Embrapa realiza I Workshop para Validação da RenovaCalc

A Embrapa Meio Ambiente em parceria com o Ministério de Minas e Energia – MME, Agência Nacional do Petróleo – ANP, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT, Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol – CTBE, Universidade Estadual de Campinas – Unicamp e Agroicone, promoverão nos dias 28 de fevereiro e 1 de março de 2018, nas dependências da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), o I Workshop para Validação da RenovaCalc, a ferramenta do RenovaBio, que permitirá o cálculo da intensidade de carbono dos biocombustíveis.

Neste momento, o evento será orientado à participação de técnicos das áreas de sustentabilidade agrícola e industrial de unidades produtoras de biocombustíveis, uma vez que objetiva validar a RenovaCalc, identificando eventuais dificuldades de entendimento e de inserção de dados, e colhendo sugestões de melhoria dos potenciais futuros usuários da calculadora.

Em 28 de fevereiro técnicos das unidades produtoras de etanol de cana-de-açúcar, etanol 2G e etanol de milho discutirão as rotas tecnológicas inerentes à cadeia. Já no dia 1 de março, as mesmas ações serão oportunizadas aos técnicos das unidades produtoras de biodiesel e biogás.

O Workshop é parte dos trabalhos de regulamentação do programa, a partir da sanção presidencial da Lei 13.576/ 2017, que instituiu a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). O cronograma prevê que esta primeira etapa de validação seja finalizada até o final do mês de março de 2018.

A Renovacalc foi estruturada para estimar os índices de desempenho ambiental dos combustíveis do Programa RenovaBio. Para tal, faz uso de um conjunto de parâmetros técnicos fornecidos pelo produtor para calcular as emissões de gases de efeito estufa (GEE) do ciclo de vida do biocombustível.

Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) é uma ferramenta para avaliação de impactos ambientais baseada na contabilidade de material e energia consumidos pelos processos produtivos e emitidos para o meio ambiente durante todo o ciclo de vida de um determinado produto, desde a fase de obtenção de recursos naturais, passando pelos processos de transformação, transporte, fase de uso e descarte do produto.

Conforme explicou a pesquisadora da Embrapa, Marília Folegatti, que coordena o grupo técnico que está elaborando a ferramenta, “a expectativa é que o evento seja um espaço para apresentação e discussão da RenovaCalc, buscando colher sugestões do setor produtivo para a melhoria da ferramenta”.

Para Marcelo Morandi, chefe geral da Embrapa Meio Ambiente, o workshop é mais um passo importante na construção do RenovaBio, “agora já em fase de materialização para o público-alvo, no entendimento das métricas que serão solicitadas para ingresso no Programa”.

Fonte: Embrapa

Semente de soja é opção para produzir cianovirina usada no combate à AIDS

Desenvolvida pela Embrapa, Instituto Nacional de Saúde dos EUA, Universidade de Londres e Conselho de Pesquisa da África do Sul pesquisa premiada pelo Consórcio Federal de Laboratório norte-americano deverá baratear a produção

Pesquisa desenvolvida pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, sigla em inglês), a Universidade de Londres e o Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da África do Sul (CSIR – sigla em inglês) foi premiada pelo Consórcio Federal de Laboratórios (FLC, sigla em inglês) pela excelência na transferência de tecnologia na área de saúde e serviços humanos em todo o território norte-americano.

O estudo comprovou que sementes de soja geneticamente modificadas constituem a biofábrica mais eficiente e opção viável para produzir em larga escala a cianovirina – proteína muito eficaz no combate à AIDS. A pesquisa que já havia sido premiada no ano passado na região do Médio-Atlântico (FLC MAR), recebeu, agora, o prêmio nacional. O consórcio congrega mais de 300 laboratórios de renomadas instituições de pesquisa e ensino norte-americanas, como o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e as Universidades de Cornell, Carolina do Norte e Maryland, entre outras.

O prêmio será entregue durante a reunião nacional do FLC, no dia 25 de abril, em Rockville, Maryland. O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Elibio Rech, coordenador da participação brasileira nos estudos, receberá a outorga, juntamente com os representantes das instituições internacionais que participaram do projeto.

Para Rech, além do reconhecimento científico, esse prêmio comprova a importância da cooperação técnica para o desenvolvimento de pesquisas de ponta na área de biotecnologia. “Essa homenagem coroa uma pesquisa de mais de uma década, que obteve excelentes resultados graças à parceria com os institutos internacionais”, comemora.

Além de inovadora, a pesquisa tem forte componente humanitário e, por isso, países em desenvolvimento com altos índices de propagação da AIDS, terão licença de produção e de uso livres do pagamento de royalties. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), na Zâmbia e África do Sul, cerca de 20% de toda população têm a doença. No Brasil, segundo estimativas da ONU, o índice de novos portadores do vírus subiu 3%, entre 2010 e 2016, ao contrário da média mundial, que sofreu contração de 11%.

A pesquisa, que começou a ser desenvolvida em 2005, se baseia na introdução da cianovirina, uma proteína que está presente em algas e que é capaz de impedir a multiplicação do vírus HIV no corpo humano, em sementes de soja geneticamente modificadas para produção em larga escala. O objetivo é o desenvolvimento de um gel (com propriedades viricidas) para prevenir a contaminação.

O pesquisador destacou que as sementes geneticamente modificadas serão cultivadas em condições controladas de contenção dentro de casas de vegetação ou estufas. Ele explica que os efeitos positivos da cianovirina estão comprovados desde 2008, a partir de testes realizados com macacos pelo instituto norte-americano. A capacidade natural dessa proteína, extraída da alga azul-verde (Nostoc ellipsosporum), de se ligar a açúcares impedindo a multiplicação do vírus é conhecida pela comunidade científica mundial há mais de 15 anos. “O que faltava era descobrir uma forma eficiente e econômica para produzir a proteína em larga escala”, completa.

O faturamento da biotecnologia na indústria farmacêutica mundial cresceu muito nas últimas décadas e alcança aproximadamente 10 bilhões de dólares por ano. Os produtos biotecnológicos estão em franco desenvolvimento e hoje representam cerca de 10% dos novos produtos atualmente no mercado.

A expectativa da Embrapa ao investir em pesquisas com biofármacos, como explica Rech, é fazer com que esses medicamentos cheguem ao mercado farmacêutico com menor custo, já que são produzidos diretamente em plantas, bactérias ou no leite dos animais. Existem evidências de que a utilização de biofábricas pode reduzir os custos de produção de proteínas recombinantes em até 50 vezes.

Fernanda Diniz (MTb 4685/DF) 
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia 
cenargen.nco@embrapa.br 
Telefone: (61) 3448-4768

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: MAPA

Pesquisa com microalgas que crescem em resíduos e geram biocombustíveis

A Embrapa Agroenergia (DF) conseguiu identificar espécies de microalgas que podem ser cultivadas em resíduos líquidos de processos de agroindústrias, os efluentes. Esse cultivo pode gerar matéria-prima renovável para biocombustíveis, rações, cosméticos e vários outros produtos. A pesquisa, que durou três anos, também teve como resultado a descoberta de espécies até então desconhecidas, na biodiversidade brasileira.

Os efluentes utilizados nos estudos foram a vinhaça, formada na produção de açúcar e etanol de cana, e o Pome (palm oil mill effluent), que é gerado no processamento do dendê. Eles são aproveitados, hoje, para fertirrigação das plantações. Utilizá-los, contudo, como meio para produzir microalgas, pode agregar valor às cadeias produtivas da cana e do dendê, gerando mais biomassa e óleo para obter energia e bioprodutos.

As microalgas são organismos unicelulares e microscópicos que vivem em meios aquáticos e têm uma característica curiosa: embora não sejam plantas, são capazes de realizar fotossíntese e se desenvolver utilizando luz do sol e gás carbônico. Elas se reproduzem muito rapidamente, gerando grandes quantidades de óleo e biomassa em pouco tempo. A produtividade pode ser de dez a 100 vezes maior do que os cultivos agrícolas tradicionais. Isso chamou a atenção de setores que necessitam de grandes quantidades de matéria-prima, como o de biocombustíveis.

Ao mesmo tempo, os óleos produzidos por algumas espécies quase sempre contêm compostos muito valiosos como, por exemplo, Ômega 3 e carotenoides. Por isso, elas também encontram espaço em indústrias que atendem nichos de mercado e pagam mais caro por matérias-primas com propriedades raras. É o caso dos cosméticos e dos suplementos alimentares.

Já existem pelo menos quatro empresas no Brasil produzindo microalgas: duas no Nordeste, com foco em nutrição humana e animal, e outras duas no interior de São Paulo, já atendendo indústrias de cosméticos e rações, ou projetos para tratamento de efluentes. Contudo, há ainda muito que avançar no conhecimento e desenvolvimento de tecnologias para impulsionar o setor. A redução do custo de produção é uma das principais preocupações, principalmente quando se quer alcançar mercados que necessitam de grandes volumes e preços baixos, como é o caso dos biocombustíveis.

Explorando a biodiversidade

A pesquisa da Embrapa buscou soluções em uma das maiores riquezas do Brasil: a imensa biodiversidade, que pode abrigar um quarto das espécies de microalgas de água doce, segundo as estimativas. O primeiro trabalho tinha como objetivo encontrar espécies capazes de crescer na vinhaça, em ambientes industriais e biomas brasileiros (Amazônia, Pantanal e Cerrado). Os cientistas identificaram duas espécies que podem ser cultivadas nesse efluente, com bom rendimento − uma delas ainda não está sequer descrita na literatura. A análise dos componentes da biomassa dessas duas microalgas indica maior concentração de carboidratos e proteínas do que de lipídeos e carotenoides, que as tornam mais adequadas para a produção de etanol do que de biodiesel, quando o assunto é biocombustíveis. Podem ser utilizadas, ainda, em rações.

A vinhaça é rica em nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), nutrientes tão necessários às microalgas quanto às plantas. Utilizá-la como meio de cultivo, contudo, tem seus desafios, explica o pesquisador Bruno Brasil, da Embrapa Agroenergia. Se, por um lado, a concentração de nutrientes favorece o crescimento dos organismos, por outro a coloração escura dificulta a passagem de luz, sem a qual não há fotossíntese. Para minimizar esse problema, a equipe da Embrapa Agroenergia utilizou métodos de clarificação química de baixo custo ou simplesmente diluiu a vinhaça em água. Outro desafio associado à vinhaça é a elevada carga de material orgânico. Ela favorece a proliferação de bactérias e leveduras, que se tornam contaminantes no meio de cultivo e prejudicam o crescimento das microalgas.

As duas espécies selecionadas pela equipe da Embrapa Agroenergia são mixotróficas. Isso quer dizer que elas realizam fotossíntese, mas também utilizam a matéria orgânica da vinhaça para crescer. Elas não chegam a reduzir significativamente essa carga orgânica e, por isso, não podem ser utilizadas isoladamente para tratamento do efluente. No entanto, isso pode ser bom porque permite que a vinhaça ainda seja usada para fertirrigação dos canaviais após a retirada das microalgas.

Cultivos em efluente do processamento do dendê

O Pome tem características poluidoras muito parecidas com as da vinhaça, mas a composição é diferente, já que se origina de um fruto rico em óleo, o dendê, e não de uma gramínea rica em açúcar como é o caso da cana. Por isso, o trabalho de busca de microalgas capazes de crescer nesse material envolveu tanto experimentos com cepas já testadas para a vinhaça quanto novas coletas de amostras, em ambientes diferentes. Neste caso, também, duas espécies mostraram-se eficientes. Uma delas tem capacidade de crescimento tão elevada que faz desaparecer a coloração quase preta do Pome e coloca no lugar um verde intenso. Além disso, foi demonstrado que a retenção do Pome em uma lagoa anaeróbica seguida de cultivo utilizando estas microalgas promove tratamento eficiente do efluente, processo conhecido como biorremediação.

A ideia de buscar espécies capazes de crescer em efluentes industriais explora justamente uma das vantagens das microalgas, a robustez. Diferentemente das plantas, elas não exigem água doce e limpa; podem ser cultivadas em água salgada, salobra ou mesmo residual. Esse é um fator bastante positivo para a sustentabilidade do cultivo. Soma-se a isso a característica de elas não precisarem ocupar terras férteis e a alta produtividade para se chegar à conclusão de que microalgas podem compor o rol de soluções sustentáveis para fornecer alimentos, energia e bens de consumo a uma população mundial crescente.

Engenharia genética

A equipe de cientistas da Embrapa e instituições parceiras está, agora, empenhando-se em construir ferramentas que permitam a modificação genética das espécies selecionadas para crescimento na vinhaça e no Pome, com o objetivo de potencializar o rendimento. O investimento na engenharia genética tem motivo: toda a produção de commodities agrícolas atual está baseada em espécies que passaram por décadas ou séculos de domesticação e melhoramento genético. Além disso, um grande estudo sobre microalgas financiado pelo governo dos Estados Unidos mostrou que o uso de linhagens modificadas geneticamente chega a reduzir em 85% o custo de produção – uma das grandes metas estabelecidas pelos cientistas.

O desafio para chegar a essas novas linhagens, contudo, é grande. Qualquer programa de engenharia genética precisa primeiramente de conhecimento sobre a espécie com a qual se pretende trabalhar. No caso das microalgas, essa base ainda está em construção. Basta comparar: o primeiro genoma completo de bactéria foi apresentado em 1995, o humano foi concluído em 2003, mas só em 2012 foi sequenciado o DNA de uma microalga com potencial para produção de biocombustíveis.

Quando se trata de espécies originárias do Brasil, a carência de dados é ainda maior. “Nós sabíamos que, trabalhando com espécies nativas, tínhamos a chance de encontrar coisas novas e mais produtivas do que materiais de outras partes do mundo, mas, ao mesmo tempo, por ser novo, sabíamos que iríamos ter que desenvolver esse pacote tecnológico”, conta o pesquisador Bruno Brasil.

Na Embrapa e na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), além das microalgas, os cientistas estão explorando a genética das cianobactérias, conhecidas como algas azuis. São organismos também unicelulares, microscópicos e capazes de realizar fotossíntese, porém mais simples. Luis Fernando Marins, professor da FURG, compara os genomas delas. Enquanto o de uma das cianobactérias com que ele está trabalhando tem 2,6 milhões de pares de bases, o de uma microalga chega a 120 milhões, ou seja, é 60 vezes maior. Além disso, os meios de cultivo para as cianobactérias são geralmente mais baratos e elas têm capacidade de secretar substâncias, o que facilita os processos de obtenção dos produtos de interesse.

Além dos estudos do genoma e da engenharia genética, o pesquisador da Embrapa Agroenergia antecipa os próximos passos do centro de pesquisa: “Do ponto de vista de processos industriais, o que falta? Escalonamento de sistemas de cultivo, métodos eficientes para colheita das microalgas e processos de conversão da biomassa em produtos. Os próximos projetos vão focar esses três pontos”.

Mercado das microalgas

Uma das empresas que se tornou referência no tema microalgas é a TerraVia, que até março de 2016 chamava-se Solazyme. Com origem na região do Vale do Silício, nos Estados Unidos, a companhia estabeleceu sua unidade de produção no Brasil, numa joint venture com a Bunge. A biofábrica está associada a uma usina sucroalcooleira, em Orindiúva (SP), porque a espécie de microalga com que trabalha não realiza fotossíntese, mas alimenta-se de açúcar.

O diesel e o combustível de aviação obtidos a partir do óleo dessa microalga, o Soladiesel e o Solajet, eram destaque entre os produtos oferecidos pela tecnologia da empresa, mas isso mudou junto com o nome, justamente por causa de valor de mercado. “Esses mercados podem se tornar maiores e rentáveis no futuro e ainda são ativos valiosos para nós. Porém, com os níveis de preços atuais do barril de petróleo, biocombustíveis nesse momento não são o principal driver econômico para nós”, revela o presidente da joint venture TerraVia / Bunge, Walfredo Linhares. O executivo afirma que a empresa está voltada, agora, exclusivamente para alimentos, nutrição animal e ingredientes especiais para o mercado de cuidados pessoais. Empresas como Natura, Nestlé e Unilever já utilizam ou vão utilizar, em seus produtos, óleos e compostos originários das microalgas cultivadas em Orindiúva.

Menos vultosa, porém consistente, é a iniciativa da Fazenda Tamanduá, no sertão da Paraíba. Ali foi estabelecido um cultivo orgânico de cianobactérias do tipo spirulina, que já são bastante conhecidas pelos benefícios à saúde humana. “Eu tomo spirulina e acho um produto maravilhoso: há oito anos não sei o que é uma gripe. Não é um milagre, mas se você toma todos os dias vai sentir uma melhora na sua saúde, pele, cabelo”, testemunha o biotecnólogo José Franciraldo de Lima, responsável-técnico pela produção. A Fazenda Tamanduá foi a primeira a obter registro do produto como alimento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele é comercializado em cápsulas ou em pó.

Um pouco mais ao norte do País, no Ceará, a professora Francisca Pinheiro aplicou o conhecimento adquirido durante anos na Universidade Federal do estado para estabelecer em uma chácara, no Município de Cascavel, um cultivo de spirulina. Nesse caso, o foco é o mercado de rações para aquicultura, especialmente camarões, tilápias e peixes ornamentais, graças ao elevado teor de proteína do produto. Ela acredita no futuro do cultivo de microalgas e cianobactérias. “É um mercado consumidor crescente, autossustentável, com potencial no mercado interno e externo”, analisa. A empresária pretende consolidar seus métodos de cultivo e, a partir daí, iniciar um projeto de transferência de tecnologia para comunidades do Nordeste.

Em Piracicaba (SP), o parque tecnológico local abriga a Algae Biotecnologia, uma start up voltada para o desenvolvimento de projetos baseados em microalgas, com o foco em biorremedição e captura de carbono. O que está mais avançado é a iniciativa com a fabricante de cimentos Intercement, que consiste em utilizar as microalgas para biofixar o grande volume de CO2 gerado nesse segmento industrial. Já foram selecionadas espécies eficientes nesse trabalho e o projeto está entrando em fase pré-comercial.

Fonte: Embrapa Agroenergia

Embrapa lança aplicativo de celular que mapeia o uso da terra

A tecnologia permitirá o acesso de informações sobre espécies de forrageiras recomendadas para determinada região, tecnologias de sequestro de carbono para determinado bioma, além de servir para análises de crédito rural 

A partir de outubro os agricultores de todo o Brasil poderão contar com um aplicativo de celular chamado Agrotag. A tecnologia permitirá que produtores rurais acessem e atualizem um banco de dados colaborativo sobre o uso do solo. Por meio da ferramenta, será possível usar e carregar informações tais como área da propriedade ocupada por sistemas integrados de produção, pastagens degradadas, áreas de preservação, tipos de lavouras existentes e outras, sempre com apoio de mapas e imagens de satélites.

O software, que deve revolucionar a forma de coleta, armazenamento e disponibilização de dados e informações agropecuárias no país, foi desenvolvido pela Embrapa com apoio da rede ILPF, Instituto de Pesquisas Eldorado e da Plataforma Multi-institucional de Monitoramento de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Plataforma ABC).

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Fonte: Canal Rural

Embrapa Agroenergia expõe trabalhos em encontro aberto ao público

Mais de 20 pesquisas em desenvolvimento nos laboratórios da Embrapa Agroenergia serão expostas no IV Encontro de Pesquisa e Inovação (EnPI 2017) que acontece de 25 a 27 de setembro, em Brasília/DF, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP/DF). Além da apresentação de trabalhos, o evento conta com um Simpósio sobre Biotecnologia Industrial, que tratará principalmente da produção de insumos biotecnológicos destinados às áreas de cosméticos e de nutrição animal.

Os temas dos trabalhos são alinhados às linhas de pesquisa da instituição, que incluem não só biocombustíveis, mas a geração de tecnologias para obter vários produtos de origem renovável da biomassa que sai do campo. Por isso, as pesquisas em exibição tratam de uma ampla gama de temas na área de Agroenergia, Biotecnologia, Química e Tecnologia de Biomassa, tais como enzimas e microrganismos para produção de biodiesel e produtos químicos, reforma de biogás, diesel verde, microalgas, aproveitamento de coprodutos da cadeia agroenergética, entre outros assuntos.

Os autores são estudantes, da graduação ao pós-doutorado, que atuam nos projetos da Embrapa Agroenergia como colaboradores. Para a pesquisadora Simone Mendonça, coordenadora do evento, eles agregam novas experiências e pontos de vista para a instituição. “A diversidade traz ganhos para a inovação”, opina.  A apresentação dos trabalhos no evento dá oportunidade a esses cientistas em formação para exercitarem a divulgação científica. Ao mesmo tempo, é um espaço para o público externo ter contato com as pesquisas. “É uma oportunidade para conhecer os nossos trabalhos e a nossa interação com outras instituições de ciência e tecnologia”.

A relação completa dos trabalhos que serão apresentados no EnPI2017 está disponível no site do evento. No mesmo endereço, está divulgada a programação do Simpósio, que contará com painéis reunindo especialistas de institutos de pesquisa e de empresas. As inscrições estão abertas até 18/09 e as taxas variam de R$ 20 a R$ 50.

 

Fonte: Embrapa

Biotecnologia Industrial é ferramenta para chegar à bioeconomia

A biotecnologia industrial será a principal ferramenta para alcançar a bioeconomia avançada, o próximo e mais promissor vetor de desenvolvimento do mundo. A previsão é o do presidente da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), Bernardo Silva. Ele falará sobre esse tema, na palestra de abertura do IV Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia (EnPI 2017), que acontece de 23 a 25 de setembro, em Brasília/DF.

Tema do evento, a biotecnologia industrial utiliza microrganismos e enzimas em processos industriais e está diretamente relacionada à sustentabilidade. Para Silva, investir nesse segmento é uma oportunidade para o desenvolvimento do Brasil. Estudos da ABBI apontam que o setor poderia injetar na economia brasileira aproximadamente US$ 53 milhões, com a produção maior de biocombustíveis, além de novos bioquímicos e bioprodutos.

O País tem um ambiente favorável à expansão do uso da biotecnologia nas indústrias. Para começar, condições privilegiadas para geração de matéria-prima: clima adequado, maior biodiversidade do planeta, agricultura forte e disponibilidade de terras. A biotecnologia já está presente, especialmente no consolidado segmento de biocombustíveis. Só na produção de etanol, há 400 usinas engajadas. “Além disso, o Brasil está na vanguarda da produção de biodiesel, biometano, produtos que também podem ser oriundos da biotecnologia”, lembra Silva.

Outras indústrias, com a de papel e celulose, ração animal e a indústria química já estão se tornando referência na área. “Entre os segmentos industriais com grande potencial para acrescentar a biotecnologia em seus processos produtivos estão a indústria têxtil, a indústria de mineração, as empresas de alimentos e cosméticos, bem como o desenvolvimento de novos biocombustíveis para uso em aviões e veículos de grande porte”, analisa.

A aplicação da biotecnologia nos setores de nutrição animal e insumos para cosméticos será tema de duas mesas-redondas, com participação de pesquisadores e representantes de empresas, durante o EnPI 2017. O evento contará também com apresentação de pesquisas desenvolvidas na Embrapa Agroenergia.

A biotecnologia industrial é um dos quatro eixos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da unidade da Embrapa, que aposta no aproveitamento integral da biomassa que sai do campo e tem a bioeconomia como mote de seu trabalho. Por isso, a carteira de projetos e a vitrine de tecnologias da instituição apresentam ações não só para a produção de biocombustíveis, mas também para a cadeia de nutrição animal, agroquímicos, produtos químicos de origem renovável e biomateriais.

Mais informações sobre o EnPI 2017 estão no site www.embrapa.br/enpi2017. No mesmo endereço, é possível fazer inscrição até 18/09. As taxas para participação variam de R$20 a R$50, de acordo com a categoria. (Colaboração: Bruno Ramos)

Serviço
IV Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia (EnPI)
25 a 27 de setembro de 2017
Local: Embrapa Agroenergia/Embrapa Sede
Contatos: (61) 3448-1592 ou 3448-1598
E-mail: cnpae.enpi@embrapa.br

Fonte: Grupo Cultivar

Embrapa discute imagem do agronegócio durante evento em SP

O presidente da Embrapa, Mauricio Antonio Lopes, participou na última terça-feira (27) do Ethanol Summit, um dos principais eventos mundiais voltados para as energias renováveis, particularmente o etanol e os produtos derivados da cana-de-açúcar. Ele foi um dos palestrantes do painel dedicado ao tema Avanços Tecnológicos e a Imagem Global do Agronegócio Brasileiro, ao lado de Daniel Bachner, diretor global para Cana-de-Açúcar da Syngenta; Marc Reichardt, diretor global de Operações Comerciais Agrícolas da Bayer; e Mario Von Zuben, diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). O debate foi moderado por Geraldine Kutas, assessora de Assuntos Internacionais da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

“Minha abordagem levou em consideração três aspectos, que, na minha visão, marcam as percepções sobre o agronegócio brasileiro em âmbito internacional”, explicou Lopes. “A primeira é a de que o agro brasileiro é predatório e insustentável, agressiva e erradamente disseminada por ONGs, alguns governos e outros atores ao longo dos anos. A segunda percepção é que o Brasil desenvolveu uma agricultura moderna, baseada em ciência. À despeito da primeira percepção negativa, há uma visão externa já bastante consolidada, de que o Brasil alcançou sua segurança alimentar e se projetou como grande exportador de alimentos em função do forte investimento em pesquisa e inovação”. Segundo o presidente, isso proporcionou a rápida incorporação de tecnologias que viabilizaram a emergência de uma agricultura tropical eficiente que estimulou o empreendedorismo e fortaleceu o protagonismo do agro nacional no âmbito internacional.

Depois Mauricio Lopes explorou a percepção do potencial de expansão da produção e da capacidade competitiva do agronegócio brasileiro. “Esta percepção alimenta ações de protecionismo, propaganda para desgaste de imagem e outras tantas formas de combate ao protagonismo brasileiro nos mercados internacionais, em sintonia com a primeira percepção. O potencial de expansão do agro brasileiro assusta os nossos competidores e coloca o Brasil quase sempre na defensiva nos ambientes internacionais onde se trava discussões relacionadas a alimentação e agricultura, como clima, biodiversidade, comércio etc”.

Ao final, analisou alguns desafios a serem enfrentados pelo Brasil, para que os passivos que alimentam as percepções negativas sobre a nossa agricultura possam ser superados, fazendo bom uso das suas vantagens competitivas e comparativas para fortalecimento da presença e do protagonismo do seu agronegócio em âmbito internacional.

Aquecimento global

Lançado pela Unica em 2007 e realizado a cada dois anos, o Ethanol Summit reuniu empresários, autoridades de diversos níveis governamentais, pesquisadores, investidores, fornecedores e acadêmicos do Brasil e do exterior. Os participantes acompanharam dezenas de palestras, apresentações, discussões e debates que ocorreram em grandes plenárias, painéis temáticos e cerimônias de abertura e encerramento, além de eventos paralelos.

Entre os principais conteúdos explorados no encontro, destaque para o papel do etanol e demais derivados da cana na luta contra o aquecimento global, os 30 anos de geração da bioeletricidade sucroenergética, a situação atual e perspectivas de crescimento da indústria canavieira, infraestrutura, inovações tecnológicas e o peso estratégico de políticas públicas e iniciativas como o RenovaBio para o futuro de uma matriz energética nacional mais limpa e renovável.

A presidente da Unica, Elizabeth Farina comemorou a consolidação do Ethanol Summit como um dos mais importantes fóruns sobre biocombustíveis e energias de baixo carbono nos últimos 10 anos. “Ao longo de uma década, o Summit conquistou notoriedade graças ao seu conteúdo rico e formato dinâmico. A presença de renomados especialistas, ligados direta ou indiretamente à cadeia produtiva da cana, fez com que as discussões fossem mais abrangentes e de alto nível neste ano”, afirmou.

Fonte: Grupo Cultivar

Encontro em Castanhal (PA) aborda cadeia produtiva do dendê

O município de Castanhal (PA) sedia na próxima quarta-feira (31) o “I Encontro da Cadeia Produtiva do Dendê: sistema de produção, mercado e desempenho econômico”. O evento é aberto a agricultores, técnicos e estudantes. Durante todo o dia, pesquisadores apresentarão informações e responderão dúvidas do público sobre diversos aspectos da cultura do dendê, como melhoramento genético, adubação, polinização, pragas e doenças, além do desempenho econômico.

De acordo com o diretor de eventos do Sindicato Rural de Castanhal, Eduardo Kataoka, o encontro é uma demanda dos produtores de dendê associados à entidade. No próprio município de Castanhal o cultivo não é expressivo, mas os municípios vizinhos como Igarapé-Açu, Santo Antônio do Tauá e Terra Alta concentram uma grande produção.

Kataoka conta que a maior preocupação atual entre os produtores é o preço da commodity, que sofreu uma queda nos últimos anos. Essa situação, no entanto, deve ser encarada com serenidade, segundo o pesquisador Alfredo Homma, da Embrapa Amazônia Oriental. Ele é um dos palestrantes do encontro e abordará contexto atual e as possibilidades da cultura do dendê. “É comum os cultivos perenes sofrerem baixa temporária nos preços. Tem que ter paciência”, afirma o pesquisador.

O fenômeno decorre, segundo Homma, da diferença de tempo entre o momento de plantar e aquele do início da colheita. Em uma época de preços bons, a cultura perene pode atrair muitos interessados que anos depois, quando se inicia a colheita, vão colocar seus produtos no mercado e influenciar no preço. “O cacau, por exemplo, passou por um momento de preços baixos e hoje já se recuperou”, argumenta.

A expansão e as oportunidades do cultivo do dendê devem ser entendidas em um contexto mais amplo, relacionado ao que Homma chama de um fenômeno de “agriculturização” pelo qual passa o Pará. “A mandioca deixou de ser a cultura com maior área cultivada no estado, cedendo o primeiro lugar à soja. Milho, reflorestamento, dendê e cacau completam o ranking. São plantios que estão avançando sobre áreas de pastagens degradadas”, explica.

Com cerca de 200 mil hectares de dendê plantados, Homma avalia que o Pará pode dobrar essa área para atender ao mercado interno brasileiro, que hoje importa metade do que consome de óleo bruto de dendê e 90% do óleo de palmiste. “São de 400 a 450 milhões de dólares gastos a cada ano com importações. Essas divisas podem permanecer aqui se o país se tornar autossuficiente em dendê”, avalia o pesquisador.

O I Encontro da Cadeia Produtiva do Dendê é promovido pelo Sindicato Rural de Castanhal, Embrapa Amazônia Oriental, Emater e Secretaria de Agricultura Municipal de Castanhal. O evento acontece no Parque de Exposição Pedro Coelho Mota – Av. Presidente Getúlio Vargas, 7354.

Mais informações aqui.

Fonte: Embrapa

Embrapa mostra integração entre biocombustível e alimentos na AgroBrasília

Uma tecnologia que integra as cadeias produtivas de biocombustíveis e nutrição animal por meio do cultivo de cogumelos. Essa novidade é o que a Embrapa Agroenergia vai apresentar a partir de terça-feira (16), na AgroBrasília. A tecnologia consiste no cultivo de cogumelos capazes de crescer na torta do caroço de algodão, reduzindo a toxidez do produto e permitindo aumentar o uso desse material na alimentação de bovinos e inseri-lo nas cadeias produtivas de aves e suínos.

Os cogumelos foram identificados em projeto de pesquisa, desenvolvido em Brasília, que testou a capacidade de eles crescerem e removerem substâncias tóxicas não só na torta de algodão, mas também na de pinhão-manso (espécie com potencial para produção de óleos e bioprodutos). Para o caroço de algodão, foram avaliadas 34 espécies e, destas, 11 apresentaram essa capacidade. No caso do pinhão-manso, foram testadas 60 espécies de cogumelos, das quais quatro mostraram-se capazes de reduzir em 99% o conteúdo de éster de forbol, principal substância tóxica dos grãos dessa cultura.

O pesquisador Félix Siqueira, da Embrapa Agroenergia, explica que os cogumelos, que são macrofungos, promovem uma biotransformação dos compostos tóxicos, convertendo-os em outras moléculas. O cultivo de cogumelos nas tortas de pinhão-manso e algodão, além de resolver o problema da toxidez das respectivas tortas, pode ampliar a integração entre as cadeias produtivas de biocombustíveis, bioprodutos e de alimentos. O óleo do caroço do algodão já compõe cerca de 2% das matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel; e o pinhão-manso ainda é uma espécie em processo de domesticação, mas tem grande potencial de integrar as cadeias produtivas de biocombustíveis, já que possui elevada produtividade de óleo vegetal.

Siqueira avalia que empresas do Distrito Federal e municípios do entorno têm condições muito favoráveis à adoção da tecnologia. A região abriga uma grande processadora de algodãoe tem criadores de aves, suínos e bovinos em confinamento, o que demanda ração. Além disso, Brasília, com a renda per capta mais alta do País, apresenta elevado consumo de cogumelos. Com poucos fungicultores locais, boa parte do abastecimento se dá com a importação de outros estados.

A pesquisa está, neste momento, em fase de escalonamento de produção para que a tecnologia possa ganhar o mercado. Por isso, além de apresentá-la para o público, a Embrapa Agroenergia busca, nas feiras, parceiros para essa próxima etapa de desenvolvimento, conta o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso. Para empresas da área industrial, é possível fazer parcerias por meio da unidade Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) da Embrapa Agroenergia. (Saiba mais: https://goo.gl/zdFlwW).

A exposição estará na Vitrine da Embrapa, ao lado de outras tecnologias da Empresa, durante todo o evento, que acontece de 16 a 19/05, no PAD-DF. Na quarta-feira (17), às 9h, o pesquisador Félix Siqueira ministrará palestra sobre “Cultivo de cogumelos em tortas de oleaginosas: integrando a produção de biocombustíveis com nutrição humana e animal”, no próprio estande

Esta é a 10ª edição da AgroBrasília, que é organizada pela Cooperativa Agropecuária do Distrito Federal (COOPA-DF). É uma das principais feiras do gênero no Brasil. Em 2016, recebeu recebendo 82 mil visitantes e 422 expositores. Mais informações: http://www.agrobrasilia.com.br/.

Fonte: Embrapa

Trabalhos com óleo da macaúba são apresentados pela Embrapa Agroenergia

Armazenamento dos frutos da macaúba, controle da quantidade e qualidade do óleo são temas pesquisados pela Embrapa Agroenergia que estarão no Congresso de Óleos e Gorduras, que acontece hoje (10) e amanhã, em Campinas/SP.

Serão dois trabalhos. Um deles avalia o tempo ideal para armazenagem do fruto. De acordo com Simone Favaro, pesquisadora da Embrapa Agroenergia responsável pelos trabalhos, essa é uma demanda antiga do setor que trabalha com macaúba, pois o teor de óleo presente no fruto aumenta depois da colheita. “Nós estamos estudando o tempo necessário para ter o máximo desse aumento sem deixar que os frutos percam qualidade”, explica.

Esta pesquisa integra as ações do projeto MacSaf que estuda a inserção dessa palmeira em Sistemas Agroflorestais (SAF’s) e no contexto da integração, lavoura, pecuária e florestas (iLPF). Além disso, a palmeira é estudada como alternativa para diversificar as matérias-primas para produção do biodiesel, já que a soja, seguida da gordura animal são as fontes majoritárias nessa produção.

O segundo trabalho tem como foco a caracterização do potencial nutricional do óleo de polpa de macaúba de ocorrência natural em Mato Grosso do Sul nos biomas Cerrado e Pantanal. Foram analisadas 40 espécies diferentes.

Ambos os estudos serão apresentados em forma de pôsteres no Congresso nesta quarta-feira (10). O evento tem como foco compartilhar experiências no desenvolvimento de gorduras funcionais e estratégias a estruturação de óleos como alternativas à utilização de gorduras parcialmente hidrogenadas na formulação de alimentos, entre outros tópicos de interesse para todos os profissionais da área de óleos e gorduras. Mais informações sobre o Congresso acompanhe no site https://congressooleosegorduras.wordpress.com

Simone conta que aproveitará a ida a Campinas para visitar a fábrica da Scott Tech que desenvolve equipamentos para extração de óleo. Para saber mais das a respeito pesquisas realizadas pela Embrapa Agroenergia acesse www.embrapa.com.br/agroenergia.

Fonte: Embrapa Agroenergia – texto de Daniela Collares

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