B10 está chegando e a demanda por soja aumentando

Para este mês de março, o Brasil passará a ter no óleo diesel de petróleo, a mistura de 10 % de biocombustíveis não fósseis. Segundo a Abiove, o acréscimo percentual de 8 para 10, representará um incremento na demanda por biodiesel de quase 30 %.

Com a alteração, a demanda passará para quase 6 bilhões de litros de combustível vindo de fontes renováveis, sendo 80 % originário da soja.  Isso representa uma necessidade de produzir cerca de 4 milhões de toneladas de óleo de soja bruto, somente para atender a produção de diesel brasileira neste ano. Além dos ganhos ambientais, estima-se uma economia em divisas na ordem de U$ 2,2 bilhões.

Embora o biodiesel possa ser obtido de diversas espécies vegetais, nenhuma tem condições de produção em grande escala com eficiência igual a sojicultura. Para contribuir com a oferta brasileira, a região do MATOPIBA e Pará produzirá 16,5 milhões de toneladas de soja nesta safra, representando mais de 10 % da produção nacional.

Apesar de um ambiente onde se emprega altas tecnologias no campo, o desafio de elevar produtividades continua presente. A prova são as médias regionais, sendo 54 sc/ha na última safra na Bahia, enquanto diversos sojicultores colheram próximo das 100 sacas por hectare.

Dentre os desafios para o sucesso das lavouras, estão a semente e a plantabilidade, reforça Celito Missio, presidente da Aprosem. Para atendermos a demanda crescente por soja, o caminho mais eficiente é a busca por incrementos na produtividade. Neste contexto, uma lavoura bem formada, dará mais segurança para o manejo, de forma a aproveitar ao máximo seu potencial produtivo.

Fonte: Aprosem

Como os fósseis entrarão para o museu dos combustíveis

A utilização dos combustíveis fósseis está com os dias contados. A sua escassez em um futuro breve e a crescente convicção de sua participação no aquecimento global vêm fazendo cidades, países e até montadoras anunciar prazos para o fim da comercialização de veículos movidos a alta quantidade de carbono.

No Brasil, ainda não existem metas ou projeções para limitar ou proibir a gasolina, o diesel ou o gás natural, mas algumas iniciativas governamentais e privadas vêm crescendo para mudar esse cenário.

Em dezembro passado, o presidente Michel Temer (PMDB) sancionou o RenovaBio, programa para incentivar a maior utilização de biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel. O setor, que se viu “abandonado” desde a descoberta do pré-sal, agora vê um futuro promissor pela frente. “É um conjunto de diretrizes que faltava para o Brasil. Preenche uma lacuna não só para o etanol, mas para todos os biocombustíveis e opções energéticas se que possam se extrair da biomassa. [O Renova Bio] ainda precisa ser regulamentado neste semestre e deve ser implantado a partir de 2020”, declarou Alfred Szwarc, consultor de Emissões e Tecnologia da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

O programa é visto como peça-chave para o país cumprir as metas climáticas assumidas no Acordo de Paris, que prevê redução de 43% das emissões de gases estufa tendo 2005 como ano-base. “É fundamental, ele veio justamente para isso, dar um norte para a cadeia de produção e o etanol pode servir como um dos pilares no setor de transportes [que representa 1/3 da demanda energética]”, diz.

Uma das metas é dobrar para mais de 50 bilhões de litros a produção anual de etanol até 2030 (hoje na casa dos 26 bi) e emitir certificados de carbonos comprados pelas poluidores.

Segundo Szwarc, para sua regulamentação e implantação, o projeto precisa estar alinhado ao Rota 2030, que ainda não está pronto, mas deve ser anunciado em breve. O Rota 2030, voltado às montadoras, vai estipular uma série de metas de eficiência energética e segurança para os próximos 15 anos, além de conceder incentivos fiscais. No primeiro de três ciclos, a expectativa é que a eficiência dos automóveis de passeio melhore 12% –rendam mais sem ficar mais fracos.

“Com esses dois [programas], um na produção e outro na execução, o Brasil vai chegar a gestão eficiente da bionergia”, completa Szwarc.

Com emissão de CO2 que varia de 70% a 90% menos que a gasolina, de acordo com diversos estudos e o mercado consolidado, o etanol da cana-de-açúcar pode representar uma ponte sustentável até que os carros elétricos evoluam e se tornem competitivos.

Para o coordenador de Clima e Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, “o grosso da transição” dos motores a combustão interna no país viria do álcool e do biodiesel. Como bom sinal, ele lembrou da lei sancionada em janeiro pela Prefeitura de São Paulo, que prevê reduções de COde 50% em 10 anos e 100% em 20 anos na frota de ônibus.

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Fonte: Metro Jornal

Buenos Aires lança novo modelo produtivo para incentivar o biodiesel

O plano oficial é produzir e comercializar o combustível, integrando diferentes cadeias de produção. 

Na tentativa de fortalecer uma indústria bastante abalada, o Ministério do Agronegócio de Buenos Aires apresentou um projeto para participar ativamente no mercado de biodiesel.

A pasta dirigida por Leonardo Sarquís enfatizou que atualmente na província apenas 13% da soja que é produzida é processada e que, com este plano, espera-se que esse número salte para 50% e, a partir disso, com base no óleo resultante desse esmagamento, seja elaborado biodiesel .

“Assim, alcançaríamos 2,5% do mercado provincial de diesel, o que geraria cerca de 500 empregos diretos”, afirmou o ministro em um comunicado. Além disso, o governo estima que poderia gerar mais de 2.300 empregos indiretos, para essa atividade. “Buenos Aires também deve ser um protagonista em tudo relacionado às energias renováveis, especialmente na produção de biodiesel, e o Ministério tem muitos projetos importantes em andamento, por isso prevemos que investimentos importantes virão nos próximos meses”, afirmou Sarquís.

De acordo com dados da Rosario Stock Exchange (BCR), a indústria de biodiesel no país tem 37 fábricas e uma capacidade de produção anual conjunta de cerca de 4,4 milhões de toneladas por ano. Em 2016, essa indústria produziu cerca de 2,6 milhões de toneladas de biodiesel, dos quais 1,6 milhões foram exportados. O curioso é que a grande maioria das fábricas deste biocombustível estão localizadas em Santa Fe (praticamente metade), e especificamente no Gran Rosário (onde estão localizadas as sete maiores plantas do país). Enquanto isso, em Buenos Aires, existem 12 usinas industriais de biodiesel, algumas com capacidade máxima de até 50.000 toneladas por ano.

O projeto destina-se a produzir e comercializar biodiesel, com base na integração de diferentes cadeias de produção, no âmbito do Plano de Bio economia de Buenos Aires. Espera-se que os biocombustíveis puros sejam geridos a nível provincial e que originem um sistema interno de produção e comercialização em cada município.

Além disso, o projeto apresentou aposta para integrar a cadeia de produção animal com a produção de biocombustíveis, a fim de aumentar o impacto do valor agregado em 300% no subproduto original. “A produção de biodiesel e o uso deste biocombustível no sistema de produção de soja, maquinário, transporte e adaptação, poderiam definir uma produção de carbono 0, um fato de enorme relevância no mercado competitivo internacional de commodities”, disseram.

Em meados de 2017, o setor agroindustrial começou a produzir/utilizar biodiesel com base em óleo de cozinha usado, uma fonte de energia implementada como teste em tratores que fazem parte da frota ministerial. Agora, o plano inclui também o biodiesel produzido com base no óleo de soja e tem como objetivos específicos a inovação, o treinamento e a comunicação acerca dos benefícios deste combustível.

Publicação original aqui.

Fonte: El Cronista

Consulta Pública: Leilões de Biodiesel

O Ministério de Minas e Energia (MME) abre Consulta Pública para aperfeiçoar os Leilões de Biodiesel. Contribuições, sugestões e propostas de diretrizes específicas para a melhoria do modelo podem ser encaminhada até dia 1º de abril.

A regra vigente é ditada pela Portaria MME nº 476, de 15 de agosto de 2012. Desde então, o mercado de biodiesel passou por significativas evoluções. Na época, o teor de mistura deste biocombustível no diesel de petróleo era 5%; hoje é 8% e passará para 10% a partir de 1º de março próximo. Ademais, aprovação da Lei do RenovaBio, em dezembro de 2017, traz perspectivas importantes para os biocombustíveis, como certificação da produção, indução de eficiência e estímulo à contratação de longo prazo. Para o biodiesel, em particular, o RenovaBio define ainda diretrizes para participação de pequenos produtores nos leilões.

Esclarece-se que a Consulta Pública não traz proposta prévia de ato normativo para o aperfeiçoamento dos leilões. A finalidade é assegurar que as contribuições da sociedade venham de maneira livre e espontânea, sobre quaisquer aspectos da sistemática de leilões de biodiesel.

A Consulta Pública será realizada por 45 dias. Contribuições e propostas deverão ser submetidas eletronicamente AQUI.

Fonte: Assessoria MME

ANP unificará regras de biocombustíveis

Ideia é consolidar as normas para produção de etanol e biodiesel e inserir o biometano, que ainda não está regulamentado

A fim de simplificar o processo de regulação e atrair mais investimentos para a produção brasileira de biocombustíveis, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está analisando a possibilidade de unificar o marco regulatório do etanol, do biodiesel e do biometano. Por isso, abriu uma consulta pública para receber propostas sobre o tema. As contribuições podem ser enviadas até o próximo dia 16, para que uma audiência pública debata o assunto em 22 de março.

“A consulta tem como proposta a simplificação regulatória e a minimização de barreiras para o exercício desta atividade, atraindo investimentos para a expansão dos biocombustíveis na matriz energética nacional”, informou a ANP, que pretende levar as propostas recebidas da sociedade civil para avaliação e possível incorporação da sua área técnica, antes de submeter o texto da nova regulamentação a sua diretoria.

Enquanto isso, a minuta de resolução elaborada pela ANP “propõe a unificação do marco regulatório de biocombustíveis (biodiesel, biometano e etanol) com vistas à simplificação administrativa, minimização de barreiras ao investimento e redução de custos impostos pela regulação”. A intenção é consolidar as normas impostas aos produtores de etanol e biodiesel e inserir a produção de biometano, que ainda não é regulamentada oficialmente, nas atividades vistoriadas pela ANP. E, assim, criar um marco legal único que favoreça a produção dos biocombustíveis no Brasil.

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Apesar dos desafios, 2017 foi um ano sólido para o biodiesel dos EUA

Em termos do mercado norte-americano de biodiesel, 2017 não foi um ano recorde, como foi 2016, mas também não foi um ano ruim para produção e demanda, especialmente considerando que a indústria enfrentou inúmeros desafios.

“Foi um ano de produção recorde de biodiesel para a SeQuential”, disse à revista Biodiesel Tyson Keever, CEO da SeQuential. A empresa mantém sua planta em Salem, Oregon, como uma das pioneiras na produção comercial de biodiesel na Costa Oeste.

“Atualmente estamos expandindo a fábrica em algumas fases”, disse Keever, “e já estamos no ritmo de um novo recorde de produção em 2018.”

De acordo com os dados da EPA (Agência de Proteção Ambiental) para 2017, o mercado norte-americano de biodiesel e diesel renovável atingiu 2,6 bilhões de galões. Em 2016, o mercado havia se aproximado dos 2,9 bilhões de galões.

“O mercado norte-americano de biodiesel e diesel renovável foi o segundo maior em nossa história no ano passado, apesar de enfrentar inúmeros desafios como indústria”, disse Donnell Rehagen, CEO do National Biodiesel Board. “A indústria teve que fazer negócios com o incentivo fiscal de biodiesel caducado, e a EPA emitiu uma proposta no meio do ano para reduzir nossos volumes sob o RFS”.

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Fonte: Biodiesel Magazine

Vinte anos após primeiros testes, só 2,6% dos ônibus usam combustível renovável

Em 1995 a Urbs – empresa que gerencia o transporte na cidade – deu início a testes de uma mistura de álcool hidratado (95%) e aditivo (5%) em alguns ônibus. De lá pra cá, pouco se avançou

A legislação sobre mudanças climáticas da cidade de São Paulo, aprovada em 2009, previa a substituição do combustível fóssil nos veículos do transporte público até 2018. O prazo venceu e mais de 90% dos ônibus da cidade continuam sendo movidos a diesel. Em janeiro passado, reconhecendo o fracasso do plano anterior, uma nova lei foi aprovada pela Câmara Municipal com metas menos audaciosas. A lei estabelece em 20 anos o prazo para a troca da matriz energética.

A prorrogação das metas para São Paulo retrata as dificuldades enfrentadas pelas cidades de todo o mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, para acabar com o uso do óleo diesel nos seus sistemas de transporte público. E Curitiba não é uma ilha nesse mundo que a cada dia mais se conscientiza dos malefícios causados pelos combustíveis fósseis ao meio ambiente e, consequentemente, à qualidade de vida e à saúde da população.

As primeiras tentativas na capital paranaense em busca de alternativas ao uso do diesel foram feitas há mais de duas décadas. Em 1995 a Urbs – empresa que gerencia o transporte na cidade – deu início a testes de uma mistura de álcool hidratado (95%) e aditivo (5%) em alguns ônibus. De lá para cá várias outras experiências foram feitas, como a de 1998, com a utilização do combustível B20 – diesel + 20% biodiesel, testado em 20 ônibus. Todos os testes comprovaram redução de poluentes, mas a implantação esbarrou em uma série de obstáculos, que vão dos custos à burocracia imposta pela Agência Nacional (ANP).

A fotografia dos dias atuais é um pouco melhor, com a circulação crescente de ônibus movidos a biodiesel e os hibribus – veículos híbridos, com fonte elétrica e biodiesel ou elétrica e diesel. O horizonte, no entanto, é de uma longa espera para se chegar ao minimamente ideal.

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Fonte: Gazeta do Povo

Realizada audiência pública sobre resolução que trata da especificação do diesel BX a B30

A ANP realizou ontem (7/2) a audiência pública relativa à Consulta nº 02/2018, sobre alteração da Resolução ANP nº 30/2016, que estabelece a especificação de óleo diesel BX a B30 (com teor de biodiesel superior ao compulsório estabelecido pela legislação vigente e inferior ou igual a 30%).

A proposta trata da alteração de uma característica técnica (estabilidade à oxidação) do óleo diesel, de forma a incentivar o uso voluntário das misturas B20 e B30 (diesel com 20% e 30% de biodiesel, respectivamente), dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e sem prejuízo da qualidade do produto comercializado no País.

A iniciativa tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento do mercado. Além disso, permite uma melhoria do ponto de vista ambiental, uma vez que estimula o uso voluntário de diesel com maior teor de biodiesel, fortalecendo a participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional.

As contribuições recebidas durante o período de consulta e na audiência pública serão analisadas pela área técnica e submetidas à diretoria da Agência para definição do texto final que será publicado no Diário Oficial da União.

A Aprobio esteve presente, representada por seu Assessor Técnico Antonio Ventilii, e registrou seus comentários em uma minuta conjunta as demais associações do setor de biodiesel. A íntegra do documento, assim como outras considerações, você confere aqui.

Fonte: ANP com adaptações Aprobio

59º Leilão de Biodiesel da ANP negocia 903,225 milhões de litros

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender o disposto em Lei de 24/03/16, que estabelece em 10% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B10)

No 59º Leilão de Biodiesel da ANP foram arrematados 903,225 milhões de litros de biodiesel, sendo 99,9% deste volume oriundos de produtores detentores do selo Combustível Social. O preço médio foi de R$ 2,590/L, sem considerar a margem Petrobras, e o valor total negociado atingiu o patamar de R$ 2,339 bilhões, refletindo num deságio médio de 12,8% quando comparado com o preço máximo de referência médio (R$ 2,970/L).

A apresentação das ofertas de biodiesel ocorreu em um único dia (30), com 38 produtores disponibilizando um volume total de 1.013,227 milhões de litros, sendo 99,4% de produtores detentores do selo Combustível.

No primeiro dia de seleção das ofertas (01), foram arrematados 815,603 milhões de litros de biodiesel exclusivamente de produtores detentores de selo Combustível Social, em torno de 80,5% do total ofertado para todo o leilão.

No segundo dia de seleção das ofertas (06), foram arrematados 87,622 milhões de litros de biodiesel de produtores detentores ou não de selo Combustível Social, em torno de 8,6% do total ofertado no leilão.

A apresentação e a seleção de ofertas de biodiesel para mistura voluntária ao óleo diesel ocorreram no dia 07/07, onde foram disponibilizados 41,076 milhões de litros, sendo 95,13% de produtores detentores do selo Combustível Social. Este volume representa 37,3% do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. Foram negociados 8,18 milhões de litros de biodiesel, representando 20% do total ofertado no leilão.

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender o disposto em Lei de 24/03/16, que estabelece em 10% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B10), em até trinta e seis meses após a data de promulgação da Lei.

O 59º Leilão (L59) visa garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional durante o período de 01 de Março a 30 de abril de 2018, conforme diretrizes das Portarias do Ministério de Minas e Energia nº 476, de 15/08/12, e nº 576, de 11/11/2015, e critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público nº 001/18-ANP.

Os volumes comercializados somente serão validados após homologação pela diretoria da ANP.

Fonte: ANP

Petrobras estuda produzir biodiesel a partir de microalgas

A Petrobras trabalha no desenvolvimento de uma tecnologia pioneira para produzir biodiesel de microalgas – alternativa aos combustíveis derivados do petróleo, que pode ser usada em carros e ou qualquer outro veículo com motor a diesel.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, a gerente de Biotecnologia do Centro de Pesquisas (Cenpes) da Petrobras, Juliana Vaz, ressaltou o pioneirismo do projeto que, em sua avaliação, “vai contribuir para a construção de um futuro mais sustentável. É um projeto de vanguarda, pioneiro no Brasil e que logo vai estar à disposição de todos”.

Gerente de Biotecnologia JULIANA VAZ BEVILAQUA, 24/01/2018. Cenpes, Rio de Janeiro - RJ - Brasil.
Os resultados são promissores , segundo a gerente de Biotecnologia do Centro de Pesquisa (Cenpes) da Petrobras, Juliana VazFrancisco Alves de Souza/Banco de Imagens Petrobras

Fabricado a partir de fontes renováveis (entre elas óleo de soja, gordura animal e óleo de algodão) ou do sebo de animais, o biocombustível emite menos poluentes que o diesel. Do processo biológico das microalgas é produzida uma biomassa usada para se extrair o óleo, que será matéria prima para a produção do biocombustível.

A estatal almeja chegar a produzir o combustível feito a partir da microalga em escala comercial. “O biodiesel produzido já foi submetido a testes de qualificação em laboratório, sob os padrões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e os resultados preliminares mostraram ser promissores”, diz Juliana.

As microalgas têm como principal vantagem o fato de não ter sazonalidade (períodos de safra) e não depender de condições específicas – de solo, por exemplo – para sua produção. Sua fabricação possibilita colheitas “quase que semanais”, com uma produtividade até 40 vezes maior do que a da biomassa feita de vegetais terrestres. “As microalgas têm uma produtividade muito maior do que a soja e cana”,  afirmou a pesquisadora.

Benefícios para o meio ambiente

A produção a partir da microalga traz ainda vantagens ecológicas, já que contribui para a redução de gás carbônico (CO2) do ar, um dos geradores do efeito estufa, que causa o aquecimento global, uma das maiores preocupações atuais com o meio ambiente.

Cada uma tonelada de microalgas usadas para a produção de biodiesel pode retirar até 2,5 toneladas de gás carbônico do ar, taxa “muito maior que a de outros vegetais normalmente utilizados para a produção de biodiesel – seja a soja ou da cana-de-açúcar”, disse Juliana, ressaltando que esse gás carbônico ainda será aproveitado para a produção de um substituto dos combustíveis fósseis.

Ainda dentro do contexto de maximizar a tecnologia, também está em estudo a possibilidade de cultivar microalgas em águas oriundas da produção de petróleo, contribuindo no tratamento dessa água para descarte ou para reúso. “As microalgas utilizam as substâncias presentes na água de produção, como nitrogênio e fósforo, como insumos para a conversão em biomassa”, explica a pesquisadora.

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Fonte: Agência Brasil

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