Se capturarmos o CO2, o que devemos fazer com ele?

Captura e conversão do CO2

O dióxido de carbono (CO2) emitido por usinas de energia e fábricas não precisa ir para a atmosfera.

Tem havido um grande otimismo de que, em um horizonte de uma década, seremos capazes de capturar de forma economicamente viável o CO2 das chaminés e convertê-lo em substâncias úteis para matérias-primas, biocombustíveis, produtos farmacêuticos ou combustíveis renováveis.

“Da mesma forma que uma planta absorve dióxido de carbono, luz solar e água para produzir açúcar, estamos interessados em usar tecnologias para extrair energia do Sol ou de outras fontes renováveis para converter CO2 em pequenas moléculas básicas que possam ser desenvolvidas [em substâncias úteis] usando meios tradicionais da química para uso comercial. Nós estamos tirando inspiração da natureza e fazendo-o de forma mais rápida e eficiente,” ilustra o professor Phil De Luna, da Universidade de Toronto, no Canadá.

Base para biocombustíveis

Mas o que exatamente será melhor fazer com o dióxido de carbono capturado, se quisermos realmente transformá-lo em solução, e não em novos problemas?

Luna e seus colegas fizeram uma análise exaustiva, tanto das possibilidades teóricas, quanto dos avanços já realizados em pesquisas experimentais, buscando responder essa questão. Eles identificaram uma série de pequenas moléculas básicas que fazem sentido econômico e poderiam ser fabricadas pela conversão do CO2 capturado.

Para o campo do armazenamento de energia, o mais interessante seria usar o dióxido de carbono para produzir hidrogênio, metano e etano, todos eles podendo ser usados como biocombustíveis para queima ou para uso em células a combustível para geração direta de eletricidade.

Adicionalmente, etileno e etanol poderiam servir como blocos básicos para fabricação de uma série de bens de consumo.

Finalmente, o ácido fórmico derivado do CO2 poderia ser usado pela indústria farmacêutica ou como combustível em células a combustível.

Se capturarmos o CO2, o que devemos fazer com ele?

O exercício de futurologia da equipe coloca a eletrocatálise como a opção mais promissora a curto prazo. [Imagem: Oleksandr S. Bushuyev et al. – 10.1016/j.joule.2017.09.003]

Tecnologias engatinhando

O lado realista da análise é que as tecnologias que podem capturar o CO2 residual e transformá-lo no que quer que seja ainda estão engatinhando.

Com base na análise das start-ups atualmente desenvolvendo estratégias para uso comercial dos trabalhos em laboratório de seus fundadores, o grupo canadense prevê que as próximas décadas trarão grandes melhorias para viabilizar técnica e economicamente o sequestro e a conversão de CO2. A curto prazo – dentro de 5 a 10 anos – estimam eles, a eletrocatálise, que estimula reações químicas por meio da eletricidade, pode ser o caminho para esse processo. E, a longo prazo, daqui a 50 anos ou mais, as máquinas moleculares, moléculas que fabricam moléculas, e outras nanotecnologias podem impulsionar a conversão.

“Isso ainda é tecnologia para o futuro,” reconhece o professor Oleksandr Bushuyev. “Mas é teoricamente possível e viável, e estamos empolgados com sua expansão e implementação. Se continuarmos trabalhando nisso, é uma questão de tempo até termos usinas onde o CO2 é emitido, capturado e convertido.”

Entraves para o aproveitamento do CO2

Na realidade, há alguns entraves fundamentais para tornar a captura e conversão de carbono uma realidade. A principal delas é que a eletricidade necessária para fazer com que essas reações químicas ocorram tem um custo e pode até mesmo produzir mais CO2 – a resposta para isso está na conversão do CO2 usando energia solar ou outra fonte renovável.

Em segundo lugar, existem poucas fábricas com uma pegada de carbono elevada que emitem CO2 puro, que é necessário para as conversões realizadas em laboratório até agora – a resposta para isso está em tecnologias mais versáteis, que consigam lidar com matérias-primas mais “sujas”.

Bibliografia:

What Should We Make with CO2 and How Can We Make It?
Oleksandr S. Bushuyev, Phil De Luna, Cao Thang Dinh, Ling Tao, Genevieve Saur, Jao van de Lagemaat, Shana O. Kelley, Edward H. Sargent
Joule
DOI: 10.1016/j.joule.2017.09.003

Fonte: Inovação Tecnológica

Mais de 170 países assinam acordo para reduzir em 50% até 2050 emissões de CO2 do transporte marítimo

É a primeira vez que a indústria do transporte marítimo fixa objetivos contra mudanças climáticas. Arábia Saudita e Estados Unidos se opuseram ao texto.

Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou na última sexta-feira (13) em Londres a assinatura de um acordo destinado a reduzir “em ao menos 50%” as emissões de CO2 do transporte marítimo até 2050 em relação aos níveis de 2008. A OMI tem 173 Estados-membros.

É a primeira vez que a indústria do transporte marítimo fixa objetivos com números em termos de luta contra as mudanças climáticas. O setor não estava diretamente afetado pelo Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015 durante a COP21.

O objetivo é que na década de 2030, os navios recém-construídos operem com combustíveis renováveis e até lá os navios, responsáveis por mais de 80% do comércio global, fiquem livres de combustíveis fósseis.

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Fonte: G1

Por que Brasil se opõe à Europa em corte de emissões de CO2 por navios

Brasil e Europa estão em lados opostos da mesa de negociação em uma batalha que envolve emissão de gases poluentes e transporte de mercadorias pelos mares.

De um lado, países desenvolvidos liderados pela União Europeia querem impor metas ambiciosas de redução de CO2 por navios de carga. Eles argumentam que, se nada for feito, os navios serão responsáveis por um quinto do total de emissões causadoras do aquecimento global nos próximos 30 anos. Uma das propostas é eliminar por completo a emissão de CO2 no transporte marítimo até 2050.

Por outro lado, nações como Brasil, Chile, Argentina e Panamá afirmam que metas como esta prejudicariam duramente as economias de países em desenvolvimento, que dependem do transporte marítimo para exportar produtos primários, como aço, minério e soja. Eles defendem metas diferenciadas para nações mais pobres, que historicamente tiveram menos responsabilidade no aquecimento global.

Ao longo desta semana, um grupo de trabalho da Organização Marítima Internacional, da qual o Brasil também faz parte, tentará chegar a um acordo para ser votado na semana que vem pelo comitê diretor da instituição.

Como o transporte marítimo é internacional – com o carregamento de mercadorias de praticamente todos os países pelos mares -, a decisão sobre os cortes de emissões está a cargo desta instituição, formada tanto por representantes de países como por membros da indústria naval.

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Fonte: BBC Brasil

Por que a concentração de CO2 foi recorde em 2016, apesar da redução nas emissões

As concentrações de CO2 na atmosfera da Terra alcançaram recorde em 2016, segundo a Organização Mundial de Meteorologia (WMO, na sigla em inglês). O aumento no ano passado foi 50% maior do que a média dos últimos dez anos.

Pesquisadores dizem que a combinação entre o impacto de atividades humanas e os efeitos do El Niño elevou o dióxido de carbono para o maior nível em 800 mil anos.

Cientistas dizem que esse resultado ameaça tornar inatingíveis as metas globais de controle do aquecimento global. O Acordo de Paris, assinado por 195 países, assumiu o compromisso de manter o aumento da temperatura abaixo de 2°C.

O relatório deste ano da Organização Mundial de Meteorologia sobre concentração de CO2 é baseado em dados de 51 países. Estações de pesquisa pelo mundo medem as concentrações de gases do efeito estufa, incluindo dióxido de carbono, metano e óxido nitroso.

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Fonte: BBC Brasil

Nível de CO2 na atmosfera em 2016 foi o mais alto em 800 mil anos, diz relatório

Aumento vertiginoso nos últimos 70 é sem precedentes, informa a World Meteorological Organization. Concentrações de CO2 são agora 145% mais altas que níveis pré-industriais.

A concentração média global de dióxido de carbono (CO2) voltou a crescer e bateu novos recordes em 2016, com o mais alto nivel nos últimos 800 mil anos, informa boletim divulgado pela WMO (World Meteorological Organization) nesta segunda-feira (30). Segundo a organização, o aumento nos níveis de concentração do gás nos últimos 70 anos não tem precedentes na história da humanidade.

As concentrações de CO2 são agora 145% mais altas que níveis pré-industriais (antes de 1750): elas atingiram 403,3 partes por milhão em 2016, ante 400,00 ppm em 2015 devido a uma combinação de atividades humanas e uma forte presença do El Niño.

O aumento da concentração de CO2 e de outros gases com efeito de estufa têm o potencial de iniciar mudanças significativas nos sistemas climáticos, levando a “graves interrupções ecológicas e econômicas”, afirmou o relatório.

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Fonte: G1

Emissões de gases estufa por gado são 11% maiores que o estimado anteriormente

As emissões de metano decorrentes da pecuária, que contribuem para o aquecimento global, são mais importantes do que se acreditava até o momento, revela um estudo publicado nesta sexta-feira. 

As emissões de CH4 – um gás de efeito estufa menos persistente mas muito mais potente que o CO2 – foram em 2011 exatamente 11% superiores em relação às estimativas, baseadas em dados antigos obtidos, principalmente, do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC, sigla em inglês) de 2006, destaca o estudo, publicado na revista Carbon Balance and Management.

Estas emissões estão vinculadas a fenômenos de fermentação durante o processo de digestão dos ruminantes, mas também ao armazenamento e tratamento do esterco.

“Em numerosas regiões do mundo, o volume de gado aumenta e há animais cada vez mais gordos, que ingerem um maior volume de alimentos. Isto, somado às mudanças de gestão do gado, pode provocar um aumento das emissões”, destaca a principal autora do estudo, Julie Wolf, do departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Ghassem Asrar, diretor do Joint Global Change Research Institute, com sede em Maryland, disse que “as emissões de metano produto da pecuária cresceram mais fortemente nas regiões que se desenvolvem rapidamente, na Ásia, América Latina e África”.

“Por outro lado, estas emissões aumentaram menos fortemente nos Estados Unidos e no Canadá, e caíram ligeiramente na Europa ocidental”.

As emissões globais de metano na atmosfera dispararam nos últimos dez anos devido, principalmente, à exploração de energias fósseis e por atividades agrícolas, segundo outro estudo, publicado no final de 2016.

Segundo o IPCC, que se encarrega de recolher e analisar regularmente os dados sobre o aquecimento global, o metano foi responsável por 16% das emissões de gases de efeito estufa em 2015. Já o CO2, emitido principalmente pela combustão de petróleo, gás e carvão, responde por 75%.

“Nossa alimentação cada vez mais inclui carne e produtos do leite, e seu custo climático tende a aumentar”, destacou Dave Reay, professor da Universidade de Edimburgo.

“Reduzir a produção de metano procedente do gado talvez não seja tão espetacular como as turbinas eólicas ou os painéis solares, mas é igualmente vital”.

Fonte: AFP publicado no UOL Notícias

Níveis de CO2 estão se expandindo em direção ao seu recorde em mais de 200 milhões de anos

Não há como negar a contribuição indelével da humanidade para a mudança climática. Depois de milhões de anos de estabilidade relativa, apenas algumas centenas de anos de emissões de gases de efeito estufa vão carregar a Terra e suas criaturas em direção a um aquecimento sem precedentes. A descoberta é publicada na revista Nature Communications.

Se não houver redução nos próximos 100 ou 200 anos, as concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera da Terra subirão ao mais alto nível desde o período Triássico, há 200 milhões de anos. Se o CO2 continuar a aumentar, os próximos 200 a 300 anos se elevarão a um estado de aquecimento sem precedentes geológicos nos últimos 420 milhões de anos.

Para o estudo, a equipe reuniu mais de 1.241 estimativas de concentrações atmosféricas de CO2 de 112 estudos publicados, para criar um registro que remonta a 420 milhões de anos. Sabendo-se que uma medição direta de concentrações antigas de CO2 não é possível, os pesquisadores confiam em “proxies” indiretos para construir um registro. Isso incluiu dados publicados sobre plantas fossilizadas, a composição isotópica de carbono de antigas amostras de solo e a composição isotópica de boro de conchas fósseis.

A acumulação destes proxies revelam uma verdade surpreendente: Enquanto o clima da Terra teve poucas alterações no passado, a velocidade atual da mudança climática é excepcionalmente rápida.

Os níveis atmosféricos de CO2 dependem de uma variedade de fatores, incluindo vulcanismo, metamorfismo, meteorização do carbono orgânico, atividade humana e muitos outros. Evidentemente, houve alterações no registro climático ao longo da história, mas o clima permaneceu relativamente estável por milhões de anos até a Revolução Industrial.

Antes da Revolução Industrial, as concentrações de dióxido de carbono estavam em torno de 280 partes por milhão (ppm). Hoje, esse número aumentou para 400 partes por milhão. Em 2250, isso poderá ultrapassar 2.000 ppm se não houver esforços para mitigar as emissões. Níveis nuca vistos desde o período Triássico (220-200 milhões de anos atrás), com o clima atingindo um estado de calor nunca visto desde o período Devoniano (cerca de 400 milhões anos atrás). O aumento da temperatura é em parte devido à adição de um sol futuro mais quente.

Milhões de anos atrás, o Sol estava mais frio do que é hoje. Isso significa que naquela época sua produção de energia foi menor – com o tempo, ficou mais brilhante e sua intensidade aumentou lentamente. No entanto, se este for o caso, por que há poucas evidências para sugerir um aquecimento semelhante do clima? Isto, dizem os pesquisadores, é um delicado equilíbrio entre um sol brilhante e o declínio dos níveis de dióxido de carbono atmosférico.

“Devido a reações nucleares em estrelas, como nosso Sol, com o passar do tempo se tornam mais brilhantes”, disse o co-autor Dan Lunt, da Universidade de Bristol em um comunicado. “Isso significa que, embora as concentrações de dióxido de carbono tenham sido altas há centenas de milhões de anos atrás, o efeito líquido de aquecimento do CO2 e da luz solar foi menor”.

Ele explicou que seu novo registro de concentração de CO2 mostrou uma queda média de 3 a 4ppm por milhão de anos, o que, segundo ele, agiu como contrapeso ao brilho crescente do Sol.

“Isso pode não parecer muito, mas na verdade é apenas o suficiente para cancelar o efeito de aquecimento causado pelo brilho do sol através do tempo, por isso, a longo prazo, parece que o efeito líquido de ambos foi praticamente constante em média”, ele adicionou.

Esse equilíbrio está agora se quebrando, com o impacto industrial curto, mas poderoso, dos seres humanos nos últimos cem anos. Isto, no entanto, não significa que devemos jogar as mãos para cima e declarar que tudo está perdido. Existem soluções possíveis para mitigar tal futuro climático. As energias renováveis, a redução das emissões de combustíveis fósseis, a proteção do ambiente, a investigação inovadora e o Acordo de Paris constituem possíveis esperanças para mitigar as alterações climáticas. O desafio agora é decretar este futuro antes que o dano seja irreversível.

Fonte: Climatologia Geográfica

O desafio de se criar novos hábitos

A diminuição de quase 25% nas emissões, planejada para até 2040, depende que as medidas de valorização do transporte não motorizado sejam implementadas
O inventário que mede a quantidade de gases que provocam o efeito estufa é feito a cada dois anos no Recife. Em 2015, a cidade emitiu 2,9 milhões de toneladas de CO2, uma redução de 273,7 mil toneladas em relação a 2014. A redução ainda é tímida, mas já revela avanços nas políticas públicas e a bicicleta está entre elas.

A diminuição de quase 25% nas emissões, planejada para até 2040, depende que as medidas de valorização do transporte não motorizado sejam implementadas. O Recife tem hoje uma frota circulante de mais de um milhão de veículos e a bicicleta ainda tem que pedir licença para passar. Um exemplo que ainda está na contramão das políticas de energia limpa pode ser visto na Rua da Guia, no Bairro do Recife.

Com estacionamentos nos dois sentidos há apenas um bicicletário, que ocupa o espaço de um carro e permite estacionar até 12 bicicletas. A ausência de bicicletários, aliás, é uma das críticas dos cicloativistas. “A gente acredita que a nova agenda urbana é um caminho sem volta. A poluição atmosférica provoca um dos maiores custos para a saúde pública no mundo”, ressaltou Caio Scheidegger.

O plano de redução de emissão de gases tem no transporte o seu principal alvo, mas não apenas ele. Também são levados em conta os resíduos sólidos e a energia consumida nas residências, no comércio e na indústria. “Essa poluição aumenta principalmente na seca, quando fica escassa a energia hidrelétrica, que é limpa, e são usadas energias nucleares ou termoelétricas”, explicou Leta Vieira, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife.

O aproveitamento da energia elétrica é outra ideia. Para quem não quer abrir mão do conforto do carro, mas busca uma energia limpa, uma saída poderá o compartilhamento do carro elétrico. No Recife, o modelo funciona desde 2014 com o Porto Leve. São três carros e cinco estações. A empresa pernambucana Serttel anunciou em abril deste ano a intenção de fabricar carros no estado e está em busca de parceiros.

Na Noruega, onde 95% da matriz energética vêm das hidrelétricas, os elétricos são uma saída para reduzir as emissões de carbono. Segundo a Associação Norueguesa de Veículos Elétricos, da frota do país, estimada em 2,6 milhões automóveis, 62,5 mil são desse tipo, o que equivale a 2,4% do total. Parece pouco, mas é quase o dobro da fatia de 2013.

Outra opção para redução da emissão dos gases, segundo a especialista em Baixo Carbono Leta Vieira, veio com a mudança nas regras do diesel a partir de 2012. O combustível continha até 500 partes de enxofre por milhão e passou a ter 10 partes. “A gasolina brasileira polui menos por causa do etanol. E se puder só usar etanol é ainda melhor. Eu mesma só uso etanol no meu carro.”

 

Portugal teve a terceira maior quebra nas emissões de CO² na UE em 2016

O país ficou acima da média da União Europeia e registrou a terceira maior redução das emissões de dióxido de carbono (CO²) provenientes da combustão de combustíveis fósseis

Segundo o Eurostat, serviço estatístico da União Europeia situado em Luxemburgo, Portugal registrou, em 2016 e face ao ano anterior, a terceira maior redução (5,7%) das emissões de dióxido de carbono (CO²) provenientes da combustão de combustíveis fósseis. O volume ficou bem acima da média da União Europeia que foi de 0,4%.

Segundo estimativas do gabinete oficial de estatísticas da UE, as emissões de CO² — que representam cerca de 80% do conjunto de gases de efeito estufa — apenas 11 Estados-membros, incluindo Portugal, baixaram suas emissões. Um montante que representa 1,4% das emissões do conjunto da UE.

Malta registrou a quebra mais representativa das emissões de CO² de 2015 para 2016 (18,2%), seguida pela Bulgária (7,0%), Portugal (5,7%) e o Reino Unido (4,8%). No extremo oposto, com o maior aumento nas emissões, estão a Finlândia (8,5%), Chipre (7,0%), Eslovênia (5,8%) e a Dinamarca (5,7%).

A Bélgica, República Checa, Estônia, Grécia, Itália, Luxemburgo e a Romênia são os outros Estados-membros que reduziram as emissões de CO2 de 2015 para 2016.

Fonte: Portal Observador

Concentração de CO2 na atmosfera aumentou 42% nos últimos 250 anos

O ano 2016 foi o mais quente desde 1880. Ultrapassou mesmo o último recorde, atingido em 2015.

O ano 2016 foi o terceiro ano consecutivo de recordes do aquecimento global, de acordo com um relatório da Agência dos Estados Unidos para a Atmosfera e os Oceanos, NOA.

O relatório acrescenta que desde o início do século 21, o recorde de temperatura global anual aumentou cinco vezes.

Filipe Duarte Santos, meteorologista e especialista em alterações climáticas explica o que se está passar no planeta.

O consumo de combustíveis fósseis e a deflorestação são os principais responsáveis pelo aquecimento da atmosfera planetária, devido à emissão de dióxido de carbono (CO2), refere.

A concentração deste gás na atmosfera aumentou 42 por cento desde o início da revolução industrial, há 250 anos, afirma ainda o especialista, lembrando que para o problema contribui ainda o aumento do metano e do óxido nitroso.

“Por isso, a temperatura média global é mais alta”, explica.

Se nada mudar, o aquecimento global terá consequências gravosas para a humanidade inteira.

Clique aqui para assistir a reportagem.

Fonte: RTP Notícias

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