Argentina e sua “pelea” pelo biodiesel

O embaixador argentino designado em Washington, Fernando Oris de Roa, anunciou ontem (15) que o governo levará à Organização Mundial do Comércio (OMC) uma demanda pela proibição de importação de biodiesel que o governo dos Estados Unidos aplicou ano passado. De Roa assegurou que o pedido de redução de tarifas para os biocombustíveis será tratado de forma diplomática.

Como era esperado pelo mercado, nos primeiros dias de 2018, o governo de Donald Trump tornou oficial o imposto sobre o biodiesel argentino, com impostos que atingem 72,3%, o que praticamente fechou as portas às exportações domésticas equivalentes a $1,6 milhão de dólares anuais. A perda gera um desequilíbrio ainda maior no relacionamento comercial com esse país.

O governo dos EUA concluiu que sua indústria de biodiesel foi “prejudicada substancialmente” pelas importações “subsidiadas” do combustível argentino, bem como as da Indonésia, para as quais aplicou tarifas ainda mais severas para essas compras.

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Fonte: Página 12

Medida para redução das ‘retenciones’ sobre as exportações de soja da Argentina já está em vigor

Já está em vigor na Argentina a medida que irá reduzir em 0,5% mensalmente a alíquota para exportação de soja e subprodutos do país. A redução, que faz parte do decreto 1343/2016, foi publicada no Diário Oficial da Argentina nesta terça-feira (2) e vale até dezembro de 2019, segundo informações da agência Estadão Conteúdo.

Essa foi uma das primeiras ações efetivas para o agro do presidente Maurício Macri ao assumir o governo em 2016. E com ela, no último mês do ano que vem, as chamadas ‘retenciones’ para a soja em grão serão de 18%, contra 30% em dezembro de 2017. Para farelo e óleo, os impostos deverão ser cortados até chegarem a 15%.

Um dos principais objetivos de Macri ao seguir apoiando essa medida é de aumentar a competitividade das commodities agrícolas argentinas, uma vez que o país é o maior produtor e exportador mundial de farelo e óleo de soja.

E assim, na avaliação do Ministério da Agroindústria, o incentivo traz melhores perspectivas, principalmente a longo prazo, para o agro argentino.

“Essa redução é apenas uma de uma série de medidas tomadas nos últimos dois anos para aumentar a competitividade e previsibilidade do setor”, diz uma nota do governo. As taxações já caíram, desde que Macri assumiu, de 35% para 29,5% agora. A maior preocupação em relação à alíquota, porém, é seu impacto na arrecadação fiscal do país.

Com informações do Estadão Conteúdo e Reuters Internacional

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

Estados Unidos oficializam taxas de até 72% sobre importação de biodiesel proveniente da Argentina e da Indonésia

Nesta quinta-feira (04), os Estados Unidos oficializaram a imposição de taxas compensatórias de até 72% sobre as importações de biodiesel provenientes da Argentina. O país norte-americano alega que a sua indústria local do combustível está “materialmente prejudicada por importações subsidiadas”.

A Comissão de Comércio Internacional (TIC, na sigla em inglês) determinou que qualquer ingresso do produto proveniente da Argentina e também da Indonésia será objeto das medidas compensatórias, segundo as resoluções C-357-821 e C-560-831.

Essa porcentagem se estende para o biodiesel que foi importado desde 28 de agosto de 2017, data na qual o Departamento de Comércio publicou as determinações preliminares a respeito do assunto.

As taxas são de 72,28% para a Dreyfus Corporation, de 71,45% para a Vicentín e de 71,87% para as demais empresas que exportam biodiesel aos Estados Unidos.

Em novembro, as autoridades argentinas haviam anunciado que o país irá recorrer ao Sistema de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Tradução: Izadora Pimenta do Notícias Agrícolas

Fonte: AgroVoz

Argentina fixa em 8% os direitos de exportação para o biodiesel; medida pode ser tentativa de retomar negócios com EUA

A medida foi implementada por meio do decreto 1025/2017, assinado pelo presidente Mauricio Macri, pelo chefe de gabinete Marcos Peña e pelos ministros Francisco Cabrera (Produção), Juan José Aranguren (Energia) e Nicolás Dujovne (Estado). Até então, os direitos de exportação do biodiesel eram móveis, variando de acordo com diferentes parâmetros que eram tidos em conta para estabelecer a porcentagem. Os argumentos da Casa Rosada são de que “se faz necessária uma harmonização entre os direitos de exportação do biodiesel e sua principal matéria prima, o óleo de soja, para alcançar uma convergência entre os mesmos” e que “a determinação de um valor fixo para a alíquota correspondente ao direito de exportação do biodiesel aponta previsibilidade para essa indústria”. Embora o presidente não tenha mencionado, os Estados Unidos aumentaram a alíquota de importação para o biodiesel argentino por acusar o país de dumping – já que a matéria-prima, a soja, paga altos direitos de exportação (de 30%), enquanto o produto final saía do país por um valor mais barato, já que os direitos de exportação não passavam de 1%. Assim, a Argentina espera que os Estados Unidos revejam as sanções que foram colocadas sobre o biocombustível local. Fonte: Notícias Agrícolas – Tradução: Izadora Pimenta

EUA ratificam taxas antidumping de até 72,3% para o biodiesel argentino

A Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (ITC  em inglês), ratificou sua decisão de fixar tarifas de até 72,28% para o biodiesel argentino, impostas pelo Ministério do Comércio do país, em novembro passado.

A comissão validou o argumento de que os supostos subsídios, à produção de biocombustíveis, disponibilizados na Argentina causaram danos à indústria norte-americana nesse setor.

O ITC considerou que o setor de produção de biodiesel dos EUA estava “prejudicado substancialmente pelas importações de biodiesel da Argentina e da Indonésia que o Departamento de Comércio determinou serem subsidiados”.

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Fonte: Ámbito.com

Argentina deve defender exportações agrícolas e América Latina em presidência do G20

BUENOS AIRES (Reuters) – A Argentina vai usar seu papel de primeiro país sul-americano a comandar o G20, que reúne as principais economias do mundo, para combater o protecionismo, uma vez que a região exportadora de produtos agrícolas busca assegurar acesso de mercado para seus bens, disseram autoridades nesta quinta-feira.

Tanto a Argentina quanto Brasil, também do G20, transicionaram para governos amigáveis ao mercado nos últimos anos. O presidente Mauricio Macri assumiu a Presidência da Argentina como uma chance de marcar a ascensão do país como um “lugar importante” no mundo e para impulsionar o perfil da América Latina.

“Nós vamos colocar no centro do G20 as aspirações e preocupações da região em desenvolvimento, que é entusiasmada por novas oportunidades”, disse Macri durante um evento na capital Buenos Aires ao inaugurar formalmente a presidência da Argentina no G20.

A defesa veemente da globalização ocorre no momento em que a Presidência de Donald Trump nos Estados Unidos e a iminente saída do Reino Unido da União Europeia levantam questões sobre o comprometimento de grandes economias ao livre comércio.

Medidas protecionistas em países mais desenvolvidos poderiam ameaçar o sucesso de agendas pró-comércio em países sul-americanos cujas economias dependem de exportações agrícolas.

O bloco comercial Mercosul, que engloba Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, está enfrentando resistência de produtores europeus, uma vez que busca impulsionar as exportações de carne bovina como parte de um acordo com a UE que espera selar até o fim do ano.

Mais cedo neste ano, os Estados Unidos impuseram tarifas sobre importações de biodiesel da Argentina, um de seus maiores produtos agrícolas de exportação.

“O G20 é um lugar ideal para continuar reafirmando os benefícios de laços comerciais melhores, especialmente para países como Argentina que querem exportar seus produtos agrícolas”, disse o ministro do Tesouro, Nicolas Dujovne, durante coletiva de imprensa após o discurso de Macri.

Fonte: Reuters

Produção de biodiesel na Argentina cai 20,5% no terceiro trimestre

Devido ao fechamento do mercado dos Estados Unidos, a produção de biodiesel diminuiu 20,5% no terceiro trimestre e as exportações caíram 30,4% no país

De acordo com o Indec (Instituto Nacional de Estadística y Censos de la República Argentina)e dados do Ministério da Energia, a produção de biodiesel, entre julho e setembro, alcançou 656.839 toneladas, volume bem abaixo das 826.574 toneladas registradas no terceiro trimestre do ano anterior. Já na exportação, 353.034 toneladas foram embarcadas, contra as 507.260 toneladas aferidas no mesmo período de 2016. Enquanto isso, no mercado doméstico houve um aumento de 7,2% nas remessas totalizando um volume de 293.232 toneladas.

Nos acumulados dos primeiros nove meses de 2017, a produção atingiu 2.010.264 toneladas (4,1%), as vendas no mercado interno 857.524 toneladas (14,5%) e as exportações 1.094.519 toneladas ( queda de 0,2%).

A situação geral dos biocombustíveis mantém o setor em alerta. Para Claudio Molina, diretor executivo da Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio, a imagem é complicada. “Há um mercado doméstico dominado pelo consumo de petróleo e que mal se recupera de sua queda nos últimos meses, a YPF  – Yacimientos Petrolíferos Fiscales, estatal argentina dedicada à exploração, refino e venda do petróleo e seus produtos derivados – reluta em usar biocombustíveis e exerce uma pressão bárbara sobre o setor. Desde que os Estados Unidos fecharam seu mercado com tarifas mais elevadas, os produtores demonstram preocupação com o cenário futuro”, disse ele.

“É preciso ressaltar que o retorno das exportações para a União Européia não compensa os Estados Unidos, e pode ser que eles não retornem a níveis iguais aos de 2013, já que a Europa ameaça mais sanções protecionistas”, explicou Molina.

Por outro lado, a produção de bioetanol no terceiro trimestre aumentou 21,2% ano-a-ano, com melhorias de 31,7% em cana e 10,7% em milho.

Além do relatório de biocombustíveis, o Indec informou que a produção de energia aumentou 2,7% ano-a-ano entre julho e setembro.De acordo com o Indicador de Energia Sintética, a geração líquida de eletricidade do Sistema Interligado Nacional registrou um aumento de 1,2% durante este período. Por outro lado, o gás líquido entregue para as usinas de energia caiu 2,6% ano-a-ano nesses meses.

A produção de derivados do petróleo apresentou um aumento de 11,1% no terceiro trimestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Por sua vez, a auto-geração e co-geração de energia produzida por empresas, tanto para consumo próprio como para venda ao Mercado de Eletricidade por atacado (MEM), aumentou 1,5% nos primeiros dez meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior .

No entanto, em outubro passado, a produção dessas formas de energia apresentou uma queda de 4,3% ano-a-ano, no que foi o sétimo mês de declínio consecutivo.

Fonte: El Cronista

Americanos consolidam bloqueio contra o biodiesel argentino

Donald Trump ratificou tarifas de 72% sobre a importação de combustível argentino, biodiesel, alguns dias após a visita de Mauricio Macri a Nova York.

O biodiesel é um combustível de origem vegetal que pode substituir o diesel mineral. A Argentina, devido ao seu forte mercado de soja, fortaleceu a indústria local do biocombustível que, atualmente, é o produto argentino mais vendido nos Estados Unidos. Só em 2016 foram exportados 1,5 milhão de toneladas do biocombustível, algo em torno de US$1.2 milhão de dólares, volume que representou quase 95% das exportações globais do biodiesel.

Contudo, esse crescente mercado parece bem próximo de um fim. Na última quinta-feira (09/11), o Departamento de Comércio dos EUA ratificou a decisão de implementar tarifas de 71 a 72% – sob a alegação de “subsídios injustos” concedidos ao produto em sua origem –  medida que deve provocar o fechamento das portas para a exportação do biodiesel argentino ao país.

A notícia caiu como um golpe para o Executivo argentino, que tentou até o último momento negociar uma alternativa à medida . O presidente Macri esteve em Nova York na última semana, para homenagear às vítimas do ataque terrorista que vitimou cinco argentinos, porém, nem mesmo as boas relações diplomáticas com Trump puderam impedir o anúncio.

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Fonte: Segundo Enfoque

EUA estabelece tarifas definitivas para importação de biodiesel argentino e indonésio

WASHINGTON, 9 de novembro (Reuters) – O Departamento de Comércio dos EUA estabeleceu nesta quinta-feira (09) os direitos (tarifas) definitivos sobre as importações de biodiesel da Argentina e da Indonésia, segundo o National Biodiesel Board (NBB), grupo que representa a indústria americana.

Os direitos variam de 71,45% para 72,28% em biodiesel à base de soja da Argentina e 34,45% para 64,73% em biodiesel de óleo de palma da Indonésia, informou a NBB em comunicado.

Em agosto, o governo americano já havia estabelecido taxas preliminares, sob o argumento de subvenções concedidas aos produtos em sua origem,  em 50,29%, para 64,17% para o biodiesel da Argentina e 41,06% para 68,28% para o biodiesel da Indonésia. Os direitos de compensação foram propostos antes dos direitos antidumping anunciados em outubro.

Fonte: Reuters

Macri pode recorrer a OMC para rever tarifas americanas sobre biodiesel argentino

O presidente argentino, Mauricio Macri, sinalizou que seu governo deve recorrer a Organização Mundial do Comércio (OMC) se o Departamento de Comércio dos EUA seguir com as tarifas alfandegárias impostas ao biodiesel argentino.

“Posso assegurar-lhes que o Secretário (Wilbur) Ross está fazendo o seu melhor para encontrar um acordo, que satisfaça ambos os países, junto ao setor privado dos EUA”, disse Macri à Reuters em entrevista nesta terça-feira (7). “Não chegamos ao ponto comum, mas ainda estou otimista”, ressaltou o presidente.

 No entanto, quando questionado, Macri afirmou que seu governo deve recorrer à OMC para contestar os deveres impostos pelos americanos se confirmados ao nível preliminar de até 64.17 por cento.

Espera-se que o Departamento de Comércio dos EUA tome uma decisão que estabeleça os direitos antidumping definitivos sobre o biodiesel argentino e indonésio, o que ameaça o preço das exportações do principal combustível à base de soja do país ao mercado norte-americano. A Argentina tem tentado resolver a disputa comercial negociando um preço mínimo para suas exportações, mas nenhum acordo foi firmado até o momento.

Macri, que se aproximou do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, logo após as eleições, em uma tentativa de reavivar um relacionamento, que formaram como empresários antes de entrarem na política, fez questão de afirmar que a disputa do biodiesel se dá entre as indústrias privadas e não no âmbito governamental.

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Fonte: Reuters

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