer uma poderá impor restrições aos carros que mais emitem dióxido de carbono e óxido de nitrogênio. Para manter os carros em um nível adequado de emissão de CO2, as montadoras germânicas terão de gastar algo em torno de 14,5 bilhões de euros.

No cenário alemão, a possibilidade de grandes cidades ou mesmo daquelas menores com altos índices de poluição urbana, simplesmente banirem os carros abaixo de Euro 6, nível aceitável pela legislação atual da União Europeia, é enorme. Outro problema é que apenas 2,7 milhões de unidades atendem esse padrão ambiental, em um total de 15 milhões de automóveis diesel no país. Desde fevereiro, grupos ambientalistas podem processar os municípios alemães que não estejam combatendo a poluição urbana.

Dezenas de centros urbanos alemães superam os níveis de oxido de nitrogênio (NOx) permitidos pela União Europeia e entre elas duas sedes de montadoras importantes, sendo elas Stuttgart e Munique. Hamburgo, o grande centro portuário alemão, também é outra cidade muito poluída. Para as montadoras, a situação agora será mais complicada, pois a tendência é de que os consumidores comecem a deixar de lado do combustível em prol da gasolina, gás natural ou eletricidade.

Continue lendo aqui.

Fonte: Notícias Automotivas

Consulta pública do programa RenovaBio reúne entidades do setor de biocombustíveis no Ministério de Minas e Energia

O diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Cesar Minelli, e o assessor técnico da entidade, Antonio Ventilii, participaram de audiência pública do programa do RenovaBio na tarde desta quinta-feira, 17, na sede do Ministério de Minas e Energia (MME) em Brasília.

O MME apresentou uma proposta de modelo com as metas que devem ser sugeridas ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão responsável pela definição das metas nacionais de redução de emissões. Os dados apresentados preveem uma redução de 10,1% de intensidade de carbono até 2028. A participação dos biocombustíveis chegaria a 28,6% em 2028. A maioria das entidades presentes reforçou que essa meta deve ser entendida como mínima.

Na proposta, a pasta sugere ainda que o começo da ampliação da mistura para B11 comece em 2020, chegando ao B15 em 2024. A Aprobio defende aumento da mistura para B11 já em 2019. Segundo Minelli, a entidade propõe ainda a chegada à mistura de pelo menos B20 até o ano de 2030, o que geraria impactos positivos nas áreas econômica, social e de saúde do País.

Na consulta pública, diversas entidades ligadas ao setor de biocombustíveis fizeram suas observações, bem como Petrobras e Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). O secretário executivo do MME, Márcio Felix, deu início ao debate, que contou ainda, com a participação do deputado federal Evandro Gussi (PV-SP), presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel e autor da Lei do RenovaBio.

O CNPE deve definir, em reunião no dia 5 de junho, as metas nacionais de redução das emissões. O Comitê do RenovaBio tem a participação dos Ministérios de Minas e Energia (MME), Meio Ambiente (MMA), Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Fazenda (MF); Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) e Casa Civil da Presidência da República.

Relatório aponta alta nas emissões de CO2 na UE em 2017

A União Europeia (UE) registrou, em 2017, um aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2) para atmosfera, quando comparado a 2016. O valor foi divulgado pelo Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia. De acordo com aquele organismo, no ano passado, o incremento da emissão de gases de efeito estufa provenientes da combustão de combustíveis fósseis foi de 1,8 %.

Ainda de acordo com o relatório, dos 27 Estados-Membros da UE, apenas sete diminuíram as suas emissões: Finlândia (-5,9 %), Dinamarca (-5,8 %), Reino Unido (-3,2 %), Irlanda (-2,9 %), Bélgica (-2,4 %), Letônia (-0,7 %) e Alemanha (-0,2 %). Quanto ao aumento, as maiores aferições foram em Malta (12,8 %), Estônia (11,3 %), Bulgária (8,3 %), Espanha (7,4 %) e Portugal (7,3 %). Atualmente a Alemanha representa cerca de 23 % das emissões totais da União Europeia e é o país com o maior peso percentual.

As exportações e importações de produtos energéticos têm um forte impacto nas emissões de gases de efeito estufa no país onde os combustíveis fósseis sofrem a sua combustão, ou seja, quando o combustível é importado, isso leva a um aumento das emissões no país importador. No entanto, no caso da importação de energia elétrica, isso não acontece. O efeito das emissões dos gases é reportado ao país exportador, já que é aí que a energia é produzida.

As emissões de dióxido de carbono representam cerca de 80 % do total de emissões de gases de efeito estufa e são das que mais contribuem para o aquecimento global, dependendo de diversos fatores como as condições do clima, o crescimento da economia, a atividade da indústria, entre outros.

Fonte: Edifícios e Energia

Países emergentes devem sofrer mais com os impactos das mudanças climáticas

 Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), acredita que países emergentes, como o Brasil, e demais nações devam investir em eficiência energética para evitar um desastre ainda maior

Os impactos causados pelas emissões de gases de efeito estufa no setor energético são cada vez mais evidentes e apontam para uma crise ambiental em escala planetária sem precedentes. Contudo, estima-se que o provável esgotamento das reservas mundiais de combustíveis fósseis permita que as energias renováveis ​​ganhem cada vez mais espaço no cenário mundial.

Diante disso, autoridades do mundo todo se reuniram na Alemanha, na 4ª edição do Berlin Energy Transition Dialogue, de 17 a 18/04, para debater as medidas necessárias para evitar os impactos mais severos das mudanças climáticas e atender as metas do Acordo Climático de Paris.

A solução é o real comprometimento das nações em investimento em tecnologias de baixo carbono, energias renováveis e eficiência energética. Em entrevista exclusiva ao Último Instante, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), Fatih Birol, falou do Brasil no cenário internacional de energias renováveis, da responsabilidade em ajudar a limitar a elevação da temperatura global e quais são os desafios que o mundo tem pela frente nessa jornada.

“O Brasil tem sido líder na produção biocombustíveis e isso inspira muitos países em diferentes partes do mundo como na Ásia ou na África”, ressaltou Birol.

Nomeado pela revista Forbes como uma das pessoas mais influentes na cena de energia do mundo e reconhecido pelo Financial Times como personalidade energética do ano em 2017, o executivo acredita que a matriz energética mundial é a grande responsável pelos impactos mais severos das alterações no clima e os efeitos serão sentidos com mais intensidade nos mercados emergentes, como o Brasil.

“Além das mudanças climáticas, a energia é responsável pela poluição do ar em muitos lugares, especialmente em países emergentes”.

Neste contexto, a mudança para uma matriz energética mais limpa representa um dos grandes desafios mundiais deste século. Confira os principais trechos da entrevista:

Como o senhor avalia a política energética brasileira?

O Brasil fez história na busca por novas tecnologias que substituem fontes de energia antigas e isso gerou uma grande mudança de paradigma. O país, que há muitos anos era um grande importador de petróleo, está se tornando um grande exportador. Isso aconteceu de duas maneiras diferentes. Número um: a produção de petróleo do Brasil em offshore [localizada em alto mar] aumentou. E dois, porque o Brasil utiliza muitas fontes renováveis, como biocombustíveis, hidrelétricas, entre outras, para reduzir o consumo interno de petróleo.

O Brasil é referência em energias renováveis. É líder em hidroeletricidade, mas desperdiça o favorável potencial solar disponível. Como solucionar isso?

Todos os países precisam ter um mix de energias renováveis. O Brasil é referência em hidrelétricas, biocombustíveis, mas o incremento de tecnologias como eólica e solar farão um perfeito sentido econômico no contexto energético brasileiro.

As mudanças climáticas já são sentidas em todo o mundo. Onde isso será mais evidente?

Além das mudanças climáticas, a energia é responsável pela poluição do ar em muitos lugares, especialmente em países emergentes. Esta é uma razão para milhões de mortes em países em desenvolvimento. Sabemos que hoje bilhões de pessoas não têm acesso à eletricidade em diferentes partes do mundo, especialmente na África e partes da Ásia.

E as economias emergentes estão fazendo o seu papel para evitar os efeitos mais trágicos das mudanças climáticas?

O Brasil tem sido o líder na produção/consumo de biocombustíveis e isso inspira muitos países em diferentes partes do mundo como na Ásia ou na África. Estamos muito felizes em ter o Brasil como membro da Agência Internacional de Energia (IEA) e trabalhamos em estreita colaboração com o governo. Estou impressionado com o que a China está fazendo em renováveis. O crescimento da capacidade de energia renovável na China nos próximos 20 anos deve ser maior do que na Europa, nos EUA e no Japão juntos.

Mas o uso de energias renováveis vem crescendo de maneira significativa a fim de frear as mudanças climáticas?

Felizmente as demandas globais de energia no ano passado aumentaram duas vezes mais do que no ano anterior. Isso foi impulsionado por um crescimento econômico global muito bom. Vemos também que, dois campos floresceram: energias renováveis, solar e eólica, mas ao mesmo tempo o consumo de gás natural também cresceu. O gás natural teve ano de ouro nos últimos dez anos, principalmente como resultado do uso crescente na Ásia. Por outro lado, o uso de carvão, após dois anos de declínio, começou a aumentar em 2017, principalmente no setor de energia. Olhando para este cenário, temos uma vitória e um desafio. Quando olhamos para a imagem da energia hoje, vemos, por um lado, um grande crescimento econômico, interconexão e eletrificação em todo o mundo, mas ao mesmo tempo dois terços das emissões que causam as mudanças climáticas.

O mundo está preparado para a transição de uma matriz energética descentralizada e mais limpa?

Acreditamos que a transição de energia limpa precisa contar com energias renováveis, ​​de eficiência energética e outras tecnologias limpas. As tecnologias e políticas de eficiência energética reduzem as emissões de CO2, reduzem a poluição do ar, trazem benefícios econômicos e segurança energética. Para atingir nossas metas climáticas, precisamos gerar trilhões de dólares em investimentos em eficiência energética. Carros, edifícios, motores nas indústrias, tudo girando de forma eficiente e assim por diante. Esse processo exige dinheiro adicional em relação às instalações convencionais. Se você colocar um dólar a mais para tornar o consumo de energia mais eficiente, você recebe de volta três dólares ao longo da vida útil deste carro, deste prédio, desta lâmpada.

Por que isso não funciona?

Pelo seguinte motivo: você põe um dólar hoje e obtém três dólares em vários anos. Cinco anos, seis anos. Esse é exatamente o papel dos governos. Hoje, por exemplo, dois de cada três prédios construídos no mundo não têm critérios de construção, estão sendo construídos agora e esses prédios estarão conosco por várias décadas.

E o que fazer diante disso?

Utilizar todos os meios, todas as tecnologias que possam nos ajudar a alcançar os objetivos climáticos. Em termos de emissões de dióxido de carbono, ano a ano as emissões globais de CO2 aumentaram, exceto em 2009, quando tivemos a crise financeira. Somente políticas de eficiência podem estabilizar nossas emissões de CO2. Apenas eficiência, esqueça todas as outras coisas.

Fonte: Último Instante

Alemanha sugere transporte público gratuito para reduzir poluição

Até o final de 2018, ao menos cinco cidades na Alemanha poderão testar uma maneira exemplar de combater a poluição. O teste consistirá no desestímulo ao veículo privado ao passo que o transporte público será de graça. Uma solução que hoje é adotada em poucos lugares.

Bonn, Essen, Herrenberg, Reutlingen e Mannheim são as cidades alemãs que fazem parte da proposta elaborada pelo governo federal. “Estamos considerando disponibilizar transporte público gratuito para reduzir o número de carros particulares”, afirmam ministros alemãs em uma carta enviada à Comissão Europeia. “A luta contra a poluição do ar efetivamente sem atrasos desnecessários é a maior prioridade para a Alemanha”, diz ainda o documento.

Segundo o jornal britânico Independent, ministros alemães e britânicos foram convocados, no mês passado, para explicar à Comissão (instituição que defende os interesses da União Europeia) o porquê de quebrarem as regras da UE sobre a poluição do ar tóxico e o que eles fariam para resolver o problema. Enquanto a Alemanha se apressou em apresentar projetos, o governo britânico ainda não divulgou seus planos.

Assinada pelo chefe do Gabinete de Angela Merkel, Peter Altmaier, pela ministra alemã do Meio Ambiente, Barbara Hendricks e pelo ministro da Agricultura, Christian Schmid, a carta ainda propõe sistemas de compartilhamento de carros, incentivos aos carros elétricos e criação de zonas de baixa emissão de poluentes: áreas ou estradas onde os veículos mais poluentes são proibidos.

Fonte:  Ciclo Vivo

Abril de 2018, o mês recorde de emissões de CO2

Abril de 2018 registrou recordes de emissões de dióxido de carbono na atmosfera em todo o mundo. Isto é confirmado pelo Instituto Scripps de Oceanografia da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, depois de comparar uma série histórica de mais de seis décadas.

“Esta é a primeira vez na história que o registro do Observatório Mauna Loa, no Havaí , ultrapassou 410 partes por milhão na média mensal de CO2 ” , disse o instituto em um comunicado. Segundo a entidade, esses altos níveis de poluição representam um aumento de 30% na concentração de dióxido de carbono na atmosfera global desde o início dos estudos de emissão, em 1958.

Continue lendo aqui.

Fonte: Jornal Saúde e Bem Estar

Software calcula emissões de poluentes por veículo, via e horário

Programa fornece estimativas dos poluentes emitidos por ano e modelo dos veículos, em cada trecho e horário

Um programa de computador que estima o volume de poluentes emitidos por veículos automotores, testado na região metropolitana de São Paulo, é o resultado de pesquisa do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.

A partir de dados sobre o fluxo de tráfego, velocidade e fatores de emissão dos modelos em circulação, o software calcula os níveis de emissões por trecho de via, horário e ano de produção dos veículos. Por meio do programa, descobriram-se as regiões que concentram mais poluentes e que os veículos que entraram em circulação entre 1992 e 1996 emitem mais monóxido de carbono (CO).

Também comprovou-se que os automóveis contribuem com mais de 70% do material que forma na atmosfera o ozônio, um gás nocivo à saúde humana e ao meio ambiente.

“Muitos países em desenvolvimento não têm ferramentas para fazer uma boa gestão ambiental da poluição do ar”, destaca o engenheiro ambiental Sérgio Ibarra Espinosa, que realizou o estudo. De acordo com o pesquisador, para diminuir as concentrações de poluentes e a exposição às pessoas, uma ferramenta importante são os inventários de emissões, que são a quantificação das massas de poluentes emitidas pelas diferentes fontes de poluição do ar numa cidade.

Clique aqui para continuar lendo.

Fonte: Jornal da USP

Turismo libera três vezes mais CO2 no ambiente do que cientistas calculavam

Um novo estudo mostra que o turismo mundial é responsável por 8% das emissões de carbono na atmosfera – um número três vezes maior do que as estimativas anteriores previam.

Os responsáveis por esse aumento são pessoas que viajam de países ricos e que têm outros países ricos como destino. Os Estados Unidos estão no topo da lista, seguidos por China, Alemanha e Índia.

Dados do estudo

O turismo é uma indústria global enorme e em expansão, que vale mais de US$ 7 trilhões (cerca de R$ 24,8 trilhões) e emprega um em cada dez trabalhadores em todo o mundo. Ela cresce em torno de 4% ao ano.

Estimativas anteriores sobre o impacto das viagens turísticas sugeriam que o turismo era responsável por 2,5 a 3% das na emissões de carbono.

No entanto, o estudo — que está classificado como o mais abrangente até hoje nesse tema — analisa os fluxos globais de carbono entre 160 países de 2009 a 2013. E mostra que o total de emissões está perto dos 8%.

Além de avaliar a quantidade de CO2 emitido pelos aviões nas viagens, os autores incluíram uma análise sobre a energia necessária para alimentar o “sistema do turismo”, incluindo a alimentação, as bebidas, a infraestrutura e manutenção, assim como os serviços de varejo que os turistas utilizam.

“É definitivamente um alerta para nós”, disse à BBC Arunima Malik, da Universidade de Sidney, que liderou a pesquisa.

“Nós analisamos informações muito detalhadas sobre os gastos dos turistas, incluindo as comidas e os suvenires. Nós observamos o comércio entre os diferentes países e também dados de emissões de gases do efeito estufa para chegar a um número abrangente sobre a emissão de carbono global no turismo.”

Os pesquisadores avaliaram o impacto tanto nos países de origem dos turistas quanto nos destinos.

Entre os países que lideravam o ranking estão Estados Unidos, China, Alemanha e Índia – e a maior parte das viagens ali eram domésticas. Turistas do Canadá, da Suíça, Holanda e Dinamarca têm maior influência na emissão de carbono dos lugares que eles visitam do que na de seus próprios países.

“Quando pessoas mais ricas viajam, mais elas tendem a gastar, tanto em transporte quanto em comida ou nas atividades que irão fazer nos destinos”, explica Malik.

“Se você tem visitantes de países mais ricos, eles tendem a gastar mais em passagens aéreas, compras e hospedagem no país de destino. Mas quando são turistas vindos de países mais pobres, eles tendem a usar transporte público e comer comida não processada. Os padrões de gastos são diferentes dependendo da economia em que ele estão inseridos nos países de origem”, completou.

Quando mediram as emissões per capita, destinos como ilhas pequenas — Maldivas, Chipre e Seychelles, por exemplo — lideram o ranking. Nesses países, o turismo é responsável por até 80% das emissões anuais.

“As pequenas ilhas estão em uma posição difícil nessa questão, porque todo mundo gosta de viajar para esses locais e eles também dependem muito da renda turística, mas ao mesmo tempo são vulneráveis aos efeitos da elevação dos mares e da mudança climática”, disse Malik.

Clique aqui para continuar lendo.

Fonte: BBC 

OMS alerta que uma em cada 10 pessoas respiram ar contaminado

Respirar a sujeira invisível que contém uma infinidade de substâncias tóxicas custa um preço alto: 7 milhões de mortes prematuras anuais, sendo 55% delas na forma de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame

Para 91% dos habitantes do planeta, o ar não é só um elemento vital, mas também um veneno em potencial. Esse é o percentual da população exposta a partículas poluentes, seja no ambiente externo, seja no doméstico. Respirar a sujeira invisível que contém uma infinidade de substâncias tóxicas custa um preço alto: 7 milhões de mortes prematuras anuais, sendo 55% delas na forma de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame.

Segundo um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), embora global, o problema expõe a desigualdade socioeconômica. Mais de 90% dos óbitos associados à poluição ocorrem em países pobres e em desenvolvimento, especialmente na Ásia e na África, seguidos por nações de renda baixa e média do Mediterrâneo, da Europa e das Américas. O documento se baseia em mensurações de material particulado (MP) — resíduos da queima de combustíveis fósseis suspensos na atmosfera — de 4,3 mil cidades de mais de 108 países, incluindo o Brasil.
O maior banco de dados mundial sobre poluição atmosférica traz as concentrações anuais de MP 10 e MP 2,5, sendo esse último o que oferece maiores riscos à saúde humana: refere-se aos perigosos sulfatos, nitratos e carbono preto. As recomendações de qualidade do ar da OMS estipulam que os valores aceitáveis são 20 micropartículas por m³, no caso dos MP 10, e 10 micropartículas por m³ para os MP 2,5. A variação global dessas concentrações é enorme, mostra o relatório.

Por exemplo, em Ludhiana, na Índia, as medições apontam 228 micropartículas por m³ de MP 10. Já em Dublin, na Irlanda, esse valor é de 16 micropartículas por m³. No Brasil, segundo informações de quatro anos atrás, o Distrito Federal é um destaque negativo: a população está exposta a 118 micropartículas por m³ de MP 10 e 54 de MP 2,5, enquanto na industrial São Bernardo do Campo (SP) as concentrações são, respectivamente, 36 e 17. Os dados brasileiros (395 municípios de sete estados, além do DF) foram fornecidos pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente da Universidade de São Paulo (USP) e são conhecidos desde a divulgação do 1º Diagnóstico da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar no Brasil, de abril de 2014.

Monitoramento

“Sete milhões de mortes por ano devido à poluição do ar é uma cifra totalmente inaceitável. O fato de 91% da população respirar ar sujo é realmente dramático”, disse, em uma coletiva de imprensa por telefone Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública e Determinantes Sociais e Ambientais de Saúde da OMS. Ela ressaltou que, desde o último relatório, de 2016, não houve mudanças no número de óbitos associados nem ao percentual da população que vive nessas condições. Neira, porém, diz que o fato de o levantamento trazer dados de mais mil cidades em relação ao anterior deve ser comemorado. “Grande parte das cidades agora faz esse monitoramento, e isso é uma ótima notícia, porque quando você começa a monitorar, é mais fácil fazer políticas públicas para enfrentar o problema”, considera.
Os dados compilados e ajustados pela OMS mostram que as áreas com maiores níveis de poluição atmosférica são o leste do Mediterrâneo e o sudeste asiático, onde a média anual geralmente excede mais de cinco vezes os limites considerados seguros. Em seguida, aparecem cidades de renda baixa e média da África e da Oceania. Contudo, nessas duas regiões, há uma “séria falta de dados”, destaca o órgão das Nações Unidas. No continente africano, embora o mapeamento atual tenha duas vezes mais municípios que o de 2016, só há monitoramento disponível de oito dos 47 países. Em contraste, a Europa é a parte do mundo com maior número de cidades reportando dados.

Embora os países ricos, de forma geral, tenham qualidade do ar acima do registrado em nações de renda baixa e média, eles não escapam da mortalidade associada à poluição. Em municípios desenvolvidos da Europa, dependendo do nível de partículas tóxicas no ar, a expectativa de vida pode ser reduzida entre dois e 24 meses, aponta o relatório da OMS.

Derrame, infarto, doença pulmonar obstrutiva crônica (incluindo asma) e câncer de pulmão são as enfermidades associadas, mas, na coletiva de imprensa, Sophie Gumy, técnica do Departamento de Saúde Pública e Determinantes Sociais e Ambientais de Saúde da OMS lembrou que esses não são os únicos problemas de saúde causados pelo material particulado no ar. “Há evidências científicas robustas sobre a influência da poluição nas doenças neurodegenerativas, como Alzheimer”, ressaltou. “Exceto nas Américas e países de alta renda, não há região do mundo onde mais de 35% da população esteja respirando ar limpo, e isso não é aceitável.”
Fonte: Correio Braziliense

Comitê Renovabio apresenta primeira versão de modelo a entidades do setor de combustíveis

O Diretor Superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Júlio Cesar Minelli, e o Assessor Técnico da entidade, Antonio Ventilii, participaram de reunião para apresentação do comitê do RenovaBio na tarde desta quinta-feira (3), na sede do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) às entidades do setor de combustíveis.

O Ministério de Minas e Energia (MME) apresentou uma primeira versão do modelo para subsidiar as metas que devem ser sugeridas ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão responsável pela definição das metas nacionais de redução de emissões. Os dados apresentados preveem uma redução de 7% de intensidade de carbono até 2028.

As entidades do setor de combustíveis fizeram sugestões em relação aos dados exibidos pelo MME em apresentações encaminhada às entidades. Pela Aprobio, Minelli destacou que a legislação já permite o aumento da mistura até B 15 e ressaltou que essa previsão não consta da proposta apresentada levando em conta o número de 7,4 milhões de metros cúbicos de biodiesel para a matriz em 2028, apontado na projeção do MME. “Esta previsibilidade é fundamental ao nosso setor e precisa estar presente já neste primeiro momento”, destacou.

Minelli lembrou ainda de estudos da Aprobio sobre importância do biodiesel na criação de empregos e de incremento do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Estas pesquisas deveriam estar incorporadas aos cálculos da meta de redução de emissões, bem como do estudo com metodologia reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontando ganhos para o setor de saúde com a maior utilização do biodiesel.

Na primeira quinzena de maio está prevista a realização de consulta pública para contribuições ao modelo em construção. O CNPE deve definir, em reunião no dia 5 de junho, as metas nacionais de redução das emissões.

O comitê do RenovaBio tem a participação de diversos órgãos governamentais. Minelli destacou a importância da reunião para que o setor conheça o andamento dos trabalhos e faça sugestões a consulta pública.

Fonte: Assessoria Aprobio

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721