Brasil precisa de metas ambiciosas de eficiência energética, dizem participantes de audiência

O país precisa trabalhar com metas ambiciosas de eficiência energética, afirmaram os especialistas ouvidos nesta quinta-feira (3) pela Comissão Senado do Futuro. A iniciativa da audiência foi do senador Hélio José (Pros-DF), segundo o qual o Brasil precisa melhorar a sua eficiência na produção, distribuição e consumo de energia elétrica. O parlamentar ressaltou que “energia não pode ser jogada fora”, especialmente com a expectativa de retomada do crescimento econômico.

— Deve-se aumentar os índices de eficiência energética para podermos ter uma retomada do crescimento de maneira saudável. Devemos trabalhar para reduzir as perdas elétricas. Devemos educar os jovens para que aprendam a não desperdiçar energia, a poupar energia — disse o senador.

Urbanista e especialista em eficiência energética, Alexandra Albuquerque Maciel, coordenadora de mudanças climáticas do Ministério do Meio Ambiente, destacou que a máquina pública tem uma importante parcela no consumo de energia no país. Ela explicou que o ministério está realizando projetos de redução do consumo de energia em várias instalações do governo. Alexandra também afirmou que a legislação do Brasil para o setor é considerada avançada, mas é preciso colocá-la em prática.

Hélio José lembrou que atualmente, o Brasil produz apenas um gigawatt de energia a partir de fontes renováveis, como a eólica e a fotovoltaica. E que a China, que tem 30% menos de captação solar que o Brasil, produz 100 gigawatts somente nessas duas fontes não-poluentes e renováveis.

Em resposta, a coordenadora de eficiência energética do Ministério das Minas e Energia, Samira Sana Carmo explicou que o Brasil trabalha com as metas do Acordo de Paris, que preveem o aumento da participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para 18% até 2030. Além disso, o país mira na economia de energia, disse Samira.

— Estamos trabalhando para em 2030 termos poupado quase um terawatt na produção brasileira. Isso é quase o produzido por uma hidroelétrica como Itaipu — declarou.

Presidente da Associação Brasileira de Empresas de Conservação de Energia (Abesco), o engenheiro Alexandre Sedlacek Moana lembrou que a eficiência energética é realizar o mesmo trabalho com menos energia. E salientou que os países que tiveram políticas que determinaram a eficiência energética, como o Japão, conseguiram reduzir seus custos e seus desperdícios.

— Programas como a etiquetagem dos eletrodomésticos, como Procel [Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica], tiveram grande efeito nos fabricantes e nos consumidores. Devemos fazer o mesmo na área de consumo, como em indústrias e no comércio, com metas e planos de eficiência para a redução do consumo — completou.

Fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Transformação global de energia: um roteiro para 2050

A energia renovável precisa ser ampliada pelo menos seis vezes mais rápido para que o mundo atinja os objetivos de descarbonização e mitigação climática estabelecidos no Acordo de Paris, diz Global Energy Transformation: Um roteiro para 2050 .

O acordo climático histórico de 2015 visa, no mínimo, limitar a elevação da temperatura global média a “bem abaixo de 2 ° C” no século atual, em comparação com os níveis pré-industriais. Como este novo relatório da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), energia renovável e eficiência energética podem, em conjunto, fornecer mais de 90% das necessárias reduções de emissões de Co², relacionados com a energia.

Além disso, isso pode acontecer usando tecnologias seguras, confiáveis, acessíveis e amplamente disponíveis. Embora caminhos diferentes possam mitigar as mudanças climáticas, as energias renováveis ​​e a eficiência energética fornecem o caminho ideal para a maioria dos cortes de emissões necessários e dentro da velocidade ideal.

As atuais tendências de emissão de dióxido de carbono (CO 2 ) ainda não estão no caminho certo. De acordo com as políticas atuais e planejadas (incluindo Contribuições Nacionalmente Determinadas sob o Acordo de Paris), o mundo esgotaria seu orçamento de carbono relacionado à energia em menos de 20 anos. Mesmo assim, os combustíveis fósseis, como petróleo, gás natural e carvão, continuariam a dominar o mix global de energia nas próximas décadas.

O “orçamento de carbono” para manter o aquecimento global abaixo de 2 o C se esgotará em menos de 20 anos.

O orçamento de carbono para manter o aquecimento global abaixo de 2o C se esgotará em menos de 20 anos.

Manter o aumento da temperatura global abaixo de 2 graus Celsius (° C) é tecnicamente viável. Também seria mais econômica, social e ambientalmente benéfica do que o caminho resultante dos planos e políticas atuais, conhecido no relatório como o Caso de Referência. No entanto, o sistema energético global deve passar por uma profunda transformação, substituindo o atual sistema que é amplamente baseado em combustíveis fósseis.

A quota total de energias renováveis ​​deve aumentar de cerca de 18% do consumo total de energia final (em 2015) para cerca de dois terços até 2050. No mesmo período, a quota de energias renováveis ​​no setor da energia aumentaria de cerca de um quarto para 85%, principalmente através do crescimento da geração de energia solar e eólica. A intensidade energética da economia global terá que cair cerca de dois terços, reduzindo a demanda de energia em 2050 para um pouco menos que os níveis de 2015. Isso é possível, apesar do crescimento populacional e econômico significativo, melhorando substancialmente a eficiência energética, segundo o relatório.

As energias renováveis ​​podem representar dois terços do mix energético até 2050, com uma intensidade energética significativamente melhorada.

As energias renováveis ​​podem representar dois terços do mix energético até 2050, com uma intensidade energética significativamente melhorada.

Embora o setor energético já tenha visto uma descarbonização significativa, esse progresso deve ser acelerado. Como a eletricidade de baixo carbono se torna a principal fonte de energia, a parcela de eletricidade consumida nos setores de uso final (edifícios, aquecimento e transporte) precisaria dobrar, passando de aproximadamente 20% em 2015 para 40% em 2050. As renováveis ​​também devem se expandir significativamente como fonte para usos diretos, incluindo combustíveis para transporte e calor direto, acrescenta o relatório. A análise é baseada no mapa global da IRENA para aumentar as energias renováveis, conhecido como REmap .

A transformação global da energia faz sentido econômico. No entanto, exige mais investimentos em tecnologias de baixo carbono sem demora. Compreender sua pegada socioeconômica, entretanto, é essencial. A mudança para as energias renováveis ​​deve criar mais empregos energéticos do que aqueles perdidos nas indústrias de combustíveis fósseis, mostra a análise da IRENA. Também impulsionaria o PIB global em 1% em 2050 e melhoraria significativamente o bem-estar geral.

A transição energética geraria mais de 11 milhões de empregos adicionais em energia até 2050.

A transição energética geraria mais de 11 milhões de empregos adicionais em energia até 2050.

Fonte: IRENA

Agência Internacional de Energia Renovável prevê crescimento até 2050

Aumentar a velocidade de adoção das energias renováveis em escala global em pelo menos seis vezes é fator crítico para atender às necessidades de redução de emissões relacionadas à energia pelo Acordo de Paris e pode limitar o aumento da temperatura global a dois graus, de acordo com a última edição do cenário de energia renovável de longo prazo da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).

Transformação Energética Global: Um Roteiro para 2050, lançado hoje (18) durante o Diálogo sobre Transição Energética de Berlim, também conclui que um aumento cumulativo do investimento no sistema energético em 30% até 2050 em favor de energia renovável e eficiência energética pode criar mais de 11 milhões de empregos no setor energético, compensando completamente as perdas no segmento de combustíveis fósseis.

A ação imediata também reduzirá a escala e o valor dos ativos ociosos relacionados à energia no futuro. O estudo prevê até US$ 11 trilhões de ativos de energia ociosos até 2050 – um valor que pode dobrar se a ação sofrer mais atrasos.

“A energia renovável e a eficiência energética formam a base da solução mundial para as emissões de CO2 relacionadas à energia e podem fornecer mais de 90% das reduções de emissão de CO2 relacionadas à energia necessárias para manter o aumento da temperatura global em dois graus”, destacou o Diretor Geral da IRENA, Adnan Z. Amin.

“Se quisermos descarbonizar a energia global com rapidez suficiente para evitar os impactos mais severos da mudança climática, as energias renováveis ​​devem representar pelo menos dois terços da energia total até 2050. A transformação não apenas apoiará objetivos climáticos, como também resultados sociais e econômicos positivos em todo o mundo, tirando milhões da pobreza energética, aumentando a independência energética e estimulando o crescimento sustentável do emprego”, acrescentou Amin.

“Existe uma oportunidade para aumentar o investimento em tecnologias de baixo carbono e mudar ainda na nossa geração o paradigma de desenvolvimento global – passando de um de escassez, desigualdade e competição para um de prosperidade compartilhada. Essa é uma oportunidade que devemos aproveitar, adotando políticas fortes, mobilizando capital e impulsionando a inovação em todo o sistema energético”.

Os planos atuais dos governos ficam aquém das necessidades de redução de emissões. Na trajetória de hoje, o mundo exauriria seu “orçamento de carbono” (CO2) relacionado à energia para 2oC em menos de 20 anos, apesar do contínuo e forte crescimento nas adições de capacidade renovável.

No final de 2017, a capacidade de geração renovável global aumentou em 167 GW e atingiu 2.179 GW em todo o mundo – um crescimento anual de 8,3%. No entanto, sem um aumento de escala, os combustíveis fósseis como petróleo, gás natural e carvão continuariam a dominar o mix energético global até 2050.

A análise da IRENA delineia um sistema energético no qual as energias renováveis ​​respondem por dois terços do consumo final total de energia e 85% da geração de energia até 2050 – acima de 18% e 25%, respectivamente hoje.

Para conseguir isso, é necessária uma aceleração de pelo menos seis vezes da energia renovável, tanto por meio do aumento da eletrificação do transporte e dos sistemas de aquecimento, quanto pelo uso mais direto de fontes renováveis.

A eletrificação e a energia renovável são os principais impulsionadores descritos no relatório, com a capacidade solar e eólica liderando a transformação de energia.

Clique aqui e faça o download do Global Energy Transformation: um roteiro para 2050

Fonte: Ambiente Energia

Países de América Latina e Caribe fortalecerão base regional de dados sobre eficiência energética

Representantes de 15 países da América Latina e Caribe e de 13 organismos multilaterais concordaram em impulsionar a implementação de políticas sobre eficiência energética. Reunidas em Buenos Aires no início de dezembro (6), delegações definiram uma série de recomendações sobre o tema para a Comissão Econômica da ONU para a região, a CEPAL. Nações planejam aprimorar produção de dados sobre gasto de energia.

Entre as principais orientações acordadas, está o fortalecimento do programa Base de Indicadores de Eficiência Energética (BIEE). Estados-membros solicitaram à CEPAL que concentre seus esforços de apoio técnico para os países participantes da iniciativa. A ampliação da assistência deverá ter por objetivo a desagregação de estatísticas por setor. Outras metas incluem a melhoria da plataforma, para que seja possível realizar avaliações precisas e úteis dos contextos nacionais.

Com investimentos renovados, os países esperam ainda que o BIEE seja utilizado para a concepção e monitoramento das contribuições nacionalmente determinadas (NDC) — nome técnico dado às metas de cada Estado-membro da ONU para o cumprimento do Acordo de Paris.

A expectativa é de que, ao longo do tempo, as metodologias do BIEE sejam adotadas dentro das nações, com o envolvimento dos setores acadêmico e privado e da sociedade civil. O Brasil faz parte do programa da CEPAL.

Os representantes reunidos na capital argentina também convocaram a Comissão da ONU a avaliar e aproveitar as experiências do Brasil e, no futuro, do Chile, no que tange aos investimentos em energia renovável para complementar a oferta doméstica de energia. Iniciativas podem ser estudadas para inclusão no projeto ECOSUD, outro programa da CEPAL, criado para difundir modelos de adoção de fontes sustentáveis.

Delegações lembraram ainda que, em 2018, será lançado o Observatório Regional sobre Energias Sustentáveis, organismo sob responsabilidade da CEPAL. Para os países presentes no encontro em Buenos Aires, entidade precisará escutar as propostas operativas de cada Estado-membro da agência regional das Nações Unidas.

O Observatório terá, como função, coordenar esforços de pesquisa e análise de dados e de políticas em matéria de acesso a energias renováveis e eficiência energética. Atividades visam ao monitoramento do cumprimento por cada país do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU de nº 7, sobre energia acessível, segura, sustentável e moderna para todos.

Fonte: ONU

Governo inclui Itaipu nas discussões da nova política automotiva brasileira

Comitiva integrada por representantes de vários órgãos conheceu o Programa VE nesta semana

A experiência da Itaipu Binacional na área de mobilidade elétrica vai servir de base para as discussões do governo federal na elaboração da nova política automotiva do País, chamada de Rota 2030 – Mobilidade e Logística.

O trabalho é coordenado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), com a participação de outros ministérios e órgãos públicos e também da iniciativa privada. O novo plano, que substituirá o Inovar-Auto, de 2013, está previsto para entrar em vigor em janeiro de 2018.

Na última terça-feira, 11, uma comitiva integrada por representantes do Mdic, Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da agência de cooperação Brasil-Alemanha (GIZ) participou de uma visita técnica à usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR).

O grupo foi recebido pelo coordenador brasileiro do Programa Veículo Elétrico (VE) de Itaipu, engenheiro Celso Novais, e conheceu o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos (CPDM-VE). Novais falou sobre o programa e apresentou as principais linhas de pesquisa.

Coordenador geral do setor da indústria automotiva do Mdic, Marcelo Saraiva explicou que a nova política será de longo prazo, com três ciclos de cinco anos cada um, e contemplará vários temas – como segurança veicular, investimentos em P&D e engenharia, conectividade e eficiência energética.

Neste último item, foi criado um subgrupo para tratar especificamente de veículos elétricos. “O objetivo é fazer um grande nivelamento de informações do estado da arte dessa discussão de veículos elétricos no Brasil e uma das iniciativas propostas foi justamente a visita técnica à Itaipu, para conhecer o Programa VE e o know-how da empresa neste setor”, disse Saraiva.

O diretor de desenvolvimento produtivo da ABDI, Miguel Nery, afirmou que há uma forte tendência de aumento na participação dos veículos elétricos na frota dos países e, por isso, um capítulo dedicado a essa tecnologia na nova política industrial brasileira é fundamental.

“Quando discutimos a introdução de veículos elétricos no Brasil, o fato que considero relevante é a expectativa de desenvolver uma indústria nacional. Por isso a importância da nossa visita: Itaipu já vem há mais de dez anos pesquisando tanto soluções para o veículo elétrico em si, como, particularmente, para o seu maior gargalo, que é o armazenamento de energia [a bateria]”, pontuou.

“Estar na Itaipu significa dizer que estamos buscando encontrar e entender o que está sendo feito de melhor em termos de tecnologia. E que certamente irá contribuir para a concepção de uma política de desenvolvimento da indústria de veículos elétricos no Brasil”, completou.

Carlos Alexandre Pires, diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do MME, comentou que as discussões sobre veículo elétrico abrem a perspectiva para questões que vão além da mobilidade – como eficiência energética, armazenamento, geração distribuída e proteção ao meio ambiente.

Outra questão é a saúde: estima-se que o País gaste em torno de R$ 30 bilhões por ano para tratar de doenças respiratórias – e o transporte tem um grande peso nesse quadro. “Ou seja, além de ter investimentos equivocados, você tem custos decorrentes do investimento equivocado”, avaliou Ubiratan Castellano, assessor da Secretaria de Planejamento do MME.

O assessor especial do gabinete do ministro Fernando Coelho Filho (MME), Guilherme Syrkis, lembrou que o governo federal busca atrelar o planejamento do setor de energia ao Acordo de Paris, do qual o Brasil é signatário e que tem metas audaciosas para redução das emissões de carbono do planeta. “Queremos construir um ambiente em que a melhor tecnologia, com a maior eficiência e a menor emissão de carbono, possa crescer no País.”

O próprio Coelho Filho tem contribuído para divulgar a eletromobilidade – no último mês, o ministro recebeu de Itaipu um veículo elétrico para ser utilizado em seus deslocamentos em Brasília. “Usa todos os dias”, assegurou Syrkis.

Celso Novais salientou que as ações na área de mobilidade elétrica estão conectadas com a missão empresarial da Itaipu – gerar energia de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai.

Segundo ele, “é gratificante compartilhar nossas experiências para ajudar a promover o desenvolvimento industrial do Brasil e a construção de soluções sustentáveis que contribuam para a preservação do planeta para as próximas gerações”.

Fonte: Click Foz

Governo de São Paulo irá criar cursos em energias renováveis e eficiência energética nas Etecs e Fatecs

Grade curricular está sendo trabalhada para a criação dos primeiros cursos de nível técnico e superior tecnológico sobre o tema no Brasil

A Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo e o Centro Paula Souza, assinaram um termo de cooperação para implantação de dois cursos para formação de profissionais na área de energias renováveis e eficiência energética nas Escolas Técnicas Estaduais – Etecs e Faculdades de Tecnologia de São Paulo – Fatecs. O documento foi publicado na última sexta-feira, 7 de julho, no Diário Oficial do Estado.

“O Governo de São Paulo está incentivando as empresas e a população a realizar a geração distribuída e a eficientização de sistemas, por meio da instalação de placas fotovoltaicas, troca de iluminação antiga por LED, entre outras ações. Isso fará com que a necessidade de profissionais capacitados aumente cada vez mais, principalmente em sistemas para a geração de energia em indústrias, comércios e residências, o que abrirá espaço para esse novo mercado, estimulando a geração de emprego e o aumento de renda da população”, explica o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles.

O acordo tem duração de 12 meses e prevê a colaboração entre as instituições para desenvolver a matriz curricular de três cursos regulares, que irão capacitar profissionais de nível técnico e superior tecnológico para o mercado.

O curso técnico de Sistemas de Energias Renováveis será oferecido na modalidade semipresencial, com aulas presenciais nas Etecs e em um ambiente virtual com o suporte de um professor orientador. Também será oferecido curso de Especialização Técnica de nível médio de Gestão de Energia, voltado a quem busca obter conhecimentos mais específicos na área. O curso superior tecnológico das Fatecs será o de Gestão de Energia/Eficiência Energética.

“Os novos cursos também terão um papel estratégico na produção de pesquisas para atender às demandas tecnológicas do setor”, destaca a diretora-superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá.

A previsão é que as futuras modalidades sejam oferecidas no processo seletivo de 2018. O grupo que está montando a grade curricular definirá também em quais unidades serão disponibilizados esses cursos.

O curso técnico, com duração de três semestres, englobará temas como instalações elétricas, eficiência energética, energias renováveis, sistemas fotovoltaicos e solares térmicos. Já o tecnólogo em Gestão de Energia estará apto a projetar, manter e gerenciar sistemas baseados em energias renováveis nas indústrias, comércios e residências. O profissional também estará capacitado a coordenar programas de uso racional de energia, indicar tecnologias e traçar estratégias para promover a eficiência energética.

Sobre o Centro Paula Souza

Autarquia do Governo do Estado de São Paulo vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, o Centro Paula Souza administra as Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e as Escolas Técnicas (Etecs) estaduais, além das classes descentralizadas – unidades que funcionam com um ou mais cursos técnicos, sob a supervisão de uma Etec –, em mais de 300 municípios paulistas. Nas Etecs, o número de matriculados nos Ensinos Médio, Técnico integrado ao Médio e no Ensino Técnico, para os setores Industrial, Agropecuário e de Serviços, ultrapassa 211 mil estudantes. As Fatecs atendem mais de 80 mil alunos nos cursos de graduação tecnológica.

Fonte: Portal Segs

Mato Grosso cresce em produção de energia renovável

Com inscrições esgotadas, Seminário de Energia começa nesta segunda (22), às 19h30, com as participações do governador e vice-governador de MT e do ministro de Minas e Energia, e termina na quarta-feira (24)

A produção de energia primária renovável e a produção de energia secundária, especificamente a eletricidade, cresceram a taxas de 4,9 e 7,9% ao ano, respectivamente. É o que revela, entre outras informações, o Balanço Energético do Estado de Mato Grosso e Mesorregiões (BEEMT- 2015), que será apresentado no 8º Seminário de Energia – Ideias Sustentáveis e Eficiência Energética programado para ser realizado de 22 a 24 de maio, no auditório da Fiemt, em Cuiabá.

De acordo com o BEEMT-2015, um estudo produzido pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), pela Sedec-MT (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso) e pela Uniselva (Fundação de Apoio e Desenvolvimento da UFMT) e que atualiza os dados da série histórica do último balanço estadual publicado em 2009, a produção de energia primária cresceu principalmente pelo incremento do biodiesel nos cinco anos finais da série (2004 a 14).

As cinco mesorregiões do estado são distintas nos aspectos geográfico, social e energético. E, dentre elas, a sudoeste caracteriza-se por ser exportadora dos principais recursos energéticos renováveis. Segundo o BEEMT-2015, essa mesorregião destaca-se pelos derivados de cana-de-açúcar e a hidroeletricidade. É nos limites desse território que se encontra a maior usina de açúcar e álcool do estado. E detém a maior parcela de produção de energia primária de MT.

Já a mesorregião norte é a mais próspera entre as cinco e também a responsável pela maior produção de grãos do estado, o que a torna a maior consumidora de óleo diesel no setor agropecuário, nos processos de preparação e plantio, e no setor de transportes, para o escoamento da safra. Esse território é o maior produtor de energia elétrica de origem hidráulica e tem um parque industrial responsável pelo maior consumo de eletricidade de Mato Grosso.

O Balanço Energético do Estado de Mato Grosso e Mesorregiões (BEEMT- 2015) será entregue oficialmente, pelo Niepe (Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Estratégico) da UFMT para o Governo do Estado de Mato Grosso, na cerimônia de abertura do 8º Seminário de Energia, evento do Sindenergia (Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso), a partir de 19h30 desta segunda.

Fonte: Cenário MT

Abertas inscrições para cursos de eficiência energética

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) recebe em maio as inscrições para as últimas etapas dos cursos de eficiência energética, oferecidos gratuitamente em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). As capacitações para o Guia de Medição e Verificação do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Aneel serão realizadas em Florianópolis (SC), Salvador (BA), Campo Grande (MS) e Recife (PE).

As inscrições para o quinto módulo do curso vão até o dia 7 de maio e as aulas ocorrerão entre 6 e 8 de junho, em Florianópolis (SC), e entre 20 e 22 de junho, em Salvador (BA). Já o sexto módulo estará aberto para inscrições até o dia 26 de maio e as aulas serão realizadas entre 4 e 7 de julho, em Campo Grande (MS), e de 18 a 20 de julho, em Recife (PE). A carga é de 24 horas.

SELEÇÃO

Podem se inscrever no projeto os profissionais com formação universitária, graduados como tecnólogo ou técnico (com no mínimo de 3 anos de duração) que tenham experiência na área de eficiência energética. Também estão aptos os que trabalham com gerenciamento ou execução de programas de eficiência energética em distribuidoras.

Para efetivar a inscrição, é necessário enviar comprovações de experiência acadêmica e profissional e os formulários preenchidos para o e-mail treinamentopnud@animaprojetos.com.br. A seleção dos participantes será feita mediante análise da documentação enviada e as vagas são limitadas. Confira o edital

PROJETO 3E

O curso faz parte do projeto Transformação de Mercado de Eficiência Energética no Brasil (Projeto 3E), que visa reduzir o consumo elétrico em edificações comerciais e públicas. O objetivo é contribuir com a economia de até 4 milhões de megawatt-hora (MWh) de eletricidade nos próximos 20 anos, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 2 milhões de toneladas de carbono equivalente (tCO2eq).

 

SERVIÇO

Curso sobre o Guia de Medição e Verificação

 

Módulo 5

Local: Florianópolis (SC)

Inscrições: até 7 de maio

Edital e formulários

Envio dos formulários preenchidos: treinamentopnud@animaprojetos.com.br

Realização: 6 a 8 de junho

 

Local: Salvador (BA)

Inscrições: até 7 de maio

Edital e formulários

Envio dos formulários preenchidos: treinamentopnud@animaprojetos.com.br

Realização: 20 a 22 de junho

 

Módulo 6

Local: Campo Grande (MS)

Inscrições: até 26 de maio

Edital e formulários

Envio dos formulários preenchidos: treinamentopnud@animaprojetos.com.br

Realização: 4 a 7 de julho

 

Local: Recife (PE)

Inscrições: até 26 de maio

Edital e formulários

Envio dos formulários preenchidos: treinamentopnud@animaprojetos.com.br

Realização: 18 a 20 de julho

Mais informações : Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227/ 1311/ 1437

 

BP Energy Outlook aponta: uma transição energética está em andamento

De acordo demanda global de energia aumentará cerca de 30% até 2035, impulsionada pelo aumento da prosperidade nos países em desenvolvimento, parcialmente compensada por rápidos ganhos em eficiência energética.

Segundo a nova edição de 2017 do BP Energy Outlook 2035 lançada no dia 25 de janeiro de 2017 (quarta-feira), as melhorias tecnológicas e as preocupações ambientais estão mudando a demanda primária por energia, mas o petróleo e o gás, juntamente com o carvão, continuarão como as principais fontes de energia até 2035.

O gás crescerá mais rapidamente do que o petróleo ou o carvão; a rápida expansão do gás natural liquefeito (LNG) provavelmente culminará em um mercado globalmente integrado de gás, ancorado nos preços do gás nos EUA.

A demanda por petróleo crescerá, mas em ritmo de desaceleração; e o uso de petróleo para fins não combustíveis será principal fonte de crescimento da demanda até 2030, substituindo a utilização em transportes.

O consumo global de carvão atingirá um pico, enquanto as energias renováveis permanecerão, de longe, a fonte de energia que crescerá mais rapidamente, quadruplicando nos próximos 20 anos.

O setor de energia é responsável por cerca de dois terços do aumento da energia primária — Emissões de carbono crescerão menos de um terço da taxa dos últimos 20 anos, refletindo tanto os ganhos de eficiência energética como a variação da matriz de combustíveis, mas no cenário base a projeção é de aumento, destacando a necessidade de novas ações.

“O panorama energético global está mudando. Os centros tradicionais de demanda estão sendo superados por mercados emergentes em rápido crescimento. A matriz energética está em mutação, impulsionada por melhorias tecnológicas e preocupações ambientais. Mais do que nunca, nossa indústria precisa se adaptar para atender a essas necessidades energéticas em constante mudança”, disse Bob Dudley, executivo-chefe do grupo BP.

De acordo com a edição 2017 do BP Energy Outlook publicada no dai 25 de janeiro (quarta-feira), a demanda global por energia deverá aumentar em cerca de 30% entre 2015 e 2035, um crescimento médio de 1,3% ao ano. No entanto, esse crescimento da demanda por energia é significativamente inferior às expectativas de aumento do PIB global, de 3,4% ao ano, refletindo a melhoria da eficiência energética impulsionada por melhorias tecnológicas e preocupações ambientais.

O Outlook analisa tendências energéticas de longo prazo e desenvolve projeções para os mercados mundiais de energia nas próximas duas décadas. A edição de 2017 foi lançada hoje em Londres por Spencer Dale, economista-chefe do grupo BP, e Bob Dudley, executivo-chefe do grupo.

Principais fontes de energia — Enquanto é esperado que os combustíveis não fósseis sejam responsáveis por metade do crescimento do fornecimento de energia nos próximos 20 anos, o Outlook projeta que o petróleo e o gás, juntamente com o carvão, continuarão a ser as principais fontes de energia que alimentarão a economia mundial, representando mais de 75% da oferta total de energia em 2035, em comparação com 86% em 2015.

A demanda por petróleo crescerá a uma taxa média de 0,7% ao ano, embora seja esperada uma desaceleração gradual no período. O setor de transportes continuará a consumir a maior parte do petróleo do mundo, com participação próxima a 60% da demanda global em 2035. No entanto, a utilização de petróleo para fins não combustíveis, em especial na petroquímica, assumirá a principal frente de crescimento do consumo de petróleo no início da década de 2030.

“A possibilidade de que a mais importante fonte de crescimento da demanda de petróleo na década de 2030 não seja para mover carros, caminhões ou aviões, mas sim para uso como insumo para desenvolver outros produtos, como plásticos e tecidos, representa uma considerável mudança quando comparamos com o passado”, disse Spencer Dale.

O gás crescerá mais rapidamente do que o petróleo ou o carvão durante o período do Outlook, com a demanda subindo a uma média de 1,6% ao ano. Sua participação na energia primária ultrapassará o carvão e passará a ser a segunda maior fonte de combustível até 2035. A produção de gás de xisto representará dois terços do aumento do fornecimento de gás, liderado pelo crescimento nos EUA. Espera-se que o crescimento do LNG, impulsionado pelo aumento do fornecimento na Austrália e nos EUA, leve a um mercado de gás globalmente integrado e ancorado pelos preços do gás nos EUA.

O pico de consumo de carvão é projetado para meados da década de 2020, em grande parte impulsionado pelo movimento da China em direção a combustíveis mais limpos e de baixa emissão de carbono. A Índia é o maior mercado para o crescimento do carvão, com sua participação na demanda mundial de carvão dobrando, de cerca de 10% em 2015 para 20% em 2035.

As energias renováveis são projetadas como a fonte de combustível que crescerá mais rapidamente, aumentando a uma taxa média de 7,6% ao ano, quadruplicando durante o período do Outlook, impulsionadas pelo aumento da competitividade das energias solar e eólica. A China é apontada com o maior potencial de crescimento para as energias renováveis nos próximos 20 anos, adicionando mais energias renováveis do que a União Europeia e os EUA juntos.

Temas emergentes —O Outlook destaca uma série de perguntas e incertezas levantadas pela transição energética que está em andamento.

Petróleo: mudança dinâmica da demanda e da oferta — Todo o crescimento da demanda de petróleo no período até 2035 vem dos mercados emergentes, com a China sendo responsável pela metade.

O setor dos transportes representa cerca de dois terços do crescimento da demando por petróleo. Dentro disso, a demanda por petróleo para carros aumentará em cerca de 4 milhões de barris por dia apoiada por uma duplicação da frota global de automóveis. É esperado que o número de carros eléctricos aumente, de 1,2 milhões em 2015, para cerca de 100 milhões em 2035 (cerca de 5% da frota mundial de automóveis). O Energy Outlook constrói dois cenários ilustrativos para considerar o impacto da revolução da mobilidade que afetará o mercado de automóveis, incluindo carros autônomos e carros compartilhados.

“O impacto dos carros elétricos, juntamente com outros aspectos da revolução da mobilidade, como carros autônomos e compartilhamento de automóveis, é uma das principais incertezas sobre a perspectiva de longo prazo para o petróleo”, disse Spencer Dale.

A taxa de desaceleração do crescimento da demanda de petróleo é contrastada pela abundância de recursos globais de petróleo. O Energy Outlook especula que a abundância de petróleo pode fazer com que os produtores de baixo custo, como a OPEP do Oriente Médio, a Rússia e os EUA, usem suas vantagens competitivas para aumentar a participação de mercado em detrimento de produtores de alto custo.

Gás: o surgimento de um mercado global —O gás continuará a ganhar participação no mercado em detrimento ao carvão, impulsionado por políticas de energia que incentivam a mudança tanto na indústria como na geração de energia. O maior crescimento virá da China, Oriente Médio e EUA.

Na China, o crescimento do consumo de gás superará a produção nacional, de modo que em 2035 o gás importado representará cerca de 40% do consumo total, contra 30% em 2015. Na Europa, a participação das importações aumentará, de cerca de 50% em 2015, para mais de 80% em 2035.

O Outlook estima que a oferta de LNG crescerá rapidamente e representará mais da metade do gás comercializado até 2035. Este aumento será liderado pelo abastecimento dos EUA, Austrália e África. Cerca de um terço desse crescimento ocorrerá ao longo dos próximos quatro anos, uma vez que uma série de projetos de desenvolvimento estão em andamento.

Emissões de carbono: necessidade de novas decisões políticas — As emissões de carbono deverão crescer em menos de um terço da taxa observada nos últimos 20 anos, em média 0,6% ao ano, contra 2,1% ao ano, refletindo os ganhos de eficiência energética e a variação da matriz de combustíveis.

Se alcançada, seria a taxa mais lenta de crescimento das emissões para qualquer período de 20 anos desde que os registros começaram em 1965. No entanto, as emissões de carbono do uso de energia ainda estão projetadas para crescer ao longo do período, em cerca de 13%. Isso está muito acima do Cenário IEA 450 da Agência Internacional de Energia, o que sugere que as emissões de carbono precisam cair em cerca de 30% até 2035 para se ter alguma chance de alcançar os objetivos estabelecidos em Paris. O Outlook desenvolve dois cenários alternativos para explorar as implicações potenciais de uma transição mais rápida para um ambiente de menor emissão de carbono.

“O momento e o conteúdo das políticas governamentais para incentivar e facilitar a transição energética são importantes”, disse Bob Dudley. “Na BP, continuamos acreditando que a precificação do carbono tem um papel importante a desempenhar, pois fornece incentivos para que todos — produtores e consumidores — desempenhem seu papel”.

Fonte:  Revista Fator Brasil publicado no site Meio Filtrante

A importância da educação para a eficiência energética

Quando nos referimos à eficiência energética, de imediato pensamos em investimentos na troca de motores elétricos, na substituição de lâmpadas ineficientes ou no uso contido do chuveiro durante o banho. Mas o que pode parece ser simples atitude à primeira vista se revela em uma desafiadora mudança de comportamento individual e coletivo, compreendendo que a energia é um recurso finito. Para provocar essa mudança de mentalidade, a educação tem papel fundamental na formação de cidadãos comprometidos com uma sociedade sustentável para as futuras gerações.

Na educação básica, estamos disseminando saberes que são absorvidos por crianças e jovens em plena formação de caráter. No mundo cada vez mais digital e interativo que vivemos, trazer à tona esse assunto nesta fase de desenvolvimento requer habilidade, criatividade e conhecimento dos educadores. Sendo assim, além de educarmos, precisamos dedicar esforços e recursos na formação dos professores e investir no desenvolvimento de ferramentas e ações que qualifiquem os trabalhos desses educadores e estimulem as ações socioambientais no ensino das crianças.

No modelo de educação multidisciplinar em que estamos inseridos, o combate do desperdício e o estímulo consumo da energia não pode estar apenas atrelado ao ensino de ciências. É preciso que o tema seja transmitido de forma didática, atrativa e lúdica para os educandos em todas as esferas de sua vida. É o aprender fazendo, observando e interagindo. No olhar da educação, a eficiência energética ganha aplicação no momento em que os alunos compreendem que são as suas atitudes cotidianas que impactam diretamente no consumo da energia e, consequentemente, no uso dos recursos naturais. Ao ensinar as crianças e jovens a usar energia de forma consciente, difundimos indiretamente também este conhecimento para os seus pais e familiares, que serão influenciados pelos novos hábitos da juventude.

As iniciativas de programas de eficiência energética aplicadas pelas distribuidoras de energia apontam para esta direção. O sucesso de uma iniciativa educacional pode ser alcançado pela combinação entre a capacitação de educadores, que multiplicarão conceitos e valores sobre o tema, e a possibilidade de testar o aprendizado na prática, por meio de equipamentos e estruturas que ilustram, de maneira lúdica e divertida, o que foi tratado nas salas de aula.

O Grupo CPFL Energia tem na esfera educacional um importante instrumento para difundir o tema da eficiência energética entre os seus milhões de consumidores.

Programas como o “CPFL nas Escolas” e o “Caravana RGE” capacitam professores e educadores de escolas municipais e estaduais, tornando essas pessoas multiplicadoras de informações sobre o uso racional e seguro da energia. Mais desde 23 mil educadores já foram treinados desde o início dos projetos, em 2011. Além disso, mais de 606 mil alunos de 4.799 escolas de 299 cidades dos Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul foram também beneficiados com os dois projetos.

Uma das atividades de maior sucesso no “CPFL nas Escolas” é o “Túnel do Conhecimento”, espaço inflável de 15 metros que expõe maquetes de hidrelétricas e fontes renováveis, como a eólica e solar, além de experimentos com eletricidades e equipamentos eficientes. Lá, os visitantes podem também gerar a própria energia a partir das peladas em uma bicicleta. Dentro da carreta do projeto, são desenvolvidas também ações educativas que possibilitam a interação, de forma prática, com os conceitos básicos de energia elétrica e o seu uso racional. Aberta para a comunidade, a iniciativa também permite que os visitantes participem de atividades lúdicas e artísticas (filme e peça de teatro) acerca do tema energia.

Além disso, as nossas distribuidoras CPFL Paulista e CPFL Piratininga implantaram, nos últimos dois anos, sete laboratórios didáticos de eficiência energética em Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado de São Paulo. Batizado de “CPFL Labtech”, o projeto desenvolvido em parceria com a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo capacitou 1.368 alunos, capacitando futuros novos profissionais para trabalhar com a eficiência energética.

Assim, os mesmos esforços aplicados para desenvolver novas fontes de energia devem ser empregados na melhor utilização dos recursos gerados hoje. Essa é a parte do compromisso das empresas de energia para com a sociedade na busca por garantir o desenvolvimento sustentável do Brasil. É por esse motivo que apostamos na educação para promover o consumo de energia com mais eficiência.

Por  Luiz Carlos Lopes Júnior é gerente de Eficiência Energética, da CPFL Energia

Fonte: Jornal Canal Bioenergia

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