Testes confirmam eficiência do diesel com 10% de biodiesel, diz governo

Resultados para o chamado B10 foram divulgados nesta semana pelo Ministério de Minas e Energia

A mistura de 10% de biodiesel no disel derivado de petróleo foi aprovada após testes de eficiência realizados com diversos modelos de veículos e sistemas de motorização no Brasil. As avaliações foram feitas, em sua maioria, ao longo do ano passado, mas os resultados foram divulgados só nesta semana pelo Ministério de Minas e energia (MME).

O chamado combustível B10 passou a ser adotado em março deste ano, antecipando em um ano o cronograma de aplicação da legislação que prevê o aumento gradual da mistura do diesel renovável. Segundo o MME, os testes foram possível a partir de um arranjo entre produtores e distribuidores de combustíveis e fabricantes de peças, sistemas, motores e veículos.

A definição do combustível a ser utilizado se baseou no histórico de matéria-primas utilizadas no mercado brasileiro. O primeiro padrão testado considerou o biocombustível feito exclusivamente de soja. O segundo incluiu na composição 30% de gordura animal, especialmente o sebo bovino.

“Não houve qualquer problema reportado pelas empresas durante seus ensaios dentro da planilha de testes previamente aprovada”, diz o documento oficial.

O relatório ressalta ainda que a manutenção da qualidade do biodiesel a ser utilizado no Brasil depende da aplicação consistente de regras de boas práticas em todas as fases da produção.

 Fonte: Globo Rural

MME apresenta resultados dos testes com misturas de B10

Estudos avaliam a eficiência e o impacto em motores e veículos

O Ministério de Minas e Energia (MME) concluiu o relatório dos testes para validação da utilização de misturas com Biodiesel B10 em motores e veículos. O percentual foi adotado em março de 2018, quando o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu antecipar em um ano a composição de 10% de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B10). Os estudos avaliam a eficiência e o impacto nos motores do aumento na concentração de biodiesel para 10%.

Os testes foram programados no âmbito do Grupo de Trabalho criado pela Portaria MME nº 262, de 2016. Tiveram seu início, em sua maioria, ao longo de 2017. A definição do biodiesel utilizado nos testes considerou o histórico do perfil de matérias-primas utilizadas. Assim, foram definidos dois padrões de matéria-prima que representam o biodiesel brasileiro. O primeiro é o biodiesel produzido exclusivamente com óleo de soja. O segundo incorpora em sua composição 30% de gordura animal, principalmente o sebo bovino.

O fornecimento do biodiesel para as misturas foi realizado por usinas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a produção de biodiesel e que já operam regularmente no fornecimento de biodiesel para a mistura obrigatória. Logo, o biodiesel utilizado nos testes representa bem o biocombustível distribuído no país.

As empresas que executaram os testes tiveram seus resultados aprovados na aplicação com os diferentes sistemas, motores, equipamentos e veículos. Segundo o relatório, não houve qualquer problema reportado pelas empresas durante seus ensaios dentro da planilha de testes previamente aprovada.

Confira o Relatório completo aqui.

Fonte: MME

Produção de biodiesel deve ser de 5 bilhões de litros em 2018

Determinação do CNPE impulsiona o mercado deste biocombustível.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, em março, a medida que determina o aumento de 10% de biodiesel (B10) na mistura com o óleo diesel. Essa decisão trouxe para o mercado uma expectativa de, pela primeira vez, alcançar o patamar de 5 bilhões de litros ainda neste ano, de acordo com a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio).

Para o gerente de negócios para biodiesel da Camlin Fine Sciences (CFS), Frederico Sakson, o biodiesel impactará na geração de empregos, na redução das importações de diesel, na agricultura familiar, no uso da capacidade instalada e na redução das emissões de CO2. O produto que é um biocombustível produzido a partir de óleos vegetais como soja, girassol, canola, residuais e gorduras animais, como o sebo bovino e aviário.

A mistura que, atualmente é de 10%, aumentará a produção de biodiesel em 25% este ano com relação a 2017. Por isso, o volume de produção do biodiesel deve chegar a aproximadamente 5,4 bilhões de litros, frente aos 4,2 bilhões de litros no ano passado. Com o B10 o Brasil se consolida como o 2º maior produtor e consumidor de biodiesel, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Utilização no Brasil

Frederico destaca que o biodiesel vem sendo utilizado desde janeiro de 2008, devido a Lei Federal nº 11.907, aprovada em 2005, que obrigou todo diesel ser composto de 2% de biodiesel. Em 2013 a composição obrigatória passou para pelo menos 5%.

No dia 11 de abril foi realizado o 60º Leilão do biodiesel, quando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) arrematou 928,138 milhões de litros de biodiesel, dos quais 927,693 milhões de litros foram para a mistura obrigatória. As negociações giraram em torno de R$ 2,25 milhões.

Vantagens

Em relação ao óleo diesel comum a principal vantagem do biodiesel é que ele é obtido a partir de fontes renováveis, sendo cem vezes mais biodegradável e não tóxico. Ele emite 98% menos CO2 do que o petróleo e não produz fumaça preta, nem odores desagradáveis como explica Sakson.

“O consumo interno de diesel no Brasil é de 54,5 bilhões de litros por ano. Desse total, são importados 23% (13 bilhões de litros por ano) do diesel consumido internamente. A preços atuais, a produção e o consumo de 5,4 bilhões de litros de biodiesel em 2018 equivale a economia de cerca de US$ 2,8 bilhões na balança comercial brasileira, pois cada litro de biodiesel substitui um litro de diesel de petróleo”, diz.

Um estudo, em conjunto, da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) e da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja-MT) descobriu que trocar o diesel de petróleo pelo biocombustível pode diminuir a poluição entre 65% e 72%.

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Fonte: Revista Mineração e Sustentabilidade

Biodiesel a 10% vai proporcionar receita de R$ 3,5 bi a usinas em 2018

São Paulo, 27 – A elevação do porcentual de 8% para 10% de biodiesel no diesel comercializado no Brasil deve proporcionar uma demanda adicional pelo biocombustível de 1,3 milhão de metros cúbicos já em 2018. Em receita, isso equivale a R$ 3,5 bilhões, segundo estimativa da consultoria Terrafirma. A nova mistura do biocombustível ao diesel está em vigor a partir deste mês, com a regulamentação da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

A alteração no mix, antecipada em um ano pelo governo, deve ainda elevar a demanda dos atuais 4,4 milhões para 7,5 milhões de metros cúbicos/ano entre 2017 e 2030. A receita média do segmento passaria, portanto, de R$ 11,5 bilhões para R$ 19,6 bilhões/ano no período. A consultoria pondera que a projeção considera o uso do biocombustível apenas para a composição da mistura de 10% definida por lei.

Conforme a Terrafirma, a mudança vai gerar ao setor uma receita adicional às usinas produtoras de R$ 8 bilhões no acumulado de 2017 a 2030. Mesmo com a elevação na demanda, não serão necessários novos investimentos em capacidade, que atualmente é de 7,8 milhões de metro cúbicos/ano e, mesmo no cenário pós-regulamentação, deve atingir o limite só em 2037.

Fonte: Estadão Conteúdo

Malásia: implementação do B10 será capaz de aumentar produção de biodiesel no país

KUALA LUMPUR – “Estimativas apontam que a chegada do B10 (10% de biodiesel ao diesel) pode ajudar a estimular a produção de biodiesel na Malásia, elevando as atuais 700 mil toneladas para cerca de um milhão de toneladas produzidas por ano. Isso se deve principalmente ao aumento da demanda do setor de transportes”, ressaltou o presidente da Associação Malásia do Biodiesel, UR Unnithan.

Ainda de acordo com Unnithan, o mandato provavelmente será executado pelo país após as próximas eleições gerais. O B10 consiste em uma mistura de 10% de éster metílico de óleo de palma e 90% de diesel comum. “Acreditamos que este é o melhor momento (para a implementação do B10), uma vez que o preço do petróleo bruto é de cerca de US $ 60 por barril”.

Unnithan, que também é o fundador e diretor executivo do Sumwin Global Group, enfatizou que o governo deveria acelerar o uso de misturas de biodiesel, para apoiar a indústria do óleo de palma.

“O uso de um volume maior de biodiesel proporcionará suporte aos preços do óleo de palma, o que é bom para toda a indústria, incluindo os pequenos agricultores, parte mais afetada quando os preços caem”, disse ele.

Unnithan afirma ainda que há uma resistência mínima, mas isso não deverá impedir a implementação da nova mistura. “Inicialmente, houve alguns problemas com os fabricantes de veículos, alegando que isso afetaria na garantia do motor e eles precisavam de mais testes, mas muito trabalho e discussões já foram feitas em relação a isso”.

A Associação Malásia de Biodiesel tem 17 membros com uma capacidade total de produção de 2,1 milhões de toneladas por ano.

Clique aqui para acessar a publicação original.

Fonte: BH Online

Brazil implements B10 mandate a year ahead of schedule

Brazil’s nationwide biodiesel mandate has increased from 8 to 10 percent on March 1, according to the Ministry of Mines and Energy. The National Energy Policy Council approved the increase in December, one year ahead of schedule. The mandate increase was signed into law March 2016 and was expected to increase by 1 percent a year through 2019, from 7 to 10 percent.

The ministry stated that increasing the blend mandate from 8 to 10 percent will grow biodiesel demand in Brazil this year by 1 billion liters (more than 264 million gallons). Estimated total biodiesel consumption in 2018 is expected to reach 5.3 billion liters (1.4 billion gallons), according to the ministry announcement.

The March 1 start date coincides with the onset of the soybean harvest in Brazil, thereby ensuring adequate supply of soybean oil feedstock.

Fonte: Biodiesel Magazine

Percentual obrigatório de biodiesel passa para 10%

A partir desta quinta-feira (1/3) começou a valer a composição de 10% de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B10). O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura em dezembro de 2017, antecipando em um ano, o prazo máximo determinado pela Lei nº 13.263/16.

Com o B10, a expectativa é que demanda do biodiesel cresça em 1 bilhão de litros neste ano. A estimativa de consumo é de 5,3 bilhões de litros em 2018. A adoção do novo percentual no mês março coincide com o início da safra da soja (principal matéria-prima), melhor período em termos de abundância de oferta.

O aumento na mistura entrou em vigor em março do ano passado, após aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em dezembro de 2016. Até então, o percentual da mistura era de 7%. Na ocasião, o CNPE definiu a elevação de 8% no percentual para março do ano passado e 9% para março de 2018.

O percentual de 10% só começaria a valer a partir de março do próximo ano. Mas, em novembro, o CNPE decidiu antecipar a elevação, determinando que ela passasse a valer a partir deste 1º de março.

A iniciativa também abre espaço para a redução das importações de óleo diesel, agrega valor na agroindústria do biodiesel, com relação direta com outras agroindústrias (grãos, oleaginosas, carnes) e induz a melhora da pauta de exportação do agronegócio (produtos processados ao invés de in natura).

Fonte: MME e EBC Notícias

Aprobio celebra a chegada do B10

Brinde pela chegada do B10 e RenovaBio em evento organizado pela Aprobio para homenagear o Presidente do CNPE e Ministro de Minas e Energia – Fernando Coelho Filho – no último dia 27/02. Na imagem temos, da esquerda para a direita: Erasmo Carlos Battistella, Ministro Coelho Filho, Deputado Evandro Gussi, Diego Ferrés, Senador Valdir Raupp, José Wagner dos Santos

B10 está chegando e a demanda por soja aumentando

Para este mês de março, o Brasil passará a ter no óleo diesel de petróleo, a mistura de 10 % de biocombustíveis não fósseis. Segundo a Abiove, o acréscimo percentual de 8 para 10, representará um incremento na demanda por biodiesel de quase 30 %.

Com a alteração, a demanda passará para quase 6 bilhões de litros de combustível vindo de fontes renováveis, sendo 80 % originário da soja.  Isso representa uma necessidade de produzir cerca de 4 milhões de toneladas de óleo de soja bruto, somente para atender a produção de diesel brasileira neste ano. Além dos ganhos ambientais, estima-se uma economia em divisas na ordem de U$ 2,2 bilhões.

Embora o biodiesel possa ser obtido de diversas espécies vegetais, nenhuma tem condições de produção em grande escala com eficiência igual a sojicultura. Para contribuir com a oferta brasileira, a região do MATOPIBA e Pará produzirá 16,5 milhões de toneladas de soja nesta safra, representando mais de 10 % da produção nacional.

Apesar de um ambiente onde se emprega altas tecnologias no campo, o desafio de elevar produtividades continua presente. A prova são as médias regionais, sendo 54 sc/ha na última safra na Bahia, enquanto diversos sojicultores colheram próximo das 100 sacas por hectare.

Dentre os desafios para o sucesso das lavouras, estão a semente e a plantabilidade, reforça Celito Missio, presidente da Aprosem. Para atendermos a demanda crescente por soja, o caminho mais eficiente é a busca por incrementos na produtividade. Neste contexto, uma lavoura bem formada, dará mais segurança para o manejo, de forma a aproveitar ao máximo seu potencial produtivo.

Fonte: Aprosem

Produção brasileira de soja pode superar expectativas, mas aumento das demandas interna e externa equilibrariam mercado

O Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Sávio Pereira, conversou com o Notícias Agrícolas para destacar as perspectivas do ministério em relação à atual safra de grãos do país.

A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) divulgou sua perspectiva de 226 milhões de toneladas para 2017/18. Contudo, o atraso no plantio de soja poderá trazer consequências para o plantio de milho safrinha, como destaca Pereira. Por outro lado, a situação de chuvas nesta safra, em geral, é boa, o que abre espaço para bons rendimentos.

Ele lembra que, embora o número divulgado pela Conab seja inferior à 2016/17, é importante ressaltar que a situação climática do ano anterior foi “uma das melhores dos últimos 20 anos”. As perspectivas para 2017/18, porém, ainda são grandes – aparentemente, o fenômeno La Niña não deve trazer grandes problemas para o número total da safra, embora seja “difícil prever o futuro”.

Dois efeitos são os principais responsáveis pela queda da safra: a redução na área de milho na primeira safra em função da queda dos preços, o que leva a uma transferência para a área de soja e, consequentemente, uma menor produtividade, como é típico do cultivo em relação ao cereal; e a área a ser plantada de milho safrinha, que ainda é uma incógnita.

Ele salienta ainda que o Brasil não corre o risco de ter um problema de desabastecimento e que o Brasil segue sendo o segundo maior exportador mundial de milho, com a perspectiva de 30 milhões de toneladas para este ano comercial. A soja, por sua vez, que tem uma projeção de 109 milhões de toneladas por parte da Conab, segue beneficiada pela demanda crescente por parte da China e pelo B-10, que será implementado no próximo ano, implicando em uma adição de 10% de biodiesel no combustível comum.

Clique aqui para continuar lendo e assistir a reportagem.

Fonte: Notícias Agrícolas

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