Três últimos anos foram os mais quentes já registrados

Os três últimos anos foram os mais quentes registrados até hoje, e o ritmo do aquecimento global constatado durante este período foi “excepcional”, advertiu a ONU nesta quinta-feira (18).

“Já foi confirmado que os anos 2015, 2016 e 2017, que se inscrevem claramente na tendência do aquecimento a longo prazo provocado pelo aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa, são os três anos mais quentes registrados até agora”, anunciou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência especializada da ONU.

Sob o efeito de um potente El Niño –fenômeno que a cada período de entre três e sete anos afeta as temperaturas, as correntes marinhas e as precipitações–, 2016 se encontra no topo da lista, com 1,2°C mais que na época pré-industrial, enquanto 2017 alcançou o recorde de ano mais quente até a data sem que tivesse incidência do El Niño.

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Fonte: AFP publicado na Folha de S.Paulo

Mais de 25% da Terra ficará mais seca mesmo se aquecimento global for limitado a 2ºC, diz estudo

Se contivermos o aquecimento médio a 1,5ºC – a meta mais baixa do Acordo de Paris -, a porção afetada diminui para entre 8% e 10%.

Mais de um quarto da superfície terrestre da Terra se tornará “significativamente” mais seca mesmo se a humanidade conseguir limitar o aquecimento global a 2ºC, o objetivo estabelecido no Acordo de Paris, disseram cientistas nesta segunda-feira (1).

Com o aquecimento de 2ºC, que pode ser atingido entre 2052 e 2070, entre 24% e 32% da superfície terrestre total se tornará mais seca.

Mas se contivermos o aquecimento médio a 1,5ºC – a meta mais baixa inscrita como ideal no Acordo de Paris sobre o clima -, esta porção diminui para entre 8% e 10%, concluíram os pesquisadores em um estudo publicado na revista científica Nature Climate Change.

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Fonte: France Presse publicado no G1

Combater aquecimento global é desafio da Comissão de Mudanças Climáticas

Após um ano de 2017 concentrado na discussão sobre o combate ao desmatamento e na promoção dos biocombustíveis, a Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) debate em 2018 os riscos do aquecimento global e lidera a participação do Congresso no 8º Fórum Mundial da Água. O evento será realizado no Brasil em março de 2018, explica o presidente do colegiado, senador Jorge Viana (PT-AC).

Confira aqui a reportagem completa.

Até 2100, cerca de 153 milhões de pessoas podem ficar afogadas pelo degelo antártico

Em um mundo onde derretem as grandes camadas do gelo antártico, uma possível inundação catastrófica poderia afetar áreas enormes, alertam os cientistas.

Os prognósticos em relação ao aumento do nível dos oceanos no futuro pioraram: em um artigo publicado nesta semana na revista Earth’s Future, os pesquisadores combinaram os dados mais recentes sobre como a camada de gelo da Antártida poderia entrar em colapso com os modelos existentes de elevação do nível do mar e descobriram que, dessa forma, as estimativas anteriores duplicam.

De acordo com o estudo, se permanecermos na trajetória atual do uso de combustíveis fósseis, o aumento médio do nível do mar poderia atingir cerca de 1,5 metros até 2100, em comparação com os 70 centímetros projetados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em 2014.

Em condições de derretimento do gelo em vastas áreas da Antártida, o aumento do nível do mar “faria submergir terras que atualmente abrigam 153 milhões de pessoas”, asseguram os pesquisadores.

O sudeste da Ásia, onde o nível do mar já está aumentando desproporcionalmente, experimentaria os maiores deslocamentos, de acordo com o estudo. Aqueles que vivem nas zonas costeiras da China, Bangladesh, Índia, Indonésia e Vietnã seriam os mais afetados pelo aumento nos níveis oceânicos.

O estudo também aponta que esta hipótese de possível inundação catastrófica poderia ser diminuída se o mundo reduzisse as emissões de carbono no prazo mais rápido possível para atingir os objetivos de temperatura global estabelecidos no Acordo sobre o Clima de Paris.

Se pudéssemos evitar que as temperaturas ultrapassassem os 2 °C acima dos níveis pré-industriais, o risco de uma grande fusão da camada de gelo antártico seria reduzido em grande parte.

No entanto, algumas pesquisas sugerem que é muito improvável que possamos alcançar esse objetivo, assinala a edição britânica The Guardian.

Fonte: Sputnik publicado no Jornal do Brasil

Financiamento privado pelo clima aumenta, mas barreiras persistem

Presidentes de gigantes das finanças prometem a ampliar fundos para projetos de diminuição do efeito estufa

Dois anos depois da histórica Conferência do Clima de Paris, a capital francesa recebeu nesta terça-feira (12) uma nova cúpula, focada na ação da iniciativa privada e dos bancos de investimentos para financiar as ações contra as mudanças climáticas. Os presidentes de gigantes das finanças como o banco HSBC e a seguradora AXA, a maior do mundo, se comprometeram a ampliar os fundos disponíveis para empresas e projetos de diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

O aumento dos recursos é uma realidade – hoje em dia, raras são as companhias que podem se dar ao luxo de ignorar a questão climática. Por um lado, elas temem sofrer represálias dos próprios clientes, cada vez mais sensíveis ao tema. Por outro, muitas estão conscientes da ameaça de serem vítimas, elas próprias, de catástrofes naturais e outros efeitos das mudanças do clima. Quem alerta é um dos mais famosos bilionários dos Estados Unidos, Michael Bloomberg. Continue lendo aqui. Fonte: RFI

Macron preside cúpula em Paris e vai pedir mais dinheiro para conter aquecimento global

‘Se decidirmos não nos mexer e não mudar a maneira como produzimos, investimos e nos comportamos, seremos responsáveis por bilhões de vítimas’, disse o presidente da França.

O presidente da França, Emmanuel Macron, pedirá a países ricos e empresas globais nesta terça-feira (12) que contribuam com mais recursos para combater o aquecimento global.

Macron é anfitrião da cúpula “Um Planeta”, realizada por ocasião do aniversário de dois anos do acordo climático de Paris. Em 2015, quase 200 governos fizeram um pacto para reduzir as emissões de combustíveis fósseis de modo a conter o aumento da tempetura média do planeta em menos de 2º C.

O líder francês tentará mostrar que existem avanços sendo feitos com vista a estas metas tão duramente negociadas, mesmo depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito em junho que retirará seu país do pacto.

Macron disse que a decisão de Trump foi “um profundo despertar para que o setor privado” adote ações.

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Fonte: Reuters, publicado no G1

Em Portugal, potencial de emissões sobe mais que atividade econômica, diz INE

O potencial de aquecimento global em Portugal aumentou 6,8% em 2015, cinco vezes mais que o crescimento da atividade econômica que foi 1,2%, revelou hoje (18) o INE.

Os Indicadores Econômico-ambientais – Contas das Emissões Atmosféricas, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, além da subida do potencial de aquecimento global, também o potencial de acidificação e o de formação de ozono (que se forma mais perto da superfície terrestre) aumentaram devido ao crescimento das emissões de gases de efeito estufa.

A avaliação da eficiência ambiental da economia, no que diz respeito as emissões atmosféricas, é efetuada comparando dados físicos ambientais com dados econômicos e o INE explica que “os três indicadores ambientais apresentaram crescimentos superiores ao que se observou no VAB [Valor Acrescentado Bruto] (1,2%), interrompendo a tendência decrescente” da última década.

Em 2015, o potencial de acidificação aumentou 3% e o de formação de ozono troposférico 3,1%, enquanto o Valor Acrescentado Bruto (VAB), a preços base, avançou 1,2%.

Em termos acumulados, “todos os indicadores ambientais registaram decréscimos significativos entre 1995 e 2015”, contrariamente ao VAB, que aumentou 25,9%, ressalta o INE.

O potencial de aquecimento global apresentou uma tendência ascendente até 2005, acompanhando a evolução do VAB e, entre 2006 e 2014, apresentou um comportamento contrário àquele do indicador econômico.

O acréscimo das emissões é resultado da redução na oferta de energia renovável e aumento da produção de eletricidade a partir de combustíveis fósseis, nomeadamente o carvão, que têm um preço mais baixo que o gás natural, mas são mais poluentes.

As emissões de dióxido de carbono, um dos principais responsáveis pelas alterações climáticas, aumentaram 8,5%, acentuando o movimento ascendente iniciado em 2014, enquanto o metano subiu 1,1% e o óxido nitroso 0,2%. O potencial de acidificação, que apresentava uma tendência decrescente iniciada em 2006, também aumentou.

A redução de energia renovável é explicada pela falta de chuva, tendo sido 2015 um ano “extremamente seco – o sexto mais seco desde 1931 – com consequências na produção de energia hídrica, ao contrário de 2014 que tinha sido “um ano particularmente chuvoso”.

Em 2015, os maiores contributos para o potencial de aquecimento global vieram da energia, água e saneamento (31,1%), indústria (26,6%) e agricultura, silvicultura e pesca (13,5%) além das famílias (12,4%).

Por cada euro de VAB gerado, foram emitidos 0,455 quilogramas de dióxido de carbono, um ligeiro aumento na comparação com o valor o ano anterior (0,431 quilogramas), com a área energia, água e saneamento a continuar a emitir mais por unidade de VAB, com 4,707 quilogramas, seguindo-se a agricultura, silvicultura e pesca, com 2,677 quilogramas.

Fonte: DN Notícias

Estudo relaciona melhor uso da terra à redução de emissões de carbono

Plantar mais árvores, cultivar de forma mais sustentável e conservar as zonas úmidas poderiam reduzir significativamente a quantidade de carbono que a humanidade emite para a atmosfera através do uso de combustíveis fósseis, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (16).

Um melhor uso da terra poderia reduzir o dióxido de carbono em 37%, o suficiente para manter o aquecimento global abaixo de 2º Celsius até 2030, conforme exigido pelo Acordo de Paris de 2015, de acordo com um estudo publicado na revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

As soluções climáticas naturais poderiam reduzir as emissões em 11,3 bilhões de toneladas por ano até 2030, o que equivale a parar a queima de petróleo, afirmou.

“Esse é um enorme potencial, então, se levamos a sério as mudanças climáticas, teremos de levar a sério o investimento na natureza, bem como em energia limpa e transporte limpo”, disse Mark Tercek, diretor executivo da “The Nature Conservancy”, uma das instituições que contribuiu com os pesquisadores para o estudo.

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Fonte: AFP publicado no UOL Notícias

Qual o efeito de mais CO2 na atmosfera para a Amazônia?

Experimento internacional próximo a Manaus quer descobrir se aumento de emissões pode ajudar a floresta a crescer e a combater os efeitos do aquecimento global.

As florestas desempenham papel crucial para regular as mudanças do clima. Experimento quer descobrir se aumento de emissões pode ajudar as plantas a crescer e combater os efeitos do aquecimento global. Com a queima de combustíveis fósseis, os níveis de dióxido de carbono na atmosfera estão aumentando rapidamente.

Os riscos causados para o aumento da temperatura global são conhecidos – mas cientistas têm menos certeza do efeito direto de mais CO2 em florestas tropicais como a Amazônia.

Uma teoria que intriga é que um nível mais alto de CO2 na atmosfera pode, na verdade, tornar as florestas mais resistentes aos impactos das mudanças climáticas.

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Fonte: Deutsche Welle reproduzido no G1

Aquecimento global amplia as perspectivas para biocombustíveis

Graças à utilização de etanol, o Brasil evitou emitir no ano passado 55,1 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2 eq), ou seja, gases de efeito- estufa (GEE), e outros 9,2 milhões de toneladas com o uso de biodiesel, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia. Esses números poderiam ser ainda maiores se não fosse a queda de 6,7% na produção total de etanol, que atingiu 28 bilhões de litros em 2016, e de 3% na produção de biodiesel, para 3,8 bilhões de litros.

A queda na produção de etanol deve-se à alta dos preços do açúcar no mercado internacional, levando as usinas a priorizar a produção da commodity, e ao fato de que a relação entre os preços do etanol e da gasolina manteve-se desfavorável ao etanol na maior parte do ano em vários Estados. No caso do biodiesel, o principal motivo para a redução foi à diminuição no consumo, causada pela recessão.

Fontes de energia renováveis, obtidos a partir de biomassas de compostos orgânicos vegetais ou animais, os biocombustíveis contam com boas perspectivas de mercado, ante a necessidade de redução dos danos causados pelo aquecimento global. Eles são utilizados na forma pura ou misturados aos combustíveis fósseis. No Brasil, o etanol é misturado à gasolina, enquanto o biodiesel é adicionado ao diesel tradicional.

Com o avanço da tecnologia, as perspectivas são de redução de custo, decorrente de maior produtividade das principais matérias-primas da cana, no caso do álcool, que se beneficia do melhoramento genético, e a soja, no caso do biodiesel. Surge também uma nova geração de biocombustíveis, como o etanol de segunda geração, enquanto boa parte das usinas do país passa por adaptações para utilizar, na entressafra da cana, o milho, hoje abundante e mais barato no Centro-Oeste. “Com as usinas flex, a produtividade do etanol aumenta, já que elas não ficam mais ociosas na entressafra da cana”, diz Tamar Roitman, pesquisadora da FGV Energia.

A principal matéria-prima usada para a produção de biodiesel no Brasil é o óleo de soja, com participação de 75,7% na cesta de insumos, seguido pelo sebo bovino, com 15,4%. A capacidade instalada de processamento de biodiesel no país atingiu 7,5 bilhões de litros em dezembro de 2016, volume 3% superior a dezembro de 2015, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Outros biocombustíveis em desenvolvimento são o diesel renovável, ou óleo vegetal hidratado (HVO), concorrente do biodiesel, e o biocombustível de aviação, ou bioquerosene. Ambos ainda apresentam custo elevado, segundo Tamar. De acordo com ela, os rejeitos da produção de etanol têm grande potencial para produção de biogás e biometano, hoje produzidos a partir de diversas biomassas, esterco e lixo orgânico.

Mas a grande aposta do setor é o etanol de segunda geração (E2G), que usa o bagaço e a palha da cana que sobram da produção do etanol de primeira geração. O resultado previsto é aumento de 50% na produção final de etanol. No mundo todo, a tecnologia é adotada por cinco empresas, duas das quais no Brasil, a GranBio, em sua planta BioflexI, em Alagoas, com capacidade nominal de 82 milhões de litros, e a Raízen, em sua usina de Piracicaba (SP), com capacidade de 42 milhões de litros.

A produção do E2G, no entanto, ainda não deslanchou, devido a gargalos tecnológicos e mecânicos enfrentados por todas as empresas. Mas quando eles forem superados, o Brasil terá a vantagem de um custo final mais baixo, já que a matéria prima aqui é mais barata.

Fonte: Valor Econômico publicado na Revista RPA News

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