Nova medida exige mais combustível verde na bomba

Desde o dia 1º de março, a mistura obrigatória de biodiesel no diesel de petróleo passou de 8% (B8) para 10% (B10). A medida foi aprovada no final de 2017 pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão presidido pelo Ministério de Minas e Energia, que antecipou em um ano o percentual determinado pela Lei nº 13.263/16.

A medida deverá ter impactos no mercado de óleo de soja, uma vez que a oleaginosa responde por cerca de 80% da matéria-prima utilizada na composição do combustível verde, seguida pelo sebo bovino, outros óleos vegetais (palma, algodão etc.) e até óleo de fritura reutilizado. A expectativa da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) é que a demanda por biodiesel aumente 1,3 bilhão de litros, saltando dos 4,3 bilhões de litros consumidos em 2017, para mais de 5,6 bilhões de litros. Segundo a entidade, o consumo de óleo de soja utilizado na fabricação de biodiesel passará de 2,9 milhões de toneladas para 3,7 milhões de toneladas. Da mesma forma, a demanda pelo grão da oleaginosa para esmagamento aumentará de 14,5 milhões de toneladas para 18,5 milhões de ton.

De acordo com o diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Júlio Minelli, o aumento na demanda de biodiesel deve impactar a valorização da soja. “Não acreditamos num impacto direto no preço dessa commodity, mas na possibilidade de dar oportunidade de ter mais industrialização do grão e assim colaborar com a a reversão da tendência de exportar grão sem processá-lo”, observa. “Ao deixar de industrializar a soja, deixamos de agregar valor”, completa.

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Fonte: FAEP – Paraná Portal

Processamento soma 18,79 milhões de toneladas em 2016

Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais fez um balanço positivo da safra de soja 2015/16 no Brasil

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) manteve nesta segunda (05) todas as suas projeções para o complexo soja referentes à safra 2015/2016. A estimativa de produção de soja do Brasil na temporada permaneceu em 96,6 milhões de toneladas, assim como a de exportação do grão pelo país, em 53 milhões de toneladas.

De forma semelhante, as projeções da associação continuam as mesmas para as importações da oleaginosa no atual ciclo (500 mil toneladas), processamento (40,7 milhões de toneladas), produção de farelo (30,9 milhões de toneladas), de óleo (8 milhões de toneladas) e para o estoque de passagem (2,2 milhões de toneladas).

De janeiro a julho, as associadas da Abiove que, segundo o relatório, representam de 76% a 80% do setor, processaram 18,8 milhões de toneladas de soja e produziram 14,3 milhões de toneladas de farelo e 3,7 milhões de toneladas de óleo.

A Abiove também manteve sua projeção de receita decorrente das exportações de soja em grão em 2016 em US$ 19,6 bilhões, assim como a referente às vendas externas de farelo no ano, em US$ 5,3 bilhões, e às de óleo, em US$ 1 bilhão.

Ciclo positivo

A Abiove fez um balanço positivo da safra de soja 2015/16 no Brasil. “O que se pode dizer é que foi uma safra muito boa, um pouco abaixo do esperado, mas a segunda melhor safra da história, depois de 2014/2015”, disse o gerente de Economia da Abiove, Daniel Furlan Amaral.

Do lado das exportações, o ritmo de embarques de soja em grão ainda é forte, com a demanda firme da China pela oleaginosa. “O setor continua tendo papel preponderante nas exportações brasileiras”, afirmou Amaral. A associação deve divulgar suas primeiras previsões para 2016/2017 entre o fim de setembro e o começo de outubro.

Do lado do processamento, o gerente apontou que, se corrigida a amostragem da associação para a totalidade do setor, o volume processado até julho no país soma 24,1 milhões de toneladas, restando serem esmagados 16,6 milhões de toneladas para atingir a projeção de 40,7 milhões de toneladas para 2016. “O mercado tem condições trabalhar isso, é uma possibilidade factível em cinco meses”, assinalou. Porém, a associação voltou a criticar a retenção, pelo governo, de créditos tributários das indústrias que processam soja no Brasil. “Embora o processamento deva ser um pouquinho maior do que no ano passado, foi mais um ano em que a gente deixou de solucionar questões tributárias que diminuem a competitividade da indústria brasileira”, apontou o representante da Abiove. “Vamos ver se acalmando um pouco as coisas agora se consegue dar uma solução ou pelo menos uma perspectiva positiva.”

Amaral ressaltou, entre os fatores que estimulam o processamento no Brasil, a diversificação de mercados que tem sido observada especialmente na exportação de farelo. A Europa continua sendo o principal cliente, mas o Sudeste Asiático, principalmente, e o Oriente Médio, em menor grau, têm ganhado espaço. Ele destacou que, no ano passado, o Brasil exportou 8,4 milhões de toneladas para a Europa e 5,2 milhões de toneladas para o Sudeste Asiático. No acumulado de 2016 até julho, a diferença entre os dois mercados diminuiu bastante, com 5,2 milhões de toneladas de farelo brasileiro sendo destinadas à Europa e 3,9 milhões de toneladas ao Sudeste Asiático. “O Sudeste Asiático está crescendo em um ritmo muito acelerado e chegando perto da Europa como nosso principal cliente. É uma diversificação que dá mais segurança para a indústria brasileira”, ressaltou. O atual nível de mistura de 7% de biodiesel no diesel e previsão de aumento para 8% a partir de março de 2017 também representam um horizonte positivo para o processamento de soja no País, segundo Amaral.

A mobilização agora, de acordo com a entidade, é pela exportação não só de soja em grão, mas também de farelo e óleo para a China. “A indústria brasileira tem capacidade, basta conseguir superar problemas domésticos e ter algum tipo de acordo internacional que permita agregar mais valor às nossas exportações”, disse.

Além da negociação comercial e da resolução de questões tributárias, a Abiove considera fundamental que o governo destrave investimentos em logística para que o setor possa ter mais competitividade. Amaral cita como questões urgentes a melhoria dos acessos rodoviários ao Arco Norte, especialmente a BR-163, no trecho entre Sinop (MT) e Itaituba (PA), e o impulso ao escoamento hidroviário da produção brasileira até os portos da região. “Tudo isso passa por um aumento do investimento, com aporte público, privado, ou em parceria entre os dois, mas também pela melhoria do ambiente regulatório, reduzindo a burocracia para fazer investimentos.”

Fonte: Estadão Conteúdo

Preço da soja reagiu a exportação, demanda chinesa e safra sul-americana menor

De janeiro a maio deste ano, o Brasil já embarcou para o mercado externo 30,81 milhões de toneladas do grão

A reação nos preços domésticos da soja, que ultrapassaram o nível de R$ 90 a saca em várias praças do Brasil, é reflexo do volume alto de exportações do País até o momento, da demanda chinesa aquecida e de uma safra menor do que a inicialmente esperada no Brasil e na Argentina, apontou o secretário geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos (Abiove), Fábio Trigueirinho, à Agência Estado. Em 2016, o Brasil já exportou 30,81 milhões detoneladas de soja, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

“A demanda da China tem sido boa por produto da América do Sul. Isso permitiu que o Brasil tivesse uma performance bastante expressiva na exportação até o fim de maio”, destacou Trigueirinho.

Ele ressaltou que as cotações também acompanharam a reação dos preços na Bolsa de Chicago (CBOT). “O preço no mercado mundial subiu, encostando em US$ 11 por bushel, com um conjunto de informações. A Argentina teve quebras de safra por excesso de chuva. No Brasil, ajustes têm sido feitos nas estimativas de produção – no começo, tinha gente falando em 100 milhões, 102 milhões de toneladas, e o mercado vem reduzindo isso.”

Trigueirinho ressaltou que essas questões de oferta e demandafortaleceram os preços e elevaram a renda do produtor, o que deve contribuir para o desempenho do PIB agropecuário, porém, geram um custo maior para a cadeia consumidora. “A matéria-prima mais cara implica repassar na cadeia. A soja se movimenta, farelo e óleo vão junto também”, observou.

A Abiove elevou a sua previsão de divisas com a exportação do óleo de soja em 2016, de US$ 650 para US$ 680 por tonelada. “O mercado de óleo tem boa perspectiva, com a oferta de óleo de palma mais apertada, e a Malásia anunciando que vai aderir ao nível B10 para o biodiesel (mistura de 10% de biodiesel nos combustíveis). Não está sobrando óleo, e acabamos ajustando o preço”, avaliou.

Para farelo e óleo, a previsão de divisas com vendas externas foi mantida em US$ 350 e US$ 330 por tonelada. “Se olharmos o preço médio de exportação da soja até abril e maio, está bem alinhado com o que nós estamos trabalhando. Boa parte da soja foi vendida antecipadamente”, comentou Trigueirinho.

“Mas a gente vai acompanhar o mercado e ver como estão as posições de exportação para frente para ir formando uma ideia. No mês que vem, a previsão de preço de soja e farelo pode subir.”

Fonte: Globo Rural

Soja acumula alta de mais de 10% em maio, aponta o Cepea

Maior demanda interna e externa ajuda a sustentar cotações

A maior demanda doméstica e externa tem sustentado os preços da soja no mercado brasileiro, informa, nesta segunda-feira (30/5), o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em maio, o indicador do grão, com base no corredor de exportação de Paranaguá (PR), acumula alta de 10,62%. Na sexta-feira (27/5), fechou a R$ 90,61 a saca de 60 quilos.

“Diante do bom ritmo dos embarques do farelo, compradores brasileiros têm tido dificuldades na aquisição do derivado. Assim, os preços internos sobem com força e as aquisições no spot ocorrem apenas para suprir a demanda imediata”, informam os pesquisadores, em nota.

Ainda de acordo com o Cepea, outro ponto de sustentação dos preços é a situação da Argentina. Com o excesso de chuvas ocorrido entre abril e maio, projeções apontam para perdas significativas de produção.

Na bolsa de Chicago, os contratos de prazo mais curto (julho e setembro de 2016),se mantiveram acima de US$ 10,80 pelo menos nos últimos três pregões. Nesta segudna-feira (30/5), não há negócios em Chicago pelo feriado do Memorial Day, em que os Estados Unidos homenageiam militares mortos em combate.

Fonte: Globo Rural

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