Dois graus não são mais vistos como ideal para o aquecimento global, diz estudo

Um mundo que aquece 2ºC (3,6 graus Fahrenheit) pode gerar um deslocamento em massa, devido à escassez de alimentos, água doce e à perda de espécies animais e vegetais,  muito mais rápido do que o previsto no Acordo de Paris

Limitar o aquecimento global a dois graus Celsius não impedirá impactos climáticos destrutivos e fatais, como esperado, dezenas de especialistas concluíram em uma série de estudos científicos divulgados na segunda-feira (02).

Um mundo que aquece em 2 ° C – há muito tempo considerado como o teto de temperatura para um planeta seguro para o clima – poderia ver o deslocamento em massa, devido à elevação dos mares, uma queda na renda per capita, escassez regional de alimentos frescos, água e a perda de espécies animais e vegetais, acontecer bem antes do que o esperado.

Os países pobres e emergentes da Ásia, África e América Latina serão os mais afetados, de acordo com os estudos da Royal Society of London. “Estamos detectando grandes mudanças nos impactos climáticos em um mundo 2ºC e, portanto, devemos tomar medidas para evitar isso”, disse o principal editor, Dann Mitchell, professor assistente da Universidade de Bristol.

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Fonte: Opinião Goiás

Eventos climáticos extremos geraram gastos de US$ 320 bilhões em 2017, diz ONU

O ano de 2017 foi o mais dispendioso por causa de eventos climáticos extremos, segundo um relatório da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), divulgado hoje (22), na véspera do 23 de março, Dia Mundial da Meteorologia. A informação é da ONU News.

Entre os vários fenômenos adversos, destacaram-se a grave temporada de furacões no Atlântico Norte, cheias extremas no subcontinente indiano e a continuação da seca na África Ocidental. Segundo o estudo, os prejuízos causados são estimados em cerca de US$ 320 bilhões.

O relatório da agência especializada das Nações Unidas para a Meteorologia sublinha o impacto que estes eventos tiveram no desenvolvimento econômico, segurança alimentar, saúde e migração internacional. O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, disse que “2018 começou da mesma forma que 2017 terminou – com um clima extremo a roubar vidas e destruir formas de subsistência”.

Os eventos climáticos já provocaram o deslocamento de cerca de 23,5 milhões de pessoas. O risco de contrair doenças relacionadas com temperaturas altas aumentou de forma constante desde os anos 80. Hoje, 30% a população vive em locais com temperaturas potencialmente mortais durante, pelo menos, 20 dias do ano.

Segundo o relatório da OMM, os impactos do clima afetam nações vulneráveis de forma mais forte. Os autores garantem, por exemplo, que “a época de furacões erradicou décadas de ganhos de desenvolvimento nas ilhas do Caribe. ”

Aquecimento crescente

Numa declaração, o chefe da OMM citou o aumento dos níveis de dióxido de carbono na Terra e disse que “estes níveis devem manter-se nas próximas gerações, condenando o nosso planeta a um futuro mais quente, com mais extremos meteorológicos, climáticos e de água. ”

O documento confirma que 2017 foi o terceiro ano mais quente desde que há registros. Se não for tida em conta a influência do El Niño, foi o ano mais quente. Os nove anos com calor mais intenso de que há registro aconteceram todos depois de 2005. Os cinco anos mais quentes aconteceram todos depois de 2010.

A temperatura dos oceanos baixou em relação aos dois anos anteriores, mas 2017 ainda foi o terceiro ano mais quente que se tem notícia. O estudo diz que “a magnitude de todos os componentes que provocam a subida do nível dos mares aumentou nos últimos anos”. E a extensão do gelo, tanto no Ártico como na Antártida, foi a menor já medida.

Preparação

Este ano, a agência especializada da ONU sublinha a necessidade de fazer um planeamento informando previamente sobre acidentes, como cheias, assim como para a variação normal do clima e as mudanças de longo prazo. O secretário-geral da OMM disse que este tema é importante porque “as mudanças climáticas de longo prazo estão a aumentar a intensidade e a frequência dos eventos climáticos extremos.”

Fonte: EBC Notícias

 

Três últimos anos foram os mais quentes já registrados

Os três últimos anos foram os mais quentes registrados até hoje, e o ritmo do aquecimento global constatado durante este período foi “excepcional”, advertiu a ONU nesta quinta-feira (18).

“Já foi confirmado que os anos 2015, 2016 e 2017, que se inscrevem claramente na tendência do aquecimento a longo prazo provocado pelo aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa, são os três anos mais quentes registrados até agora”, anunciou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência especializada da ONU.

Sob o efeito de um potente El Niño –fenômeno que a cada período de entre três e sete anos afeta as temperaturas, as correntes marinhas e as precipitações–, 2016 se encontra no topo da lista, com 1,2°C mais que na época pré-industrial, enquanto 2017 alcançou o recorde de ano mais quente até a data sem que tivesse incidência do El Niño.

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Fonte: AFP publicado na Folha de S.Paulo

Mais de 25% da Terra ficará mais seca mesmo se aquecimento global for limitado a 2ºC, diz estudo

Se contivermos o aquecimento médio a 1,5ºC – a meta mais baixa do Acordo de Paris -, a porção afetada diminui para entre 8% e 10%.

Mais de um quarto da superfície terrestre da Terra se tornará “significativamente” mais seca mesmo se a humanidade conseguir limitar o aquecimento global a 2ºC, o objetivo estabelecido no Acordo de Paris, disseram cientistas nesta segunda-feira (1).

Com o aquecimento de 2ºC, que pode ser atingido entre 2052 e 2070, entre 24% e 32% da superfície terrestre total se tornará mais seca.

Mas se contivermos o aquecimento médio a 1,5ºC – a meta mais baixa inscrita como ideal no Acordo de Paris sobre o clima -, esta porção diminui para entre 8% e 10%, concluíram os pesquisadores em um estudo publicado na revista científica Nature Climate Change.

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Fonte: France Presse publicado no G1

Combater aquecimento global é desafio da Comissão de Mudanças Climáticas

Após um ano de 2017 concentrado na discussão sobre o combate ao desmatamento e na promoção dos biocombustíveis, a Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) debate em 2018 os riscos do aquecimento global e lidera a participação do Congresso no 8º Fórum Mundial da Água. O evento será realizado no Brasil em março de 2018, explica o presidente do colegiado, senador Jorge Viana (PT-AC).

Confira aqui a reportagem completa.

Até 2100, cerca de 153 milhões de pessoas podem ficar afogadas pelo degelo antártico

Em um mundo onde derretem as grandes camadas do gelo antártico, uma possível inundação catastrófica poderia afetar áreas enormes, alertam os cientistas.

Os prognósticos em relação ao aumento do nível dos oceanos no futuro pioraram: em um artigo publicado nesta semana na revista Earth’s Future, os pesquisadores combinaram os dados mais recentes sobre como a camada de gelo da Antártida poderia entrar em colapso com os modelos existentes de elevação do nível do mar e descobriram que, dessa forma, as estimativas anteriores duplicam.

De acordo com o estudo, se permanecermos na trajetória atual do uso de combustíveis fósseis, o aumento médio do nível do mar poderia atingir cerca de 1,5 metros até 2100, em comparação com os 70 centímetros projetados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em 2014.

Em condições de derretimento do gelo em vastas áreas da Antártida, o aumento do nível do mar “faria submergir terras que atualmente abrigam 153 milhões de pessoas”, asseguram os pesquisadores.

O sudeste da Ásia, onde o nível do mar já está aumentando desproporcionalmente, experimentaria os maiores deslocamentos, de acordo com o estudo. Aqueles que vivem nas zonas costeiras da China, Bangladesh, Índia, Indonésia e Vietnã seriam os mais afetados pelo aumento nos níveis oceânicos.

O estudo também aponta que esta hipótese de possível inundação catastrófica poderia ser diminuída se o mundo reduzisse as emissões de carbono no prazo mais rápido possível para atingir os objetivos de temperatura global estabelecidos no Acordo sobre o Clima de Paris.

Se pudéssemos evitar que as temperaturas ultrapassassem os 2 °C acima dos níveis pré-industriais, o risco de uma grande fusão da camada de gelo antártico seria reduzido em grande parte.

No entanto, algumas pesquisas sugerem que é muito improvável que possamos alcançar esse objetivo, assinala a edição britânica The Guardian.

Fonte: Sputnik publicado no Jornal do Brasil

Financiamento privado pelo clima aumenta, mas barreiras persistem

Presidentes de gigantes das finanças prometem a ampliar fundos para projetos de diminuição do efeito estufa

Dois anos depois da histórica Conferência do Clima de Paris, a capital francesa recebeu nesta terça-feira (12) uma nova cúpula, focada na ação da iniciativa privada e dos bancos de investimentos para financiar as ações contra as mudanças climáticas. Os presidentes de gigantes das finanças como o banco HSBC e a seguradora AXA, a maior do mundo, se comprometeram a ampliar os fundos disponíveis para empresas e projetos de diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

O aumento dos recursos é uma realidade – hoje em dia, raras são as companhias que podem se dar ao luxo de ignorar a questão climática. Por um lado, elas temem sofrer represálias dos próprios clientes, cada vez mais sensíveis ao tema. Por outro, muitas estão conscientes da ameaça de serem vítimas, elas próprias, de catástrofes naturais e outros efeitos das mudanças do clima. Quem alerta é um dos mais famosos bilionários dos Estados Unidos, Michael Bloomberg. Continue lendo aqui. Fonte: RFI

Macron preside cúpula em Paris e vai pedir mais dinheiro para conter aquecimento global

‘Se decidirmos não nos mexer e não mudar a maneira como produzimos, investimos e nos comportamos, seremos responsáveis por bilhões de vítimas’, disse o presidente da França.

O presidente da França, Emmanuel Macron, pedirá a países ricos e empresas globais nesta terça-feira (12) que contribuam com mais recursos para combater o aquecimento global.

Macron é anfitrião da cúpula “Um Planeta”, realizada por ocasião do aniversário de dois anos do acordo climático de Paris. Em 2015, quase 200 governos fizeram um pacto para reduzir as emissões de combustíveis fósseis de modo a conter o aumento da tempetura média do planeta em menos de 2º C.

O líder francês tentará mostrar que existem avanços sendo feitos com vista a estas metas tão duramente negociadas, mesmo depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito em junho que retirará seu país do pacto.

Macron disse que a decisão de Trump foi “um profundo despertar para que o setor privado” adote ações.

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Fonte: Reuters, publicado no G1

Em Portugal, potencial de emissões sobe mais que atividade econômica, diz INE

O potencial de aquecimento global em Portugal aumentou 6,8% em 2015, cinco vezes mais que o crescimento da atividade econômica que foi 1,2%, revelou hoje (18) o INE.

Os Indicadores Econômico-ambientais – Contas das Emissões Atmosféricas, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, além da subida do potencial de aquecimento global, também o potencial de acidificação e o de formação de ozono (que se forma mais perto da superfície terrestre) aumentaram devido ao crescimento das emissões de gases de efeito estufa.

A avaliação da eficiência ambiental da economia, no que diz respeito as emissões atmosféricas, é efetuada comparando dados físicos ambientais com dados econômicos e o INE explica que “os três indicadores ambientais apresentaram crescimentos superiores ao que se observou no VAB [Valor Acrescentado Bruto] (1,2%), interrompendo a tendência decrescente” da última década.

Em 2015, o potencial de acidificação aumentou 3% e o de formação de ozono troposférico 3,1%, enquanto o Valor Acrescentado Bruto (VAB), a preços base, avançou 1,2%.

Em termos acumulados, “todos os indicadores ambientais registaram decréscimos significativos entre 1995 e 2015”, contrariamente ao VAB, que aumentou 25,9%, ressalta o INE.

O potencial de aquecimento global apresentou uma tendência ascendente até 2005, acompanhando a evolução do VAB e, entre 2006 e 2014, apresentou um comportamento contrário àquele do indicador econômico.

O acréscimo das emissões é resultado da redução na oferta de energia renovável e aumento da produção de eletricidade a partir de combustíveis fósseis, nomeadamente o carvão, que têm um preço mais baixo que o gás natural, mas são mais poluentes.

As emissões de dióxido de carbono, um dos principais responsáveis pelas alterações climáticas, aumentaram 8,5%, acentuando o movimento ascendente iniciado em 2014, enquanto o metano subiu 1,1% e o óxido nitroso 0,2%. O potencial de acidificação, que apresentava uma tendência decrescente iniciada em 2006, também aumentou.

A redução de energia renovável é explicada pela falta de chuva, tendo sido 2015 um ano “extremamente seco – o sexto mais seco desde 1931 – com consequências na produção de energia hídrica, ao contrário de 2014 que tinha sido “um ano particularmente chuvoso”.

Em 2015, os maiores contributos para o potencial de aquecimento global vieram da energia, água e saneamento (31,1%), indústria (26,6%) e agricultura, silvicultura e pesca (13,5%) além das famílias (12,4%).

Por cada euro de VAB gerado, foram emitidos 0,455 quilogramas de dióxido de carbono, um ligeiro aumento na comparação com o valor o ano anterior (0,431 quilogramas), com a área energia, água e saneamento a continuar a emitir mais por unidade de VAB, com 4,707 quilogramas, seguindo-se a agricultura, silvicultura e pesca, com 2,677 quilogramas.

Fonte: DN Notícias

Estudo relaciona melhor uso da terra à redução de emissões de carbono

Plantar mais árvores, cultivar de forma mais sustentável e conservar as zonas úmidas poderiam reduzir significativamente a quantidade de carbono que a humanidade emite para a atmosfera através do uso de combustíveis fósseis, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (16).

Um melhor uso da terra poderia reduzir o dióxido de carbono em 37%, o suficiente para manter o aquecimento global abaixo de 2º Celsius até 2030, conforme exigido pelo Acordo de Paris de 2015, de acordo com um estudo publicado na revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

As soluções climáticas naturais poderiam reduzir as emissões em 11,3 bilhões de toneladas por ano até 2030, o que equivale a parar a queima de petróleo, afirmou.

“Esse é um enorme potencial, então, se levamos a sério as mudanças climáticas, teremos de levar a sério o investimento na natureza, bem como em energia limpa e transporte limpo”, disse Mark Tercek, diretor executivo da “The Nature Conservancy”, uma das instituições que contribuiu com os pesquisadores para o estudo.

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Fonte: AFP publicado no UOL Notícias

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