Certificação de energia renovável dobra no primeiro trimestre

De janeiro a 7 de maio, foram emitidos 83 mil certificados no Brasil, contra 40 mil em igual período de 2017; expectativa é que número de usinas cresça de 30 para 50 até fim do ano

Nos primeiros quatro meses deste ano, de janeiro até 7 de maio, o número de Certificados de Energia Renovável (REC, na sigla em inglês) emitidos no mercado brasileiro dobrou em relação ao mesmo período de 2017, até então o melhor ano do mercado. Em 2017, de janeiro até 7 de maio foram emitidos cerca de 40.000 RECs, enquanto no mesmo período deste ano, já foram emitidos mais de 83.000 RECs.

Desde 2013, quando passou a contar com um sistema estruturado de registro, emissão e transação de RECs, o mercado brasileiro acumula sucessivos recordes de crescimento. No ano passado, foram emitidos exatos 229.319 certificados, mais que o dobro do resultado de 2016. De 2014 até 7 de maio, foram transacionados um total de 434.165 certificados.

A partir de 2016, o país passou a integrar o grupo de países que segue o padrão internacional I-REC. O I-REC é uma plataforma internacional de transações que permite aos consumidores adquirirem o certificado de uma energia de fonte renovável rastreada para compensar as emissões pelo consumo de energia de origem fóssil ou de difícil comprovação de origem. Com isso, empresas energointensivas conseguem alcançar metas de aumento de energia renovável sem necessariamente investir em geração própria.

Cada certificado equivale a 1 MWh de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis. O aumento da demanda por RECs sinaliza que as empresas estão preferindo consumir energia renovável e, ao mesmo tempo, mostra o compromisso com a mudança de comportamento energético.

“O Brasil possui atualmente 34 usinas registradas, aptas a emitir RECs no mercado interno, e até final de 2018, esse número deve subir para mais de 50”, segundo o diretor do instituto, Fernando Lopes. Essa previsão se baseia na grande evolução de contatos e reuniões que vem sendo realizados pelo Instituto Totum e também os novos contratos em fase de finalização. A maioria das 34 usinas é de fonte eólica, mas há também hídricas, pequenas centrais hidrelétricas, solar e biomassa.

Os dados são fornecidos pelo Instituto Totum, emissor local de RECs no Brasil credenciado pela organização mundial I-REC Services. O Programa de Certificação de Energia Renovável tem parceria com a Abragel, a Abeeólica, e apoio da CCEE e Abraceel.

Fonte: Brasil Energia

Brasil lidera volume de soja certificada e movimento vem ampliando mercados importadores para o país

Objetivo é certificar, em 2018, 4 milhões de toneladas de soja. Produtores que já atendem aos critérios da RTRS recebem, anualmente, prêmios pela oferta diferenciada. Média de produtividade das propriedades certificadas na última safra ficou em 63 sacas por hectare, contra a média nacional de pouco mais de 50.

O consultor externo da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS), Cid Sanches, conversou com o Notícias Agrícolas nesta quarta-feira (09) sobre o crescimento da soja certificada, que tem sido bastante consistente no Brasil, com cada vez mais produtores procurando se adequar aos critérios em sua propriedade.

Como aponta Sanches, esses critérios são diversos, mas envolvem o respeito à legislação vigente completa de seu país, bem como uma série de exigências e requisitos legais como o respeito às boas práticas agrícolas, legislação trabalhista e respeito ao meio ambiente.

Grupos de mais de 40 produtores são certificados em conjunto. A partir daí, os vizinhos vão observando que é possível atingir os padrões e aqueles que já adotam observam melhorias em todos os processos produtivos na fazenda, o que é auditado por organismos internacionais. Por isso, muitos produtores também vêm procurando fazer o processo voluntariamente.

No Brasil, foram 3,2 milhões de toneladas certificadas em 2017, com o objetivo de chegar a 4 milhões neste ano. No mundo, o RTRS deve chegar a 5 milhões de toneladas – ou seja, o país responde por um grande volume desse total.

A demanda por essa soja começou na Europa, especialmente nos países nórdicos. Hoje, já está espalhada pelo continente, despertando também o interesse dos asiáticos e das próprias empresas brasileiras e argentinas. Há um prêmio pela comercialização da oleaginosa, que o produtor negocia diretamente com as empresas.

Anualmente, a RTRS organiza uma conferência, que será realizada este ano nos dias 30 e 31 de maio, na França. Mais de 30 produtores do Brasil estarão presentes, bem como empresas, pequenos cerealistas e representantes governamentais.

Clique aqui para ouvir o podcast da reportagem.

Fonte: Notícias Agrícolas

Comitê RenovaBio inicia atividades em abril

Grupo fará monitoramento e consulta pública para estabelecer critérios para a certificação de biocombustíveis

O Ministério de Minas e Energia publicou portaria que define como será o funcionamento do Comitê RenovaBio. De acordo com o texto, o Comitê vai atuar como um órgão colegiado de apoio técnico ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para auxiliar na definição das metas nacionais de redução de emissões compulsórias para a matriz de combustíveis. A primeira reunião deve ocorrer no dia 2 de abril.  

O monitoramento feito por ele também servirá para o estabelecimento dos critérios, diretrizes e parâmetros para a certificação de biocombustíveis e o credenciamento de firmas certificadoras. Outra atividade do grupo será responsável pela consulta pública prevista na Lei do RenovaBio. Por meio dessa consulta, que deve começar em 30 de abril, será possível definir os limites de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para a comercialização de combustíveis.  

O Comitê atuará sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia e será composto pelos ministérios do Meio Ambiente; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; da Fazenda; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; e da Casa Civil da Presidência da República. 

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia 

Pequenos produtores de macaúba recebem a primeira certificação em grupo da RSB no Brasil

Um grupo formado por 20 agricultores familiares e por uma cooperativa recebeu a primeira certificação em grupo da RSB (Roundtable on Sustainable Biomaterials) no Brasil. O projeto, localizado na região de Montes Claros, Minas Gerais, aplicou os Princípios e Critérios da RSB adaptados para certificação em grupo de pequenos produtores.A certificação foi apoiada pela RSB, com o suporte do Programa Boeing de Cidadania Corporativa, em parceria com a Unidade de Beneficiamento de Coco Macaúba (UBCM), duas associações de agricultores familiares e a UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais.

O grupo de Montes Claros participou do Programa RSB de Pequenos Produtores, que tem como objetivo promover a melhoria das condições de vida dos agricultores familiares, incentivar práticas sustentáveis com base nos padrões RSB e desenvolver mercado para produtos certificados.

A certificação envolveu a coleta de frutos e a extração de óleo de macaúba, a partir de palmeiras que se desenvolvem naturalmente nas propriedades da região. A macaúba é uma espécie nativa das Américas, com ampla ocorrência no Brasil, e seus frutos são tradicionalmente coletados por comunidades rurais. Em razão de suas características, como alta produção de frutos por área, alto teor de óleo nos frutos (20-30%) e composição química de tais óleos, a macaúba tem sido estudada como uma matéria prima promissora para a indústria de óleos vegetais, incluindo cosméticos, biodiesel e bioquerosene.

“A partir do primeiro certificado para um grupo de pequenos produtores no Brasil, muito se aprendeu a respeito da abordagem da RSB para a agricultura familiar e sobre os desafios relacionados à sua inclusão. Foi possível também conhecer outras necessidades dos agricultores, paralelas às questões de sustentabilidade”, disse Rolf Hogan, Diretor Executivo da RSB.

“No início, pensamos que a certificação seria muito difícil de ser alcançada por nossacooperativa e que geraria demandas que poderiam atrapalhar as nossas operações”, comentou João Elias Fonseca, gerente da UBCM. “Mas depois vimos diversos benefícios como resultado da implementação do padrão RSB, como a regularização de documentos e registros da cooperativa, melhoria da gestão, melhor organização e controles de produção, aprimoramento das práticas de saúde e segurança do trabalho, e, principalmente, a garantia de estar fazendo a coisa correta, preservando o meio ambiente”.

O Prof. Teddy Farias, do Laboratório de Óleos da UFMG/Campus de Montes Claros ressaltou que “Do ponto de vista acadêmico, foi muito importante participar desse projeto de certificação, uma vez que foi aberto um novo caminho para a aplicação sistematizada dos conhecimentos produzidos na universidade, em uma situação real. Estudantes e professores tiveram a oportunidade de aprender e de contribuir na organização do grupo e no treinamento dos produtores. A experiência permitirá o desenvolvimento de novas pesquisas e atividades de extensão voltadas à macaúba e ao extrativismo na nossa região”.

A presente certificação foi possível com o auxílio do Programa Boeing de Cidadania Corporativa, o qual está apoiando a implementação dos padrões RSB por pequenos produtores no Brasil e na África do Sul.

Fonte: RSB

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