Em missão aos EUA, ANP troca experiências sobre políticas de biocombustíveis

De 11 a 15 de junho, a ANP participou de uma série de reuniões e eventos em Washington, DC e Califórnia (Estados Unidos) sobre políticas de biocombustíveis. A delegação, liderada pelos diretores Aurélio Amaral e Felipe Kury, trocou experiências e obteve subsídios para as resoluções da ANP relativas ao RenovaBio.

A missão teve como foco as políticas de biocombustíveis norte-americanas Low Carbon Fuel Standard (LCFS), regulada pela Environmental Protection Agency (EPA), e Renewable Fuel Standard (RFS), regulada pelo California Air Resources Board (CARB).

O LCFS e o RFS foram os programas utilizados como base para estabelecer o RenovaBio – programa do Governo Federal para expandir a produção de biocombustíveis no Brasil, baseada na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social, e compatível com o crescimento do mercado.

Em Washington, DC, houve reuniões com o Environmental Protection Agency (EPA), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o US Grains Council, o Renewable Fuels Association, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o National Biodiesel Board, com o objetivo principal de discutir o RenovaBio e o LCFS.

A ANP realizou ainda uma apresentação no evento “Biofuels and the Green Energy Push: Brazil-US. Cooperation in Implementing Carbon Emissions Reduction Policies”, no Wilson Center, sobre o programa brasileiro.

Ainda em Washington, foi realizado encontro no Departamento de Energia (DoE) para estabelecer cooperação na produção de bioquerosene de aviação e nos estudos de Análise de Ciclo de Vida (ACV).

Na Califórnia, a delegação se reuniu com o CARB para o estabelecimento de cooperação e troca de informações. Foi estabelecida a criação de dois grupos bilaterais de cooperação: um de Análise de Ciclo de Vida e outro sobre comercialização dos créditos de descarbonização.

“Queremos desenvolver com o CARB uma parceria formal para obter informações sobre o mercado de comercialização de créditos de carbono do Low Carbon Fuel Standard e trazer melhores práticas para o programa brasileiro, o RenovaBio”, afirmou o diretor Felipe Kury.

Nesta sexta-feira (15/6), último dia da missão, a ANP realizou evento conjunto Brasil-Estados Unidos sobre o Low Carbon Fuel Standard e o RenovaBio na University of California em Davis (UC Davis). O evento tem como objetivos discutir novas rotas para serem incluídas na RenovaCalc, o mercado de comercialização de créditos de descarbonização da Califórnia e apresentar o RenovaBio.

Fonte: ANP

Portugal: pesquisadores esperam produzir biocombustíveis a partir de microalgas

Cientistas da Universidade do Algarve (UAlg) esperam desenvolver tecnologia que permita usar microalgas para a produção de biocombustíveis.

Uma equipe de cientistas do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), liderada por Sara Raposo, está colaborando na implementação de uma estratégia para promover o desenvolvimento tecnológico da biotecnologia de microalgas nos setores da energia, saúde, cosmética e aquacultura, no âmbito da rede internacional “Algared+”.

“O Laboratório de Engenharia e Biotecnologia Ambiental do CIMA vai dedicar-se à exploração das energias renováveis, bioetanol, biodiesel e produção de biometano, além de outros produtos que possam ter interesse numa perspectiva de biorrefinaria”, segundo Raposo.

Paralelamente, outros grupos do CIMA devem dedicar-se a áreas com aplicabilidade na saúde, cosméticos e aquacultura. Segundo a Universidade do Algarve, os investigadores do CIMA vão procurar “otimizar as condições de crescimento de microalgas para a produção de bioenergia, através do aproveitamento das diferentes frações da biomassa”.

O amido, açúcar de reserva, e a celulose e hemicelulose, presentes nas paredes das microalgas, serão hidrolisados em açucares mais simples, fermentáveis, que serão depois usados como fonte de carbono para produção de bioetanol. Os óleos serão caracterizados e, dependendo da sua composição, serão usados para a produção de biodiesel ou de produtos de elevado valor, e a biomassa residual poderá ainda ser usada para a produção de biogás, através da digestão anaeróbia.

Apesar do principal enfoque do projeto ser a produção de biocombustíveis, também se tentará aliar esta atividade à obtenção de produtos de interesse, tais como os carotenoides, pigmentos que se encontram na natureza com interesse no setor alimentar e da saúde.

Na visão de Sara Raposo, esta é uma área de investigação “de grande interesse a nível nacional e internacional, que está em ampla expansão, quer no desenvolvimento, quer na procura de novas alternativas ao nível das energias renováveis”.

“O objetivo é contribuir para o desenvolvimento sustentável, através da exploração de recursos biológicos de uma forma sustentável e ambientalmente amigável, num conceito de biorrefinaria integrada, em que aliada à produção de energia teremos outros processos para a produção de produtos de elevado valor a partir da biomassa algal, ou seja iremos fazer uso de tecnologias de processamento limpas e ao mesmo tempo integradas”, acrescentou a coordenadora do projeto.

Segundo a UAlg, a “Algared+” é uma rede de internacional de excelência, constituída no âmbito do Programa Operacional EP-INTERREG VA Espanha-Portugal (POCTEP), formada por universidades, centros de investigação, empresas pública e privadas do setor da aquicultura, biomedicina e produção de microalgas.

 

Fonte: Sul Informação

ANP realiza missão aos EUA sobre políticas de biocombustíveis

A ANP realiza esta semana (11 a 15/6) missão nos Estados Unidos, liderada pelos diretores Aurélio Amaral e Felipe Kury, sobre as políticas de biocombustíveis norte-americanas Low Carbon Fuel Standard (LCFS), regulado pela Environmental Protection Agency (EPA), e Renewable Fuel Standard (RFS), regulado pelo California Air Resources Board (CARB). O objetivo é trocar experiências e obter subsídios para as resoluções da ANP relativas ao RenovaBio.

O LCFS e o RFS foram os programas utilizados como base pelo governo brasileiro para estabelecer o RenovaBio – programa do Governo Federal para expandir a produção de biocombustíveis no Brasil, baseada na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social, e compatível com o crescimento do mercado.

Nesta segunda-feira (11/6), a delegação realizou reunião no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, DC. Durante a missão, também serão visitadas na cidade associações de produtores de biocombustíveis para verificar sua visão sobre o LCFS e o RFS. Estão previstas ainda reuniões com associações de produtores de etanol, biodiesel, biogás e biometano, além da EPA e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que analisa projeções da produção de biocombustíveis, considerando a RFS e a LCFS.

Já em Sacramento, Califórnia, a visita terá como foco o contato com o CARB, agência reguladora responsável pelo LCFS. Está prevista visita ao Institute of Transportation Studies (ITS), responsável por coordenar a rede acadêmica que dá suporte técnico às decisões do CARB.

Reunião no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, DC.

O diretor superintendente da APROBIO, Julio Cesar Minelli, integra a delegação como convidado e representante do setor de biodiesel.

Fonte: ANP com adaptações Aprobio

Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis 2017: Lei que cria a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) é sancionada

Em 2017, mereceu destaque a promulgação da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), cujo objetivo é reconhecer o papel estratégico dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, com relação à segurança do abastecimento e à mitigação das emissões de gases causadores do efeito estufa no setor de combustíveis.

Esta edição da Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis mostra que a combinação de diversos fatores proporcionou uma contração do setor sucroenergético em 2017: o processamento da cana foi de 636 milhões de toneladas, 5,3% inferior ao ano anterior. A queda do preço médio do açúcar no mercado internacional reduziu a atratividade para sua produção, que caiu 2%, atingindo 38,1 milhões de toneladas. Os volumes produzidos de etanol também diminuíram, totalizando 27,7 bilhões de litros, queda de 3,2%. O documento descreve o primeiro saldo negativo na balança comercial deste biocombustível.

O ano de 2017 apresentou o primeiro aumento no licenciamento anual de veículos leves, após um período de quatro quedas consecutivas. Neste ano, a relação entre os preços médios do etanol hidratado e da gasolina C (PE/PG) manteve-se desfavorável ao biocombustível em vários estados, com a razão média nacional estável em 71%. Desta forma, enquanto o consumo de gasolina C cresceu 4%, subindo a 44,3 bilhões de litros, a demanda do etanol hidratado decresceu 7%, alcançando 14,5 bilhões de litros, o que resultou em um aumento na demanda total do ciclo Otto de 2%.

A bioeletricidade proveniente das usinas do setor sucroenergético injetada no SIN manteve-se no mesmo patamar com 2,4 GWméd em 2017, 0,9% superior a 2016.

As emissões evitadas pelo uso de etanol, biodiesel e bioeletricidade da cana em 2017 foram de 47 MtCO2eq, 10 MtCO2eq e 3 MtCO2eq, respectivamente, somando 60 MtCO2eq.

Em relação ao biodiesel, o percentual mandatório foi elevado para 8% em março de 2017. O teor de 10% foi antecipado em um ano, vigente desde março de 2018. Sua produção foi de 4,3 bilhões de litros, 13% superior a 2016.

Esta edição também apresenta um artigo que trata sobre a Política Nacional dos Biocombustíveis (RenovaBio), seus objetivos, possíveis desdobramentos e os trabalhos desenvolvidos pela EPE com vistas a subsidiar o MME. O documento descreve de que forma as ações da EPE buscam cooperar para o êxito dessa importante política pública. A previsibilidade de longo prazo para o setor de biocombustíveis dependerá do adequado balanceamento das metas de descarbonização para os agentes de mercado de combustíveis e para a sociedade civil como um todo.

A nona edição da Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética – EPE está disponível no link:

Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis

Fonte: EPE

Nova meta de descarbonização dos combustíveis, de 10,1%, vai exigir mais etanol e biodiesel

No Dia Mundial do Meio Ambiente, nesta terça (5), o Brasil aprova a meta obrigatória de 10,1% para a redução da intensidade de carbono nos combustíveis. A medida, discutida no Conselho Nacional de Política Energética do Brasil (CNPE), tem prazo para ser implementada pelos agentes até 2028 e já lança uma nova projeção na produção de biocombustíveis.

A meta de descarbonização aprovada vai exigir 47,1 bilhões de litros do biocombustível de cana, contra a demanda estimada para este ano de 26,7 bilhões de litros.

Para o biodiesel, a expansão projetada pelo CNPE  é de 11,1 bilhões de litros, praticamente dobrando o consumo atual.

Formado pelos ministros de Minas e Energia, da Fazenda e Casa Civil, entre outros membros do governo, e representantes da sociedade civil e acadêmicos com notórios saber em energia, o CNPE tomou a decisão em linha com os desafios do RenovaBio, que está em fase de regulamentação e deverá entrar em vigor a partir de 2020.

E também a nova meta foi aprovada ainda sob o rescaldo da greve dos caminhoneiros, fundada na crítica à política de preços da Petrobras para o diesel, e que traz junto a discussão sobre o fim da cartelização na distribuição, com o setor do etanol e biodiesel exigindo a liberação de vendas diretas aos postos – contrariando dispositivo da Agência Nacional do petróleo.

Fonte: Notícias Agrícolas

Para entidades, meta de redução de emissões reconhece papel de biocombustíveis

Entidades do setor de biocombustíveis comemoraram a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de aprovar, nesta terça-feira, 5, a redução de emissões de carbono pela matriz de combustíveis do País em 10,1% até o final de 2028, no âmbito da nova Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), a medida reconhece o papel dos biocombustíveis no País.

Em nota, a Unica considera a meta como o “pilar estratégico para a implementação do programa e, mesmo sendo conservadora, acaba reconhecendo o papel dos combustíveis renováveis para o desenvolvimento sustentável do Brasil a partir de 2020”, informou.

Para o presidente da Aprobio, Erasmo Carlos Battistella, “a aprovação das metas do RenovaBio pelo CNPE é uma vitória não só para o setor do biodiesel, mas para todos os biocombustíveis. A meta de redução de 10,1% nas emissões de gases de efeito estufa até 2028 é audaciosa, mas factível, pelo potencial do Brasil em produzir biocombustíveis, como etanol e biodiesel”.

Entre as premissas para o cumprimento da meta está a ampliação da mistura obrigatória do biodiesel ao diesel de petróleo comercializado nos postos de 10% (B10) para 15% (B15).

Segundo a Aprobio, a previsão é de que o mercado dobre de tamanho até 2028 e o Brasil produza e consuma 11,1 bilhões de litros, passando a adotar a mistura de 11% de biodiesel em 2020 e chegando a 15%, o B15, em 2024.

Fonte: Estadão Conteúdo

Governo tem firme compromisso com a causa ambiental, afirma Temer

Meta de redução de emissão de gases estufa foi assinada nesta terça-feira (5) durante cerimônia no Palácio do Planalto

Ao aprovar as metas de redução de emissão de carbono nesta terça-feira (5), o presidente da República, Michel Temer, afirmou que o Governo do Brasil atua com “firme compromisso” com a conservação do meio ambiente ao longo dos últimos dois anos. “Nós temos firme compromisso com a causa ambiental”, afirmou, durante a cerimônia de assinatura das metas do RenovaBio, no Palácio do Planalto.

Entre as ações estão a criação de duas novas áreas de preservação na floresta amazônica e na Bahia, a ampliação de reservas marinhas e a queda de 56% no desmatamento da Mata Atlântica. “Vejam que nós revertemos a curva do desmatamento na Amazônia. E fizemos – este dado é mais ou menos recente –, nós fizemos cair em mais de 56% o desmatamento da Mata Atlântica. São fatos todos desses dois anos do nosso governo”, disse.

(clique aqui para ver o pronunciamento oficial)

Eficiência Energética

Sancionado no fim do ano passado, o Renovabio é uma política para incentivar a indústria de biocombustíveis a diversificar a matriz energética brasileira, resultando em uma energia mais limpa e barata para o brasileiro. Entre outros pontos, ele prevê metas de descarbonização da atmosfera.

“Vamos reduzir de 11,5% para 7% a nossa dependência externa de combustível. O Brasil estará menos exposto à variação internacional do preço do petróleo e do câmbio”, disse . Ele acrescentou que o incentivo a combustíveis renováveis pode evitar que movimentos como a recente paralisação dos caminhoneiros se repitam no futuro.  “Ganha o consumidor, com preços mais baixos e maior poder de escolha. Naturalmente, ganha toda a sociedade”, considerou.

Redução de gases

Um dos objetivos do programa é reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa. Até 2028, a meta é diminuir em 10% a emissão de gases estufa na atmosfera e aumentar de 20% para 28,6% a participação dos combustíveis na matriz energética do País.

Preços

As metas de redução de emissões de gases serão quantificadas em unidades de Créditos de Descarbonização (CBIOs). Cada CBIO corresponderá a uma tonelada de gás carbônico retirada da atmosfera por um combustível renovável ou emitida pelo combustível fóssil. Produtores de bicombustíveis, como etanol, biodiesel e bioquerosene – redutores de emissões – comercializarão os CBIOs. As distribuidoras terão de adquiri-los para atingir as metas individuais de redução, correspondentes à fatia de cada companhia no mercado de combustíveis fósseis.

Cada CBIO tem um valor estimado de R$ 34, ou US$ 10 considerando um câmbio de R$ 3,40 por dólar. Segundo a proposta aprovada no CNPE, mesmo com o comércio de CBIOs onerando o setor de combustíveis fósseis, há uma estimativa de queda de 0,84% nos preços da cesta de combustíveis em 2028, recuo de 2,1% no preço do hidratado, estabilidade nos valores da gasolina nos postos e recuo de 0,36% nos valores do diesel.

A resolução do CNPE foi publicada hoje (06/06) no Diário Oficial da União (DOU).

Fonte: Planalto, com informações Zero HoraMME

Produtores apontam biodiesel como solução

Aumento da mistura no diesel, reduziria dependência externa e limitaria alta de preço, diz setor

Não dá para imaginar o Brasil se livrando totalmente da dependência do diesel. O país, porém, pode reduzir o peso desse combustível na matriz energética já a curto prazo. É o que lideranças das indústrias e associações de produtores de biodiesel mostraram ao governo no fim de maio, durante a paralisação dos caminhoneiros.

A produção de biodiesel, que teve início no país em 2005 e busca a substituição de parte do diesel por combustíveis renováveis, foi desenvolvida com o objetivo de buscar uma inclusão social e desenvolvimento regional no país.

Hoje são 51 fábricas em diversas regiões, e a capacidade de industrialização está próxima de 8,1 bilhões de litros.

As principais matérias-primas da produção desse combustível renovável são soja (75%) e gordura animal (20%). Os outros 5% vêm de óleo utilizado para frituras, além de óleos de algodão, palma e canola.

A abundância de matéria-prima permite evolução rápida da produção de biodiesel. Além de abundantes, esses produtos são nacionais, o que reduz a dependência externa, segundo Donizete Tokarski, diretor-superintendente da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene).

O aumento contínuo das produções de soja e de proteína animal é garantia de matéria-prima para o setor, de acordo com ele.

Além disso, Tokarski acredita que a participação do óleo de cozinha será cada vez maior no biodiesel. Atualmente tem presença de apenas 1,5% no Brasil. Nos EUA, líderes mundiais na produção desse combustível, chega a 16%.

“É um programa jovem, mas ainda pode avançar muito”, diz Erasmo Carlos Battistella – Foto – , presidente da Aprobio (Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil).

Localizadas em regiões produtivas de grãos e de proteínas, as fábricas de biodiesel trazem a chamada “economia circular”, promovendo desenvolvimento regional, diz Plinio Nastari, presidente da Datagro.

O consumo anual brasileiro de diesel é de 55 bilhões de litros –aí incluída uma mistura de 10% de biodiesel.

Em uma década, o consumo de diesel, mais o de biodiesel, será de 72 bilhões de litros. Desse volume, 14,4 bilhões poderão vir do biodiesel, se a mistura, hoje em 10%, for a 20%.

O setor precisa, porém, de previsibilidade e continuidade da política de mistura, diz Battistella. Um aumento da participação do biodiesel no diesel poderia ser limitador do aumento dos preços do derivado de petróleo, papel exercido pelo etanol anidro na gasolina. A mistura do álcool anidro na gasolina é de 27%.

No longo prazo, o biodiesel também poderia ser competidor do diesel, assim como o etanol hidratado é da gasolina.

Para que isso ocorra, o setor fez ao governo propostas de curto e médio prazos.

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Fonte: Folha de S.Paulo

Protestos ameaçam abastecimento de combustível; ANP flexibiliza regra de biodiesel no Rio

Os protestos de caminhoneiros contra tributos no diesel que elevam os custos para a categoria entram no terceiro dia nesta quarta-feira(23), ameaçando o abastecimento de combustíveis em postos, aeroportos e levando até mesmo a agência reguladora do setor de petróleo, ANP, a flexibilizar a mistura de biodiesel para grandes consumidores no Rio de Janeiro.

“Os postos têm capacidade de armazenamento em média de três dias, parece que já tem revendedor com os estoques no final, a partir de hoje provavelmente a situação se agrava”, afirmou à Reuters o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares.

O protesto dos caminhoneiros ocorreu em mais de 20 Estados do país na terça-feira e deve continuar nesta quarta-feira, conforme a associação que organiza o movimento dos caminhoneiros autônomos do país, a Abcam.

Segundo o presidente da Fecombustíveis, que representa os postos de abastecimento no país, “em vários locais os caminhões-tanques não estão conseguindo passar” para abastecer postos e distribuidoras.

De acordo com o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Aurélio Amaral, há bloqueios em polos de distribuição, estocagem e mistura de diesel e biodiesel em alguns pontos do país, mas a situação é mais delicada no Rio de Janeiro.

Por isso, a ANP vai suspender temporariamente na quarta-feira e quinta-feira a mistura de 10 por cento de biodiesel no diesel comercializado para atender grandes consumidores no Rio de Janeiro.

Um dos principais polos de biodiesel que atendem a capital fluminense está situado perto da Refinaria Duque de Caxias. Com os bloqueios nas estradas brasileiras, há dificuldades para a chegada do produto, que vem principalmente do Centro-Oeste do país.

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Fonte: Reuters

RenovaBio: MME debate propostas das metas compulsórias de redução de emissões na matriz de combustíveis

Metas indicam o esforço do setor para tornar a matriz de combustíveis cada vez mais limpa

A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) poderá reduzir em 10,1% as emissões de gases de efeito estufa na matriz de combustíveis até 2028. O número foi discutido nesta quinta-feira (17) em audiência pública realizada no Ministério de Minas e Energia (MME), que contou com a presença de agentes do setor de combustíveis, da sociedade civil e membros do governo.

“Fico muito feliz de ver a participação da indústria como um todo nesse processo. É o sinal da transparência que a gente sempre advoga no Ministério de Minas e Energia.”, afirmou João Vicente Vieira, Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ao dar início à audiência ao lado do secretário-executivo, Márcio Félix, do diretor do departamento de Biocombustíveis, Miguel Ivan Lacerda, e do deputado federal Evandro Gussi.

No evento, foi apresentado o documento disponível na consulta pública nº 46/2018, que traz subsídios à definição das chamadas metas compulsórias anuais de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para a comercialização de combustíveis. Caberá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), do MME, estipular as metas de redução de emissões de carbono. Uma vez definidas as metas, será possível calcular a quantidade de créditos de descarbonização – os CBIOs – a serem comercializados no mercado financeiro. Cada CBIO equivalerá a uma tonelada de carbono reduzida através de processos produtivos de biocombustíveis certificados em um processo de avaliação do ciclo de vida.

A proposta de redução de 10,1% nas emissões nos próximos dez anos tem como como premissas o aumento da produção de do consumo de biocombustíveis no País. Em relação à demanda da frota de veículos leves (Ciclo Otto), estima-se um crescimento de 24,3% no período. Para veículos do Ciclo Diesel, a previsão é de que haja crescimento da demanda em 2,7% ao ano no próximo decênio.

A consulta pública nº 46/2018, prevista inicialmente para se encerrar no dia 20/05, estará aberta até o dia 22/05 para o recebimento de contribuições, propostas e sugestões relacionadas à definição do primeiro ciclo de metas de redução de intensidade de carbono do Programa RenovaBio.

Fonte: MME

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