Califórnia atinge meta de redução de emissões antes do prazo

Em uma grande vitória para a luta contra o aquecimento global, o estado da Califórnia parece ter atingido sua primeira meta para a redução das emissões de gases de efeito estufa – e alcançou esse objetivo antes do previsto.

Dados divulgados na quarta-feira pelo Conselho de Recursos do Ar da Califórnia mostram que as emissões de gases de efeito estufa do estado caíram 2,7% em 2016 – o ano mais recente disponível – para 429,4 milhões de toneladas.

O índice é um pouco inferior às 431 milhões de toneladas produzidas em 1990. A legislação da Califórnia exige que as emissões do estado, que chegaram ao pico em 2004, retornem aos níveis de 1990 até 2020.

Desde o pico, as emissões caíram 13%. A crise financeira de 2008 ajudou, reduzindo o número de quilômetros percorridos pelos californianos e a quantidade de carga movimentada pelos portos, ferrovias e estradas do estado. Mas as emissões continuaram caindo nos últimos anos, mesmo com a expansão da economia do estado.

“A Califórnia estabeleceu as metas de emissões mais difíceis do país, acompanhou o progresso e entregou resultados”, twittou o governador Jerry Brown.

O ex-governador Arnold Schwarzenegger, em 2006, assinou a lei que comprometeu a Califórnia a reduzir as emissões e definir a meta para 2020. Na quarta-feira, ele também aplaudiu os resultados – e criticou outros políticos que se opõem à ação climática.

“Ultrapassar nossa meta de emissões de 2020 antes do previsto, enquanto nossa economia cresce em 4,9% e nossa taxa de desemprego está em baixa histórica, deve enviar uma mensagem para políticos de todo o país: você não precisa reinventar a roda – apenas copie-nos”, disse Schwarzenegger em um e-mail. “Os negócios crescerão e vidas serão salvas”.

A queda nas emissões, em grande parte, reflete o crescente uso de energia renovável na Califórnia.

A geração de eletricidade solar, tanto de matrizes de telhado quanto de grandes usinas de energia, cresceu 33% em 2016, de acordo com a diretoria aérea. As importações de energia hidrelétrica saltaram 39 por cento com a chegada das chuvas ao Ocidente, após anos de seca. O uso de gás natural para geração de eletricidade, por sua vez, caiu 15%.

 

Próximos passos

A lei estadual da Califórnia também determina que as emissões caiam mais 40% até 2030. Embora os analistas estejam confiantes de que o estado atingirá sua meta de 2020, eles têm menos certeza sobre 2030 – um alvo muito mais difícil.

“Há uma boa chance de precisarmos tomar ações muito mais agressivas para atingir essas metas de 2030”, disse Severin Borenstein, economista de energia da UC Berkeley. “É muito mais desafiador.”

As emissões caíram 12 milhões de toneladas entre 2015 e 2016. Para atingir a meta de 2030, elas devem cair aproximadamente o mesmo valor – pelo menos 12,3 milhões de toneladas – a cada ano.

Uma ordem executiva do governador estipula que as emissões devem cair ainda mais em 2050, para 80% abaixo dos níveis de 1990.

Borenstein apontou o transporte, a maior fonte de emissões de gases do efeito estufa no estado, como um grande desafio.

Segundo o Air Resources Board, as emissões do transporte cresceram em 2016, com a gasolina relativamente barata e o fortalecimento da economia levando a maiores vendas de combustíveis. E enquanto a Califórnia tem apoiado agressivamente os carros elétricos, apenas cerca de 200.000 estão registrados no estado.

“Nós não fizemos progresso no transporte”, disse Borenstein. “Fizemos um progresso negativo.”

Em contraste, os esforços para reduzir as emissões das usinas geradoras de energia têm sido bem mais bem-sucedidos e estão funcionando bem antes do previsto.

Fonte: San Francisco Chronicle

Uma vitrine internacional para o RenovaBio

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 foi aprovada nesta quarta-feira (12) pelo Congresso Nacional com um item importante para o setor de energias renováveis: a previsão de recursos para o Brasil receber a COP 25, em 2019. O sucesso da candidatura à sede do evento anual da Conferência do Clima é uma oportunidade única para o país fortalecer políticas como o RenovaBio e a produção nacional de biocombustíveis.

A chamada Conferência das Partes (COP) ocorre anualmente e, em 2019, pelo sistema de rodízio de continentes, será a vez de um país da América Latina e do Caribe receber o evento. O Brasil já demonstrou interesse em ser a sede da COP 25.

A inclusão da rubrica na LDO de 2019 foi anunciada pelo senador Jorge Viana (PT-AC), relator da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, durante audiência pública que discutiu o RenovaBio, na tarde de quarta-feira, em Brasília. A reunião do colegiado foi acompanhada pelo diretor superintendente da APROBIO, Julio Minelli.

“Se a COP vem para cá, você põe um holofote sobre políticas como estas que estamos discutindo aqui. O RenovaBio vai ter uma vitrine de alto destaque”, avaliou Jorge Viana.

Para Julio Minelli, a realização da COP 25 no Brasil seria uma oportunidade para o país expor ao mundo o RenovaBio, que entrará em vigor efetivamente em janeiro de 2020, e nossos programas relacionados aos biocombustíveis. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de biodiesel e, com políticas públicas bem discutidas e implementadas, tem tudo para servir de referência no desafio de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

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LDO de 2019 prevê candidatura do Brasil como sede da COP 25

Durante audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, realizada na quarta-feira (11) em Brasília, o relator do colegiado, senador Jorge Viana (PT-AC), anunciou a inclusão de uma rubrica na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 que prevê a candidatura do Brasil a receber a COP 25, reunião anual da Conferência do Clima, prevista para o fim do próximo ano.

“Se a COP vem para cá, você põe um holofote sobre políticas como estas que estamos discutindo aqui. O RenovaBio vai ter uma vitrine de alto destaque”, avaliou Jorge Viana.

A audiência pública da comissão foi acompanhada pelo diretor superintendente da APROBIO, Julio Minelli. Para ele, a realização da COP 25 no Brasil é uma oportunidade para o Brasil expor ao mundo suas políticas para redução de emissões de gases de efeito estufa e capacidade de produção de biocombustíveis. Minelli observa que o RenovaBio entrará efetivamente em vigor em janeiro de 2020, logo após a realização da COP 25.

Para saber mais sobre a audiência na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, clique AQUI

Fonte: Senado Federal

Desmatamento é 2ª maior causa das mudanças climáticas, revela FAO

As florestas são aliadas do homem no combate às mudanças climáticas, absorvendo por ano cerca de 2 bilhões de toneladas de CO2. Mas quando são desmatadas, as coberturas vegetais do planeta se transformam em motores do aquecimento global. Aproximadamente 20% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento. Em relatório divulgado neste mês (6), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) identifica um aumento na destruição das superfícies verdes do planeta.

De 1990 e 2015, a área da Terra coberta por florestas caiu de 31,6% para 30,6%. A agência da ONU aponta que o desmatamento é a segunda maior causa das mudanças climáticas, ficando atrás apenas da queima de combustíveis fósseis. As emissões geradas pela destruição da cobertura vegetal são maiores que as de todo o setor de transporte.

O levantamento da FAO revela ainda que a interrupção ou redução do desmatamento em zonas tropicais responderia por até 30% da capacidade de mitigar as mudanças climáticas.

Um obstáculo à proteção das florestas é o consumo de carvão vegetal. Nas regiões em que a demanda é alta, a produção exerce pressão sobre os recursos florestais e contribui para a degradação dos ecossistemas, especialmente quando o acesso às florestas não está regulamentado. Segundo o estudo da FAO, a população que depende de lenha varia de 63% na África a 38% na Ásia e 16% na América Latina.

Os continentes africano e sul-americano também estão na contramão do uso sustentável das superfícies verdes. Nos últimos 25 anos, cresceram no mundo as florestas manejadas para a conservação dos solos e das águas, mas essa expansão não foi verificada na África nem na América do Sul. Os territórios utilizados de maneira responsável representam hoje 25% de toda a cobertura vegetal do planeta. Nos países sul-americanos, o índice cai para apenas 9%.

Pobreza e meio ambiente

De acordo com a FAO, florestas são fonte de 20% da renda de famílias rurais em países em desenvolvimento. O relatório do organismo internacional alerta para uma estreita relação entre cobertura florestal e altas taxas de pobreza — no Brasil, por exemplo, pouco mais de 70% das áreas de florestas fechadas (densas, com grande cobertura de copa) apresentavam índices elevados de miséria.

A publicação mostra ainda que, na América Latina, 8 milhões de pessoas sobrevivem com menos de 1,25 dólares por dia nas regiões de florestas tropicais, savanas e seus arredores. Mundialmente, mais de 250 milhões de indivíduos vivem abaixo da linha da pobreza extrema nessas áreas: 63% estão na África, 34% na Ásia e 3% na América Latina.

Apesar da pequena participação da América Latina no total global, a FAO destaca que, nas zonas rurais latino-americanas, 82% das pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza estão em florestas tropicais, savanas e seus arredores. Essas regiões de mata são o lar de 85 milhões de pessoas na região.

Parque da Tijuca é exemplo de conservação

Destaque no relatório da FAO, o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, tem uma superfície de 4 mil hectares e foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2012.

A pesquisa da agência da ONU lembra que, para enfrentar a proliferação de espécies exóticas e a expansão urbana, a área foi reflorestada com árvores nativas. O governo também criou espaços recreativos para envolver a comunidade local e aumentar a conscientização sobre a proteção das florestas urbanas.

Desde 1999, o parque é administrado conjuntamente pela Prefeitura do Rio e pelo Ministério do Meio Ambiente. Atualmente, o local recebe 2,5 milhões de visitantes por ano e é um exemplo de restauração da Mata Atlântica. A reserva transformou-se num santuário para diversas espécies endêmicas.

Empresas florestais comunitárias na Guatemala

Na Guatemala, 70% das terras florestais estão sob algum tipo de proteção. Com concessões do governo, empresas comunitárias gerenciam mais de 420 mil hectares dentro da Reserva da Biosfera Maia. Em apenas um ano, de 2006 a 2007, as companhias obtiveram receitas de 4,75 milhões de dólares pela venda de madeira certificada. Outros 150 mil dólares vieram do comércio de produtos florestais não-madeireiros.

As cooperativas geraram mais de 10 mil empregos diretos e outros 60 mil indiretos. As instituições também pagavam aos trabalhadores mais que o dobro do salário normal, segundo dados coletados pela FAO.

Costa Rica: florestas e turismo

A Costa Rica é um dos principais destinos de turismo ecológico do mundo: em 2016, 2,9 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país e 66% deles afirmaram que o ecoturismo era um dos principais motivos da viagem.

Os visitantes gastaram em média 1.309 dólares por pessoa, trazendo uma renda para o país de 2,5 bilhões de dólares. Isso equivale a 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Uma parte do montante pode ser atribuída ao ecoturismo. Em 2015, apenas as áreas de conservação florestal receberam aproximadamente 1 milhão de estrangeiros e outros 900 mil turistas nacionais.

Acesse o relatório da FAO “Estado das Florestas no Mundo” na íntegra clicando aqui (em inglês).

Fonte: Nações Unidas no Brasil

Sumário Executivo do Relatório 1,5ºC do IPCC

Climate Home News teve acesso e publicou a versão enviada pelo IPCC aos governos do sumário executivo do relatório 1,5oC. O relatório deve ser oficialmente lançado em outubro, depois dos comentários dos governos.  Colocamos abaixo as principais conclusões, que podem ser úteis a vários de nossos leitores.

– O aquecimento global induzido pela humanidade atingiu, em 2017, aproximadamente 1 ± 0,2°C (faixa provável) acima dos níveis pré-industriais, e atualmente está aumentando 0,2 ± 0,1°C por década (alta confiança).

– É improvável que as emissões passadas, sozinhas, elevem a temperatura média global ao nível da superfície (GMST) em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, mas levam a outras mudanças, como a elevação do nível do mar e os impactos associados (alta confiança). Se as emissões continuarem na taxa atual, o aquecimento induzido pelo homem ultrapassará 1,5°C por volta de 2040 (alta confiança).

– Os riscos para os sistemas naturais e humanos são menores para um aquecimento global de 1,5°C quando comparados a um aquecimento de 2°C, e dependem da localização geográfica, dos níveis de desenvolvimento, da vulnerabilidade e das escolhas de adaptação e mitigação (alta confiança).

– O desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e implicações para a ética e a equidade serão considerações-chave nos esforços de mitigação para a limitação do aquecimento global a 1,5°C e nos esforços para a adaptação ao aquecimento global de 1,5°C (alta confiança).

– Não há uma resposta simples quanto a saber se é viável limitar o aquecimento a 1,5°C e adaptar as populações às suas consequências, porque esta viabilidade tem múltiplas dimensões que precisam ser consideradas simultânea e sistematicamente.

– Em relação a hoje, existem aumentos substanciais nos eventos climáticos extremos num mundo aquecido em 1,5°C, e entre 1,5°C e 2°C, incluindo extremos de temperatura ambiente em todas as regiões habitadas (alta confiança), eventos de precipitação na maioria das regiões (alta confiança) e secas extremas em algumas regiões (média confiança).

– Em terra, os riscos de impactos induzidos pelo clima na biodiversidade e nos ecossistemas, incluindo a perda e a extinção de espécies, são substancialmente menores a 1,5°C do que a 2°C. Limitar o aquecimento global a 1,5°C trará grandes benefícios para os ecossistemas terrestres, para os de zonas úmidas e para a preservação de seus serviços (alta confiança). Um sobreaquecimento, se muito superior a 1,5°C (por exemplo, próximo a 2°C), pode ter impactos irreversíveis em algumas espécies, ecossistemas, suas funções ecológicas e seus serviços prestados aos humanos, mesmo se o aquecimento global se estabilizar em 1,5°C até 2100 (alta confiança).

– Devido às diferenças projetadas na temperatura oceânica, nos níveis de acidificação e de oxigenação, limitar o aquecimento a 1,5°C comparado com 2°C, reduziria substancialmente os riscos à biodiversidade marinha, aos ecossistemas e suas funções ecológicas e aos serviços prestados aos seres humanos nas áreas costeiras e oceânicas, especialmente nos ecossistemas do mar Ártico e nos recifes de coral de água quente.

– Até 2100, o aumento do nível do mar seria cerca de 0,1 m mais baixo com o aquecimento global limitado a 1,5°C, quando comparado com 2°C (confiança média). Aumentos da intrusão de água salgada, de inundações e de danos à infraestrutura associados ao aumento do nível do mar são especialmente danosos para ambientes vulneráveis, como pequenas ilhas, zonas costeiras de baixa altitude e deltas (alta confiança).

– Impactos na saúde, nos meios de subsistência, no abastecimento de alimentos e água, na segurança, na infraestrutura e sobre o potencial subjacente de crescimento econômico aumentarão com 1,5°C de aquecimento em comparação com os dias de hoje, e ainda mais com um aquecimento de 2°C em comparação com 1,5°C.

– Limites à adaptação e perdas associadas existem para todos os níveis de aquecimento global (confiança média) com implicações específicas para regiões e populações vulneráveis. É necessária uma adaptação adicional nos setores avaliados de energia, terra e ecossistemas, sistemas urbanos, industriais e de transporte, e dentro de setores transversais como gestão de risco de desastres, saúde e educação; as necessidades de adaptação serão menores com o aquecimento global de 1,5°C, em comparação com 2°C.

– Todas as trajetórias de emissão consistentes com 1,5°C implicam reduções rápidas nas emissões líquidas globais antropogênicas de CO2 para zerar as emissões líquidas até meados do século, junto com reduções rápidas em outras emissões antropogênicas, particularmente de metano. Maiores reduções de emissões até 2030 levam a uma maior chance de limitação do aquecimento global a 1,5°C sem, ou com limitado, superaquecimento (de zero a 0,2°C) (alta confiança).

– Trajetórias consistentes com 1,5°C podem ter diferentes níveis de remoção de dióxido de carbono (CDR). Algumas limitam o aquecimento global a 1,5°C sem depender da bioenergia com captura e armazenamento de carbono (BECCS). Mudanças comportamentais, ações pelo lado da demanda e reduções de emissões no curto prazo podem limitar a dependência do CDR (alta confiança).

– Limitar o aquecimento global a 1,5°C exigiria transições rápidas e de longo alcance, que ocorreriam durante as próximas duas décadas, em sistemas energéticos, terrestres, urbanos e industriais.

– Mesmo se cumpridas as atuais promessas do Acordo de Paris (NDCs), estas ainda resultarão em um aquecimento global acima de 1,5°C, com riscos associados e desafios de adaptação. As reduções de emissões e a ação para além das NDCs atuais levam a uma redução do sobreaquecimento e a desafios de transição menores após 2030, e podem contribuir para que sejam atingidos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) (alta confiança).

– A limitação do aquecimento global a 1,5°C no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza requer um portfólio de ações de mitigação e adaptação que funcione em todos os setores e escalas. Essas ações devem enfrentar as principais barreiras e seriam possibilitadas por mudanças nas finanças, na tecnologia e no comportamento (alta confiança).

– A adaptação pode reduzir a vulnerabilidade ao aquecimento global de 1,5°C e é benéfica, principalmente, para o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza. Também podem haver consequências negativas (trade-offs) com alguns dos ODS da ONU, se as ações não forem específicas para os distintos contextos e gerenciadas com cuidado (alta confiança).

– A mitigação consistente com as trajetórias de aquecimento global de 1,5°C está associada a múltiplas sinergias e trade-offs em uma série de ODS da ONU, dependendo do ritmo e da magnitude das mudanças e do gerenciamento da transição (alta confiança).

– Perseguir caminhos de desenvolvimento resilientes ao clima pode limitar o aquecimento a 1,5°C, ao mesmo tempo em que nos adaptamos às suas consequências e simultaneamente alcançamos o desenvolvimento sustentável (alta confiança)

– A implementação de políticas para limitar com sucesso o aquecimento a 1,5°C, e para adaptar a humanidade a este aquecimento, implica cooperação internacional e fortalecimento da capacidade institucional das autoridades nacionais e subnacionais, da sociedade civil, do setor privado, de cidades, comunidades locais e povos indígenas (alta confiança).

Clique aqui para acessar a publicação original.

Fonte: Clima Info

UE quer reduzir consumo de energia em um terço até 2030 para frear aquecimento global

A UE estabeleceu como meta reduzir um terço de seu consumo de energia antes de 2030, uma nova etapa para adaptar sua legislação a seus compromissos no âmbito do Acordo de Paris sobre o Clima.

Os negociadores da Eurocâmara e do Conselho da UE, que representa os países do bloco, chegaram a um acordo na terça-feira à noite (19) sobre uma parte do pacote de “Energia Limpa”, proposto pela Comissão no final de novembro de 2016.

O acordo, que agora deve ser confirmado pelos eurodeputados e pelos ministros do Conselho da UE, prevê uma meta de eficiência energética de 32,5% para 2030, em relação aos níveis de 1990, com uma cláusula de revisão em 2023.

A meta é ligeiramente superior à do Executivo europeu (30%), mas abaixo do proposto pelo Parlamento do bloco (35%). Se for adotada, entrará em vigor a partir de 2021.

Para alcançar seus objetivos, a UE já reformou sua legislação contra a construção de edifícios e sobre energias renováveis. Também está trabalhando para melhorar a eficiência energética de eletrodomésticos e aquecedores de água.

“A Europa é, de longe, o maior importador de energia fóssil do mundo. Hoje, pomos fim a isso. Este acordo é um grande impulso a favor da independência energética da Europa”, declarou o comissário europeu da Ação para o Clima, Miguel Arias Cañete, em um comunicado.

A nova meta de 32,5% de eficiência energética não convenceu as ONGs, que a consideram insuficiente, em virtude dos compromissos com o Acordo de Paris. Já o Escritório Europeu de Consumidores (BEUC) considerou “globalmente positiva”.

Também no âmbito do Acordo de Paris, até 2030, os europeus se comprometeram a reduzir em 40% as emissões de gases causadores do efeito estufa para um patamar próximo dos níveis de 1990.

Fonte: AFP

Aquecimento global pode superar 1,5 grau Celsius por volta de 2040, alerta relatório

Aumento da temperatura contraria compromisso assinado por quase 200 países

OSLO — O aquecimento global está prestes a superar o que seria a meta mais rigorosa estabelecida pelo Acordo de Paris nas próximas décadas, ameaçando o crescimento econômico no planeta. O alerta vem de um relatório preliminar traçado pela ONU sobre os riscos da mudança climática. Se as emissões continuarem no ritmo atual, o aquecimento induzido pelo homem ultrapassará a marca de 1,5 grau Celsius por volta de 2040.

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os governos ainda podem limitar as temperaturas abaixo do índice avaliado, desde que haja transições “rápidas e de longo alcance” na economia mundial.

Datado de 4 de junho, o esboço do relatório, solicitado por governos e obtido pela Reuters, deve ser publicado em outubro na Coreia do Sul.

O Acordo de Paris, adotado por quase 200 nações em 2015, estabeleceu uma meta de limitar o aquecimento a uma marca “bem abaixo” de 2° C acima em relação à era pré-industrial. Também foi estabelecido um compromisso, considerado difícil, de “buscar esforços” para limitar o aumento da temperatura global a 1,5° C. O documento perdeu força após a retirada do presidente americano Donald Trump, que preferiu promover o uso de combustíveis fósseis.

De acordo com o texto, a temperatura do planeta já subiu cerca de 1° C em relação à era pré-industrial e tem aumentado a uma taxa de cerca de 0,2° C por década:

“As projeções indicam que o crescimento econômico deve ser menor com um aquecimento de 2° C do que com 1,5° C para muitos países desenvolvidos e em desenvolvimento”, sublinhou o relatório, que mencionou impactos como inundações e secas, que podem prejudicar cultivos agrícolas, e as mortes que podem ser desencadeadas por ondas de calor.

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Fonte: O Globo

Dois graus não são mais vistos como ideal para o aquecimento global, diz estudo

Um mundo que aquece 2ºC (3,6 graus Fahrenheit) pode gerar um deslocamento em massa, devido à escassez de alimentos, água doce e à perda de espécies animais e vegetais,  muito mais rápido do que o previsto no Acordo de Paris

Limitar o aquecimento global a dois graus Celsius não impedirá impactos climáticos destrutivos e fatais, como esperado, dezenas de especialistas concluíram em uma série de estudos científicos divulgados na segunda-feira (02).

Um mundo que aquece em 2 ° C – há muito tempo considerado como o teto de temperatura para um planeta seguro para o clima – poderia ver o deslocamento em massa, devido à elevação dos mares, uma queda na renda per capita, escassez regional de alimentos frescos, água e a perda de espécies animais e vegetais, acontecer bem antes do que o esperado.

Os países pobres e emergentes da Ásia, África e América Latina serão os mais afetados, de acordo com os estudos da Royal Society of London. “Estamos detectando grandes mudanças nos impactos climáticos em um mundo 2ºC e, portanto, devemos tomar medidas para evitar isso”, disse o principal editor, Dann Mitchell, professor assistente da Universidade de Bristol.

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Fonte: Opinião Goiás

Eventos climáticos extremos geraram gastos de US$ 320 bilhões em 2017, diz ONU

O ano de 2017 foi o mais dispendioso por causa de eventos climáticos extremos, segundo um relatório da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), divulgado hoje (22), na véspera do 23 de março, Dia Mundial da Meteorologia. A informação é da ONU News.

Entre os vários fenômenos adversos, destacaram-se a grave temporada de furacões no Atlântico Norte, cheias extremas no subcontinente indiano e a continuação da seca na África Ocidental. Segundo o estudo, os prejuízos causados são estimados em cerca de US$ 320 bilhões.

O relatório da agência especializada das Nações Unidas para a Meteorologia sublinha o impacto que estes eventos tiveram no desenvolvimento econômico, segurança alimentar, saúde e migração internacional. O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, disse que “2018 começou da mesma forma que 2017 terminou – com um clima extremo a roubar vidas e destruir formas de subsistência”.

Os eventos climáticos já provocaram o deslocamento de cerca de 23,5 milhões de pessoas. O risco de contrair doenças relacionadas com temperaturas altas aumentou de forma constante desde os anos 80. Hoje, 30% a população vive em locais com temperaturas potencialmente mortais durante, pelo menos, 20 dias do ano.

Segundo o relatório da OMM, os impactos do clima afetam nações vulneráveis de forma mais forte. Os autores garantem, por exemplo, que “a época de furacões erradicou décadas de ganhos de desenvolvimento nas ilhas do Caribe. ”

Aquecimento crescente

Numa declaração, o chefe da OMM citou o aumento dos níveis de dióxido de carbono na Terra e disse que “estes níveis devem manter-se nas próximas gerações, condenando o nosso planeta a um futuro mais quente, com mais extremos meteorológicos, climáticos e de água. ”

O documento confirma que 2017 foi o terceiro ano mais quente desde que há registros. Se não for tida em conta a influência do El Niño, foi o ano mais quente. Os nove anos com calor mais intenso de que há registro aconteceram todos depois de 2005. Os cinco anos mais quentes aconteceram todos depois de 2010.

A temperatura dos oceanos baixou em relação aos dois anos anteriores, mas 2017 ainda foi o terceiro ano mais quente que se tem notícia. O estudo diz que “a magnitude de todos os componentes que provocam a subida do nível dos mares aumentou nos últimos anos”. E a extensão do gelo, tanto no Ártico como na Antártida, foi a menor já medida.

Preparação

Este ano, a agência especializada da ONU sublinha a necessidade de fazer um planeamento informando previamente sobre acidentes, como cheias, assim como para a variação normal do clima e as mudanças de longo prazo. O secretário-geral da OMM disse que este tema é importante porque “as mudanças climáticas de longo prazo estão a aumentar a intensidade e a frequência dos eventos climáticos extremos.”

Fonte: EBC Notícias

 

Três últimos anos foram os mais quentes já registrados

Os três últimos anos foram os mais quentes registrados até hoje, e o ritmo do aquecimento global constatado durante este período foi “excepcional”, advertiu a ONU nesta quinta-feira (18).

“Já foi confirmado que os anos 2015, 2016 e 2017, que se inscrevem claramente na tendência do aquecimento a longo prazo provocado pelo aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa, são os três anos mais quentes registrados até agora”, anunciou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência especializada da ONU.

Sob o efeito de um potente El Niño –fenômeno que a cada período de entre três e sete anos afeta as temperaturas, as correntes marinhas e as precipitações–, 2016 se encontra no topo da lista, com 1,2°C mais que na época pré-industrial, enquanto 2017 alcançou o recorde de ano mais quente até a data sem que tivesse incidência do El Niño.

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Fonte: AFP publicado na Folha de S.Paulo

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