Soja tem leves baixas em Chicago nesta 5ª feira à espera de novidades e direção do clima

Nesta quinta-feira (4), os futuros da soja negcociados na Bolsa de Chicago seguem atuando com estabilidade, porém, nesta sessão em campo negativo. As cotações recuavam, por volta de 8h10 (horário de Brasília), entre 0,75 e 1,25 ponto. Com isso, o março/18 tinha US$ 9,67 por bushel.

Os traders seguem esperando por novidades mais fortes para promover oscilações mais intensas entre as cotações, principalmente aquelas que poderiam vir de notícias do clima na América do Sul.

Os mapas climáticos seguem divergindo entre os modelos mais utilizados no mercado internacional e, com isso, a volatilidade poderia se acentuar nos próximos dias, segundo acreditam analistas e consultores de mercado.

Além disso, na análise da Informa Economics, os prçeos poderiam ser favorecidos ainda por um aperto na relação entre a oferta e demanda no cenário global, com uma oferta que ainda é incerta na América do Sul, diante de um consumo crescente não só no Brasil, mas mundo a fora.

Os preços mais baixos da oleaginosa podem atrair ainda mais os compradores, principalmente em setores em que a demanda é crescente, como a pecuária e a produção de biodiesel, no Brasil, por exemplo.

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Fonte: Notícias Agrícolas

Por que o cerrado merece mais atenção da política para o clima

Um artigo científico recente traz novas e úteis informações para melhor concatenar a política brasileira sobre mudança climática com o combate ao desmatamento, ainda a principal fonte das emissões nacionais de carbono (gases do efeito estufa).

O flanco mais arejado do agronegócio deveria tomar nota. Isso, claro, se de fato quiser atuar com base em evidências, e não delegar a política do setor à atrasada bancada ruralista.

No estudo “Who Owns the Brazilian Carbon?” (Quem é o Dono do Carbono Brasileiro?, em tradução livre), parte-se da constatação de que o Brasil é o campeão das emissões por mudanças no uso da terra (leia-se: desmatamento), modalidade que responde por um décimo da poluição climática no mundo. Após recuar 80% entre 2005 e 2012, a destruição da floresta amazônica por aqui voltou a subir.

Além disso, o padrão de desmate está mudando. No passado predominava o corte raso de grandes extensões para implantar fazendas de gado. Agora a devastação ocorre em fragmentos menores, não raro por iniciativa de pequenos proprietários de terra ou posseiros.

Em qualquer dos casos, a biomassa –madeira, folhas, raízes etc.­– da floresta derrubada se transforma em gases, pelo fogo ou por decomposição. O principal deles é o dióxido de carbono (CO2), gás do efeito estufa mais comum na retenção de radiação solar na atmosfera, aquecendo-a.

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Fonte: Folha de S.Paulo

Brasil aumenta emissão de gases do efeito estufa em 8,9%

País é o 7º maior poluidor do mundo e atinge o nível mais alto desde 2008

Rio – As emissões de gases de efeito estufa do Brasil subiram 8,9%, em 2016, em comparação com o ano anterior. O país emitiu, no ano passado, 2,278 bilhões de toneladas brutas de gás carbônico equivalente (CO2e), contra 2,091 bilhões, em 2015. Com 3,4% do total mundial, o Brasil ocupa o lugar de sétimo maior poluidor do mundo.

Segundo os dados da nova edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), divulgada nesta quarta-feira pelo Observatório do Clima, este é o nível mais alto desde 2008 e a maior elevação vista desde 2004.

De acordo com o Observatório do Clima, o crescimento é o segundo seguido, já que, entre 2015 e 2016, a elevação acumulada das emissões foi de 12,3%, contra a queda de 7,4 pontos no Produto Interno Bruto, que recuou 3,8% em 2015 e 3,6%, em 2016. “O Brasil se torna, assim, a única grande economia do mundo a aumentar a poluição sem gerar riqueza para sua sociedade”, diz o Observatório do Clima.

Segundo o relatório, a alta de 27% no desmatamento na Amazônia foi a principal responsável pela elevação nas emissões no ano passado. As emissões por mudança de uso da terra cresceram 23%, e foram responsáveis por 51% de todos os gases de efeito estufa lançados pelo Brasil no período.

Os dados apontam também que quase todos os outros setores da economia tiveram queda nas emissões, com destaque para o setor de energia, com menos 7,3%, puxada pela retração da economia e pelo crescimento da participação das energias renováveis na matriz elétrica.

O setor de processos industriais teve redução de 5,9%, e o de resíduos, 0,7%. No sentido contrário, a agropecuária aumentou suas emissões em 1,7%, sendo a principal responsável pelas emissões no país, já que responde por 74% do total.

O aumento é atribuído à crise econômica, já que os abates de bovinos recuaram pelo segundo ano consecutivo, devido à queda de demanda pela carne. Como bois e vacas emitem metano (o gás de efeito estufa mais importante depois do CO2) durante a digestão e pela degradação do esterco, menos gado sendo abatido significa mais bois no pasto e nos currais e mais emissões. “O descontrole do desmatamento, em especial na Amazônia, nos levou a emitir 218 milhões de toneladas de CO2 a mais em 2016 do que em 2015. É mais do que duas vezes o que a Bélgica emite por ano. Isso é dramático, porque o desmatamento é em sua maior parte ilegal e não se reflete no PIB do país”, disse a responsável pelos cálculos de emissões por mudança de uso da terra no SEEG, Ane Alencar.

Fonte: Agência Brasil

Debate climático domina G20 e faz de Trump antagonista na cúpula

Quando se reunirem na cidade alemã de Hamburgo nessa sexta (7), na cúpula do G20, líderes das principais economias do mundo vão discutir outra cidade: Paris.

O Acordo de Paris, assinado em 2015 na capital francesa por 195 partes, deve dominar os debates do fórum global. Enfraquecido pela crise política, o Brasil não será um dos protagonistas.

Confira mais sobre o tema aqui.

Fonte: Folha de S.Paulo

Frear aquecimento global afetaria 30% dos investimentos de petroleiras

Pesquisadores alertaram nesta quarta-feira que 30% dos investimentos planejados pelas principais empresas de petróleo e gás para a próxima década poderiam ser desperdiçados se a economia mundial se readaptar para limitar o aquecimento global a 2º C, conforme prevê o Acordo de Paris sobre o clima.

Projetos no valor de US$ 2,3 trilhões podem se tornar não lucrativos à medida que o setor energético se volta para as renováveis e se os preços dos combustíveis fósseis se estagnarem, de acordo com o relatório, que analisa os investimentos até 2025 de 69 companhias de petróleo e gás.

A companhia americana ExxonMobil é a mais exposta, visto que entre 40% e 50% dos seus investimentos são destinados a projetos suscetíveis de decepcionar os acionistas na perspectiva de um aquecimento global limitado a 2º C, concluíram os pesquisadores.

 Entre os seis gigantes do setor (ExxonMobil, Shell, Total, Chevron, Eni, BP), a britânica BP é a menos exposta, com um montante estimado de entre 20% e 30% de seus investimentos considerados desnecessários, e portanto arriscados para a empresa.

A Shell, Chevron, Total e Eni colocariam entre 30% e 40% dos seus gastos futuros em risco.

Segundo o relatório, um terço de todos os investimentos petrolíferos previstos no mundo deveriam ser abandonados, assim como dois terços dos projetos relativos ao gás na América do Norte.

No outro extremo da escala, 14 empresas – incluindo a gigante estatal Saudi Aramco – foram vistas como bem alinhadas com o cenário de 2º C.

“Este relatório é um divisor de águas para o futuro do envolvimento entre empresas e investidores”, disse Nathan Fabian, diretor de política e pesquisa do PRI, uma rede de investidores apoiada pela ONU que supervisiona US$ 62 trilhões em ativos.

“Os investidores em companhias de petróleo e gás estiveram no escuro em relação à sua exposição ao risco climático, e agora eles poderão enfrentar as empresas com informações precisas”, acrescentou.

O PRI produziu o relatório em colaboração com o Carbon Tracker, um think tank financeiro que avalia o impacto das mudanças climáticas nos mercados de capitais e no investimento.

Fonte: AFP 

Brasil assume compromissos internacionais pelo clima

País se comprometeu a reduzir emissão de carbono em 43% e a reflorestar e promover regeneração de 12 milhões de hectares

Até 2030, o Brasil pretende reduzir em 43% as emissões de carbono em relação a 2005. Antes disso, até 2025, a meta é que o País corte 37% das emissões.

Esses compromissos constam no Acordo de Paris, que estabelece medidas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, e representam apenas alguns dos acordos ambientais assumidos pelo governo federal no primeiro ano da administração do presidente Michel Temer.

O objetivo do Acordo é conter o aumento da temperatura média global em menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais, além de reunir esforços para limitar esse aumento a 1,5°C. O compromisso foi selado por meio da assinatura do Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC).

Confira outras iniciativas do Brasil, no primeiro ano de governo Temer, para enfrentamento das mudanças climáticas e preservação da biodiversidade:

Conferência das Partes

O governo brasileiro participou, em novembro de 2016, da 22ª Conferência das Partes (COP 22) sobre mudança do clima. Na ocasião, foram apresentadas iniciativas como o combate ao desmatamento na Amazônia e a promoção do desenvolvimento sustentável em território brasileiro. A geração de energia limpa também esteve na pauta das discussões encabeçadas pelo País.

Desafio de Bonn

O Desafio de Bonn representa um esforço internacional para restaurar 150 milhões de hectares de áreas desmatadas ou degradadas até 2020 e uma extensão adicional de 200 milhões de hectares até 2030. Foi lançado durante mesa redonda em Bonn, na Alemanha, em setembro de 2011.

O governo brasileiro aderiu ao desafio e se comprometeu a restaurar, reflorestar e promover a recuperação natural de 12 milhões de hectares de florestas até 2030. A recuperação poderá ocorrer com espécies nativas e exóticas, com restauração assistida ou natural, e tem como objetivo resgatar a funcionalidade ecológica e promover o bem-estar humano na paisagem.

Iniciativa 20×20

A Iniciativa 20×20 é uma plataforma que visa acelerar o cumprimento das metas do Desafio de Bonn. Ela estabelece diretrizes para restaurar 20 milhões de hectares de áreas produtivas na América Latina e Caribe. A proposta prevê a recuperação e conservação de solos produtivos, a integração de sistemas agrícolas, bem como o engajamento de investidores para financiar as atividades dessa iniciativa.

O compromisso do Brasil, no âmbito da iniciativa, é implementar, até 2030, ao menos 5 milhões de hectares de sistemas agrícolas que combinem agricultura, pecuária e floresta. A contribuição do País inclui, também, a recuperação de 5 milhões de hectares de pastagens degradadas até 2020, assim como outras tecnologias que visam aumentar a resiliência da agricultura brasileira às mudanças do clima.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Agricultura Bonn Challenge

Fonte: Portal Brasil

Procura-se líder climático

Nos próximos dias, os Estados Unidos de Donald Trump poderão se tornar o primeiro país do mundo a abandonar o acordo do clima de Paris, ratificado por 142 nações. A decisão será tomada por um grupo de assessores mais próximos do presidente, que estão no momento divididos, de um jeito que reflete bem a insanidade dos dias atuais: o ministro do Meio Ambiente é a favor de abandonar o tratado, enquanto o secretário de Estado, ex-CEO da maior petroleira do mundo, defende a permanência dos EUA na mesa.

Qualquer que seja o veredicto, será provavelmente um gesto apenas simbólico. Afinal, semanas atrás, Trump tomou a decisão política que importava mais sobre o assunto, ao assinar um decreto que autoriza a Agência de Proteção Ambiental a desmontar o Plano de Energia Limpa de Barack Obama. O plano é a principal regulação federal destinada a cortar emissões de carbono do setor de geração de energia.

O ato significa que o segundo maior emissor de gases de efeito estufa do mundo está abandonando a ação contra as mudanças climáticas num momento em que os fatos e a ciência nos gritam que ela deveria estar sendo criticamente acelerada. Os impactos da decisão para os objetivos do Acordo de Paris deverão ser gravíssimos. Mas igualmente ruim fica a situação da economia americana: Trump entregou de bandeja sua competitividade à China.

A premissa por trás do desmonte do Plano de Energia Limpa é uma suposta “guerra ao carvão” que teria sido movida por Obama. Mentira pura – ou, para usar uma expressão do léxico trumpista, “fato alternativo”: o que condenou o carvão à morte nos EUA não foi a regulação ambiental, mas sim a competição com tecnologias energéticas melhores e mais eficientes. O carvão declinou porque os americanos descobriram no gás natural extraído por fraturamento hidráulico uma fonte mais barata, abundante, eficiente e menos poluente. E foi só quando a realidade dessa competição já estava precificada na economia americana que o ex-presidente pôde adotar suas regulações mais ousadas da poluição das termelétricas e ampliar os incentivos às energias renováveis, que são o futuro da energia global.

Com o decreto, Trump dá uma banana para a inovação tecnológica, que sempre foi a pedra de toque da economia de seu país, na tentativa de prover uma sobrevida a duas fontes energéticas condenadas – o carvão e o petróleo. Esses dois setores hoje geram menos empregos do que as energias renováveis, mas isso não importa para Trump, mais interessado em proteger os investimentos de seus aliados na indústria fóssil.

O plano tende a fracassar, já que enfrentará forte oposição da sociedade civil, de Estados, de estados, cidades e de diversas indústrias poderosas, que apostam num futuro descarbonizado. A cruzada obscurantista de Trump contra a ciência da mudança climática foi alvo de uma marcha de cientistas no dia 22 de abril, que ocorreu em 600 cidades em todos os continentes, inclusive no Brasil. E, no dia 29, 200 mil pessoas marcharam pelo clima em Washington e outros milhares em mais de 370 cidades mundo afora.

É previsível, ainda, que haja uma chuva de ações judiciais exigindo a manutenção do plano energético de Obama. Que ninguém tenha dúvida: a matriz energética americana já está embicada para a descarbonização, e a maior prova disso foi que as emissões do país no ano passado caíram 1,6% – as menores desde 1990 – mesmo com um crescimento econômico de 3%. Isso quer dizer que o PIB americano está enfim desacoplado dos combustíveis fósseis.

No entanto, o decreto autorizando o fim do Plano de Energia Limpa terá repercussão imediata em dois aspectos. O primeiro é que, mesmo sem sair formalmente do Acordo de Paris, Trump terá provavelmente minado a chance de a humanidade alcançar sua meta mais ambiciosa, a de estabilizar o aquecimento global em 1,5oC.

Para que isso tivesse uma chance razoável de ocorrer, o mundo precisaria cortar profundamente emissões até 2020. Como os EUA respondem por 17% das emissões do mundo, precisariam liderar esse esforço. Mas nem mesmo o Plano de Energia Limpa, se fosse 100% implementado, daria conta da tarefa: ele contempla menos de 20% da NDC, a tarefa que os EUA impuseram a si mesmos como contribuição ao Acordo de Paris de cortar de 26% a 28% das emissões até 2025 em relação a 2005. Ou seja, os EUA precisariam estar criando novas políticas de corte de emissões para que a meta do 1,5oC tivesse mais chance. E estão fazendo o oposto. O sinal é o pior possível, já que outros países, como a Rússia, podem sentir-se tentados a agir de forma análoga.

O segundo efeito é deixar um vácuo de liderança na área de clima e energia, a ser preenchido por quem se apresentar. O primeiro candidato natural é a China, que tem nas energias renováveis prioridade de sua política industrial e já se apresentou neste ano, no Fórum de Davos, como substituta dos EUA nessa agenda. Investimentos que iriam para os Estados Unidos (“America First”?) agora farão a curva e tomarão rumo ao leste.

Mas há outros países que perderam relevância internacional recentemente e que deveriam estar interessados nisso. Veja, por exemplo, o Brasil: o país teve um grande sucesso recente de combate às emissões, com a queda do desmatamento na Amazônia; possui vasta experiência em biocombustíveis; e uma matriz energética ainda relativamente limpa. Caso resolvesse encarar o desafio, como fez a China, o Brasil poderia investir num programa maciço de descarbonização, de produção de commodities agrícolas com baixa emissão e de criação de uma indústria de base florestal.

Infelizmente, porém, nossos líderes parecem quase tão apegados ao passado quanto Donald Trump: destinamos 70% dos nossos investimentos em energia aos combustíveis fósseis, como o petróleo do pré-sal. Sintomático, aliás, nossa direita e nossa esquerda estejam engalfinhadas atualmente num debate sobre qual é o melhor método de jogar o carbono do pré-sal na atmosfera: se o “neoliberal” ou o “estatista”. E nosso Congresso, amplamente representado no Executivo, está mais ocupado em dizimar terras indígenas, unidades de conservação e regulações ao agronegócio do que em olhar para a frente. Na pátria das oportunidades perdidas, estamos deixando passar mais uma. A China agradece

Carlos Rittl é secretário-executivo do Observatório do Clima e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza

Fonte: Brasil Agro

Energia limpa precisa de incentivo para avançar mais

A geração de energia com base em fontes renováveis pelos próprios consumidores tem sido aos poucos estimulada pelo governo. Em 2015, o governo federal lançou o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). Com ele, espera-se que até 2030 o Brasil gere energia equivalente a metade da hidrelétrica de Itaipu (cerca de 48 milhões de megawatts-hora) por meio de equipamentos como painéis solares instalados em casas, empresas e prédios públicos.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o número de conexões de micro e minigeração de energia teve um rápido crescimento, mais de 330% de 2015 para este ano. Em setembro de 2015, eram registradas 1.148 ligações, já em agosto deste ano o número subiu para 5.040, o que representa uma potência instalada de 47.934 kW.

O foco prioritário do MME é a energia solar fotovoltaica, mas outras fontes de energias renováveis, como eólica, também podem ser inseridas no Programa. O objetivo inicial do governo é que até a data limite, 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas. Com isso, o Brasil pode evitar que sejam emitidos 29 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

Atualmente, um grupo de trabalho composto por representantes do MME, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); da Empresa de Pesquisa Energética (EPE); do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel); e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) avaliam o ProGD. Segundo a assessoria de imprensa do MME, os resultados dessas discussões ainda não foram divulgados.

Dos 12 países da América do Sul, o Brasil apresenta o terceiro maior percentual de fontes renováveis na matriz energética, de 41% do total. Os dados são do boletim “Energia na América do Sul – ano base 2015”, divulgado anualmente pela Secretária de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com o estudo, o primeiro lugar é ocupado pelo Paraguai (67%), seguido pelo Uruguai (54%).

O sol

De acordo com o Presidente Executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia, o grupo de trabalho deve apresentar ações  para o avanço da microgeração distribuída solar. Mas alguns estímulos já tiveram um pontapé inicial.

Para a geração de energia, foi assinado o Convênio ICMS 16/2015 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), permitindo aos Estados brasileiros de isentar de ICMS a energia elétrica injetada na rede e recompensada conforme a resolução normativa 482. Ainda falta a adesão dos sete estados: Santa Catarina, Paraná, Espirito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Amazonas e Amapá.  “Quando o Estado adere ao convênio contribui com o aumento da competitividade da fonte na região e, com isso, incentiva a população a investir na tecnologia, bem como as empresas a criarem empregos para atender a demanda”, diz. O consumidor pode usar os créditos, seja pelo CPF ou CNPJ, para abater na fatura de outros imóveis cuja esteja sob sua titularidade, mesmo em outros locais, desde que estejam na área da mesma distribuidora. Essa ação é denominada de “autoconsumo remoto”.

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Fonte: Jornal Canal da Bioenergia

Clima e biodiversidade na equação do futuro

A Ciência nos diz que 13.5 bilhões de anos atrás o fenômeno do Big Bang trouxe à existência o que hoje chamamos de matéria, energia, tempo e espaço. Do hidrogênio surgiram os átomos e, deles, as moléculas, as quais se combinaram em estruturas de crescente complexidade, que chamamos de organismos, dentre eles a nossa espécie – Homo sapiens. Na trajetória fascinante do nosso planeta, a física estruturou a química, que organizou a biologia – e, juntas, sintetizaram intrincadas estruturas e arranjos que, há 70 mil anos atrás, deram origem à civilização humana. O surgimento da linguagem permitiu que pequenos grupos de caçadores e coletores, nômades, se integrassem em grandes grupos e mudassem para um estilo de vida sedentário, baseado em aldeias, vilas e cidades.

O desenvolvimento da linguagem e a invenção da agricultura estão entre os acontecimentos mais significativos na evolução da civilização. A domesticação de plantas e animais, ocorrida de forma intensa entre 7 mil e 13 mil anos atrás, permitiu ao ser humano passar de caçador-coletor à condição de agricultor e sócio da natureza. Assim cresceu a capacidade humana de usar a biodiversidade para suprir as necessidades por alimentos, fibras, energia e abrigo e superar os rigores do clima. Biodiversidade e clima são, portanto, elementos centrais na complexa equação civilizatória que nos trouxe até o presente.

O registro das catástrofes ao longo da história mostra que, quando ecossistemas são drasticamente alterados e o clima se torna instável, o bem-estar e o desenvolvimento humano ficam comprometidos e civilizações desaparecem. Jared Diamond, da Universidade da Califórnia – EUA, investigou os motivos pelos quais muitas sociedades desapareceram. Ele concluiu que foram escolhas: fatores como a destruição do meio ambiente, as alterações climáticas, as crises nas relações comerciais e as guerras levaram ao colapso de muitos povos, como o da Ilha de Pascoa, no Oceano Pacífico, que prosperou e pereceu entre os séculos XI e XIV.

Mas, poderá a civilização em que vivemos hoje, com todo o seu avanço tecnológico, entrar em colapso e desaparecer, como aconteceu na Ilha de Pascoa, ou com os Maias, Incas, Astecas e Vikings? Hoje somos 7.4 bilhões de pessoas no planeta, com equipamentos sofisticados, megacidades e intrincada rede de relações entre as nações. Os nativos da ilha de Páscoa não passavam dos 20 mil habitantes, com toscas ferramentas de pedra e apenas a força dos seus músculos. Ainda assim, foram capazes de devastar o ambiente e levar sua sociedade ao colapso. Pode parecer absurda a comparação do mundo moderno com civilizações antigas. Mas, a globalização, o comércio, a Internet, as rotas aéreas e marítimas – que cortam o globo em todas as direções, permitem que o mundo utilize com crescente avidez os recursos finitos do planeta, multiplicando o impacto humano sobre a natureza.

O mais preocupante é que o mundo moderno seguirá demandando mudanças mais complexas nos sistemas naturais, de forma a garantir suporte a uma população crescente, que incorpora estilos de vida cada vez mais sofisticados e impactantes para o meio ambiente. Exemplo atual são as mudanças climáticas, decorrentes de nossa grande dependência de energia fóssil, geradora de gases de efeito estufa, que são associados a eventos climáticos cada vez mais extremos. Perda de biodiversidade também preocupa muito, por ser a diversidade biológica vital para a segurança alimentar, a manutenção dos padrões de clima estável, o armazenamento de carbono e a regulação das chuvas. Juntas, as alterações climáticas e a perda de biodiversidade poderão reduzir a resiliência dos ecossistemas e limitar nossa capacidade de adaptação a mudanças abruptas nos sistemas naturais, com ameaças à agricultura e à alimentação, à saúde das populações, ao comércio e à paz entre as nações.

O bem estar e o desenvolvimento no futuro irão depender, em grande medida, das decisões que tomarmos, no presente, para proteção do nosso capital natural e para estruturação das nossas economias. Grandes acordos e coalizões globais estão buscando viabilizar esta complexa agenda. O Acordo de Paris, aprovado por 197 países, entrou em vigor há pouco mais de um mês. Busca fortalecer a resposta global à ameaça da mudança do clima e reforçar a capacidade dos países para lidar com os impactos decorrentes dessas mudanças. A Convenção Sobre a Diversidade Biológica (CDB), que entrou em vigor em 1993 e já foi ratificada por 168 países, pede estratégias nacionais para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade.

O fato de que centenas de países se unam, voluntariamente, em ações globais de proteção do nosso precioso capital natural é extremamente alvissareiro. Isso nos diferencia das sociedades que tiveram por alternativa apenas o colapso. Nós, ao contrário, estamos aprendendo, com o passado, como o clima e a biodiversidade são essenciais na equação do futuro.

Artigo de Maurício Antônio Lopes é presidente da Empresa Brasília de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Fonte: PortoGente

Diálogos sobre clima serão realizados em 2017

Governo promoverá debates com toda a sociedade brasileira para iniciar a construção da estratégia brasileira de corte de emissões.

As metas nacionais de corte de carbono serão atingidas com a participação de toda a sociedade brasileira. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizará diálogos com governo, setor privado e terceiro setor ao longo do primeiro semestre de 2017 para dar início ao processo de construção da estratégia de implantação dos objetivos assumidos pelo país no contexto do Acordo de Paris sobre mudança do clima.

A medida foi anunciada em seminário realizado em Brasília, nesta quinta-feira (08/12), pela Câmara dos Deputados. A ideia é produzir estudos e pesquisas para elaborar um documento base que guiará os chamados diálogos estruturados, previstos para ocorrer ao longo dos próximos seis meses. Essas reuniões temáticas terão, também, o apoio do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC).

CONTRIBUIÇÃO

Assumida perante a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), a meta brasileira é cortar 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025, com indicativo de chegar a 43% até 2030 – ambos em comparação a 2005. Para isso, o Brasil propôs medidas para todos os setores econômicos, desde as áreas de energias renováveis até os setores de agropecuária e combate ao desmatamento.

O compromisso brasileiro é considerado um dos mais ambiciosos pela comunidade internacional. O diretor de Mudanças Climáticas do MMA, Adriano Santhiago, destacou que, agora, é necessário o engajamento de todo o país para o cumprimento desse objetivo. “Poucos propuseram metas absolutas para toda a economia como o Brasil”, afirmou. “É uma contribuição nacional e, por isso, contamos com o país todo para implementá-la”, acrescentou.

No contexto internacional, cada país tem metas específicas para fazer sua parte frente à mudança do clima. Esse processo é acompanhado todos os anos na Conferência das Partes (COP), cuja última edição foi realizada em novembro, em Marrakech. “O momento atual mostra uma vontade política universal para ver o Acordo de Paris começando a funcionar”, avaliou o subsecretário-geral de Meio Ambiente do Itamaraty, embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho.

O ACORDO DE PARIS

Mais de 190 países concluíram, no fim de 2015, o chamado Acordo de Paris, com o objetivo de manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais e garantir esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC. Agora, essas mesmas nações trabalham na regulamentação do pacto, que definirá detalhes sobre a implementação desse objetivo global.

Na COP 22, realizada em novembro no Marrocos, a comunidade internacional deu os primeiros passos sobre a regulamentação do Acordo de Paris. Foi instituída uma agenda de trabalho para que, até o fim de 2018, essa parte do processo esteja concluída. Também foi adotada a Proclamação de Marrakech, que consiste em uma declaração para encorajar os países a continuarem os esforços globais para conter a mudança do clima.

Apesar de ser um fenômeno natural, o efeito estufa tem aumentado nas últimas décadas e causado a mudança do clima. Essas alterações decorrem do aumento descontrolado das emissões de gases como o dióxido de carbono e o metano. A liberação dessas substâncias na atmosfera ocorre por conta de diversas atividades humanas, entre elas o transporte, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e o consumo de energia.

Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Fonte: MMA

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