Novo incentivo a combustíveis limpos

O RenovaBio valoriza os biocombustíveis e melhora a qualidade do ar

O ano de 2017 termina com a aprovação da Política Nacional de Biocombustíveis, o RenovaBio. Trata-se de uma política de Estado de descarbonização do transporte brasileiro, em consonância com compromissos assumidos pelo Brasil.

Os objetivos das diretrizes governamentais são valorizar os biocombustíveis produzidos entre nós e melhorar a qualidade do ar nas grandes metrópoles, gerando novos empregos e renda, além de incentivar a inovação tecnológica.

Hoje, a poluição do ar é considerada o mais acentuado risco ambiental à saúde da população. Pesquisas recentes da OCDE calculam que a cada ano perto de 3 milhões de pessoas falecem prematuramente no mundo por causa de enfermidades respiratórias, como o câncer pulmonar, asma, bronquite, associadas aos derrames e infartos. Segundo a USP, respirar o ar de São Paulo por duas horas no trânsito é o mesmo que fumar um cigarro.

Ademais, far-se-á a diminuição da importação de gasolina e do diesel, promovendo crescimento da produção e do uso de biocombustíveis na matriz energética nacional. São estimadas compras externas em cerca de 24 bilhões de litros de gasolina e 28 bilhões de litros de diesel por ano em 2025, com o dispêndio anual de 20 bilhões de dólares, a valores atuais.

Perto de 80% dos habitantes do planeta vivem expostos aos níveis de poluição superior acima das recomendações da OMS. Nas Nações de renda média e baixa, como é o caso da Índia, os índices alcançam 98%.

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Fonte: DCI

Brasil mantém a maior proporção de renováveis dentre os BRICS

O Brasil continua liderando a melhor posição no ranking de fontes renováveis dos BRICS, bloco composto pelos países em desenvolvimento: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em 2016, a matriz de geração elétrica brasileira registrou 80,4% de fontes renováveis. Já no Bloco, de acordo com o boletim anual “Energia no Bloco dos BRICS”, o indicador foi de 25,3% de renováveis, quase 1/3 do nacional, mas um pouco superior ao indicador mundial, de 23,6%.

Enquanto a África do Sul, China e Índia apresentam mais de 71% de fósseis, e a Rússia 64%, o indicador do Brasil é bem menor, de 15%. Já na matriz de oferta interna de energia (OIE) – toda energia necessária para movimentar a economia de um país – o Brasil conta com 43% de participação de energia renovável, mais de três vezes o indicador dos BRICS, de apenas 13,1%.

Em termos de emissões de CO2, o Brasil emite apenas 1,47 tCO2/tep de energia consumida, em razão da maior presença de fontes renováveis na matriz energética. Já no Bloco, o indicador é 82% superior (2,68 tCO2/tep), por conta da grande presença de carvão mineral na matriz energética. O indicador mundial é de 2,35 tCO2/tep.

A geração de energia elétrica no bloco dos BRICS atingiu, em 2016, o montante de 9.587 TWh (4,7% sobre 2015), o que representa 38,7% da oferta mundial de eletricidade (34,5% em 2011). Na matriz de geração, a maior participação é da China, com 64,6% (62,1% em 2011), seguida pela Índia, com 15,4%. O Brasil responde por 6,0% da geração elétrica do bloco, sendo que na geração total do Brasil, a hidráulica responde por 67,5%, e nos demais países do bloco o indicador não passa de 19%.

Confira o Boletim.

Fonte: Assessoria MME

Aprobio projeta produção recorde de biodiesel no ano

O ano que começa gera otimismo dentro do setor do biodiesel. Uma boa parte desse entusiasmo é justificada, pois em março aumentará a adição obrigatória do biocombustível na fórmula do diesel, passando dos atuais B8 (8% na composição) para B10 (10% de participação). Conforme estimativa da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), se forem confirmadas a melhora da economia e as projeções mais entusiasmadas, o Brasil poderá superar pela primeira vez o patamar de 5 bilhões de litros de biodiesel produzidos, chegando a algo próximo de 5,4 bilhões de litros.

Confira aqui a íntegra da entrevista concedida pelo presidente da Aprobio, Erasmo Carlos Battistella, ao Jornal do Comércio, edição impressa desta sexta-feira (05/01).

Fonte: Jornal do Comércio

País produziu em novembro 2,595 milhões de barris de petróleo por dia

A produção de petróleo no Brasil, em novembro, totalizou 2,595 milhões de barris por dia. O resultado, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), representa uma queda de 1,2% em relação com o mês anterior e de 0,5% em relação ao mesmo mês de 2016. As informações são da Agência Brasil.

Houve queda também na produção de gás natural. O total de 113 milhões de metros cúbicos por dia, significou redução de 1% em comparação a outubro e alta de 2,1%, se comparado a novembro do ano anterior.

A produção total de petróleo e gás natural no país foi de aproximadamente 3,308 milhões de barris de óleo equivalente por dia, que é a unidade padrão de medida correspondente à energia liberada pela queima de um barril de petróleo bruto.

PRÉ-SAL

Já no pré-sal, foi registrada, na mesma comparação, alta de 1,5% na produção de novembro, que ficou em 1,652 milhão de barris de óleo equivalente por dia. O volume de 1,327 milhão de barris de petróleo por dia e 52 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, em 83 poços representou 49,9% do total produzido no Brasil.

CAMPOS PRODUTORES

O maior produtor de petróleo e gás natural foi o Campo de Lula, na Bacia de Santos, que alcançou, em média, 840 mil barris de petróleo por dia e 35,5 milhões de metros cúbicos de gás natural. Os campos marítimos foram responsáveis por 95,3% do petróleo e 79,4% do gás natural.

Fonte: Agência Brasil

Incentivos para energia limpa e renovável no Brasil

A geração de energia com base em fontes renováveis pelos próprios consumidores tem sido aos poucos estimulada pelo governo. Em 2015, o governo federal lançou o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). Com ele, espera-se que até 2030 o Brasil gere energia equivalente a metade da hidrelétrica de Itaipu (cerca de 48 milhões de megawatts-hora) por meio de equipamentos como painéis solares instalados em casas, empresas e prédios públicos.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o número de conexões de micro e minigeração de energia teve um rápido crescimento, mais de 330% de 2015 para este ano. Em setembro de 2015, eram registradas 1.148 ligações, já em agosto deste ano o número subiu para 5.040, o que representa uma potência instalada de 47.934 kW.

O foco prioritário do MME é a energia solar fotovoltaica, mas outras fontes de energias renováveis, como eólica, também podem ser inseridas no Programa. O objetivo inicial do governo é que até a data limite, 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas. Com isso, o Brasil pode evitar que sejam emitidos 29 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

Atualmente, um grupo de trabalho composto por representantes do MME, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); da Empresa de Pesquisa Energética (EPE); do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel); e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) avaliam o ProGD.

Dos 12 países da América do Sul, o Brasil apresenta o terceiro maior percentual de fontes renováveis na matriz energética, de 41% do total. Os dados são do boletim “Energia na América do Sul – ano base 2015”, divulgado anualmente pela Secretária de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com o estudo, o primeiro lugar é ocupado pelo Paraguai (67%), seguido pelo Uruguai (54%).

O sol

De acordo com o Presidente Executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia, o grupo de trabalho deve apresentar ações  para o avanço da microgeração distribuída solar. Mas alguns estímulos já tiveram um pontapé inicial.

Para a geração de energia, foi assinado o Convênio ICMS 16/2015 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), permitindo aos Estados brasileiros de isentar de ICMS a energia elétrica injetada na rede e recompensada conforme a resolução normativa 482. Ainda falta a adesão dos sete estados: Santa Catarina, Paraná, Espirito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Amazonas e Amapá.  “Quando o Estado adere ao convênio contribui com o aumento da competitividade da fonte na região e, com isso, incentiva a população a investir na tecnologia, bem como as empresas a criarem empregos para atender a demanda”, diz. O consumidor pode usar os créditos, seja pelo CPF ou CNPJ, para abater na fatura de outros imóveis cuja esteja sob sua titularidade, mesmo em outros locais, desde que estejam na área da mesma distribuidora. Essa ação é denominada de “autoconsumo remoto”.

A força dos ventos

No caso da energia eólica, segundo a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum,  um caminho para o estimulo é a  desoneração para compra de microgeradores e seus componentes. Outro ponto seria o estabelecimento de um valor anual de referência específico (VRES) para energia eólica. Ela ressalta que hoje já existem microgeradores eólicos instalados em universidades para estudos e alguns já instalados por conta da Resolução Aneel 482/12. “No caso de microgeração eólica, deve-se considerar inúmeras questões técnicas que podem inviabilizar o uso em cidades com grande adensamento populacional e pouco espaço livre para a instalação do aerogerador.  Por este motivo, no caso de pequenos e micro consumidores, costuma-se apontar que a microgeração com energia solar deve crescer mais para casas de grandes cidades ou prédios”. Mas nos casos em que é possível a instalação da microgeração eólica, a ABEEólica indica aplicativo desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)que permite simular o impacto da implantação de uma unidade de microgeração para pessoas físicas.

Para Elbia, o uso de energia eólica tem crescido consistentemente porque nos últimos anos desenvolveu-se no Brasil uma cadeia de energia eólica 80% nacionalizada e competitiva. “Isso levou a energia eólica a ser a segunda fonte mais competitiva do país”, pontua.

Fonte: Cejane Pupulin-Canal-Jornal da Bioenergia

Produção pode superar expectativas

A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) divulgou sua perspectiva de 226 milhões de toneladas para 2017/18, observando que o atraso

A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) divulgou sua perspectiva de 226 milhões de toneladas para 2017/18, observando que o atraso no plantio de soja poderá trazer consequências para o plantio de milho safrinha. Segundo o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Sávio Pereira, a situação de chuvas nesta safra, em geral, é boa, o que abre espaço para bons rendimentos.

Ele lembra que a situação climática do ano anterior foi “uma das melhores dos últimos 20 anos”. Sávio Pereira acentua que as perspectivas para 2017/18 ainda são grandes, argumentando que, aparentemente, o fenômeno La Niña não deve trazer grandes problemas para o número total da safra.

De acordo com Sávio Pereira, dois efeitos são os principais responsáveis pela queda da safra: a redução na área de milho na primeira safra em função da queda dos preços, o que leva a uma transferência para a área de soja e uma menor produtividade, como é típico do cultivo em relação ao cereal; e a área a ser plantada de milho safrinha, que ainda é uma incógnita. Ele salienta ainda que o Brasil não corre o risco de ter um problema de desabastecimento e que o Brasil segue sendo o segundo maior exportador mundial de milho, com a perspectiva de 30 milhões de toneladas para este ano comercial. A soja, por sua vez, segue beneficiada pela demanda crescente por parte da China e pelo B-10, que será implementado no próximo ano, implicando em uma adição de 10% de biodiesel no combustível comum.

Fonte: Diário da Amazônia

Dez fatos sobre energia eólica brasileira que você talvez não saiba

1. Há dias em que pelo menos a metade da energia do Nordeste vem das eólicas
A energia eólica tem batidos recordes atrás de recordes no Brasil. Há dias, por exemplo, em que pelo menos a metade da energia do Nordeste vem de eólicas, destaque impressionante para essa região. No dia 4 de Julho de 2017, por exemplo, 51% da energia consumida no Nordeste veio das eólicas.

2. Não é só no Nordeste que estão os parques eólicos
Não é só no Nordeste que os parques eólicos estão localizados. Dos 457 parques eólicos atuais, 363 estão no Nordeste, mas é preciso saber também que o Rio Grande do Sul, por exemplo, é um produtor extremamente importante, com 78 parques instalados.

3. A geração de energia eólica não emite CO2.
Se calcularmos a quantidade de emissões de gases de efeito estufa que a energia eólica evita, vamos perceber que equivale à quantidade produzida por praticamente toda frota da cidade de SP (8 milhões de veículos). Isso porque, ao gerar esse tipo de energia, evita-se a geração de uma energia poluente.

4. O Brasil tem um dos melhores ventos do mundo
Para entender essa afirmação, antes você precisa saber o que é fator de capacidade. Pois bem! Fator de capacidade é a medida de eficiência dos aerogeradores de um parque eólico com base na qualidade dos ventos de uma região, ou seja, quanto foi gerado por um aerogerador. Quando falamos, por exemplo, de um fator de capacidade de 30%, estamos falando, de maneira simplificada, que os ventos da região têm aproveitamento moderado e geram energia em 30% do tempo na média. O tipo do aerogerador também influencia. No que se refere à qualidade do vento, os melhores para energia eólica são os constantes, sem grandes alterações de velocidade ou direção. No caso do Brasil, temos ótimos ventos e de boa qualidade, principalmente na região Nordeste, fazendo com que nosso fator de capacidade seja superior a 50%, enquanto a média mundial varia de 20% a 25%.

5. A eólica também faz bem para o bolso
Nos leilões recentes, a energia eólica se consagrou como a segunda fonte mais barata. A primeira é a energia das grandes hidrelétricas, mas se considerarmos que atualmente estão escassas as opções para que o país invista em grandes hidrelétricas, especialmente por questões ambientais, podemos considerar que a eólica é a opção mais barata de contratação no Brasil.

6. As torres de geração de energia eólica convivem com outras atividades agrícolas e animais
É bem comum encontrarmos uma torre eólica em funcionamento e, logo ao lado, vacas pastando, cavalos ou uma plantação. Isso é possível porque as torres, depois de instaladas, ocupam pouco espaço de solo e os donos da terra podem seguir com seu cultivo, criação de animais ou qualquer outra atividade que melhor convir.

7. As torres são grandes, bem maiores do que às vezes achamos quando vemos fotos
Você sabe qual é o tamanho de uma torre eólica? As torres eólicas podem parecer pequenas, mas aquelas atualmente instaladas medem entre 90 e 120 metros de altura, sem contar a pá! A estrutura completa pode variar entre 140 e 185 metros, como um prédio de 42 a 56 andares. A base da torre tem cerca de 5 metros de diâmetro, para abraçar são necessárias pelo menos 15 pessoas.

8. O Brasil tem se saído muito bem nas comparações mundiais
De acordo com o GWEC – Global Wind Energy Council, no Ranking de 2016 dos dez países com mais capacidade instalada total de energia eólica, o Brasil subiu uma posição e aparece agora em 9º colocado na lista dos maiores países, com 10,74 GW, ultrapassando a Itália, que está com 9,2 GW. Para mais informações, confira o relatório “Global Wind Report 2015” do GWEC: http://bit.ly/2l19jBR

9. A cadeia produtiva da energia eólica está no Brasil e gera empregos aqui
Nos últimos anos, com forte investimento de empresas, foi construída uma cadeia produtiva nacional de alta tecnologia, eficiência e complexidade para energia eólica. Os grandes fabricantes de aerogeradores, pás, torres e componentes estão instalados no Brasil, produzindo e contratando aqui. Pelo menos 80% de um aerogerador é nacional, com componentes e matéria-prima feitos no país. Só em 2016, foram gerados 30 mil postos de trabalho na cadeia eólica.

10. A energia eólica vai ajudar o Brasil a cumprir o Acordo do Clima
A energia eólica surge como a melhor opção para expandir o papel das renováveis porque é barata, de baixo impacto e de rápida implantação, com zero emissão de CO2 em sua operação e com uma cadeia produtiva nacionalizada. Hoje, esta energia representa 7% da matriz e segue crescendo. Isso vai ajudar o país a cumprir com suas metas de redução da emissão de CO2 e diversificação da matriz com fontes renováveis complementares.

A lista acima foi elaborada pela ABEEólica, associação que congrega mais de 100 empresas de toda a cadeia produtiva do setor eólico e tem como principal objetivo trabalhar pelo crescimento, consolidação e sustentabilidade dessa indústria no Brasil.

Fonte: ABEEólica publicado no Jornal Canal da Bioenergia

Combater aquecimento global é desafio da Comissão de Mudanças Climáticas

Após um ano de 2017 concentrado na discussão sobre o combate ao desmatamento e na promoção dos biocombustíveis, a Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) debate em 2018 os riscos do aquecimento global e lidera a participação do Congresso no 8º Fórum Mundial da Água. O evento será realizado no Brasil em março de 2018, explica o presidente do colegiado, senador Jorge Viana (PT-AC).

Confira aqui a reportagem completa.

Qualidade da soja brasileira supera produto dos EUA

Exportações devem continuar o bom momento no ciclo 2017/2018

Além do bom desempenho apresentado pela soja brasileira nas exportações em 2017, totalizando US$ 2,7 bilhões e 7,6 milhões de toneladas, a boa notícia chegou por meio de um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que confirmou a queda no principal componente do produto: a proteína.

O relatório aponta ainda que a participação do Brasil no mercado exportador vai obter um recorde na próxima temporada (2017/18) alcançando 43%, enquanto que os EUA deve ter uma queda apontada em 39,7% .

Clique aqui para continuar lendo.

Fonte: Correio do Estado

Brasil pode se tornar o primeiro país do mundo a cobrar royalties do vento

O vento é a fonte de energia que mais cresceu no Brasil nos últimos cinco anos. E tem gente que vê nisso uma oportunidade de arrecadação.

O aumento da produção de energia elétrica pode fazer com que o Brasil se torne o primeiro país a cobrar royalties do vento e isso já está recebendo críticas.

A mais importante fonte de energia do Brasil sempre foi a mais barata e competitiva de todas. Isso até semana passada. Pela primeira vez na história dos leilões de energia, a água foi ultrapassada pelo vento. O preço da energia eólica ficou mais barato em comparação com o das três últimas grandes hidrelétricas construídas no país. Ficou também bem mais em conta que o preço médio de todas as hidrelétricas contratadas desde o início dos leilões de energia, há 12 anos.

O preço da energia solar também despencou (R$ 145,68 = mwh) e ficou menor até que o das termelétricas a gás. A boa notícia é que tudo isso ajuda o consumidor. “Se não fosse a energia eólica, o consumidor brasileiro estaria pagando mais caro pela energia neste momento”, afirma Elbia Gannoum, presidente da ABEÓLICA.

O vento é a fonte de energia que mais cresceu no Brasil nos últimos cinco anos. Já são 503 parques eólicos instalados e 2017 foi um ano em que recordes importantes foram quebrados: por alguns dias, a energia eólica chegou a abastecer mais de 12% de todo o Brasil. Na região Nordeste, passou dos 60%.

São números tão impressionantes que já há no Congresso Nacional um movimento que defende a cobrança de royalties do vento. Pela proposta de emenda constitucional, o vento é um recurso que pertence a todo o povo brasileiro e é justo que os benefícios econômicos dessa atividade sejam compartilhados. O texto também afirma que as fazendas eólicas ocupam vastas áreas que limitam a realização de outras atividades econômicas, como o turismo.

Autor da proposta, o deputado Heráclito Fortes, do PSB do Piauí, quer estender a cobrança dos royalties para a energia solar: “Não é justo que nós tenhamos esse potencial de produção, não só de eólica como de solar, e não se usufrua nada. Você desvia a finalidade da terra. São áreas que poderão ser usadas para agricultura ou para outros fins”.

Para o ex-presidente da empresa de pesquisa energética a cobrança de royalties e professor do COPPE, Maurício Tolmasquim, é um retrocesso: “Não tem lógica nenhuma essa proposta de cobrar royalties da energia eólica. A energia eólica é uma fonte renovável, não poluidora, que tem aumentado a renda de regiões pobres do Nordeste onde pequenos proprietários estão podendo aumentar um pouco a sua renda, e que trouxe várias fábricas de equipamentos que se instalaram no Nordeste, criaram empregos e ainda estão trazendo receita para o governo”.

Quando o assunto é energia limpa e renovável, o vento continua soprando a favor. Até quando, ninguém sabe.

Clique aqui para assistir a reportagem.

Fonte: Jornal Hoje

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