Nova medida exige mais combustível verde na bomba

Desde o dia 1º de março, a mistura obrigatória de biodiesel no diesel de petróleo passou de 8% (B8) para 10% (B10). A medida foi aprovada no final de 2017 pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão presidido pelo Ministério de Minas e Energia, que antecipou em um ano o percentual determinado pela Lei nº 13.263/16.

A medida deverá ter impactos no mercado de óleo de soja, uma vez que a oleaginosa responde por cerca de 80% da matéria-prima utilizada na composição do combustível verde, seguida pelo sebo bovino, outros óleos vegetais (palma, algodão etc.) e até óleo de fritura reutilizado. A expectativa da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) é que a demanda por biodiesel aumente 1,3 bilhão de litros, saltando dos 4,3 bilhões de litros consumidos em 2017, para mais de 5,6 bilhões de litros. Segundo a entidade, o consumo de óleo de soja utilizado na fabricação de biodiesel passará de 2,9 milhões de toneladas para 3,7 milhões de toneladas. Da mesma forma, a demanda pelo grão da oleaginosa para esmagamento aumentará de 14,5 milhões de toneladas para 18,5 milhões de ton.

De acordo com o diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Júlio Minelli, o aumento na demanda de biodiesel deve impactar a valorização da soja. “Não acreditamos num impacto direto no preço dessa commodity, mas na possibilidade de dar oportunidade de ter mais industrialização do grão e assim colaborar com a a reversão da tendência de exportar grão sem processá-lo”, observa. “Ao deixar de industrializar a soja, deixamos de agregar valor”, completa.

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Fonte: FAEP – Paraná Portal

APROBIO defende começo da mistura B11 em março de 2019

Brasília (DF), 28 de março de 2018 – O diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO), Julio Cesar Minelli, apresentou nesta quarta-feira (28), na 5ª reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB) no Ministério de Minas e Energia, proposta de definição de um cronograma de implantação do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil do atual B10 para, progressivamente, até o B15, por deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), conforme legislação. A sugestão é que março de 2019 seja a data inicial já com B11. “Podemos pensar em aumento de um ponto percentual a cada ano, até chegarmos ao B15 em cinco anos”, diz. A proposta, que seria apresentada ao CNPE, visa que todos os agentes estejam, desde já, com a devida previsibilidade e incluída em seus planos de investimento.

 

Na reunião, foram também apresentados resultados sobre a implantação inicial do B10, que foram considerados positivos em testes de motores realizados por várias empresas e, que segundo informações das distribuidoras, correu bem. Representantes dos distribuidores e produtores também apresentaram suas projeções de oferta e demanda para o ano, levando em conta alguns cenários econômicos com crescimentos diferentes do Produto Interno Bruto (PIB).

 

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) também fez a sua apresentação, apresentando dados gerais e dos últimos leilões. Pela APROBIO, Minelli voltou a reafirmar que o setor está preparado para fornecer biodiesel, que “nunca faltou”, ao mercado e reafirmou os dados que foram apresentados pelo setor ao MME em 2016, com projeções de fornecimento e crescimento até 2030, dependendo das decisões estratégicas tomadas para o setor. “Importante é melhorarmos cada vez mais a previsibilidade para os próximos passos”, afirmou. O assessor técnico da APROBIO, Antônio Ventilli, também participou da reunião. 

 

Tanto o CMAB como o Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Etanol (CMAE) foram criados para acompanhar o balanço entre a oferta e a demanda dos dois biocombustíveis, além do diesel e da gasolina. Outro objetivo é reduzir a assimetria de informação entre os agentes e debater estratégias que garantam o adequado abastecimento do mercado. 

 

Instituídos pela Resolução CNPE nº 14, de 08 de junho de 2017, os fóruns são formados por representantes do Governo e entidades representativas dos respectivos biocombustíveis. As reuniões são bimestrais e a próxima está marcada para o mês de maio.

Mais informações:

Analítica Comunicação

Tel: (11) 2579-5520

Luis Henrique Amaral – luis.henrique@analitica.inf.br

Daniela Garrafoni – daniela.garrafoni@analitica.inf.br

Emissões relacionadas à energia têm alta histórica em 2017

Mais de 70% da alta por energia foi atendida por fontes fósseis, como petróleo, gás natural e carvão

São Paulo – A demanda global por energia aumentou 2,1% em 2017, mais que o dobro da taxa do ano anterior, impulsionada pelo forte crescimento econômico global.

Mais de 70% dessa alta foi atendida por fontes fósseis, como petróleo, gás natural e carvão, enquanto as energias renováveis, como solar, eólica e hidrelétrica ​​responderam por quase todo o restante.

Como resultado, as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) relacionadas à energia aumentaram 1,4% em 2017, após três anos permanecendo inalteradas, atingindo uma alta histórica de 32,5 gigatoneladas.

Os dados fazem parte de uma análise divulgada pela Agência Internacional de energia (IEA, na sigla em inglês).

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Fonte: Exame

Tecnologia ajuda no aumento da produção agrícola e na preservação

Extração de madeira planejada não compromete a biodiversidade; bagaço da cana produz o etanol de segunda geração.

No Brasil, a tecnologia tem sido uma aliada importante para aumentar a produtividade nos diversos setores da economia. E ela também pode ajudar na preservação do meio ambiente, no campo e nas florestas. É o que mostra agora o repórter Alan Severiano.

Três cidades de São Paulo inteiras caberiam com folga na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará. Lá, um pedaço da Amazônia deixou de ser intocável com autorização do poder público. A maçaranduba que vai ser derrubada foi escolhida a dedo.

“Eu observo, vendo para onde que a copa está dobrada e já procurando uma direção que não vá quebrar remanescentes”, explicou Vítor Castro Dias, manejador de florestas.

Assim, algumas árvores mais velhas vão cedendo espaço para as mais novas crescerem, tudo dentro da lei.

O chamado manejo florestal é a extração de madeira de forma planejada, sem comprometer a biodiversidade.

A cooperativa de moradores aprendeu as técnicas para gerar renda numa região de natureza rica e economia fraca.

Clique aqui para assistir a reportagem.

Fonte: Jornal Nacional

Governo eleva a 8% mistura obrigatória de biodiesel no diesel comum

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O governo federal elevou de 7 para 8 por cento o percentual obrigatório de mistura de biodiesel no diesel comum vendido ao consumidor a partir desta quarta-feira, segundo publicação do Ministério de Minas e Energia (MME) no Diário Oficial da União.

A mistura obrigatória será elevada para 9 por cento a partir de 1º de março de 2018 e a 10 por cento em 1º de março de 2019, de acordo com a resolução.

“Com adoção do novo percentual para 8 por cento, o Brasil também abre espaço para a redução das importações de óleo diesel, além de favorecer a agricultura familiar e o agronegócio brasileiro, por meio do incentivo à produção”, disse o MME.

Segundo o ministério, o país está entre os dois maiores produtores do biocombustível, junto com os Estados Unidos, tendo ultrapassado de forma definitiva os produtores europeus, primeiros a utilizarem o biocombustível em larga escala.

Apenas nos últimos dois anos, com a adição dos 7 por cento do biodiesel ao diesel convencional, a capacidade instalada de produção chegou a 7,2 bilhões de litros, disse o ministério, acrescentando que o volume é suficiente para atender a mistura de 10 por cento, estimada em seis bilhões de litros quando da sua vigência, em 2019.

(Por Marta Nogueira; Edição de Raquel Stenzel)

Fonte: Reuters

Senador pede a ministro aumento de 2% na mistura de biodiesel no diesel

O senador Cidinho Santos (PR) se reuniu com o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, para discutir a possibilidade de antecipação do aumento da mistura do biodiesel para 10% nos próximos seis meses. Atualmente, está em vigor o B8 – mistura de 8% de biodiesel ao diesel fóssil – porém o último leilão do MME frustrou fabricantes, com vendas abaixo do esperado.

“O mercado do biodiesel está em dificuldade, precisamos que o governo federal tome providências para garantir a viabilidade da cadeia produtiva que irá ajudar o Brasil a cumprir seus compromissos internacionais de utilização de energia limpa”, argumentou o senador. O ministro se comprometeu a avaliar junto à equipe técnica do Ministério de Minas e Energia a possibilidade de atendimento do pleito de Cidinho Santos.

O Brasil é signatário do Acordo de Paris, com o compromisso de reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Estudos mostram que cada veículo usando B10 (10% de biodiesel + 90% de diesel fóssil) reduz, em um ano, a emissão de 9 toneladas de CO², quando comparado a um veículo abastecido com puro diesel fóssil. Uma redução equivalente ao plantio de 66 árvores por ano.

Fonte: RD News

Participação do biodiesel na matriz energética deve chegar a 3,31%

Tônica é planejamento estruturado e políticas públicas de longo prazo

A participação do biodiesel na Matriz Energética Brasileira deve alcançar pelo menos 3,31% em 2030, de acordo com documento entregue ontem pelo setor de biodiesel ao secretário de Petróleo, Gás e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix. Intitulado “Biodiesel: oportunidades e desafios no longo prazo” o relatório apresenta contribuições para o documento “Bio Brasil 2030”, que o MME prepara para projetar o mercado de energia para aquele ano.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), as entidades do setor prepararam uma ampla radiografia dos mercados de matérias-primas e do biocombustível no país. Além da Abiove, a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO) e a União Brasileira do Biodiesel e do Bioquerosene (UBRABIO) participam da iniciativa.

O documento detalha o potencial do biodiesel na matriz energética brasileira e perante os compromissos ambientais firmados pelo país em âmbito internacional. Nesse sentido, o esforço e a dedicação são pela construção de um cenário para 2030, com projeções sobre o mercado brasileiro de biodiesel baseadas em premissas fundamentadas.

Aumento da mistura de biodiesel ao diesel

O setor propõe um aumento gradual da mistura obrigatória, que poderá seguir o cronograma mínimo de se chegar a B8 (8% de biodiesel por litro de diesel; hoje é B7) em 2017 e B10 até 2019, conforme já previsto em lei, chegando a B15 em 2025 e B20 em 2030. “Considero fundamental colocarmos no futuro energético um espaço nobre para os biocombustíveis, particularmente o biodiesel, de maneira que a gente tenha uma faixa de uso com flexibilidade. Uma mistura que tenha um valor nominal, mas que possa flutuar para que se tenha um equilíbrio sazonal. Ou seja, na média pode ser o B20, mas que possa oscilar um pouco para mais ou menos, sem descumprir nenhuma regra”, afirmou Félix.

A iniciativa das três associações se alinha com a postura do Ministério e a proposta do Brasil de redução de emissão de gases de efeito estufa na COP 21, a Conferência do Clima das Nações Unidas, realizada em dezembro do ano passado em Paris. A Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), já aprovada pelo Congresso Nacional e ratificada pelo Poder Executivo no mês passado, referencia o ano de 2030 como prazo para atingimento das metas apresentadas na França.

O instrumento de ratificação pelo Brasil do Acordo de Paris sobre a mudança do clima – diz o texto das entidades – foi depositado na ONU pelo presidente Michel Temer em 21 de setembro de 2016, deixando de ser pretendida para ser determinada (NDC). Convocado pelo MME a colaborar com a medida, o setor aporta dados, estatísticas e análises aprofundadas do agronegócio do país. O tom é de defesa de um marco regulatório que transmita segurança jurídica e regulatória de maneira a criar um clima de confiança que predisponha os investimentos, a geração de empregos, renda e tributos.

Fonte: SF Agro

Confira a participação da APROBIO no programa Consultor Terra Viva

Julio Minelli, diretor superintendente da Associação de Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO), participou nesta quinta-feira (23) do programa Consultor Terra Viva do mesmo canal. Minelli falou sobre as perspectivas para o futuro do biodiesel e o GT criado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para acompanhar os testes que conduzirão o aumento da mistura no diesel fóssil.

Confira aqui a íntegra do programa.

Fonte: Terra Viva

Percentual obrigatório de biodiesel aumentará para 10% até 2019

A Lei 13.263/2016, de 23 de março de 2016, determinou um aumento no atual percentual mínimo de adição de biodiesel ao diesel tradicional de 7% para 10% ao longo dos próximos três anos.

A Lei 13.263/2016, de 23 de março de 2016, determinou um aumento no atual percentual mínimo de adição de biodiesel ao diesel tradicional de 7% para 10% ao longo dos próximos três anos. O percentual será aumentado gradativamente, de forma que o índice de biodiesel no diesel passará dos atuais 7% para 8% até março de 2017, 9% até março de 2018 e 10% até março de 2019.

A lei também estabelece que o Conselho Nacional de Política Energética (“CNPE”) poderá autorizar a adição de até 15% de biodiesel caso essa mistura seja validada por meio de testes e ensaios em motores a serem realizados no prazo de três anos após a sua publicação.

Além disso, fica autorizado o uso facultativo da mistura de biodiesel em percentual superior ao obrigatório no transporte público e ferroviário, na navegação interior, em equipamentos e veículos destinados à extração mineral e à geração de energia elétrica, e em tratores e veículos agrícolas.

O aumento previsto representa uma garantia de demanda firme para os próximos anos e uma sinalização positiva para novos investimentos no setor.

Fonte: TN Petróleo

CNPE define regras para as misturas de biodiesel B7 e B8

Data limite para adição de 8% de biodiesel ao diesel será dia 23 de março de 2017

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira (15/04) a Resolução nº 3 que estabelece a data limite para adição de 8% de biodiesel ao volume total do óleo diesel em 23 de março de 2017. A Resolução também confirma a manutenção da adição de 7% (B7) até essa data.

Com a regra, os agentes que atuam no setor podem se preparar adequadamente para atender adição obrigatória de 8% de biodiesel ao óleo diesel (mistura B8), vendido ao consumidor final, em qualquer parte do território nacional.

Mistura de biodiesel ao diesel

A presidente Dilma Rousseff sancionou no dia 23/03/16, em cerimônia no Palácio do Planalto, a Lei do Senado nº 613/2015, que eleva a mistura de biodiesel ao diesel vendido ao consumidor para 8% (B8), a partir 23 de março de 2017. O novo percentual incentiva a produção de biodiesel, reduz as importações de óleo diesel e favorece a agricultura familiar e o agronegócio brasileiro.

Atualmente, são adicionados 7% (B7) de biodiesel ao óleo diesel comercializado a qualquer consumidor, em todo o território nacional. Agora, a proposta estabelece alta para 8% (B8) em até um ano após a sanção da lei; para 9% (B9) até dois anos depois, e 10% (B10) no período de três anos. A norma ainda autoriza o CNPE a elevar a mistura obrigatória para 15%, caso testes validem a utilização dessa mistura em veículos e motores.

Fonte: Assessoria Ministério Minas e Energia

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