RenovaBio permite aproveitamento energético de aterros sanitários

A geração de energia por aproveitamento energético pela degradação dos resíduos sólidos (aterros sanitários) pode contribuir para o compromisso de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa e aumentar para 18% a produção de biocombustíveis na matriz energética. A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), vai favorecer os combustíveis com menor emissão de CO2, entre eles o biogás que é produzido pela decomposição do resíduo orgânico.
A solução apresentada é valorização do biogás com remuneração extra pelo serviço ambiental, de acordo com o Crédito de Descarbonização (CBIO), que une as metas de redução de emissões e a avaliação por ciclo de vida de cada produtor de biocombustível. O CBIO será um ativo financeiro, negociado em bolsa, emitido pelo produtor de biocombustível, a partir da comercialização. Os distribuidores de combustíveis cumprirão a meta ao demonstrar a aquisição destes CBIOs.
“Isso significa uma mudança para um tipo de produção de um país de biocombustível cada vez mais renovável. A iniciativa do aproveitamento nos aterros sanitários é uma coisa que pouca gente notou até hoje”, ressalta Miguel Ivan Lacerda, diretor do departamento de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME).
O biogás é resultado de um processo de biodigestão anaeróbia de resíduos sólidos urbanos depositados em aterros sanitários, produzido a partir da decomposição da matéria orgânica por ação de bactérias. É basicamente composto por gases como metano (CH4), dióxido de carbono (CO2), nitrogênio (N2), hidrogênio (H2), oxigênio (O2) e gás sulfídrico (H2S).
Atualmente, essa fonte soma apenas cerca de 2% da capacidade instalada de geração de energia. Entretanto, o biogás é considerado um energético estratégico, pois é utilizável para geração elétrica, térmica ou automotiva. Também é uma fonte geradora contínua e permite o destino adequado dos resíduos gerados.
Além disso, o resultado da purificação do biogás (similar ao gás natural), dá origem ao biometano, que é visto como potencial para enriquecer e diversificar a matriz energética brasileira. O incentivo da produção do biometano pode garantir a sustentabilidade ambiental, econômica e social do País, um dos focos do RenovaBio.

 

Regulamentação do RenovaBio
A regulamentação do RenovaBio, prevista para sair até meados de março, visa que as metas do programa sejam estabelecidas até junho após aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Outras informações sobre o RenovaBio aqui.

 

Fonte: MME

Como os fósseis entrarão para o museu dos combustíveis

A utilização dos combustíveis fósseis está com os dias contados. A sua escassez em um futuro breve e a crescente convicção de sua participação no aquecimento global vêm fazendo cidades, países e até montadoras anunciar prazos para o fim da comercialização de veículos movidos a alta quantidade de carbono.

No Brasil, ainda não existem metas ou projeções para limitar ou proibir a gasolina, o diesel ou o gás natural, mas algumas iniciativas governamentais e privadas vêm crescendo para mudar esse cenário.

Em dezembro passado, o presidente Michel Temer (PMDB) sancionou o RenovaBio, programa para incentivar a maior utilização de biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel. O setor, que se viu “abandonado” desde a descoberta do pré-sal, agora vê um futuro promissor pela frente. “É um conjunto de diretrizes que faltava para o Brasil. Preenche uma lacuna não só para o etanol, mas para todos os biocombustíveis e opções energéticas se que possam se extrair da biomassa. [O Renova Bio] ainda precisa ser regulamentado neste semestre e deve ser implantado a partir de 2020”, declarou Alfred Szwarc, consultor de Emissões e Tecnologia da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

O programa é visto como peça-chave para o país cumprir as metas climáticas assumidas no Acordo de Paris, que prevê redução de 43% das emissões de gases estufa tendo 2005 como ano-base. “É fundamental, ele veio justamente para isso, dar um norte para a cadeia de produção e o etanol pode servir como um dos pilares no setor de transportes [que representa 1/3 da demanda energética]”, diz.

Uma das metas é dobrar para mais de 50 bilhões de litros a produção anual de etanol até 2030 (hoje na casa dos 26 bi) e emitir certificados de carbonos comprados pelas poluidores.

Segundo Szwarc, para sua regulamentação e implantação, o projeto precisa estar alinhado ao Rota 2030, que ainda não está pronto, mas deve ser anunciado em breve. O Rota 2030, voltado às montadoras, vai estipular uma série de metas de eficiência energética e segurança para os próximos 15 anos, além de conceder incentivos fiscais. No primeiro de três ciclos, a expectativa é que a eficiência dos automóveis de passeio melhore 12% –rendam mais sem ficar mais fracos.

“Com esses dois [programas], um na produção e outro na execução, o Brasil vai chegar a gestão eficiente da bionergia”, completa Szwarc.

Com emissão de CO2 que varia de 70% a 90% menos que a gasolina, de acordo com diversos estudos e o mercado consolidado, o etanol da cana-de-açúcar pode representar uma ponte sustentável até que os carros elétricos evoluam e se tornem competitivos.

Para o coordenador de Clima e Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, “o grosso da transição” dos motores a combustão interna no país viria do álcool e do biodiesel. Como bom sinal, ele lembrou da lei sancionada em janeiro pela Prefeitura de São Paulo, que prevê reduções de COde 50% em 10 anos e 100% em 20 anos na frota de ônibus.

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Fonte: Metro Jornal

ANP unificará regras de biocombustíveis

Ideia é consolidar as normas para produção de etanol e biodiesel e inserir o biometano, que ainda não está regulamentado

A fim de simplificar o processo de regulação e atrair mais investimentos para a produção brasileira de biocombustíveis, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está analisando a possibilidade de unificar o marco regulatório do etanol, do biodiesel e do biometano. Por isso, abriu uma consulta pública para receber propostas sobre o tema. As contribuições podem ser enviadas até o próximo dia 16, para que uma audiência pública debata o assunto em 22 de março.

“A consulta tem como proposta a simplificação regulatória e a minimização de barreiras para o exercício desta atividade, atraindo investimentos para a expansão dos biocombustíveis na matriz energética nacional”, informou a ANP, que pretende levar as propostas recebidas da sociedade civil para avaliação e possível incorporação da sua área técnica, antes de submeter o texto da nova regulamentação a sua diretoria.

Enquanto isso, a minuta de resolução elaborada pela ANP “propõe a unificação do marco regulatório de biocombustíveis (biodiesel, biometano e etanol) com vistas à simplificação administrativa, minimização de barreiras ao investimento e redução de custos impostos pela regulação”. A intenção é consolidar as normas impostas aos produtores de etanol e biodiesel e inserir a produção de biometano, que ainda não é regulamentada oficialmente, nas atividades vistoriadas pela ANP. E, assim, criar um marco legal único que favoreça a produção dos biocombustíveis no Brasil.

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Aprobio participa de evento sobre Renovabio na FGV Energia

O diretor-superintendente da Aprobio, Julio Cesar Minelli, participou na tarde desta quinta-feira (1/2), na sede da FGV Rio, do “RenovaBio – Próximos passos”, um evento organizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A iniciativa serviu para debater os próximos passos da implementação do RenovaBio.

Durante o encontro, o secretário o Secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix, informou que o Governo Federal deve assinar o decreto de regulamentação até junho, dando início à primeira etapa de implantação do programa. O RenovaBio deve começar a funcionar efetivamente em 2019.

Julio Minelli cumprimenta o Diretor da ANP – Aurélio Amaral ao final do evento

O evento contou com representantes do setor público, privado, acadêmico e da sociedade civil.  “Ficamos orgulhosos pela participação do setor desde as primeiras discussões desse programa inovador, e vemos com alegria a velocidade com que ele virou lei”, afirmou Minelli. Segundo ele, as ações para implementar o RenovaBio, sobretudo o trabalho do MME, da ANP e da EPE apenas ressaltam o comprometimento de todos com essa iniciativa. “O processo foi muito bem conduzido e o setor produtor se manterá mobilizado para contribuir ainda mais para o desenvolvimento de um país com mais sustentabilidade” completou o diretor-superintendente da Aprobio.

O RenovaBio tem como principal objetivo traçar uma diretriz conjunta para reconhecimento do papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz energética nacional, tanto para a segurança energética quanto para mitigação de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa.

Perspectivas para o setor de biocombustíveis do Brasil em 2018

O ano de 2017 foi muito importante para o setor de biocombustíveis no Brasil, com a promulgação da Lei nº 13.576, de 26 de dezembro de 2017, que dispõe sobre a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Esta nova Política, integrante da política energética nacional, tem como um dos seus objetivos promover a adequada expansão da produção e do uso de biocombustíveis no país, com ênfase na regularidade do abastecimento de combustíveis.

Desta forma, o RenovaBio propiciará a previsibilidade necessária para a participação competitiva dos biocombustíveis no mercado nacional de combustíveis, contribuindo para a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa e com os compromissos do Brasil no âmbito do Acordo de Paris (COP21).

Neste cenário, são grandes as expectativas do setor para o ano de 2018, sendo que ainda existem ações necessárias a serem desenvolvidas para a regulamentação da Lei nº 13.576/2017. Há a necessidade, por exemplo, de definição, em legislação específica, da atuação de diferentes agentes governamentais.

Além disso, deve-se ter também regulamento específico para o processo de credenciamento das firmas inspetoras; para os critérios, procedimentos e responsabilidades para concessão, renovação, suspensão e cancelamento do Certificado da Produção Eficiente de Biocombustíveis; e para a emissão, o vencimento, a distribuição, a custódia, a negociação e os demais aspectos relacionados aos CBIO (Créditos de Descarbonização), entre outros.

Ainda no escopo da Lei do RenovaBio, a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) vem trabalhando, em 2018, em uma série de modelos matemáticos que subsidiarão o Ministério de Minas e Energia em aspectos relacionados às metas de descarbonização e ao preço do CBIO, bem como seus impactos socioambientais, na qualidade do ar, nos custos relacionados à saúde, na geração de empregos, renda e atividade econômica, além dos investimentos necessários em unidades produtivas e no setor agrícola.

Em relação especificamente ao setor sucroenergético, a cana-de-açúcar continua sendo a principal matéria-prima utilizada na produção de etanol. A safra de 2018/19 deve ser similar àquela observada no ciclo 2017/18, com uma produção de cana em torno de 640 milhões de toneladas. Há previsão de um mix de produção favorável ao etanol, em função, principalmente, da queda do preço do açúcar no mercado internacional. Importante destacar os avanços que se esperam em 2018 na utilização da cana energia, bem como a continuidade nas tentativas de solução de alguns impasses ainda existentes para a produção de etanol de segunda geração.

etanol proveniente do milho tem se tornado cada vez mais relevante para o país. Sua produção cresceu de 140 milhões de litros em 2015 para 480 milhões de litros em 2017. A ociosidade das destilarias na entressafra da cana-de-açúcar pode ser reduzida pela produção do etanol proveniente do milho, além de adicionar um novo produto para comercialização, o DDG – Dried Distillers Grains. Além disso, reduz os excedentes de produção de milho na região Centro-Oeste do país, evitando a pressão dos preços do milho para baixo e os elevados custos com o transporte do grão para os portos. Para o ano de 2018, projeta-se que a produção de etanol de milho seja da ordem de 700 milhões de litros.

O ano de 2017 apresentou volumes importantes de importação de etanol, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Em 01/09/17, a Portaria Secex nº 32, estabeleceu os critérios para alocação de cota para importação de etanol isenta de imposto de importação, determinada pela Resolução Camex n0 72, de 31/08/17. A decisão de isenção do imposto de importação para o etanol é limitada a cota de 1,2 bilhão de litros, por um período de 24 meses. Também ficou estabelecido que a importação com tarifa zero não pode ultrapassar o volume de 150 milhões de litros por trimestre. Apesar da publicação desta Portaria e da queda dos preços do açúcar no mercado internacional, a expectativa para 2018 é ainda de importações significativas de etanol pelo Brasil. Alguns dos motivos que levam a esta expectativa são: a produção nacional de cana-de-açúcar na safra 2018/19 em patamares similares ao da safra anterior e a grande produção de etanol de milho nos EUA, o que obriga este país a destinar seu excedente para outros mercados, sendo o Brasil um dos principais destinos.

Em relação à bioeletricidade, a capacidade instalada das plantas à biomassa que atendem o Sistema Interligado Nacional alcançou 13 GW em 2017. O bagaço de cana foi o principal combustível utilizado na geração das usinas movidas à biomassa, com 85% do total. Para 2018, espera-se que o setor sucroenergético continue incrementando a inserção da bioeletricidade na matriz elétrica brasileira.

Avanços importantes também ocorrerão no setor de biodiesel em 2018. O percentual obrigatório de 10% de adição de biodiesel ao diesel passará a vigorar a partir de 1º de março. Esta decisão foi tomada durante reunião extraordinária do CNPE, realizada em 9/11/17. O B10 fará sua estreia oficial no Leilão 59, que acontecerá em fevereiro deste ano. Estima-se que a produção de biodiesel em 2018 seja superior a 5 bilhões de litros.

Merece destaque ainda a crescente participação do biogás na matriz energética nacional, resultado dos avanços legais ocorridos nos últimos anos, sobretudo os relacionados à geração distribuída. Além disso, a Resolução nº 685 da ANP, de junho de 2017, estabeleceu especificações para o biometano oriundo de aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto, regulamentando seu uso como combustível veicular. Em setembro, o despacho n° 1084 da ANP, pela primeira vez, permitiu a comercialização do biometano oriundo desta fonte. Fruto destes avanços espera-se para 2018 uma participação ainda maior do biogás e do biometano na matriz energética do país.

Por fim, a Organização da Aviação Civil Internacional estabeleceu acordos de redução de emissões com as empresas aéreas. Atualmente, o BioQAV (bioquerosene para aviação) pode representar até 10% na mistura de combustíveis para abastecimento de aviões. No Brasil, o BioQAV poderá vir a ser obtido, principalmente, através da cana ou da macaúba, sendo esta última uma fonte de grande potencial. Espera-se que nos próximos anos, com a maturidade da tecnologia de obtenção do BioQAV, o biocombustível possa tornar-se competitivo em relação ao derivado fóssil.

Assim, o ano de 2017 apresentou grandes avanços para o setor de biocombustíveis do país. Muitos dos frutos provenientes das ações empreendidas começam a ser colhidos a partir de 2018, atraindo investimentos, crescimento econômico e geração de emprego e renda. Os acordos internacionais sobre o clima e a promulgação de leis como o RenovaBio pavimentam um espaço ainda maior para os biocombustíveis no setor energético brasileiro

Artigo de José Mauro Ferreira Coelho é diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Fonte: Revista Canavieiros, janeiro/2018 – compartilhado pelo portal BrasilAgro

Livreto sobre oportunidades para o setor de combustíveis disponível em inglês

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está divulgando em seu portal a versão em inglês do livreto “Oportunidades na Produção e no Abastecimento de Combustíveis no Brasil”, publicado em novembro de 2017. O livreto apresenta a infraestrutura existente no País e mostra as possibilidades para o setor no cenário atual, marcado por diversas iniciativas governamentais e regulatórias voltadas para o incentivo à livre concorrência, ao acesso e ao aumento dos investimentos privados.

A publicação traz um panorama do setor de abastecimento no Brasil e as oportunidades na infraestrutura para oferta interna de combustíveis e derivados, na produção de derivados e biocombustíveis, bem como na infraestrutura de importação, movimentação e logística de abastecimento de combustíveis e derivados de petróleo.

Veja aqui as versões em inglês e português.

Fonte: ANP

Pequenas refinarias dos EUA buscam isenções em biocombustíveis

Os pedidos, feitos à Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês), aumentam a pressão sobre o governo do presidente Donald Trump

Nova York – Mais de duas dúzias de pequenas refinarias dos Estados Unidos estão buscando isenções da lei de biocombustíveis do país, um número anormalmente elevado que reflete a crescente resistência da indústria do petróleo ao programa, de acordo com fontes com conhecimento do tema.

Os pedidos, feitos à Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês), aumentam a pressão sobre o governo do presidente Donald Trump para ajudar uma indústria que se queixa que o Padrão de Combustível Renovável dos EUA (RFS, em inglês) custa bilhões de dólares ao ano ao exigir que refinarias misturem crescentes volumes de biocombustíveis, como etanol produzido do milho, na gasolina e diesel do país.

A Philadelphia Energy Solutions, maior refinaria da Costa Leste dos EUA, declarou falência na segunda-feira e culpou o programa por suas dificuldades financeiras.

Enquanto a Casa Branca e o chefe da EPA, Scott Pruitt, expressam preocupações com refinarias e mediam conversas entre representantes da indústria e o lobby do etanol, até o momento se aliaram em grande parte com Estados produtores de milho onde há ampla maioria republicana.

As fontes disseram que a EPA está atualmente revisando 27 pedidos de isenções de pequenas refinarias, cobrindo diversos anos. Elas disseram que mais refinarias fizeram pedidos neste ano do que o comum, encorajadas pela postura anti-regulatória do governo Trump, assim como decisões judiciais recentes que ampliaram os critérios da EPA para garantir isenções.

A EPA possui a autoridade para isentar do programa refinarias com capacidade inferior a 75 mil barris ao dia caso a companhia possa comprovar dificuldades financeiras, mas a agência foi relutante em fazer isso no passado.

Nos quatro anos até 2016, a EPA isentou um total de 29 pequenas refinarias – menos do que oito ao ano em média, de acordo com dados fornecidos à Reuters pela EPA em resposta ao pedido da lei de liberdade de informação.

Há 53 refinarias nos Estados Unidos com capacidade de menos de 75 mil barris ao dia, e seus proprietários incluem algumas das maiores companhias de petróleo do país, como a Chevron e a Andeavor (no passado Tesoro).

Um porta-voz da EPA se negou a comentar.

Fonte: Reuters

ANP completa 20 anos em momento de nova abertura do setor

A ANP completa 20 anos de existência em um momento de profundas transformações em seu mercado regulado. A criação da Agência se deu pelo Decreto nº 2.455, de 14 de janeiro 1998, e já estava prevista na Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997. Conhecida como Lei do Petróleo, ela instituiu o fim do monopólio da Petrobras e, consequentemente, a abertura do mercado, nas atividades de pesquisa, exploração, produção e refino de petróleo/gás natural. Essas atividades continuaram a ser monopólio da União, mas passaram a poder ser exercidas por outras empresas, mediante concessão, autorização ou, mais tarde, contratação sob o regime de partilha de produção, e com regulação e fiscalização da ANP, que tem como foco a defesa dos interesses da sociedade brasileira.

Hoje, o setor passa por uma nova abertura, pelo aprimoramento regulatório promovido pela ANP, por mudanças na legislação para o setor e pela criação de programas no âmbito federal para estimular investimentos e a entrada de novos agentes em todas as etapas da cadeia de produção. A partir dessa janela de oportunidades que vive o País, a ANP vem intensificando ações de modo a incentivar e destravar investimentos, tais como:

– Realização das rodadas de licitações;
– Início da oferta permanente de áreas;
– Aprimoramento dos contratos de concessão;
– Estímulo à a extensão da vida útil dos campos de petróleo e gás
– Estímulo ao desenvolvimento de um mercado de gás natural que atenda aos interesses da sociedade;
– Fomento a investimentos na produção, distribuição e revenda de derivados de petróleo e biocombustíveis.

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Fonte: ANP

RenovaBio representa avanço para setor de biocombustíveis de MT

Pioneiro na produção de etanol de milho no Brasil desde 2013 com a instalação da primeira unidade da Usimat em Campos de Júlio e com uma nova usina inaugurada há menos de 4 meses pela FS Bioenergia, em Lucas do Rio Verde, com produção exclusivamente de etanol de milho, e cuja previsão da planta é produzir 240 milhões de litros do biocombustível ao ano, o setor empresarial de Mato Grosso comemorou a sanção nesta quarta-feira (27), da lei que cria a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Para o presidente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado de Mato Grosso (Sindalcool/MT), Silvio Cezar Pereira Rangel, a lei passa a ser um marco histórico do setor de biocombustíveis, pois da previsibilidade aos investimentos de forma sustentável. “É uma inovação do Brasil para questões ambientais, quanto à redução das emissões de gases de efeito estufa e econômicas da produção de combustíveis renováveis no país, tornando ainda mais competitivo”, afirma.

“A lei será um divisor de águas, pois pela primeira vez vamos ter uma política pública clara voltada ao nosso setor no Brasil. É importante esclarecer que o país vai adotar estratégias de incentivo à adoção de novas tecnologias sem qualquer tipo de incentivo fiscal, subsídios ou criação de mais tributos”, explica.

Apesar de ter vetado a previsão de que a meta de cada distribuidor de combustível poderia ser reduzida mediante aquisição de biocombustíveis de produtores do Nordeste, Amazônia e Centro-Oeste, o que favoreceria os produtores mato-grossenses, a iniciativa do presidente Michel Temer ainda é vista com boas expectativas para 2018.

A lei prevê, por exemplo, a criação de metas compulsórias para redução das emissões de gases de efeito estufa para distribuidoras de combustíveis e a adição obrigatória de biocombustíveis a combustíveis fósseis. Santos explica que para a nova política se solidificar, vai ser necessário atuar a partir de janeiro já na regulamentação da lei, que vai criar certificados para quem opera com biocombustível a partir de 2019.

“Por meio de uma série de critérios, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) vai definir um valor para as empresas pela produção ambientalmente correta, com análise de toda a cadeia produtiva, com isso, a produtora de biocombustível etanol ou biodiesel vai vender para operadores de combustível fóssil, basicamente distribuidoras. Além do impacto ambiental positivo, a venda do certificado (CBIO) vai permitir ganho financeiro ao setor que é um dos mais antigos e desprestigiados entre as commodities brasileiras”, diz o presidente.

Em artigo publicado por Plínio Nastari, doutor em economia, presidente da consultoria Datagro e representante da sociedade civil no CNPE, o RenovaBio foi formulado pelo conselho ouvindo todos os setores de governo, da sociedade civil e as áreas privadas envolvidas. “Raras vezes se viu tanta convergência e adesão a um programa de governo, com mais de 50 manifestações formais de entidades setoriais e representativas da sociedade”.

Tudo isso porque as propostas representam a oportunidade de atender simultaneamente a objetivos das políticas energética, ambiental e industrial, aproveitando o potencial do setor agroindustrial. “É a chance de induzir um retorno dos ganhos de eficiência agroindustrial no setor da cana e o aproveitamento da crescente produção de milho para a produção de etanol e de soja para o biodiesel. Esse é o caminho da geração de empregos, do efeito multiplicador de renda, da maior arrecadação de impostos e do desenvolvimento descentralizado, e não do dispêndio com importação de derivados, em que não é gerado o mesmo efeito multiplicador”, afirma Nastari.

Meio ambiente x economia

Outro ponto positivo com a regulamentação do RenovaBio é a consolidação da posição positiva do Brasil em biocombustíveis como estratégia nacional frente as metas assumidas na Conferência Mundial do Clima (COP) COP-21, em Paris, e repactuadas na COP-23 deste ano, em Bonn, na Alemanha.

“A Europa anunciou que vai abolir os combustíveis fósseis até 2030, o Banco Mundial já avisou que não financiará mais o petróleo a partir de 2020, este é sem dúvida um caminho sem volta que os países terão de buscar resolver”, afirma.

Para o presidente Silvio Rangel, o combustível ambientalmente correto tem que ter um preço competitivo e compatível com o mercado. “É por isso que temos de criar meios para que o etanol e o biodiesel alcancem esse patamar não só no mercado interno, também no externo, a partir de uma cadeia produtiva sustentável desde o seu plantio que hoje exige planejamento mínimo de 20 anos”.

Rangel explica ainda que ao contrário da safra do milho que leva alguns meses para ser colhida e mesmo ser substituída por outra cultura, caso não dê certo, a cana precisa de no mínimo 12 a 18 meses para a primeira colheita, são 5 ou 6 anos plantada para evitar prejuízos ao produtor.

“Se olharmos na linha histórica, este é o setor mais antigo da economia brasileira, que é endeusado e abandonado sucessivamente. A maior crise que enfrentamos sem dúvida foi no governo Dilma, quando o uso político da Petrobras que regulava os preços dos combustíveis sem levar em conta o mercado, provocando o fechamento de 87 empresas das 457 no país, ou seja, mais de 20% não resistiram e fecharam as portas ou pararam de produzir etanol”.

De acordo com Silvio, mesmo ainda em fase embrionária de implantação do RenovaBio, Mato Grosso já sentirá os efeitos em curto prazo. “Será importante para nosso estado, pois possibilitará agregar mais valor nas matérias primas aqui já produzidas. É um primeiro passo para atender as necessidades do setor”, pontua.

O incentivo à produção de biocombustível começou com o Programa Nacional do Álcool (Pró-Álcool) em substituição em larga escala aos combustíveis veiculares derivados de petróleo em razão da crise do petróleo a partir de 1975. Mas ele teve fim em 1990, quando 90% dos veículos brasileiros já estavam nessa nova tecnologia e o setor amargou uma crise gerando escassez do produto. A retomada ocorreu novamente em 2003, com a tecnologia do carro flex, mas seguiu timidamente até este ano com as discussões em torno do RenovaBio.

Fonte: Folhamax

Renovabio é destaque em imprensa internacional

O presidente brasileiro Michel Temer aprovou uma legislação que cria o RenovaBio, uma nova política nacional de biocombustíveis. A lei foi publicada no boletim federal oficial do Brasil em 26 de dezembro. O Senado brasileiro  aprovou o projeto de lei  em 12 de dezembro.

Confira aqui  e aqui a íntegra das publicações em inglês.

Fonte: Biodiesel Magazine

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